A INDÚSTRIA DO SANGUE


O que acontece com a bolsa que você doa

Segundo o ministério, 1,9% dos brasileiros doa sangue regularmente. A taxa está dentro do parâmetro de 1% a 3% definido pela OMS, mas, segundo o ministério, precisa melhorar. Para doar sangue é preciso ter entre 18 e 67 anos, pesar mais de 50 quilos e comparecer a um hemocentro com documento com foto e válido em todo território nacional.

Os brasileiros costumam responder a essas campanhas com belas demonstrações de altruísmo. O doador sadio acredita que fazer o bem sem olhar a quem gera uma corrente de solidariedade que também o beneficiará quando estiver na posição incômoda de precisar de uma doação. Se a doação é gratuita, é compreensível que a maioria imagine que terá acesso ao sangue gratuitamente quando precisar dele. Engana-se.

Quem já precisou internar um parente num hospital particular para fazer uma cirurgia cardíaca, por exemplo, provavelmente já passou pela experiência de se surpreender com o tamanho da conta a acertar antes da saída. Só de banco de sangue, a família pode gastar R$ 10 mil ou mais.

E quando o paciente é atendido pelo SUS num hospital de grande porte que também recebe doações de sangue? Aí a coisa fica difícil de entender e de aceitar. O sangue que chega de graça à instituição passa a valer cerca de R$ 1.500 por litro depois de armazenado.

Quem doa tem direito à informação. Tem direito de saber que o líquido vermelho que sai de seu corpo e rapidamente enche as bolsas plásticas está prestes a se transformar num produto valioso.

No círculo de profissionais que lidam com derivados do sangue, o plasma é chamado de ouro líquido. Há uma curiosa comparação entre o sangue e o petróleo. Ambos são fracionados em vários subprodutos. O mercado anual de petróleo é de 500 bilhões de dólares. O preço do barril bruto de petróleo é de U$ 25. O valor dos derivados contidos num barril é de U$ 45.

Embora o mercado anual de plasma seja bem inferior (20 bilhões de dólares), o sangue vale muito mais do que o petróleo. O preço de um barril de plasma bruto é de 16 mil dólares. O valor dos hemoderivados contidos num barril é de 70 mil dólares.

Sangue é um artigo caríssimo e raro na praça. Não faz sentido, portanto, que iniciativas capazes de reduzir a necessidade de transfusões em cirurgias sejam pouco conhecidas e difundidas.

A cardiologista Ludhmila Abrahão Hajjar coordena a UTI cirúrgica do InCor e a UTI cardiológica do Sírio-Libanês, em São Paulo. E também a UTI do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo.

Se a quantidade de hemoglobina (proteína responsável pelo transporte de oxigênio para os tecidos) cai a níveis inferiores a 10 gramas por decilitro de sangue, o cirurgião pede uma transfusão. Os médicos não se perguntavam de onde havia saído esse limite. Ludhmila decidiu investigar o procedimento em seu doutorado, orientado por José Otávio Auler Jr., na Universidade de São Paulo. Descobriu que ele se justifica pela tradição – e não pelo embasamento científico.

A história é antiga. Em 1934, o americano John Lundy criou na Clínica Mayo o primeiro banco de sangue do mundo. Em 1942, ele propôs o limite de 10 g/dL baseado na observação de seus pacientes. Desde então a recomendação vem passando de geração em geração.

“Não podemos continuar fazendo medicina em 2011 baseados num relato de 1942”, afirma Ludhmila. Para colocar a recomendação à prova, ela realizou um estudo com 512 pacientes do Instituto do Coração (InCor), em São Paulo. Eram doentes graves, com perfil semelhante (tinham diabetes, hipertensão, insuficiência cardíaca), que foram submetidos a cirurgias cardíacas.

