Isaac Newton e seus estudos sobre a Trindade


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Isaac Newton considerado por muitos como o maior cientista que já viveu, foi um profundo pesquisador de Teologia e da Bíblia Sagrada. Chegou a colecionar vários manuscritos antigos até mesmo de partes de livros como Revelação ou Apocalipse. Ele citava de modo prolixo diversos dos principais “Pais da Igreja”.

Newton era esperto! Nunca discutia seu entendimento sobre a trindade publicamente, pois teria sido morto pelos católicos ou protestantes. Suas anotações sobre o assunto só foram encontradas depois de sua morte.  Newton sentia que a doutrina da consubstancialidade entre o Pai e o Filho era um conceito metafísico emprestado da filosofia grega, sendo que até mesmo perguntou: ” Será que Cristo enviou seus apóstolos para pregar metafísica ao povo sem maior instrução, suas esposas e crianças?” Citou ainda que os dois principais textos usados pelos trinitários para “provar a trindade” eram falsificações do texto da Bíblia Sagrada. Quais textos eram estes? 1 Timóteo 3:16 e 1 João 5:7.  Ao clicar neste links verá que esta página tem alertado a respeito das adulterações feitas nestes textos por pastores e teólogos tanto católicos quanto “evangélicos”. Newton rejeitava também a doutrina da imortalidade da alma. #  ( Wood (2004), Science and dissent in England, 1688–1945, p. 50.)

John Byl, em seu artigo “Newton e a Trindade”, pinta um quadro claro de que Newton não era trinitário.

Em suas anotações  particulares, algumas das quais não foram examinadas completamente até meados do século 20, Newton comprometeu-se num esforço significativo em criticar as doutrinas trinitárias da Igreja. Byl escreve:

“Em uma de suas anotações fica claro que, já no início dos anos 1670, Newton ficou bastante absorto na doutrina da Trindade. Sobre este tema  estudou extensivamente não só a Bíblia, mas também muitos dos “Pais da Igreja”. Rastreou a doutrina da trindade desde Atanásio (298-373); Ele se convenceu de que, antes de Atanásio, a Igreja não tinha nenhuma doutrina trinitária. No início do 4º século , Atanásio se opôs a Arius (256-336), que afirmou que Deus o Pai tinha primazia sobre Cristo. Em 325, o Concílio de Niceia condenou como heréticas as opiniões de Arius. Assim, de acordo com a visão de  Newton, Atanásio triunfou sobre Arius em impor a falsa doutrina da trindade sobre o cristianismo. Newton afirmou ainda que, para apoiar o trinitarianismo, a Igreja deliberadamente corrompeu a Bíblia, modificando textos cruciais.

Por exemplo, Newton afirmou que as palavras bem conhecidas de I João 5: 7 (“há três que dão testemunho no céu, o pai, a Palavra e o Espírito Santo: e estes três são um”) não estavam no original na Bíblia anterior ao 4º século (Newton, ao que parece, não era um homem apenas da versão Rei Jaime). Newton escreve que “os Padres … preferiram abandonar as Escrituras do que não condenar Arius”. Pouco tempo depois, a corrupção universal do cristianismo seguiu a corrupção central da doutrina: no 4º século o trinitarianismo contaminou todos os elementos do cristianismo. O anti-trinitarismo de Newton também é evidente em sua interpretação do Apocalipse. De acordo com Newton, o sétimo selo começou no ano 380, quando o trinitarianismo foi oficialmente ratificado no Conselho de Constantinopla. A grande apostasia não era o romanismo, mas o trinitarianismo, “a falsa religião infernal”, para citar as próprias palavras de Newton.”

Em 1936, John Maynard Keynes obteve uma quantidade significativa dos escritos não publicados de Newton. Ele destacou 12 pontos principais defendidos por Newton.

Em suas anotações Newton fez as seguintes 12 observações sobre a trindade, deixando em branco sua 13º anotação:

1- A palavra “Deus” não é empregada em nenhuma parte das escrituras para significar mais do que uma das três pessoas ao mesmo tempo.

2- A palavra “Deus” de forma alguma restrita ao Filho ou Espírito Santo significa sempre o Pai de uma ponta a outra das Escrituras.

