Encontrado Jarro de 3.000 anos com nome de personagem bíblico


Artefato montado como um “quebra cabeça” visto que estava em pedaços, revelou a frase “Eshbaal Ben Beda”, (Eshbaal filho de Beda). Esbaal era personagem bíblico e rei que reinou na mesma época que Davi, sendo portanto contemporâneo do rei Davi. Esta  descoberta mudou o entendimento dos pesquisadores sobre o antigo Reino da Judeia

 

 

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Arqueólogos israelenses do Instituto de Arqueologia da Universidade Hebraica descobriram e recuperaram os pedaços de uma vasilha de 3.000 anos com uma inscrição da época de Davi, o antigo Rei de Israel mencionado na Bíblia.  O achado foi feito em uma  escavação no Vale de Elah, região central de Israel, informou a Autoridade de Antiguidades de Israel nesta terça-feira. Trata-se da quarta inscrição deste tipo descoberta até o momento, que data do século X  A.E.C *, no Reino da Judeia.

 Professor Yosef Garfinkel da Universidade Hebraica aponta para a inscrição achada em 2012 durante escavações em  Khirbet Qeiyafa (crédito da foto: Ilan Ben Zion/Times of Israel staff)
(*Se lê Antes da nossa Era Comum; foto Tal Rogovsky)

jarrode 3000 anos encontrado em Israel

Os pedaços do recipiente de argila foram localizados em 2012 em escavações em Khirbet Qeiyafa, próximas à cidade israelense de Beit Shemesh e onde, segundo o autêntico relato bíblico, aconteceu a batalha entre Davi e Golias. Nos fragmentos foram descobertas inscrições que despertaram a curiosidade dos pesquisadores Yosef Garfinkel, do Instituto de Arqueologia da Universidade Hebraica de Jerusalém, e Saar Ganor, da Autoridade de Antiguidades de Israel. Ao recuperar e juntar os pedaços – um verdadeiro quebra-cabeças -, os arqueólogos encontraram recentemente o nome “Eshbaal Ben Beda” em letras antigas. EshBaal é o mesmo que Isbosete, um dos filhos do Rei Saul o primeiro rei de Israel. Portanto, diferente do que escrevem muitos , chamando Davi, Saul e outros de “personagens míticos”, não há nada de mitologia nisto. Antes, vemos a ciência da arqueologia provando que os personagens mencionados na Bíblia de fato existiram nos locais onde ela menciona que estes viveram. O escritor brasileiro Arnaldo Jabor, recentemente afirmou que “Fé significa crer em algo absurdo”. Mas não é bem assim! A verdadeira fé baseia-se em evidências. ( leia este artigo)  Claro que a arqueologia não é a base para se ter fé, mas esta ajuda um pouco a aumentar a nossa fé ou “certeza”.

Vale de Elah

“Trata-se da primeira vez que aparece o nome Eshbaal em uma inscrição antiga no país. Eshbaal Ben Shaul, que governou Israel na mesma época que Davi, é citado pela Bíblia”, afirmou Garfinkel. Ele acrescentou que Eshbaal foi “assassinado e decapitado e sua cabeça levada a Davi em Hebron”. “É interessante destacar que o nome Eshbaal aparece na Bíblia, e agora também em um documento arqueológico. Este nome só foi usado durante a era do rei Davi. O nome Beda é único e não aparece em inscrições antigas ou na tradição bíblica”, reforçou. A expressão filho de Beda ainda está sendo estudada. Beda deve ser a forma em que os cananeus chamavam Saul. Não é incomum os adoradores de Baal usarem nomes cananeus ao se referirem a Judeus.

 

EshBaal

 

 

The name Eshba'al written in ancient Canaanite script

O nome Eshba’al escrito em cananeu antigo da direita para a esquerda Alef, shin, bet, ayin e Lamed.

