“Cruz” ou “Estaca” ?

Cruz ou Estaca ?

Por que a TNM evita a palavra “Cruz” ?

 

Observe este vídeo onde Erudito comenta o significado da palavra grega “STAURÓS”

“Jesus não morreu numa “Cruz” diz Teólogo e Erudito Sueco”

Desenho do ano 1629 Justus lipsius

O que podemos dizer da escolha feita pela comissão de Tradução da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas ao verter as palavras gregas usadas no chamado Novo Testamento ?

O instrumento de execução em que Cristo foi pendurado é chamado pelos escritores inspirados “STAURÓS” e “XYLON” (literalmente segundo os melhores dicionários: ESTACA e  MADEIRO respectivamente)

Veja este link para considerações adicionais

Na melhor das hipóteses, existem apenas dois relatos de arqueologia com alguma evidência, a partir do primeiro século DC, que pode sugerir algo sobre a forma da STAUROI em que as pessoas eram penduradas, e ambos são interpretados de diferentes maneiras. Os dados publicados pela primeira vez sobre o homem “crucificado” de ha Giv’at-Mivtar não eram esclarecedores, e a forma de sua Stauros não pode ser conhecida. (Veja Fitzmyer JA, “A crucificação em Qumran na antiga Palestina, Literatura, e o Novo Testamento “, The Catholic Biblical Quarterly,1978:493-513)

Givat Ha-Mivtar

A Sinagoga “A Casa de São Pedro” foi construída em Cafarnaum no primeiro século DC, mas a cruz Grafitti nas paredes, evidentemente,é mais recente (a parede foi rebocada por diversas vezes) (Veja Snyder GF, “Ante Pacem Archaeological Evidence of Church Life Before Constantine “)
No Talmud e na literatura rabínica encontramos o verbo tsalab  (ou o substantivo correspondente), que se refere ao instrumento no qual as pessoas eram penduradas. É interessante notar que os rabinos não usam tsalab com o significado moderno de  ”crucificar”. De acordo com Marcus Jastrow (de 1989, ” A Dictionary of the Targumim, The Talmud Babli and Yerushalmi”, and the Midrashic Literature, p 1282) o verbo tanto em hebraico e aramaico significa «travar » empalar. Alguns dos exemplos que ele dá, e sua tradução é a seguinte: Tosefta Gittin 4:11: “pregado na estaca“; Midrash Rabba para Esther onde Deuteronômio 28:66 é referido: “que é levado para ser empalado “; Midrash Rabba a Levítico…” vai ser pendurado “Assim, a literatura judaica  após o tempo de Jesus continua a usar os termos “pendurar” (numa estaca) e não aponta para um formato particular do instrumento no qual  as pessoas eram penduradas.

Até o final do século 14, o substantivo hebraicoTSALAB não significa uma estaca com uma forma particular. Em 1380 Shem Tob ben Shaprut copiou o Evangelho de Mateus em hebraico. Em Mateus 27:32 ele utilizou o substantivo TSELIBA onde o texto grego emprega stauros. Shem Tob conta que esta palavra não deveria ser entendida como “cruz” e, portanto, ele acrescentou Ereb Sheti WA “, que significa” cruz “. tradução de Howard (George Howard, 1987, O Evangelho de Mateus De acordo com um texto hebraico primitivo) diz o seguinte: “Eles o obrigaram a carregar o instrumento de execução (TSELIBA), isto é,” a Cruz “.

A ambigüidade similar como a encontrada em TSELAB / TSELIBA, parece ter existido em relação à palavra latina “crux”, cujo significado básico também foi “poste” ou “Estaca”.
Seneca (c.4 aC-65 dC) escreveu: “Eu vejo cruzes (plural de crux) não há,
apenas de um tipo, mas feitas de muitas maneiras diferentes, algumas têm as suas vítimas com a cabeça no chão, algumas empalam suas partes íntimas, outros
estemdem os braços na cruz. “tão tarde quanto no século 16 a palavra
“Cruz” pode significar diferentes formas. Na minha cópia de “De cruce Liber
Primus “por Justus Lipsius que ele escreveu no século 16 há muitas
ilustrações de diferentes “cruzes”, incluindo três ilustrações de
“Crux simplex” que é um poste vertical para que as vítimas pudessem ser
pregadas ou presas de maneiras diferentes. Quanto a stauros, o seu sentido original e genérico chegou até a Noruega. O primeiro significado atribuído a Stauros no “Dictionnaire de la Etymologique Greque Langue de 1980, por Chantraine P, é poste (pieu). Diz também:

