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Deve-se crer na trindade ? Legitimidade das citações da brochura

Brochura “Deve-se Crer na Trindade ? – É Jesus Cristo o Deus Todo Poderoso ? ” Publicada pelas Testemunhas de Jeová.

Imagine que a polícia fizesse uma blitz e cercasse uma casa onde prostitutas e viciados residem. No depoimento, um viciado se defendesse dizendo ser apenas usuário e que jamais traficava. Mas ao ser interrogado, dissesse:

“Eu não apoio o trafico, nem praticamos este tipo de coisa aqui, ocorre que vez por outra vendemos  crack…”

Imagine essa situação. Todo o tempo alguém negando fazer ou defender algo errado, contudo dando lampejos de honestidade, em ao menos algum momento em seus depoimentos.

E daí se eu desejasse citar apenas a parte que incrimina tais hipócritas ?
Teria isso valor relevante mesmo se eu não citasse todo o “contexto” ?

Claro que sim!

Alguns Teólogos negam a trindade mas alegam que “a palavra trindade não aparece na Bíblia” ou ainda que “o ensino da trindade não é claramente ensinado nas escrituras”
Muitos dizem também que “Jesus nunca afirmou ser o próprio Deus”.

De fato mesmo que tais pessoas  acreditem na trindade, conclusões tiradas por elas mesmas denunciam a força daquilo em que acreditam.

Certa página na internet, e sei que não são poucas, alegam que as Testemunhas de Jeová são desonestas ao fazerem citações na brochura “Deve-se crer na Trindade? ”

Poderá observar que tais afirmações não vencem um escrutínio imparcial.
Por exemplo, o Boletim da Biblioteca John Rylands é citado na brochura em uma declaração onde afirma que “Jesus certamente nunca creu ser Deus”.

Alguns críticos alegam que o autor destas palavras era crítico do cristianismo e que portanto suas palavras não deveriam ser citadas pela STV!

A questão, porém, não é se o cristianismo é verdadeiro ou não! E sim se Jesus cria ser o próprio Deus. Tal reconhecimento de que Jesus “nunca creu ser Deus” é um fato admitido pelo critico no Boletim!

As Testemunhas de Jeová ao citarem comentaristas diversos não estão afirmando que estes sejam santos e que falam a verdade em tudo. O fato de concordar com alguém em algo, não quer dizer que devemos concordar com tudo o que ele fala.

Pensar assim é cometer um erro de falacia de composição, onde se toma uma parte como se fosse um todo. Os críticos das citações da brochura Trindade escrutinizam até mesmo a vida dos citados a fim de denegrir as citações deles, num esforço em vão a fim de desacreditar a brochura.

Sabem que as citações são um meio importante de legitimar as afirmações e conclusões das Testemunhas de Jeová.

Podemos citar o exemplo de E. Washburn Hopkins: Origem e Evolução da Religião mencionado na brochura como dizendo:

para  “Jesus e Paulo a doutrina da Trindade era aparentemente desconhecida”

A citação completa diz:

“O princípio da doutrina da Trindade já aparece em João” (c. 100).A Jesus e Paulo a doutrina da Trindade era aparentemente desconhecida”

Erraram as TJ ao omitirem a primeira parte da citação ?

É evidente que não! Visto que cabe aos trinitários explicarem a ausência do trinitarismo nas cartas de Paulo (14 cartas ao todo) bem como nos ensinos de Jesus.

As Testemunhas de Jeová sabem que os responsáveis por tais declarações muitas vezes são eles mesmos trinitários! Isso não significa que estes não reconheçam fatos relevantes a respeito do assunto e que deve ser confrontado na pesquisa global do assunto. Não há nada de desonesto em citar algo que seja relevante ao assunto. Desonesto seria dizer  que tais pessoas “acreditam que a trindade seja falsa”. E logo em seguida cita-las parcialmente.  São fatos mencionados pelos aderentes deste dogma que nos lembram as palavras de Jesus quando disse que é “pelas suas palavras que sereis condenados” (Mateus 12:37).

“Eles falam mas não fazem”.

O ataque as Testemunhas de Jeová de que são desonestas ao fazerem citações é um desespero, que além de ser um ataque, demonstra quão perturbados ficam ao verem aderentes de sua própria confissão trinitária RECONHECEREM a verdade. Eles mesmos ao fazerem pesquisas independentes e distantes do clima de emoção barulhenta de suas Igrejas reconhecem pontos importantes que eles mesmos ignoram devido sua tradição.

