Foi a Massorah falsificada ?

Maimônides também chamado Rambam (c.1136) afirmou em seus escritos Tefillin, Mezuzah e Sefer Torah que a Lei ou Toráh, exige que “cada palavra seja escrita de uma maneira perfeita.” E ele prosseguiu dizendo: “Da mesma forma, um rolo da Torá que está faltando até mesmo uma letra é inaceitável.” Maimônides afirma que ao se fazer a cópia do rolo da torah, caso alguém fosse cumprimentado, deveria terminar de escrever o Nome de Deus e somente depois cumprimentar a pessoa. O Nome de Deus não deveria ser escrito em duas linhas e sofrer uma separação de sílabas. Deveria ser escrito e preencher todo o final de uma linha como pode ser visto na figura abaixo. 

 

 

 

Caso uma mulher, criança, homem muito poderoso, um apóstata ou herege copiasse o rolo da lei, este deveria ser dispensado e não poderia ser usado por um judeu. Uma letra hebraica jamais deveria ser parecida com outra ao se copiar a torah. Este extremo cuidado ao se transmitir a torah, indica quão sério era para os massoretas a tarefa de copiar um texto e prepará-lo juntamente com os sinais massoréticos.

Nos escritos de Elias Levita (ou Eliah HaLevi) ele menciona que houve muitas pessoas que se opuseram ao seu trabalho de esclarecer dúvidas a respeito da Massorah. ( Massoreth HaMassoreth página 87) Isso não é de admirar, visto que um dos escritos mais fantásticos que conheci abordando questões relacionadas ao texto massorético foi o trabalho Massoreth HaMassoreth (1538 ). Neste livro, Elias Levita afirma que “o Keri e o Ketiv não era sobre vogais e acentos” e afirma: “A razão disto é porque não havia nenhuma diferença de opinião entre todo o Israel a respeito da pronúncia das palavras.” Logo no início de suas dissertações a respeito do Keri e o Ketiv, Elias Levi afirma que a família de Aaron Ben Asher preparou o texto hebraico ocidental, também chamado palestino, ao passo que a família de Yaakov Ben Naftali preparou o texto oriental ou babilônico. Sobre estes textos, Maimônides (c.1138) afirma em seu Tratado a Respeito do Amor de Deus:

A cópia que seguimos nestes assuntos é o famoso Codex do Egito, os quais contém os 24 livros e que ficou em Jerusalém por muitos anos, a fim de que outros Códices pudessem ser corrigidos pelo seu texto; e todos os seguiam visto que Ben Asher o havia revisado minuciosamente por muitos anos e o corrigido muitas vezes. De acordo com isto muitas cópias foram produzidas; e eu também o segui concernente ao Livro da Lei, que eu mesmo escrevi em toda sua integridade.

Elias Levita afirma que as variações entre o texto de Naftali e o de Ben Asher “está confinado à pequenos acentos tais como meteg, mapiks, munach, um pashtah ou dois pashtahs.” A afirmação de que os nomes dos israelitas “foram inventados pelos massoretas” e que são uma “adulteração” não tem base alguma, visto que duas escolas do texto massorético em regiões geográficas diferentes criaram a mesma vocalização, não somente para os nomes dos antigos israelitas, mas para as demais palavras do restante das escrituras do chamado Velho Testamento.

Os massoretas eram tão cuidadosos ao vocalizarem o texto da torah, que distinguiam um verbo na terceira pessoa do singular no tempo passado colocando um patah no segundo radical(נִפְקַד) de um verbo, ao passo que no pretérito empregavam um kametz (נִפְקָד). Elias Levita prossegue asseverando que as vogais foram recebidas audivelmente no Monte Sinai, não em forma escrita, mas sonora. O que os massoretas fizeram a partir do ano 500 E.C *, foi inventar um sistema de pontos e letras vocálicas a fim de representar o que já existia foneticamente. Portanto, afirmar que os massoretas “inventaram as vogais” é um equívoco.

Elias Levita conta-nos que lemos “no Talmude (Baba Bathra 21 b) que Joab matou seu professor porque ele realizou o trabalho do Senhor enganosamente ao ler para ele Zakhar ao invés de Zekher (Deut.  xxv 19).#

Fica claro quão sério seria para os massoretas ‘inventarem’ nomes com vocalizações que não as conhecidas desde a antiguidade!

