Evangélicos na política


 

 

Um levantamento feito pelo site de VEJA entre os postulantes aos cargos de prefeito, vice-prefeito e vereador de todas as capitais brasileiras na eleição deste ano encontrou 250 candidatos com funções hierárquicas evangélicas. São 195 candidatos-pastores, 33 missionários, 14 bispos, sete apóstolos e um presbítero.

Confira abaixo o quadro:

Aracaju (SE)  Pastores

11

Missionários

0

Bispos

0

Apóstolos

1

Presbíteros

0

Total

12

Belo Horizonte (MG) 19 4 3 0 0 26
Belém (PA) 11 0 2 0 0 13
Boa Vista (RR) 4 1 0 0 0 5
Campo Grande (MS) 9 4 0 0 0 13
Cuiabá (MT) 1 0 0 0 0 1
Curitiba (PR) 9 1 1 0 0 11
Florianópolis (SC) 2 0 1 0 0 3
Fortaleza (CE) 7 0 1 0 0 8
Goiânia (GO) 7 3 0 0 0 10
João Pessoa (PB) 7 0 1 0 0 8
Macapá (AP) 2 1 0 0 0 3
Maceió (AL) 4 1 0 0 0 5
Manaus (AM) 14 2 1 4 0 21
Natal (RN) 3 1 1 0 0 5
Palmas (TO) 2 1 0 0 0 3
Porto Alegre (RS) 2 0 0 0 0 2
Porto Velho (RO) 9 1 0 0 0 10
Recife (PE) 13 2 0 0 0 15
Rio Branco (AC) 7 2 0 1 0 10
Rio de Janeiro (RJ) 9 1 2 0 0 12
Salvador (BA) 16 2 0 0 0 18
São Luís (MA) 4 3 1 0 0 8
São Paulo (SP) 15 1 0 0 1 17
Teresina (PI) 2 1 0 1 0 4
Vitória (ES) 6 1 0 0 0 7

 

Os cristãos devem se envolver na política?

A Igreja Batista e o Nazismo

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Comentários

  • ageu g da rosa  On 28 ago 2016 at 10:36

    realmente não tem como negar, o povo de jeová é impar em todos os sentidos,
    é a luz na escuridão. não fazem parte deste mundo como seu mestre (jesus) não fez. ja mais buscou um cargo politico, e jamais indicou que esse era o caminho para seus seguidores buscar. por tanto nem um tj no mundo se envolve nisso…
    o reino que nos buscamos é aquele que vem de cima, que jamais sera arruinado:
    (Daniel 2:44) entao sou tj com muito orgulho e convicção

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  • Alexei  On 31 ago 2016 at 9:30

    A Babilônia diz que é casada com Deus mas vive cometendo fornicação com os reis da terra. ‘Saí dela povo meu!”. Não é a toa que a Bíblia a chama de mãe de todas as meretrizes e de todas as prostituições.

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  • gib  On 5 set 2016 at 15:42

    Não podemos nos esquecer que também muitos judeus estiveram na política: o Rei Davi; a Rainha Ester; Daniel foi 1º Ministro em três reinados; José do Egito foi o governador judeu mais famoso fora da terra natal, o senador José de Arimatéia cuidou carinhosamente do corpo de Jesus após a morte, etc.

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  • Queruvim  On 5 set 2016 at 21:30

    Davi foi escolhido por Deus para ser Rei. No passado, Deus indicava diretamente o Rei por meio de um Profeta que pronunciava oráculos e profecias inspiradas. Era como se Deus usasse a boca dos profestas como um celular e comunicava diretamente sua vontade ao ungir um Rei. Isso não tem nada que ver com “política”. A escolha não era por votação nem por eleição, mas por unção direta sob o comando do Juiz, Legislador e Rei, Jeová Deus. O mesmo aconteceu com José do Egito. Ele foi enaltecido por Deus e usado por ele. Recebeu sonhos e orientações divinas. Deus os usava diretamente e estes eram inspirados por Deus. Atualmente ninguém tem mais tais dons e inspiração divina para escrever a Bíblia ou escrever novas leis provenientes de Deus. Terminada a escrita da Bíblia cessou dons especiais de revelação ou designações de cargos sob unção direta do espírito santo.
    Jesus deixou o modelo para “seguirmos de perto os seus passos”. 1 Pedro 2: 21 diz:

    “De fato, para isso vocês foram chamados, porque o próprio Cristo sofreu por vocês, deixando um modelo para seguirem fielmente os seus passos”

    Jesus não orientou seus seguidores a se envolverem na política partidária. Em João 6:15 lemos:

    Então Jesus, sabendo que estavam para vir pegá-lo a fim de fazê-lo rei, retirou-se novamente para o monte, sozinho.