Fenicio Paleo-Hebraico Letra hebraica  (Dfus) Letra
Aleph Aleph א Aleph
Beth Bet ב Bet
Gimel Gimel ג Gimel
Daleth Daled ד Dalet
He Heh ה He
Waw Vav ו Waw
Zayin Zayin ז Zayin
Heth chet ח Heth
Teth Tet ט Teth
Yodh Yud י Yodh
Kaph Khof כ/ך Kaph

 

LamedhLamedלLamedhMemMemמ/םMemNunNunנ/ןNunSamekhSamekh                    סSamekhAyin

 

 

AyinעAyinPePeyפ/ףPeSadekTzadiצ/ץTsadeQophQufקQophResReshרReshSinShinשShinTawTofתTaw

Os pesquisadores reconhecem que ainda estão aprendendo sobre o que aconteceu naquele tempo:

“Há uns cinco anos, não conhecíamos nenhuma inscrição datada no século X a.C. do Reino da Judeia. Isto muda totalmente nosso entendimento da expansão da escritura no reino e agora fica claro que estava muito mais estendida do que pensávamos “, justificaram. No lugar das escavações foram encontradas também uma fortificação, duas portas, um palácio e armazéns, além quartos e salas de culto, que faziam parte de um assentamento datado do final do século XI e princípios do X  A.E.C ( Antes da Era Comum).

 

Ao invés de aceitarem a Bíblia como sendo um documento autêntico, muitos céticos ficam dando voltas e tentando reescrever a historia. Primeiro dizem que Davi, era “mitológico” depois a partir de 1994 quando encontraram a Estela de Tel Dan e confirmaram que Davi existiu de fato, começaram então a questionar que seu “reinado” não foi tão grande assim. Agora estão reavaliando tudo de novo. Quanta teimosia e resistência!

Quem era Is-Bosete também chamado Esbaal?

Ele era o  mais novo dos quatro filhos varões de Saul, e seu sucessor no trono. Pelas listagens genealógicas parece que seu nome era também Esbaal, que significa “Homem de Baal”. (1Cr 8:33; 9:39)  Para uma consideração detalhada deste personagem REAL E NÃO MITOLÓGICO leia este artigo.

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Comentários

  • Lucas  On 16 jun 2015 at 19:16

    A Bíblia Sagrada, sempre autêntica, verídica, confiável, e verdadeira; Verazmente e Esmagadoramente: É a palavra do Nosso Deus Maravilhoso, Nosso Pai celestial, Amado e Adorado! À Ele seja toda honra, e glória e o poderio para todo o sempre! Amém! Digno és, JEOVÁ, sim nosso Deus, de receber a glória, e a honra, e o poder, porque criaste todas as coisas e porque elas existiram e foram criadas por tua vontade! (Revelação 4.11) Jeová continue te abençoando, e te protegendo querido irmão! e a todos os sinceros! e a todosque divulgam Sua palavra! Amém!

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  • Isaque  On 17 jun 2015 at 6:03

    Fantástico !

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  • Isaque  On 17 jun 2015 at 6:07

    Queruvim a inscrição encontrada foi “Eshbaal Ben Shaul” ou “Eshbaal Ben Beda” ? Qual a diferença entre esses dois nomes ?

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  • Victor DB  On 17 jun 2015 at 13:46

    Você percebe que existe um esforço para desacreditar a Biblia sagrada. É como se pensassem: “Loucura acreditar que um livro de mitos fale a verdade sobre a existência de personagens reais e sua influência na história de um povo.” Mas, me vem uma coisa na mente, Satanás tentou fazer com que o nome de Jeová caísse no esquecimento, seria diferente no caso dos servos fiéis de Jeová? Óbvio que não.

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  • Alexei  On 17 jun 2015 at 14:02

    Maravilhosa descoberta. Todos os dias aguardo novos achados que possam comprovar a verdade da Bíblia.

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  • Queruvim  On 17 jun 2015 at 14:50

    Isaque, fiz uma ATUALIZAÇÃO DO ARTIGO PARA FICAR MAIS CLARO. A Revista Veja on line publicou este assunto e chamou alguns personagens da Bíblia como parte de um de conto “mítico” e empregou a expressão parafraseada pelos arqueólogos por “Eshbaal ben Shaul”. Mas a inscrição que foi encontrada e que aparece no jarro em cananeu antigo, com caracteres similares ao hebraico antigo, reza na verdade “Eshbaal Ben Beda”.

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  • Isaque  On 17 jun 2015 at 15:11

    Muito obrigado Queruvim !

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  • Saga  On 19 jun 2015 at 0:16

    Interessante essa teoria de que Beda seria um outro nome de Saul, pois suponho que para estes nomes estarem preservados assim devam ser de pessoas importantes né, tanto o filho quanto o pai, e como Esbaal é um nome totalmente em comum, aumentam as possibilidades de ser o próprio Esbaal da Bíblia em vez de outro cara com o mesmo nome….RARO.

