Foi a Massorah falsificada ?

Maimônides também chamado Rambam(c.1136) afirmou em seus escritos Tefillin, Mezuzah e Sefer Torah que a Lei ou Toráh, exige que “cada palavra seja escrita de uma maneira perfeita.” E ele prosseguiu dizendo: “Da mesma forma, um rolo da Torá que está faltando até mesmo uma letra é inaceitável.” Maimônides afirma que ao se fazer a cópia do rolo da torah, caso alguém fosse cumprimentado, deveria terminar de escrever o Nome de Deus e somente depois cumprimentar a pessoa. O Nome de Deus não deveria ser escrito em duas linhas e sofrer uma separação de sílabas. Deveria ser escrito e preencher todo o final de uma linha como pode ser visto na figura abaixo. 

 

 

 

Caso uma mulher, criança, homem muito poderoso, um apóstata ou herege copiasse o rolo da lei, este deveria ser dispensado e não poderia ser usado por um judeu. Uma letra hebraica jamais deveria ser parecida com outra ao se copiar a torah. Este extremo cuidado ao se transmitir a torah, indica quão sério era para os massoretas a tarefa de copiar um texto e prepará-lo juntamente com os sinais massoréticos.

Nos escritos de Elias Levita (ou Eliah HaLevi) ele menciona que houve muitas pessoas que se opuseram ao seu trabalho de esclarecer dúvidas a respeito da Massorah.( Massoreth HaMassoreth página 87) Isso não é de admirar, visto que um dos escritos mais fantásticos que conheci abordando questões relacionadas ao texto massorético foi o trabalho Massoreth HaMassoreth (1538 ). Neste livro, Elias Levita afirma que “o Keri e o Ketiv não era sobre vogais e acentos” e afirma: “A razão disto é porque não havia nenhuma diferença de opinião entre todo o Israel a respeito da pronúncia das palavras.” Logo no início de suas dissertações a respeito do Keri e o Ketiv, Elias Levi afirma que a família de Aaron Ben Asher preparou o texto hebraico ocidental, também chamado palestino, ao passo que a família de Yaakov Ben Naftali preparou o texto oriental ou babilônico. Sobre estes textos, Maimônides (c.1138) afirma em seu Tratado a Respeito do Amor de Deus:

A cópia que seguimos nestes assuntos é o famoso Codex do Egito, os quais contém os 24 livros e que ficou em Jerusalém por muitos anos, a fim de que outros Códices pudessem ser corrigidos pelo seu texto; e todos os seguiam visto que Ben Asher o havia revisado minuciosamente por muitos anos e o corrigido muitas vezes. De acordo com isto muitas cópias foram produzidas; e eu também o segui concernente ao Livro da Lei, que eu mesmo escrevi em toda sua integridade.

Elias Levita afirma que as variações entre o texto de Naftali e o de Ben Asher “está confinado à pequenos acentos tais como meteg, mapiks, munach, um pashtah ou dois pashtahs.” A afirmação de que os nomes dos israelitas “foram inventados pelos massoretas” e que são uma “adulteração” não tem base alguma, visto que duas escolas do texto massorético em regiões geográficas diferentes criaram a mesma vocalização, não somente para os nomes dos antigos israelitas, mas para as demais palavras do restante das escrituras do chamado Velho Testamento.

Os massoretas eram tão cuidadosos ao vocalizarem o texto da torah, que distinguiam um verbo na terceira pessoa do singular no tempo passado colocando um patah no segundo radical(נִפְקַד) de um verbo, ao passo que no pretérito empregavam um kametz (נִפְקָד). Elias Levita prossegue asseverando que as vogais foram recebidas audivelmente no Monte Sinai, não em forma escrita, mas sonora. O que os massoretas fizeram a partir do ano 500 E.C *, foi inventar um sistema de pontos e letras vocálicas a fim de representar o que já existia foneticamente. Portanto, afirmar que os massoretas “inventaram as vogais” é um equívoco.

Elias Levita conta-nos que lemos “no Talmude (Baba Bathra 21 b) que Joab matou seu professor porque ele realizou o trabalho do Senhor enganosamente ao ler para ele Zakhar ao invés de Zekher (Deut.  xxv 19).#

Fica claro quão sério seria para os massoretas ‘inventarem’ nomes com vocalizações que não as conhecidas desde a antiguidade!