    Jesus não pregava uma sedição contra Roma e jamais orientou seus seguidores a criarem uma resistência política. Antes, orientou-os a pregarem o “Reino de Deus”, que é um Governo real e celestial. Não é um Governo humano. Jesus deixou isso bem claro quando afrimou ao Governador romano Poncio Pilatos:

    “Meu Reino[ou Governo] não faz parte deste mundo. Se meu Reino fizesse parte deste mundo, meus assistentes teriam lutado para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o fato é que o meu Reino não é daqui.” João 18:36

    A igreja evangélica não entende este assunto e está envolvida até o pescoço com política partidária e corrupção. Isso não se da por falta de aviso.

    Ademais, Satanás é o governante deste Mundo aqui embaixo. Sim, os governos humanos estão sob seu controle e forte influência. Ele está manipulando o sistema. Participar da política é fazer parte do mundo de Satanás. VEJA>>>>João 17:16 e João 14:30.

    Jesus disse ali neste último texto:

    “Já não falarei muito mais com vocês, pois o governante do mundo está chegando, e ele não tem nenhum poder sobre mim. “

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  • Queruvim  On 5 set 2016 at 21:47

    Por que Jesus decidiu ser neutro?

    A neutralidade de Jesus na política deste mundo estava bem alicerçada em princípios bíblicos. Vejamos dois deles.

    “Homem tem dominado homem para seu prejuízo.” (Eclesiastes 8:9) É assim que a Bíblia resume a história dos governos humanos. Lembre-se que Jesus já existia no céu muito antes de vir à Terra. (João 17:5) Por isso ele sabia que o homem, por mais bem-intencionado que seja, não é capaz de cuidar das necessidades de bilhões de pessoas, nem foi criado para isso. (Jeremias 10:23) Jesus sabia que a solução dos problemas da humanidade não está nos governos humanos, e sim em outra fonte.

    “O mundo inteiro jaz no poder do iníquo.” (1 João 5:19) Você fica admirado com essa declaração? Muitos ficam. Talvez porque pensam nas pessoas sinceras que se envolvem na política para fazer do mundo um lugar melhor e mais seguro. Mas mesmo os governantes mais sinceros, por mais que tentem, não conseguem anular a influência daquele que Jesus chamou de “o governante deste mundo”. (João 12:31; 14:30) É por isso que Jesus disse a certo político: “Meu reino não faz parte deste mundo.” (João 18:36) Jesus era o futuro Rei do governo celestial de Deus. Se ele tivesse se envolvido na política, teria comprometido sua lealdade ao governo de seu Pai.

    Então, será que Jesus ensinou que seus seguidores não têm nenhuma obrigação com os governos na Terra? Pelo contrário. Ele os ensinou a ter o equilíbrio correto entre suas responsabilidades com Deus e suas obrigações com o governo. FONTEJW.ORG

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  • Queruvim  On 5 set 2016 at 21:53

    Os cristãos do primeiro século se envolviam na política?

    ▪ Antes de ascender ao céu, Jesus deu a seus discípulos instruções claras sobre como cumprir seu ministério, mas não deu nenhum conselho relacionado à política…CONTINUE A LEITURA>>> fonte>>
    http://wol.jw.org/pt/wol/d/r5/lp-t/2012329?q=pol%C3%ADtica&p=par

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  • gib  On 6 set 2016 at 16:14

    Pergunta: as testemunhas de jeová podem votar em algum candidato? Se não podem votar em qualquer candidato (em qualquer hipótese), então, seu texto está corretíssimo. Se podem votar, então, essa neutralidade das testemunhas de jeová em relação a política já foi por água abaixo.

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  • odirlei gimene santiago  On 6 set 2016 at 17:43

    Não podemos nos esquecer que também muitos judeus estiveram na política: o Rei Davi; a Rainha Ester; Daniel foi 1º Ministro em três reinados; José do Egito foi o governador judeu mais famoso fora da terra natal, o senador José de Arimatéia cuidou carinhosamente do corpo de Jesus após a morte, etc….

    e não podemos esquecer de um detalhe: todos estes mencionados NÃO ERAM CRISTÃOS. a ordem é para os CRISTÃOS não se envolverem com políticas governamentais. Cristo considera adúlteros espirituais quem o trai com a política do mundo. estes personagens bíblicos citados tiveram sim um papel dentro de um propósito divino adequado a época deles. na nossa época cristã, a ordem é pregar o reino de Deus como única esperança para a humanidade e não algum ideal político. se quiserem se envolver com a política, vão em frente. afinal, é necessário existir o falso cristão para que o verdadeiro fique em evidência

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  • Defensor da Verdade!  On 6 set 2016 at 18:00

    Sem falar que, a designação de Reis por parte de Jeová no passado, era para dar continuidade à seu propósito. NÃO É O QUE OCORRE HOJE!