Na Septuaginta e em outros textos judaicos de língua grega, como os escritos de Josefo e Filo de Alexandria,ησοῦς Iēsoûs é a forma padrão do grego koiné usada para traduzir ambos os nomes hebraicos: Yehoshua e Yeshua. Ou seja, mais de um século antes de Cristo temos textos em grego na LXX onde os nomes teofóricos não são escritos com Ya no começo mas Ye.  Alguns estão propagando a ideia de que o texto massorético foi “adulterado” e teve seus nomes mudados. O objetivo principal dos postuladores desta opinião é nada mais que evitar a pronúncia Jeová e acabam revelando uma Yehofobia.( Palavra que eu inventei para designar uma pessoa que odeia o nome Jeová ou a forma Yehováh). O que vemos portanto, é um tipo de rejeição/antagonismo à forma do nome de Deus, como sendo Yehováh

Portanto a Massoráh não foi “adulterada” por vários motivos, cito alguns:

  • O zelo dos copistas em evitar qualquer tipo de adulteração
  • As vogais não foram “inventadas” pelos massoretas, mas sim a representação gráfica delas
  • Textos antigos em grego no 2º século A.E.C como a LXX e depois os Evangelhos empregaram nomes com vocalização igual à da Massorá.

 

 

  • Hebraico Tiberiano

    29  כִּֽי־אַ֭תָּה תָּאִ֣יר נֵרִ֑י יְהוָ֥ה אֱ֝לֹהַ֗י יַגִּ֥יהַּ חָשְׁכִּֽי׃

    30  כִּֽי־בְ֭ךָ אָרֻ֣ץ גְּד֑וּד וּ֝בֵֽאלֹהַ֗י אֲדַלֶּג־שֽׁוּר׃

    31  הָאֵל֮ תָּמִ֪ים דַּ֫רְכֹּ֥ו אִמְרַֽת־יְהוָ֥ה צְרוּפָ֑ה מָגֵ֥ן ה֝֗וּא לְכֹ֤ל ׀ הַחֹסִ֬ים בֹּֽו׃

    32  כִּ֤י מִ֣י אֱ֭לֹוהַּ מִבַּלְעֲדֵ֣י יְהוָ֑ה וּמִ֥י צ֝֗וּר זוּלָתִ֥י אֱלֹהֵֽינוּ׃

    Secunda (Hexapla)

     

     

    29. χι αθθα θαειρ νηρι YHWH ελωαι αγι οσχι

    30. χι βαχ αρους γεδουδ ουβελωαι εδαλλεγ σουρ

    31. αηλ θαμμιν (*-μ) δερχω εμαραθ YHWH σερουφα μαγεν ου λαχολ αωσιμ βω

    32. χι μι ελω μεββελαδη YHWH ουμι σουρ ζουλαθι ελωννου (*-ηνου)

 

  • As Escolas tanto no oriente quanto no ocidente produziram a Massoráh e vocalizaram os nomes de forma similar
  • O Qere e o Ketiv não apresentam a suposta “adulteração” de nomes na Massoráh


 

 

*Nota:  Paul DWegner (PhD, Kings College, Universidade de Londres) e professor do Velho Testamento.



 

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O uso e significado da palavra “Deus” (Elohim) nas Escrituras Sagradas

Há um assunto que achei necessário postar em vista da desinformação causada por muitos chamados apologistas e teólogos que tem mais confundido do que ajudado na pesquisa da palavra de Deus.

O uso e significado da palavra “Deus” conforme usada nas Escrituras Sagradas. Gostaria de repetir o que postei na página sobre o MONOTEÍSMO JUDAICO a fim de exclarecer alguns pontos importantes.

Esta matéria explica de modo claro e sem rodeios que ELOHIM não é como dizem muitos , um dos “nomes de Deus”. Nada disso! Na verdade como verá abaixo ELOHIM (em Hebraico) é equivalente a palavra Deus ou deus, em português. E não se refere apenas ao Ser Supremo. Ou seja, não é especifica mas assume um caráter de um substantivo comum na Bíblia. (Veja detalhe adicional em Definições Léxicas do Hebraico Antigo)

(Obs.: Elohim em hebraico é o equivalente de THEÓS em grego. Tenha em mente que o V.T foi escrito em hebraico e o N.T foi escrito em grego.)