Na Septuaginta e em outros textos judaicos de língua grega, como os escritos de Josefo e Filo de Alexandria,ησοῦς Iēsoûs é a forma padrão do grego koiné usada para traduzir ambos os nomes hebraicos: Yehoshua e Yeshua. Ou seja, mais de um século antes de Cristo temos textos em grego na LXX onde os nomes teofóricos não são escritos com Ya no começo mas Ye.  Alguns estão propagando a ideia de que o texto massorético foi “adulterado” e teve seus nomes mudados. O objetivo principal dos postuladores desta opinião é nada mais que evitar a pronúncia Jeová e acabam revelando uma Yehofobia.( Palavra que eu inventei para designar uma pessoa que odeia o nome Jeová ou a forma Yehováh). O que vemos portanto, é um tipo de rejeição/antagonismo à forma do nome de Deus, como sendo Yehováh

Portanto a Massoráh não foi “adulterada” por vários motivos, cito alguns:

  • O zelo dos copistas em evitar qualquer tipo de adulteração
  • As vogais não foram “inventadas” pelos massoretas, mas sim a representação gráfica delas
  • Textos antigos em grego no 2º século A.E.C como a LXX e depois os Evangelhos empregaram nomes com vocalização igual à da Massorá. Uma pesquisa recente da universidade do Texas intitulada A THE SECOND COLUMN (SECUNDA) OF ORIGEN’S HEXAPLA IN LIGHT OF GREEK PRONUNCIATION, mostra que quando Orígenes transliterou nomes hebraicos para o Grego, séculos antes da produção do texto massorético, estes tinham a mesma pronúncia. Não houve disputa alguma a respeito de nomes judaicos, como se os massoretas tivessem “inventado” as vogais.

 

  • Hebraico Tiberiano

    29  כִּֽי־אַ֭תָּה תָּאִ֣יר נֵרִ֑י יְהוָ֥ה אֱ֝לֹהַ֗י יַגִּ֥יהַּ חָשְׁכִּֽי׃

    30  כִּֽי־בְ֭ךָ אָרֻ֣ץ גְּד֑וּד וּ֝בֵֽאלֹהַ֗י אֲדַלֶּג־שֽׁוּר׃

    31  הָאֵל֮ תָּמִ֪ים דַּ֫רְכֹּ֥ו אִמְרַֽת־יְהוָ֥ה צְרוּפָ֑ה מָגֵ֥ן ה֝֗וּא לְכֹ֤ל ׀ הַחֹסִ֬ים בֹּֽו׃

    32  כִּ֤י מִ֣י אֱ֭לֹוהַּ מִבַּלְעֲדֵ֣י יְהוָ֑ה וּמִ֥י צ֝֗וּר זוּלָתִ֥י אֱלֹהֵֽינוּ׃

    Secunda (Hexapla)

     

     

    29. χι αθθα θαειρ νηρι YHWH ελωαι αγι οσχι

    30. χι βαχ αρους γεδουδ ουβελωαι εδαλλεγ σουρ

    31. αηλ θαμμιν (*-μ) δερχω εμαραθ YHWH σερουφα μαγεν ου λαχολ αωσιμ βω

    32. χι μι ελω μεββελαδη YHWH ουμι σουρ ζουλαθι ελωννου (*-ηνου)

 

  • As Escolas tanto no oriente quanto no ocidente produziram a Massoráh e vocalizaram os nomes de forma similar
  • O Qere e o Ketiv não apresentam a suposta “adulteração” de nomes na Massoráh


 

 

*Nota:  Paul DWegner (PhD, Kings College, Universidade de Londres) e professor do Velho Testamento.



 

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O uso e significado da palavra “Deus” (Elohim) nas Escrituras Sagradas

Há um assunto que achei necessário postar em vista da desinformação causada por muitos chamados apologistas e teólogos que tem mais confundido do que ajudado na pesquisa da palavra de Deus.

O uso e significado da palavra “Deus” conforme usada nas Escrituras Sagradas. Gostaria de repetir o que postei na página sobre o MONOTEÍSMO JUDAICO a fim de exclarecer alguns pontos importantes.

Esta matéria explica de modo claro e sem rodeios que ELOHIM não é como dizem muitos , um dos “nomes de Deus”. Nada disso! Na verdade como verá abaixo ELOHIM (em Hebraico) é equivalente a palavra Deus ou deus, em português. E não se refere apenas ao Ser Supremo. Ou seja, não é especifica mas assume um caráter de um substantivo comum na Bíblia. (Veja detalhe adicional em Definições Léxicas do Hebraico Antigo)

(Obs.: Elohim em hebraico é o equivalente de THEÓS em grego. Tenha em mente que o V.T foi escrito em hebraico e o N.T foi escrito em grego.)

Os Judeus acreditavam que existiam vários deuses legítimos

Os Judeus ou Israelitas  foram o povo pactuado de Jeová (IHVH) e como tal reconheciam que o termo “Deus/ deus” não era uma palavra específica para designar o Deus Todo Poderoso. Por exemplo, Moises foi chamado de “Deus/deus” em Exodo 7:1. (Clique para ler em outra janela)

moisés_arão

Quem chamou Moisés de “Elohim” (Deus) ???