    Também, não vemos os Apóstolos e os demais Cristãos primitivos, se envolvendo na política da época deles. Tanto eles quanto Jesus, sabiam que teriam uma “política maior” no céu, portanto, não tinha qualquer motivos para se infiltrarem em políticas humanas, eles tinham outra coisa em mente, muito maior e melhor. Assim são as Testemunhas de Yehwáh hoje, se sujeitam a algo maior e melhor, o Reino celestial, que por sinal, é perfeito e único e não imperfeito!

    Outro motivo, é que, Satanás sendo aquele que dirige e dá autoridades a esta política atual, não seria lógico se misturar com ela, pois seria como estar deixando Satanás ter autoridade sobre nós e sabemos que a maior autoridade sobre um Cristão é DEUS!

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  • Davi  On 9 set 2016 at 10:36

    Gib bom dia,

    Resposta a sua pergunta é não, nós em nenhum momento votamos em algum candidato.
    É digno de nota, que desde de que as Testemunhas de Jeová seguiram o Mandamento de Jesus em João 17:16, nós se mantemos neutro em todos os assuntos políticos e militares deste mundo.

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  • Alexandre  On 10 set 2016 at 20:10

    Mas e aquele texto que diz para orarmos pelos nossos governantes.
    1 Timóteo 1, 2
    E Romanos 13: 1, 2 que diz que toda autoridade é constituída por Deus.
    Gostaria de entender essas passagens.

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  • Queruvim  On 13 set 2016 at 10:41

    O objetivo de orar no caso referido em 1 Timóteo 2:1 é claramente expresso no texto:

    1 Timóteo 2:1-15

    2 Exorto, portanto, em primeiro lugar, a que se façam súplicas, orações, intercessões [e] se deem agradecimentos com respeito a toda sorte de homens, 2 com respeito a reis e a todos os em altos postos, a fim de que continuemos a levar uma vida calma e sossegada, com plena devoção piedosa e seriedade.”

    Portanto a oração é para que estes Governantes não impeçam o cristão de pregar livremente e realizar a obra para a qual foi comissionado por Cristo em Mateus 28:19,20. Não se diz que se ore para a prosperidade ou propósitos de tais Governantes. Não deixe de considerar o que realmente acontecerá com tais Governos conforme Daniel 2:44.

    O apóstolo Paulo escreveu em Romanos 13:1: “Toda alma esteja sujeita às autoridades superiores, pois não há autoridade exceto por Deus.” Quem são as “autoridades superiores”? As palavras de Paulo nos versículos seguintes mostram que se trata de autoridades governamentais humanas. (Romanos 13:1-7; Tito 3:1) Jeová não deu origem às autoridades governamentais humanas, mas elas existem porque ele permite. Por isso, Paulo pôde escrever: “As autoridades existentes acham-se colocadas por Deus nas suas posições relativas.” O que isso indica sobre a autoridade terrena? Que está subordinada, ou é inferior, à autoridade de Deus. (João 19:10, 11) Portanto, quando há um conflito entre a lei do homem e a lei de Deus, os cristãos têm de guiar-se por sua consciência, que é treinada pela Bíblia. Têm de “obedecer a Deus como governante antes que aos homens”. — Atos 5:29.

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  • Pragal TNM  On 19 set 2016 at 10:42

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/eleicoes-2016/2016/09/1814577-evangelicos-buscam-atuacao-politica-mais-coesa-com-campanha.shtml

    Evangélicos buscam atuação política mais coesa com campanha
    22

    19/09/2016 02h00
    Líderes evangélicos planejam usar as eleições municipais deste ano para consolidar sua força política no país.

    Pela primeira vez em disputas eleitorais, há uma organização de caráter nacional dando sustentação a candidaturas protestantes, pentecostais e neopentecostais.

    A Concepab (Confederação dos Conselhos de Pastores do Brasil), instituição que desde 2009 reúne pastores de diferentes denominações, tem acompanhando de perto ao menos 100 candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereador em todo o país -grande parte é ligada à Igreja Universal e à Assembleia de Deus.

    Gustavo Serebrenick/Brazil Photo Press/Folhapress)
    O senador Marcelo Crivella, candidato a prefeito no Rio
    O senador Marcelo Crivella, candidato a prefeito no Rio
    O objetivo é conseguir eleger no mínimo 60% desses candidatos. Na avaliação da entidade, isso garantiria representação com peso suficiente para que, a partir de 2017, os políticos evangélicos passassem a trabalhar de maneira mais coesa, reivindicando as mesmas pautas em suas cidades, independentemente dos partidos e das igrejas às quais são vinculados.

