Arquivos da Categoria: Jesus Cristo

Jesus realmente existiu?

O erudito americano, Theodore Parker, que declarou: “Vão dizer-nos que tal homem nunca existiu, que toda esta história é uma mentira? Suponhamos que Platão e Newton nunca existiram. Nesse caso, quem teria feito as obras deles e imaginado os pensamentos deles? Era preciso um Newton para inventar um Newton. Que homem poderia ter inventado um Jesus? Nenhum outro senão Jesus.”

Por meio de seus dinâmicos ensinamentos e pela maneira que viveu em harmonia com eles, Jesus tem influenciado de forma poderosa a vida de pessoas já por quase dois mil anos. Conforme certo escritor expressou apropriadamente:

“Todos os exércitos que já marcharam, todas as frotas navais que já se construíram, todos os parlamentos que já se reuniram e todos os reis que já governaram, juntos, não influenciaram a vida do homem sobre a terra tão poderosamente.”

Albert Einstein, físico nascido na Alemanha, disse: “Sou judeu, mas fico encantado com a figura luminosa do Nazareno.” Numa ocasião, perguntaram a ele se acreditava que Jesus tinha existido de verdade. Ele respondeu: “Sem dúvida! Ninguém consegue ler o Evangelho sem sentir a presença real de Jesus. A personalidade dele pulsa em cada palavra. Nenhum mito tem tanta vida assim.”

 

Michael Grant, historiador e especialista no estudo de civilizações antigas, escreveu: “Devemos usar para o Novo Testamento o mesmo critério que usamos para outros escritos antigos que contêm informações históricas. Se fizermos isso, teremos de aceitar que Jesus realmente existiu. Se rejeitamos a existência de Jesus, então podemos rejeitar também a existência de vários personagens históricos pagãos que ninguém duvida que existiram.”

Pergunte-se: Poderia uma pessoa que nunca existiu ter influenciado a história humana de modo tão notável?

A obra de referência The Historians’ History of the World (A História do Mundo Segundo os Historiadores) comentou: “O resultado histórico das atividades [de Jesus] foi mais momentoso, mesmo dum ponto de vista estritamente profano, do que os feitos de qualquer outro personagem da história. Uma nova era, reconhecida pelas principais civilizações do mundo, tem o nascimento dele como ponto de partida.”

Sim, pense nisso. Até os calendários hoje baseiam-se no ano em que Jesus nasceu. “As datas anteriores a este ano são seguidas das iniciais a.C., isto é, antes de Cristo”, explica The World Book Encyclopedia (Enciclopédia Mundial do Livro). “As datas posteriores a este ano são seguidas das iniciais a.D., isto é, anno Domini (no ano do nosso Senhor).”

Os críticos, porém, salientam que tudo o que realmente sabemos sobre Jesus se encontra na Bíblia. Não existem outros registros contemporâneos a respeito dele, dizem eles. Até mesmo H. G. Wells escreveu: “Os antigos historiadores romanos ignoraram inteiramente a Jesus; ele não deixou nenhuma marca nos registros históricos do seu tempo.” Mas, é isto verdade?

 

Embora sejam escassas as referências a Jesus Cristo da parte de primitivos historiadores seculares, tais referências realmente existem. Cornélio Tácito, respeitado historiador romano do primeiro século, escreveu:

“O nome [cristão] deriva-se de Cristo, a quem o procurador Pôncio Pilatos executou no reinado de Tibério.”

Suetônio e Plínio, o Jovem, outros escritores romanos daquela época, também se referiram a Cristo. o poeta Juvenal e o filósofo estóico Lúcio Sêneca. 

Além disso, Flávio Josefo, historiador judeu do primeiro século, escreveu sobre Tiago, a quem identificou como “o irmão de Jesus, que era chamado Cristo”.

Existe uma quantidade de provas históricas. Mesmo o médico-missionário Albert Schweitzer, bem conhecido pelo seu ceticismo, reconheceu:

“Temos de admitir que não são muitas as personalidades da antiguidade a respeito das quais possuímos tantas declarações e fatos históricos evidentes como no caso de Jesus.”