Observe como certo opositor das Testemunhas de Jeová inicia sua acusação:

“Há poucos dias navegando pela Internet encontrei acidentalmente um artigo que apresenta ponto por ponto como o material Testemunha de Jeová “Deve-se crer na Trindade” é desonesto…Após lê-lo, imaginei que os leitores do Teologando seriam bem instruídos por esse documento e por essa razão o transcrevo aqui.”

Em vista das afirmações feitas pelo site original produzido em língua Inglesa e repetido por antagonistas das Testemunhas  de Jeová (TJ ) aqui no brasil, decidi fazer uma crítica com base na verdade e imparcialidade a fim de vermos se há realmente alguma “desonestidade” na brochura ou se a desonestidade neste caso está nas pessoas que replicam tal material anti-TJ. Não acredito que o Teologando seja desonesto. Apenas equivocado…o que não é o caso de muitos sites anti-TJ.

Será que a brochura “falsifica descaradamente as informações” como afirmam alguns opositores das TJ ?

As palavras em negrito são as meus comentários sobre tais artigos.

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James Hastings: Enciclopédia de Religião e Ética
Hastings é trinitarista

BrochuraDe início, a fé cristã não era trinitarista.

Citação completa da fonte: “De início, a fé cristã não era trinitarista numa referência estritamente ontológica”.

Errou a brochura ao citar parte da declaração? Eu só gostaria de perguntar algo aos críticos. O que muda ao lermos a citação completa? Não continua o autor das declarações reconhecendo da mesma forma a ausência da doutrina trinitária no início da fé cristã? Não somente os cristãos mas os escritores do chamado “Velho Testamento” não apresentavam uma visão trinitária de Deus. É algo que foi enxertado posteriormente pelo cristianismo apostatado. A brochura removeu a segunda parte da sentença, provavelmente para facilitar a entendimento e em nada afetou a conclusão factual apresentada. O autor reconhece que “de início” os cristãos não eram trinitaristas. Ao dizer “ontológico” foi o mesmo que dizer “na avaliação do ser” , que neste contexto é Deus. Em que muda essa segunda parte da sentença? Em nada! É o crítico que não sabe definir o que é “ontológico” e usa esta palavra de cunho filosófico para tentar confundir, simplesmente isto!


Edward Gibbon: História do Cristianismo

Brochura: “Se o paganismo foi conquistado pelo cristianismo, é igualmente verdade que o cristianismo foi corrompido pelo paganismo. O puro deísmo dos primeiros cristãos . . . foi mudado, pela Igreja de Roma, para o incompreensível dogma da trindade. Muitos dos dogmas pagãos, inventados pelos egípcios e idealizados por Platão, foram retidos como sendo dignos de crença.

Para tentar refutar esta citação o autor afirma que Gibbon era cético e descrente na Bíblia  e tenta desacreditá-lo. Contudo temos uma pletora de autores que confirmam as palavras citadas aqui por Gibbon.

Não há dúvidas de que a cristandade, e não os primitivos cristãos, adotaram mitos como a festividade de Easter, conhecida como a “páscoa” (Não confundir com a páscoa judaica) e as saturnálias, que foram promovidas no cristianismo apóstata como o “Natal”. O mesmo se deu com a doutrina da trindade.

Quero ver eles tentarem refutar estas obras que concordam com Edward Gibbon:

Segundo o Nouveau Dictionnaire Universel: “A trindade platônica, que em si é meramente um rearranjo de trindades mais antigas, que remontam aos povos anteriores, parece ser a trindade filosófica racional de atributos que deram origem às três hipóstases ou pessoas divinas ensinadas pelas igrejas cristãs. . . . O conceito deste filósofo grego [Platão, do 4.° século AEC] sobre a trindade divina . . . pode ser encontrado em todas as religiões [pagãs] antigas.” — (Paris, 1865-1870), editado por M. Lachâtre, Vol. 2, p. 1467. (sublinhado é meu)

O jesuíta John L. McKenzie, no seu Dictionary of the Bible, diz:

“A trindade de pessoas dentro da unidade de natureza é definida em termos de ‘pessoa’ e de ‘natureza’, que são termos filosóficos gr[egos]; na realidade, esses termos não aparecem na Bíblia. As definições trinitárias surgiram em resultado de longas controvérsias, em que estes termos e outros, tais como ‘essência’ e ‘substância’, foram erroneamente aplicados a Deus por alguns teólogos.” — (Nova Iorque, 1965), p. 899. (sublinhado é meu)

The New Encyclopædia Britannica diz:

“Nem a palavra Trindade, nem a doutrina explícita, como tal, aparecem no Novo Testamento, e nem Jesus ou seus seguidores tencionaram contradizer o Shema do Velho Testamento: ‘Ouve, ó Israel: O Senhor, nosso Deus, é um só Senhor’ (Deut. 6:4). . . . A doutrina desenvolveu-se gradualmente com o decorrer dos séculos, enfrentando muitas controvérsias. . . . Por volta do fim do 4.° século . . . a doutrina da Trindade tomou substancialmente a forma que desde então tem conservado.” — (1976), Micropædia, Vol. X, p. 126.

