NOMINA SACRA lançam luz sobre a pronúncia original do Nome de Deus! (Artigo atualizado!)


O que são NOMINA SACRA? 

Nomina sacra (singular: nomen sacrum) significa “nomes sagrados” em latim e é uma referência à prática dos escribas cristãos de abreviar diversos nomes ou títulos divinos que aparecem com frequência na Bíblia, especialmente nos manuscritos gregos. Um nomem sacrum consiste de duas ou mais letras escolhidas da palavra original unidas por uma sobrelinha.

Na imagem acima observamos claramente um padrão encontrado na forma como escritores do século III e antes abreviaram as nomina sacra. Eles usavam nas abreviações sempre a primeira ou as primeiras letras de um nome seguidas pela última ou últimas letras dos nomes. Isso pode ser visto claramente nos nomes na lista acima, onde Israel é abreviado por I +EL. Todos seguem o mesmo padrão de se usar o início e o final do nome para se formar uma abreviação. Na Bíblia observamos este padrão de abreviação do nome em  אֱלִישַׁע (‘Elisha’), uma forma contraída  de אֱלִישׁוּעַ (‘Elishu’a) significando “meu Deus é salvação”. Há também יֵשׁוּעַ (Yeshu’a) forma abreviada de יְהוֹשֻׁעַ (Yehoshu’a). Concordemente, o padrão era contrair um nome por tomar o início do prefixo e o final do sufixo. Desta forma, temos Yehováh contraído para Yah.  

 

Como isso nos ajuda a entender a pronúncia original do Nome de Deus? 

Tanto o léxico Brown-Driver-Briggs bem como o Léxico de Strong afirmam que “Yah” é uma abreviação ou “forma contraída” do Nome de Deus, o tetragrama, a saber, Yehovah em hebraico. A análise morfológica da forma contraída “Yah” indica que esta não foi simplesmente uma separação de parcela do Nome, mas a extração do início com o final do grande Nome de Deus. Esta é portanto, uma indicação ou evidência de que o Nome de Deus não era nem Yahweh (Javé) nem Yahu, mas sim Yehováh, em português Jeová. Esta abreviação une a primeira e as duas últimas letras do Nome de Deus, exatamente como fizeram os copistas do NT que empregaram nomina sacra.

 

A forma abreviada do nome divino nas Escrituras do chamado “Velho Testamento”, ocorre 50 vezes no texto massorético como Yah, vertida em português por “Jah”. Segue-se a lista destas ocorrências: Êx 15:2; 17:16; Sal 68:4, 18; 77:11;89:8; 94:7, 12; 102:18; 104:35; 105:45; 106:1, 48; 111:1; 112:1; 113:1, 9; 115:17, 18; 116:19;117:2; 118:5, 14, 17, 18, 19; 122:4; 130:3; 135:1, 3, 4, 21; 146:1, 10; 147:1, 20; 148:1, 14;149:1, 9; 150:1, 6; Cân 8:6; Is 12:2; 26:4; 38:11.

“Jah”, a forma abreviada do nome divino, ocorre na expressão grega hal·le·lou·i·á, transliteração do hebraico ha·lelu·Yáh: “Louvai a Jah!” Re (4 vezes) 19:1, 3, 4, 6. — Veja Sal 104:35 n.



Este ponto me foi trazido a atenção pelo apologista Saga.



 

O Historiador do 1º Século Flavio ​​Josefo (37-10), que conhecia muito bem o sacerdócio da época, esclareceu que, quando os romanos atacaram o Templo, os judeus invocaram o atemorizante Nome de Deus (The Jewish War V: 438) Ele escreveu sobre este Nome:

τὴν δὲ κεφαλὴν βυσσίνη μὲν ἔσκεπεν τιάρα, κατέστεπτο δ’ ὑακίνθῳ,

περὶ ἣνχρυσοῦς ἄλλος ἦν στέφανος ἔκτυπα φέρων τὰ ἱερὰ γράμματα·

ταῦτα δ’ ἐστὶ φωνήεντα τέσσαρα.

“O sumo sacerdote tinha na cabeça  uma tiara de linho fino bordada com uma borda de púrpura, e cercada por outra coroa de ouro que destacava em relevo as letras sagradas, estas são quatro vogais“. (A Guerra Judaica V: 235)

É mais que óbvio que as “letras sagradas” mencionadas por Josefo, não eram vogais, mas caracteres paleo hebraico consonantais, que quando pronunciados tinham o som de quatro vogais. Eram consoantes que apresentavam o som vocálico ou mater lectionis ou “mãe da leituraEm hebraico as consoantes Y, H,V, H, ( יו‎  ה ) são usadas como as vogais I, o, a. 

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