3- Sempre que é dito nas escrituras que há apenas um Deus, isto quer dizer o Pai.

4- Enquanto alguns hereges tomaram Cristo como um mero homem e outros como sendo o Deus Supremo, São João no seu Evangelho se esforçou em declarar  sua natureza de modo que os homens pudessem ter a partir daí uma apreensão correta dele e evitar tais heresias e com este objetivo o chama de A Palavra ou o Logos: devemos supor que ele intencionou usar tal termo no sentido empregado no mundo antes de usa-lo, quando de forma semelhante aplicava-se a um ser inteligente. Pois, se os Apóstolos não tivessem usado as palavras como as encontraram, como poderiam esperar ser corretamente compreendidos? Ora, o termo Logos nos escritos de São João, era geralmente usado no sentido dos platônistas, quando aplicado a um ser inteligente e os arianos entendiam no mesmo sentido, e portanto, o deles é o verdadeiro sentido de São João.

5- O Filho em vários lugares confessa sua dependência da vontade do Pai.

6- O Filho confessa o Pai maior, então o chama de seu Deus, etc.

7- O Filho reconhece a presciência original de todas as coisas futuras de estar somente no Pai.

8- Não há menção de uma alma humana em nosso Salvador além da palavra, pela meditação pela qual a palavra deveria ser encarnada. Mas a própria palavra foi feita carne e tomou sobre si a forma de um servo.

9- Foi o filho de Deus que Ele enviou ao mundo e não uma alma humana que sofreu por nós. Se houvesse tal alma humana em nosso Salvador, teria sido uma coisa de grande importância completamente omitida pelos Apóstolos.

10- É um epíteto apropriado do Pai ser chamado Todo Poderoso. Porque por Deus Todo Poderoso sempre entendemos o Pai. Contudo, isto não é  limitar o poder do Filho. Pois ele faz tudo o que vê o Pai fazer; Pois reconhecer que todo poder está originalmente no Pai e que o Filho tem poder nele, mas  que ele deriva do Pai, porque ele professa que de si mesmo não pode fazer nada.

11- O Filho em todas as coisas submete sua vontade à vontade do Pai, o que seria irracional se ele fosse igual ao Pai.

12- A união entre ele e o Pai,  ele interpreta como sendo igual à dos santos uns com os outros. Que é uma concordância de vontade e conselho.

13- 



 

 

Tentativas de enxertar a Trindade nos textos da Bíblia Sagrada

“Um só Deus” em 3 pessoas?

Deus é uma Trindade?

A verdade a respeito do Pai, do Filho e do espírito santo

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Comentários

  • sempreprontos  On 6 jan 2017 at 19:24

    Prezado Queruvim, Tenho uma dúvida: Em João 1:1c em grego diz literalmente nesta ordem “e deus era a palavra.” Embora “deus não tenha o artigo definido, ele está antes do verbo. Isso altera alguma coisa no sentido da frase? Meu professor de grego (Universidade Federal do Ceará) disse que está construção gramatical visa enfatizar a qualidade do substantivo. Certos trinitaristas tem Usado isso para argumentar que a frase “deus era a palavra” significa: “quem realmente era deus era a palavra”, ou “se tinha alguém que era deus, esse era a palavra”. Tal argumentação procede?

    Leo Martins

    >

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  • Amoroso  On 9 jan 2017 at 14:10

