A igreja Evangélica e o massacre em Ruanda


O número de padres e freiras envolvidos no massacre de Ruanda em 1994 na Africa, já é bem conhecido.Os crimes perpetrados pelos da etnia hutus contra tutsis e hutus moderados e que resultou na morte de quase 1.000.000 de pessoas nunca será esquecido. Quem foram os principais culpados por tais atrocidades? Será que foram encontrados e corretamente punidos?

De acordo com a jornalista britânica Linda Melvern, que teve acesso a documentos oficiais, o genocídio foi planejado. No início da carnificina, a tropa ruandesa era composta por 30.000 homens (um membro por cada dez famílias) e organizados por todo o país com representantes em cada vizinhança. Os preparativos para o genocídio fora discutido abertamente em reuniões de gabinete, e uma ministra teria dito que ela era “pessoalmente a favor de conseguir livrar-se de todo os tutsis… sem os Tutsis todos os problemas de Ruanda desapareceriam”.

Muitos clérigos de várias denominações se posicionaram a favor de sua etnia. Padres, freiras, pastores e bispos tomaram o seu partido em ambos os lados. Pelo menos 300 clérigos e freiras foram mortos por serem tutsis ou porque estavam ajudando os tutsis.

Timothy Longman do Vassar College fez a seguinte declaração em sua publicação “As Igrejas Cristãs e o genocídio em Ruanda” (FONTE clique aqui)

“Embora as identidades religiosas não tenham servido para distinguir as vítimas dos autores em Ruanda, minha pesquisa indica que a religião era, no entanto, um elemento essencial no genocídio de Ruanda. Ao contrário das afirmações de algumas autoridades da Igreja,  o envolvimento das igrejas foi além de uma simples falha de agir em face de atrocidades ou as transgressões individuais de membros da igreja. Como vou tentar demonstrar neste trabalho, a culpabilidade das igrejas não está apenas no seu papel histórico no ensino de obediência à autoridade do Estado e na construção de identidades étnicas, mas também no seu papel moderno como centros de poder social, político e econômico, aliada com o Estado, praticando ativamente a discriminação étnica, e trabalhando para preservar o status quo”.

Participação da Igreja Adventista nos massacres 

A Igreja Adventista bem como os chamados cristãos evangélicos de um modo geral participaram no genocídio, uma vez que se misturam na política, apoiaram ativamente a política de genocídio adotada e meticulosamente preparada para exterminar os Tutsis de todo o país. Um dos casos que se tornaram muito conhecidos foi o que envolveu o Dr. Gerard Ntakirutimana, de 45 anos , médico missionário que trabalhava em um hospital da Igreja Adventista do Sétimo Dia de Mungonero. Os membros do Tribunal Penal Internacional para Ruanda condenaram por unanimidade o Dr. Ntakirutimana, por genocídio e por crimes contra a humanidade. Ele foi sentenciado a 25 anos de prisão, pela morte de duas pessoas e por atirar em refugiados tutsis em vários locais. Foi condenado também por participar de vários ataques contra tutsis na Colina de Murambi e na Colina de Muyira. Seu pai, o Pastor Elizaphan Ntakirutimana, de 78 anos , presidente da associação da Igreja Adventista do Sétimo Dia em Mugonero, no oeste de Rwanda, também foi condenado. Ele levou os atacantes para Igreja Adventista de Murambi, em Bisesero, onde era pastor presidente, e ordenou a remoção do telhado do edifício, a fim de localizar os tutsis que lá estavam abrigados. O ato conduziu à morte de muitos dos que estavam no local. Ele também levou os atacantes a vários locais, para caçar tutsis. Imagine você leitor deste artigo que este homem era “presidente” ou seja presidia a Igreja Adventista. Em harmonia com a postura da Igreja Adventista no tempo em que o Nazismo chegou ao poder, observamos que nada mudou em se seguir os claros mandamentos de Cristo quando disse em Mateus 26:52 que quem “tomar a espada perecerá pela espada”. A Igreja Adventista ainda participa na febre de guerra uma vez que está envolvida com a politica deste mundo governado pelo “maligno” 1 João 5:19.