Como podemos ver no texto, foi o próprio Jeová Deus que considerou Moisés um deus. Não foi do ponto de vista de  Faraó ou outros, mas o próprio Deus Todo Poderoso o tornou “poderoso” em ações e palavras, o que fez dele “um deus”.

Devido a posição e poderes a ele delegados pelo Deus Todo Poderoso, Moisés foi considerado um “Deus/deus”. É bom relembrar que este detalhe de mencionarmos a palavra “Deus” com letras maiúsculas ou minúsculas é irrelevante para a nossa avaliação do ponto de vista filológico visto que em hebraico antigo e grego coiné não se fazia diferenciação entre letras maiúsculas ou minúsculas. Portanto, se Moisés foi chamado de “Deus” em hebraico em Êxodo 7:1 isso implicava que ele possuía poderes ao seu dispor que o colocava em posição elevada em relação a seus contemporâneos.

Deus disse a Moisés neste verso: “Vê, eu te fiz Deus (Elohim: אֱלֹהִים) para Faraó, ao passo que Arão teu irmão te servirá de profeta

A Tradução New American Standard Bible verteu essa passagem da seguinte maneira:

Vede, eu te faço Deus para Faraó, e teu irmão Arão será teu profeta

Por receber poder Divino e autoridade de Jeová (IHVH), Moisés foi chamado de “Deus” (hebraico: Elohim).”

Muitos teólogos e apologistas modernos negam a existência de outros chamados “deuses”. Observe outro erro grave dos pastores e teólogos neste artigo!

deuses

Ou dizem que tais “deuses” só podem ser “deuses falsos” uma vez que a Bíblia diz que existe apenas um “único Deus Verdadeiro”. Contudo, os primitivos judeus usavam a palavra “Deus” (Hebraico: Elohim ; Grego : THEÓS) para se referirem a  tudo o que possui poder ou exerce poder sobre outros ou alguma criatura com poderes concedidos por Jeová, o Ser Supremo, identificado nas Escrituras pelo tetragrama (IHVH). Os Judeus não viam nisso uma contradição. As passagens que cito aqui neste artigo possuem declarações explícitas, onde certos deuses são considerados deuses legítimos devido ao poder concedido pelo Deus Todo Poderoso.

Jesus ao chamar seu pai de “o Único Deus verdadeiro” não estava  excluindo totalmente outros de serem considerados “deuses” legítimos. Temos que tomar cuidado e evitar formar teologia a partir de uma declaração que não seja globalmente bíblica. Ou seja que não seja baseada em “Toda a Escritura”. Por exemplo, os Fariseus disseram, numa discussão com Cristo, que “temos um só pai, Deus” (João 8:41). Pouco antes haviam falado que  “Nosso pai é Abraão.”( João 8:39). Significa que declarações exclusivas nem sempre são literalmente assim. Se considerarmos as palavras ao pé da letra chegaremos a conclusão de que Abraão era Deus e que Deus era Abraão, visto que os Fariseus chamaram a ambos de “pai”. E pior ainda, disseram que não tinham nenhum outro pai a não ser Deus. De modo similar, Jesus ao dizer que seu pai é o ” Único Deus Verdadeiro” não estava dizendo que todos os outros eram deuses falsos e sim enfatizando que seu pai é o Deus Supremo em relação a outros que podem ser assim chamados. De fato observe que 1 Coríntions 8:5,6 afirma que “há muitos deuses”, daí o texto diz: “quer no ceús quer na terra”… Em harmonia com isso o Salmo 8:5 chama os anjos poderosos de “Deuses” ao usar a palavra hebraica ELOHIM. (Obs.: muitas versões usam a palavra “Deus” ou “deuses”, no hebraico ocorre a palavra ELOHIM , se alguma versão optou por verter “anjos” ela está parafraseando igual fez a LXX citada por Paulo)

Elohim (deus, deuses) é definido como sendo :

I. Deus, deus, deuses
II. governantes, juizes, anjos
III. Pl. intensivodeus, deusa

https://en.wikipedia.org/wiki/Elohim

Palavra: ELOHIM Segundo a definição do respeitado Brown Driver Briggs Léxico HebraicoInglês :

  • a. governantes, juizes, quer como representantes divinos em lugares sagrados ou como refletindo majestade divina e poder.
  • b. divinos, seres humanos  poderosos, incluindo Deus e anjos.
  • c. anjos;

O Salmo 82:1 se refere a Juízes humanos e os chama de “deuses”. Lemos que o Deus Todo Poderoso

“preside na grande assembléia e julga entre os deuses…”

Salmo 82:6 prossegue na mesma linha…

“Vós sois deuses e todos vós sois filhos do Altíssimo”

Estes e outros inúmeros textos evidenciam que a palavra hebraica “Elohim” “Deus” ou “deuses” é aplicada pelos Judeus primitivos tanto em escritos da Bíblia Sagrada como também em escritos extra bíblicos como se referindo a deidades secundárias sem que isso comprometesse o monoteísmo judaico.