    Primeiramente, gostaria que minha meta aqui não é defender o dogma, mas a integridade das Escrituras, IMPARCIALMENTE. Não é nada pessoal.
    O COMMA NÃO É ESPÚRIO
    CITAÇÃO PELOS PAIS DA IGREJA
    O passagem foi citada por Cipriano de Cartago (208-258), em a Unidade da Igreja. ANTES DO SÉCULO IV! Obvservemos:
    M(5) Diz ainda o Senhor: “Eu e o Pai somos um” (Jo 10,30), e do Pai, do Filho e do Espírito Santo ESTÁ ESCRITO: “Estes três são um” (1Jo 5,7).
    Em que lugar da Bíblia ESTÁ ESCRITO que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são um? R.: I João 5: 7.
    Se duvida, veja a obra: http://www.ecclesia.com.br/biblioteca/pais_da_igreja/s_cipriano_sobre_a_unidade.html
    Outro testemunho é de 484 d. C. Foi um concílio que ocorreu em Cartago. Vejamos:
    “E assim, nenhuma ocasião para a incerteza que resta. É claro que o Espírito Santo também é Deus e o autor de sua própria vontade, ele que é mais claramente demonstrado que estar no trabalho em todas as coisas e para conceder os dons da dispensação divina de acordo com o julgamento de sua própria vontade, porque onde se proclamou que ele distribui graças onde quer, condição servil não pode existir, para a servidão deve ser entendido no que é criado, mas poder e liberdade na Trindade. E para que possamos ensinar o Espírito Santo para ser de uma divindade com o Pai eo Filho ainda mais claramente do que a luz, aqui está a prova a partir do testemunho de João, o evangelista. Pois ele diz: HÁ TRÊS QUE DÃO TESTEMUNHO NO CÉU: O PAI, A PALAVRA E O ESPÍRITO SANTO, E ESTES TRÊS SÃO UM “. Certamente ele não diz “três separados por uma diferença de qualidade ‘ou’ dividido por classes que diferenciam, de modo que há uma grande distância entre eles? Não, ele diz que o ‘três são um. ” Mas para que o único divindade, que o Espírito Santo tem com o Pai e o Filho pode ser demonstrada ainda mais na criação de todas as coisas, você tem no livro de Jó o Espírito Santo como um criador: “É o Espírito divino. .. [95] [ar]”
    (Victor de Vita, Historia persecutionis Africanae Prov 2.82 [3.11]; CSEL, 7, 60)”[
    O conselho envolveu quase 500 bispos.
    Confira sobre o concílio aqui: https://en.m.wikipedia.org/wiki/Councils_of_Carthage
    E o site da fonte: http://textus-receptus.com/wiki/Comma_Johanneum#Council_of_Carthage
    Nota-se que essas citações são da mesma região: Cartago.
    Outros pessoas citaram ou fizeram alusão à passagem, como Prisciliano de Ávila (380 d. C.), Atanásio (295-373), Virgílio Tapsus (380 d.C), Cassiodoro (583 d.C), e outros.

    Os seguintes manuscritos latinos antigos contêm a passagem:
    Século VII: Codex Legionensis: https://en.m.wikipedia.org/wiki/Codex_Legionensis
    Século VII: Fragmenta Frigisensia: https://en.m.wikipedia.org/wiki/Frisingensia_Fragmenta
    Século V: Codex Specullum
    Está em praticamente 90% dos manuscritos latinos. Muitos dizem que ele não está nos mais de 5000 manuscritos gregos antigos. O fato é boa parte desses manuscritos são tardios, além de apenas 550 conterem o capítulo 5 da epístola. Ademais, destes 5000, boa parte é fragmentária, como afirma a SBB. O mais antigo do mundo (Papiro 52 do século 2), por exemplo, contém só partes de João 18 e está entre essas 5 mil testemunhas contra o Parêntese. Outros manuscritos mais completos sequer tem a Epístola. O Sinaítico, a mais forte prova contra a autenticidade, afirma em Marcos 1 que Isaías escreveu Malaquias, além de possuir muitas omissões e alguns acréscimos. Veja: https://en.m.wikipedia.org/wiki/Codex_Sinaiticus
    Além do mais, a Epístola é apenas uma cópia do Evangelho. João apenas repetiu partes do Evangelho e as inseriu na carta (cf. João 1: 18 com I João 4: 12). I João 5: 7 nada mais é que a repetição de Jo. 10: 30, 17: 11, 17: 21, 22 com a inclusão do Espírito Santo.
    Se o parêntese for retirado, há uma incoerência textual. Por quê? Segundo o texto, sem a vírgula, diz que são três que dão testemunho acerca de Jesus: O Espírito, a água e o sangue. Entretanto, logo a frente, aparece o testemunho de Deus. Ora, se há o testemunho de Deus, deveriam ser quatro, não três, não é mesmo? Deveria ser assim:
    Porque QUATRO são os que testificam: o Espírito, e a água, e o sangue E O PAI; e estes QUATRO concordam num. Se recebemos o testemunho dos homens, O TESTEMUNHO DE DEUS é maior; porque o testemunho de Deus é este, que de seu Filho testificou. Quem crê no Filho de Deus, em si mesmo tem o testemunho; quem a Deus não crê mentiroso o fez, porquanto não creu no testemunho que Deus de seu Filho deu.
    Finalizando: Embora o Codex Fuldensis (manuscrito latino do século 6) não contenha o Comma, ele contém um prólogo de Epístolas atribuído a Jerônimo que afirma que a passagem foi omitida por copistas desonestos:
    “Assim como estes são adequadamente compreendidos e assim traduzido fielmente pelos intérpretes para o latim sem sair de ambiguidade para os leitores, nem [permitindo] a variedade de gêneros para o conflito, especialmente no texto onde se lê a unidade da trindade é colocado na primeira Epístola João, onde grande erro ocorreu nas mãos de TRADUTORES INFIÉIS CONTRÁRIAS À VERDADE DA FÉ, que mantiveram apenas as três palavras água, sangue e espírito neste menção edição OMITINDO de Pai, da Palavra die Espírito em que especialmente a fé católica é fortalecido e a unidade da substância do Pai, Filho e Espírito Santo é atestada.”
    Fonte geral: http://textus-receptus.com/wiki/Comma_Johanneum

