Era a “cruz” um instrumento comum de execução na Roma antiga?


Muitos tem repetido que “não importa em que Cristo morreu, mas o que importa é que ele morreu para nos resgatar”. Para outros porém esta pergunta importa e muito, visto que a cruz é usada como objeto na adoração por milhares de pessoas. Na verdade, muitos livros, dicionários e enciclopédias dos últimos 100 anos tem usado a palavra “cruz” com muita enfase. Pastores, padres e outros  tem dado destaque a cruz nos cultos e liturgias. Mas o  que muitos que se consideram “professores entendidos” , “enciclopedistas” e até mesmos “teólogos ” não fizeram foi a lição básica de casa. A saber, examinar os textos antigos com sobriedade e dedicação. Faltou-lhes amor, afinco e responsabilidade na pesquisa. Infelizmente, os “mestres” do século passado e tradutores de obras antigas do grego,  ignoraram que a palavra STAURÓS, usada no N.T,  jamais significava especificamente “cruz” tal qual a conhecemos hoje. Iludiram e arrebanharam súditos e seguidores na febre religiosa, quer católica ou outra, a crerem piamente que as representações artísticas da morte de Cristo era exatamente o que aconteceu. Outros repetem com base em afirmações sem verificação que a cruz como a conhecemos hoje era o instrumento usado no caso de Cristo.  A cruz passou a ser usada como símbolo “sagrado”, somente para se ver depois que tal objeto é de origem pré-cristã e remonta a adoração do antigo Egito bem como da antiga Babilônia. Ou seja, um objeto pagão, como diriam os mais devotos do cristianismo adotado de religiões não cristãs ou “pagãos”.

Veja reportagem da Revista Caras onde Gugu Liberato ouve informação de que “não houve uma cruz no caso de Jesus”

“A cruz na forma de ‘Cruz Ansada’ . . . era carregada nas mãos dos sacerdotes e reis-pontífices egípcios como símbolo de sua autoridade como sacerdotes do deus-Sol e era chamada ‘o Sinal da Vida’.” — The Worship of the Dead (Londres, 1904), Coronel J. Garnier, p. 226.

Madeiro não é cruz

Para piorar, sabe-se agora que Jesus foi pendurado em um STAURÓS . Do ponto de vista léxico uma simples estaca ou viga que uma vez avaliada com outras referências bíblicas, descarta-se a ideia de uma cruz tradicional.  Não adianta dizer que STAURÓS pode significar também uma cruz exatamente como a conhecemos hoje em vista das declarações de textos bíblicos que evidenciam contra isso. (Galatas 3:13) Madeiro refere-se a um lenho e tem como definição básica uma viga ou poste de madeira. É um substantivo no singular e sua acepção primária é esta. Alguns de uns anos para cá movidos por teologia estão definindo “madeiro” como sendo “cruz” e desta forma agradando a muitos, diluindo o significado da palavra madeiro. Ainda assim, a definição primária é a de um lenho. Em outros idiomas não se consegue fazer esta acrobacia e a palavra não apresenta ambiguidade alguma. Madeiro é um lenho ou viga e ponto final.

Será que tal afirmação procede?  Gunnar Sammuelsson Teólogo e Erudito da Universidade de Gothenburg escreveu uma tese de 400 páginas depois de 3 anos e meio, onde verificou, usando metodologia acadêmica  que a literatura em grego antigo, o grego koine, bem como literatura hebraica e em latim não apresentam a cruz como simbolo comum de suplício, nem mesmo nos dias da Roma antiga. Os historiadores e pesquisadores não encontraram nenhuma evidência que confirme o uso da cruz entre os primeiros cristãos. É interessante que o livro History of the Cross (História da Cruz) cita um escritor do fim do século 17 que perguntou: “Será que o santo Jesus se agrada de observar seus discípulos glorificando a imagem daquele instrumento de punição capital no qual ele [supostamente] sofreu com paciência e inocência, desprezando a vergonha?” Como você responderia?