“A palavra corresponde exatamente ao Norse “Staurr” (poste). “No norueguês modeno” staur significa “poste” ou “estaca” “.

Nós também encontramos a palavra em sânscrito como “sthavara”, e em estilo gótico como “stiurjan”com o significado “alguma coisa erguida”. Assim, o significado original da palavra STAUROS, evidentemente, era forte e persisitia por um longo tempo, mesmo se espalhando para outros idiomas.

Concluimos, portanto, que em alguns lugares, como Mateus 20:19, a
evidências sugerem que  ”cruz” ou “crucificar” seria uma tradução errada, e
em outras ocorrências no NT não há absolutamente nenhuma evidência  que pode comprovar a tradução que emprega o termo “cruz”. Portanto a Tradução do Novo Mundo é exata ao evitar introduzir na Bíblia Sagrada algo que os autógrafos não continham.

Há duas palavras gregas usadas para o instrumento executor em que Cristo morreu — staurós e xy’lon. A autorizada Strong’s Exhaustive Concordance of the Bible (Concordância Exaustiva da Bíblia, de Strong) fornece como significado primário de staurós “uma estaca ou poste”, e, para xy’lon, “lenho”, “árvore” ou “madeira”. The New Bible Dictionary (Novo Dicionário Bíblico) afirma:
“A palavra gr. para ‘cruz’ (staurós, verbo stauróo) significa primariamente uma estaca ereta ou viga, e, secundariamente, uma estaca, conforme usada qual instrumento de punição e de execução.”

A palavra latina empregada para o instrumento em que Cristo morreu era crux, a qual, de acordo com Livy, famoso historiador romano do primeiro século EC, significa uma simples estaca. A Cyclopœdia of Biblical, Theological, and Ecclesiastical Literature afirma que a crux simplex era “simples estaca ‘de uma única peça, sem a travessa horizontal [barra transversal]’”.

Em confirmação disto, o apêndice N.° 162 de The Companion Bible (A Bíblia Companheira) declara a respeito de staurós que

“indica um poste ereto ou estaca, em que se pregavam criminosos para serem executados. . . . Nunca significa dois pedaços de pau cruzados em qualquer ângulo, mas sempre apenas um pau.” (O grifo é meu.) Conclui o apêndice: “A evidência está assim completa de que o Senhor foi morto numa estaca ereta e não em dois pedaços de pau cruzados em qualquer ângulo.”

Tendo a cruz as suas raízes no antigo paganismo, e com a evidência de que Cristo não foi pregado na tradicional cruz,

nem os primitivos cristãos empregaram tal símbolo, é-se levado à seguinte conclusão: A cruz realmente não é cristã.É preciso coragem para romper com uma arraigada tradição religiosa que se origina das brumas da antigüidade pagã.

Bom exemplo de tal rompimento acha-se na Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas (ed. 1983), que traduz staurós como “estaca de tortura” e o verbo staurós como “pregar na estaca”, e não “crucificar”. Isto liberta de toda mancha de paganismo o precioso sacrifício de nosso Senhor e Salvador.

Como é que tal conhecimento influenciará com respeito à veneração e à apresentação ou ao uso pessoal duma cruz, ou quanto a fazer o sinal da cruz? O apóstolo Paulo instou com os cristãos a ‘fugir da idolatria’. (1 Coríntios 10:14) Acrescentou o apóstolo João: “Guardai-vos dos ídolos.” (1

João 5:21) Assim, quem procura adorar a Deus desejaria mostrar-se muito cauteloso de evitar depositar sua confiança

— à guisa de adoração ou de superstição — em ídolos de

“prata e ouro, trabalho das mãos do homem terreno”. —

Salmo 115:4, 8, 11.