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  • Queruvim  On 9 jan 2017 at 22:23

    Amoroso,

    Apreciamos seu comentário e sua pesquisa. Observe que você mesmo afirma em seu comentário introdutório que sua “meta aqui não é defender o dogma, mas a integridade das Escrituras”. Contudo, ao invés de citar um mss anterior ao 4º Século que apoia sua predileção pelo texto de 1 João 5:7, citou os chamados “Pais da Igreja”, a respeito de quem os apóstolos alertaram que promoveriam a apostasia. Em Atos 20:29 lemos:

    “Sei que, depois que eu for embora, entrarão no meio de vocês lobos ferozes, que não tratarão o rebanho com ternura, 30 e dentre vocês mesmos surgirão homens que falarão coisas deturpadas para arrastar os discípulos atrás de si.”

    Vale observar que já li em latim os textos de Cipriano de Cartago e a fraseologia usada por ele não é a mesma de 1 João 5:7. Até mesmo o respeitado erudito Dan Wallace afirma que não é uma citação de 1 João 5:7. Ele afirma que visto que Cipriano não cita as palavras ‘O Pai, a Palavra e O Espírito Santo’ “isto sequer apresenta prova de que ele conhecia tal fraseologia”. FONTE #

    Segundo Newton, a trindade fazia parte desta apostasia predita. E a ausência de apoio textual por parte de manuscritos depõe contra a canonicidade desta passagem. Citar “Pais da Apostasia” não deve ser algo determinante em questão de doutrina. Antes, deve suscitar a suspeita! O erudito evangélico Bruce Metzger disse a respeito de desta passagem com suas declarações: “A partir do sexto século, elas são encontradas com cada vez mais frequência em manuscritos em latim antigo e em cópias da Vulgata [latina].” Tais palavras são claramente uma glosa [uma nota adicionada] e foram justamente excluídas pela NVI [Nova Versão Internacional] até de suas margens” (The New Bible Commentary: Revised, 1970, pág. 1269). A Bíblia na Linguagem de Hoje também exclui estas palavras adicionadas.

    O Comentário Peake da Bíblia esclarece ainda mais ao dizer:

    “A famosa interpolação após “três são os que testificam” não é impressa na NVI e com razão [porque] . . . Nenhum [manuscrito] grego respeitável a contém. Ela apareceu primeiramente em um texto latino do final do quarto século, que entrou na Vulgata [na versão Latina do quinto século, que se tornou a tradução medieval comum] e, finalmente, no NT [Novo Testamento] de Erasmo [que produziu os recentes textos gregos reunidos e uma nova versão latina no século XVI]” (Peake’s Commentary on the Bible, pág. 1038).