A pesquisa de Gunnar Sammuelsson que incluiu literatura que remontam a 800 anos antes de Cristo até 200 A.D bem como o texto do N.T, revelou que Jesus foi pendurado em um simples poste ou viga descrito nas Escrituras do chamado Novo Testamento, pela palavra grega “stauros”.
Observe as declarações de Sammuelsson conhecido como um Erudito e Pastor cristão piedoso e dedicado:
“O problema é que a descrição de crucifixos são notavelmente ausentes na literatura antiga” diz o Erudito. “As fontes nas quais se supoem achar algum entendimento estabelecido do evento, realmente não diz nada”
O grego antigo, latim e a literatura hebraica desde Homero até o primeiro século D.C descrevem um arsenal de penas onde se praticava a suspensão, mas nenhuma menção a “cruzes” ou “crucificação”.
O Senhor Samuelsson, da Universidade de Gothemburg, acrescenta: “Por conseguinte, o entendimento contemporâneo da crucificação como um castigo é severamente contestado.”
“E o que é ainda mais desafiador é que pode se concluir o mesmo dos relatos da crucificação de Jesus. O Novo Testamento não diz tanto quanto nós gostaríamos de acreditar.”
Qualquer evidência de que Jesus foi deixado para morrer depois de ser pregado em uma cruz é extremamente escassa – tanto na literatura antiga pré-cristã e extra-bíblicos,bem como na Bíblia.

Samuelsson , que é cristão comprometido, admitiu que sua análise foi de encontro com seu coração e sua fé religiosa que é fácil reagir emocionalmente em vez de lógica.
Samuelsson, afirma que os textos em que se descreve a execução de Jesus não descrevem como Cristo foi anexado ao dispositivo de execução.Ele disse:

Este é o coração do problema. O texto das narrativas da Paixão não são exatos e detalhados de informações, como nós, cristãos, por vezes, queremos que ele seja.” Samuelsson disse:

“Se você está procurando textos que descrevem o ato de pregar as pessoas a uma cruz, não encontrará em lugar algum no Evangelho.”

“Muito da literatura contemporânea usam a mesma terminologia vaga – incluindo os relatos em Latim . Nem a palavra latina crux automaticamente se referi a uma cruz, enquanto patibulum referem-se ao feixe de cruzamento. Ambas as palavras são usadas em um sentido mais amplo que isso.” Samuelsson disse também :

“Que um homem chamado Jesus existiu naquela parte do mundo e quando, é bem documentado. Ele deixou uma impressão bastante forte na literatura da época. “
“Eu acredito que o homem mencionado é o filho de Deus. Minha sugestão não é que os cristãos devam rejeitar ou duvidar do texto bíblico… devemos ler o texto como ele é, não como nós pensamos que é. Devemos ler nas linhas, e não entre as linhas. O texto da Bíblia é suficiente. Não precisamos acrescentar nada”.

É importante se Jesus morreu numa cruz ou estaca?

Observe o que diz certa página na internet sobre este assunto:

“Faz realmente diferença se a pessoa preza a cruz, conquanto não a adore?

Como se sentiria se um amigo seu muito prezado fosse executado à base de acusações falsas? Faria uma réplica do instrumento de execução? Será que o prezaria, ou, antes, o evitaria?

No antigo Israel, os judeus infiéis choraram a morte do falso deus Tamuz. Jeová falou a respeito do que faziam como sendo ‘coisa detestável’. (Eze. 8:13, 14) Segundo a história, Tamuz era um deus babilônio, e a cruz era usada como símbolo dele. Babilônia, desde seu início, nos dias de Ninrode, era contra Jeová e inimiga da adoração verdadeira. (Gên. 10:8-10; Jer. 50:29) Portanto, quando alguém preza acruz, está honrando um símbolo de adoração que é contra o verdadeiro Deus.

