O grafite de Alexamenos indicação de que Cristo “morreu numa Cruz?”


 

Por Queruvim

O grafite de Alexamenos é um grafite da Roma Antiga gravado em gesso sobre uma parede nas proximidades do Palatino, em Roma, hoje encontrado no Museu Antiquário do Palatino. É considerado de forma apressada por muitos com sendo uma das primeiras representações gráficas da crucificação de Jesus. (Observe na figura abaixo a Cruz na mão do deus Seth do Antigo Egito. Era isso uma divindade cristã?)

Visto que leciono idiomas e aprecio a pesquisa linguística, achei bom escrever algo sobre a palavra “cruz” do ponto de vista puramente filológico. A pesquisa apresentada aqui é puramente linguística e não envolve ponto de vista religioso quer a favor ou contra o uso da Cruz. Apresento apenas um aprofundamento em questões adicionais envolvendo a palavra Cruz. 



O Grafite de Alexamenos é uma prova de que a Cruz mencionada na Bíblia era um objeto cruciforme?

 

Pode-se notar que o texto do grafite estranhamente escrito, não menciona Jesus ou a fé cristã. A possibilidade de a inscrição retratar um ato de adoração a deuses egípcios como Anúbis ou Seth, ou um homem envolvido em uma cerimônia gnóstica envolvendo uma figura com cabeça semelhante a de um cavalo, não pode ser descartada. O sinal estranho no canto superior direito aponta nessa direção. Dentro do gnosticismo sethiano, eles oravam ao deus Tifon-Seth, que tinha a cabeça de um burro como símbolo, e desde então tinha um Ypsilon/cruz no lado direito da cabeça. Observe como a cruz ansada na mão do deus Seth sempre esteve associada com a adoração no Egito séculos antes de Cristo! 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Como se diz CRUZ em Grego Bíblico?

Não existe na Bíblia Sagrada a palavra “cruz”. Se encontrar em sua Bíblia a palavra “cruz”, isto se dá visto que os tradutores erraram e preferiram introduzir no texto de suas versões da Bíblia uma palavra com significado posterior e  diferente do original.  O correto seria traduzir exatamente o que existe nos textos gregos, que são cópias dos originais. Em grego bíblico, a palavra cruz ou cruzar algo é Xi (pronuncia Ki) ou  χιασμός (se lê kiasmós). Esta não aparece em lugar algum no Novo Testamento. Em latim a palavra crux jamais significou um objeto em forma de cruz. Antes, era uma viga ou poste.

 

Leia também: 

 

Alexamenos is doing what?

 

No artigo acima lemos as palavras do erudito e perito em “Cruz” Gunnar Samuellsson:

“Em meu livro, Crucificação na Antiguidade (Tübingen: Mohr Siebeck, 1º ed. 2011; 2º ed. 2013), investiguei o que o subtítulo (Uma Investigação sobre os Antecedentes e o Significado da Terminologia da Crucificação do Novo Testamento) delineia. Alguns revisores, embora predominantemente positivos em relação ao livro, sugeriram que as informações que não encontrei na literatura antiga estavam presentes no material que estava fora do escopo desse livro – textos e imagens cristãs. Na última categoria está o famoso Alexamenos graffito, que foi descoberto em 1857 durante escavações na encosta sudoeste do monte Palatino, em Roma. A imagem (em conjunto com a inscrição ALEXAMENOS FIDELIS de outra sala no mesmo prédio) é, na esmagadora maioria dos casos, interpretada como um exemplo de zombaria anticristã (com o outro texto visto como uma resposta da zombaria) . Neste artigo, irei abordar quatro questões sobre a interpretação do graffito. Primeiro, o que o torna (anti-) cristão? Vou avaliar o elo crucial entre o graffito e o cristianismo na Roma imperial. Segundo, o que constitui a conexão entre o graffito e a onolatria, ou seja, a adoração ao burro? Vou avaliar o conteúdo visual do graffito rudimentar. Terceiro, a cena de execução assumida do graffito é análoga às descrições textuais das crucificações assumidas da mesma época e à vizinhança geográfica do graffito? Vou considerar o modus operandi da suposta crucificação. Quarto, qual é o contexto arqueológico do graffito? Vou ler o graffito à luz de outros grafites. Cada uma das quatro seções tem o poder de alterar a interpretação dominante e transmitir, portanto, conexões importantes a serem feitas. Se todos os quatro falharem em apoiar a interpretação que está ligada ao âmago da compreensão do cristianismo primitivo, isso terá consequências de longo alcance. O presente artigo argumentará que esse pode ser o caso.”

 

Como se diz Cruz em grego antigo? 

 

 

Aretaeus, The Extant Works of Aretaeus, The Cappadocian. (ed. Francis Adams LL.D.)
(Greek)
 https://en.wikipedia.org/wiki/Aretaeus_of_Cappadocia

αἰτίη δὲ, τῶν ἀρχέων τῶν νεύρων ἐπαλλαγή. οὐ γὰρ κατ᾽ ἴξιν τὰ δεξιὰ ἐπὶ δεξιὰ ὁδοιπορέει, μέσφι περατῶνται, ἀλλ᾽ἔμφυτα τῇ ἀρχῇ ἕκαστα εὐθὺς ἐπ᾽ ἐκεῖνα φοιτῇ, ἀλλήλοισι ἐπαλλαξάμενα [p. 64] εἰς χιασμὸν σχήματος:

The cause of this is the interchange in the origins of the nerves, for they do not pass along on the same side, the right on the right side, until their terminations; but each of them passes over to the other side from that of its origin, decussating each other in the form of the letter X.

https://books.google.com.br/books?id=gsoFMTdK1gcC&pg=PA102&lpg=PA102&dq=%CF%87%CE%B9%CE%B1%CF%83%CE%BC%CE%B1+cross&source=bl&ots=EliD6oGdZ2&sig=Ax04aNNaRt06UGcIANq-rvLXE2Q&hl=pt-BR&sa=X&ved=0ahUKEwjtr9K1w9LTAhUKkJAKHbSmCoAQ6AEIKTAB#v=onepage&q=%CF%87%CE%B9%CE%B1%CF%83%CE%BC%CE%B1%20cross&f=false

 

 

 

 



 