Leia também:

São as Testemunhas de Jeová POLITEÍSTAS ?

 

A Concordância Analítica de Young da Bíblia, Eerdmans , 1978 Reprint , ” Dicas e ajuda a Interpretação da Bíblia”  explica sobre a palavra Deus:

“65 Deus – . É  usado referente a  qualquer um ( professadamente ) PODEROSO , sendo verdadeiro ou não , e é aplicada não somente ao verdadeiro Deus , mas aos falsos deuses , magistrados , juízes , anjos , profetas, etc , por exemplo – Ex. . 7:1 , 15:11 , 21:6 , 22:08 , 9; … Sal 8:5 ; . 45:6 , 82:1 , 6; 97:7 , 9 … João 1:1 , 10:33 , 34, 35 ; 20:28 …. “

A Bíblia trinitária de Estudo NIV Study Bible , Zondervan , 1985 diz-nos :

” Na linguagem do AT … governantes e juízes, como agentes do Rei celestial ,podem receber o título honorífico de” Deus ” … ou ser chamado de ‘ filho de Deus ‘ . “ – Nota de Sal. 82:1 E , na nota de Salmo. 45:6 , o mesmo estudo da Bíblia nos diz : “Neste salmo, que elogia o Rei[ israelita ] … , não é impensável que ele seja chamado de ” deus ” como um título de honra (cf. Is 9. : 6) “.

O Novo Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento , Zondervan , 1986 , diz-nos :

” A razão pela qual os juízes são chamados de ” deuses “no  Salmo 82 . É que eles têm o cargo de administração do juízo de Deus como ” filhos do Altíssimo . ” No contexto do Salmo. Os homens em questão não conseguiram fazer isso .. .. por outro lado , Jesus cumpriu o papel de um verdadeiro juiz como um “deus” e ” filho do Altíssimo . “ – Vol . 3 , p . 187.

O uso da palavra Theós em grego sendo o equivalente de Elohim por parte dos escritores do chamado Novo Testamento reflete o mesmo conceito judaico.

Em João 1:1; 20:28 e hebreus 1:8

Ao lermos o Salmo 8:5 na LXX (Septuaginta, uma versão do V.T traduzida para o Grego) veremos que esta verteu a palavra hebraica ELOHIM (Deus,deuses) por ANGELOS ou anjos.

ἠλάττωσας αὐτὸν βραχύ τι παρ’ ἀγγέλους δόξῃ καὶ τιμῇ ἐστεφάνωσας αὐτόν (siga o link se desejar!)

Poderá consultar a Concordânica Exaustiva de Strong e ver por sí mesmo que a palavra ELOHIM que aparece neste versículo é aplicada a magistrados, anjos, e outros além do Deus Todo Poderoso Jeová. De fato, o nome Jeová identifica o ser Supremo e Aquele que é chamado de “O Único Deus Verdadeiro” em João 17:3.

É evidente que visto que Jesus usou a expressão “Único Deus Verdadeiro” não exclue outros de serem chamados de Elohim ou deus. Temos que tomar cuidado com isolar textos bíblicos a fim de formar opinião teológica. Ademais há na bíblia declarações que indicam que exclusões nem sempre devem ser tomadas ao pé da letra.

Como vimos acima na discussão com os  Fariseus registrada em João 8: 39 Jesus ouviu os líderes religiosos dizerem:

Nosso pai é Abraão.”

Poucos versículos depois ( v.41)  os mesmos Fariseus disseram:

“Não nascemos de fornicação; temos um só Pai, Deus.”

Portanto eles disseram que tinham somente um pai. Isso excluía Abraão de ser chamado de “Pai” por estes ? Não! De modo similar, Jesus chama seu Pai de “O Único Deus Verdadeiro”, contudo isso não exclui outros de serem chamados de “deuses” sem que estes sejam deuses falsos.

 

Elohim contrastado com o plural numérico em hebraico

Em Gênesis 35:2,4 ; Êxodo 12:12 vemos a ocorrência do plural numérico de Elohim, a saber, Elohê , que significa deuses. Esta é a palavra hebraica específica para indicar uma pluralidade numérica a ser distinguida de Elohim. Gramática Hebraica de Gesenius pag. 399.