Conforme declarado em Ezequiel 8:17, os judeus apóstatas também ‘estenderam o rebento ao nariz de Jeová’. Isto lhe era ‘detestável’ e ‘ofensivo’. Por quê? Este “rebento”, segundo explicam alguns comentaristas, era uma representação do órgão sexual masculino, usado na adoração fálica. Como deve, então, Jeová considerar o uso da cruz, que, conforme vimos, era antigamente usada como símbolo na adoração fálica?”

1 Cor. 10:14: “Meus amados, fugi da idolatria.” (Um ídolo é uma imagem ou símbolo que é objeto de intensa devoção, veneração ou adoração.)

Êxo. 20:4, 5MC: “Não farás para ti imagens esculpidas, nem qualquer imagem do que existe no alto dos céus, ou do que existe embaixo, na terra, ou do que existe nas águas, por debaixo da terra. Não te prostrarás diante delas e não lhes prestarás culto.” (Note que Deus ordenou que seu povo nem mesmo fizesse uma imagem,diante da qual as pessoas se curvassem.)

É de interesse o seguinte comentário na New Catholic Encyclopedia: “A representação da morte redentora de Cristo no Gólgota não ocorre na arte simbólica dos primeiros séculos cristãos. Os cristãos primitivos, influenciados pela proibição de imagens esculpidas do Velho Testamento, relutavam em representar até mesmo o instrumento da Paixão do Senhor.” — (1967), Vol. IV, p. 486.

Concernente aos cristãos do primeiro século, a obra History of the Christian Churchdiz: “Não se usava o crucifixo e nenhuma representação material da cruz.” — (Nova Iorque, 1897), J. F. Hurst, Vol. I, p. 366.

Reportagem do Jornal THE TELEGRAPH

PÁGINA DE GUNNAR SAMUELSSON

PARA UMA CONSIDERAÇÃO SOBRE “ESTACA” 

POR QUE OS VERDADEIROS CRISTÃOS NÃO USAM A CRUZ NA ADORAÇÃO

O NOME DE DEUS- Deve Aparecer no Novo Testamento?

O que a Bíblia diz sobre o uso do sangue? 

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Comentários

  • Saga  On 24 de abril de 2013 at 20:44

    Eu lembro de já ter visto um artigo sobre o tema, mas proponho algo diferente, em vista das afirmações fortes e insistentes de que os judeus mantem alguma aura mistica, solene ou supersticiosa com o termo EU SOU, pois seria O Nome – ou um dos nomes- de D-us.

    Por que seria diferente; pois, não ia se prender a questão de Ex 3:14 e Jo 8:58, muitos dizem que a designação divina Eu Sou não se resume a esses dois versos. Por exemplo, Jesus teria usado “eu sou” várias vezes (incluindo eu sou o bom pastor, eu sou a luz do mundo….etc) e YHWH teria chegado ao ponto de dizer que apenas Ele é o Eu Sou. “Eu Sou” em hebraico também seria a verdadeira tradução de “Jeová” (mais uma tentativa de dizer que Jeová é Jesus),

    O tema entra em sua especialidade, o hebraico. E também na questão de se “ego eimi” é um termo comum e banal da LXX e do NT, ou é exclusivo de Jeová e de Jesus. É uma boa oportunidade de comentar sobre a tradução do NT para o hebraico. Se cabe nos usos de “ego eimi” nos evangelhos e no resto do NT que em hebraico se traduza como ’Eh·yéh….