SINOPSE

Seria a cruz, um símbolo pagão introduzido no meio cristão? Será que o nosso Senhor Jesus Cristo foi estuprado em público por um deus punidor? Essa obra vem esclarecer através de evidências arqueológicas e históricas, de que a cruz da cristandade hoje em dia, nada mais é do que a cruz do culto imperial romano, chamada na antiguidade de “troféu de vitória”. O desenho da cruz na antiguidade, representava um deus de braços abertos, passando a ideia de proteção. Obviamente, uma pessoa protegida, lhe seria garantida, bênçãos, vitória sobre o mal, e boa sorte. E é justamente o que milhões de cristãos fazem; o “sinal da cruz” em sua fronte, em busca de proteção e bênçãos. Apesar de muitos outros cristãos alegarem que não veneram a cruz, e que a intenção é representar o instrumento que supostamente Cristo morreu, o simples uso deste símbolo é inadmissível. Por quê? A crucificação também era a representação de um deus pagão punindo um condenado. Significava a vitória total sobre o inimigo concedida pelo deus, de um modo humilhante. As diferentes formas do uso da cruz se fundem numa implícita religiosidade vitoriosa. Obviamente que o simples uso deste símbolo, seria inapropriado para um cristão de acordo com a bíblia, pois o mesmo representa um ídolo. Com certeza, essa obra despertará a curiosidade, tanto do público acadêmico, como também do público religioso, de uma forma um tanto polêmica!

DADOS DO PRODUTO

título: A CRUZ: UM SIMBOLO PAGAO NO MEIO CRISTAO!
isbn: 9789895246458
idioma: Português
encadernação: Brochura
formato: 14 x 22 x 2
páginas: 188
ano de edição: 2019
edição: 

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Comentários

  • Rodrigo Silva  On 30 set 2019 at 18:01

    Obrigado, mano. Continue a compartilhar essas informações valiosas

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  • Joel  On 1 out 2019 at 19:08

    Sinceramente….depois de muito pensar sobre este assunto, cheguei à seguinte conclusão: o assunto sobre a Cruz é o tema mais inócuo defendido pelas TJ. É apenas um certo preciosismo, uma briga por NADA.
    NÃO tem a menor importância prática saber o formato do instrumento de madeira onde nosso Rei Jesus foi agredido e morto… O fato de o símbolo da cruz ser usado desde o Egito antigo não impediria de forma alguma que um instrumento formado por duas peças de madeira cruzadas fosse usado para se pendurar o corpo de alguém executado. Sou da opinião que o ERRO reside na IDOLATRIA que os “cristãos” dão para a Cruz em si, como se este objeto fosse um tipo de AMULETO, possuidor de poderes mágicos.
    Mas Não vejo dificuldade nenhuma em admitir o uso da cruz tradicional como um possível instrumento onde possam ter sido pendurados corpos de vítimas das execuções no passado.

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  • Jonatha Fernando Custodio  On 1 out 2019 at 20:38

    Boa noite Queruvim!

    Aqui é o J.F. Custodio, escritor do livro “A cruz – Um símbolo pagão no meio Cristão!”. Gostei bastante da matéria. Gunnar Samuellsson se sentiu obrigado a analisar os achados arqueológicos após as polêmicas que seus estudos causaram! Na verdade ele baseou essas declarações na Enciclopédia Judaica de 1906, o qual eu cito na página 145 do meu livro. O culto imperial romano, não apenas influenciou o falso cristianismo, mas também as religiões de mistérios, como a seita gnóstica dos Sethinai, como também os mistérios órficos (Orpheus Bakkikos). A exposição de uma imagem de braços abertos numa cruz, não apenas significa que aquele que está consagrado de tal forma, se trata de um deus de braços abertos que concede proteção, bênçãos e vitórias, mas que será ressuscitado pelo deus sol, e ascenderá aos céus! Por isso se fazia uma imagem de cera nos funerais dos imperadores, e os penduravam numa cruz! Era a vitória da vida sobre a morte!

    Joel On

    Vou refutar o seu raciocínio! Em primeiro lugar, a cruz da igreja, não é a representação de um instrumento de tortura e morte! A cruz da cristandade é a cruz vitoriosa imperial romana usada nos rituais funerários. Não é a toa que nos velórios hoje em dia, se encontra uma cruz na cabeceira de um caixão, e também sobre os túmulos! A cruz é a representação de um deus de braços abertos.
    Em meu livro eu afirmo veemente que existia a crucificação! E não existe nenhum tipo de problema nisso! Por quê? Porque a crucificação é a representação de um deus de braços abertos punindo um condenado, de forma extremamente vergonhosa. No meio da cruz era acoplado um tipo de chifre, onde o condenado sofria empalamento. Esse chifre representava o pênis do deus, o que revelava um verdadeiro estupro público. Os próprios pais da igreja citam a diferença da cruz imperial, com a cruz usada nas punições. O problema é que não importa a intenção. Se alguma igreja disser que representa um instrumento, não tem como desvincular do ídolo que a cruz representa. Portanto, é inadmissível o uso deste símbolo nas igrejas… um demônio com um pênis ereto, em outras palavras!
    Esse fato, faz muitos da cristandade, recusar que o nosso Senhor Jesus Cristo foi abusado sexualmente, ou feito “mulherzinha” pelo próprio demônio.
    E diante disso, os estudos dos significados das palavras gregas, onde apontam que também significam uma única estaca, ganha força em toda essa discussão!

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  • Joel  On 1 out 2019 at 22:53

    Prezado Custódio, estou procurando até agora a tal refutação que você prometeu, mas ainda não vi refutação nenhuma! Apenas vejo uma confusão de raciocínio, uma colcha de retalhos envolvendo pedaços de curiosidades históricas, mas que não tem a menor conexão entre si.
    Você apenas elencou uma série de fatos que, APENAS ao seu ver, provariam que a cruz não poderia ter sido usada na morte de Jesus.
    Mas qual é o FATO que prova que você está certo ? Resposta: nenhum fato. O seu raciocínio é repleto de falhas, próprias para serem refutadas! Seu raciocínio lembra em muito a característica que alguns tem chamada PAREIDOLIA, que é a mania que alguns tem de verem significado oculto em tudo, embora só a pessoa consiga ver tais relações.
    Exemplo:
    Você tenta associar a cruz tradicional a um “demônio com pênis ereto”, estuprando o crucificado.
    Mas essa conclusão só existe na sua cabeça, meu caro. É uma falácia do Pensamento Preto e Branco, pois o seu raciocínio permite apenas DUAS ÚNICAS OPÇÕES, descartando todas as outras alternativas possíveis! Exemplo: existia o ídolo em forma de troféu com o pênis ereto. Logo, qualquer cruz significa um demônio com pênis ereto estuprando sua vítima! Que lógica é essa ???
    O fato de haver tal ídolo nos tempos antigos NÃO SIGNIFICA que a cruz de Jesus tivesse o mesmo significado! A cruz de execução era apenas uma estaca ereta com uma peça horizontal para se prender as mãos. NADA mais que isso.
    A sua lógica é tão falha que eu poderia fazer o MESMO e dizer:
    ‘Jesus não pode ter sido pendurado em um poste ereto simples porque um poste ereto era usado como símbolo do pênis na religião pagã, que adorava o pênis como símbolo da fertilidade de Baal’….

