YHWH e o Enigma das Vogais


 

Por Queruvim

Este artigo demonstrará que o Nome de Deus ainda é pronunciado de forma bastante similar à pronúncia usada no tempo do antigo Israel. Veremos que as consoantes do Nome de Deus possuem sons vocálicos, rompendo assim com o pressuposto de que “não há como saber a pronúncia original” do Nome de Deus. Há mais informações envolvendo este assunto e que tenho o prazer de compartilhar com todos.

Será que é possível pronunciar o Nome Divino da mesma maneira que era pronunciado no antigo Israel? A afirmação comumente repetida é que as vogais genuínas não são conhecidas. Na verdade nunca se usavam vogais ao se escrever o texto da Bíblia Hebraica ( o chamado V.T). O texto era abjad, portanto desprovido de “vogais”. Estas vieram a existir uns 500 anos depois de Cristo. O correto é se perguntar “que sons vocálicos” eram empregados pelos servos de Deus da antiguidade. Será que temos uma resposta satisfatória e bem fundamentada sobre este assunto?

Basílica de São Pedro – Tumba do Papa Clemente XIII

Maimônides cujo nome verdadeiro era Moshe ben Maimon e que foi apelidado de Rambam (הרמב”ם),  em seus escritos Guia dos Perplexos [1] escrito em 1190, concluiu que o Nome de Deus era pronunciado sem nenhuma dificuldade, mesmo que o texto fosse abjade. Como isso é possível? Uma olhada no Talmude nos dá uma luz sobre isso. Escrito por judeus que  viveram entre o século I e o século III d.C, o Talmude em alguns lugares orienta os judeus a não pronunciarem o Nome “como ele é escrito” ou “segundo as suas letras”. Ora, não havia vogais no texto hebraico daquela época. Maimônides afirmou que o Nome era facilmente pronunciado “segundo as suas letras”. Ele disse a seus leitores que conhecer o significado desse nome era mais importante do que saber sua pronúncia, porque o significado por si só pode incitar à ação.

Nenhum outro nome é chamado  shem ha-meforash [2] exceto este Tetragrama, que é escrito, mas não é pronunciado segundo as suas letras.” Maimônides em Guia dos Perplexos capítulo 61.

 

Ele também sabia que alguns judeus acreditavam em uma influência quase mágica de letras ou uma pronúncia precisa dos nomes divinos, mas ele informou seu leitor contra tais práticas como pura invenção ou loucura. O aspecto notável de sua argumentação reside no fato de que ele conseguiu evitar a controvérsia sobre um assunto tão desnecessário. Ele afirmou, de fato, que na verdade era apenas o verdadeiro culto que se perdera, e não a pronúncia autêntica do Tetragrama, porque esta sempre foi possível “de acordo com suas letras”. Para sustentar essa ideia básica (que o verdadeiro culto é mais importante do que a pronúncia real), ele citou Sota 38a para provar que esse nome é a essência de Deus e essa é a razão para não abusá-lo, então ele por fim citou Números 6: 23-27 para mostrar que os sacerdotes foram obrigados a abençoar apenas por este Nome. 

É interessante observar que Judá Halevi, outro erudito judeu, apresentou quase os mesmos argumentos em seu livro O Kuzari publicado alguns anos antes, em 1140. Ele escreveu que a principal diferença entre o Deus de Abraão e o Deus de Aristóteles era o Tetragrama (Kuzari IV: 16). Ele provou também que este nome era o Nome pessoal de Deus (idem IV: 1). Para provar novamente que  o significado do Nome era importante e não a pronúncia, ele citou Êxodo 5: 2, onde Faraó perguntou מִי יְהוָה  “Quem é JEOVÁ?” Ele se referiu não a pronúncia , mas a autoridade deste Nome (idem IV: 15 ). Ele esclareceu finalmente que as letras do Tetragrama têm a notável propriedade de ser matres lectionis [3, ou seja, a pronúncia sonora vocálica não se perdeu, visto que estavam presentes no som das consoantes. O hebraico antigo não possuía um sistema de vogais. Com a necessidade de distinguir algumas palavras, certas consoantes foram utilizadas como indicadores de vogais. Estas consoantes são conhecidas como matres lectionis (mães de leitura).

Judá Halevi afirmou que a pronúncia do Nome seguia o mesmo sistema de leitura de todos os outros nomes, nos quais as consoantes possuem sons vocálicos. O Y tem som de I, o W tem som de O e o H tem som de A no final das palavras. (The Kurazi IV:3)

Esses dois estudiosos deram informações harmoniosas e tão convergentes que marcaram um ponto de virada na história do Nome. No entanto, a expressão “pronunciado de acordo com suas letras”, que Maimonides citou  (letras vocálicas como Judá Halevi esclareceu) é estritamente exata apenas em hebraico. 