Metade do grupo recebeu sangue quando o nível de hemoglobina caiu a 10 g/dL. A outra metade só passou pela transfusão quando o índice ficou abaixo de 7 g/dL. O que ela comprovou? Os doentes que receberam menos sangue se recuperaram tão bem quanto os que receberam mais sangue.

Uma segunda comparação (pacientes graves que receberam sangue versus pacientes que não receberam sangue, por estar com índices entre 7 g/dL e 10 g/dL) revelou que a transfusão aumenta em 20% a taxa de mortalidade e de complicações clínicas a cada bolsa de sangue recebida. O trabalho sugere que, pelo menos nos casos estudados, quanto menos sangue se receber, melhor. A pesquisa foi publicada em outubro no Journal of the American Medical Association com elogios no editorial.

O excesso de transfusões aumenta o risco de infecções por bactérias ou vírus. Nem todos os bancos fazem o teste rápido do HIV. Se o doador estiver na janela imunológica (período que o organismo leva, a partir de uma infecção, para produzir anticorpos que possam ser detectados por exames), o paciente poderá ser infectado. Também poderão ocorrer disfunções vasculares ou inflamações no pulmão.

Os custos são outro problema grave. Uma bolsa de sangue com 350 mililitros custa de R$ 300 a R$ 800. A maioria dos pacientes recebe de duas a três. Se o doente passa mais de sete dias no hospital, costuma receber pelo menos uma bolsa para compensar o sangue perdido em sucessivas coletas para exames.

No InCor, o trabalho de Ludhmila já mudou o comportamento dos médicos. “Nossa conduta agora é evitar a transfusão”, diz Noedir Stolf, chefe do departamento de cirurgia cardíaca. Nas últimas décadas, Stolf realizou mais de 300 transplantes de coração. Segundo ele, a ideia de evitar as transfusões não é nova. “Nenhum outro estudo, porém, havia chegado a conclusões sólidas como esse.”

Toda transfusão traz em si um risco imediato ou tardio. São esperados três casos de reações indesejadas a cada mil transfusões realizadas. Segundo dados do sistema de hemovigilância da Anvisa, 80% das reações transfusionais são subnotificadas. Essa é uma boa razão para a busca de alternativas.

Um dos mais destacados pesquisadores nessa área é o professor Aryeh Shander, professor da Escola de Medicina Mount Sinai, em Nova York. Em 2009, ele defendeu a busca de alternativas num artigo publicado na revista científica Critical Care Clinics.

“A crença que transfusão de sangue é um meio rápido e fácil de melhorar a condição do paciente e acelerar sua recuperação é mantida por muitos. Entretanto, encarando mais e mais evidências da falta de segurança e eficácia das transfusões de sangue, está se tornando mais claro que estas crenças são amplamente sem substância e carregadas de mitos”, afirmou Shander.

Resultado advindo meses após transfusão de sangue contaminado

Nos últimos anos, a busca de formas de reduzir a necessidade de transfusões de sangue tornou-se um dos assuntos mais quentes da ciência médica. Muitas das pesquisas foram estimuladas por doentes que se recusavam a receber sangue por razões religiosas. É o caso dos Testemunhas de Jeová. Ao observar como o organismo dessas pessoas se comportava sem receber transfusões, os médicos puderam testar novos limites e encontrar saídas para um problema que extrapola as crenças religiosas. Um problema que é de todos nós.

O avanço da ciência tem demonstrado que não há razão médica para insistir em dar sangue ao paciente nos casos em que ele não é imprescindível. Talvez exista uma razão financeira. Alguém pode estar lucrando (e muito) com o desperdício de sangue. É importante que você saiba: se precisar de sangue, vai pagar caro por ele. Seja em forma de dinheiro vivo, seja em forma de impostos que sustentam o SUS.