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  • Cefas  On 25 de abril de 2013 at 23:18

    Em João 3:14-15 Jesus se expressou no sentido Literal ou apenas Simbólico? Ou será que foi nos dois sentidos?
    Abaixo observações que apontam que foi nos dois sentidos:
    * João 3:14-15 indica Numeros 21:8-9.
    O versículo 14 diz de que “Forma” seria LEVANTADO, ou seja, num Poste. E o versículo 15 mostra para que ou com que finalidade ele foi erguido. 
    Alguns se apegam só ao versículo 15, referindo-se SOMENTE ao fato de Jesus ser o Meio de salvação e ignoram o FATO de que ele foi LITERALMENTE erguido, segundo as palavras do próprio Jesus IGUAL a serpente de bronze, num poste, cumprindo assim Gál 3:13.
    Note que ele se comparou à serpente erguida por Moisés no deserto (Núm 21:8-9), fixada num POSTE não numa cruz, Paulo confirma isso em Gál 3:13, mostrando que a execução é num madeiro ou poste, citando Deut. 21:23.
    Aprofundando um pouco, Jesus foi o Meio de SALVAÇÃO provido por Jeová a mais de 2000 anos atrás, assim como a Serpente foi no deserto para os hebreus da antiguidade. No passado os judeus começaram a adorar a serpente de bronze (2Reis 18:4), INVENTANDO até um nome a ela, ”ídolo serpente de broze” (Neustã), então, aquilo que de início foi aprovado por Deus, a SALVAÇÃO deles, acabou por se tornar uma causa de tropeço.
    Por fim o fiel rei Ezequias corretamente destruiu ‘aquilo’ que os judeus tanto adoravam, achando estar honrrando a Deus, por ter sido feita com ordem direta Dele, mas, que mesmo sendo a representação da SALVAÇÃO de Jeová (daquela época) NÃO poderia ser adorada.
    Semelhantemente por volta do III Século EC alguns ”cristãos” INVENTARAM uma maneira de adorar Jesus o representante de Jeová, surge então a “Trindade”, na verdade adaptaram essa doutrina pagã ao cristianismo para tentar explicar a natureza Divina de Deus.Equivocadamente Jesus o nosso Meio de SALVAÇÃO do pecado e Rei Messiânico, também começou a ser Adorado.Os trinitários pecam adorando esse deus trino (trindade) assim como os antigos hebreus pecaram com a serpente (Neustã), profanam Jesus e a Deus contrariando as Escrituras.

    Voltando ao texto João 3:14, se o mesmo servisse só para demonstrar o lado SIMBÓLICO da salvação negando assim a execução Literal numa Estaca, Jesus (nosso meio de salvação) também Não deve ser adorado, não acha?

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  • Paulo  On 26 de abril de 2013 at 13:53

    Ótima reflexão sobre o assunto, Cefas. Parabéns, me levou a pensar no verdadeiro instrumento usado na execução de Cristo e no paralelo com a adoração falsa dos nossos dias.

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  • Eduardo Barbacena  On 6 de maio de 2013 at 16:32

    Queruvim, eu cai na gargalhada quando, pesquisando de maneira seria o paralelo da Haste que a sepente de bronze tinha com a forma que jesus morreu, encontrei ilustrações da cristandade (no google) de moises apontando pra serpente na haste. Poxa, os caras são tão ignorantes que ilustraram a cobra numa CRUZ! Que absurdo tamanha ignorancia! Quer dizer, eu vou ali na casa de materiais eletricos e quando eu pedir uma haste de bronze pra aterramente ele vão me entregar uma cruz? Haaa pelo amor de Deus, assim ja é demais!
    A que nivel a cristandade babilonica chegou!
    Mentir na cara de pau so pra não se contradizer lá na frente!

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  • Cefas  On 30 de junho de 2013 at 1:08

    Eduardo é frustrante, desesperador e triste a situação (rsrsrsss), as ilustrações da passagem de Números 21:8-9 são mesmo distorcidas (com raras exceções), segundo essas imagens DELES (protestantes e católicos) parece até que João 3:14 diz: “da mesma forma como Moisés crucificou numa cruz a serpente no deserto, assim é necessário que o filho do homem seja levantado”.
    Um absurdo sugerido por eles mesmos.