    Ou seja: você tenta forçar uma ligação da cruz de Cristo com coisas que nada tem a ver de fato, mas apenas PAREIDOLIA da sua mente.

    “1- Pareidolia
    Sabe quando alguém cisma que está vendo a imagem de um santo em uma mancha na janela ou quando você distingue o formato de animais em nuvens? Esse fenômeno se chama pareidolia e acontece quando interpretamos um estímulo totalmente vago (uma imagem, som ou outros tipos de sinais) como algo cheio de significado. Tudo por causa da mania do cérebro em procurar padrões em tudo. O teste de Rorschach – aquele das pranchas com manchas de tinta em que você tem de dizer o que está vendo – foi criado para explorar a pareidolia e sua possibilidade de revelar o que há na mente das pessoas.” Fonte: superinteressante.

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  • Nadson Araújo  On 2 out 2019 at 23:50

    Queruvim, meu irmão, Saudações! Excelente matéria de pesquisa! Agradeço por publicá-la em seu Site. Continue com seu valioso trabalho aqui nesta página!
    J. F. Custódio, gostaria se possível de poder adquirir 4 (quatro) exemplares de seu Livro intitulado: “A Cruz – Um símbolo Pagão no meio “Cristão” “. É possível? Como faço para adquirir?

    Abraços!

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  • Jonatha Fernando Custodio  On 3 out 2019 at 19:46

    Boa noite Nadson Araújo!

    Entre em contato comigo pelo e-mail jonathafc@yahoo.com.br , que te passo as instruções de como comprar o livro!

    Joel

    O seu raciocínio é refutado porque você não presta atenção na alegação das Testemunhas de Jeová! A questão do formato do instrumento, é secundário e sequencial a alegação primária, de que a cruz da cristandade é um símbolo pagão! O formato do instrumento só reforça a alegação primária! Por isso o seu raciocínio não tem substância alguma!

    As minhas pesquisas estão embasadas em mais de 250 citações; arqueológicas, históricas, dos pais da igreja, e de especialistas no assunto! Não é um achismo!
    Primeiramente você teria que ler todo o livro, e checar se as informações que passei aqui, tem base! Você fez isso? Não! Então todo o seu discurso é um achismo sem propriedade alguma, e sem base científica que prove ao contrário!

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  • Joel  On 3 out 2019 at 22:24

    Custódio,
    A sua resposta acima não tem substância nenhuma. Apenas FALÁCIA da autoridade.
    Você ter pesquisado mais de 250 citações não quer dizer muita coisa,pois as SUAS conclusões levam a um entendimento fantasio e estranho ao que as citações DA BÍBLIA revelam.
    Você está TENTANDO inserir informações Estranhas ao registro BÍBLICO. Pode até ser que as coisas citadas por você aconteciam…. Mas se percebe nitidamente uma LACUNA gritante entre o que aconteceu com Jesus e o que VOCÊ quer concluir com as suas pesquisas.
    Está faltando o “elo perdido” na sua pesquisa, algo que prove essa sua alegação de que uma cruz NECESSARIAMENTE representa um demônio com o pênis ereto!

    As testemunhas de Jeová NUNCA citaram esse detalhe do “demônio estuprador” como base para abandonarem o uso da cruz! A base das TJ se resume unicamente na RAIZ DAS PALAVRAS, se baseando no significado primário das palavras nos idiomas originais!
    Logo, a sua pesquisa nunca vai ser endossada pelas TJ. Se esses fatos que você cita no seu livro tivessem alguma relação DIRETA com a morte de Jesus, as Testemunhas de Jeová já teriam há muito tempo usado isso como base para rejeitar o símbolo da cruz tradicional.

    O que você faz é semelhante a alguém que descobre que a aliança de casamento era usada em cerimônias pagãs de alguma civilização antiga. Baseando-se nisso,a pessoa sai por aí pregando contra o uso de alianças de casamento.
    Auto lá! A minha motivação em usar uma aliança de casamento NADA tem a ver com uma tênue prática pagã do passado.
    A
    O tempo muda os significados dos símbolos.

    Além disso, uma Cruz formada por duas peças de madeira cruzadas é perfeitamente possível de ser construída para o objetivo de se pendurar algo nela, assim como uma estaca simples também serve ao mesmo propósito. E isso você MESMO reconhece que havia!

    A sua contradição é esta: você não nega a crucificação! Pelo contrário: você admite que a cruz de braços abertos existia. Mas você tenta adicionar mais um peso contra o símbolo da cruz procurando ligar este símbolo a um “demônio com o pênis ereto estuprando sua vítima”….

    Em lugar nenhum na Bíblia se faz menção de que a Cruz fosse associada a tal coisa.

    Portanto, você está confundindo o debate sobre o tema trazendo à baila detalhes desconexos com as Escrituras sagradas.

    Mais uma vez, repito: se Jesus não poderia ter sido pendurado em uma cruz de braços abertos, por isso ser um símbolo do pênis, então Jesus também não poderia ter sido pendurado em uma estaca, pois um poste ereto lembra imediatamente um pênis ereto, inclusive sendo usadas as “colunas sagradas” como símbolo fálico na adoração de Baal….

    Você não pode refutar tais fatos.

    Creio que você fez esse livro só para lucrar em cima das TJ, um nicho de mercado para tal assunto.