O Historiador do 1º Século Flavio ​​Josefo (37-10), que conhecia muito bem o sacerdócio da época, esclareceu que, quando os romanos atacaram o Templo, os judeus invocaram o atemorizante Nome de Deus (The Jewish War V: 438) Ele escreveu sobre este Nome:

“O sumo sacerdote tinha na cabeça  uma tiara de linho fino bordada com uma borda de púrpura, e cercada por outra coroa de ouro que destacava em relevo as letras sagradas, estas são quatro vogais“. (A Guerra Judaica V: 235)

É mais que óbvio que as “letras sagradas” mencionadas por Josefo, não eram vogais, mas caracteres paleo hebraico consonantais, que quando pronunciados tinham o som de quatro vogais. Eram consoantes que apresentavam o som vocálico ou mater lectionis ou “mãe da leituraEm hebraico as consoantes Y, W, H, ( יו‎  ה ) são usadas exatamente como as vogais I, e, o, a. 

 

Que evidência há de que o hebraico pré massorético era lido como matres lectionis?

Em anos recentes, com a divulgação dos manuscritos da região de  Qumrân, ficou claro após mais estudos do idioma hebraico, que no primeiro século o Yod como vogal era usado apenas para indicar os sons I e E. O Waw apresentava apenas os sons de Ô e U, e um final era empregado para representar o som de A. Além disso, o foi usado como vogal apenas no final de palavras, e nunca no meio delas (mas entre duas vogais o possui o som de um leve E ). Portanto, para se ler o tetragrama abjade YHWH como quatro vogais, deve-se ler IHÔA que é IEÔA.

Greg Stafford, erudito independente e autor do livro “Testemunhas de Jeová Defendidas”, certa vez questionou a validade de mater lectionis no texto da Biblia Hebraica. Descartou a existência de vogais implícitas na leitura do texto consonantal. Há porém farto material comprovando a afirmação de outros estudiosos a respeito deste assunto. ( Veja Studies in Hebrew and Aramaic Orthography in: Biblical and Judaic Studies vol.2 Indiana 1992 Ed. University of California pp. 137-170)

Há um estudo completo de inscrições bilíngues assírio-aramaicas na obra Etudes Assyriologiques Cahier de 1982 [5] onde se observa que por um longo tempo três vogais foram usadas para representar sons vocálicos, Waw para û, Yod para î, e He para final â. Por exemplo, numerosas palavras foram lidas “de acordo com sua leitura natural”:

 Escrita  Leitura    Escrita  Leitura
 TBH  TaBA    BTNWR<  BaTaNUR
 TYTB  TITaB    YGTZR  YiGTiZaR
 DMWT’  DaMUTa’    ‘DQWR  ‘aDaQUR
 GWGL  GUGaL    YLQH  YiLQaH
 ’LYM  ’aLIM    NHR  NaHaR
 TSLWTH  TaSLUTA    LMT  LaMaT
 WLKBR<  WaLaKaBaR    RHMN  RaHMaN

Podemos confirmar a fiabilidade de mater lectionis ao ler Gogel, A Grammar of Epigraphic Hebrew, [4] páginas 59-60, onde é observado que o Heh final  (na última letra do Tetragrama um h) pode representar um a longo em epigrafia hebraica, a saber, no hebraico encontrado em antigas inscrições. 

 

Observe como os nomes são lidos “segundo suas letras” na tabela abaixo produzida pelo estudioso Gérard Gertoux

 

SEGUNDO  SUAS CONSOANTES SUAS LETRAS A     SEPTUAGINTA  OS MASSORETAS
 1 Cr. 3:5  Yrwlym  Irušalim  Iérousalèm  Yerušalaïm
 Gên. 29:35  Yhwdh  Ihuda  Iouda  Yehudah
 Gên. 25:19  ‘brhm  ‘Abaraham  Abraam  ‘Abraham
 Gên. 25:19  Ysàq  Isaàaq  Isaak  Yisàaq
 Jer. 30:18  Y‘qwb  I‘aqub  Iakôb  Ya‘aqôb
 2 Cr. 27:1  Yrwšh  Iruša  Iérousa  Yerušah
 Gên. 46:17  Yšwh  Išua  Iésoua  Yišwah
 1 Cr. 2:38  Yhw’  Ihu’  Ièou  Yéhu’
 Gên. 3:14  Yhwh  Ihua  (Kurios)  (Adonay)

Apoio adicional à pronúncia do Nome como sendo Yehováh aparece no Talmude onde o Tetragrama é chamado Shem Hamephorash que significa “o nome lido distintamente” ou “o nome lido de acordo com suas letras” (Sifre Números 6: 23-27) מְפֹרָשׁ  Hamephorash significa “distintamente [lido]” ou ” separadamente [lido] “em hebraico. O sentido inicial de “ler distintamente” é “palavra por palavra” ou “letra por letra” (ver o Comentário de Gesenius 6567  n° 2), o sentido “interpretado” ou “traduzido” é um significado posterior. Apesar de alguns cabalistas afirmarem que a palavra mephorash significava “oculto”, é fácil verificar o significado correto dessa palavra na Bíblia (Neemias 8: 8; Esdras 4:18).

A frase “pronunciar o Nome de acordo com suas letras” significa pronunciar o Nome tal como está escrito, ou de acordo com o som de suas letras, o que é diferente de soletrar um nome de acordo com suas letras. De fato, os judeus era autorizados a soletrar o nome YHWH de acordo com suas letras (porque o próprio Talmude o fez), isto é, em hebraico Yod, He, Waw, He (ou Y, H, W, H em português); Por outro lado, era proibido pronunciá-lo segundo estas mesmas letras. 