John Stuart Mill, famoso economista e filósofo inglês do século dezenove, observou:

“Quem dentre Seus seguidores, ou dentre seus prosélitos, foi capaz de inventar os ditos atribuídos a Jesus, ou de imaginar a vida e o caráter revelados nos evangelhos? Certamente não os pescadores da Galiléia.”

Assim, The New Encyclopædia Britannica (A Nova Enciclopédia Britânica) conclui: “Estes relatos independentes provam que nos tempos antigos nem os oponentes do cristianismo jamais duvidaram da historicidade de Jesus, que foi disputada pela primeira vez e em bases inadequadas em fins do século 18, durante o século 19 e no início do século 20.”

Em essência, porém, tudo o que se sabe sobre Jesus foi registrado por seus seguidores do primeiro século. Os registros deles foram preservados nos Evangelhos — livros bíblicos escritos por Mateus, Marcos, Lucas e João. O que dizem esses relatos sobre a identidade de Jesus?

Evidência ainda mais forte da historicidade de Jesus Cristo é que sua influência não depende de sua presença física na terra. Embora não exista mais a influência de governantes poderosos tais como Nabucodonosor, Alexandre Magno e Júlio César, o impacto que Jesus Cristo causou na história ainda permanece. Milhões seguem ainda hoje os seus ensinos.

Embora fosse homem poderoso nos seus dias, Napoleão se viu obrigado a reconhecer a singularidade da influência de Jesus como pessoa. Ele observou: “Deu-se extraordinário poder de influenciar e comandar homens a Alexandre, Carlos Magno e a mim. Mas, no nosso caso, foi necessária a presença. . . . Ao passo que Jesus Cristo tem influenciado e comandado Seus súditos sem a Sua visível presença física durante dezoito séculos.” E, novamente: “Alexandre, César, Carlos Magno e eu mesmo fundamos impérios, mas em que baseamos as criações de nosso gênio? Na força. Só Jesus Cristo fundou seu reino sobre o amor.”

 

“Não será a história do fundador do cristianismo um produto da aflição, da imaginação e da esperança humana — um mito comparável às lendas de Krishna, Osíris, Átis, Adônis, [Dioniso] e Mitras?”, pergunta o historiador Will Durant. Ele responde que, no primeiro século, negar que Cristo tivesse existido “parece não ter ocorrido nem mesmo aos mais severos oponentes do novo credo, judeus ou pagãos”. — A História da Civilização: Vol. III — César e Cristo.

O historiador romano Suetônio (c. 69-140 EC), em sua história The Twelve Caesars (Os Doze Césares), disse a respeito do imperador Cláudio: “Visto que os judeus em Roma causavam contínua perturbação à instigação de Cresto [Cristo], ele os expulsou da cidade.” Isto ocorreu por volta do ano 52 EC. (Compare com Atos 18:1, 2.) Note que Suetônio não expressou dúvidas a respeito da existência de Cristo. Nessa base concreta, e apesar de perseguição que punha em risco a vida, os cristãos primitivos proclamavam mui ativamente a sua fé. É bem improvável que arriscassem a vida à base de um mito. A morte e a ressurreição de Jesus ocorreram em seus dias, e alguns deles eram testemunhas oculares desses eventos.

Será que são documentos “todos adulterados” como dizem alguns ao falarem das fontes históricas citadas acima? 

As fontes que falam de Cristo são inúmeras, isto é se olharmos para outros escritores que não eram “historiadores” etc. São muitos escritores com detalhes que aludem a Cristo e ao cristianismo.  Note por exemplo o Talmude:

O TALMUDE

Essa coleção de escritos religiosos judaicos foi produzida entre os anos 200 e 500. Ela deixa claro que até os inimigos de Jesus acreditavam na sua existência. Um trecho do Talmude diz que na “Páscoa Yeshu [Jesus], o Nazareno, foi pendurado”. A história confirma essa informação. (Talmude Babilônico, Sinédrio 43a, Códice de Munique; veja João 19:14-16.) Outra passagem diz: “Que nenhum de nossos filhos ou alunos se envergonhe em público como o Nazareno.” (Talmude Babilônico, Berakoth 17b, nota, Códice de Munique.) “Nazareno” era um título dado a Jesus. — Lucas 18:37.