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  • Jonatha Fernando Custodio  On 3 out 2019 at 23:53

    Joel

    Meu amigo, você está fazendo uma grande confusão! Não estou afirmando que Cristo foi crucificado. Portanto não sou que estou inserindo informações estranhas ao registro bíblico. Quem faz isso é a própria igreja, pois afirma que Jesus foi crucificado! São os pais da igreja que afirmam que havia um chifre saliente ao centro da cruz. Quer as fontes? Então vamos lá:

    1 – Ireneu de Lião em “Contra Heresias” (2.24.4), diz: “A estrutura da cruz tem cinco extremidades, duas no comprimento duas na largura e uma ao centro em que se apoia o crucificado.”
    O pai da igreja Ireneu diz que a cruz possui cinco extremidades. A quinta extremidade, ele esclarece que se situa ao centro onde se apoia o crucificado.

    2 – Tertuliano em “Contra Marcião” 3.18: “Pois na antena, que é parte da cruz, as extremidades são chamadas de chifres, enquanto a estaca do meio de toda a estrutura, é o unicórnio”.
    Desta vez o pai da igreja Tertuliano, chamou a estaca do meio da cruz, de“unicórnio”, o “cornu”.

    3 – Justino de Roma em “Diálogo com Trifão” (91), diz: “Com efeito, uma haste da cruz se ergue verticalmente e dela surge a parte superior, quando se ajustou a haste transversal. Seus extremos aparecem de um lado e de outro, como chifres unidos em um único chifre. Além disso, a estaca, que se ergue no meio e sobre a qual se apoia o corpo do crucificado, também é como um chifre saliente.
    Este também aparenta-se com um chifre, configurado e cravado com outros chifres”.
    O pai da igreja Justino, também descreveu esse assento se erguendo no meio da cruz como um chifre saliente.

    Vemos claramente que os pais da igreja estão afirmando que o crucificado se sentava em cima de um chifre ou estaca afiada, que se encontrava ao centro da cruz!

    – Existem provas nos escritos dos historiadores da antiguidade de que no meio da cruz existia um chifre pontiagudo? Sim!
    – Existem provas arqueológicas que no meio da cruz existia um chifre pontiagudo? Sim!
    – Existe pesquisas de doutores e especialistas na área, que comprovam que havia um no meio da cruz existia um chifre pontiagudo? Sim!

    Tudo está relatado em meu livro!

    Se a cruz representa um deus de braços abertos, o que seria esse chifre ereto no meio do corpo dele que é enfiado no traseiro do condenado? Já sei a sua resposta….não é o pênis do deus, e sim, PAREIDOLIA da minha mente! rsrs

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  • Jonatha Fernando Custodio  On 4 out 2019 at 0:49

    Joel

    É verdade que As Testemunhas de Jeová, nunca usaram o termo específico ““demônio estuprador”. Esse termo é fruto da minha pesquisa que não é uma mera repetição dos argumentos das TJ´s. No entanto, a revista Despertai n°2 de 2017, página 15 diz:
    “Nenhuma parte da Bíblia fala que os primeiros cristãos usavam a cruz para adorar a Deus ou que ela era um símbolo do cristianismo. Na verdade, eram
    os romanos que usavam o desenho da cruz para representar os deuses deles”.

    As Testemunhas de Jeová deixam claro que o desenho ou o formato da cruz, representava os deuses dos romanos! E isso dá para a minha colocação!

    Também, as TJ´s sempre alegaram que o principal motivo de não usar a cruz na adoração, é porque se trata de um símbolo pagão! O livro, “O que realmente a bíblia ensina”, páginas 204-206 diz:
    ” De fato, a cruz é de origem pagã…a Bíblia condena claramente qualquer devoção a um símbolo pagão. As Escrituras proíbem também toda e qualquer forma de idolatria.Com muito boa razão, portanto, os cristãos verdadeiros não usam a cruz na adoração”.

    Qual é a principal razão então para não fazer uso da cruz? Por causa do formato, ou porque é um símbolo pagão? A resposta é óbvia!!!

    Seu argumento cai por terra, e é nítido que não está a par das nossas crenças e alegações!

    Bom, você ainda não entendeu a premissa do meu raciocínio na primeira postagem! Leia e releia várias vezes para entender o que eu digo! Você se precipitou, e partiu para o achismo descontroladamente, e está abordando raciocínios sem base alguma.

    O que você deveria ter feito? Você deveria ter pedido as provas das minhas colocações. Ao invés disso, você quis até me ridicularizar.
    Eu não mostrei todas as provas da minha colocação! Por que você não aproveita essa oportunidade, e peça humildemente para eu lhe tirar as dúvidas?

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  • Joel  On 4 out 2019 at 16:36

    Custódio, agradeço pela atenção que você está dedicando a responder-me.
    Desta vez serei mais direto nas minhas colocações, para não dificultar o entendimento do que quero dizer-te:

    1. Eu citei corretamente o que pensam as TJ a respeito da cruz. São dois os argumentos usados: 1. Que o símbolo da cruz é de fato de origem pagã. 2. A palavra grega STAUROS significa basicamente estaca.
    Essas são as bases das TJ para terem abandonado o uso da cruz em forma de T. Portanto, aqui derrubo a sua acusação equivocada de que eu não estaria “a par” das crenças das TJ. Dito isto, fica evidente que as TJ sempre souberam que usar a Cruz como AMULETO é errado, pois essa prática é IDOLATRIA em cima de um símbolo pagão. Mesmo que fosse ponto pacífico, entre todas as religiões cristãs, de que o instrumento de morte de Jesus fosse uma estaca simples, ainda assim seria errado usar uma representação de ESTACA como AMULETO. Portanto, deixo aqui, de forma clara, que o FORMATO da cruz NÃO IMPORTA! O erro da cristandade é fazer uso idólatra deste símbolo, seja ele uma estaca simples, seja com uma viga horizontal.

    2. Não há nada que impedisse que uma peça de madeira fosse colocada no meio da estaca para simular um pênis e, com tal objeto, estuprar a vítima pendurada na estaca. Você esquece que tanto uma cruz T quanto uma estaca I tem EM COMUM a peça vertical, que era fincada no chão. Ou seja: caso fosse prática oficial romana introduzir no ânus do condenado algum objeto de madeira, essa prática seria usada tanto em uma cruz quanto em uma estaca, pois as duas tem em comum o mesmo projeto, uma coluna de madeira fincada no chão. E caso os romanos praticassem esse tipo de crucificação, eles não teriam exitado em fazer isso com Jesus, pois, para os Romanos, Jesus era só mais um judeu a ser crucificado.
    Mas NADA é registrado sobre tal “estupro na cruz” NA ÉPOCA DE CRISTO!
    TODAS as citações que você usa são de décadas APÓS a morte de Jesus, ou seja, nenhuma dessas citações são de testemunhas OCULARES da morte de Jesus.