CRISTIANE SEGATTO – jornalista da revista Época e  escreve sobre medicina a 15 anos.

http://sissaude.com.br/sis/inicial.php?case=2&idnot=11349

Tanto o Velho como o Novo Testamento claramente nos ordenam a nos abster de sangue. (Gênesis 9:4; Levítico 17:10; Deuteronômio 12:23; Atos 15:28, 29) Além disso, para Deus, o sangue representa a vida. (Levítico 17:14)

 

LINKS ADICIONAIS: 

 

O cartel do sangue

Negócios de US$ 20 bilhões ao ano são controlados por 20 multinacionais

Transfusões de sangue  – Salva vidas ou mata pessoas? 

Por que vocês não aceitam transfusão de sangue?

O sangue submetido ao teste do HIV é seguro?

 

Geleia feita a partir de algas elimina hemorragia em apenas alguns segundos!

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Comentários

  • Queruvim  On 24 mar 2014 at 2:12

    Depois de irem para os tribunais e inclusive ao Supremo Tribunal Americano dezenas de vezes devido sua insistência no direito de liberdade de expressão, as Testemunhas de Jeová no século 20 abriram os olhos das autoridades americanas que passaram a criar a Lei da 1º Emenda Americana que hoje beneficia a todos no assunto de LIBERDADE DE EXPRESSÃO. Benefício usufruído também pelos religiosos e a mídia que tanto perseguiram as Testemunhas de Jeová nos Estados Unidos.

    Referindo-se aos cerca de trinta processos envolvendo Testemunhas de Jeová que foram tratados pela Suprema Corte dos EUA no período de cinco anos, entre 1938 e 1943, um artigo no jornal USA Today, exortou:
    “Antes de fechar a porta às Testemunhas de Jeová, pare para pensar na vergonhosa perseguição que sofreram não muito tempo atrás, bem como na enorme contribuição que fizeram para as liberdades da Primeira Emenda que todos usufruímos. As Testemunhas questionaram tão frequentemente aspectos básicos da Primeira Emenda, que o juiz Harlan Fiske Stone escreveu: ‘As Testemunhas de Jeová deviam receber uma verba pela ajuda que dão em solucionar problemas legais relacionados com as liberdades civis.’ […] Todas as religiões devem agradecer às Testemunhas de Jeová pela expansão da liberdade religiosa.”

    Devem muito às Testemunhas de Jeová pelos direitos humanos adquiridos por elas no calor dos debates em tribunais e no Supremo. Só um desinformado e analfabeto funcional (como é o caso de uma boa parte dos pastores evangélicos) para criticarem as Testemunhas de Jeová, em vista dos inegáveis benefícios que todos usufruem justamente devido a perseverança delas em pregar de casa em casa e nas ruas, ainda que governadores em conluio com pastores e padres americanos lutassem contra este direito básico durante muitas décadas.

    Agora no que se refere a questão do sangue, as autoridades e a comunidade científica estão vendo MAIS UMA VEZ que as Testemunhas de Jeová não são motivo de preocupação alguma em procurar terapia isenta de sangue. O Estado tem o dever de achar alternativas seguras, visto que o sangue não “salva” tanto assim como pensam muitos não! Pelo contrário, em muitos casos, mata!(Veja por que O SANGUE MESMO TESTADO PODE TRAZER A MORTE!) A procura de alternativas ao sangue não é o mesmo que “suicídio”, antes é um benefício que deve estar ao alcance de todos. Tantos anos de estudo e agora que os da comunidade médica estão vendo a sabedoria de se procurar alternativas ao sangue. Justamente o que os pacientes Testemunhas de Jeová sempre pediram! As TJ não “evitam tratamentos”, nem “deixam” ninguém morrer, como afirmam muitas pessoas desinformadas. Elas apenas procuram alternativas e que se respeite sua forma de adoração. Elas servem a Deus não somente na hora que tudo é fácil, mas na hora em que sua fé é posta a prova também. De fato Atos 15:29 é uma das passagens onde Deus orienta os verdadeiros seguidores de Cristo a “abster-se” de sangue. Em CONCORDÂNCIA com tal entendimento renovado e melhor compreensão da classe médica, que passa a ser cooperadora com as Testemunhas de Jeová, o sistema jurídico TAMBÉM APRIMOROU nos últimos anos seu entendimento sobre o direito de cada pessoa em exigir o tratamento que faça jus não somente a sua saúde física, mas também mental e seus valores religiosos. Estão se dando conta de que alguns preferem correr riscos a trair suas convicções.