O livro The Non-Christian Cross (A Cruz Não-Cristã), de J. D. Parsons, explica:

“Não existe uma única sentença em nenhum dos inúmeros escritos que formam o Novo Testamento que, no grego original, forneça sequer evidência indireta no sentido de que o stauros usado no caso de Jesus fosse diferente do stauros comum; muito menos no sentido de que consistisse, não em um só pedaço de madeira, mas em dois pedaços pregados juntos em forma de uma cruz. . . . É um tanto desencaminhante, da parte de nossos mestres, traduzirem a palavra stauros por ‘cruz’ ao verterem os documentos gregos da Igreja para a nossa língua nativa, e apoiarem tal medida por incluírem ‘cruz’ em nossos léxicos como sendo o significado de stauros, sem explicarem cuidadosamente que esse, de qualquer modo, não era o significado primário dessa palavra nos dias dos Apóstolos, que não se tornou seu significado primário senão muito depois disso, e só se tornou tal, se é que se tornou, porque, apesar da falta de evidência corroborativa, presumiu-se, por uma razão ou outra, que o stauros específico em que Jesus foi executado tinha esse determinado formato.” — Londres, 1896, pp. 23, 24.

Foi cerca de 300 anos depois da morte de Cristo que alguns professos cristãos promoveram a idéia de que ele morreu numa cruz de duas vigas. Mas essa idéia se baseava na tradição e no uso errado da palavra grega stau·ros´. É digno de nota que alguns desenhos antigos, que retratam execuções romanas, mostrem um único poste de madeira ou uma árvore.

“A forma da [cruz de duas vigas] teve sua origem na antiga Caldéia e foi usada como símbolo do deus Tamuz(tendo a forma do Tau místico, a letra inicial de seu nome) naquele país e em terras adjacentes, inclusive no Egito. Por volta dos meados do 3º século A.D., as igrejas ou se haviam apartado ou tinham arremedado certas doutrinas da fé cristã. A fim de aumentar o prestígio do sistema eclesiástico apóstata, aceitavam- se pagãos nas igrejas, à parte de uma regeneração pela fé, e permitia-se-lhes em grande parte reter seus sinais e símbolos pagãos. Assim se adotou o Tau ou T, na sua forma mais freqüente, com a peça tranversal abaixada mais um pouco, para representar a cruz de Cristo.” – An Expository Dictionnary of New Testament Words ( Londres, 1962),W.E. Vine, p. 256.

Excelente exemplo nos foi dado por aqueles, na antiga Éfeso, que, acatando a pregação do apóstolo Paulo, e verificando que os objetos por eles usados não se harmonizavam com o verdadeiro cristianismo, ajuntaram-nos “e os queimaram diante de todos”. (Atos 19:18, 19) Afinal de contas, por que prezar e adorar o instrumento que foi supostamente usado para assassinar o Senhor Jesus Cristo?

A Biblia é Sagrada e deve ser levada a sério.Sem conjecturas e com raciocínio objetivo podemos adorar a Deus com espirito e VERDADE.

Se um artista contemporâneo se tivesse posto diante do moribundo Jesus em Gólgata, poderia ternos deixado autêntico quadro desse evento altamente significativo. Mas, nenhuma obra de arte desse tipo se acha em existência, e por certo a tradição posterior não é conclusiva. Todavia, deveras dispomos de palavras registradas de uma testemunha ocular. Quem era ele?

Ao olhar Jesus do alto daquele implemento de tortura e morte, viu “o discípulo a quem amava”, o apóstolo João. Jesus confiou-lhe os cuidados de sua mãe, Maria. (João 19:25-30) Assim, João estava lá. Sabia se Jesus morrera ou não numa cruz.