 

 

Conceito equivocado perpetuado por “doutores” e “pastores” modernos

Hoje em dia homens como Robert Bowman que só sabe publicar livros contra as Testemunhas de Jeová e dedica sua vida a persegui-las em suas palestras, afirma que “só existe um Deus” e que todos os outros são “deuses falsos”. Isso não é de forma alguma o que as Escrituras Sagradas revelam e nem mesmo léxicos respeitados como os que citei acima aqui neste artigo. Ocorre que estes religiosos modernos sutilmente e de maneira enganosa enxertam suas idéias e tradições religiosas em seus cultos religiosos. Muitos destes quando eram garotos ouviram pais católicos repetirem a frase “Deus é um só”. Embora saibamos que tal frase quer dizer que o Verdadeiro Deus é apenas um e que o Ser Supremo é apenas um, na verdade acaba passando outra idéia. A de que não existem outros deuses legítimos e que são assim chamados sem que estes sejam “falsos deuses”.

Observe o que afirmou Lord Saga um versátil apologista das Testemunhas de Jeová:

 “Seria Jesus um “Deus” falso? Visto que na Bíblia só há um Verdadeiro (Isaías 43:10)?

Que pensamento bobo.
Isaías 43:11 diz que apenas Deus é salvador.
Então o os Juízes bíblicos que salvaram o povo de Israel das mãos dos filisteus eram “FALSOS salvadores” ? (Juízes 2:16 ; 3:9,15; 1 Samuel 10:19)

A Bíblia diz que Jesus é o Filho Único de Deus. (Jo 3:16)
Os anjos são “FALSOS filhos” de Deus? (Jó 1:6 ; 38:7)

A Bíblia diz que apenas Deus é Pai. (Mateus 23:9)
Então o pai do Luiz é um “FALSO pai”?

Mateus 23:9 – > Além disso, não chameis a ninguém na terra de vosso pai, pois UM SÓ É VOSSO PAI, o Celestial

— Questão dos Superlativos Divinos do Senhor Jeová Deus Pai—

Quando a Bíblia diz que o Pai é o único Deus. (Jo 17:3, 1 Cor 8:5,6)
Não impede que outros sejam chamados de “Deus”, mas significa que ele é Deus em certo sentido ou num patamar superlativo em que Só Ele É.

Também é assim com termos como Pai, Salvador, Bom, Santo, Sábio. Outros também são pais, salvadores, bons, santos ou sábios, mas em sentido diferente do que (somente) Deus é.

Como vimos a pergunta cima revela um equivoco teológico enraizado na mente dos que se deixaram moldar pela tradição religiosa e não por exatidão na adoração de Deus. De fato, a palavra Deus/deus é usada nas escrituras como um substantivo comum.

Observe o que diz a Obra Estudo Perspicaz das Escrituras citando Dicionários respeitados:

O título “Deus” não é nem pessoal, nem distintivo (alguém pode até mesmo fazer de seu ventre um deus; Fil 3:19). Nas Escrituras Hebraicas, a mesma palavra (’Elo·hím) é aplicada a Jeová, o verdadeiro Deus, e também a deuses falsos, tais como Dagom, o deus filisteu (Jz 16:23, 24; 1Sa 5:7) e Nisroque, deus assírio. (2Rs 19:37) Caso um hebreu dissesse a um filisteu ou a um assírio que ele adorava a “Deus [’Elo·hím]” isso obviamente não bastaria para identificar a Pessoa à qual se dirigia sua adoração.”

Até mesmo o inimigo da vida eterna é chamado de “Deus” (grego THEÓS) em 2 Coríntios 4:4 (clique aqui para ler)

Nos artigos sobre Jeová, The Imperial Bible-Dictionary (O Dicionário Bíblico Imperial) ilustra belamente a diferença entre ’Elo·hím (Deus) e Jeová. A respeito do nome Jeová, diz:

É, em toda a parte, um nome próprio, indicando o Deus pessoal, e somente ele; ao passo que Elohim assume mais o caráter de um substantivo comum, indicando, em geral, deveras, o Supremo, mas não necessária ou uniformemente. . . . O hebreu talvez diga o Elohim, o verdadeiro Deus, contrapondo-o a todos os deuses falsos; mas ele jamais diz o Jeová, pois Jeová é unicamente o nome do verdadeiro Deus. Ele diz, vez após vez, meu Deus . . .; mas jamais meu Jeová, pois quando ele diz meu Deus, quer dizer Jeová. Ele fala do Deus de Israel, mas jamais do Jeová de Israel, pois não existe nenhum outro Jeová. Ele fala do Deus vivo, mais jamais do Jeová vivo, pois só pode conceber Jeová como estando vivo.” Editado por P. Fairbairn, Londres, 1874, Vol. I, p. 856.” (O GRIFO É MEU)