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  • burt walker  On 24 mar 2014 at 8:20

    Recentemente fazendo uma palestra sobre tratamento medico sem sangue em uma faculdade de medicina em uma cidade do interior de são paulo fiquei surpreso quando varios dos futuros medicos prestes a se formar me procuraram e mostraram se surpresos ao saber dos efeitos colaterais das transfusões de sangue,a imuno supressão do sistema imunológico , deformação no formato das células no sangue conservado, dificultando a circulação na micro circulação onde ocorre a oxigenação dos tecidos , segundo esses estudantes durante todo tempo de estudo o as transfusões sempre foram colocadas como seguras e sem nenhum riscos de efeitos colaterais. Estou sem tempo para mais comentários , mas ainda falarei mais sobre o assunto.

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  • Lopes  On 24 mar 2014 at 9:56

    Desejo destacar que um aspecto pouco conhecido do publico é que sangue armazenado não transporta oxigênio para as células do corpo. Esta função será recuperada aproximadamente depois de umas 10 horas ou mais após transfundido ao paciente. A razão disso é que o difosfoglicerato (sigla 2,3 DPG), uma molécula dentro da hemoglobina não está agindo como deveria. Isso significa que, quando as testemunhas de Jeová, argumentam que se deve, em casos de perda sanguínea repor o volume liquido, usando-se para isso diversas alternativas e que o corpo se encarregará de lançar reservas dos demais componentes na corrente sanguínea, elas estão certas.

    A prática de transfundir sangue começou, portanto, em bases inadequadas, afirmando que ao perder sangue a pessoa precisaria receber transfusão para se elevar a oxigenação celular. Uma vez que sangue armazenado não realiza esta função tão prontamente, dever-se-ia – a ciência médica – fazer ajustes apropriados.

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  • Karmo  On 24 mar 2014 at 10:51

    Ótimo artigo! Muito informativo. É bom que as pessoa saibam com o que estão contribuindo ao doar sangue – com uma industria lucrativa! Estão sendo enganadas, privadas de informação e de alternativas ao uso do sangue.

    Aos religiosos de plantão quero dizer que ao colocarem sua fé no poder salvador do sangue de meros mortais, estão automaticamente rejeitando o poder salvador do sangue derramado de Jesus Cristo. Sim, isso é artigo de fé, pois envolve convicções religiosas, a crença de que a abstenção de sangue é requisito bíblico, ordem do Criador.

    Boa saúde para vós!

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  • A SERVIÇO DO REINO  On 24 mar 2014 at 11:21

    aqui na minha congregação, um irmão teve um acidente de moto, não usou sangue, mas para a cirurgia teve que alugar a máquina coração – pulmão e pagar por outros procedimentos alternativos….no total ficou mais de R$ 10.000,00….mas hoje está muito bem…mas quando ele foi informado que teria que fazer transfusão de sangue, falaram pra ele que o preço de cada bolsa beirava os mil reais….é uma sacanagem isso, pq se ele não fosse TJ, provavelmente aceitaria o sangue….a pessoa doa de graça e depois paga um absurdo desses quando precisa…..fala sério……é por isso que as pessoas se impressionam com nossas publicações e reuniões, tudo de graça, mantidos apenas por donativos….no mundo se observa uma roubalheira e ganhos exagerados em cima de tudo….realmente, o tema do artigo é a verdade…é uma indústria realmente…..mas graças a nosso bom Deus, a coisa está mudando…ainda bem que tem médicos dispostos a avançar na medicina e realmente nos ajudar a obedecer ao Criador e ainda ter o melhor tratamento, sem sangue….