É não tem para onde correr! Estes embusteiros tentam atacar Edward Gibbon a fim de esconder fatos reconhecidos por outros autores sérios e enciclopedistas respeitados que formam grupos de pesquisadores dedicados. Atacar pessoas é um desespero! Não importa se Gibbon era ateu ou não. Antes, o que importa é a verificabilidade de sua afirmação a respeito da origem da doutrina da trindade.

Fazer ataques pessoais aos citados pela brochura Trindade (publicada pelas Testemunhas de Jeová) é uma forma de tentar desviar a atenção da veracidade de suas declarações.  O fato de alguém ser ateu não prova que suas afirmações são equivocadas em todas as outras ciências, inclusive história antiga.

Citação da  ENCICLOPÉDIA AMERICANA:

Brochura: “a doutrina da Trindade é tida como estando “além da compreensão da razão humana.”

Fonte: a citação completa é:

“Sabe-se que EMBORA a doutrina está além da compreensão da razão humana, é, como muitas das fórmulas da ciência física, não contrária à razão, e pode ser aceita (apesar de não poder ser compreendida) pela mente humana.”

Após citar a fonte e a citação completa o crítico da brochura diz: 

(Assim, a Enciclopédia está comparando os graus de percepção mental, apreensão X compreensão, e não diz que a doutrina é “contrária” à razão – mas que ela está ALÉM de nossa compreensão.)

Aqui o crítico faz uma afirmação que dá a entender que as TJ afirmaram que a Enciclopédia Americana diz que a doutrina é contrária a razão. As TJ não afirmaram que tal fonte disse isso. As TJ afirmam que a doutrina é mencionada na fonte como estando “além da compreensão da razão humana”. Tal reconhecimento é interessante uma vez que Cristo disse a mulher Samaritana em João 4:23:

“Nós adoramos o que conhecemos”. A citação foi não somente relevante, como também honesta, visto que não colocou entre aspas algo que a fonte não tenha dito. Ou seja a brochura das TJ NÃO FEZ UMA CITAÇÃO ERRADA.

O crítico continua dizendo:

“Os escritores da Torre de Vigia também ignoraram uma declaração na mesma página da Enciclopédia que disputa a idéia que a doutrina de Trindade é pagã. Diz:

“Provavelmente é um erro pensar que a doutrina foi o resultado da intrusão de metafísicas ou filosofias gregas no pensamento cristão; pela data em que a doutrina se estabeleceu e também suas tentativas mais antigas de formulação, é muito mais antiga que o encontro da igreja com a filosofia grega.”

As TJ não ignoraram nada! Elas apenas aproveitaram um reconhecimento da boca do próprio autor/autores da referida Enciclopédia que é relevante ao assunto, sem que isso signifique que o autor forçosamente respalde ou apoie as conclusões das Testemunhas de Jeová. 

Dictionary of Religious Knowledge (Dicionário do Conhecimento Religioso)

Brochura: “Quanto a precisamente o que é essa doutrina, ou exatamente como deve ser explicada, os trinitaristas ainda não chegaram a um acordo.”

Fonte: Pouco antes desta declaração o livro diz:

“É certo, no entanto, que desde os tempos apostólicos eles prestaram culto ao Pai, Filho e Espírito Santo, dirigindo-se a eles em suas orações e os incluindo em suas doxologias.”

A declaração da brochura das Testemunhas de Jeová, novamente não fez NENHUMA CITAÇÃO ERRADA ao se referir ao Dicionário do Conhecimento Religioso. Elas apenas aproveitaram um reconhecimento da boca do próprio autor/autores do referido Dicionário, que norteia a confusão admitida entre os próprios trinitaristas quanto a doutrina que eles mesmos defendem, algo que  é relevante ao assunto, sem que isso signifique que o autor forçosamente apoie as conclusões das Testemunhas de Jeová. Ele apenas respalda com argumentos factuais. 

O Novo Dicionário da Bíblia

Brochura: “A palavra ‘trindade’ não pode ser encontrada na Bíblia . . . não encontrou lugar formal na teologia da Igreja senão já no quarto século.”