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  • José Ferreira Batista  On 23 de setembro de 2013 at 21:22

    Eu não sou religioso, mas me tirem essa dúvida: Por que na publicação Criação de Rutherfor aparece Jesus crucificado? Além disso, vocês já prestaram atenção naquela ilustração? O que aqueles dois homens estão fazendo nus atrás de um dos que foram crucificados?

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  • Queruvim  On 24 de setembro de 2013 at 0:15

    Há muita coisa equivocada ou mesmo tolices em publicações antigas. Quando citava ciência da época embarcavam nos mesmos erros da ciência da época. O entendimento das TJ 100 anos atras era muito incompleto e em alguns casos precisavam de esclarecimentos. Por exemplo sobre o uso da cruz. No início as TJ usavam a cruz. Quanto a gravura que citou, temos que ter em mente que usavam gravuras ou representações artísticas muitas vezes feitas por artistas da época que sequer eram Testemunhas de Jeová. Ou ainda gravuras muito conhecidas na época e desconhecidas hoje. Não estou a par de todos os detalhes. Mas uma coisa tenho certeza. A moral do povo de Jeová é motivo de inveja e perseguição da parte do clero da cristandade e apóstatas. Tentam citar esta gravura e tudo o mais que possa aparentemente denegrir ou ridicularizar as TJ! Recorrer a livros de 100 anos atras é um exemplo do desespero de opositores que vasculham artigos ou livros de 50 ou mais anos a fim de acharem algo que julgam ser errado ou questionável. O que acha de uma pessoa que pesquisa erros da medicina de 100 anos atras a fim de criticar a medicina ATUAL? Que consideração daria a uma pessoa dessas? Eu acredito que se existe uma pessoa assim, ela demonstra uma ingratidão muito grande ao ignorar todos os benefícios da medicina moderna, somente porque encontrou erros na longa jornada de aperfeiçoamento científico. Os opositores das TJ não são diferentes. Sim, os apóstatas são extremamente desarrazoados e desonestos ao vasculharem material produzido pelas Testemunhas de Jeová a mais de 50 ou 60 anos a fim de denegri-las; É por isso que nesta página faço questão de expor a hipocrisia deles. Tem até mesmo um apóstata (ou seja um ex adorador de Jeová Deus que foi expulso por conduta não cristã) que vive trocando seu nick na internet, fingindo ser até mulher para atacar as TJ. Ele é membro ativo da Igreja Batista e foi desassociado ou expulso das Testemunhas de Jeová, pelo que parece por apostasia.

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  • Jeosada  On 24 de setembro de 2013 at 9:36

    Senhor Jose, ja ouviu falar de certas pessoas que veem coisas que não existe so pra justificar absurdos?
    Tipo certos evangelicos que dizem que a grafia “COCA-COLA” lida ao contrário surge o nome “ALO DIABO”?

    Absurdo não?

    Pois é justamente esse tipo de absurdo que e certos apostatas acometem nossas publicações!

    So mesmo uma imaginação fertil como duma criança para ver mensagens subliminares em nossas publicações.

    a pintura “criação” de michelangelo no teto da capela cistina é mais homossexual que a retratada no livro criação!

    Mas ninguem ve isso como algo errado. E tudo Sacro!

    Quer saber mais sobre tal ilustração? Veja este link:

    https://sites.google.com/site/tjdefendidasapologia/assuntos-diversos/mensagens-subliminares

    Att.: Jeosadá

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  • Geannne R.  On 27 de setembro de 2013 at 20:35

    E o que dizer deste versículo?
    Os outros discípulos lhe disseram: “Vimos o Senhor!” Mas ele lhes disse: “Se eu não vir as marcas dos pregos nas suas mãos, não colocar o meu dedo onde estavam os pregos e não puser a minha mão no seu lado, não crerei”. João 20.25
    Se Jesus foi pendurado em uma estaca, o que dizer dos pregos em suas mãos, visto que uma estaca requer somente um prego para prender?