Para designar o instrumento da morte de Cristo, João usou a palavra grega staurós, traduzida “estaca de tortura” na Tradução do Novo Mundo. (João 19:17, 19, 25) No grego clássico, staurós denota a mesma coisa que no grego comum das Escrituras Cristãs — primariamente uma estaca ou poste reto sem barra transversal.
O Interpreter’s Dictionary of the Bible declara, com referência a staurós: “Literalmente uma estaca reta, barra, ou poste . . . Como instrumento de execução, a cruz era uma estaca enfiada verticalmente no chão. Não raro, mas de forma alguma sempre, um pedaço horizontal era ligado à porção vertical.” Outra obra de referência afirma: “A palavra grega para cruz, staurós, devidamente significava uma estaca, um poste ereto, ou pedaço de ripa, em que algo podia ser pendurado, ou que poderia ser usado em cercar um pedaço de terreno. . . . Até mesmo entre os romanos a crux (da qual se deriva nossa cruz) parece ter sido originalmente um poste reto, e este sempre permaneceu sendo a parte mais destacada.” — The Imperial Bible-Dictionary.

No livro The Cross and Crucifixion (A Cruz e Crucificação), de Hermann Fulda, diz-se: “Jesus morreu numa simples estaca de morte: Em apoio disto falam (a) o uso então costumeiro deste meio de execução no Oriente, (b) indiretamente a própria história dos sofrimentos de Jesus e (c) muitas expressões dos primitivos padres da igreja.” Fulda também aponta que algumas das ilustrações mais antigas de Jesus pendurado o representam sobre um único poste.

O apóstolo cristão Paulo afirma: “Cristo nos livrou da maldição da Lei por meio duma compra, por se tornar maldição em nosso lugar, porque está escrito: ‘Maldito é todo aquele pendurado num madeiro.’” (Gál. 3:13) Sua citação era de Deuteronômio, que menciona a colocação dum cadáver duma pessoa executada sobre um “madeiro”, e adiciona: “Seu cadáver não deve ficar toda a noite no madeiro; mas deves terminantemente enterrá-lo naquele dia, pois o pendurado é algo amaldiçoado por Deus; e não deves aviltar teu solo.” — Deu. 21:22, 23.

Era tal “madeiro” uma cruz? Não era. Com efeito, os hebreus não possuíam nenhuma palavra para a cruz tradicional. Para designar tal implemento, usavam “urdidura e trama”, aludindo aos fios que corriam ao comprido num tecido e os outros que o cruzavam num tear. Em Deuteronômio 21:22, 23, a palavra hebraica traduzida “madeiro” é ‘ets, significando primariamente uma árvore ou madeira, especificamente um; poste de madeira. Os hebreus não usavam cruzes de execução. A palavra aramaica ‘a, correspondente ao termo hebraico ‘ets, aparece em Esdras 6:11, onde se diz, relativo aos violadores do decreto do rei persa: “Se arranque da sua casa um madeiro (estaca, Centro Bíblico Católico) e ele seja pendurado nele.” Obviamente, um único madeiro não teria barra transversal.

Ao traduzir Deuteronômio 21:22, 23 (“madeiro”) e Esdras 6:11 (“madeiro”) os tradutores da Versão dos Setenta empregaram a palavra grega xy’lon, o mesmo termo empregado por Paulo em Gálatas 3:13. Foi também empregado por Pedro quando disse que Jesus “levou os nossos pecados no seu próprio corpo, no madeiro”. (1 Ped. 2:24) Com efeito, xy’lon é usada várias outras vezes para se referir ao “madeiro” em que Jesus foi pendurado. (Atos 5:30; 10:39; 13:29) Esta palavra grega tem o significado básico de “madeira”. Nada subentende que, no caso do penduramento de Jesus, ela significasse uma estaca com uma barra transversal.

Assim, a evidência pontifica que Jesus não morreu na cruz tradicional. Por isso, as testemunhas de Jeová, que certa vez possuíam uma representação da cruz na capa da frente de sua revista A Sentinela, não usam mais tal símbolo. Nem veneram a estaca. Por certo, o instrumento que causou o sofrimento e a morte de Jesus não merece tal reverência, assim como não merece a forca em que um ente querido talvez tenha sido injustamente morto. Ademais, a Palavra de Deus proíbe tal veneração, pois afirma: “fugi da idolatria” e “guardai-vos dos ídolos”. — 1 Cor. 10:14; 1 João 5:21.

