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Hebraico – O mais antigo alfabeto da humanidade

      Por Queruvim

 

  • Apresentadas Provas de que o Hebraico é de fato a língua mais antiga que se conhece e o mais antigo Alfabeto
  • Evidências de que Moisés e os antigos Israelitas viveram realmente no Egito no tempo da 12º Dinastia Egípcia

Este artigo demonstrará claramente que o hebraico e seu alfabeto é de fato a língua mais antiga da humanidade.

Temos que nos lembrar que os nome de personagens anteriores ao dilúvio são claramente de etimologia hebraica, tal como o nome Adão que deriva-se de Adamah em hebraico que significa solo. Esta é uma das evidências ignoradas pelos da alta crítica ao discutirem sobre a língua mais antiga da humanidade.

Até recentemente havia apenas teorias conflitantes e debates sobre o assunto. O idioma hebraico antigo, comumente chamado paleo hebraico, é frequentemente mencionado pelos linguistas como sendo derivado do Fenício. Porém, em 2016 foram finalmente apresentadas evidências científicas nos campos da história e arqueologia e esclarecimentos adicionais sobre este assunto pouco entendido. Em sistemas não-alfabéticos, como os hieróglifos, a representação era pictográfica. Mas uma descoberta recente trouxe à tona a interpretação de um alfabeto em tábuas de pedra  que não eram “desenhos”, assim como o são os hieróglifos.

O Professor e Arqueólogo estudioso de epigrafia, Douglas Petrovich da Universidade de Wilfrid Laurier # no Canadá, após passar um tempo na decifração e interpretação de antigas inscrições, trouxe à luz em 2016 novas descobertas. Estas deixaram eufóricos e ansiosos os presentes em uma reunião na Sociedade Teológica Evangélica no Outono de 2015 em Atlanta. Todos os presentes ali aguardavam com expectativa a apresentação intitulada: “O Mais Antigo Alfabeto do Mundo– Textos em Hebraico do 19º Século Antes de Cristo“.  (“The World’s Oldest Alphabet – Hebrew Texts of the 19th Century BC.”)  Veja onde comprar o livro.

 

Professor Douglas N. Petrovich.

Bem antes de Petrovich, Sir Alan Gardiner já havia apresentado algo a respeito, mas fora como que silenciado pela alta crítica. Sabia-se que as inscrições por ele estudadas eram semíticas. O erudito independente Alan Gardiner não possuía os recursos que hoje o Dr. Petrovich tem à sua disposição. Petrovich demonstrou que os antigos israelitas, que viveram no Egito há 3800 anos atrás, converteram hieróglifos em caracteres hebraicos. Ao examinar as inscrições nas tábuas de pedra, Petrovich notou que estas continham escritas feitas por israelitas que desejavam se comunicar com judeus egípcios. Para isso, simplificaram os hieróglifos, um complexo sistema de escrita egípcia, convertendo-os nas 22 letras do alfabeto hebraico.

“Há uma conexão entre textos egípcios antigos e alfabetos preservados” afirmou Petrovich.

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Nas figuras abaixo, vemos inscrições alfabéticas em uma antiga tábua de pedra (à esquerda) que foram identificadas por Petrovich como sendo hebraico. Um desenho das inscrições (à direita) mostra as letras hebraicas antigas ao lado das correspondentes letras hebraicas modernas (verde). As inscrições ao longo da borda esquerda da tábua foram traduzidas como “O que foi elevado está cansado de esquecer.” Inscrições no topo foram traduzidas como “O superintendente de minerais, Ahisamach“.

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Imagem e figura Sinai 375a

Foram encontradas muitas dessas tábuas ou lajes de pedra contendo várias inscrições. Novas traduções dessas inscrições contêm referências a personagens da Bíblia, incluindo Moisés. Isso é um golpe para os críticos da Bíblia, inclusive aqueles que alegam que Moisés “jamais foi confirmado pela ciência” como um personagem real. Muitos arqueólogos tem afirmado que os israelitas, desde Jacó até Moisés, “jamais viveram no Egito”, diz o vídeo abaixo. Contudo, com o surgimento de novas descobertas, aquela velha zombaria do mundo acadêmico, que tenta de modo desesperado desacreditar os relatos da Bíblia,  passa novamente por um revés. De fato a maioria não quer admitir a possibilidade de judeus estarem no Egito no tempo que a Bíblia diz que ali estavam.  O Professor Petrovich aparece no vídeo abaixo. Conhecido por lecionar nos Estados Unidos, Canadá e Rússia.