    A palavra Beda tem algum significado em hebraico, aramaico ou seja lá qual idioma sémita ou cananeu daqueles tempos?

    Voltando ao caso, se sugeriu que essas palavras com B..A.A.L acabaram caindo em desuso entre os israelitas por causa das crises religiosas que houveram mais tarde envolvendo os confrontos entre os adoradores de Jeová e os adoradores de Baal, especialmente no tempo de Acabe e Jezabel, assim a palavra “baal” teria ficado em má luz, embora fosse um termo comum para dono, senhor ou marido e não necessariamente o nome da deidade pagã.

    Como a cronologia bate, do achado arqueológico e do relato bíblico davídico, a Bíblia fica incrivelmente atestada, pois significa as histórias que lemos na Bíblia sobre Davi contra Saul e seu filho Esbaal não são contos mitológicos inventados por autores de muitos séculos posteriores como quer nos infundir a alta crítica e seus discípulos, mas sim relatos históricos com testemunho de escritores do próprio período histórico em questão, se a autoria fosse muito posterior criando um relato inventado, os detalhes não iriam bater pois o ficcionista não iria inventar alguém chamado de Esbaal na pura sorte, sem nunca ter ouvido falar de nenhum Esbaal.

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  • Saga  On 19 jun 2015 at 0:49

    Queruvim, analise essas informações:
    https://alogicadosabino.wordpress.com/2009/02/15/golias-na-arqueologia/

    Escavações em Gate, cidade natal do Golias bíblico, trouxeram à vista fragmentos de cerâmica contendo uma inscrição com o nome do gigante filisteu.

    Aren Maeir, líder de escavação, da Universidade de Bar-Ilan, em Israel: “Isso nos mostra que a história de Davi e Golias reflecte a realidade cultural daquele tempo“,

    Engraçada a revolta dos ateus com descobertas assim, eles ficam ainda mais histéricos.

    Agora deixa eu ver outro link.
    http://cienciaconfirmaigreja.blogspot.com.br/2013/02/indicios-arqueologicos-e-testes.html

    Testes modernos com reprodução de fundas de época provam que o relato da Bíblia é veraz e que a realidade bem confirma o que está escrito pelo autor sagrado.

    Luis Pons Livermore, das Baleares, Espanha, o maior “fundeiro” (atirador esportivo de funda) do momento foi a Israel para colaborar em testes sobre a efetividade de uma funda como a usada por Davi.

    Cientistas acompanharam o teste, apresentando as condições necessárias para ser verídico e crível. O Dr. Mike Edwards, traumatologia calculou que a força de uma pedrada capaz de matar alguém deve golpear o crâneo com uma potência algo acima de 3.000 newtons numa área de 30 milímetros quadrados. 3.000 newton se quivalem à força necessária para partir ao meio um bloco de concreto.
    O teste se revelou positivo: o “fundeiro” balear fez uma pedra atingir o equipamento de medição com uma potência de 3.620 newtons, o bastante para liquidar Golias.

    VIDEO: http://www.gloria.tv/image/jw-player-52.swf?video=404995&duration=534

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  • Alexandre  On 20 jun 2015 at 0:26

    Já imaginaram se um dia encontrarem a arca do pacto?
    Vocês acham que existe essa possibilidade?

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  • kl  On 20 jun 2015 at 20:33

    Pensando um pouca mais longe já imaginou se fosse descoberto um manuscrito datado entre o ano 90-100 do Novo testamento com o Tetragrama e ainda com a forma Jeová!Como ficariam os membros das Igrejas que tecem acusações falsas contra nós!

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  • Saga  On 21 jun 2015 at 1:19

    Alexandre, não existe possibilidade de encontrarem a Arca do pacto, seria mais fácil encontrar a arca de Noé (que já é dificílima em vista do tempo decorrido, ela já pode ter sido destruída ou estar irreconhecível).

    Kl, não acho que será descoberto tal coisa, parece que existe um limite sutil entre o que é encontrado para sustentar as bases básicas a nossa fé de e as provas mais definitivas da verdadeira fé cristã de maneira especifica, as evidências devem sempre ter um grau limitado para manter que a fé seja fé, fé naquilo que não se vê ou não se sabe.