Os Judeus acreditavam que existiam vários deuses legítimos

Os Judeus ou Israelitas  foram o povo pactuado de Jeová (IHVH) e como tal reconheciam que o termo “Deus/ deus” não era uma palavra específica para designar o Deus Todo Poderoso. Por exemplo, Moises foi chamado de “Deus/deus” em Exodo 7:1. (Clique para ler em outra janela)

moisés_arão

Quem chamou Moisés de “Elohim” (Deus) ???

Como podemos ver no texto, foi o próprio Jeová Deus que considerou Moisés um deus. Não foi do ponto de vista de  Faraó ou outros, mas o próprio Deus Todo Poderoso o tornou “poderoso” em ações e palavras, o que fez dele “um deus”.

Devido a posição e poderes a ele delegados pelo Deus Todo Poderoso, Moisés foi considerado um “Deus/deus”. É bom relembrar que este detalhe de mencionarmos a palavra “Deus” com letras maiúsculas ou minúsculas é irrelevante para a nossa avaliação do ponto de vista filológico visto que em hebraico antigo e grego coiné não se fazia diferenciação entre letras maiúsculas ou minúsculas. Portanto, se Moisés foi chamado de “Deus” em hebraico em Êxodo 7:1 isso implicava que ele possuía poderes ao seu dispor que o colocava em posição elevada em relação a seus contemporâneos.

Deus disse a Moisés neste verso: “Vê, eu te fiz Deus (Elohim: אֱלֹהִים) para Faraó, ao passo que Arão teu irmão te servirá de profeta

A Tradução New American Standard Bible verteu essa passagem da seguinte maneira:

Vede, eu te faço Deus para Faraó, e teu irmão Arão será teu profeta

Por receber poder Divino e autoridade de Jeová (IHVH), Moisés foi chamado de “Deus” (hebraico: Elohim).”

Muitos teólogos e apologistas modernos negam a existência de outros chamados “deuses”. Observe outro erro grave dos pastores e teólogos neste artigo!

deuses

Ou dizem que tais “deuses” só podem ser “deuses falsos” uma vez que a Bíblia diz que existe apenas um “único Deus Verdadeiro”. Contudo, os primitivos judeus usavam a palavra “Deus” (Hebraico: Elohim ; Grego : THEÓS) para se referirem a  tudo o que possui poder ou exerce poder sobre outros ou alguma criatura com poderes concedidos por Jeová, o Ser Supremo, identificado nas Escrituras pelo tetragrama (IHVH). Os Judeus não viam nisso uma contradição. As passagens que cito aqui neste artigo possuem declarações explícitas, onde certos deuses são considerados deuses legítimos devido ao poder concedido pelo Deus Todo Poderoso.

Jesus ao chamar seu pai de “o Único Deus verdadeiro” não estava  excluindo totalmente outros de serem considerados “deuses” legítimos. Temos que tomar cuidado e evitar formar teologia a partir de uma declaração que não seja globalmente bíblica. Ou seja que não seja baseada em “Toda a Escritura”. Por exemplo, os Fariseus disseram, numa discussão com Cristo, que “temos um só pai, Deus” (João 8:41). Pouco antes haviam falado que  “Nosso pai é Abraão.”( João 8:39). Significa que declarações exclusivas nem sempre são literalmente assim. Se considerarmos as palavras ao pé da letra chegaremos a conclusão de que Abraão era Deus e que Deus era Abraão, visto que os Fariseus chamaram a ambos de “pai”. E pior ainda, disseram que não tinham nenhum outro pai a não ser Deus. De modo similar, Jesus ao dizer que seu pai é o ” Único Deus Verdadeiro” não estava dizendo que todos os outros eram deuses falsos e sim enfatizando que seu pai é o Deus Supremo em relação a outros que podem ser assim chamados. De fato observe que 1 Coríntions 8:5,6 afirma que “há muitos deuses”, daí o texto diz: “quer no ceús quer na terra”… Em harmonia com isso o Salmo 8:5 chama os anjos poderosos de “Deuses” ao usar a palavra hebraica ELOHIM. (Obs.: muitas versões usam a palavra “Deus” ou “deuses”, no hebraico ocorre a palavra ELOHIM , se alguma versão optou por verter “anjos” ela está parafraseando igual fez a LXX citada por Paulo)