Na primeira tradução judaica em francês (de 1836 a 1852), o tradutor judeu Samuel Cahen usou sistematicamente o nome Iehovah. Ele defendeu sua escolha devido ao trabalho do famoso gramático alemão W. Gesenius. O professor judeu J.H. Levy explicou por que preferiu a forma Y’howah, em vez de Yahweh, em seu artigo publicado em 1903 em The Jewish Quarterly Review.

 

Observe o que disse George Buchanan, professor emérito no Seminário Teológico de Wesley, Washington, DC, EUA: 

Na antiguidade, os pais muitas vezes davam aos filhos o nome de suas deidades. Isto significa que pronunciavam os nomes dos filhos assim como se pronunciava o nome da deidade. O Tetragrama foi incluído em nomes de pessoas, e eles sempre usavam a vogal do meio.” E acrescentou:

Esta [Yehowah] é a pronúncia correta do tetragrama, como pode-se ver claramente na pronúncia de nomes próprios no primeiro Testamento (PT), poesias, documentos aramaicos do 5º século, traduções gregas do Nome no Rolo do Mar Morto  e nos Pais da Igreja. (George Wesley Buchanan, “The Tower of Siloam”, The Expository Times 2003; 115: 37; pp. 40, 41)

 

Observe alguns exemplos de nomes teofóricos que começam com as três primeiras consoantes do Tetragrama: Yehoiakim, Yehonathan, Yehoshaphat,Yehoash, Yehoram, Yehoiada, Yehoiarib, entre outros. (Sobre nomes teofóricos leia este artigo)

 

 

Evidência do antigo Egito apoia a pronúncia “Jeová”

 

 

A mais antiga evidencia arqueológica apoia a pronúncia “Jeová” No templo de Amun em Soleb (Sudão) foram encontradas esculturas do templo do Faraó  Amenhotep III. Estas foram datadas  circa 1382-1344 A.E.C. (Lê-se Antes da nossa Era Comum). Trata-se de um hieróglifo Egípcio com a mais antiga inscrição do Nome de Deus de que se tem registro na arqueologia. Ao lado uma ilustração reconstituída da escultura.

 

“Terra dos beduínos de Yehua[w]” 

 

Veja o artigo O nome de Deus, Jeová, num templo egípcio para maiores detalhes

O professor Gerard Gertoux se refere em seu livro ao que Maimonides escreveu, e diz:

“Este nome YHWH é lido sem dificuldade porque é pronunciado COMO É ESCRITO, ou de acordo com a sua LETRAS como diz o Talmud.”

Ele então exibe um longo estudo sobre a pronúncia de nomes, e tira a conclusão de que o Nome Divino é pronunciado” I-Eh-oU-Ah “. Ele mesmo escreve: “O nome Yahweh (que é BARBARISMO) só foi criado para BATALHAR com o verdadeiro nome Jeová” (O Nome de Deus … sua História).

 

 

É o Nome Yehwáh no texto Hebraico  uma forma hibrida proveniente de shema´?

Os eruditos Joüon e Muraoka afirmaram que a forma mais comum do Nome de Deus Yehwáh, nos textos massoréticos ( Códice de Leningrado, Códice de Alepo entre outros), se dá devido a sobreposição das vogais do qere Shema´ ao Tetragrama. (Shema´ é a forma aramaica para “O Nome”) Por que os judeus empregariam uma vocalização proveniente do aramaico sendo que normalmente acredita-se que empregam uma vocalização do próprio hebraico ´Adonay e Elohim?  Não estou convencido desta afirmação, visto que os nomes teofóricos empregam como prefixo Yeho e são vocalicamente indisputáveis e ninguém afirma que o shevá nestes casos sejam provenientes da sobreposição das vogais de Shema´. Além disso, após a primeira letra H do Nome de Deus, um em hebraico, temos um Holem ou vogal com som de ô em harmonia com mater lectionis, que seria inapropriado caso as vogais fossem uma “sobreposição” ou uma forma “hibrida” que inseriu shema´.  Entendo, portanto, que assim como Yehováh não é uma forma híbrida proveniente da sobreposição de ´Adonay com o tetragrama, tampouco Yehváh é uma sobreposição da palavra shema´ao tetragrama. Espero que estudiosos do assunto postem comentários nesta página para que possamos chegar a algum lugar nesta questão. Afinal de contas, há ou não uma sobreposição ao tetragrama no caso de Yehwáh comumente encontrado no texto massorético?