    Mas é possível acontecer algo assim na Queda de Babilônia, a Grande, pois aí ela já estará condenada mesmo, já fará poucas diferença para quem perece.

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  • Saga  On 21 jun 2015 at 19:00

    “Saga On 21 de junho de 2015 at 1:19
    Alexandre, não existe possibilidade de encontrarem a Arca do pacto”

    Por que? Pelo mesmo motivo para não se achar o corpo de Moisés ou de Jesus, ou mesmo o madeiro em que o Senhor foi pendurado, seriam objetos de extrema idolatria.

    Ainda existe o detalhe de que a Arca da Aliança não poderia ser tocada por mãos humanas, ou seja, arqueólogos pegando na mesma sem efeito, seria considerado por muitos prova da inexistência de Jeová, ou seja, em vez de ser vista pelo angulo de evidência da historicidade da Bíblia Sagrada, seria usada como argumento contra a teologia dela.

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  • Marcelo  On 22 jun 2015 at 12:04

    Saga On 21
    “Alexandre, não existe possibilidade de encontrarem a Arca do pacto”
    Por que? Pelo mesmo motivo para não se achar o corpo de Moisés ou de Jesus, ou mesmo o madeiro em que o Senhor foi pendurado, seriam objetos de extrema idolatria.

    Seria muito bom se parte da arca fosse encontrada, porem acredito que seja muito difícil porque quando Jerusalém foi cercada pelos Romanos, o templo foi queimado e destruído, e provavelmente tanto a arca como os 5 livros que estavam la também, ou talvez quem sabe Jeová esteja deixando a melhor parte para depois como desfecho triunfante, pode até ser que algum romano saque-o o templo e possa ser que o tenham roubado para se vangloria, e como avia falado, volto a meus pensamento, “Talvez quem sabe Jeová esteja deixando a melhor parte para depois como desfecho triunfante” .

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  • Fernando Carmo  On 8 jul 2015 at 21:10

    Independente do fato da arqueologia já ter encontrado, muitos artefatos e inscrições com nomes de personagens citados na Bíblia, ela por si só com sua verbosidade e a força da expressão escrita surge como uma poderosa autoridade de quem a inspirou para ser escrita. Se ela nunca tivesse sido escrita, a humanidade como um todo estaria, como que perdida, sem base, sem rumo, o obscurantismo permearia entre os homens, mesmo tendo o homem descoberto como o fez até agora o uso da energia, das ondas de comunicação e o domínio sobre a matéria. O sol seria o deus de todos, afinal ele foi colocado exatamente nessa posição para dar sustentação a nós humanos, pelo Supremo do universo
    Jeová.

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  • PG Almeida  On 29 jul 2015 at 8:04

    Olá irmãos!!
    Alguém viu essa matéria??

    Ela é nova ou reportagem antiga?

    http://www.abc.es/cultura/libros/20150728/abci-libro-lamentaciones-copia-antigua-201507272033.html

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  • Anônimo  On 7 ago 2015 at 13:44

    “Eshbaal foi “assassinado e decapitado e sua cabeça levada a Davi em Hebron”

    Aí gente, fica difícil não notar muitas passagens violentas e sangrentas citadas na bíblia… E pensar que ela é inspirada divinamente! Não, não estou blasfemando, Mas, poxa vida, como refutar isso?

    Sei lá…

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  • Queruvim  On 7 ago 2015 at 22:41

    Se alguém matasse e arrancasse a cabeça de um maníaco tal como o maníaco do parque, nos dias em que ele praticou crimes horríveis, quem iria chorar por ele ou declarar que o que foi feito foi “horrível”. Acho que poucos, se é que alguém faria isso. Alguns que cometem crimes horríveis sofrem uma morte horrível. Isso é justiça. Deveria acalmar os que tem um senso correto do que é certo. Muitas das mortes mencionadas na Bíblia são retribuição pelo mal causado pelos próprios assassinados. Ou ainda é parte de um relato que demonstra o erro de se abandonar ao JUIZ, LEGISLADOR e REI, o Ser Supremo, a favor de outros governos humanos ou independência. A Bíblia cita acontecimentos sangrentos para demonstrar também que a independência do homem de seu Criador, por ocasião da rebelião no Éden, não resultou em felicidade e paz para a família humana. Mas em pesar e sofrimento. O tema da Bíblia permeia justamente este assunto, a saber, o Reino de Deus, como única solução para os males da humanidade. VEJA ESTE ARTIGO