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  • Marcelo  On 24 mar 2014 at 11:50

    Muito boa a matéria. Esta médica merece nossos elogios no site em que ela publicou a matéria.

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  • Euclides  On 24 mar 2014 at 17:31

    Muito bom o artigo.

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  • burt walker  On 24 mar 2014 at 23:22

    Ainda com respeito as transfusões de sangue vale ressaltar que as mesmas não possuem nenhum valor quto a oxigenação dos tecidospelo menos nas primeiras 24 horas , por que?. Bem o sangue quando colocado na bolsa ela precisa estar heparenizada para que o mesmo não coagule, precisa também de conservante no caso citrato de sódio, bem o conservante citrato de sódio inibe a molecula do 2,3 DPG, que é o responsavel pela liberação da hemoglobina, sendo assim nas primeiras 24 horas o sangue é apenas um expansor de volume, a pessoa pode até ficar mais corada mas com respeito a oxigenação ela continua na mesma. Um outro detalhe muito importante que ocorre com o sangue conservado na bolsa é a mudança no formato das hemácias pois as mesmas possuem um formato discoide que possibilita sua penetração nos micros vasos , nos quais passam em filas indianas , visto que as hemácias são maiores que os micros vasos(razão pelo qual passam em filas indianas), elas por assim dizer se contorcem e se espremem para passar liberando dessa forma o oxigênio tão vital para a vida dos tecidos. No sangue conservado isto não acontece, por que ?. As hemacias mudam de formato perdendo a forma natural discoide e passando forma de bola(como de golfe) ao entrar na corrente sanguinea elas mudam novamente adquirindo a forma de uma bola com espinhos naturalmente quando esses globulos vermelhos vão passar nos capilares(micro vasos), eles simplesmente não passam causando muitas vezes rompimentos desses vasos(infarte, AVC) na maioria das vezes causando esquemias ou morte dos tecidos que não recebem o tão vital oxigênio (veja o vídeo feito pelo governo australiano , onde ele mostra um paciente antes de receber transfusões de sangue, e depois das transfusões, esse video de um pouco mais de 5 minutos mostra na pratica aquilo que procurei explicar com palavras) , ainda para dificultar mais a perfusão dos tecidos o sangue conservado não possui o óxido nítrico ( gaz que dilata os micros vasos possibilitando a passagem das hemácias por eles) sem óxido nítrico a perfusão dos tecidos ficam prejudicadas. Um outro detalhe os exames de sangue são feitos na macro circulação, portanto os resultados de tais exames mostram o hematócrito da macro circulação mas o importante e a micro circulação onde realmente se da a troca de gases , e uma hemoglobina de 10 g, na macro circulação , corresponde a uma hemoglobina de ate 13 g na micro circulação que é o que realmente importa.

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  • Alexei  On 25 mar 2014 at 9:09

    O que acontece com o ácido nítrico no sangue armazenado durante muito tempo????

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  • Alexei  On 25 mar 2014 at 9:10

    Digo: Óxido Nítrico.

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  • burt walker  On 25 mar 2014 at 22:07

    Desculpem os erros de português ,sono e pressa,são terríveis em vez de esquemia leia isquemia , um abraço a todos

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  • Euclides  On 26 mar 2014 at 10:11

    burt você poderia disponibilizar o video ou um link….

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  • Jeosadá  On 26 mar 2014 at 12:56

    Muito bom a sua explanação Burt Walker! (Tu é TJ né?)

    Mas me tire uma duvida.

    Porque, apesar de tantos beneficios do tratamento alternativo, os hospitais e médicos insistem tanto em transfusão de sangue?

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  • Jeosadá  On 27 mar 2014 at 0:40

    http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL146947-5603,00-TRANFUSAO+DE+SANGUE+PODE+SER+PREJUDICIAL+DIZEM+CIENTISTAS.html

    COPIE TODO O LINK

    Explanação sobre deficiência de Oxido Nitrico em sangue armazenado.

