“TRADUÇÃO DO NOVO MUNDO: TEXTO CONFIÁVEL OU PROPAGANDA IDEOLÓGICA?” PARTE III


Este artigo é o terceiro de uma série refutando as acusações levantadas contra a Comissão de Tradução da Bíblia usada em predileção pelas Testemunhas de Jeová. É uma resposta a Damião Bonfim dos Santos, graduando em Teologia, pela UNINTER.

No início de seu artigo, ele afirma o seguinte:

Declarando que há uma acentuada propaganda ideológica jeovista em torno da TNM, o fazemos entendendo o termo “ideologia” como indicação de processo de ocultamento da realidade

Sendo assim, me dirijo de modo direto às questões levantadas.  Na página 14 de seu artigo em PDF , ele afirma que as Testemunhas de Jeová dizem: “que o próprio Jesus tornou conhecido o nome de Deus, sugerindo como base para essa ideia o texto constante de Jo 17,6.” e prossegue dizendo:

Na verdade, aproveitando-se do uso literal da expressão “nome”, os tradutores da TNM distanciam-se do sentido usual do termo entre os judeus, pelo qual, “dar a conhecer o nome” é mais um hebraísmo cujo sentido real é: dar a conhecer a pessoa em si, isto é, quem ela é. Procurando inovar, sugerem que Jesus teve como propósito dar a conhecer um nome que, embora os judeus já não pronunciassem no seu tempo, superabundava nos textos sagrados de que dispunham.

Os Judeus fiéis que aceitaram o Messias, jamais deixaram de usar o Nome de Deus e pronunciá-lo em sua conversa diária ou em seus escritos. Até hoje, os judeus cristãos, que são עדי־יהוה “Testemunhas de Jeová” , usam o Nome de Deus em sua conversa diária. Foram os judeus que mataram o Messias que começaram com esta superstição de não se pronunciar o Nome. No primeiro século EC, pela primeira vez  fala-se de alguém que começou a evitar usar o Nome, Josefo, um historiador judeu. Sobre o Nome ele diz:

“Então, Deus lhe revelou Seu nome, que antes disso não tinha chegado aos ouvidos dos homens, e sobre o qual estou proibido de falar.” (Antiquitates Judaicae , II, 276 [xii, 4])

“Não existe nenhuma base genuína para se atribuir a qualquer época anterior ao primeiro e ao segundo séculos E.C  o desenvolvimento do conceito supersticioso que exigia a descontinuação do uso do nome divino.” (Veja Jeová na Obra Estudo Perspicaz das Escrituras). O que dizer da afirmação de Damião Bonfim, de que “o nome” de Deus não é tão importante, mas sim o conhecimento da pessoa por detrás deste nome?

Vamos ver o que a Bíblia diz?

O profeta Oséias escreveu:

” Oseias 12:5

  Jeová, o Deus dos exércitos, Jeová é o nome pelo qual Ele é lembrado.” 

Quando Moisés perguntou a Deus “Qual é o seu nome” em Êxodo 3:13, veja a resposta do Ser Supremo:

 

Mas Moisés disse ao verdadeiro Deus: “Suponhamos que eu vá aos israelitas e lhes diga: ‘O Deus dos seus antepassados me enviou a vocês’, e eles me perguntem: ‘Qual é o nome dele?’ O que devo dizer a eles?” 14  Deus disse então a Moisés: “Eu Me Tornarei O Que Eu Decidir Me Tornar.” E acrescentou: “Isto é o que você deve dizer aos israelitas: ‘“Eu Me Tornarei” me enviou a vocês.’” 15  Então Deus disse mais uma vez a Moisés:“Isto é o que você deve dizer aos israelitas: ‘JEOVÁ, o Deus dos seus antepassados, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó me enviou a vocês.’ Esse é o meu nome para sempre,  e é assim que serei lembrado de geração em geração.” 

Estes dois textos deixam claro que existe um nome escrito e falado que lembra o Ser Supremo. Não é apenas um substantivo comum tal como a palavra “Deus”. Esta palavra  não especifica nem identifica o Criador. Jeová é um nome próprio e distintivo. É isso o que estes textos querem dizer. “Esse é o meu nome” é uma resposta à pergunta feita, “Qual é o nome dele”.

Na Bíblia, Deus diz: “Eu sou Jeová. Este é meu nome.” (Isaías 42:8) Em oração a seu Pai, Jesus disse: “Tenho dado a conhecer o teu nome e o hei de dar a conhecer.” (João 17:26)

 

Remover o Nome das traduções da Bíblia é um “processo de ocultamento da realidade, que no caso, evita ao fiel outra percepção a respeito da obra – procedimento rotineiro nos grupos manipuladores”.  Será que eu vou ter que desenhar para vocês, teimosos teólogos da cristandade entenderem?

Por exemplo, suponhamos que um arqueólogo escavando encontre uma tábua com 5 palavras. “Aqui viveu João o Professor”. Após datar, o arqueólogo descobre que esta tem 3500 anos. O que acha se este arqueólogo substituísse o nome “João” por “senhor”? Isso além de adulteração de documento, é uma atitude sem sentido. Exatamente o que fazem os teólogos da Cristandade. Dizemos “Cristandade” pois estes adulteradores de documentos, não são “cristãos”.  Observem a acusação sem pé nem cabeça do Sr. Damião logo no início de seu infeliz artigo. Eles diz que somos nós quem ‘ocultamos a realidade’. Mas afinal quem é que usa e defende traduções da Bíblia que oculta ou remove o Nome de Deus?