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  • neuza maria  On 8 ago 2015 at 3:43

    Queruvim, olá
    Afinal, qual o significado do nome Pedro e o sentido de Mateus 16>18?
    obrigada. abraço

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  • Queruvim  On 8 ago 2015 at 21:37

    Poderá ver mais sobre Pedro e o significado de seu nome neste link. Quanto ao significado das palavras de Jesus em Mateus 16:18, Jesus ao dizer “e sobre esta rocha” apontou para si mesmo. Isto está em harmonia com o restante da palavra de Deus que identifica Jesus como sendo a “pedra angular” rejeitada pelos judeus. Poderá encontrar uma explicação sobre quem e a rocha neste link.

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  • neuza maria  On 9 ago 2015 at 22:46

    Como se calculou a data de entrada do povo israelita no Egito em 1728 AEC?
    OBRIGADA
    Procurei bastante e não achei ainda. Esva pesquisando no site do apologista, onde fala sobre esta data, mas não diz onde na Biblia foi baseda.
    Obrigada.

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  • Queruvim  On 9 ago 2015 at 23:14

    Abraão tinha 75 anos de idade quando entrou em Canaã, em 1943 AEC. É portanto possível avançar na corrente do tempo usando-se os períodos que nos são fornecidos na Bíblia.O Estudo Perspicaz debaixo do título Êxodo responde diretamente sua pergunta:

    Quanto tempo decorreu então desde a validação do pacto abraâmico até os israelitas se mudarem para o Egito?

    Em Gênesis 12:4, 5, verificamos que Abraão tinha 75 anos de idade quando saiu de Harã e cruzou o Eufrates em caminho para Canaã, ocasião em que entrou em vigor o pacto abraâmico, a promessa que lhe fora feita anteriormente em Ur dos Caldeus. Daí, à base das referências genealógicas em Gênesis 12:4; 21:5; 25:26, e da declaração de Jacó, em Gênesis 47:9, pode-se ver que se passaram 215 anos entre a validação do pacto abraâmico e a mudança de Jacó, com a família, para o Egito. Isto mostra que os israelitas realmente moraram 215 anos no Egito (1728-1513 AEC). Esta cifra se harmoniza com outros dados cronológicos.

    A obra “Toda Escritura é Inspirada por Deus” menciona:

    Em Êxodo 12:40, 41, Moisés registra que “a morada dos filhos de Israel, que haviam morado no Egito, foi de quatrocentos e trinta anos”. Dessa fraseologia, é evidente que nem toda essa “morada” foi no Egito. Este período começa quando Abraão cruzou o Eufrates a caminho de Canaã, ocasião em que o pacto de Jeová com Abraão passou a vigorar.

    PODERÁ CALCULAR ENTÃO…1943-215= 1728

    Toda Escritura prossegue:

    Os primeiros 215 anos desta “morada” foram em Canaã e, daí, um igual período foi passado no Egito, até que Israel ficou totalmente livre de todo controle e dependência do Egito, em 1513 AEC. A nota na Tradução do Novo Mundo em Êxodo 12:40 mostra que a Septuaginta grega, baseada num texto hebraico mais antigo que o massorético, acrescenta, depois da palavra “Egito”, as palavras “e na terra de Canaã”. O Pentateuco Samaritano faz algo similar. Gálatas 3:17, que também menciona os 430 anos, confirma que este período começou com a validação do pacto abraâmico, na ocasião em que Abraão cruzou o Eufrates a caminho de Canaã. Isto foi, portanto, em 1943 AEC, quando Abraão tinha 75 anos de idade. — Gên. 12:4.

    Ainda outra linha de evidência apóia o cálculo acima: Em Atos 7:6 faz-se menção de o descendente de Abraão ser afligido por 400 anos. Visto que Jeová removeu a aflição por parte do Egito em 1513 AEC, o começo da aflição deve ter sido em 1913 AEC. Isto foi cinco anos depois do nascimento de Isaque e corresponde a Ismael ‘fazer caçoada’ de Isaque por ocasião de seu desmame. — Gên. 15:13; 21:8, 9.

