A Farsa da “união Hipostática” trinitariana


Muitos dos chamados “evangélicos” empregam a terminologia “união hipostática” em sua tentativa de defender a doutrina católica da trindade. Mal sabem eles, que é uma terminologia particularmente católica. Observe o que diz a Enciclopédia Católica de 1913, Vol. 7:

Um termo teológico usado com referência à Encarnação para expressar a verdade revelada de que em Cristo uma pessoa subsiste em duas naturezas, a divina e a humana. Hipóstase significa, literalmente, aquilo que está abaixo como base ou fundamento. Por isso, veio a ser usado pelos filósofos gregos para denotar a realidade como distinta das aparências (Aristóteles, “Mund.”, IV, 21). Ocorre também nas Epístolas de São Paulo (II Coríntios, IX, 4; XI, 17; Hebr .: 1, 3: 3, 14), mas não no sentido de pessoa. veja: ENCARNAÇÃO; JESUS ​​CRISTO; MONOFISITISMO; NATUREZA; PESSOA. E.A. Pace (Os destaques são meus)

Como vimos acima no texto que aparece na Enciclopédia Católica, a expressão “união hipostática” é um termo “teológico, não bíblico. Era usado pelos “filósofos gregos” e não os apóstolos. A própria enciclopédia reconhece que Paulo usou a palavra hipóstase mas não no sentido de “pessoa”. Segundo os trinitários, a chamada “união hipostática” descreve a existência de duas naturezas distintas, juntas e sem mistura.

 

‘A grande apostasia não era o romanismo, mas o trinitarianismo’  Isaac Newton 

 

O conceito de Deus como três hypostases [substâncias] da entidade superior é desenvolvido a partir de pensamento Grego. Não tem nada haver com a Bíblia. Platão desenvolveu conceitos de díades e até mesmo tríades em “Conceito das Formas”.

Os conceitos foram posteriormente desenvolvidos por aqueles que seguiram Platão. Plotinus desenvolveu um esquema metafísico relativamente simples:

provendo três hypostases – O Um, o Intelecto, e a Alma – [este esquema] parece já ter passado por uma modificação pelas mãos de seu aluno senior Amelius (que tinha uma fraqueza especial por tríades), mas pela perspectiva da Escola Ateniense é Iamblicos (c. 245-325) que iniciou o sistema majoritário  de elaboração escolástica que é a marca do  Neoplatonismo posterior (Proclus’ Commentary on Plato’s Parmenides, General Introduction, p. xv, Morrow and Dillon, Princeton University Press, 1987).

 O filósofo Zeno projeta muitos como o Um. O conceitos dos três começam a emergir, mas o primeiro passo é necessariamente o da díade (uma unidade de duas partes), mas a díade é uma cópia da Unidade. Assim, o segundo é inferior ao de Parmênides, que é denominado pelo próprio Zeno como logos ou discurso. O Um é maior que a pluralidade e o paradigma superior à cópia. Assim, o conceito do logos  da filosofia grega é atribuído ao Um em vez do segundo.

Assim, a Trindade é prefigurada como O Um, a Sabedoria ou Intelecto e a Alma se tornando O Um como Pai, a Palavra equacionada com “a Sabedoria” e o Espírito como “Alma funcional”. Este Espírito como Alma funcional é considerado capaz de individuação, mas permanece completo como uma entidade separada e igual às outras duas hipóstases. A doutrina de “duas naturezas” é uma falácia teológica emprestada de filosofia platônica. 

Não há como uma pessoa ser de natureza humana e ao mesmo tempo ser de outra natureza. O ser ou é de natureza humana ou de natureza divina. Jesus só passou a ser de natureza “divina” quando foi “vivificado no espírito”. (1 Pedro 3:18) Pedro neste texto fala de Jesus e diz que este foi “morto na carne mas vivificado no espírito”. A palavra natureza vem de physis (em grego Φύσις”), esta significa “propriedade, tipo ou forma”.

Se eu perguntar de que “natureza” é um certo material, ou ele é de pedra ou ele é de ferro. Um ser ou ele é humano ou ele é animal. Estes não podem ter as duas naturezas ao mesmo tempo.

Portanto, se alguém é de natureza humana, ele é apenas humano e não pode de uma hora para outra se tornar de outra natureza. Não é incomum trinitários quando encurralados por textos claros que demonstram que Jesus é um ser subordinado a Deus e menor que Deus, apelarem para este conceito e criarem uma natureza “pisca pisca” onde Jesus uma hora é de natureza humana outra hora não. A Bíblia chama Jesus de “o último Adão”. (1 Cor. 15:45) Isso quer dizer que ele era o equivalente do primeiro homem Adão. Se fosse mais que isso, o preço pago ao morrer seria infinitamente superior ao resgate exigido. Mas a palavra de Deus emprega uma palavra grega que diz que Cristo era um “resgate correspondente” ao do primeiro homem Adão.

A palavra grega usada na Bíblia, falando sobre o resgate de Cristo, an‧tí‧ly‧tron aparece em 1 Timóteo 2:6. A obra Greek and English Lexicon to the New Testament (Léxico Grego e Inglês do Novo Testamento), de Parkhurst, diz que significa:

“um resgate, preço de redenção, ou, antes, um resgate correspondente”.

Isso quer dizer que Jesus era um equivalente exato de Adão, e não Deus em forma humana com sua divindade pisca pisca, tal qual ensina a teologia trinitária.  Isaac Newton considerado por muitos como o maior cientista que já viveu, afirmou: “Será que Cristo enviou seus apóstolos para pregar metafísica ao povo sem maior instrução, suas esposas e crianças?” Citou ainda que os dois principais textos usados pelos trinitários para “provar a trindade” eram falsificações do texto da Bíblia Sagrada. Quais textos eram estes? 1 Timóteo 3:16 e 1 João 5:7.



Isaac Newton e seus estudos sobre a Trindade

 


 

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