Nomes próprios terminados com Waw Hê nos dão uma importante dica

Ademais, todos os nomes próprios na Bíblia Hebraica, nomes judaicos de pessoas, terminados com um –wh são pronunciados no final e sem exceção por “vá”. Exemplos: Alva (Gên. 36:40Eva, em hebraico Havah (Gên. 4:1), Ishvah (Gên. 46:17), Ivah (2Reis 19:13), Puvah (Números 26:23) e Tiqvah (2 Reis 22:14). Nomes teofóricos indicam que é muito provável que o Nome de Deus começasse com Yeho. Sendo assim, visto que o final de nomes próprios sempre terminavam com a pronúncia “wah” temos a forma Yehováh ou Jeová, em português, como sendo uma representação correta do Nome de Deus. Alguns tem perguntado como se pode conciliar isso com a terminação YAH  presentes em  alguns nomes. Ocorre que os nomes Teofóricos que empregam o Nome de Deus utilizam quer o prefixo Yeho ou o sufixo Yah. Portanto, podemos encontrar a abreviação YÁH como sufixo de vários de tais nomes, tais como Zacarias, Sofonias, Obadias etc. Não se refere as vogais iniciais do Nome mas à abreviação do Nome ou Yáh ou como lemos em português, Jah, sendo esta a forma poética abreviada de Jeová, o nome do Deus Altíssimo. (Êx 15:1, 2

Iaue ou Javé em português parece ser mais uma forma teológica e não filológica de se pronunciar o Nome de Deus.

 

Não é um pronúncia posterior

 

Yehowah não é uma pronúncia posterior, podemos encontrar esta sugestão de vocalização nos escritos de Severi de Antioquia (465-538), comentando o capítulo 8 do Evangelho de João ele destacou que o Nome de Deus é IOA, forma esta perfeitamente compatível com YehOwAh. (Eulogy of John the Baptist 129:30)

 

A que conclusão chegamos a respeito da  pronúncia original do Nome de Deus após esta análise?

  • O mais antigo testemunho arqueológico  favorece a pronúncia “Jeová”. Uma breve inscrição datada do tempo de Amenophis III (cerca de 1400 a.C foi encontrada em Soleb), que é fácil de decifrar, e pode-se transcrever esta frase escrita em hieróglifos: “t3 š3-sw-w yh-w3- W “Esta expressão é vocalizada no sistema convencional por “ta ‘sha’suw yehua’w “, que se pode traduzir por:” terra dos beduínos aqueles de yehua’ “.

 

  • Um dos 3 grandes representantes da Tradição Massorética, O Texto Massorético do Códice de Leningrado ou B19 apresenta uma vocalização antiquíssima feita pelos massoretas a partir do 5º século E.C,  onde o Nome de Deus é representado YeH-WaH. Das 165 vezes que ocorre em Gênesis, 150 é vocalizado YeH-WaH.

 

  • A ocorrência de Mater Lectionis indica, como consideramos neste artigo, que O Yod tem som de Ypsilon, o Waw tem som de O e o final,  som de A. Portanto temos Yhowáh, como a forma correta “de acordo com as suas letras”. (Lembrando que as palavras são normalmente acentuadas na sílaba final em hebraico sem necessidade de uma morae ). Veja  Ziony Zevit, Matres Lectionis in Ancient Hebrew Epigraphs, David Noel Freedman, ed. (Cambridge, Mass.: American Schools of Oriental Research, 1980), páginas 12-15

 

  • Os Nomes teofóricos indicam sem margem de dúvidas, que as iniciais eram Yeho. Todos os nomes teofóricos que começam com YHW são vocalizados Yeho,  sem exceção Por exemplo o nome Jesus começa em hebraico com as consoantes hebraicas YH que se lê Yeho, como é o caso da maioria dos nomes que se iniciam com YH. O Nome Jesus contém o Nome de Deus e significa “Jeová é [a] Salvação” ou “Jeová Salva” Yehoshu`a. Os que insistem em dizer que o Nome de Deus se pronuncia no começo alguma coisa tal como Yaho ignoram a indisputabilidade fonética de tais nomes teofóricos. Se esquecem que o nome cuja pronúncia original é tida como perdida ou esquecida é o Nome de Deus, a saber o Tetragrama e não os outros nomes, inclusive os nomes teofóricos, que continuaram a ser repetidos na tradição oral e nas sinagogas a cada sábado desde o tempo do antigo Israel. Alguns vão mais longe ao afirmarem que não se pronuncia o hebraico como se pronunciava ou que a pronúncia do hebraico “se perdeu”. Pode até ser que sotaques e algumas variações fonéticas ocorreram com o tempo, mas afirmar que “não se sabe” a pronúncia original do hebraico é um exagero. Até porque temos textos gregos e outros transliterando passagens da Bíblia hebraica, como por exemplo na Hexapla. Alguns argumentam que o Nome de Deus está associado a um verbo e deve ser pronunciado seguindo esta linha. Mas tal afirmação não tem sentido, visto que se assim fosse, Moisés saberia facilmente qual era o significado do Nome YHWH. O próprio erudito Gesenius em sua Gramática de Gesenius reconheceu que se seguirmos os nomes teofóricos, a pronúncia ou vocalização do tetragrama seria facilmente Yehouah, mas devido ao entendimento de teólogos e cabalistas que supunham que o Nome de Deus era uma forma verbal, defendia ele mesmo a pronúncia Javé.

 

  • A LXX manteve o hábito de empregar um épsilon onde em hebraico certamente era pronunciado como shevá. Por exemplo, Yerushalem se tornou Yerusalem, Debôrâ se tornou Debbôra, Yeroham se tornou Ieroam, Qetûra se tornou Kettoura, etc.  Alguém acha fiável dizer que estes nomes tiveram sua pronúncia perdida? É mais do que óbvio que os massoretas vocalizaram-nos corretamente e não há motivos para se crer que tais nomes tem sua pronúncia disputada. Afinal, não é apenas o Nome de Deus que era evitado na leitura na sinagogas ? O Talmude em diversas passagens alude ao Tetragrama e não a outros nomes como sendo proibidos de ser pronunciados. Este ponto favorece fortemente a forma Yehovah visto que os nomes teofóricos empregaram de forma prefixada esta vocalização.