 

Fica claro então após tal analise cuidadosa, que a palavra “Deus” em hebraico ELOHIM e em Grego THEÓS não é o que dizem muitos dos chamados Cristãos ou teólogos em sua maioria. Eles estão distanciando as pessoas do “conhecimento exato” (epignosis) que Paulo tanto alertou que é necessário para todos nós alcançarmos a salvação de Deus por intermédio de Jesus Cristo. 1 Timóteo 2:4 Col. 1:9 Fil 1:9. As muitas desculpas para se evitar usar o Nome de Deus por removê-lo de suas traduções da palavra de Deus não convence. (clique aqui para ver um dos motivos apresentados por Teólogos e eruditos de renome para não usar o Nome de Deus, muito embora este apareça milhares de vezes nos mais antigos manuscritos da Bíblia.) Espero que ao ler este artigo tenha entendido que o Ser Supremo tem um Nome que o identifica dentre todos os outros deuses. Daví e outros servos de Deus usavam o Nome dele todo tempo não somente na conversa diária, como também ao escreverem a Bíblia sob inspiração divina.

Leiam o artigo :

 

 

São as Testemunhas de Jeová POLITEÍSTAS ?




“Elohim” por ser plural, indica que Deus é uma trindade de pessoas?

Deus definição de acordo com a Obra Estudo Perspicaz das Escrituras



Duas regras – uma falsa e uma verdadeira


 


NOVA KING JAMES RESTAURA O NOME DIVINO NOVO!

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Possui Deus vários nomes ou apenas um só nome? (Observará que alguns repetem o conceito errado de que “Deus tem vários nomes” e chegam a dizer que ELOHIM é um dos nomes, sendo que como vimos claramente acima a partir de léxicos respeitados, ELOHIM é como se diz “Deus/deus” em hebraico e não é nome coisa nenhuma, mas um substantivo de uso comum)

Negam as TJ a divindade de Jesus?

O que é Divindade? Somente YHWH( Jeová) possui Divindade? O que a Bíblia diz sobre esse assunto?

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Jesus realmente existiu?

O erudito americano, Theodore Parker, que declarou: “Vão dizer-nos que tal homem nunca existiu, que toda esta história é uma mentira? Suponhamos que Platão e Newton nunca existiram. Nesse caso, quem teria feito as obras deles e imaginado os pensamentos deles? Era preciso um Newton para inventar um Newton. Que homem poderia ter inventado um Jesus? Nenhum outro senão Jesus.”

Por meio de seus dinâmicos ensinamentos e pela maneira que viveu em harmonia com eles, Jesus tem influenciado de forma poderosa a vida de pessoas já por quase dois mil anos. Conforme certo escritor expressou apropriadamente:

“Todos os exércitos que já marcharam, todas as frotas navais que já se construíram, todos os parlamentos que já se reuniram e todos os reis que já governaram, juntos, não influenciaram a vida do homem sobre a terra tão poderosamente.”

Albert Einstein, físico nascido na Alemanha, disse: “Sou judeu, mas fico encantado com a figura luminosa do Nazareno.” Numa ocasião, perguntaram a ele se acreditava que Jesus tinha existido de verdade. Ele respondeu: “Sem dúvida! Ninguém consegue ler o Evangelho sem sentir a presença real de Jesus. A personalidade dele pulsa em cada palavra. Nenhum mito tem tanta vida assim.”

 

Michael Grant, historiador e especialista no estudo de civilizações antigas, escreveu: “Devemos usar para o Novo Testamento o mesmo critério que usamos para outros escritos antigos que contêm informações históricas. Se fizermos isso, teremos de aceitar que Jesus realmente existiu. Se rejeitamos a existência de Jesus, então podemos rejeitar também a existência de vários personagens históricos pagãos que ninguém duvida que existiram.”

Pergunte-se: Poderia uma pessoa que nunca existiu ter influenciado a história humana de modo tão notável?

A obra de referência The Historians’ History of the World (A História do Mundo Segundo os Historiadores) comentou: “O resultado histórico das atividades [de Jesus] foi mais momentoso, mesmo dum ponto de vista estritamente profano, do que os feitos de qualquer outro personagem da história. Uma nova era, reconhecida pelas principais civilizações do mundo, tem o nascimento dele como ponto de partida.”

Sim, pense nisso. Até os calendários hoje baseiam-se no ano em que Jesus nasceu. “As datas anteriores a este ano são seguidas das iniciais a.C., isto é, antes de Cristo”, explica The World Book Encyclopedia (Enciclopédia Mundial do Livro). “As datas posteriores a este ano são seguidas das iniciais a.D., isto é, anno Domini (no ano do nosso Senhor).”