Elizaphan Ntakirutimana e o filho Gerard líderes espirituais da igreja Adventista foram acusados de terem reunido um grande número de homens, mulheres e crianças tutsis em uma igreja e em um hospital da região de Kibuye (oeste de Ruanda) em 1994 antes de chamarem hutus para matá-los. FONTE: http://www.cambridge.org/aus/catalogue/catalogue.asp?isbn=9780521191395&ss=exc

A foto abaixo fala mais que mil palavras:

De um modo geral, a Igreja Adventista em Ruanda fez o que já havia feito no tempo de Hitler ao se aliar a um governo genocida.

Igreja Adventista culpada de sangue

Informações adicionais

Quer dizer dos atuais professos “cristãos”, os EVANGÉLICOS?

http://www.rnw.nl/international-justice/article/uwinkindi-requests-4-months-prepare-his-case

Jean Uwinkindi, um pastor evangélico da Igreja Pentecostal, acusado de participar ativamente do genocídio em Ruanda em 1994, foi recentemente transferido  da Tanzânia para Ruanda, depois de muitas tentativas. Na primeira audiência em Kigali, pediu quatro meses para preparar sua defesa. O promotor Ndibwami Rugamba anunciou que, conforme a ata de acusação publicada pelo TPIR, Uwinkindi seria julgado por genocídio e extermínio de milhares de pessoas. Ou seja, crimes contra a Humanidade. Há relatos de pastores comandarem o massacre dos da etnia Tutsis ao passo que pastores evangélicos Hutus da mesma religião faziam o mesmo a fim de exterminarem Hutus. Após permitir que membros da etnia Tutsis se refugiassem em sua igreja os entregou para serem exterminados aos Tutsis. Observe como a Igreja evangélica é corretamente chamada nas Escrituras como parte de Babilônia no capítulo 13 e 18 de Apocalipse por se envolver imoralmente com os governantes deste mundo com quem possuem relações imorais.

Em contraste com isso, a Bíblia diz: “Se alguém fizer a declaração: ‘Eu amo a Deus’, e ainda assim odiar o seu irmão, é mentiroso.” (1 João 4:20) Jesus até mesmo disse: “Continuai a amar os vossos inimigos.”(Mateus 5:44)

Pastor da Igreja Batista Francois Bazaramba

Também condenado pelo genocídio em Ruanda

A Igreja Evangélica em Ruanda em sua vasta maioria participou ativamente neste massacre que ceifou a vida  de um número estimado de 800.000 Ruandenses. Esse individuo chamado Francois Bazaramba vivia na Finlândia escondido achando que Deus não o puniria de alguma forma. Mas FOI CONDENADO A PRISÃO PERPÉTUA pelos crimes.

No tempo em que aconteceu esses fatos Francois era Pastor da Igreja Batista na ativa, na cidade de Nyakizu no sudeste de Ruanda.Os Evangélicos nesta ocasião foram duramente criticados por historiadores, grupos de direitos humanos, jornalistas, eruditos e políticos por falharem não somente em não denunciar os crimes como também em participar ativamente e de modo cúmplice nas milhares de mortes.
FONTE: http://faculty.vassar.edu/tilongma/Church&Genocide.html

VÍDEO CORRESPONDENTE

Líderes religiosos da Igreja Anglicana, Presbiteriana e Metodista estão entre os mencionados de modo vergonhoso por terem apoiado   o genocídio em Ruanda. A evidência disto é sobrepujante e não tem como ser contestada. De fato, se tivessem seguido e exemplo de Cristo bem como os mandamentos dele, não teriam praticado tais atrocidades.  Na Africa, um dos países que adotaram o cristianismo foi Ruanda, sendo que muitos países africanos são de maioria muçulmana. Depois destes incidentes envolvendo os chamados “cristãos”, muitos passaram a se converter ao ateísmo e agnosticismo ou até mesmo ao islamismo, que tem sido adotado como forma alternativa de adoração pelos ruandenses. Pouco notado, mas muitos estão se convertendo a adoração praticada pelas Testemunhas de Jeová, que como grupo e de um modo impressionante, ficaram totalmente isentos de culpa neste massacre em Ruanda.