    Muitas outras versões mais recentes da Bíblia também reconhecem esse texto espúrio adicionado e omitem-o, incluindo a Nova Versão Internacional, Nova Tradução na Linguagem de Hoje, e A Bíblia da CNBB.

    —————————————————————————————-

    1 João 5:7… inspirado por Deus ou acréscimo posterior ?

    Curtido por 1 pessoa

  • Queruvim  On 9 jan 2017 at 22:40

    Certo estudioso conhecido como Apologista da Verdade afirmou em sua página na internet a respeito de 1 João 5:7:

    “Referente ao texto de 1 João 5:7 e 8, parte b, a Bíblia King James Atualizada em português faz o seguinte comentário interessante na nota de rodapé:

    “Na Vulgata e na antiga King James, esses versículos vêm com alguns acréscimos: “…testemunho no céu: o Pai, a Palavra e o Espírito Santo, e estes três são um…. Como os acréscimos não são encontrados em nenhum manuscrito original ou mesmo tradução antes do séc.xii, o comitê de tradução da KJA decidiu manter o texto em português de acordo com a compilação dos mais antigos e fiéis manuscritos (Majoritário e Grego Crítico).”

    Portanto, a Bíblia King James Atualizada em português se retratou retirando assim o acréscimo “o Pai, a Palavra e o Espírito Santo”, que era tanto usado pelos trinitaristas para tentar provar a falsa doutrina da trindade.

    A NM, desde a sua primeira edição em 1950, já foi fiel aos escritos originais, pois não traz nenhum acréscimo:

    1 João 5:7, 8: “Porque são três os que dão testemunho: o espírito, e a água, e o sangue, e os três estão de acordo.”
    FONTE>>> Apologista da Verdade

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  • Amoroso  On 11 jan 2017 at 18:50