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  • Queruvim  On 28 de setembro de 2013 at 20:06

    Pedimos a todos que não façam uma leitura corrida sobre este assunto. Antes, procurem ler e estudar com calma e atenção.

    É correto concluir de João 20:25 que Jesus foi pregado com um prego em cada mão?
    É interessante notar o seguinte:
    1º – Tomé queria ver nas suas (de Jesus) mãos O SINAL dos pregos. Não fala de ‘sinais’ dos pregos. . . Poderíamos raciocinar então que O SINAL se refere a marcas em ambas as mãos, sendo que cada uma poderia mesmo deter mais de uma marca.
    2º – Tomé também queria por seu dedo NO SINAL dos pregos. Desta vêz não fala ‘nos sinais’
    dos pregos. . . Ao passo que Tomé podia “ver” o sinal (não os sinais) dos pregos nas mãos, ele tocaria “no sinal” DOS PREGOS em ambas as mãos. Poderíamos subentender aqui que se trata de UM sinal provocado por vários pregos em cada mão ou apenas UM sinal em cada mão, que, somados, são DOIS sinais, ou seja, um sinal
    composto que equivaleria ao sinal de pregos?
    O que podemos raciocinar sobre esses detalhes não podem passar de meras conjecturas que, mesmo gramaticalmente há uma série de entroncamentos de difícil análise conclusivo.
    Portanto, qualquer interpretação que se faça baseado apenas na letra pode levar a desvios da verdade. E nesse caso, é preciso procurar o contexto histórico do momento e harmonizá-lo ao conjunto das Escrituras.
    Foi cerca de 300 anos depois da morte de Cristo que alguns professos cristãos promoveram a idéia de que ele morreu numa cruz de duas vigas. Mas essa idéia se baseava na tradição e no uso errado da palavra grega stau·ros´. É digno de nota que alguns desenhos antigos, que retratam execuções romanas, mostrem um único poste de madeira ou uma árvore.
    A Enciclopédia de Literatura Bíblica, Teológica, e Eclesiástica (em inglês), de M’Clintock e Strong, comenta:
    ‘Muito tempo e esforço já foram desperdiçados em discutir se foram usados três ou quatro pregos para pregar o Senhor. Nono afirma que foram usados apenas três, no que é acompanhado por Gregório Nazianzeno. A crença mais comum advoga quatro pregos, opinião que é apoiada em grande medida e com argumentos curiosos por Curtius. Outros elevaram o número de pregos a tantos quantos catorze.’ — Volume II, página 580.
    Mateus 27:35 diz simplesmente: “Tendo-o pregado numa estaca, distribuíram a sua roupagem exterior por lançar sortes.” Poucos detalhes são fornecidos, assim como em Marcos, Lucas e João. Após a ressurreição de Jesus, Tomé disse: “A menos que eu veja nas suas mãos o sinal dos pregos e ponha o meu dedo no sinal dos pregos, e ponha a minha mão no seu lado, certamente não acreditarei.” (João 20:25) Portanto, embora os criminosos fossem às vezes amarrados à estaca com cordas, Jesus foi pregado. Alguns têm concluído também de João 20:25 que foram usados dois pregos, um para cada mão. Mas, deve-se entender o uso que Tomé fez do plural (pregos) como descrição precisa, indicando que cada uma das mãos de Jesus foi furada com um prego diferente?
    Em Lucas 24:39, o ressuscitado Jesus disse: “Vede minhas mãos e meus pés, que sou eu mesmo.” Isto sugere que os pés de Cristo também foram pregados. Visto que Tomé não fez menção de sinal de prego nos pés de Jesus, usar ele o plural “pregos” pode ter sido uma referência geral a vários pregos usados para pregar Jesus.
    Assim, simplesmente não é possível afirmar hoje com certeza quantos pregos foram usados. Quaisquer ilustrações de Jesus na estaca devem ser entendidas como concepções artísticas que oferecem apenas uma representação baseada nos fatos limitados de que dispomos. Não devemos permitir que a controvérsia sobre tal pormenor insignificante obscureça a verdade todo-importante de que “ficamos reconciliados com Deus por intermédio da morte de seu Filho”. — Romanos 5:10.
    Escrevemos ESTE ARTIGO RESPONDENDO A PERGUNTA ACIMA TAMBÉM: http://oapologistadaverdade.blogspot.com.br/2011/12/sinal-dos-pregos-no-corpo-de-jesus-o.html

