Criança é infectada com vírus HIV após transfusão de sangue


Criança recebeu sangue de doador regular do Hemoacre e um mês depois foi diagnosticada com HIV. Saúde afirma que menina recebe acompanhamento médico e que presta auxílio à família.

Nota de Esclarecimento-Hemoacre

Sobre o lamentável caso de contaminação de uma criança após transfusão de sangue, o Governo do Estado manifesta toda solidariedade e disposição de apoio humanitário à pequena paciente e sua família. O episódio é uma fatalidade que, a despeito de toda tecnologia no Acre, em qualquer estado do Brasil e outros países, qualidade e eficiência envolvidas nos procedimentos dos serviços de hematologia, enquadra-se na sua margem de risco, sendo uma realidade dos acidentes transfusionais. Isso cobra de todos muita responsabilidade na tratativa de fato tão sensível.

O Hemoacre é reconhecido pela sociedade acreana pelo trabalho sério e responsável. Sobre o caso da criança infectada, a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) esclarece que todos os procedimentos indispensáveis em uma doação de sangue foram seguidos. Na coleta sanguínea, o exame sorológico deu negativo para HIV. Ainda assim, o Hemoacre seguiu o protocolo e enviou uma amostra dessa coleta para a Fundação Hemocentro de Brasília fazer o NAT [Teste de Ácido Nucleico, em inglês] – procedimento feito em todas as bolsas de doações, e o resultado também foi negativo para HIV.

O doador em questão era cadastrado no Hemoacre e doava sangue com frequência, sempre passando pelo processo de triagem que é realizado com todos, por meio de exames e entrevistas, todas as vezes que fazem doação.

Um mês após essa doação, o doador procurou uma Unidade de Saúde para fazer um teste rápido de HIV, que deu positivo. Imediatamente informado, o Hemoacre realizou novos exames com o doador e com a criança que havia recebido o seu sangue. Os novos exames do doador realizados em Rio Branco, como também o NAT, em Brasília, deram positivos. Já nos exames da criança o resultado foi negativo.

O Hemoacre seguiu rigorosamente o protocolo do Ministério da Saúde e, depois de 30 dias, realizou novos exames com o sangue da criança receptora, esses deram positivo. Desde então, ela e a família recebem toda assistência psicossocial e de saúde. Médicos infectologista e oncologista acompanham o tratamento da menor para uma melhor estratégia de enfretamento ao HIV, junto com os procedimentos oncológicos.

Respeitosamente, o Estado reitera solidariedade e atenção à pequena paciente e sua família. Todos os esforços possíveis serão feitos pela recuperação da saúde, a valorização da vida e a esperança do melhor futuro dessa criança.

 

 

Elba Luiza
Gerente-geral do Hemoacre

Gemil Junior
Secretário de Estado de Saúde



 

UM DILEMA ENVOLVENDO TRANSFUSÃO – Fatos assim não são noticiados pela imprensa!

 

Escute este relato no vídeo abaixo!

 

 



 

Transfusões de Sangue – “Desnecessárias” e “Inadequadas” em diversos casos segundo pesquisa

 



 

 

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