Descubra por que as Testemunhas de Jeová são DE FATO os verdadeiros cristãos


A matéria abaixo tem suas fontes devidamente citadas

Posição dos primeiros cristãos

Visto que as Testemunhas de Jeová afirmam ter restaurado o cristianismo à sua forma original,7 tal como instituído por Jesus e pelos apóstolos,8 citam o comportamento dos primitivos cristãos para reafirmarem a sua posição de neutralidade.9 Para isso, recorrem a algumas obras de referência que analisam a história inicial do cristianismo.

Neutralidade quanto a cargos políticos

A neutralidade dos professos cristãos dos primeiros séculos da nossa Era é muitas vezes referida em comentários tais como:

“Os cristãos mantinham-se alheios e separados do estado, como raça sacerdotal e espiritual, e o cristianismo parecia capaz de influenciar a vida civil apenas desse modo, sendo este, é preciso confessar, o mais puro, por praticamente se esforçarem a incutir mais e mais o sentimento sagrado nos cidadãos do estado.”10
“Ao passo que eles inculcavam as máximas da obediência passiva, recusavam-se a tomar qualquer parte ativa na administração civil ou na defesa militar do império. (…) Era impossível que os cristãos, sem renunciarem a um dever mais sagrado, pudessem assumir o caráter de soldados, de magistrados ou de príncipes.”11
“Os cristãos (…) evitavam cargos públicos e o serviço militar.”12
“O primitivo cristianismo foi pouco entendido e foi considerado com pouco favor pelos que governavam o mundo pagão. Os cristãos recusavam-se a participar em certos deveres dos cidadãos romanos. Os cristãos (…) achavam que era uma violação da sua fé entrar no serviço militar. Não queriam ocupar cargos políticos. Não adoravam o imperador.”13

Neutralidade quanto ao serviço militar

Os primitivos cristãos professos negavam-se a servir no exército romano, tanto nas legiões como em serviços auxiliares, considerando tal serviço totalmente incompatível com os ensinos do cristianismo. Diz Justino, o Mártir, do Século II EC, no seu “Diálogo com o Judeu Trífon”:

“Nós, que estávamos cheios de guerra, e de matança mútua, e de toda a iniquidade, transformamos cada um de nós, em toda a terra, as nossas armas guerreiras, as nossas espadas em relhas de arado, e as nossas lanças em implementos de lavoura.”14

No seu tratado “A Grinalda, ou De Corona”, ao considerar “se a guerra é mesmo apropriada para os cristãos”, Tertuliano (c. 200 EC) argumentou à base das Escrituras a ilegalidade até mesmo da própria vida militar, concluindo:

“Proscrevo para nós a vida militar.”15

Maximiliano, mártir do Século III EC ao ser ameaçado de morte pelo tribunal romano por recusar alistar-se nas forças militares, disse:

“Não servirei. Vós podeis decapitar-me, mas eu não servirei aos poderes deste Mundo; servirei, sim, a meu Deus.”‘16

Referem ainda algumas outras obras:

“No segundo século, o cristianismo (…) tinha afirmado a incompatibilidade do serviço militar com o cristianismo.”17
“Os primitivos cristãos pensavam ser errado lutar, e não serviam no exército mesmo quando o Império precisava de soldados.”18
“Uma cuidadosa análise de toda a informação disponível mostra que, até o tempo de Marco Aurélio [121-180 EC], nenhum cristão tornou-se soldado; e nenhum soldado, depois de tornar-se cristão, permanecia no serviço militar.”19
“Ver-se-á logo que a evidência da existência de um único soldado cristão entre 60 e cerca de 165 EC é extremamente insignificante;(…) até o reinado de Marco Aurélio, pelo menos, nenhum cristão se tornava soldado após seu batismo.”20
“O comportamento dos cristãos era muito diferente daquele dos romanos. (…) Visto que Cristo havia pregado a paz, recusavam-se a tornar-se soldados.”21
“Os bem primitivos cristãos não serviam nas forças armadas, (…) desde o fim do período do Novo Testamento até a década de 170-180 A.D. não há evidência alguma de cristãos no exército.”22

Explicando o que acabou por conduzir os que se diziam cristãos a envolverem-se no exército, certa obra afirma:

“Os cristãos que viviam mais perto do tempo de nosso Salvador criam, com indubitável confiança, que ele havia inequivocamente proibido a guerra — que eles abertamente afirmavam esta crença e que, em apoio dela, estavam dispostos a sacrificar, e realmente sacrificaram, suas fortunas e suas vidas. Os cristãos, porém, mais tarde, tornaram-se soldados. E quando? Quando sua fidelidade geral ao cristianismo ficou relapsa, quando, em outros sentidos, violaram os princípios dele, (…) Em suma, tornaram-se soldados quando deixaram de ser cristãos.”23

Saudação à bandeira

É bem conhecido que alguns grupos religiosos têm apoiado a violência armada contra governos que desaprovam. Mas as Testemunhas de Jeová não se envolvem em subversão política de qualquer espécie. Quando se recusam a saudar um símbolo nacional ou a cantar um hino patriótico, alegam que não o fazem por deslealdade ou traição, visto que não pretendem desrespeitar ou favorecer um país em relação a outro. Elas adoptam uma posição idêntica em todos os países em que vivem. A sua atitude não é de desrespeito mas sim de neutralidade. Não assobiam nem gritam para atrapalhar uma cerimónia patriótica, não cospem na bandeira, não a pisoteiam nem a queimam. A sua recusa em participar em cerimónias nacionalistas não é uma atitude contra o governo. A sua posição baseia-se na sua interpretação das palavras proferidas por Jesus Cristo:

  • Mateus 4:10
“É a Jeová, teu Deus, que tens de adorar e é somente a ele que tens de prestar serviço sagrado.” (NM)

Uma vez mais, as Testemunhas de Jeová afirmam que a sua posição é igual à dos primitivos cristãos nos dias do Império Romano. Sobre esses cristãos,Elmer W. K. Mould escreveu:

“O acto de adoração do imperador consistia em aspergir alguns grãos de incenso ou algumas gotas de vinho sobre um altar que havia diante duma imagem do imperador. Talvez, por estarmos tão afastados daquela situação, não vemos neste acto nada de diferente de (…) erguer a mão numa continência à bandeira ou diante dum famoso chefe de estado, uma expressão de cortesia, respeito e patriotismo. É possível que muita gente, no primeiro século, pensasse a mesma coisa sobre isso, mas não os cristãos. Eles encaravam o assunto inteiro como adoração religiosa, reconhecendo o imperador como divindade, e, por isso, como deslealdade a Deus e a Cristo, e recusavam-se a fazer isso.”34

Um ato de adoração

Para as Testemunhas, a continência a um líder governamental, tal como a famosa expressão nazi Heil Hitler, a saudação à bandeira ou o cantar um hino nacional equivale a um acto de adoração. Vários autores apresentam o mesmo raciocínio:

“As primitivas bandeiras tinham carácter quase que puramente religioso. (…) A ajuda da religião parece sempre ter sido procurada para dar santidade às bandeiras nacionais.”35
“A bandeira, tal como a cruz, é sagrada. (…) As normas e os regulamentos relativos à atitude humana para com os estandartes nacionais usam palavras fortes, expressivas, como: Culto à Bandeira, Reverência à Bandeira, Devoção à Bandeira.”36
“Os cristãos negaram-se a (…) oferecer sacrifícios ao génio do imperador, o que hoje em dia equivale aproximadamente a negar-se a fazer continência à bandeira ou a repetir o juramento de lealdade.”37

Assim, visto que encaram a saudação à bandeira como acto de adoração, sendo que creem que a adoração pertence somente a Deus, não podem conscienciosamente adorar outro alguém ou alguma coisa.

Também, o hino nacional é, na realidade, um cântico religioso ou uma oração a favor duma nação. Costuma pedir prosperidade material e longevidade para a nação. Naturalmente, nem todos os hinos nacionais incluem petições a Deus, mas muitos exaltam a sua nação acima de outras ou expressam louvor a determinados feitos militares. Algumas fontes reconhecidas expressam um conceito similar, como por exemplo:

“Os hinos nacionais são expressões de sentimentos patrióticos e muitas vezes incluem pedidos de orientação e proteção divinas para o povo ou seus governantes”36
“Os sentimentos dos hinos nacionais variam, desde orações a favor do monarca, alusões a batalhas e levantes de importância nacional (…) a expressões de sentimentos patrióticos”35
  1.  A Encyclopedia Canadiana afirma: “A obra das Testemunhas de Jeová é o reavivamento e o restabelecimento do Cristianismo primitivo praticado por Jesus e seus discípulos durante o primeiro e o segundo séculos. Todos são irmãos.”
  2.  Livro Achegue-se a Jeová, publicado pela STVBT em 2002, páginas 80 e 81
  3.  Livro Unidos na Adoração do Único Deus Verdadeiro, publicado pela STVBT em 1983, páginas 165 a 168
  4.  The History of the Christian Religion and Church, During the Three First Centuries, Nova Iorque, 1848, de Augusto Neander, traduzido do alemão por H. J. Rose, pág. 168
  5.  History of Christianity, de Edward Gibbon, 1891, pág. 162-3
  6.  The Great Events by Famous Historians, de F. P. G. Guizot, editado por R. Johnson, 1905, Vol. III, pág. 246
  7.  On the Road to Civilization, A World History, Filadélfia, EUA, 1937, de A. K. Heckel e J. G. Sigman, pág. 237, 238
  8.  The Ante-Nicene Fathers, Vol. I, pág. 254
  9.  The Ante-Nicene Fathers, 1957, Vol. III, pág. 99, 100
  10.  An Historian’s Approach to Religion, de Arnold Toynbee
  11.  A Short History of Rome, de G. Ferrero e C. Barbagallo, 1919, pág. 382
  12.  The New World’s Foundations in the Old, de R. e W. M. West, 1929, pág. 131
  13.  The Rise of Christianity, de E. W. Barnes, 1947, pág. 333
  14.  The Early Church and the World, de C. J. Cadoux, 1955, pág. 275, 276
  15.  Our World Through the Ages, de N. Platt e M. J. Drummond, 1961, pág. 125
  16.  Christian Attitudes Toward War and Peace, Abingdon, 1960, pág. 67-8
  17.  Uma Investigação da Concordância da Guerra com os Princípios do Cristianismo, de Jonathan Dymond pág. 60, 61, em inglês…

… …

abaixo os links são o 34-37 

  1.  Essentials of Bible History, 1951, pág. 563
  2. ↑ a b Encyclopædia Britannica
  3. ↑ a b The Encyclopedia Americana
  4.  Those About to Die, 1958, de Daniel P. Mannix, pág. 135

O artigo acima é da wikipedia mas as fontes são independentes e fiáveis.

Quem são os verdadeiros cristãos?

A igreja Evangélica e o massacre em Ruanda

 Debate on line sobre “o que é a alma”