    É eu novamente, rs! Como sempre falo, IMPARCIALMENTE.
    Certa vez publiquei um artigo defendendo o Parêntese Joanino. Como prova de sua autenticidade, além de outras, usei uma citação de Cipriano (208-258 d. C), antes do quarto século. A citação:
    (O Senhor diz, “Eu e o Pai somos um”3117 ; e novamente está escrito do Pai e do Filho e do Espírito Santo, “E estes três são um”)
    Você usou, além de outros, dois argumentos. A) Você disse que não poderíamos acreditar em citações de pessoas, principalmente os pais da Igreja; mas manuscritos. Sugeriu que mostrasse um manuscrito anterior ao credo niceno. B) Afirmou que Cipriano não citou a passagem. Inclusive, até mostrou o argumento de uma autoridade moderna: O acadêmico Daniel B. Wallace.
    Bem vou expor minha opinião sobre sua resposta. Espero que, com elas, possamos cada vez mais crescer no conhecimento de Deus, ou como sugere, JEOVÁ.
    Primeiramente para o argumento A:
    1: Bem, quanto a isso, creio que seja impossível mostrar um manuscrito anterior ao quarto século que o contenha. Por quê? Porque não há manuscritos antes desse século que contenha o quinto capítulo da epístola em questão. QUE EU ME LEMBRE, NÃO! O manuscrito mais antigo dessa carta é o Papiro 9, datado do século III, e possui apenas o capítulo 4 dela.
    Veja aqui: https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Papiro_9
    2: Não pense que o fato lermos só manuscritos nos fará imunes a corrupções das Escrituras. Assim como as citações, as Escrituras também foram mutiladas, modificadas e acrescentadas. Um exemplo: No século 2, viveu um cristão chamado Marcião. Segundo documentos antigos, Policarpo, discípulo de João, chegou a chamá-lo de “Primogênito de Satanás”. Marcião costumava pregar um Evangelho diferente. Chegou a mutilar a Bíblia para defender suas teses. Notou? Até nos manuscritos há erros e enganos praticados por heréticos. Os ebionitas faziam a mesma coisa.
    Até os textos alexandrinos possuem falhas: Mutilações e acréscimos. Inclusive já até comparei o Sinaítico com a tradução de vocês, que afirmam ser a melhor. O fato é que não haveria motivos para Cipriano forjá-lo. A obra Unidade da Igreja não tem nada a ver com a Trindade. Ele usou a passagem apenas para dar uma exemplificação.
    3: Agora vamos para o caso de Wallace. Bem, ele, como qualquer ser humano, pode errar. Quer prova? Ele crer na Trindade. Você acredita que ele, POR SER ACADÊMICO, está correto? Mais: Por crer na Trindade, certamente também afirmará que os Testemunhas de Jeová estão errados. Concorda? Brincadeira, rs!
    Eu já tinha lido a obra dele anteriormente. Cipriano diz: …do Pai, e do Filho e do Espírito Santo…” Ora, para Wallace, para ser uma citação do “Comma”, Cipriano deveria dizer “da Palavra”, e não “do Filho”. Ora, mais será que ele não sabe que o FILHO e a PALAVRA, no contexto bíblico são a mesma pessoa? Levando nessa linha de raciocínio, poderíamos até afirmar que Cipriano não cita João 10: 30 ao falar “O SENHOR diz: ‘Eu e o Pai somos um’…” já que o capítulo não fala que foi o SENHOR, mas JESUS.
    Essa afirmação de Wallace já foi rebatida. Vejamos:
    “Desde que Cipriano escreveu a passagem disputada em latim, sinto que é necessário listar as palavras de Cipriano em latim. Cipriano escreveu: “Dicit dominus, Ego et pater unum sumus (João 30), e iterum de Patre, et Filio, e Spirit Sancto scriptum est, Et tres unum sunt.” (O Senhor diz: “Eu eo Pai somos Um, “e mais uma vez, do Pai, Filho e Espírito Santo está escrito:” E os três são Um. “). Essa leitura latina é importante quando você a compara com a leitura latina antiga de 1 João 5: 7; Cipriano diz claramente que está escrito do Pai, do Filho e do Espírito Santo – “E os três são Um”, disse Cipriano. “Quoniam tres sunt, gui testimonium dant in coelo: Pater, Verbum e Spiritus sanctus: . “Seu latim combina com a velha leitura latina idêntica à exceção de ‘oi’. Novamente, é importante notar que Cyprian disse “está escrito” ao fazer suas observações. Ele nunca indica, a despeito das afirmações de Wallace, que ele está colocando algum tipo de “rotação teológica” em 1 João 5: 7 ou 8. NÃO HÁ OUTRO VERSÍCULO QUE INDIQUE EXPRESSAMENTE QUE O PAI, O FILHO E O ESPÍRITO SANTO SÃO “TRÊS EM UM ‘FORA DE 1 JOÃO 5: 7. Se Cipriano não citava 1 João 5: 7, a pergunta deve ser feita e respondida: O QUE ELE ESTAVA CITANDO?”
    Como o dono do site afirma, da mesma que o o Senhor diz que Ele e seu Pai são um, Cipriano afirma que em outro canto das Escrituras “NOVAMENTE [iterum] ESTÁ ESCRITO [scriptum est]” que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são um. A questão é: Só há UM lugar que a Bíblia afirma isso: 1 João 5: 7.
    Retirado daqui: http://www.jesusisprecious.org/articles/martin_shue/1_john_5_7.htm
    O Parêntese, portanto, é apenas uma repetição de João 10: 30, 17: 11-22-23 com a inclusão do Espírito Santo. Como falei anteriormente, a epístola é apenas um resumo/cópia do Evangelho. Sua omissão nos mss seria fruto do omissões de copistas desonestos, como afirma o Prólogo de Epístolas do Codex Fuldensis (sec. VI); entretanto está presente em cerca de 49/50 dos milhares de manuscritos latinos (tanto do Vetus quanto da Vulgata).