Os críticos, porém, salientam que tudo o que realmente sabemos sobre Jesus se encontra na Bíblia. Não existem outros registros contemporâneos a respeito dele, dizem eles. Até mesmo H. G. Wells escreveu: “Os antigos historiadores romanos ignoraram inteiramente a Jesus; ele não deixou nenhuma marca nos registros históricos do seu tempo.” Mas, é isto verdade?

 

Embora sejam escassas as referências a Jesus Cristo da parte de primitivos historiadores seculares, tais referências realmente existem. Cornélio Tácito, respeitado historiador romano do primeiro século, escreveu:

“O nome [cristão] deriva-se de Cristo, a quem o procurador Pôncio Pilatos executou no reinado de Tibério.”

Suetônio e Plínio, o Jovem, outros escritores romanos daquela época, também se referiram a Cristo. o poeta Juvenal e o filósofo estóico Lúcio Sêneca. 

Além disso, Flávio Josefo, historiador judeu do primeiro século, escreveu sobre Tiago, a quem identificou como “o irmão de Jesus, que era chamado Cristo”.

Existe uma quantidade de provas históricas. Mesmo o médico-missionário Albert Schweitzer, bem conhecido pelo seu ceticismo, reconheceu:

“Temos de admitir que não são muitas as personalidades da antiguidade a respeito das quais possuímos tantas declarações e fatos históricos evidentes como no caso de Jesus.”

John Stuart Mill, famoso economista e filósofo inglês do século dezenove, observou:

“Quem dentre Seus seguidores, ou dentre seus prosélitos, foi capaz de inventar os ditos atribuídos a Jesus, ou de imaginar a vida e o caráter revelados nos evangelhos? Certamente não os pescadores da Galiléia.”

Assim, The New Encyclopædia Britannica (A Nova Enciclopédia Britânica) conclui: “Estes relatos independentes provam que nos tempos antigos nem os oponentes do cristianismo jamais duvidaram da historicidade de Jesus, que foi disputada pela primeira vez e em bases inadequadas em fins do século 18, durante o século 19 e no início do século 20.”

Em essência, porém, tudo o que se sabe sobre Jesus foi registrado por seus seguidores do primeiro século. Os registros deles foram preservados nos Evangelhos — livros bíblicos escritos por Mateus, Marcos, Lucas e João. O que dizem esses relatos sobre a identidade de Jesus?

Evidência ainda mais forte da historicidade de Jesus Cristo é que sua influência não depende de sua presença física na terra. Embora não exista mais a influência de governantes poderosos tais como Nabucodonosor, Alexandre Magno e Júlio César, o impacto que Jesus Cristo causou na história ainda permanece. Milhões seguem ainda hoje os seus ensinos.

Embora fosse homem poderoso nos seus dias, Napoleão se viu obrigado a reconhecer a singularidade da influência de Jesus como pessoa. Ele observou: “Deu-se extraordinário poder de influenciar e comandar homens a Alexandre, Carlos Magno e a mim. Mas, no nosso caso, foi necessária a presença. . . . Ao passo que Jesus Cristo tem influenciado e comandado Seus súditos sem a Sua visível presença física durante dezoito séculos.” E, novamente: “Alexandre, César, Carlos Magno e eu mesmo fundamos impérios, mas em que baseamos as criações de nosso gênio? Na força. Só Jesus Cristo fundou seu reino sobre o amor.”

 

“Não será a história do fundador do cristianismo um produto da aflição, da imaginação e da esperança humana — um mito comparável às lendas de Krishna, Osíris, Átis, Adônis, [Dioniso] e Mitras?”, pergunta o historiador Will Durant. Ele responde que, no primeiro século, negar que Cristo tivesse existido “parece não ter ocorrido nem mesmo aos mais severos oponentes do novo credo, judeus ou pagãos”. — A História da Civilização: Vol. III — César e Cristo.

O historiador romano Suetônio (c. 69-140 EC), em sua história The Twelve Caesars (Os Doze Césares), disse a respeito do imperador Cláudio: “Visto que os judeus em Roma causavam contínua perturbação à instigação de Cresto [Cristo], ele os expulsou da cidade.” Isto ocorreu por volta do ano 52 EC. (Compare com Atos 18:1, 2.) Note que Suetônio não expressou dúvidas a respeito da existência de Cristo. Nessa base concreta, e apesar de perseguição que punha em risco a vida, os cristãos primitivos proclamavam mui ativamente a sua fé. É bem improvável que arriscassem a vida à base de um mito. A morte e a ressurreição de Jesus ocorreram em seus dias, e alguns deles eram testemunhas oculares desses eventos.