 

 

 

  • A Terminação Waw Hê em nomes próprios são sempre pronunciados váh. 

                        (יהוה)

  • O Nome não é uma “junção do Tetragrama com Adonay (Veja este artigo)

    O que fica evidente neste mapeamento da vocalização do Tetragrama é que o “e” na palavra Yehwah é um sheva e não um hateph Patah, que ocorre na primeira sílaba da palavra “Adonay”. Em “Adonay” temos um hateph patah, um holem e um qamets. (Veja figura abaixo). Não são poucos os eruditos que reconhecem isso.  Freedman e O’Connor , também Joüon e Muraoka autores do respeitado A Grammar of Biblical Hebrew. Também George Wesley Buchanan disse que “esta pontuação disputada não pode ser usada como evidência a favor de uma forma ou outra”. (George W. Buchanan, “Some Unfinished Business with the Dead Sea Scrolls,” RevQ 13 (1988), página 415. )

    Hebraico(Strong’s #3068)
    YEHOVAH
    יְהֹוָה
    Hebraico (Strong’s #136)
    ADONAY
    אֲדֹנָי
    י Yod Y א Aleph glottal stop
    ְ  sheva simples E ֲ Hataf patah A
    ה He H ד Dalet D
    ֹ Holam O ֹ Holam O
    ו Vav V נ Nun N
    ָ Qamats A ָ Qamats A
    ה He H י Yod Y

 

  • Autoridades eruditas judaicas reconhecem que Yehováh é a forma genuína de se pronunciar o Nome de Deus. Por exemplo, o Rabino  Joseph Sitruk (1987-2008) afirmou:

“O nome Ye.ho.váh  escrito com as letras hebraicas Yod, He , Vav, He é considerado o nome genuíno de Deus.”

 

  • O Historiador do 1º Século Flavio ​​Josefo (37-10) escreveu sobre as letras do Nome de Deus e afirmou que:

    “…estas são quatro vogais“. (A Guerra Judaica V: 235)

 

  • Encontramos a forma “Jeová” escrita Ιεωά  em textos gregos do 2º e 3º séculos E.C. 

 The Grecised Hebrew text “εληιε Ιεωα ρουβα“ é interpretado como significando ”meus Deus Ieoa é mais poderoso”.  – “La prononciation ‘Jehova’ du tétragramme”, O.T.S. vol. 5, 1948, pp. 57, 58. [Papiro Grego CXXI ” PISTIS SOPHIA”  (do 3º séc.), Biblioteca do Museu Britânico.] 

Pap_Greek_IEWA

Sendo assim, todos estes pontos resumidos acima, apoiam a vocalização do Nome de Deus para que este seja lido “segundo as suas letras”, a saber, Yehowáh, em português fica mantida a vocalização básica que identifica claramente o Nome do Deus Todo Poderoso, o Ser Supremo, Jeová.

 

Para mais informações sugiro que leia o artigo abaixo para se livrar do fantasma da suposta inviabilidade da letra Jota. (j)

Se o Hebraico não tem letra J por que vários nomes tem?

 

Notas

1 – (Parte I capítulos 61-64; Para ver em Inglês #)

2 – Significado de meforash

Brown-Driver-Briggs

I. [מָּרַשׁ] Verbo tornar distinto, declarar  (Hebraico Posterior separar).  Piel: separar, explicar, portanto Aramaico  מְּרַשׁ especialmente Pael; Siríaco separar, distinguir, explicar, compare Mandean, Nö M 221). Qal  Infinitivo construto  ׳לִפְרשׁ לָהֶם עַלמִּֿי י  Levítico 24:12 (P) declarar distintivamente a eles.

3– O hebraico antigo não possuía um sistema de vogais. Com a necessidade de distinguir algumas palavras, certas consoantes foram utilizadas como indicadores de vogais. Estas consoantes são conhecidas como matres lectionis (mães de leitura; hebr. אֵם קְרִיאָה‎‎).

4A Grammar of Ephigraphic Hebrew  by Sandra landis Gogel

5 –  A. Abou-Assaf, P. Bordreuil, A. R. Millard – La statue de Tell Fekherye et son inscription bilingue assyro-araméenne. in: Etudes Assyriologiques Cahier n°7, Paris 1982, Editions Recherche sur les civilisations. pp. 13-60

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Comentários

  • Gomes  On 22 maio 2017 at 15:54

    Assunto profundo e bastante esclarecedor.

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  • NOÉ  On 23 maio 2017 at 2:06

    ENTÃO A MORAL DA HISTÓRIA É :

    A PRIMEIRA LETRA TEM SOM DE ” i “;
    A SEGUNDA TEM SOM DE “R” DE “caRRo”
    A TERCEIRA TEM SOM DE ” O “;
    A ÚLTIMA TEM SOM DE ” A “.