    Desta forma, você pode até citar curiosidades históricas, mas você não tem como afirmar categoricamente que na época de Jesus a Cruz em forma de T fosse exclusivamente uma representação de um deus com os braços abertos e com o pênis ereto!

    Outro detalhe: percebe-se nas citações dos Pais da Igreja que NENHUM DELES faz a afirmação de que o tal “chifre colocado no Meio da Cruz” fosse usado para ser introduzido no ânus do executado!
    Essa é uma conclusão BIZARRA apenas sua! Você está distorcendo as citações dos “pais da Igreja”.

    Qualquer um pode ver que os pais da Igreja fazem uma descrição da cruz citando que a peça de madeira que era colocada no meio da estaca servia para APOIAR o corpo do crucificado.
    A tal peça do centro da cruz era um tipo de asento.

    É você quem está FORÇANDO uma interpretação fantasiosa de que o asento da cruz era na verdade um pênis de madeira, o qual seria introduzido no ânus do executado.

    Absurda essa sua interpretação das palavras dos “pais da igreja”….

    Por isso, não consigo concordar com as suas conclusões, pois é evidente uma errônea interpretação da sua parte em cima do que os pais da Igreja registraram.

    Uma cruz formada por duas vigas de madeira poderia muito bem ter sido utilizada na morte de Jesus, pois o fato de esse símbolo ter sido usado pelos pagãos não impediria que tal estrutura fosse construída para nela ser pendurado o corpo de alguém executado.
    Uma coisa não interfere em outra.

    Um simples exemplo do que quero dizer e que derruba toda essa sua tese capenga:
    A Arábia saudita é um país islâmico, onde não se permite pregar o cristianismo. Mas podemos ver ENORMES cruzes espalhadas por todas as cidades da Arábia Saudita! E que cruzes São essas ? São os postes de energia elétrica! Sim, a estrutura CRUZ é usada para sustentar a fiação elétrica pelas ruas até as casas. A estrutura em forma de CRUZ é a estrutura geométrica natural que serve para sustentar cabos elétricos no alto. É um poste com uma estrutura horizontal lá em cima, onde se fixam os cabos. É uma verdadeira Cruz Gigante. Então quer dizer que vou chegar na Arábia Saudita e concluir que eles se converteram ao cristianismo só porque eles usam postes em forma de CRUZ para sustentar os cabos elétricos ????
    Um formato de um objeto NÃO TEM UM único significado restrito, como você tenta forçar no caso da cruz romana.

    Os Romanos poderiam muito bem ter separado o uso sagrado da cruz do uso comum da cruz como instrumento de execução.

    Mas usando a sua lógica, vou dizer que a Arábia Saudita se tornou cristã pelo fato de eles usarem postes de luz com uma trave horizontal, o que obrigatoriamente significa a cruz cristã!

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  • Joel  On 4 out 2019 at 23:10

    “Porém, os primeiros escritores cristãos que trataram do formato do cadafalso no qual Jesus morreu invariavelmente o descrevem como tendo uma trave horizontal. Por exemplo, na Epístola de Barnabé, que é certamente anterior a 135[118] e que pode ser do século I[119], a época em que relatos evangélicos sobre a morte de Jesus foram escritos, o cadafalso foi descrito como similar à letra “T” (a letra grega tau)[120] e à posição assumida por Moisés em Êxodo 17:11-12[121]. Justino Mártir (100-165) explicitamente afirma que a cruz de Cristo era formada por duas traves: “Aquele cordeiro que se comandou que fosse inteiramente assado era um símbolo do sofrimento na cruz que Cristo iria suportar. Para o cordeiro que é assado, é assado e recebe acompanhamentos na forma da cruz. Pois uma vara é transfixada através das partes baixas até a cabeça e outra pelas costas, no qual são presas as pernas do cordeiro”[122]. Irineu de Lyon, que morreu no final do século II, fala da cruz como tendo “cinco extremidades, duas no comprimento, duas na largura e uma no meio, na qual está a pessoa que foi ali presa por pregos”[123].

    Wikipédia….

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  • Jonatha Fernando Custodio  On 5 out 2019 at 22:10

    Meu amigo, o que vou dizer para você? Você está totalmente equivocado desde o seu primeiro comentário. Você disse que NÃO tem a menor importância prática saber o formato do instrumento de madeira onde nosso Rei Jesus foi agredido e morto.
    Vou explicar pela última vez onde está o erro do seu raciocínio:
    As Testemunhas de Jeová usam sim o argumento de que staurós significa estaca! Mas será que eles usam esse argumento somente para provar que o instrumento era num formato diferente? Claro que não, porque se fosse só isso, realmente seria irrelevante! Mas as Testemunhas de Jeová, alegam que a cruz é na verdade um símbolo pagão absorvido pela igreja!
    Então, o fato de se provar que morreu numa estaca, e não numa cruz, dá base para a alegação de que a cruz é pagã, e que a cruz nada tem a ver com Cristo! Como assim não tem nenhuma importância prática saber o formato?

    Ficou claro ou não, que seu raciocínio é equivocado?
    Não ficou? Então não posso fazer mais nada!!!

    O outro problema é que você acha que a cruz usada como punição, era apenas um mero instrumento de tortura e morte. Como eu disse, apesar de realmente existir um instrumento de execução no formato cruciforme, a cruz era a representação de um deus de braços abertos punindo o condenado de um modo humilhante. E você está repetindo o argumento que isso é um absurdo e que não passa de uma PAREIDOLIA da minha mente!

    Pois bem, após eu mostrar as evidências dos pais da igreja de que o condenado recebia o empalamento na cruz, você transformou um chifre saliente, ou unicórnio como Tertuliano descreveu, em um simples pedaço de madeira tipo “cadeirinha”, somente para o condenado descansar! Será que seu argumento é convincente? Parece que quem sofre de PAREIDOLIA é você meu amigo!