Significa isto que as testemunhas de Jeová pouco se importam com a morte de Jesus Cristo? Não. Sabem que, por meio dela, Deus proveu o resgate que liberta a humanidade crente da escravidão ao pecado e à morte. (1 Tim. 2:5, 6) Estes assuntos são considerados com freqüência em suas reuniões. E, como os cristãos primitivos, comemoram anualmente a morte de Jesus durante a celebração da refeição noturna do Senhor. (1 Cor. 11:23-26) Em todas essas reuniões no Salão do Reino local o leitor será calorosamente recebido.

A Cruz não Cristã

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Comentários

  • felipe amorim  On março 22, 2011 at 2:29 am

    a bíblia judaica completa do dr. david h stern também traz estaca de execução.

  • iara garcia paquete  On abril 30, 2011 at 10:13 pm

    eu conheci a verdade,atraves dessa tradução,livrei-me das calúnias lançadas sobre a p de Deus,percorrendo essas paginas fiel ao espírito de Jeova,decifrando o que jesus queria dizer aos seus discípulos em ilustrações.Que Deus os abençoe por defender essas verdades!

  • Roberto  On maio 12, 2011 at 10:45 pm

    Olá boa noite. Primeiramente quero dizer que eu aprecio muito as TJ, mas eu tenho uma duvida quanto a isso. Se Jesus foi pregado numa estaca então porque que em João 20:24-25 Tomé diz: ¨o sinal dos pregos nas mãos¨ e não o sinal do prego nas mãos?

    Um abraço.

    • queruvim  On maio 13, 2011 at 1:54 am

      É correto concluir de João 20:25 que Jesus foi pregado com um prego em cada mão?
      É interessante notar o seguinte:
      1º – Tomé queria ver nas suas (de Jesus) mãos O SINAL dos pregos. Não fala de ‘sinais’ dos pregos. . . Poderíamos raciocinar então que O SINAL se refere a marcas em ambas as mãos, sendo que cada uma poderia mesmo deter mais de uma marca.

      2º – Tomé também queria por seu dedo NO SINAL dos pregos. Desta vêz não fala ‘nos sinais’
      dos pregos. . . Ao passo que Tomé podia “ver” o sinal (não os sinais) dos pregos nas mãos, ele tocaria “no sinal” DOS PREGOS em ambas as mãos. Poderíamos subentender aqui que se trata de UM sinal provocado por vários pregos em cada mão ou apenas UM sinal em cada mão, que, somados, são DOIS sinais, ou seja, um sinal
      composto que equivaleria ao sinal de pregos?

      O que podemos raciocinar sobre esses detalhes não podem passar de meras conjecturas que, mesmo gramaticalmente há uma série de entroncamentos de difícil análise conclusivo.

      Portanto, qualquer interpretação que se faça baseado apenas na letra pode levar a desvios da verdade. E nesse caso, é preciso procurar o contexto histórico do momento e harmonizá-lo ao conjunto das Escrituras.
      Foi cerca de 300 anos depois da morte de Cristo que alguns professos cristãos promoveram a idéia de que ele morreu numa cruz de duas vigas. Mas essa idéia se baseava na tradição e no uso errado da palavra grega stau·ros´. É digno de nota que alguns desenhos antigos, que retratam execuções romanas, mostrem um único poste de madeira ou uma árvore.
      A Enciclopédia de Literatura Bíblica, Teológica, e Eclesiástica (em inglês), de M’Clintock e Strong, comenta:

      ‘Muito tempo e esforço já foram desperdiçados em discutir se foram usados três ou quatro pregos para pregar o Senhor. Nono afirma que foram usados apenas três, no que é acompanhado por Gregório Nazianzeno. A crença mais comum advoga quatro pregos, opinião que é apoiada em grande medida e com argumentos curiosos por Curtius. Outros elevaram o número de pregos a tantos quantos catorze.’ — Volume II, página 580.