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  • Geannne R.  On 4 de outubro de 2013 at 23:18

    João 20.25 está bem claro sobre isso.
    mais informações em :[….] MODERADOR DELETOU LINK POR CONTER MATERIAL APÓSTATA. ROM 16:17

    LEIA E REFLITA SE VOCÊ REALMENTE QUER SABER A VERDADE QUE ESTÁ NA BÍBLIA. NÃO FICAR SOMENTE PRESO NO QUE DIZ ALGUMAS LITERATURAS DAS TEJS. E A SOCIEDADE AINDA DIZENDO QUE SOMENTE EM GRUPO ESPECIAL DE 144MIL PESSOAS QUE PODEM INTERPRETAR A BÍBLIA. SENDO QUE A PRÓPRIA BÍLBIA DIZ QUE ESTAMOS LIVRES PARA INTERPRETÁ-LA SEGUNDO A UNÇÃO. 1 João 2:27 João 16:13;

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  • Queruvim  On 4 de outubro de 2013 at 23:38

    Não é bem assim como dizes:

    Observe o que A Sentinela em Inglês afirmou:

    “Jamais consideramos e reverenciamos nossos escritos como infalíveis ou na mesma altura que o das Escrituras Sagradas. O que afirmamos é que são o que cremos ser interpretações harmoniosas da palavra divina…E ainda instamos como no passado para que cada leitor estude os assuntos que apresentamos a luz das escrituras, provando todas as coisas com as escrituras…“ Zion’s Watch Tower(A Sentinela ) and Herald of Christ’s Presence, 15 December 1896,reprint, 2080.

    Ademais, eu te pergunto, será que o que escreví acima no artigo falando sobre Gunnar Samuelsson é tirado de alguma publicação da “Socidade Torre de Vigia”? Cuidado com suas afirmações preconcebidas!

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  • Saga  On 5 de outubro de 2013 at 4:14

    – Pregos-

    Se o problema é quererem dois pregos:

    Eu vi num site desenhos de Jesus numa estaca, onde se usava dois pregos, nós não estávamos lá pra saber.

    Dois pregos numa estaca é só cada não ficar de um lado em vez de sobreposta uma sobre a outra. Mesmo no caso da outra posição, é só os pregos estarem nas mãos E NOS PULSOS, aí podem ser 2, 3 …

    Também na posição que as gravuras prefere representar, podíamos por dois pregos separados, embora eu ache que as que descrevi acima façam mais sentido.

    – Sobre o texto –
    O texto não diz que ele queria ver os [2] SINAIS dos [2] PREGOS nas [2] mãos [estendidas], diz que ele queria ver “O SINAL DOS PREGOS”.

    Alguns não entendem o que a Torre de Vigia quis dizer ali, mas vou tentar clarificar, digamos que Jesus tenha sido estacado com DOIS PREGOS, um nos pulsos e outro nos pés.

    – O sinal….(Sinal de pregos) = Jesus foi pregado num madeiro, com pregos, imaginemos que no caso foram dois, esse ato lhe deixou um sinal, que é a marca de que ele realmente foi pregado no Stauros

    – ….Dos pregos…. = pensemo que seriam dois, um nos pulsos e um nos pés

    – ….nas mãos = Especificamente Tomé queria ver esse sinal NAS MÂOS [pulsos] do Senhor, nem precisa mostrar os pés, nos pulsos/mãos é o suficiente.