    JUNTANDO TUDO, TEMOS: ” i rr o á” . SÓ AQUI JÁ FICA CLARO QUE A FORMA “YAVÉ” É A QUE MAIS SE AFASTA DA PRONÚNCIA “DE ACORDO COM AS LETRAS” DO NOME. Portanto, “Yavé” ou “Javé”, ao invés de serem as formas corretas, como alguns eruditos gostam de afirmar, na verdade são pronúncias “rivais” que servem apenas para tentar apagar da história a pronúncia que está mais de acordo “com as letras” do Nome: ” i rr o á”. E a pronúncia em português que mais lembra a original é realmente JEOVÁ, pois cada vogal de JEOVÁ tem ligação com as quatro letras do Nome de Deus: EOÁ.

    Sobre a pronúncia que aparece na Bíblia Hebraica BHS, eu entendo o seguinte:
    YEHWAH representa o mesmo costume que os judeus atuais ainda praticam, tentando mostrar respeito pelo Nome por não pronunciá-lo de forma COMPLETA.
    Eles são tão fanáticos sobre esse medo de “ofender” a Deus, que até mesmo a palavra “DEUS” eles escrevem “D’us”, retirando uma letra que consta na escrita completa.
    Então eu entendo que na verdade a forma “YEHWAH” que aparece na BHS nada mais é do que o nome escrito com suas vogais corretas, apenas faltando a vogal ” O “. Dessa forma o leitor saberia que a falta de uma letra indicaria que não se deveria ler em voz alta aquele Nome de acordo com suas letras, pois uma letra retirada do nome causa uma interrupção proposital na leitura, fazendo o leitor pensar nisso. Mas o engraçado é que a forma YEHWAH por si só já é a pronúncia correta, desde que a pessoa saiba que o “Vau” tem som de O ou U. No caso de YEHWAH é só ler o W como lemos no nome “Wilson”, como som de “U”. Portanto, YEHWAH, se fala “YERRUÁ”. Por isso eu não creio que “yehwah” seja a mistura de YHWH com “e á” de “SHeMá”. Isso é uma coincidência. O que os massoretas fizeram foi apenas escrever o nome de Deus com a pronúncia verdadeira, mas apenas ocultaram uma vogal em forma de “ponto” e deixaram a própria letra “Vau” fazer o papel da vogal que eles deliberadamente ocultaram: “O”. Quem conhecia o sistema de “mães da leitura” saberia dizer que ‘YEH-WAH’ só falta a letra ‘O’ para tornar o Nome completo.

    PORTANTO, A PRONÚNCIA CORRETA DO NOME DE DEUS NUNCA SE PERDEU! AS VOGAIS CORRETAS SEMPRE ESTIVERAM PRESENTES NO TEXTO, DIANTE DOS NOSSOS OLHOS! A ÚNICA DIFERENÇA É QUE OS MASSORETAS ESCONDIAM APENAS UMA LETRA: A LETRA “O”. ASSIM COMO FAZEM HOJE AS PESSOAS QUE ESCREVEM “D’us” AO INVÉS DE “Deus”.

    Vale lembrar também que a forma “YAH” também aponta para a certeza de que o Nome de Deus termina com “á”, ao invés de “é”, como em “Javé”.
    YAH é em si como se fosse um segundo nome de Deus. Então temos para Deus dois nomes: O antigo e completo YHWH, que por ser antigo e com todas as 4 letras era o nome considerado sagrado pelos judeus. E temos o segundo nome, o qual apareceu com Moisés e se tornou praticamente um substituto do NOME COMPLETO. Esse nome substituo só tem duas letras. Sendo um nome, a mesma regra “mãe da leitura” se aplica nele. E é por isso que o Nome Curto é pronunciado “YÁ”, pois a primeira letra tem som de ‘i’ e a letra final é um ‘hê’, e sabemos que um ‘hê’ no final tem som de ‘A’. PORTANTO O NOME “YAH” NOS MOSTRA QUE O NOME COMPLETO DE DEUS COMEÇA COM ‘Y’ E TERMINA COM ‘Á’.

    MAIS UMA VEZ PODEMOS VER QUE “JAVÉ” NÃO REPRESENTA A PRONÚNCIA CORRETA, POIS TERMINA COM “É”, AO INVÉS DE “Á” , QUE É O CERTO, QUE ATÉ MESMO O NOME “YAH” COMPROVA: יה

    Também é interessante saber que a palavra “Deus” em hebraico tem as mesmas duas letras finais que o Nome de Deus tem:

    Deus no singular se escreve “ELOAH” = אלוה
    O Nome de Deus é= יהוה

    Veja as semelhanças:
    יה וה
    אל וה = EL oá

    Se EL oá tem esse som porque termina com וה, então o nome de Deus só pode terminar com o mesmo som, porque são as mesmas letras: וה = oá
    Se וה se pronuncia “oá”, então já sabemos a metade do nome de Deus:

    יהוה
    áoיה

    Como já sabemos também que a primeira letra tem som de ‘i’, então fica:

    áoהi = ihoá………BEM DIFERENTE DE “JAVÉ”, MAS MUITO PERTO DE “JEOVÁ”

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  • Queruvim  On 23 maio 2017 at 2:17

    Os defensores do Javé fantasioso sequer usam este nome em seus cultos. Eles são uma vergonha, na minha opinião. Já imaginou, um cidadão dizer que é apaixonado por algo ou alguém e nunca se referir àquilo por nome? Parabéns NOÉ por suas colocações tão claras. O artigo acima acabou de sepultar o argumento de muitos de que pode tirar o nome de Deus e colocar SENHOR no lugar, ao se traduzir a Bíblia, pois, segundo estes adulteradores profissionais de documentos, me refiro aos teólogos que fazem isso, “não se sabe a pronúncia original do Nome.”