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  • kl  On 9 ago 2015 at 23:16

    Neuza maria quando eu pesquisei sobre esse tema o que me foi útil foi ler com atenção as notas TNM com referências sobre este texto.Uma vez que os defensores da sucessão apostólica constroem sua argumentação em “cima” do texto de Mateus16:18 na pesito siriaco.Espero que encontra o que procura.

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  • neuza maria  On 9 ago 2015 at 23:38

    valeu, muito obrigada a voce e ao Queruvim
    boa semana a voces todos
    boa noite

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  • neuza maria  On 10 ago 2015 at 0:37

    Queruvim, fiz os cálculos baseados no que voce me forneceu, mesmo Assim não me esclareceu muito a principal dúvida sobre, por exemplo como se sabe que os israelitas moraram de 1728 a 1513 AEC no Egito. A conta eu entendi.
    Foram desde o pacto abraamico até a saida do Egito somaram 430 anos. Mas a dúvida que persiste é como se tem conhecimento, por exemplo que foi no ano 1943 AEC que Abraão, aos 75 anos cruzou o Eufrates, a caminho de Canaã? O tempo, somando eu entendi, mas não entendi de onde se pode saber estas datas? 1943, 1728, 1513.
    Desculpe por ser um pouco lenta para compreender. Mas estou tentando me aprofundar mais. E seu site e do apologista tem sido de muita ajuda.
    Obrigada

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  • neuza maria  On 11 ago 2015 at 12:04

    Sinceramente, Queruvim, não pensei que fosse dificil ter a resposta da pergunta que eu fiz acima. É a primeira vez aqui, que fiquei sem uma.

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  • Queruvim  On 11 ago 2015 at 12:26

    Há elementos suficientes de pesquisa e o assunto não é difícil. Não estou tendo tempo suficiente agora.

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  • neuza maria  On 11 ago 2015 at 14:01

    Obrigada entendo claro! e que também, talvez seja por isso que voce não tenha entendido claramente, a minha dúvida

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  • Saga  On 11 ago 2015 at 15:54

    1513 a.C como Êxodo, 430 anos antes é 1943 a.C e 215 anos antes é 1728 a.C.

    `”Em Gênesis 12:4, 5, verificamos que Abraão tinha 75 anos de idade quando saiu de Harã e cruzou o Eufrates em caminho para Canaã, ocasião em que entrou em vigor o pacto abraâmico, a promessa que lhe fora feita anteriormente em Ur dos Caldeus. Daí, à base das referências genealógicas em Gênesis 12:4; 21:5; 25:26, e da declaração de Jacó, em Gênesis 47:9, pode-se ver que se passaram 215 anos entre a validação do pacto abraâmico e a mudança de Jacó, com a família, para o Egito.”

    4 Assim partiu Abrão como o SENHOR lhe tinha dito, e foi Ló com ele; e era Abrão da idade de setenta e cinco anos quando saiu de Harã. 5 E era Abraão da idade de cem anos, quando lhe nasceu Isaque seu filho.

    25 (100 – 75)

    26 E depois saiu o seu irmão, agarrada sua mão ao calcanhar de Esaú; por isso se chamou o seu nome Jacó. E era Isaque da idade de sessenta anos quando os gerou.

    60 + 25 = 85 anos

    9 E Jacó disse a Faraó: Os dias dos anos das minhas peregrinações são cento e trinta anos, poucos e maus foram os dias dos anos da minha vida, e não chegaram aos dias dos anos da vida de meus pais nos dias das suas peregrinações.

    130 + 60 + 25 = 215 anos

    28 E Jacó viveu na terra do Egito dezessete anos, de sorte que os dias de Jacó, os anos da sua vida, foram cento e quarenta e sete anos.

    17 + 130 + 65 + 25 = 237 anos

    22 José, pois, habitou no Egito, ele e a casa de seu pai; e viveu José cento e dez anos.
    2 Estas são as gerações de Jacó. Sendo José de dezessete anos, apascentava as ovelhas com seus irmãos; sendo ainda jovem

    110 – 17 = 93 anos no Egito

    (Gálatas 3:17,18) 17 Outrossim, digo o seguinte: Quanto ao pacto anteriormente validado por Deus, a Lei, que veio à existência quatrocentos e trinta anos depois, não o invalida, de modo a abolir a promessa. 18 Pois, se a herança se deve a uma lei, já não se deve mais a uma promessa; ao passo que Deus a deu bondosamente a Abraão por intermédio duma promessa

    Da Lei (Dez Mandamentos) até a promessa de Abraão vão 430 anos, sendo que acima se vê que demorou 215 anos até Jacó entrar no Egito, De 430 – 215 sobram 215.