Tradução do vídeo:

“Por mais de 150 anos, eruditos não foram capazes de identificar a língua exata do mais antigo alfabeto que conhecemos em inscrições no Egito e Sinai, que datam do Século 19 ao Século 15 A.C.  Nas últimas décadas muitos eruditos nos disseram que os Israelitas desde Jacó até Moisés “nunca viveram no Egito, pois nenhuma evidência deles foi encontrada por parte da arqueologia.” Graças às recentes descobertas do Professor Douglas Petrovich um erudito bíblico, epígrafo, arqueologista e pesquisador,  que ensinou nos Estados Unidos, Canadá e Rússia, estes problemas chegaram a um final.

[Professor Petrovich] : “O desafio para todos os que acreditam que existe credibilidade na Bíblia é…que evidência existe, visto que eruditos zombam da Bíblia, da fé judaica, do cristianismo, pois não foram apresentadas evidências de que israelitas viveram no Egito…  … Em meus estudos e avaliações compreensivas proveniente de meu trabalho como PHd, me deparei com evidências que eu sabia serem indicativas da presença de israelitas no Egito na cidade que sabemos é mencionada na Bíblia como sendo a [cidade] bíblica de Ramsés…

“Estas evidências consistem principalmente em vários animais, encontrados em Êxodo 11 e 12 no tempo da última páscoa, cães, gado, ovelhas e cabras, todos os quais morreram na data historicamente apropriada e de uma forma que a Bíblia descreve.”

 [Professor Petrovich] : “Uma das perguntas com que nos deparamos e que deve ser citada em um dos capítulos do livro envolve a questão que seria bom que nos apresentasse provas de que houve um êxodo de israelitas… e como poderíamos saber que estes eram israelitas. Eu basicamente, por meio desta pesquisa, me deparei com uma mina de ouro após outra…e fui capaz de identificar em registros históricos, José,  seus filhos Efraim e Manassés. O filho obscuro de Manassés,  Shekhem e provavelmente também Jacó.”

“Esta pesquisa conduziu o Professor Petrovich à pesquisas adicionais, mais notavelmente, que estes hebreus especialmente Manassés e junto com ele possivelmente Efraim, inventaram a primeira escrita alfabética  que foi deixada para a posteridade na forma de diversas dezenas de inscrições que datam de 1842 à 1446 a.C , 17 das quais o Professor Petrovich já decifrou e traduziu.”

 [Professor Petrovich] : “Uma das inscrições que eu traduzi, que nunca tinha sido plenamente traduzida antes, eram títulos e nestes títulos lemos “HEBREUS” “.

De fato estes títulos  “Seis pessoas do levante, hebreus de Betel, o amado, que era o lar da família de Jacó e Canaã antes de partirem para o egito.”

[Professor Petrovich] : ” Esta é de longe, por centenas de anos, a mais antiga referência aos hebreus. Eruditos conheciam o mais antigo alfabeto, mais não sabiam que língua era esta. Sabiam que era uma língua semítica, mas não sabiam que língua semítica era essa. Exceto que por volta de 1930, quando um erudito alemão raciocinou que era hebraico, ele finalmente estava certo. O mais antigo na história é o hebraico.”

O Professor Petrovich está perto de terminar a escrita deste livro, uma monografia que já foi aceita para publicação. Sua editora está ansiosa para sua impressão. Mas por ser uma monografia, fundos devem ser arrecadados para que isso aconteça.”

[Professor Petrovich] : “O título do livro é … O Mais Antigo Alfabeto do Mundo. Hebraico como a língua escrita proto-consonantal. Alguém contribuindo para este livro abrirá uma porta de entendimento a respeito da história da Bíblia e a respeito da história do Egito, como se relacionam.

No final do vídeo o Professor Petrovich se oferece para autografar o livro pertencente à doadores e se oferece para palestras onde aborda evidências de que israelitas realmente estiveram presentes na terra do Egito nos locais e épocas mencionados pela Bíblia. Isto se harmoniza com o que publiquei no artigo a respeito do papiro de IPUWER. #

Percebemos na entrevista com o Professor Douglas Petrovich, que sua pesquisa é tão focada em provas materiais, que chega-se a cogitar que o idioma hebraico usado pelos israelitas foi “inventado” por eles no tempo do Êxodo ou antes. Nós que temos uma convicção da autenticidade da Bíblia, agregamos o conhecimento das Escrituras Sagradas à tais descobertas e concluímos que esta proposição é certamente equivocada. O que impediria Adão, o primeiro homem e que usava 100% de sua capacidade cerebral ou um de seus descendentes, de ter criado um alfabeto? Ademais, há no texto de Gênesis, que é muito mais antigo que o livro bíblico de Êxodo, trechos claramente escritos por outras pessoas que foram transmitidos a Moisés, o escritor do Pentateuco. São os chamados colofões. ( Veja este assunto na página jw.org em Colofões  para uma explicação)

As palavras, “este é o livro da história de Adão”, talvez indicassem que Adão foi o escritor deste “livro”. (Gên 5:1) Comentando a frase “esta é a história” (“estas são as origens”), que ocorre freqüentemente em Gênesis, P. J. Wiseman observa:

“É a sentença concludente de cada seção, e, portanto, aponta para trás, para a narrativa já registrada. . . . Normalmente se refere ao escritor da história ou ao proprietário da tabuinha que a continha.” New Discoveries in Babylonia About Genesis (Novas Descobertas em Babilônia Sobre Gênesis), 1949, p. 53.