    Eu disse que também tinha provas arqueológicas e de escritores da antiguidade, que confirmam o que estou alegando, porém você preferiu ignorar ao invés de solicitar essas provas! Fica claro que na verdade, nada vai lhe convencer do contrário do que pensa, porém, esse debate não é para te convencer, mas é para aqueles que estão observando as nossas argumentações!

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  • Jonatha Fernando Custodio  On 5 out 2019 at 22:11

    1 – Existe um achado arqueológico, um grafite na antiga Pompéia, onde mostra uma cruz com um tipo de chifre saliente ao centro dela. Essa imagem está registrada na Vigiliae Christianae, v. 72, n. 1, p. 1-20 , Alleged Christian Crosses in Herculaneum and Pompeii, escrito pelo pesquisador John Granger Cook.
    Quem quiser acessar as pesquisas de John Granger Cook :
    https://brill.com/view/journals/vc/72/1/article-p1_1.xml
    Quem quiser ver a imagem do achado arqueológico (8° imagem de cima para baixo):
    http://tirateimabiblico.blogspot.com/
    Pompéia foi destruída no ano 79 d.C., ou seja, bem antes dos escritos dos pais da igreja, e bem próximo da crucificação de Jesus. Vemos claramente que o dispositivo ao centro, é algo pontiagudo, e não algo tipo “cadeirinha”!

    2 – Lucius Annaeus Seneca, (4 a.C.) em Moral Epistles, 3.101, diz que a crucificação, se tratava de uma cena totalmente indecente e que os condenados eram feitos efeminados! Oras, se eles eram feitos “mulherzinhas” na cruz, então com certeza estavam numa posição passiva, recebendo uma violação sexual. Além disso, Seneca disse que o condenado se sentava na cruz perfurante. Portanto, não pode ser uma “cadeirinha”.

    Sobre essa passagem de Seneca, o Dr. David Tombs da Universidade de Otago, comenta:

    É bem possível que um sedile possa ser inclinado
    para encenar um empalamento limitado da ví-
    tima pregada ou amarrada na estaca vertical ou
    na travessa. De fato, se a vítima suspensa teve
    que levantar-se repetidamente […] para respirar,
    o sedile poderia reencenar o empalamento em
    cada elevação e queda do corpo. Essa violação
    príaca poderia ter sido uma parte intencional da
    exibição punitiva. Isso se encaixaria com Justino
    na descrição do sedile como um chifre (diálogo
    com Trifão 91.2), e está em conformidade com
    os códigos romanos bem estabelecidos em torno
    da penetração corporal e da masculinidade
    (HALLETT e SKINNER, 1997; WILLIANSON,
    1999).
    […] Existe um amplo consenso acadêmico de
    que as vítimas foram crucificadas nu, e isso por
    si só deve ser suficiente para o primeiro plano
    de uma conexão entre crucificação e humilha-
    ção sexual (TOMBS, 1999; TRAINOR, 2014).
    (apud TOMBS, 2017, pp. 105, 106)

    Será que não somente eu, mas também o Doutor Tombs, Edward Miessner, John Thomas Didymus, Hallett, Skinner, entre outros pesquisadores acadêmicos, também sofrem de PAREIDOLIA? rsrs

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  • Jonatha Fernando Custodio  On 5 out 2019 at 22:13

    Obs: O meu segundo comentário está aguardando ser liberado pela moderação, pois há links!

    Continuando…

    Você disse também: “caso fosse prática oficial romana introduzir no ânus do condenado algum objeto de madeira, essa prática seria usada tanto em uma cruz quanto em uma estaca, pois as duas tem em comum o mesmo projeto, uma coluna de madeira fincada no chão.

    Totalmente irrelevante a sua comparação! Por quê? Porque a cruz é um deus de braços abertos, e a estaca não é! A estaca como instrumento, era praticado pelo povo de Deus, e por ordem de Deus, e jamais usariam algo que representasse um ídolo.

    Quem afirma que Jesus morreu num instrumento no formato cruciforme? Não são os pais da igreja? Eles estavam lá como testemunhas oculares de que Cristo realmente morreu numa cruz? Está vendo como você é contraditório? Porque usou as fontes da “cristandade” ao seu favor? Está difícil esperar uma declaração honesta da sua parte!

    Foram apresentadas provas do ano 79 d.C., e de 4 a.C., que corroboram com a alegação de que na cruz, existia uma estaca afiada que era introduzida no ânus do condenado! Você não queria as provas? Estão aí as provas, inclusive com análises de acadêmicos!

    A cruz formada com apenas duas madeiras, sem o chifre penetrante, nunca foi usada como instrumento de tortura e morte! Esse tipo de cruz, era usada no culto funerário. Quando os imperadores morriam, eram feitas imagens de cera destes, e afixada na cruz de braços abertos! Essa cruz também representava um deus, só que esse, arrebatava o morto para ascensão aos céus. Era a vitória da vida sobre a morte! Por isso se usa cruzes nos velórios e sobre os túmulos hoje em dia, fruto dos costumes romanos! Os diferentes usos da cruz, resulta numa implícita religiosidade vitoriosa. Na crucificação era a total vitória sobre o inimigo de forma humilhante, e por isso era acrescentado o chifre penetrante.

    A igreja absorveu a cruz do culto funerário! Por quê? Porque Jesus não sofreu a total derrota na cruz punitiva! Ele ressuscitou e ascendeu aos céus. E diante disso, a igreja achou no direito de absorver para si a cruz vitoriosa dos romanos.
    Isso na interpretação da igreja, mas Cristo morreu numa única estaca, e não numa cruz!
    Vou explicar só isso para te instigar a escrever mais um monte de coisas sem nexo! rsrsrs

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  • Jonatha Fernando Custodio  On 5 out 2019 at 22:55

    Esse é segundo comentário:

    1 – Existe um achado arqueológico, um grafite na antiga Pompéia, onde mostra uma cruz com um tipo de chifre saliente ao centro dela. Essa imagem está registrada na Vigiliae Christianae, v. 72, n. 1, p. 1-20 , Alleged Christian Crosses in Herculaneum and Pompeii, escrito pelo pesquisador John Granger Cook.

    – Quem quiser acessar as pesquisas de John Granger Cook :
    – Quem quiser ver a imagem do achado arqueológico (8° imagem de cima para baixo):
    Pompéia foi destruída no ano 79 d.C., ou seja, bem antes dos escritos dos pais da igreja, e bem próximo da crucificação de Jesus. Vemos claramente que o dispositivo ao centro, é algo pontiagudo, e não algo tipo “cadeirinha”!