Elohim (deus, deuses) é definido como sendo :

I. Deus, deus, deuses
II. governantes, juizes, anjos
III. Pl. intensivodeus, deusa

https://en.wikipedia.org/wiki/Elohim

Palavra: ELOHIM Segundo a definição do respeitado Brown Driver Briggs Léxico HebraicoInglês :

  • a. governantes, juizes, quer como representantes divinos em lugares sagrados ou como refletindo majestade divina e poder.
  • b. divinos, seres humanos  poderosos, incluindo Deus e anjos.
  • c. anjos;

O Salmo 82:1 se refere a Juízes humanos e os chama de “deuses”. Lemos que o Deus Todo Poderoso

“preside na grande assembléia e julga entre os deuses…”

Salmo 82:6 prossegue na mesma linha…

“Vós sois deuses e todos vós sois filhos do Altíssimo”

Estes e outros inúmeros textos evidenciam que a palavra hebraica “Elohim” “Deus” ou “deuses” é aplicada pelos Judeus primitivos tanto em escritos da Bíblia Sagrada como também em escritos extra bíblicos como se referindo a deidades secundárias sem que isso comprometesse o monoteísmo judaico.

Leia também:

São as Testemunhas de Jeová POLITEÍSTAS ?

 

A Concordância Analítica de Young da Bíblia, Eerdmans , 1978 Reprint , ” Dicas e ajuda a Interpretação da Bíblia”  explica sobre a palavra Deus:

“65 Deus – . É  usado referente a  qualquer um ( professadamente ) PODEROSO , sendo verdadeiro ou não , e é aplicada não somente ao verdadeiro Deus , mas aos falsos deuses , magistrados , juízes , anjos , profetas, etc , por exemplo – Ex. . 7:1 , 15:11 , 21:6 , 22:08 , 9; … Sal 8:5 ; . 45:6 , 82:1 , 6; 97:7 , 9 … João 1:1 , 10:33 , 34, 35 ; 20:28 …. “

A Bíblia trinitária de Estudo NIV Study Bible , Zondervan , 1985 diz-nos :

” Na linguagem do AT … governantes e juízes, como agentes do Rei celestial ,podem receber o título honorífico de” Deus ” … ou ser chamado de ‘ filho de Deus ‘ . “ – Nota de Sal. 82:1 E , na nota de Salmo. 45:6 , o mesmo estudo da Bíblia nos diz : “Neste salmo, que elogia o Rei[ israelita ] … , não é impensável que ele seja chamado de ” deus ” como um título de honra (cf. Is 9. : 6) “.

O Novo Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento , Zondervan , 1986 , diz-nos :

” A razão pela qual os juízes são chamados de ” deuses “no  Salmo 82 . É que eles têm o cargo de administração do juízo de Deus como ” filhos do Altíssimo . ” No contexto do Salmo. Os homens em questão não conseguiram fazer isso .. .. por outro lado , Jesus cumpriu o papel de um verdadeiro juiz como um “deus” e ” filho do Altíssimo . “ – Vol . 3 , p . 187.

O uso da palavra Theós em grego sendo o equivalente de Elohim por parte dos escritores do chamado Novo Testamento reflete o mesmo conceito judaico.

Em João 1:1; 20:28 e hebreus 1:8

Ao lermos o Salmo 8:5 na LXX (Septuaginta, uma versão do V.T traduzida para o Grego) veremos que esta verteu a palavra hebraica ELOHIM (Deus,deuses) por ANGELOS ou anjos.

ἠλάττωσας αὐτὸν βραχύ τι παρ’ ἀγγέλους δόξῃ καὶ τιμῇ ἐστεφάνωσας αὐτόν (siga o link se desejar!)