Fonte: O dicionário adiciona estas três declarações:

(a) “Apesar de não ser uma doutrina bíblica no sentido que qualquer formula dela possa ser encontrada na Bíblia, pode ser vista por estar sob a revelação de Deus, implícita no Velho Testamento e explícita no Novo Testamento. Por isto queremos dizer que, apesar de não podermos falar confiantemente da revelação da Trindade no Velho Testamento, há uma  substância revelada da doutrina no Novo Testamento e podemos ler muitas implicações dela no Velho Testamento”.

(b) “Até mesmo nas páginas iniciais do Velho Testamento somos ensinados atribuir a evidência e origem de todas as coisas a uma tripla fonte (não 3 fontes separadas). 

Se o autor aqui se refere a Gên. 1:26 onde ocorre a palavra “façamos” ele ignora que ao usarmos esta mesma expressão no cotidiano, não estaríamos inferindo que há inevitavelmente três pessoas. Poderia ser apenas duas. E o apoio do restante das Escrituras Sagradas revela que na verdade eram apenas duas pessoas. “Deus” e “a palavra”. A “palavra” se refere a Jesus Cristo em sua existência pré-humana, por meio de quem Deus criou todas as coisas. (João 1:1-3)

Compare com os escritos de Justino o Martir( 160 D.C) e observe o que sublinhei se referindo a Cristo!

Capítulo LXI: “Vos darei um outro testemunho, meus amigos,’ eu disse, ‘das escrituras, que Deus gerou antes de todas as coisas um princípio (que era) um certo poder racional (procedendo ) de sí mesmo, que é chamado pelo espírito santo, ora a glória do Senhor, ora do filho, e também sabedoria, e também um anjo, (um) Deus, e o Senhor e Logos... Ele fala por meio de Salomão o seguinte, “Se eu vos declarar o que acontece diariamente, farei relembrar eventos desde a eternidade, e os observaremos. O Senhor me fez o princípio de seus caminhos pelos seus trabalhos. Desde a eternidade Ele me estabeleceu no princípio antes dele ter feito a terra”…”

Aqui, Justino identifica a “sabedoria” como sendo Jesus em sua existência pré-humana.

Capítulo LXII: “…Assim como as Escrituras por meio de Salomão tornou claro, que aquele a quem Salomão chama de Sabedoria, foi gerado como um princípio antes de todas as suas criaturas e como descendência de Deus…”

O site critico da brochura prossegue…

(c) “por via de contraste temos que lembrar que o Velho Testamento foi escrito antes da revelação da doutrina da Trindade ser claramente demonstrada no Novo Testamento”. (“claramente demonstrada” não pode ser verificado nas escrituras, aqui o autor afirma algo que ainda deve provar, usando um enganoso argumento de círculo)

Mas falando sobre a citação…

Mais uma vez, o crítico da brochura falha em reconhecer que A CITAÇÃO É CORRETA. Quanto a conclusão do autor/autores a respeito da trindade, esta, não é a questão.

Se o crítico acha que a brochura está inferindo que o autor nega a doutrina trinitária, ele está cometendo um erro de composição e usa de falácia de composição. O Autor diz que “a palavra trindade não pode ser encontrada na Bíblia” e que tal Teologia foi formalizada posteriormente, no “4º século” afirmam. Tal reconhecimento é relevante nesta discussão e foi apropriadamente citado pelas Testemunhas de Jeová. O crítico da brochura toma essa declaração como se fosse um todo, como se as TJ estivessem dizendo que o autor/autores negam a trindade. Tomar uma parte por um todo é um erro precipitado de falácia de composição. É uma distorção preconcebida que encontra terreno fértil em mentes Anti-TJ já predispostos a serem preconcebidos. Até agora não se vê nada de desonesto nas citações da brochura “Trindade”, antes um oportunismo aceitável e relevante nesta discussão a respeito da verdadeira natureza de Deus, exposto pelas TJ. Apoderar-se de declarações dos próprios trinitários que demonstram a base fraca na qual é edificada a doutrina trinitária, não é NADA DESONESTO. Ser desonesto é ocultar os fatos.

Um fato é algo inquestionável e não disputado devido sua verificabilidade.  Observem que frases como “Não existe a palavra trindade na Bíblia” ou “Trinitaristas em desacordo” ou ainda “A explícita Doutrina da trindade não é ensinada no Velho Testamento”… são fatos. Menciona-los é antes, uma evidência de honestidade da brochura publicada pelas Testemunhas de Jeová.