    2 – Lucius Annaeus Seneca, (4 a.C.) em Moral Epistles, 3.101, diz que a crucificação, se tratava de uma cena totalmente indecente e que os condenados eram feitos efeminados! Oras, se eles eram feitos “mulherzinhas” na cruz, então com certeza estavam numa posição passiva, recebendo uma violação sexual. Além disso, Seneca disse que o condenado se sentava na cruz perfurante. Portanto, não pode ser uma “cadeirinha”.

    Sobre essa passagem de Seneca, o Dr. David Tombs da Universidade de Otago, comenta:

    É bem possível que um sedile possa ser inclinado
    para encenar um empalamento limitado da ví-
    tima pregada ou amarrada na estaca vertical ou
    na travessa. De fato, se a vítima suspensa teve
    que levantar-se repetidamente […] para respirar,
    o sedile poderia reencenar o empalamento em
    cada elevação e queda do corpo. Essa violação
    príaca poderia ter sido uma parte intencional da
    exibição punitiva. Isso se encaixaria com Justino
    na descrição do sedile como um chifre (diálogo
    com Trifão 91.2), e está em conformidade com
    os códigos romanos bem estabelecidos em torno
    da penetração corporal e da masculinidade
    (HALLETT e SKINNER, 1997; WILLIANSON,
    1999).
    […] Existe um amplo consenso acadêmico de
    que as vítimas foram crucificadas nu, e isso por
    si só deve ser suficiente para o primeiro plano
    de uma conexão entre crucificação e humilha-
    ção sexual (TOMBS, 1999; TRAINOR, 2014).
    (apud TOMBS, 2017, pp. 105, 106)

    Será que não somente eu, mas também o Doutor Tombs, Edward Miessner, John Thomas Didymus, Hallett, Skinner, entre outros pesquisadores acadêmicos, também sofrem de PAREIDOLIA? rsrs

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  • Jonatha Fernando Custodio  On 5 out 2019 at 22:57

    Aqui não aceita links externos!

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  • Joel  On 6 out 2019 at 12:59

    Custódio, é o seguinte:
    Resumindo:
    É inútil toda a sua argumentação em resposta às minhas colocações. Você está atacando um espantalho, ou seja, você fala, fala, mas não atinge o meu argumento, mas sim você está atacando AQUILO QUE VOCÊ CRIOU NA SUA MENTE DISTORCENDO O MEU PONTO DE VISTA.

    1. Eu citei os “pais da Igreja”, não para me valer das informações deles, mas os citei APENAS para MOSTRAR AOS LEITORES AQUI como é VOCÊ quem está distorcendo os dados para apoiar a sua tese.
    Enquanto um “pai da igreja” diz que a cruz tinha EXTREMIDADES, você usa uma versão que diz “chifres”. E é em cima dessa palavra, CHIFRE, que você dá vazão à sua PAREIDOLIA ao concluir que obrigatoriamente isso tenha que significar “um objeto cilíndrico, pontudo, que acabava sendo introduzido no ânus do condenado”!
    Vale ressaltar aqui a contradição de citações, pois enquanto o Custódio cita uma VERSÃO que diz que a cruz tinha “CHIFRES”, a mesma citação, porém na Wikipédia, diz que a cruz tinham EXTREMIDADES. CHIFRE é diferente de EXTREMIDADE:
    “Irineu de Lyon, que morreu no final do século II, fala da cruz como tendo “cinco extremidades, duas no comprimento, duas na largura e uma no meio, na qual está a pessoa que foi ali presa por pregos”.

    É esse meu ponto de discordância com você! Será que é tão difícil para você entender isso ? Será que isso é algum sintoma de sério analfabetismo funcional de sua parte ? Ou seria desonestidade intelectual mesmo ?
    Frisando: Me mostre algum escrito DOS PAIS DA IGREJA onde é dito de forma clara e direta que NA ÉPOCA DA MORTE DE JESUS os romanos usassem cruzes com uma ponta de madeira colocada no traseiro do condenado para forçar um estupro…. Me mostre algum PAI DA IGREJA afirmando categoricamente que uma estrutura de madeira em forma de CRUZ T fosse exclusivamente a representação DE UM DEUS COM OS BRAÇOS ABERTOS!

    Essas são APENAS SUAS CONCLUSÕES pareidólicas, de alguém que lê algo VAGO e sai tirando conclusões absurdas, introduzido detalhes QUE O TEXTO ORIGINAL não diz!

    A sua pesquisa é uma colcha de retalhos de informações de DIFERENTES ÉPOCAS E CONTEXTOS ROMANOS, em cima dos quais você cria uma narrativa própria sem base factual, mas que apenas subsiste quando se faz essa mistura maluca de dados desconexos, os quais você insiste em dizer que apontam para o formato da STAUROS de Cristo.

    Quero deixar claro que as suas conclusões estão indo MUITO além “do que está escrito”. É você quem acrescenta os detalhes faltantes!

    Vejam como é fácil notar que as conclusões do Custódio NÃO servem para o caso de Jesus:
    1. O Custódio defende que a cruz de braços abertos tinha, OBRIGATORIAMENTE, uma peça cilíndrica e pontuda colocada no traseiro da vítima pendurada.
    2. Mas o próprio relato dos evangelhos mostram que Jesus poderia sim ter sido pendurado em uma cruz tradicional T sem necessidade de ser colocada, no caso dele, um quinto “chifre” para simular um pênis do demônio o violentando! Por que digo isso ?
    Pois os relatos dos evangelhos mostram que , NO CASO DE JESUS E DOS DOIS CONDENADOS AOS SEUS LADOS, Os soldados romanos usavam a técnica de QUEBRAR AS PERNAS DOS CRUCIFICADOS.
    Esse FATO DESTRÓI TODA A TESE DO CUSTÓDIO, pois:
    As PERNAS DOS CRUCIFICADOS eram quebradas para acelerar a morte. Essa aceleração da morte acontecia pelo fato de o condenado NÃO TER MAIS APOIO para se manter respirando. Se houvesse algum tipo de madeira introduzida no ânus do condenado, então esse dispositivo acabaria servindo de APOIO para o corpo da vítima, pois, com as pernas quebradas, o tal CHIFRE de madeira seria automaticamente penetrado no corpo do crucificado e, logicamente, o corpo seria apoiado neste chifre.
    Logo, não haveria necessidade de se quebrar as pernas caso houvesse um pedaço de madeira para segurar o peso do corpo através do traseiro da vítima.
    A tese do Custódio NÃO SE ENCAIXA com os fatos da crucificação de Jesus, conforme relatados na Bíblia.
    A tese do Custódio entra em CONTRADIÇÃO com o Fato de os romanos usarem a técnica de QUEBRAR AS PERNAS DOS CRUCIFICADOS para forçar a morte devido a deixar a vítima sem APOIO para respirar. O próprio CHIFRE estuprador acabaria servindo de APOIO.
    Ou seja:
    Jesus pode sim ter sido pendurado em uma cruz sem necessidade de ter sido usado esse tipo de Cruz Estupradora que o Custódio tanto quer atrelar a cruz cristã!

