Philip B. Harner – Substantivos Predicativos Anartros Qualitativos


Abaixo temos uma citação do artigo de Philip Harner a respeito de Substantivos Predicativos Anartros Qualitativos, onde ele escreveu:

 

“A- ὁ  Λόγος ἦν ὁ Θεὸς

B- Θεὸς  ἦν    Λόγος

C- ὁ  Λόγος Θεὸς ἦν 

D- ὁ Λόγος ἦν Θεὸς

E- ὁ Λόγος ἦν Θεíoς

 

Na Cláusula A, com um predicado articulado, significaria que o logos e Theos são equivalentes e intercambiáveis. Não haveria Ho Theos que não fosse também Ho logos. Mas esta equação dos dois seria contradizer a cláusula anterior de 1:1, onde João escreve que   Λόγος  ἦν  πρὸς  τὸν  Θεόν [ho logos en pros ton Theon: ‘ a palavra estava com o Deus ‘]. Esta cláusula sugere relação e, portanto, alguma forma de “diferenciação pessoal” entre os dois. Na Cláusula D, com um predicativo anartro precedendo ao verbo, provavelmente significaria que o logos era “um deus ” ou um ser divino de algum tipo, pertencente à categoria geral de Theos, mas como um ser distinto de Ho Theos. A Cláusula E seria uma forma atenuada de D. Isso significaria que o logos era “divino”, sem especificar em detalhes de que maneira ou em que medida era divino. Também poderia implicar que o logos, sendo apenas theios, era subordinado a Theos.

João, evidentemente, queria dizer algo sobre os logos que era diferente de A e mais que D e E. As cláusulas B e C, com um predicado anartro que precedem ao verbo, são primariamente qualitativas em significado. Estas indicam que o logos tem a natureza de Theos. Não há nenhuma base para considerar o predicado Theos como definido. Isso tornaria B e C equivalente ao A, e então entraria em contradição com a cláusula precedente de João 1:1. “

Observe que o erudito afirma que “Não há nenhuma base para considerar o predicado Theos como definido.” Ou seja, as versões tradicionais que rezam “e a Palavra era Deus” estão sem base. E estas versões foram defendidas como sendo “corretas”. 

 

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