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  • Queruvim  On 11 jan 2017 at 23:28

    Já estou a par de tudo isso que citou a respeito de Cipriano. Citei Dan Wallace e sei que não somente ele, mas muitos outros concordam que tal passagem não é canônica. O ponto é que a apostasia predita surge justamente nos escritos dos homens que viveram na época dos chamados “Pais da Igreja”! A ausência do Parêntese Joanino em manuscritos gregos anterior ao Século 13 é algo notório. E os Pais gregos não citam tal passagem apesar de abordarem de forma recorrente a controvérsia trinitária. É obvio que este texto seria citado exaustivamente caso fosse de conhecimento dos pais da Igreja. Posso enumerar muitos fatos que tornam mais do que claro quão inútil é tentar canonizar um texto espúrio que se conflita com as Escrituras. A opinião de Dan Wallace é baseada em um escopo de informações muito mais amplo do que imagina. Os mais antigos e respeitados mss do N.T são de pouco valor para os defensores da trindade. Do seu ponto de vista, o Dr. Bruce Metzger, uma das maiores autoridades sobre os manuscritos gregos do Novo Testamento, também estava “equivocado”? Se acha que sim, aponte onde acha que ele se equivocou. Vou apreciar suas colocações “IMPARCIAIS”. Os melhores eruditos, ao meu ver membros ungidos por espírito santo no meio das Testemunhas de Jeová, consideraram a muito tempo este texto como sendo acréscimo posterior. A igreja Evangélica impregnou suas pregações com estes e muitos outros acréscimos à palavra de Deus.

    Seria sábio ponderarmos a respeito da seguinte pergunta:

    Se a doutrina da Trindade fosse realmente bíblica, que necessidade haveria de acrescentarem esse texto não-inspirado às Escrituras Sagradas?

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  • Amoroso  On 14 jan 2017 at 14:36

    Que bom que você tem mais justificativa para defender a inautenticidade da passagem em questão. Que bom que Wallace também tem mais justificativas. Pelo menos a de “Filho” por “Palavra” não tem fundamento.
    Uma história: O Stephen Hawking é uma das mentes mais brilhantes do mundo. Um gênio e grande cientista. Com seu grande conhecimento, afirma com toda a autoridade que Deus não existe, muito menos milagre. Vou acreditar nesse erudito? Não! Eu tenho provas que Deus existe e já vi M-I-L-A-G-R-E-S. Sim, já vi milagres!
    Mais: De fato, os antigos manuscritos devem ser considerados. Entretanto, não podemos amarrar a boca de todos os cristãos antigos e nos focar em apenas três manuscritos. Muitos textos que não estão nos códices Alexandrinos, além de sempre estarem na história da Igreja, foram mencionados por cristãos apostólicos.
    Será possível que só depois de dois mil anos é que Deus revelou a verdade a seu povo? Lembrando que prometeu voltar a qualquer momento. Todos os cristãos que nasceram antes do TC serão julgados injustamente, por não terem conhecimento total da verdade? Deus não cumpriu sua promessa, de preservar sua Palavra (MT. 24: 35, Is. 43: 8). Se não cumpriu, será que vai cumprir a principal: De voltar?
    Depois da morte de Metzger, já houve muitas descobertas. Hoje, já se sabe que há manuscritos armênios que contêm a Vírgula. Sobre cristãos gregos e o Parêntese, EMBORA ESCASSA, há, sim, citações. Há uma obra atribuída a Atanásio (cristão do quarto século) chamada Disputa com Ário:
    “Da mesma forma não é a remissão dos pecados adquiridos por essa aceleração e santificando ablução, sem a qual ninguém verá o reino dos céus, uma ablução dada aos fiéis em nome três vezes abençoada. E ALÉM DE TUDO ISSO, JOÃO DIZ: ‘E ESTES TRÊS SÃO UM’. ” 
    Fonte: http://khazarzar.skeptik.net/pgm/PG_Migne/Athanasius%20the%20Great%20of%20Alexandria_%20PG%2025-28/Disputatio%20contra%20Arium.pdf
    NOVAMENTE VOU BATER NA MESMA TECLA! FAÇAMOS UMA COMPARAÇÃO ENTRE A EPÍSTOLA E O EVANGELHO
    DEUS NUNCA FOI VISTO POR ALGUÉM. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou.
    (João 1:18 – ACF)
    Ep.:
    NINGUÉM JAMAIS VIU A DEUS; se nos amamos uns aos outros, Deus está em nós, e em nós é perfeito o seu amor.
    (1 João 4:12 – ACF)
    Ev.:
    Vós TENDES POR PAI AO DIABO, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira.
    (João 8:44 – ACF)
    Ep.:
    Nisto são manifestos os filhos de Deus, e os FILHOS DO DIABO. Qualquer que não pratica a justiça, e não ama a seu irmão, não é de Deus.
    (1 João 3:10 – ACF)
    Ev.:
    Se o MUNDO VOS ODEIA, sabei que, primeiro do que a vós, me odiou a mim.
    (João 15:18 – ACF)
    Ep.:
    Meus irmãos, não vos maravilheis, se o MUNDO VOS ODEIA.
    (1 João 3:13 – ACF)
    Eu poderia passar o dia inteiro relatando passagens do Evangelho e mostrando sua correspondência na Epístola. Mas isso já prova a minha tese. Agora vamos ao principal:
    EU E O PAI SOMOS UM.
    (João 10:30 – ACF)
    Para que todos sejam um, COMO TU, Ó PAI, O ÉS EM MIM, E EU EM TI; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste.
    (João 17:21 – ACF)
    E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como NÓS SOMOS UM.
    (João 17:22 – ACF)
    E eu já não estou mais no mundo, mas eles estão no mundo, e eu vou para ti. Pai santo, guarda em teu nome aqueles que me deste, para que sejam um, ASSIM COMO NÓS [somos um].
    (João 17:11 – ACF)
    A pergunta: Onde fica a correspondência dessas passagens na Epístola mesmo!? Jesus deu tanta ênfase a sua unidade com o Pai (seja em essência ou objetivo, como os tj’s sugerem), e João não relatou isso na epístola?
    Se for uma corrupção das Escrituras, esse indivíduo é um gênio. Ele colocou a vírgula no ponto certo. É TÃO GÊNIO QUE ATÉ CONSERTOU UM ERRO GRAMATICAL GREGO CONTIDO NA EPÍSTOLA. Poderia colocar em Mateus 28: 19 ou até mesmo adicionar o Espírito em João 10: 30 [“Eu, o Pai e o Espírito Santo, que virá, somos um”], mas não: Inseriu na única epístola que poderia ser colocada, pois é equivalente ao Evangelho. I João 5: 7 é apenas uma repetição de João 10: 30 e 17: 22 e outros versículos com a adição do Espírito Santo. Sua ausência nos manuscritos, repetindo, foi fruto de traduções desonestas, como relata o Prólogo de Epístolas Católicas contido no Codex Fuldensis.
    Não falarei mais sobre este assunto. Talvez seja antiético da minha parte. Boa sorte no seu caminho. É muito estudioso e inteligente. É o melhor site unitarista que já vi. Pesquiso todos: Judaicos, adventistas, messiânicos, trinitarianos, católicos e outros. Agora estou aqui, rsrs!
    Até mais!!!