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  • DREJAH  On 27 mar 2014 at 14:32

    Jeosadá, não consegui acessar o seu link mas tenho essa matéria arquivada sobre o óxido nítrico http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,transfusao-sanguinea-pode-ser-prejudicial-dizem-cientistas,62267,0.htm

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  • Euclides  On 27 mar 2014 at 14:50

    Burt, preciso do video, pois estou pra mostra-lo a um interessado. seria de muita ajuda se voce disponibilizasse

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  • Euclides  On 27 mar 2014 at 15:13


    consegui o video, audio e legendas em ingles

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  • burt walker  On 27 mar 2014 at 23:32

    Resposta a Jeosada :
    Sua pergunta é pertinente e merece várias considerações:
    1º Falta de informação no meio medico,(veja o comentário que fiz no dia 24 de março, com respeito a uma palestra que fiz em uma faculdade de medicina no interior de São Paulo ).
    2º Preconceito religioso, muitos medicos tratam a religião do paciente em vez da doença.
    3ºQuestões financeiras, quanto a isso não vou me delongar,pois muitos já comentaram sobre este ponto.
    4º Muitos médicos quando adoecem, ou sofrem acidentes assim como as Testemunhas de Jeová, optam por tratamento médico sem o uso das hemo-transfusões, como exemplo cito oganhador do Premio Nobel de Medicina Niels Jerne que recusou transfusões de sangue alegando que o sangue é como impressão digital cada um tem a sua .
    4º Muitos que não aceitam transfusões de sangue tem seu quadro de saúde piorado devido a falta de tratamento médico,e não por causa do sangue. ex: recentemente uma senhora de mais de 70 anos foi atacada por um cão, em função da que fraturou o femur, levada a um hospital da cidade este a transferiu
    para outro hospital mais preparado para o caso, mas os medicos de tal hospital
    falaram que no caso desta senhora sem sangue era impossivel fazer a cirurgia .deixaram essa senhora 5 dias em uma maca no corredor do hospital, um familiar entrou na justiça pegando uma ordem judicial para que a transfusão fosse realizada , bem, como ela estava lucida ela prontamente recusou ser transfundida, outros familiares providenciaram sua transferencia para um centro médico de mais recursos e a cirurgia foi realizada sem o uso de transfusões com inteiro sucesso , e alguns dias depois ela estava de volta a sua casa.
    Pergunta ?,e se ela tivesse morrido nesses 5 dias que ela passou em cima de uma maca sem tratamento médico, sabe o que muitos diriam , que ela morreu por falta de sangue.Isto é o que acontece muitas vezes em lugares mais afastados, mas ocorre também em centros mais modernos quando se trata da religião do paciente e não da doença em si.
    Enfim o que se nota que a questão do sangue para muitos tem um valor mais mistico do que clinico, felizmente muito já se progrediu neste campo mas a muito a se melhorar.

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  • Alexei  On 28 mar 2014 at 14:52

    Irmãos, olha o que eu achei procurando informações sobre essa questão:

    http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/8826_O+CARTEL+DO+SANGUE

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  • burt walker  On 29 mar 2014 at 16:48

    Euclides ,estou enviando o link, do procedimento não invasivo para retirada de tumores cancerígenos por meio de ultrasom , segundo informações esse procedimento já está disponivel no Inst do Câncer de São Paulo, a disposição do SUS.´
    http://www.youtube.com/embed/ifjemqkby 0?rel=0

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  • Alexei  On 31 mar 2014 at 10:38

    Irmãos, tivemos um caso em minha congregação, onde um irmã idosa teve de refazer uma cirurgia do coração depois de 20 anos da primeira. O que aconteceu foi revoltante. Os profissionais da área de saúde se recusaram até mesmo a limpar as fezes da irmã no pós-operatório e fizeram vários comentários preconceituosos e ofensivos. O que eles não esperavam é que a irmã ouvia todas as conversas, o que a deixava extremamente aflita. Por fim, depois de muito suplício a idosa saiu do hospital muito antes dos outros operados e o que é muito mais importante, ela permanece viva, visto que alguns dos colegas de enfermaria da irmã já faleceram e ela continua viva e muito lúcida apesar de seus oitenta e tantos anos.