    1 Reis 6:1 diz que no “quadringentésimo octogésimo ano depois da saída dos filhos de Israel da terra do Egito” foi iniciada a construção do templo em Jerusalém, no quarto ano do reinado de Salomão.

    Um governo de 40 anos contando a partir de 1037 a.C se estende de nisã de 1037 a nisã de 997 a.C, desde a divisão do reino, em 997 a.C, até a queda de Jerusalém, em 607 a.C, passaram-se 390 anos segundo a profecia de Ezequiel 4:1-7. De 607 a.C se passa 70 anos segundo a profecia (Jeremias 25:8-11), o que termina em 537 a.C.

    neuza maria On 10 de agosto de 2015 at 0:37 ”
    […] Assim não me esclareceu muito a principal dúvida sobre, por exemplo como se sabe que os israelitas moraram de 1728 a 1513 AEC no Egito […] como se tem conhecimento, por exemplo que foi no ano 1943 AEC que Abraão, aos 75 anos cruzou o Eufrates, a caminho de Canaã? […] não entendi de onde se pode saber estas datas? 1943, 1728, 1513″

    Neuza, a data do Êxodo surge em relação ao Templo de Salomão ser construído no quadragésimo octogésimo ano depois da saída do Egito (1 Re 6:1). 1728 é a data do Êxodo subtraída de 215 anos morando em Canaã, 1943 é a data do Êxodo contando 430 para trás. Abraão tinha 75 anos nesta ocasião pois é isso que se diz no relato do Gênesis (Gn 12:4). Se diz que os Israelitas moraram de 1728 a 1513 porque da ocasião de Abraão saiu até a Lei Mosaica vão 430 anos (Gá 3:17) e o Gênesis dedica metade destes a vida dos patriarcas em Canaã antes de morarem no Egito (Gn 12:5; 21:5; 25:26; 47:9), sobrando outros 215 para se somar até a saída do Egito.

    No caso de datas envolvendo cronologia, uma data puxa outra data que puxa outras datas e questões de porques e porques acabam mexendo em tudo e daqui a pouco estamos falando não apenas da data daquele evento especifico e sim da cronologia bíblica toda!!!

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  • Ramiro Antunes  On 12 ago 2015 at 10:37

    Gostei da explicação Saga. Sempre gostei de estudar a cronologia bíblica. Como voce disse uma data puxa outra,por isso para encontrarmos uma data específica geralmente é preciso puxar muitas outras. As vezes parece complicado mas quando nos aprofundamos um pouco pegamos o jeito.

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  • neuza maria  On 14 ago 2015 at 19:35

    obrigada Saga. Mas continuo na mesma.

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  • Bastos  On 15 ago 2015 at 23:45

    O livro “Certificai-vos de Todas as Coisas; Apegai-vos ao Que É Excelente” contêm informações sobre cronologia com textos transcritos sobre o título “cronologia”(A parti da página 139), ore a Jeová Deus pedindo ajuda, se mesmo assim essa dúvida ainda continuar e te incomodar, recorra a irmãos maduros que são dádivas em homens.(Efe 4:7,8)

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  • Luiz Carlos de Souza Pinto  On 1 nov 2016 at 2:10

    Estive prestando atenção ás perguntas de Neusa Maria e creio que a dúvida que ela tem sobre datas deva ao fato de não ter compreendido que a cronologia usa um ponto de referência como centro de partida, quer para mais, quer para menos, Temos a cronologia que estuda as datas de Antes de Cristo e a que estuda as datas Depois de Cristo, assim de Cristo até hoje(ano 1+)
    decorreu 2016 anos e podemos com certe facilidade encontrar fatos ocorridos dentro deste período e datá-lo. Do mesmo modo podemos usar a cronologia bíblica e datar do período de Antes de Cristo ( ano -1 ) até a criação de Adão e outros acontecimentos que permeiam aquele período.

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  • Queruvim  On 1 nov 2016 at 2:22

    Acho que a dúvida da Neusa Maria tem que ver com as datas usadas como base para se iniciar um referencial ou ponto de partida de onde se começa a contar. A Organização de Jeová certa fez afirmou:

    Datas Fundamentais.