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  • Queruvim  On 14 jan 2017 at 22:16

    Sua analogia com João 10:30 é errada, visto que ignora a primeira parte do texto, onde lemos que assim como os discípulos são um Jesus e seu Pai o são. Isso descarta uma unidade em “essência”. Até mesmo a palavra grega empregada se refere à coisas e não pessoas. Quanto à opinião de Wallace, ele argumentou, não deu apenas sua opinião. São os argumentos que demonstram a coerência do que defende. A ausência do Parêntese Joanino(1 João 5:7) em manuscritos gregos anterior ao Século 13 é algo notório. E os Pais gregos não citam tal passagem apesar de abordarem de forma recorrente a controvérsia trinitária. É obvio que este texto seria citado exaustivamente caso fosse de conhecimento dos pais da Igreja. Pense nisso colega, eles debatiam a doutrina que 1 João 5:7 supostamente resolveria. Mas simplesmente não o citaram. É o mesmo que um técnico na copa do mundo deixar seu principal artilheiro e ‘o melhor’ jogador sempre no banco e sequer o citar. Isso é um argumento usado por Wallace que você não conseguiu refutar de forma convincente; entre outros argumentos. Todavia, decidi postar seu comentário por observar sua pesquisa e educação.

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  • SemQI  On 15 jan 2017 at 11:51

    Em qual pais se dizer; “O Pai a palavra e o espírito São um” é prova de trindade? 😮

    Nem que fosse canônico, isso não prova nem de longe a trindade.

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