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  • Alexei  On 31 mar 2014 at 10:42

    Outra pergunta ao irmão But Walker:

    Tivemos essa semana um irmão internado e os médicos queriam utilizar sangue. Quando um dos familiares falou sobre a EPO, a médica falou que o resultado seria muito lento, o que se daria num período entre 15 dias a um mês. Gostaria de receber esclarecimento se possível, sobre a atuação da EPO no organismo. Em quanto tempo a EPO age na produção de glóbulos vermelhos?
    Obrigado.

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  • burt walker  On 31 mar 2014 at 22:53

    Resposta ao Alexei : A EPO, age mais rápida se as doses admistrdas forem maiores que as preconizadas nas bulas de certos laboratórios , visto outros laboratórios mais atualizados já tem em suas bulas dosagens maiores , Ex Eprex
    Alguns pacientes requerem dosagens maiores de EPO para alcançar uma resposta adequada. No caso de pacientes criticamente enfermos, há evidências sugerindo que dosagens de EPO em intervalos de 24-72 horas (p. ex, 150-300U/Kg) podem ser mais eficazes do que doses únicas semanais (p. ex, 600U/Kg). Se a causa da ineficacia ao tratamento com EPO não pode ser identificada ou corrigida considere o uso de dosagens mais altas
    Em anemia grave , o uso concomitante de ferro intravenoso pode potencializar a resposta aos agentes eritropoéticos..
    A, EPO pode produzir um aumento na concentração de 2,3-DPG dos glóbulos vermelhos que aumenta a liberação de oxigênio.
    Falaremos mais sobre o assunto se houver necessidade , um abraço.

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  • Alexei  On 2 abr 2014 at 14:25

    Obrigado irmão Burt Walker,

    As dosagens estão sendo feitas em dias alternados. A família que não é cristã ficou bastante impressionada quando percebeu que a médica desconhecia o funcionamento do medicamento. Estão mais amáveis.
    Falei para eles que tivemos um caso parecido há um tempo atrás, onde o pai de uma irmã tinha feito uma cirurgia no estômago e que esta fora muito bem sucedida. O paciente já estava falando e até já ficava de pé no quarto. Entretanto, o médico, ao visitar o idoso, ao verificar a cor amarelada dos olhos, percebeu “cientificamente” que havia uma necessidade de transfusão sanguínea. O resultado? Após a infusão, o paciente teve uma reviravolta no quadro, teve complicações sérias que levaram à falência múltipla de órgãos, e consequentemente à morte. A família calou-se diante do ocorrido pois não poderia questionar o profissional, visto que o “doutor” estudou para isso. A irmã ficou arrasada. E a vidinha continuou como antes.
    No caso atual, pela situação debilitada do paciente, imagino que se tivesse recebido tambem uma intervenção parecida, não sei o que poderia acontecer.
    A melhora do quadro com o uso da EPO é visível e os resultados para a família está sendo maravilhosa.

    Obrigado pelo esclarecimento.

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  • Flavio bispo da silva  On 2 abr 2014 at 19:35

    li em um site que na verdade eles nao cobram por bolsa de sangue mas sim por exames feito no sangue antes de ser transfundido

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  • Saga  On 3 abr 2014 at 15:31

    Sendo algo de alta periculosidade, fazer esses exames é essencial.