Poderá consultar a Concordânica Exaustiva de Strong e ver por sí mesmo que a palavra ELOHIM que aparece neste versículo é aplicada a magistrados, anjos, e outros além do Deus Todo Poderoso Jeová. De fato, o nome Jeová identifica o ser Supremo e Aquele que é chamado de “O Único Deus Verdadeiro” em João 17:3.

É evidente que visto que Jesus usou a expressão “Único Deus Verdadeiro” não exclue outros de serem chamados de Elohim ou deus. Temos que tomar cuidado com isolar textos bíblicos a fim de formar opinião teológica. Ademais há na bíblia declarações que indicam que exclusões nem sempre devem ser tomadas ao pé da letra.

Como vimos acima na discussão com os  Fariseus registrada em João 8: 39 Jesus ouviu os líderes religiosos dizerem:

Nosso pai é Abraão.”

Poucos versículos depois ( v.41)  os mesmos Fariseus disseram:

“Não nascemos de fornicação; temos um só Pai, Deus.”

Portanto eles disseram que tinham somente um pai. Isso excluía Abraão de ser chamado de “Pai” por estes ? Não! De modo similar, Jesus chama seu Pai de “O Único Deus Verdadeiro”, contudo isso não exclui outros de serem chamados de “deuses” sem que estes sejam deuses falsos.

 

Elohim contrastado com o plural numérico em hebraico

Em Gênesis 35:2,4 ; Êxodo 12:12 vemos a ocorrência do plural numérico de Elohim, a saber, Elohê , que significa deuses. Esta é a palavra hebraica específica para indicar uma pluralidade numérica a ser distinguida de Elohim. Gramática Hebraica de Gesenius pag. 399.

 

 

Conceito equivocado perpetuado por “doutores” e “pastores” modernos

Hoje em dia homens como Robert Bowman que só sabe publicar livros contra as Testemunhas de Jeová e dedica sua vida a persegui-las em suas palestras, afirma que “só existe um Deus” e que todos os outros são “deuses falsos”. Isso não é de forma alguma o que as Escrituras Sagradas revelam e nem mesmo léxicos respeitados como os que citei acima aqui neste artigo. Ocorre que estes religiosos modernos sutilmente e de maneira enganosa enxertam suas idéias e tradições religiosas em seus cultos religiosos. Muitos destes quando eram garotos ouviram pais católicos repetirem a frase “Deus é um só”. Embora saibamos que tal frase quer dizer que o Verdadeiro Deus é apenas um e que o Ser Supremo é apenas um, na verdade acaba passando outra idéia. A de que não existem outros deuses legítimos e que são assim chamados sem que estes sejam “falsos deuses”.

Observe o que afirmou Lord Saga um versátil apologista das Testemunhas de Jeová:

 “Seria Jesus um “Deus” falso? Visto que na Bíblia só há um Verdadeiro (Isaías 43:10)?

Que pensamento bobo.
Isaías 43:11 diz que apenas Deus é salvador.
Então o os Juízes bíblicos que salvaram o povo de Israel das mãos dos filisteus eram “FALSOS salvadores” ? (Juízes 2:16 ; 3:9,15; 1 Samuel 10:19)

A Bíblia diz que Jesus é o Filho Único de Deus. (Jo 3:16)
Os anjos são “FALSOS filhos” de Deus? (Jó 1:6 ; 38:7)

A Bíblia diz que apenas Deus é Pai. (Mateus 23:9)
Então o pai do Luiz é um “FALSO pai”?

Mateus 23:9 – > Além disso, não chameis a ninguém na terra de vosso pai, pois UM SÓ É VOSSO PAI, o Celestial

— Questão dos Superlativos Divinos do Senhor Jeová Deus Pai—

Quando a Bíblia diz que o Pai é o único Deus. (Jo 17:3, 1 Cor 8:5,6)
Não impede que outros sejam chamados de “Deus”, mas significa que ele é Deus em certo sentido ou num patamar superlativo em que Só Ele É.

Também é assim com termos como Pai, Salvador, Bom, Santo, Sábio. Outros também são pais, salvadores, bons, santos ou sábios, mas em sentido diferente do que (somente) Deus é.