Será que são documentos “todos adulterados” como dizem alguns ao falarem das fontes históricas citadas acima? 

As fontes que falam de Cristo são inúmeras, isto é se olharmos para outros escritores que não eram “historiadores” etc. São muitos escritores com detalhes que aludem a Cristo e ao cristianismo.  Note por exemplo o Talmude:

O TALMUDE

Essa coleção de escritos religiosos judaicos foi produzida entre os anos 200 e 500. Ela deixa claro que até os inimigos de Jesus acreditavam na sua existência. Um trecho do Talmude diz que na “Páscoa Yeshu [Jesus], o Nazareno, foi pendurado”. A história confirma essa informação. (Talmude Babilônico, Sinédrio 43a, Códice de Munique; veja João 19:14-16.) Outra passagem diz: “Que nenhum de nossos filhos ou alunos se envergonhe em público como o Nazareno.” (Talmude Babilônico, Berakoth 17b, nota, Códice de Munique.) “Nazareno” era um título dado a Jesus. — Lucas 18:37.

 

Veja uma história real abaixo e o que convenceu alguém da historicidade de Jesus

Na nossa casa o nome “Jesus” nunca era usado, enquanto eu me criava, exceto de modo depreciativo. Dava-se o mesmo na família de minha esposa. Ora, certa vez, ela teve de lavar a boca com sabão só por ter mencionado o nome “Jesus”!

“O Messias ainda não veio”, haviam me dito meus instrutores religiosos. “Deus não tem filho”, afirmavam meus colegas judeus. “Jesus era filho ilegítimo”, era o conceito comum entre meus parentes.

Portanto, quando consideramos pela primeira vez a profecia sobre o Messias, em Daniel 9:24-27, objetei: “Como poderia isso referir-se a Jesus Cristo? O Messias ainda virá, e esse que era chamado Jesus já veio e se foi.”
Mas, a medida que estudávamos essa profecia e outras, começávamos a acumular fatos reveladores. Ora, a profecia de Daniel indicava o ano da vinda do Messias, 29 E.C.! Os pormenores que o identificavam foram cuidadosamente esboçados no 53.° capítulo de Isaías. E a profecia em Gênesis 49:10 até mesmo especificava a tribo da qual ele viria. “O Messias já deve ter vindo”, concluí, “do contrário, visto que não existem mais os registros genealógicos, não poderia nem mesmo ser identificado, caso ele viesse agora!”

Foi para nós uma revelação surpreendente o fato de que Deus realmente tem um filho, mas isso se tornou inegavelmente evidente ao lermos em nosso exemplar dos escritos hebraicos em Provérbios 30:4: “Quem estabeleceu todos os confins da terra? Qual é seu nome, e qual é o nome de seu filho, se é que o sabes?” (As Escrituras Sagradas [em inglês], Sociedade Publicadora Judaica dos E.U.A.) Aprendemos que seu nascimento de uma moça ou jovem mulher era legítimo, segundo a vontade de Deus, conforme profetizado em Isaías 7:14 e 9:6, 7.
Assim, nosso estudo das Escrituras Hebraicas nos convenceu de que Jesus era o Messias, ou Cristo, o Filho de Deus. Ele se enquadra no que está delineado nas Escrituras.

Encontrei o Que Faltava

Ao continuar a estudar, as perguntas que há muito me incomodavam começavam a ser respondidas, uma por uma. Eu estava encontrando o que faltava na minha herança judaica.
“O que dizer das guerras?” perguntei à Testemunha. “Não devem todos os bons cidadãos defender seu país?” Perguntei isto, não porque eu fosse defensor de guerras, mas porque eu queria saber se Deus as aprovava.
“Em tempos de guerra”, respondeu-me, “católicos matam católicos, protestantes matam protestantes e judeus matam judeus. Como poderia Deus aprovar a guerra ou uma organização que aprova que seus membros se matem reciprocamente?”

Para mim isto tinha lógica. Fiquei realmente feliz de saber que Deus não tem parte nas guerras das nações. Quão satisfatório foi descobrir que ele tem um código de moralidade, de linguagem limpa e de honestidade tão diferente daquele — que é aceito tanto pelas pessoas religiosas como não-religiosas! Não foi só a leitura da Bíblia que nos convenceu disto; foi por ver a evidência viva nas Testemunhas de Jeová que chegamos a conhecer e com as quais nos associamos. Fiquei muito feliz de saber que Deus tem um propósito para seu povo e que a atuação em harmonia com tal propósito pode resultar em vida eterna num ambiente perfeito. (Isaías 25:6-9) Raciocinei comigo mesmo: ‘Como poderia tal Deus amoroso ser uma força abstrata ou impessoal?’

 



 

 

Jesus existiu mesmo?