      Mateus 27:35 diz simplesmente: “Tendo-o pregado numa estaca, distribuíram a sua roupagem exterior por lançar sortes.” Poucos detalhes são fornecidos, assim como em Marcos, Lucas e João. Após a ressurreição de Jesus, Tomé disse: “A menos que eu veja nas suas mãos o sinal dos pregos e ponha o meu dedo no sinal dos pregos, e ponha a minha mão no seu lado, certamente não acreditarei.” (João 20:25) Portanto, embora os criminosos fossem às vezes amarrados à estaca com cordas, Jesus foi pregado. Alguns têm concluído também de João 20:25 que foram usados dois pregos, um para cada mão. Mas, deve-se entender o uso que Tomé fez do plural (pregos) como descrição precisa, indicando que cada uma das mãos de Jesus foi furada com um prego diferente?

      Em Lucas 24:39, o ressuscitado Jesus disse: “Vede minhas mãos e meus pés, que sou eu mesmo.” Isto sugere que os pés de Cristo também foram pregados. Visto que Tomé não fez menção de sinal de prego nos pés de Jesus, usar ele o plural “pregos” pode ter sido uma referência geral a vários pregos usados para pregar Jesus.

      Assim, simplesmente não é possível afirmar hoje com certeza quantos pregos foram usados. Quaisquer ilustrações de Jesus na estaca devem ser entendidas como concepções artísticas que oferecem apenas uma representação baseada nos fatos limitados de que dispomos. Não devemos permitir que a controvérsia sobre tal pormenor insignificante obscureça a verdade todo-importante de que “ficamos reconciliados com Deus por intermédio da morte de seu Filho”. — Romanos 5:10.

  • Jorge Torres  On junho 25, 2011 at 6:14 pm

    Ademais Tomé como não viu, também não sabia se era um ou vários pregos, por tal falou no plural, quando lhe falaram que Jesus havia sido pregado.

  • Maria Costa  On outubro 11, 2011 at 4:30 pm

    Todas as traduções bíblicas em Gálatas 3: 13 diz:: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro. Madeiro sugere apenas uma estaca, não duas. E para que se fosse uma cruz este texto deveria dizer: madeiros.
    é interessante notar que o texto diz: maldito todo aquele pendurado no madeiro.
    Como um cristão verdadeiro poderia considerar sagrado um instrumento de morte que as escrituras chama de maldito:
    Ademais usar qualquer símbolo na adoração é pura idolatria. Ex. 20 : 4-5.

    Maria Costa- 11/10/2011

  • Maria Costa  On outubro 11, 2011 at 4:41 pm

    Se uma pessoa de sua família, muito querida, fosse morta e por nobres que fossem a causa, você guardaria a arma do crime e teria como sagrada? ou preferia ter você esta pessoa como importante ou o instrumento que a matou?

    De qualquer modo foi o sangue de Jesus que nos remiu e não o instrumento da sua morte. Era necessário que se derramasse o seu sangue. Qual o instrumento usado para o sacrifício não faz muita diferença. Embora, para os cristãos a verdade é que faz a diferença prefiro ficar com o texto de Gálatas 3:13, que é o comum em todas as bíblias.

    Sejamos lógicos e não opositores da palavra como fez a serpente em Gênesis 3: 1 a 5.

    Maria Costa – 11/10/2011

  • Maria Costa  On outubro 12, 2011 at 4:09 pm

    Cuidado com as tradições de homens – Só a verdade liberta. Mateus 15- 7-9

    Fugi da idolatria não é mera brincadeira. é uma ordem.
    Embora temos o livre arbítrio somos responsáveis pelas escolhas que fazemos. Então se a ordem bíblica é fugir da idolatria, como podemos escolher desobecer esta ordem sob qualquer pretexto. Cruz ou estaca não pode ser idolatrada. Escolhamos seguir a palavra e não tradições de homens, com idéias babilônicas, berço do paganismo que será destruida. Apoc. 18 -4

    Maria Costa- 12/10/2011.