Como vimos a pergunta cima revela um equivoco teológico enraizado na mente dos que se deixaram moldar pela tradição religiosa e não por exatidão na adoração de Deus. De fato, a palavra Deus/deus é usada nas escrituras como um substantivo comum.

Observe o que diz a Obra Estudo Perspicaz das Escrituras citando Dicionários respeitados:

O título “Deus” não é nem pessoal, nem distintivo (alguém pode até mesmo fazer de seu ventre um deus; Fil 3:19). Nas Escrituras Hebraicas, a mesma palavra (’Elo·hím) é aplicada a Jeová, o verdadeiro Deus, e também a deuses falsos, tais como Dagom, o deus filisteu (Jz 16:23, 24; 1Sa 5:7) e Nisroque, deus assírio. (2Rs 19:37) Caso um hebreu dissesse a um filisteu ou a um assírio que ele adorava a “Deus [’Elo·hím]” isso obviamente não bastaria para identificar a Pessoa à qual se dirigia sua adoração.”

Até mesmo o inimigo da vida eterna é chamado de “Deus” (grego THEÓS) em 2 Coríntios 4:4 (clique aqui para ler)

Nos artigos sobre Jeová, The Imperial Bible-Dictionary (O Dicionário Bíblico Imperial) ilustra belamente a diferença entre ’Elo·hím (Deus) e Jeová. A respeito do nome Jeová, diz:

É, em toda a parte, um nome próprio, indicando o Deus pessoal, e somente ele; ao passo que Elohim assume mais o caráter de um substantivo comum, indicando, em geral, deveras, o Supremo, mas não necessária ou uniformemente. . . . O hebreu talvez diga o Elohim, o verdadeiro Deus, contrapondo-o a todos os deuses falsos; mas ele jamais diz o Jeová, pois Jeová é unicamente o nome do verdadeiro Deus. Ele diz, vez após vez, meu Deus . . .; mas jamais meu Jeová, pois quando ele diz meu Deus, quer dizer Jeová. Ele fala do Deus de Israel, mas jamais do Jeová de Israel, pois não existe nenhum outro Jeová. Ele fala do Deus vivo, mais jamais do Jeová vivo, pois só pode conceber Jeová como estando vivo.” Editado por P. Fairbairn, Londres, 1874, Vol. I, p. 856.” (O GRIFO É MEU)

 

Fica claro então após tal analise cuidadosa, que a palavra “Deus” em hebraico ELOHIM e em Grego THEÓS não é o que dizem muitos dos chamados Cristãos ou teólogos em sua maioria. Eles estão distanciando as pessoas do “conhecimento exato” (epignosis) que Paulo tanto alertou que é necessário para todos nós alcançarmos a salvação de Deus por intermédio de Jesus Cristo. 1 Timóteo 2:4 Col. 1:9 Fil 1:9. As muitas desculpas para se evitar usar o Nome de Deus por removê-lo de suas traduções da palavra de Deus não convence. (clique aqui para ver um dos motivos apresentados por Teólogos e eruditos de renome para não usar o Nome de Deus, muito embora este apareça milhares de vezes nos mais antigos manuscritos da Bíblia.) Espero que ao ler este artigo tenha entendido que o Ser Supremo tem um Nome que o identifica dentre todos os outros deuses. Daví e outros servos de Deus usavam o Nome dele todo tempo não somente na conversa diária, como também ao escreverem a Bíblia sob inspiração divina.

Leiam o artigo :

 

 

São as Testemunhas de Jeová POLITEÍSTAS ?




“Elohim” por ser plural, indica que Deus é uma trindade de pessoas?

Deus definição de acordo com a Obra Estudo Perspicaz das Escrituras



Duas regras – uma falsa e uma verdadeira


 


NOVA KING JAMES RESTAURA O NOME DIVINO NOVO!

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Possui Deus vários nomes ou apenas um só nome? (Observará que alguns repetem o conceito errado de que “Deus tem vários nomes” e chegam a dizer que ELOHIM é um dos nomes, sendo que como vimos claramente acima a partir de léxicos respeitados, ELOHIM é como se diz “Deus/deus” em hebraico e não é nome coisa nenhuma, mas um substantivo de uso comum)

Negam as TJ a divindade de Jesus?