Ao contrário das Igrejas e seus cristãos professos, as Testemunhas de Jeová  já haviam sido repetidas vezes detidas mesmo antes do conflito estourar, por se recusarem a pegar em armas a fim de participarem em alguma forma de patrulha armada ou no exército de Ruanda. FONTE: http://www.state.gov/j/drl/rls/irf/2007/90115.htm

Todas as Igrejas que se envolvem em politica partidária acabam apoiando seus poderes quer para o bem ou para o mal. Por exemplo. Quando Hitler chegou ao poder, a Alemanha, o berço do protestantismo era repleta de setores cujos votos eram majoritariamente  provenientes de membros protestantes. E de fato foram estes que elegeram Hitler em 1933. Como grupo, os evangélicos, que são ativistas políticos que em nada diferem dos católicos neste aspecto, apoiaram regimes ditatoriais e até mesmo genocidas. Ruanda é apenas mais um exemplo.

Não há registro de que nenhum grupo religioso como um todo tenha se eximido de apoiar o uso de armas em Ruanda a não ser as Testemunhas de Jeová. Se alguém souber de algum, me comunique!

De fato, as Igrejas Evangélicas falharam em seguir a Jesus. Apenas alguns indivíduos destas Igrejas  evitaram participar no massacre, mas os pastores em sua maioria assim como os líderes religiosos do catolicismo, falharam e levaram a vasta multidão de suas chamadas “ovelhas” a se matarem freneticamente. Como grupo, as Testemunhas de Jeová demonstraram que toda crítica destes falsos cristãos contra elas está baseada em farsa e frutos ruins. Não é a ânsia pela verdade que impulsiona os críticos que odeiam as Testemunhas de Jeová. A fibra moral das Testemunhas de Jeová e o exemplo delas lhes dá força que vão além de palavras. Se é que uma pessoa acha que pode tentar converter alguém apenas falando de Cristo mas vivendo como assassino, por odiar seu irmão, tal  pessoa está desencaminhando e sendo desencaminhada e a forma de adoração dela não é de valor algum.

Aproveito para denunciar aqui também um grupo citado em um comentário abaixo feito pelo leitor “Saga de Oliveira” onde ele diz:

Foi falado da falha de neutralidade entre os Católicos, os Protestantes e os Adventistas, mas para completar os principais grupos da Cristandade, faltaria os Mórmons :

“O artigo 12 das Regras de Fé declara: “Cremos na submissão aos reis, presidentes, governadores e magistrados, como também na obediência, honra e manutenção da lei.”

Até que ponto vai essa submissão? Quando os Estados Unidos entraram na Primeira Guerra Mundial, o elder Stephen L. Richards afirmou: “Não há pessoas mais leais ao governo dos Estados Unidos do que a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.” … O artigo 12 também foi praticado no outro lado ….Os mórmons alemães foram incentivados a pegar em armas pelo seu país e a rezar pela sua vitória….A igreja dizia que eles lutavam, não contra seus irmãos mórmons britânicos e americanos, mas contra representantes de governos. Quando Hitler assumiu o poder, a política mórmon de apoio irrestrito continuou. “Os nazistas não encontraram resistência ou evidência de censura da igreja mórmon”…A ênfase do mormonismo à pureza racial e ao patriotismo foi muito conveniente à igreja, e para muitos mórmons, “os vínculos entre sua fé e a política do Terceiro Reich eram claros”. Quando vários mórmons ousaram desafiar Hitler, não receberam nenhum apoio dos líderes mórmons. “A igreja era patriota e leal e desaprovava qualquer ataque contra o governo nazista.” A igreja até excomungou um dissidente postumamente depois que os nazistas o executaram.”

OUTROS LINKS:

Ecumenismo Macabro: 
Católicos, Protestantes e Adventistas Envolvidos no Genocídio de Ruanda

Catholics and collusion in genocide

Anúncios