Polícia conclui que pastor evangélico molestou o filho e o enteado antes de matá-los no ES


Pastor e a Esposa: Pais de meninos que morreram carbonizados após quarto pegar fogo em Linhares (Foto: Rafael Zambe/ TV Gazeta)

Abaixo vídeo com a fala do homem acusado de pedofilia e assassinato





 

Kauã e Joaquim foram mortos na casa onde moravam, em Linhares, no dia 21 de abril. O delegado responsável disse que as vítimas foram queimadas vivas após serem abusadas. O pastor está preso.

Polícia Civil concluiu que o pastor George Alves matou o próprio filho e o enteado em Linhares, na região Norte do Espírito Santo, segundo o inquérito policial divulgado nesta quarta-feira (23 de Maio 2018).

A perícia aponta que o acusado estuprou as crianças, agrediu e colocou fogo nelas ainda vivas. A polícia disse que o inquérito vai ser encaminhado à Justiça na próxima semana.

  • A polícia encontrou sangue na casa onde aconteceu incêndio, próximo a uma escrivaninha e ao box do banheiro;
  • Naquela madrugada do dia 21 de abril, o pastor, inicialmente, molestou as duas crianças, tanto o filho quanto enteado, mantendo ato libidinoso;
  • Com as duas vítimas ainda vivas, porém desacordadas, o investigado as levou até o quarto, as colocou na cama e ateou fogo nas crianças;
  • O perito disse que a fumaça não foi responsável pelas mortes e as crianças não reagiram ao incêndio, porque já estavam desacordadas;
  • Não foram encontrados vestígios de curto-circuito nem nos equipamentos (ar condicionado, reator, babá eletrônica e esterelizador), nem nas fiações
  • Os componentes da babá eletrônica ficaram bem preservados, incompatível para ser o foco inicial
  • Depois do crime, o investigado saiu de casa e ficou andando de um lado para o outro, sem pedir socorro;
  • Testemunhas ouviram o choro e manifestações de socorro quando as crianças estavam sendo agredidas, minutos antes do incêndio;
  • As testemunhas que chegaram primeiro ao local contaram à polícia que arrombaram o portão com as próprias mãos;
  • As vítimas foram encontradas no foco inicial do incêndio, quando, normalmente, a vítima morre tentando fugir do foco das chamas;
  • Não há indícios da participação ou conivência da pastora, mãe das crianças, no crime;
  • O pastor estava sozinho na casa com as vítimas e não há previsão de que outras pessoas sejam presas;
  • O inquérito deve ser encaminhado à Justiça na próxima semana;
  • O pastor vai responder por duplo homicídio triplamente qualificado e duplo estupro de vulnerável. A soma máxima das penas é de 126 anos.
  • Não há registro de outros casos de pedofilia envolvendo o pastor.

O acusado está preso temporariamente e a Justiça decidiu prorrogar a detenção por mais 30 dias. Ele foi indiciado por duplo homicídio triplamente qualificado e duplo estupro de vulneráveis. A soma máxima das penas pode chegar a 126 anos.

A mãe, de acordo com o inquérito, não tem participação no crime e não é investigada. Ela foi procurada pela reportagem, mas não quer se manifestar neste momento.

“O conjunto de indícios nos demonstra que, naquela madrugada, o investigado, inicialmente, molestou as duas crianças, tanto o filho biológico Joaquim quanto o enteado Kauã, mantendo um ato libidinoso”, afirmou o delegado André Jaretta, de Linhares.

 

 

Jaretta contou que, para ocultar o ato sexual, George agrediu as crianças, o que foi comprovado pelos vestígios de sangue no banheiro, que o exame de DNA atestou ser de Joaquim.

 

“Com as duas vítimas ainda vivas, porém desacordadas, o investigado as levou até o quarto, as colocou na cama e ateou fogo nas crianças, fazendo com que elas fossem mortas com o calor do fogo”, explicou Jaretta.

 

O delegado disse ainda que os meninos morreram pela carbonização. “Isso tudo é comprovado pelo exame pericial. As crianças continham fuligem na traqueia e o exame demonstrou que elas ainda respiravam quando começou o incêndio”, afirmou.

 



 

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