O que é Divindade? Somente YHWH( Jeová) possui Divindade? O que a Bíblia diz sobre esse assunto?

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Adulterações propositais do Dicionário de VINE feitas pela CPAD

Romanos 1:18
Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada

“Pois a ira de Deus se revela desde o céu contra toda a impiedade e injustiça dos homens que suprimem a verdade de modo injusto…”

Sobre os “dons de línguas” no VINE  original (sob o tópico Tongue):

 

“There is no evidence of the continuance of this gift after apostolic times nor indeed in the later times of the Apostles themselves; this provides confirmation of the fulfillment in this way of 1 Corinthians 13:8 , that this gift would cease in the churches, just as would “prophecies” and “knowledge” in the sense of knowledge received by immediate supernatural power (cp. 1 Corinthians 14:6 ). The completion of the Holy Scriptures has provided the churches with all that is necessary for individual and collective guidance, instruction, and edification. – http://www.studylight.org/dictionaries/ved/view.cgi?n=3034″

 

Tradução adulterada pela CPAD:

“Os dons espirituais, como profecia, línguas e ciência terminarão no fim da presente era. A ocasião em que eles cessarão é descrita assim: ‘quando vier o que é perfeito’ (v. 10), ou seja. no fim da presente era. quando, então, o conhecimento e o caráter do crente se tornarão perfeitos na eternidade, depois da segunda vinda de Cristo (v. 12; 1.7). Até chegar esse tempo, precisamos do Espirito e dos seus dons na congregação. Não há nenhuma evidência aqui,nem em qualquer outro trecho das Escrituras, de que a manifestação do Espírito Santo através dos seus dons cessaria no fim da era apostólica”. – páginas 754 e 755.

A tradução correta seria…

Não há evidência da continuidade deste dom após a era apostólica nem nos tempos posteriores ao dos próprios apóstolos; isso provê confirmação do cumprimento  de 1 Coríntios 13:8, que esse dom iria cessar nas igrejas, bem como as “profecias” e o “conhecimento” no sentido de conhecimento recebido por meio de poder sobrenatural imediadto (cp. 1 Coríntios 14:6) . A conclusão das Escrituras Sagradas proporcionou tudo que é necessário para orientação coletiva e individual, direção e edificação.

 

Adulteração no tópico CRUZ

Observe o que diz a versão original, em inglês, diz:

Denotes, primarily, “an upright pale or stake.” On such malefactors were nailed for execution. Both the noun and the verb stauroo, “to fasten to a stake or pale,” are originally to be distinguished from the ecclesiastical form of a two beamed “cross.” The shape of the latter had its origin in ancient Chaldea, and was used as the symbol of the god Tammuz (being in the shape of the mystic Tau, the initial of his name) in that country and in adjacent lands, including Egypt. By the middle of the 3rd cent. A.D. the churches had either departed from, or had travestied, certain doctrines of the Christian faith. In order to increase the prestige of the apostate ecclesiastical system pagans were received into the churches apart from regeneration by faith, and were permitted largely to retain their pagan signs and symbols. Hence the Tau or T, in its most frequent form, with the cross-piece lowered, was adopted to stand for the “cross” of Christ.

As for the Chi, or X, which Constantine declared he had seen in a vision leading him to champion the Christian faith, that letter was the initial of the word “Christ” and had nothing to do with “the Cross” (for xulon, “a timber beam, a tree,” as used for the stauros, see under TREE).The method of execution was borrowed by the Greeks and Romans from the Phoenicians. The stauros denotes (a) “the cross, or stake itself,” e.g., Matthew 27:32; (b) “the crucifixion suffered,” e.g., 1 Corinthians 1:17,18 , where “the word of the cross,” RV, stands for the Gospel; Galatians 5:11 , where crucifixion is metaphorically used of the renunciation of the world, that characterizes the true Christian life;Galatians 6:12,14Ephesians 2:16Philippians 3:18 .The judicial custom by which the condemned person carried his stake to the place of execution, was applied by the Lord to those sufferings by which His faithful followers were to express their fellowship with Him, e.g., Matthew 10:38http://www.studylight.org/dictionaries/ved/view.cgi?n=616

 

Na tradução adulterada pelo CPAD:

 

“Denota, primariamente, cruz, instrumento de suplício. Em tais peças, os malfeitores eram pregados para execução da pena capital. Embora a palavra signifique também“estaca”, é de suma importância saber em que região e época uma palavra pode ser associada à outra.Vejamos particularmente o caso da crucificação do Senhor Jesus. Sendo Ele condenado à morte por volta do 18° ano do reinado de Tibério César, conclui-se de forma clara e precisa ter sido o Filho de Deus crucificado e não estacado. Levemos em conta,também, as evidência históricas, arqueológicas e neotestamentárias. Recorramos, agora, ao texto bíblico. Disse Tomé:“Se eu não vir o sinal dos cravos em suas mãos. e não puser o dedo no lugar dos cravos” (Jo 20.25). O que isto significa? Significa que. na crucificação doSenhor Jesus, foi usado, pelo menos. um cravo em cada mão. Logo: Jesus não foi pendurado numa estaca e sim numa cruz.

Quanto ao x (Chi) ou X que Constantino declarou ter visto numa visão que o levou a patrocinar a fé cristã, era a letra inicial da palavra ‘‘Cristo” e não tinha nada a ver com “cruz” (quanto a xulon. “viga de madeira, árvore”, como era usado para o stauros, veja ÁRVORE).Os gregos e romanos copiaram dos fenícios o método de execução. O stauros denota: (a) “a cruz em si” , por exemplo, em Mt 27.32; (b) ” a crucificação sofrida”, por exemplo, em 1 Co 1.17,18(onde a crucificação é metaforicamente usada para aludir à renúncia do mundo que caracteriza a verdadeira vida cristã); Gl. 6.12.14; Ef 2.16: Fp3.18. O costume judicial pelo qual a pessoa condenada levava a cruz até o lugar de execução, foi aplicado pelo Senhor aos sofrimentos pelos quais Seus seguidores fiéis deviam expressar Sua participação com Ele (por exemplo, Mt 10.38). Páginas 522 e 523.”

 

A forma correta que consta no VINE original:

 

“denota, primariamente, “um pos­te ou estaca vertical”. Em tais peças os malfeitores eram pregados para execução. O substantivo stauros e o verbo stauroõ, “amarrar a uma estaca ou poste”, devem ser originalmente distinguidos da forma eclesiástica da “cruz” de duas vigas. A forma da última teve sua origem na antiga Caldeia, e era usada como símbolo do deus Tamuz (sendo na forma do místico Tau, a letra inicial do seu nome) naquele país e em terras adjacentes, inclusive no Egito. No século III d.C., as igrejas ou tinham se afastado, ou parodiado certas doutrinas da fé cristã. A fim de aumentar o prestígio dos sistemas eclesiásticos apóstatas, os pagãos foram recebidos nas igrejas, independente da regeneração pela fé, e foram-lhes permitidos reter, em grandes partes, os símbolos pagãos. Por conseguinte, o Tau ou T, em sua forma mais frequente, como a ponta da cruz abaixada, foi adotado para representar a cruz de Cristo.

Quanto ao X (Chi) ou X que Constantino decla­rou ter visto numa visão que o levou a patrocinar a fé cristã, era a letra inicial da palavra “Cristo” e não tinha nada a ver com “cruz” (quanto a xulon, “viga ele madeira, árvore”, como era usado para o stauros, veja ÁRVORE).

Os gregos e romanos copiaram dos fenícios o mé­todo de execução. O stauros denota: (a) “a cruz” ou “a estaca em si”, por exemplo, em Mt 27.32; (b) “a crucificação sofrida”, por exemplo, em 1 Co 1.17, 18 ( onde “a palavra da cruz” representa o Evangelho): Gl 5.11 ( onde a crucificação é metaforicamente usada para aludir à renúncia do mundo que caracteriza a verdadeira vida cristã); Gal. 6.12, 14; Ef 2.16; Fp 3.18.

O costume judicial pelo qual a pessoa condenada levava a estaca até o lugar de execução, foi aplicado pelo Senhor aos sofrimentos pelos quais Seus seguidores fiéis deviam expressar Sua participação com Ele (por exemplo, Mt 10.38).”