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  • Alexei  On 8 abr 2014 at 10:09

    Caros,

    Para encerrar o caso do irmão que eu havia mencionado, tivemos excelentes resultados. A médica aparentemente está revisando seus conceitos pois ficou visivelmente impressionada com o desenrolar dos acontecimentos. Ela demonstrou humildade ao receber informações sobre a medicação, sua posologia e seus resultados (repassados por uma médica mais experiente). Um chefe da equipe médica disse que ela não se preocupasse com a EPO.
    A família… estamos aguardando os resultados, mas, já sabemos que estão revendo também seus conceitos. Muito bom!

    Agradeço pelas informações dadas aqui no site.

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  • Marco Antonio Felicio  On 11 abr 2014 at 4:15

    Cientistas criam sangue artificial com minhocas para o uso em transfusões

    http://www.tribunadabahia.com.br/2013/11/10/cientistas-criam-sangue-artificial-com-minhocas-para-uso-em-transfusoes

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  • PGalmeida  On 18 ago 2014 at 21:50

    Queruvim: Você está acompanhando o caso que foi julgado dia 12/08 no STJ.
    Infelizmente a maioria dos comentários são absurdos:

    http://nelcisgomes.jusbrasil.com.br/noticias/133992086/e-possivel-transfusao-de-sangue-em-testemunha-de-jeova-decide-o-stj?ref=home

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  • Queruvim  On 19 ago 2014 at 21:09

    Já li alguma coisa …obrigado por partilhar.

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  • Saga  On 19 ago 2014 at 22:23

    Não acho essa leitura uma boa indicação, visto que o autor não apenas foi critico como embarcou em repercutir pensamentos de apostatas e no final de seu texto acabou sobrando até para o próprio Deus.

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  • burt walker  On 19 ago 2014 at 22:47

    Burt Walker responde:São tantos comentários de pessoas mal informadas que não conhecem o assunto , que não vou me delongar , o que fizeram com os pais da Juliana foi uma grande maldade,pois alem da dor de perder a filha querida a sua mãe foi acusada por pessoas sem princípios como dizendo que,preferia ver a filha morta do que vela recebendo sangue ´´, obvio que tal declaração moveu os opositores que não veem nada de mais em derramar milhões de litros de sangue inocente de seus filhos em guerras crueis. a manifestar todo o seu ódio contra cristãos genuínos . A questão é : existe tratamento sem sangue para a anemia das celulas falciformes, tanto que a garota desde a sua infância era tratada sem sangue, a pergunta é : quando se comentou com a profissional que a família era T J, o que a medica que pegou o caso fez ?, Buscou outro tipo de tratamento ,? Cruzou os braços e deixou para ver o que aconteceria, ? Procurou entrar em contato com profissionais do próprio hospital que já conheciam o problema da Juliana ?.Encerrando vou parafrasear o que diz o trabalho medico de James Rawn : The silent risks of blood transfusion : Os benefícios da transfusão de sangue NUNCA foram cnclusivamente demonstrados , mas as provas dos malefícios da transfusão continuam a se acumular. ( o grifo é meu . ).

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  • Saga  On 20 ago 2014 at 12:51

    A menina em questão, tinha uma séria doença em avançado estado grave, incurável, o que aconteceu foi culpa desta doença. o fatalismo já estava em curso. Neste tipo de cenário, é falso dizer que se tenta “salvar”, se tenta alongar mais um pouquinho, a vítima da doença já fica fadada ao óbito sem mais nem menos. Pessoas que recebem tratamento sanguíneo neste cenário morrem também, mostrando a falácia que envolve certos casos, onde a situação do paciente está tão crítica, tão crítica que não é surpresa ele falecer a qualquer momento, seja com ou seja sem transfusão.

    Já o escritor do artigo neste site linkado foi infeliz e pintou cenários pessimistas inverossímeis.

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  • Amauri Ap. J. Oliveira  On 8 nov 2016 at 22:29

    Boa noite. Gostaria de saber se você é um membro da Colih e onde encontro informações fidedignas sobre o 2,3 DPG;

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