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  • Saga  On 23 maio 2017 at 12:19

    Sobre os massoretas,

    ou foi um teatro, onde eles fingiram acrescentar letras com os sinais vocalicos para supostamente induzir os leitores a um substituto, mas deixando os sons corretos lá.

    ou foi a providência celeste que fez que na tentativa de ocultarem o nome divino, acabassem usando os sinais correspondentes aos sons corretos.

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  • Saga  On 23 maio 2017 at 12:51

    Ah x Eh

    Queruvim,

          E EYEH ? 
    

    O nome “Javé” não é baseado no som de eyeh? Notas de certas bíblias por aí (em Ex 3:13-15) apresentam Eyeh como “ser” na primeira pessoa ([Eu] sou ou [Eu] serei) e Yahweh como “ser” na terceira pessoa [[Ele] é), a terminação “eh” não seria tirada daí ?

    OBS: Curiosamente vi outras pessoas transliterando a frase de Êxodo 3:14 como Aiah asher Aihah

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  • Queruvim  On 23 maio 2017 at 13:23

    ’eh·yeh é um verbo hebraico muito empregado. Nomes em hebraico sempre diferem na vocalização quando comparados com suas raízes triliterais verbais.

    As origens e propagação da Esquisita Pronúncia Javé

    Além disso, temos que ter em mente que Teodoreto (Grego: Θεοδώρητος Κύρρου; c. AD 393 – c. 458/466), escreveu que os samaritanos é quem empregavam a forma Ιαβε e não os judeu. Ele afirma que “as mesmas quatro letras foram pronunciadas pelos samaritanos como ΙΑΒΕ (Javé) mas os judeus a pronunciavam ΙΑΩ” Observe que os “judeus” não pronunciavam “Javé”. Estes são documentos antiquíssimos que pesam muito contra a pronúncia “Javé”.

    “Jeová que está em concordância com o início de todos os nomes teofóricos é a pronúncia autêntica” “–Paul Drach, a rabbi converted to Catholicism, De l’harmonie entre l’église et la synagogue (Of the Harmony between the Church and the Synagogue) 1842.

    Foi somente por volta do século 19 que a forma “Javé” começou a se tornar popular e geralmente aceita nos meios acadêmicos. O primeiro a apoiar tal pronúncia foi Genebrardus, um exegeta Beneditino Frances (1535-1597) . Contudo, não existe uma versão da Bíblia pelos Judeus que apoie tal pronúncia aceita de modo geral tardiamente. Na verdade foram os da alta crítica quem popularizaram tal pronúncia na mídia normalmente citando o nome Javé de forma pejorativa e como se referindo a um deus tribal. A própria Enciclopédia Católica de 1610 reconhece que promoveram esta pronúncia quase desconhecida depois de 1500 anos. Lemos a seguinte declaração desta:

    “Inserindo as vogais de Jabe no texto hebraico consonantal original, nós obtermos a forma Jahveh”

    Catholic Encyclopedia, 1910, Robert Appleton Company, vol.VIII, Online edition 1999, Kevin Knight ( O sublinhado é meu)

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  • NOÉ  On 23 maio 2017 at 14:25

    Saga, estou enviando um vídeo que elucida essa questão sobre a pronúncia ser Erriê ou Arriá. No link você pode ouvir uma cantora israelense que fala o hebraico com sotaque dos judeus que ficaram séculos isolados no Iêmen. Digo isolado no sentido de que eles descendem de antigos israelitas que não imigraram pra lá e conservaram a pronúncia deles do hebraico. Veja que a cantora começa a música cantando justamente a frase de Êxodo 3:14. E perceba que é muito claro que ela pronuncia: ARRAIÁ ASHAR ARRAIÁ. Quero com isso acrescentar mais um “peso na balança” a favor de que O Nome termina com Á. É como e Queruvim disse: o VERBO tem uma pronúncia… Quando esse verbo vira um NOME então sempre termina com Á, caso a última letra seja o “he”, que é o caso de YHOaH e YaH. https://youtu.be/FB9_nVfNSsU

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  • KL  On 23 maio 2017 at 20:09

    Isso realmente dá para ouvir Noé !Mas Noé;O termo ARRAIÁ ASHAR ARRAIÁ é usado por eles como nome de Deus ?Pois se eles em outras circunstancias usarem ’eh·yeh como verbo quero dizer para comunicar algo como: “Eu me tornarei {algo}” isso dará ainda mais força ao teu argumento!Pois a vogal “a”teria sido substituída por “e” devido a palavra ter ganhado caráter de nome próprio.