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  • Jonatha Fernando Custodio  On 7 out 2019 at 20:37

    Joel

    Eu mesmo já disse que é inútil tentar convencê-lo! Por quê? A sua premissa está errada desde o início, o que desencadeia todo um raciocínio sem nexo e contraditório. E o pior…você não entende nada, e acha que entende do assunto! Desculpe a sinceridade, mas você não tem nível para debater sobre esse assunto! Você não tem a ciência de que é tu que está atacando um espantalho! Acorda!!!

    Os próprios pais da igreja, estão narrando um outro tipo de cruz nas punições, com 5 extremidades! Como você pode usar o argumento de Ireneu ao seu favor, se não condiz com que o você acredita? E aí você está desesperadamente tentando mudar o formato do dispositivo no centro da cruz, de chifre saliente, para um tipo de madeira no estilo “cadeirinha”.

    1 – Não foi só Tertuliano que disse que esse dispositivo era um chifre, ou unicórnio, mas também Justino de Roma. Você simplesmente ignorou a minha citação de Justino.
    Justino descreve que “a estaca, que se ERGUE no meio e sobre a qual se apóia o corpo do crucificado, é como um CHIFRE saliente”. Não sabe ler não?
    Vemos claramente uma estaca, pontiaguda que se ERGUE no meio! É nítido que tal estaca pontiaguda como um chifre saliente, está verticalmente ereta para causar o empalamento no condenado!

    2 – O fato de Ireneu não dizer que é um chifre saliente, e só dizer que é a 5° extremidade da cruz esse apoio, ajuda em que, no seu argumento da “cadeirinha” ou que “chifre” é diferente de “extremidade”? Em nada! Só na sua cabecinha!!!
    Essa 5° extremidade é o que Tertuliano e Justino estão descrevendo, ou seja, um chifre saliente! Por que se deve pensar diferente disso? Ou os pais da igreja não estão em acordo entre si? Só pessoas desesperadas como você, que tentam distorcer as narrativas dos pais da igreja, pensa diferente.
    Esse era o instrumento usado na crucificação. Ou existia outro tipo de crucificação? Será que os pais da igreja estão descrevendo um instrumento diferente da realidade? É isso que você está afirmando?

    3 – Quando se recorre a escritos fora do contexto cristão, como Seneca, ele diz que o condenado se senta na cruz perfurante, e que o condenado era feito efeminado! É óbvio que se trata de uma penetração no ânus!

    4 – Existem provas arqueológicas que mostram a cruz com um dispositivo ao centro exatamente como estou descrevendo!

    5 – Sobre a outra evidência arqueológica, que é a figura de Pozzuoli, o pesquisador John Granger Cook declara: “é evidente que o condenado se senta em uma cavilha”. Cavilha, se trata de uma haste ou pino cilíndrico, de madeira ou metal, para tapar orifícios. – (Crucifixion as Spectacle in Roman Campania. Novum Testamentum, v. 54, n. 1, p. 68-100, 1 jan. 2012. Brill Academic Publishers.)
    Você também ignora os estudos acadêmicos!

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  • Jonatha Fernando Custodio  On 7 out 2019 at 20:41

    Conclusão:
    Percebemos que todas as minhas citações, estão em pleno acordo! Desde os escritos cristãos, até os estudos acadêmicos! E você simplesmente ignorou todas elas! Algo totalmente insano, desprovido de inteligência, simplesmente movido por uma extrema paixão religiosa típica da apostasia farisaica, sem nenhum compromisso com a verdade!

    Você acha que está respaldado pela narrativa bíblica, mas não está! A bíblia não diz que Jesus foi morto numa cruz! Seja lá de 4 extremidades, e nem de 5 extremidades! A bíblia diz que Jesus foi morto num staurós ou xylon. Ambas as palavras indicam primariamente, um único poste, ou seja, uma única estaca!
    Diante disso, os romanos quebraram as pernas de condenados numa estaca, e não numa cruz!
    O seu argumento cai totalmente por terra mais uma vez!
    Então, o seu argumento de que NÃO tem a menor importância prática saber o formato do instrumento de madeira onde nosso Rei Jesus foi agredido e morto, está totalmente equivocado!

    Pois é o formato que vai definir qual argumento condiz com a verdade!

    Só que você tem que considerar o que toda a tradição da igreja está dizendo sobre a cruz! Eles estão dizendo que a cruz sem o dispositivo ao centro, ou seja, a cruz de 4 extremidades, era usada nos rituais funerários dos imperadores romanos. No ritual, os romanos faziam uma imagem de cera do imperador morto, e afixavam na cruz! E isso era um ritual de exaltação, e não uma punição!
    Em meu livro, irá encontrar todas as citações dos pais da igreja, dos historiadores e documentos da antiguidade, achados arqueológicos, estudos das etimologias das palavras, estudos acadêmicos, refutação a todos os supostos textos bíblicos que provam que Jesus foi morto numa cruz, e a explicação do porque a igreja afirmar que Jesus morreu numa cruz, e o porque da igreja aderir a cruz do culto funeral romano!

    Encerro aqui as minhas colocações, pois o debatedor não tem condições de debater em alto nível, ignora todas as provas concretas apresentadas! A pessoa que tiver alguma dúvida do que foi explicado por mim, que fique totalmente a vontade para perguntar! Quem quiser adquirir o livro, é só entrar em contato: jonathafc@yahoo.com.br. Abraço a todos!!!

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