O Erudito Evangélico Daniel Wallace em seu artigo falando sobre a “Gramática Grega e a Personalidade do Espírito Santo” reconhece que as escrituras não ´contém a doutrina` da trindade.

No parágrafo final de seu artigo ele diz:

“Em geral eu concordaria com Alister MacGrath (que escreveu Teologia Cristâ –  Uma Introdução[2d ed.; Oxford: Blackwell, 1997], 294)) onde  ele afirmou o seguinte sobre como construir uma doutrina trinitária:

“A doutrina da trindade pode ser considerada como o final de um processo sustentado de reflexão e crítica no padrão de atividade divina revelado nas escrituras e continuada na experiência cristã. Isto não significa dizer que as escrituras contenham uma doutrina da trindade, antes, as escrituras são o testemunho de um Deus que exige ser compreendido de uma maneira trinitária.”(o sublinhado é meu)

Nova Enciclopédia Católica

Brochura: “A doutrina da Santíssima Trindade não é ensinada no V[elho] T[estamento].”

Não há nada de falsificado na citação da brochura referente a Enciclopédia Católica. Quem é afinal que está sendo desonesto ?

EDMUND FORTMANN – “THE TRIUNE GOD” (O Deus Triúno)

Brochura: “O Velho Testamento não diz nada explicitamente ou por necessária dedução a respeito de um Deus trino que seja Pai, Filho e Espírito Santo…não há nenhuma evidência que qualquer escritor sacro sequer suspeitasse da existência de uma [Trindade] na Divindade…”

Fonte: Pouco antes desta declaração o livro diz:

“Como sacerdote católico e um crente firme no Deus Triúno…e convencido que a doutrina é uma doutrina cristã que se originou e só poderia ter se originado da revelação divina, começarei o estudo do registro autêntico da revelação divina que se encontra nas Sagradas Escrituras do Velho e Novo Testamento.”

O que ocorre aqui é que Fortman reconhece um fato, muito embora ele mesmo seja trinitário. Apoderar-se de tais declarações pertinentes é relevante ao assunto. Ao fazer isso, as TJ não dão a entender que o autor forçosamente apoia as conclusões das Testemunhas de Jeová sobre a natureza de Deus. Fortman não conclui que a trindade é uma doutrina equivocada. Mas menciona fatos que são aceitos por ele mesmo que podem levar outros a verem as coisas de uma maneira diferente. A Brochura foi honesta ao destacar tais fatos.

Não houve NADA DE DESONESTO na brochura ao citar Edmund Fortman. Uma vez que ele admite algo que é reconhecido prontamente como inegável. Não há um texto sequer que fale da trindade de modo claro. Ele mesmo reconheceu isso. Sabe-se que as conclusões pessoais dele são outras. Os críticos da brochura “Deve-se Crer na Trindade” até agora estão mostrando serem eles mesmos culpados daquilo que acusam as Testemunhas de Jeová! Ou seja: São DESONESTOS!

Descaracterizam a opinião das Testemunhas de Jeová inferindo que elas dizem algo que NUNCA DISSERAM.

Além disso são desonestos ao acusarem-nas de fazerem citações “Falsificadas”! As citações observadas até agora, foram relevantes ao assunto além de serem fatos. Num tribunal, o réu pode muito bem ser condenado devido a suas próprias declarações. Ele pode muito bem testificar contra si mesmo quer por fazer observação que remove seu álibi ou o incrimina, quer seja por declarar uma falsidade contra o seu próximo. De fato, Jesus disse:

“Pois é pelas tuas palavras que serás declarado justo e é pelas tuas palavras que serás condenado” (Mateus 12:37)

Isso implica que o reconhecimento de fatos da boca do próprio impio pode leva-lo a morte.

Imagine uma cena em que um viciado culpado de assassinato ao dirigir, nega de todas as maneiras que bebe, contudo, sem querer acaba dizendo que “bebeu no ultimo sábado”. Mesmo que ele esteja negando a vários anos que não bebe, sua declaração de que o fez num determinado momento já o delataria.

Cita-lo com suas próprias palavras, muito embora ele sempre fale contra a bebida, não seria nada desonesto!

Afinal, devido ao seu erro, pessoas perderam a vida. E se ele deixou gravado uma frase que o delata, seria mais que desonesto encobrir ou ocultar sua admissão da verdade, ainda que por apenas um momento tenha falado algo certo.

O mesmo se dá com os que alimentam a doutrina da trindade mas que, vez por outra fazem declarações corretas que demonstram a fraqueza de tal vício teológico alheio a palavra de Deus.