  • Jônatas Pontes Dias da Silva  On março 21, 2012 at 2:16 pm

    Olá queridos, tudo bem?
    Uma pergunta, porque Charles T. Russel deixou em seu testamento ordens para que fosse contruído um memorial, próximo ao seu túmulo, em formato de pirâmide, com os tamanhos exatos (vide a numeração no canto esquerdo do túmulo), contendo a inscrição “Watch Tower Bible and Tract Society” e um desenho esculpido de uma coroa com uma cruz no meio? Será que ele ignorava uma verdade como essa?

    Para quem quiser visitar, o cemitério chama-se “Rosemont United Cemeteries” e fica no bairro North Hills em Pittsburgh (Pensilvania)

    Tá ai, fiquei em dúvidas…

    • queruvim  On março 22, 2012 at 2:51 am

      Russel usava a cruz e não tinha esclarecimento sobre diversos assuntos. Foi somente com o passar do tempo que as Testemunhas de Jeová, então conhecidas como “estudantes da Bíblia” deixaram de usar tal símbolo de origem pagã.

  • Samanta  On abril 7, 2012 at 4:24 pm

    Quando russel morreu, os estudantes da biblia ( assim como eram chamados , hoje conhecidos como Testemunhas de Jeová) ainda não tinham todos os esclarecimentos sobre a biblia, mas depois com muitos estudos com a ajuda do espirito santo, foi encontrado que o uso de tal simbolo deveria ser deixado de usar ( qualquer idolatria é considerado ruim aos olhos de Jeová Deus).

  • miguel1791  On abril 13, 2012 at 4:58 pm

    Bem era provável, que Russel, tivesse algum envolvimento com a maçonaria, assim como muitos religiosos da época de diversas religiões tinham. Isso explicaria o erro em se considerar a pirâmide de Gizé como algo relacionado à Jeová. Mas o mais importante de tudo é que hoje não existe, testemunha de Jeová maçon. Isso foi abandonado no início, quando a verdade ainda não estava clara e ainda se utilizavam a cruz, como símbolo em suas publicações, se comemoravam aniversários, etc. É interessante notar que mesmo hoje os que condenam Russel pelo equívoco, da pirâmide, e possível envolvimento na maçanoria, tem entre os seus membros mais destacados, muitos que pertencem a essa irmandade (a maçonaria). É um paradoxo, as testemunhas, se tiveram alguma conexão com a maçonaria abandonaram, mas o que dizer das religiões de hoje? Conheço assembleanos, batistas, católicos, entre outros que são maçons. Pergunto, procure hoje alguém na maçonaria, uma testemunha de Jeová que seja um maçom declarado como existe na maioria das religiões? Duvido que encontrem!!!!!à

  • miguel  On abril 16, 2012 at 7:50 pm

    Queruvim, boa tarde! Agradeço o esclarecimento, eu sou uma testemunha de Jeová. Eu não via nada de impressionante em Russel ter sido maçon ou não, tendo em vista que isso teria ocorrido, especulativamente no início, quando ainda não se tinha todo o conhecimento da verdade. Além do mais como foi bem lembrado no vídeo, nosso líder é Jesus Cristo.Que bom saber que Russel não tinha então tal envolvimento. Gostaria de saber se você tem alguma informação sobre o “disco alado” usado nos Estudo das Escrituras, já ouvi e li que esse símbolo é maçon.
    Um abraço!

    • queruvim  On abril 16, 2012 at 8:32 pm

      Miguel, este disco alado estava sendo representado de acordo com o entendimento que ele tinha de Malaquias 4:2 e era encontrado na antiga mitologia Egípcia. Um simbolo de que o reino milenar de Cristo emergiria. Não somente este , mas muitos outros símbolos pre datam a irmandade maçônica, de forma que uma ligação com a maçonaria só pode ser feita para a conivência de alguns opositores das Testemunhas de Jeová. A Enciclopédia do Ocultismo e Parapsicologia afirma que Russell e seus apoiadores “mostravam uma destacada aversão ao espiritismo e a fenômenos deste tipo de culto. Muito cedo na história deste grupo Russell atacava o espiritualismo (o qual chamavam de espiritismo)”

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