    Vejam “O sinal , dos pregos , nas mãos” . Então ele queria ver “O Sinal nas mãos que o Senhor ganhou quando foi pregado na Estaca com PREGOS”

    Pensem num parentese : Eu quero ver o sinal (dos pregos) nas mãos.

    A sugestão que a Torre de Vigia fez foi essa, de que a referência aos pregos não quer esclarecer quantos pregos foram usados nas mãos de Jesus, simplesmente é uma menção de que [1] Tomé queria ver as mãos do Senhor
    [2] para conferir se nelas teria um sinal [3] pois Jesus foi pregado com pregos nos PÉS e nas mãos e [4] Tomé queria conferir esse sinal deixado na mão

    De novo:
    “Eu só vou acreditar se ver nas mãos dele o sinal, pois os soldados o pregaram com pregos na estaca, e assim um sinal foi criado na mão dele”

    PS: Como disse certo irmão outra vez, no caso duma crucificação de braços estendidos, não haveria um sinal e sim dois sinais, um sinal em cada mão e não um sinal nas duas.
    PS2: Mas como eu disse, se todo o problema dos criticos for que querem uma estaca com vários pregos nas mãos, isso é perfeitamente possível, existem várias possibilidades.

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  • Freitas  On 5 de outubro de 2013 at 7:15

    Que bom que ultimamente muitas “meninas” tem postado aqui de uns tempos pra cá!

    Esta daí,além de indicar um link de ex tj ,coloca um link totalmente comprometido com ensinos falsos.E,o que é pior,exatamente citando fontes de pastores e teólogos evangélicos, como certos dicionários.ou seja,uma fonte totalmente sem neutralidade a respeito do assunto.E,para piorar ainda mais a tacanha falta de argumentação com as fontes NEUTRAS citadas pelas tjs. vem aqui CONDENAR-NOS como presos à literatura tj.

    “A bíblia diz que estamos livres para interpreta-la segundo a unção”

    Então porque é que vc, G.ANNE, precisa se apegar as suas fontes protestantes/evangélicas para postar aqui?

    The Zondervan pictorial Encyiclopedia,do pastor Batista e teólogo evangélico

    citado por ti reconhece que staurós originalmente era uma estaca vertical ereta.

    No entanto,vc se apegou na “especulação” do sujeito de que com o tempo a palavra passou a se referir à parte transversal da cruz.

    Pare de seguir ensinos de teólogos envenenados com suas tradições!

    Jesus foi JULGADO,e PENDURADO segundo costumes de seu povo e não Romano,eles,os romanos,foram apenas os “braços da lei”.

    Assim temos duas opções a escolher,segundo Merril C. Tenney(seu pastor citado):

    1-Se apegar ao sentido original da palavra staurós como uma estaca vertical ereta,ou

    2:-Se apegar às tradições especulativas de que a palavra passou a se referir à parte transversal da cruz.

    Interprete a bíblia por si mesmo agora e leve em conta os costumes judaicos de que:

    Deuteronômio 21:23-“Seu cadáver NÃO DEVE FICAR TODA A NOITE no madeiro”

    João 19:31 “Então,os judeus,visto ser a preparação,afim de que os corpos NÃO PERMANECESSEM NAS ESTACAS DE TORTURA”(Se preferir: madeiro)

    Deuteronômio 21:23 (2°)”..pois o pendurado é algo amaldiçoado por Deus”

    Gálatas 3:13 “..maldito é todo aquele pendurado num madeiro”

    Leia em sua bíblia estes textos porque nós já estamos exaustos de tanto indica-los para vcs e não receber respostas a ser não aquelas que tem a ver com as tradições de pastores/teólogos evangélicos comprometidos em arrebanhar ovelhas para a época da tosa,comprometidos com a “unção” da apostasia e do intelecto satânico.

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