O rei assírio Assurbanipal falou sobre ler “inscrições em pedra da época anterior ao dilúvio”. (Light From the Ancient Past [Luz do Passado Remoto], de J. Finegan, 1959, pp. 216, 217)

Diversos eruditos têm  afirmado por mais de 150 anos que o alfabético encontrado nestas antigas inscrições estudadas por Petrovich  poderia ser baseado em qualquer um dos grupos de línguas semíticas antigas. Muitos pesquisadores afirmam que não se sabe o suficiente sobre essas línguas para especificar uma língua em particular. A identificação de Petrovich para as inscrições antigas como sendo o hebraico “carece de evidência”, disse o erudito bíblico e especialista em línguas semíticas Christopher Rollston da Universidade George Washington.  Não há maneira de saber qual das muitas línguas semíticas são representadas pelo sistema alfabético presente nestas tábuas, argumentou Rollston . 

Um erudito alemão identificou a antiga escrita egípcia como sendo o hebraico na década de 1920. Mas ele não conseguiu identificar muitas letras no alfabeto, levando a traduções implausíveis que foram rejeitadas pelos pesquisadores. 

Referindo-se às Tábuas da figura acima conhecida como Sinai 375a, Petrovich afirma que esta “contém três hieróglifos, sobre uma inscrição PCH (Hebraico proto-consonantal). A ortografia do nome do capataz no Sinai 375a é “Ahisamach” em Bíblias inglesas. Ele é o pai de Oholiab, um dos dois homens nomeados para construir o tabernáculo (depois do êxodo, mas antes da entrada em Canaã)…”  Petrovich afirma também que sua descoberta surgiu “enquanto cuidava [de seu] próprio negócio em [sua] mesa em Toronto, ao usar ferramentas on-line para realizar pesquisas totalmente independentes. O texto a que se refere Bruce Bower, a legenda do Sinai 115, data do Ano 18 de Amenemhat III (1842 aC, segundo [sua] datação).”  E ele prossegue dizendo:  

“Meu ponto de vista é que a permanência dos israelitas no Egito é “de 430 anos desde o primeiro diz” (Ex 12, 40-41), igual a 1876-1446 a.C, ao mesmo tempo, a visão consagrada pela maioria.  O número de inscrições traduzidas são de 18 se considerarmos o Sinai 345a, 345b, 346a e 346b independentemente, em vez de duas. Caso contrário, o número é 16. José aparece SOMENTE em inscrições do ME (Médio egípcio), que são reservadas para o um volume adicional e que ainda está sendo escrito. O mesmo vale para Manassés. As 3 figuras bíblicas mencionadas nas inscrições de número 16 são Asenate, Aisamaque e Moisés.”

Uma foto do Sinai 361, localizado no Museu do Cairo. Esta foto contém o nome Moisés (M-Sh, as duas letras mais completas no fragmento menor da inscrição) na parte inferior da primeira coluna vertical. Veja desenho eletrônico abaixo

Fiquei absolutamente surpreso ao encontrar [a referência a] Moisés, porque ele residiu no Egito por menos de um ano no momento de sua provocação de espanto lá”, lembrou Petrovich. “De fato, as letras hebraicas ‘M-Sh’ poderia ter outros significados, e eu tive que examinar todas as outras possibilidades para aqueles usos de palavras hebraicas com essas letras. Só depois de perceber que todas as outras possibilidades deviam ser eliminadas, seja por limitações contextuais ou gramaticais, fui forçado a admitir que essa palavra deve ser tomada como um substantivo próprio, e quase sem dúvida se refere ao Moisés a quem se atribui o primeiro Cinco livros da Bíblia hebraica, conhecida como a Torá.

Em Êxodo 12:40, 41, Moisés registra que “a morada dos filhos de Israel, que haviam morado no Egito, foi de quatrocentos e trinta anos”. Dessa fraseologia, é evidente que nem toda essa “morada” foi no Egito. Este período começa quando Abraão cruzou o Eufrates a caminho de Canaã, ocasião em que o pacto de Jeová com Abraão passou a vigorar. Os primeiros 215 anos desta “morada” foram em Canaã e, daí, um igual período foi passado no Egito, até que Israel ficou totalmente livre de todo controle e dependência do Egito, em 1513 AEC. Veja ( CRONOLOGIA )

Petrovich combinou identificações anteriores de algumas letras no alfabeto antigo com seus próprios estudos de cartas disputadas para explicar o script como sendo o hebraico.