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  • NOÉ  On 24 maio 2017 at 17:51

    Outros exemplos de troca da letra final:
    O nome que conhecemos como Noé na verdade se pronuncia NoÁrr;
    JosuÉ na verdade é JosuÁ
    Metusalem é MetushelA
    O mais coerente seria se ao invés de Javé fosse JavÁ. Ou Yavé fosse Yavá.

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  • francisco dumon  On 25 maio 2017 at 11:49

    Considero essas novas descobertas maravilhosas, e sem duvida, lançam luz sobre o nome divino que durará para sempre. Sem falar que é um: cala boca, pra muita gente que criticar ferrenhamente as testemunhas de Jeová.

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  • Queruvim  On 25 maio 2017 at 14:33

    Saga, alguns argumentam que o Nome de Deus está associado a um verbo e deve ser pronunciado seguindo esta linha. Mas tal afirmação não tem sentido, visto que se assim fosse, Moisés saberia facilmente qual era o significado do Nome YHWH. O próprio erudito Gesenius em sua Gramática de Gesenius reconheceu que se seguirmos os nomes teofóricos, a pronúncia ou vocalização do tetragrama seria facilmente Yehouah, mas devido ao entendimento de teólogos e cabalistas que supunham que o Nome de Deus era uma forma verbal, defendia ele mesmo a pronúncia Javé.

    Estou fazendo algumas adições e também aprimoramentos no artigo acima!

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  • Espectador  On 26 maio 2017 at 14:05

    Material e comentários impressionantes! Obrigado por mais essa matéria Queruvim.
    Não tinha informação nem da metade do que estava envolvido sobre o Nome e a pronúncia. E algo me diz que vc fez um resumo.
    Hoje posso dizer com mais convicção que quando pronuncio o nome de Jeová estou pronunciando ele assim como era realmente pronunciado.
    Vou buscar essas referências e ler um pouco mais sobre elas.

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  • NOÉ  On 28 maio 2017 at 22:59

    Irmão Queruvim….”pensando com meus botões”, essa informação fundamental de que o Nome de Deus se pronuncia “de acordo como está escrito” torna a forma JEOVÁ e semelhantes a forma mais próxima das 4 letras do nome de Deus.
    Vamos ler o nome de Deus de acordo com suas letras:
    Primeiro de tudo, as letras do Nome são:
    Y H W H
    Em hebraico as letras se chamam:
    Yod He Vau He
    Lendo o Nome usando APENAS PARTES DOS NOMES DAS LETRAS, fica:
    YodHeVauHe (iodrrevaurre)
    YoHeVaHe (iorrevárre)
    YoHeVaAH (sabendo que a letra “he” no final de nomes tem som de “A”, então o Nome, lido SÓ por seguir o som das 4 letras então temos:
    YoHeVáH, muito próximo da forma portuguesa
    Jeová.
    Ou seja, fica claro assim que É UMA FANTASIA a acusação de que Jeová seja uma forma errada por misturar as letras do Nome com vogais de “adonai”.
    As informações registradas por famosos JUDEUS do passado são a chave para definirmos como se fala o Nome de Deus.
    As letras-chaves “MÃES DA LEITURA” e a informação dada por Maimonides, de que o Nome é lido como está escrito, nos mostram que as verdadeiras vogais NUNCA se perderam!
    Elas estavam aqui o tempo todo! Só os críticos não viram, e inventaram o nome substituto JAVÉ,YAHVEH etc…

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  • NOÉ  On 28 maio 2017 at 23:49

    E outra coisa, agora pra mostrar que a forma registrada na Bíblia Hebraica, YEHVÁH, TAMBÉM É O REGISTRO DAS VOGAIS CORRETAS…
    A história registra que o alfabeto GREGO foi criado A PARTIR DO ANTIGO ALFABETO HEBRAICO. O seguinte site prova isso: http://www.ancient-hebrew.org/m/alphabet_middle.html

    Já que o NOSSO ALFABETO LATINO também foi derivado do grego então podemos considerar que o alfabeto latino também reflete o HEBRAICO ANTIGO.

    Sendo assim, vamos analisar o Nome de Deus escrito com as letras do hebraico ANTIGO, como aparece na foto do rolo do mar morto no início desse artigo.
    De cara, podemos ver que a segunda e a última letra do Nome lembra um perfeito “E”, porém virado para a esquerda. O nosso “E” veio dessa letra hebraica, inclusive o desenho da letra foi copiado pelos gregos, apenas virando a letra para a direita.

    Então, em relação ao Nome de Deus temos:
    יהוה
    E\E’
    Substituindo a primeira letra pelo seu equivalente grego “i”, temos:
    EfEi
    Substituindo a letra do meio por “v” temos, da direita pra esquerda, EVEi, ou iEVE.
    MAS como sabemos que “E” no final do nome tem som de “A”, então fica:
    IEVÁ, a qual é justamente a pronúncia preservada nos manuscritos hebraicos: YeHVah
    E se lermos o “V” com som de “u”, como o Latim faz, então resulta em:
    IEUÁ.
    PORTANTO, A PRONÚNCIA JEOVÁ ESTÁ EM TOTAL HARMONIA COM AS 4 LETRAS QUE FORMAM O NOME DE DEUS EM HEBRAICO: YeHuAh, ou YeHoÁh.

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