Fala de modo enganoso, como se fossem as Testemunhas de Jeová que dão ênfase demasiada ao Nome de Deus, quando na realidade foi o próprio Autor da Bíblia Sagrada quem dá destaque ao Seu Nome quando fez com que seus escritores inspirados escrevessem Seu Nome mais de 7.000 vezes somente no V.T!

Em vista disso, não vemos força alguma nas acusações de que as TJ rejeitam o “conteúdo em língua original” da palavra de Deus. Ele pratica aquilo que nos acusa. Oculta o Nome de Deus e apóia versões da Bíblia que remove o Nome.

Por que a KIT apresenta a palavra grega  Kyrios (senhor) e a TNM preferiu empregar o nome “Jeová” no lugar de Kyrios ?

 

Simples, muitos se esquecem que o texto grego que possuímos atualmente não são os autógrafos. Ou se fazem de surdos para este fato.  Eles deviam estar mais preocupados com a remoção do Nome de Deus no chamado VT em suas versões da Bíblia!  São hipócritas ao criticarem a TNM e apoiarem a remoção do Nome (quase 7000 vezes),  não somente no V.T como no N.T, em passagens que citam o V.T.

Os autógrafos ou originais em grego  não existem mais. Portanto, a afirmação de que “nos originais ocorre a palavra Kurios ou “Senhor” é falsa. Ademais, como sabemos, todos os escritores da Bíblia Sagrada eram judeus. Estes usavam o Nome de Deus sem restrição. (Veja este artigo para detalhes e estudo adicional) Foi somente com o tempo que pararam de usar o Nome de Deus, JEOVÁ e o substituíram oralmente por palavras ou frases tais como HA SHEM (O Nome), ETERNO e ADONAY.

Gostaríamos de perguntar ao Sr. Damião, será que os Tradutores da Nova Biblia King James  que restauraram o Nome de Deus no Novo Testamento, empregaram uma “tese jeovista”? Será que o objetivo dos autores da Nova King James era “dar ênfase à doutrina distintiva do grupo” conhecido como Testemunhas de Jeová?

Uma das maiores baboseiras que o Sr. Damião escreveu foi a seguinte, falando sobre as Testemunhas de Jeová e o emprego do Nome Divino:

Se não se constrangem de inserir o nome nos textos traduzidos do hebraico, naturalmente não teriam constrangimento de inseri-lo nos textos do NT…” Como? As TJ ‘inseriram o Nome’ de Deus no V.T?  Sua frase SR. Damião foi totalmente enganosa e equivocada. O Nome de Deus ocorre no texto hebraico desde o tempo dos בעלי המסורהBa’alei ha-Masora, entre o 6º e 10º Século E.C  e que produziram o texto vocalizado como o Tetragrama pontuado para se ler Yehwáh. (Observe que querendo ou não esta pronúncia antiquíssima forçosamente se Lê Yehováh, visto que o primeiro he acaba criando um sonoro Holem.

“Seria correto conhecer alguém por nome e evitar usá-lo a todo custo”? Pergunta os autores da Versão Rei Jaime Nome Divino. Eles dizem no prefácio que “É importante invocar o  Todo Poderoso Deus invocando seu nome, pois é assim que tratamos àqueles que amamos intimamente”. (fonte #)

Lista de ocorrências do Nome de Deus no Novo Testamento em diversas traduções da Bíblia feitas por eruditos Evangelicos, Católicos e outros

 

 

Quer dizer da acusação de que TNM inseriu a palavra “outras” em Colossenses 1:16?

Sugiro que assistam este vídeo onde verão que o Sr. Damião comete um equívoco básico.

 

Sobre Colossenses 1:16 veja este artigo que escrevi sobre o assunto.

Assim, nesse único versículo percebemos que o texto foi parafraseado

Não é paráfrase coisa nenhuma, visto que na palavra “todas” ou “todos” em grego “panta” está contido o significado de “outros, outras”. O artigo no link acima demonstra isso claramente.

O livro Teologia e Tendencias nas Traduções da Bíblia  (Theology and Bias in Bible Translations) produzido pelo respeitado  Professor e erudito Rolf Furuli falando sobre a palavra “outras” em  Col. 1:16 na TNM diz:

“Isto significa que os colchetes que a TNM usa perto de “todas” pode ser removido, visto que a palavra outras não é uma  “adição” ou “interpolação”, mas em um dado contexto ela é parte legítima de PAS.” 

Portanto, há elementos suficientes para todos perceberem que muitos críticos da TNM baseiam suas opiniões em falta de conhecimento detalhado de muitos fatos. Além de forte tendência teológica a favor de doutrinas tradicionais.

 

 

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Comentários

  • Luciano  On 25 de abril de 2017 at 17:19

    Queruvim…

    gostaria de um artigo (um dia) sobre crer e exercer fé.

    acho essa a equivalência dinâmica mais perfeita dentro da TNM….

    Simplesmente casa com a harmonia e a linearidade da palavra de Deus.

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  • Queruvim  On 25 de abril de 2017 at 18:20

    Vou ver isso…em todo caso W 12/01/90

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  • uereuvim  On 25 de abril de 2017 at 20:18

    magistral, irmão Queruvim

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  • Queruvim  On 25 de abril de 2017 at 22:51

    Acabei de escrever algo sobre este assunto. Olhe no INDICE de assuntos. Está no tópico sobre Superioridade da Tradução do Novo Mundo, ou CLIQUE AQUI.

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