Armado com todo o alfabeto incipiente, ele traduziu 18 inscrições hebraicas de três locais egípcios.

Várias figuras bíblicas aparecem nas inscrições traduzidas, incluindo José, que foi vendido como escravo por seus meio-irmãos e depois se tornou uma poderosa figura política no Egito, a esposa de José Asenate e o filho de José, Manassés, um líder em um negócio de mineração de turquesa que realizou viagens anuais à Península do Sinai no Egito [isso seria um avanço em um relato histórico  não registrado na Bíblia, com implicação de que, durante gerações, os hebreus foram proeminentes no Egito]. Moisés, que levou os israelitas para fora do Egito, também é mencionado.

Críticos contra atacam

Acusado de favorecer judeus ou até mesmo de ser apoiador do sionismo o Professor se defendeu da seguinte maneira:

 

Douglas Petrovich:

Não sou Sionista, Dan. Não sou nem mesmo judeu. Mas obrigado por se aparecer! Se desejar conhecer algumas das razões do porque podemos saber que é hebraico, tente estas: (1) um comparativo min (i.e adj comparativo+substantivo superior+preposição min+substantivo[s] inferior, neste caso sendo 3 em número), (2) consoantes duplamente faladas (i.e escritas uma vez e faladas duas vezes, como nas letras BGDKFT) , (3) Ordem VSO típica, (4) ausência de “letras vocálicas”, algo que se esperava nesta época, (5) cláusulas adverbiais, (6) cláusulas relativas, (7) construções atipicamente enfáticas, tais como ordem de palavras SVO, (8) duas “inscrições” bilíngues (observação: não o mesmo texto repetido duas vezes, mas movimento de ME (Médio Egípcio) para Hebraico… e novamente, em um caso), (9) uma formula padrão ME para designar (um hebreu em) posição oficial (i.e “superintendência”+ posto oficial+nome de oficial), (10) Mimação ocasional /opcional como o nome do homem a quem Orly Goldwasser corretamente atribuiu ( segundo minha avaliação) como sendo o inventor da língua, e (11) um provérbio hebraico típico que menciona “El” (uma das palavras para Deus usada diversas vezes no Pentateuco).

Quando questionado e vítima do recorrente ataque ad-hominen Observe o que o Professor disse em sua defesa a um usuário de nick Ben

 

Douglas Petrovich:

Ben, minhas credenciais incluem um M.A e Ph.D na Universidade de Toronto em Arqueologia Sírio-Palestina, com uma disciplina acadêmica primária em Egiptologia e secundária em religiões do Antigo Oriente Próximo. Isto deveria ser fora de cogitação da parte de qualquer um. E sim, minha pesquisa é absolutamente honesta.

A verdade sincera é que há poucas pessoas na terra que realmente são qualificadas para verificar a minha pesquisa, simplesmente porque exige-se um domínio de muitos campos/sub-disciplinas. Os que “podem” chegar mais perto são epígrafos de antigas línguas hebraicas e semitas. No entanto, mesmo todos estes, exceto um (que eu saiba) têm fraquezas evidentes, incluindo uma compreensão pobre ou inexistente de ME (Médio Egípcio). A maioria ou todos os poucos que se aproximam de ter todas as qualificações corretas realmente têm uma abordagem anti-teológica. Se você está procurando encontrar e julgar pessoas com uma agenda, seria honesto começar com eles.

 

 

Uma nova descrição do hebraico como o alfabeto mais antigo do mundo inclui estas letras hebraicas hebraicas propostas (meio), com correspondentes letras hebraicas modernas (à esquerda) e fontes hieroglíficas egípcias para letras (à direita).

Existe também uma forte tendência anti semita que rejeita de modo antecipado qualquer evidência que aponte para o idioma dos judeus como sendo o mais antigo alfabeto que existe. A descoberta de Douglas Petrovich nos faz afirmar cientificamente que em vista da grande similaridade entre o alfabeto fenício e o alfabeto hebraico, fica claro que foi o fenício que derivou do hebraico e não o contrário, como tem sido repetido em livros que tentam explicar qual foi o mais antigo idioma da humanidade.

 

 

Amostra do livro de Petrovich em PDF

Citado no Jerusalém Post 

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É a Bíblia o livro religioso mais antigo?

Uma pergunta que encontrei na pregação

 

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