    A fidedigna cronologia bíblica baseia-se em certas datas fundamentais. Uma data fundamental é uma data calendar na história que tem firme base de aceitação e corresponde a um evento específico relatado na Bíblia. Pode então servir de ponto de partida para localizar com certeza no calendário uma série de eventos bíblicos. Uma vez estabelecida esta data fundamental, os cálculos para frente ou para trás a partir dessa data são feitos com base nos relatos exatos da própria Bíblia, como a declarada duração da vida de pessoas ou a dos reinados dos reis. Assim, partindo de um ponto fixo, podemos usar a fidedigna cronologia interna da própria Bíblia para datar muitos dos relatados eventos bíblicos.

    Data Fundamental Para as Escrituras Hebraicas.

    Um evento proeminente relatado tanto na Bíblia como na história secular é a queda da cidade de Babilônia diante dos medos e persas sob o comando de Ciro. A Bíblia relata este evento em Daniel 5:30. Diversas fontes históricas (incluindo Deodoro, Africano, Eusébio, Ptolomeu e as tabuinhas babilônicas) confirmam 539 AEC como o ano da queda de Babilônia diante de Ciro. A Crônica de Nabonido dá o mês e o dia da queda da cidade (o ano não aparece). Os cronologistas seculares estabeleceram, pois, a data da queda de Babilônia em 11 de outubro de 539 AEC, segundo o calendário juliano, ou 5 de outubro no calendário gregoriano.

     Após a queda de Babilônia, e durante seu primeiro ano de domínio sobre a vencida Babilônia, Ciro emitiu seu famoso decreto que autorizava os judeus a retornar a Jerusalém. Em vista do relato da Bíblia, o decreto foi promulgado provavelmente em fins de 538 AEC ou perto da primavera de 537 AEC. Isto daria ampla oportunidade para os judeus se restabelecerem na sua terra e ir a Jerusalém para restaurar a adoração de Jeová no “sétimo mês”, tisri, ou por volta de 1.o de outubro de 537 AEC. — Esd. 1:1-4; 3:1-6.

    Data Fundamental Para as Escrituras Gregas Cristãs.

    Determina-se uma data fundamental para as Escrituras Gregas Cristãs pela data da sucessão de Tibério César ao imperador Augusto. Augusto morreu em 17 de agosto de 14 EC (calendário gregoriano); Tibério foi nomeado imperador pelo Senado romano em 15 de setembro de 14 EC. Declara-se em Lucas 3:1, 3, que João, o Batizador, começou seu ministério no 15.o ano do reinado de Tibério. Se os anos foram contados a partir da morte de Augusto, o 15.o ano se estendeu de agosto de 28 EC a agosto de 29 EC. Se foram contados a partir de quando Tibério foi nomeado imperador pelo Senado, o ano transcorreu a partir de setembro de 28 EC até setembro de 29 EC. Logo após isso, Jesus, que era uns seis meses mais novo do que João, o Batizador, apresentou-se para ser batizado, quando “tinha cerca de trinta anos”. (Luc. 3:2, 21-23; 1:34-38) Isto concorda com a profecia de Daniel 9:25, de que 69 “semanas” (semanas proféticas de 7 anos cada uma, perfazendo assim 483 anos) passariam “desde a saída da palavra para se restaurar e reconstruir Jerusalém” e sua muralha até o aparecimento do Messias. (Dan. 9:24, nota) Essa “palavra” foi promulgada por Artaxerxes (Longímano) em 455 AEC, e foi executada em Jerusalém por Neemias no fim daquele ano. E, 483 anos mais tarde, em fins de 29 EC, quando Jesus foi batizado por João, Jesus foi também ungido por Deus com espírito santo, tornando-se assim o Messias, ou Ungido. Que Jesus foi batizado e começou seu ministério no fim daquele ano, está de acordo com a profecia de que ele seria cortado “na metade da semana” de anos (ou depois de três anos e meio). (Dan. 9:27) Visto que morreu na primavera, seu ministério de três anos e meio deve ter começado perto do outono de 29 EC. Incidentalmente, estas duas linhas de evidência provam também que Jesus nasceu no outono de 2 AEC, visto que Lucas 3:23 mostra que Jesus tinha cerca de 30 anos quando começou seu serviço.

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