 

Veja uma história real abaixo e o que convenceu alguém da historicidade de Jesus

Na nossa casa o nome “Jesus” nunca era usado, enquanto eu me criava, exceto de modo depreciativo. Dava-se o mesmo na família de minha esposa. Ora, certa vez, ela teve de lavar a boca com sabão só por ter mencionado o nome “Jesus”!

“O Messias ainda não veio”, haviam me dito meus instrutores religiosos. “Deus não tem filho”, afirmavam meus colegas judeus. “Jesus era filho ilegítimo”, era o conceito comum entre meus parentes.

Portanto, quando consideramos pela primeira vez a profecia sobre o Messias, em Daniel 9:24-27, objetei: “Como poderia isso referir-se a Jesus Cristo? O Messias ainda virá, e esse que era chamado Jesus já veio e se foi.”
Mas, a medida que estudávamos essa profecia e outras, começávamos a acumular fatos reveladores. Ora, a profecia de Daniel indicava o ano da vinda do Messias, 29 E.C.! Os pormenores que o identificavam foram cuidadosamente esboçados no 53.° capítulo de Isaías. E a profecia em Gênesis 49:10 até mesmo especificava a tribo da qual ele viria. “O Messias já deve ter vindo”, concluí, “do contrário, visto que não existem mais os registros genealógicos, não poderia nem mesmo ser identificado, caso ele viesse agora!”

Foi para nós uma revelação surpreendente o fato de que Deus realmente tem um filho, mas isso se tornou inegavelmente evidente ao lermos em nosso exemplar dos escritos hebraicos em Provérbios 30:4: “Quem estabeleceu todos os confins da terra? Qual é seu nome, e qual é o nome de seu filho, se é que o sabes?” (As Escrituras Sagradas [em inglês], Sociedade Publicadora Judaica dos E.U.A.) Aprendemos que seu nascimento de uma moça ou jovem mulher era legítimo, segundo a vontade de Deus, conforme profetizado em Isaías 7:14 e 9:6, 7.
Assim, nosso estudo das Escrituras Hebraicas nos convenceu de que Jesus era o Messias, ou Cristo, o Filho de Deus. Ele se enquadra no que está delineado nas Escrituras.

Encontrei o Que Faltava

Ao continuar a estudar, as perguntas que há muito me incomodavam começavam a ser respondidas, uma por uma. Eu estava encontrando o que faltava na minha herança judaica.
“O que dizer das guerras?” perguntei à Testemunha. “Não devem todos os bons cidadãos defender seu país?” Perguntei isto, não porque eu fosse defensor de guerras, mas porque eu queria saber se Deus as aprovava.
“Em tempos de guerra”, respondeu-me, “católicos matam católicos, protestantes matam protestantes e judeus matam judeus. Como poderia Deus aprovar a guerra ou uma organização que aprova que seus membros se matem reciprocamente?”

Para mim isto tinha lógica. Fiquei realmente feliz de saber que Deus não tem parte nas guerras das nações. Quão satisfatório foi descobrir que ele tem um código de moralidade, de linguagem limpa e de honestidade tão diferente daquele — que é aceito tanto pelas pessoas religiosas como não-religiosas! Não foi só a leitura da Bíblia que nos convenceu disto; foi por ver a evidência viva nas Testemunhas de Jeová que chegamos a conhecer e com as quais nos associamos. Fiquei muito feliz de saber que Deus tem um propósito para seu povo e que a atuação em harmonia com tal propósito pode resultar em vida eterna num ambiente perfeito. (Isaías 25:6-9) Raciocinei comigo mesmo: ‘Como poderia tal Deus amoroso ser uma força abstrata ou impessoal?’

 



 

 

Jesus existiu mesmo?

Anúncios