    “Por toda essa articulação que estamos fazendo, buscando o diálogo além de partidos e denominações, acreditamos que essas eleições serão um passo importante na conquista da representação político-partidária dos evangélicos”, disse o bispo Robson Rodovalho, fundador da igreja Sara Nossa Terra e presidente da Concepab.

    Embora ninguém admita isso em público, os líderes que comandam a articulação também querem com isso reduzir a influência exercida pelo bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal.

    Grande parte das candidaturas apoiadas por essa organização nacional é do PRB, partido ligado à Universal. Das 52 candidaturas a prefeito acompanhadas de perto pela direção nacional da Concepab, 43 são do PRB.
    A principal é a do senador Marcelo Crivella (PRB), sobrinho de Edir Macedo e o líder das pesquisas na disputa pela prefeitura do Rio. Segundo o Datafolha, Crivella tem 29% das intenções de voto.

    Segundo os dados compilados pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), até agora a candidatura de Crivella foi integralmente bancada com recursos que o PRB recebe do fundo partidário, que é financiado pelo Orçamento da União. Até a segunda-feira passada (12), a campanha registrou o repasse de R$ 1,9 milhão dos cofres do partido.

    Andre Borges/Folhapress
    O bispo Rodovalho, da igreja Sara Nossa Terra
    O bispo Rodovalho, da igreja Sara Nossa Terra
    CAPITAIS

    Mesmo atuando para que a articulação dos candidatos evangélicos seja suprapartidária, o bispo Rodovalho diz que o PRB concentra a maioria dos candidatos às eleições municipais por ser um partido “mais estruturado para um trabalho de alcance nacional neste momento”.

    Ele ressalta, no entanto, que a intenção é fortalecer o segmento evangélico, independentemente dos partidos que abriguem esses candidatos. Em Macapá, capital do Amapá, por exemplo, a confederação de pastores apoia dois candidatos a prefeito: Clécio Luís (Rede) e Aline Gurgel (PRB).

    Além do Rio e de Macapá, outras 12 capitais do país estão na mira dos evangélicos. Maceió (AL), Manaus (AM), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), São Luís (MA), Campo Grande (MS), João Pessoa (PB), Porto Velho (RO), Boa Vista (RR), Porto Alegre (RS), Florianópolis (SC) e Aracaju (SE).

    Candidato do PRB à Prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno, que ao lado de Crivella é uma das principais apostas do partido no país, não está na lista da confederação de pastores. Na relação só entram aqueles que são declaradamente evangélicos e têm atuação em suas igrejas.

    Russomanno, que viu sua vantagem na corrida paulistana encolher nas últimas semanas, é católico e também não conta com a simpatia do bispo Robson Rodovalho.

    Na capital paulista, Rodovalho decidiu que a Concepab não vai se posicionar no primeiro turno. Em 2012, o bispo foi um dos signatários de uma carta de apoio ao petista Fernando Haddad, que venceu o tucano José Serra no segundo turno da eleição.

    Além de todos serem evangélicos, os candidatos carregam bandeiras e propostas comuns. “A pauta da defesa da família tradicional e da vida está presente em todas as campanhas”, diz o bispo Robson Rodovalho, referindo-se a posições contrárias ao casamento gay e ao aborto.

    O grupo de candidatos evangélicos também atua alinhado com o movimento Escola Sem Partido, defensor de projeto de lei que visa restringir a manifestação de opiniões de natureza política por professores em sala de aula.

    *

    IGREJA NA URNA
    Confira alguns dos candidatos evangélicos a prefeito nas capitais

    João Henrique Caldas (PSB)
    Maceió (AL)
    sem denominação especificada

    Silas Câmara (PRB)
    Manaus (AM)
    Assembleia de Deus

    Clécio Luís (Rede)
    Macapá (AP)
    sem denominação especificada

    Aline Gurgel (PRB)
    Macapá (AP)
    Universal

    Ronaldo Martins (PRB)
    Fortaleza (CE)
    Universal

    Íris Rezende (PMDB)
    Goiânia (GO)
    sem denominação especificada

    Vanderlan Cardoso (PSB)
    Goiânia (GO)
    Sem denominação especificada

    Enivaldo Holanda Júnior (PDT)
    São Luis (MA)
    Sem denominação especificada

    Rose Modesto (PSDB)
    Campo Grande (MS)
    Sem denominação especificada

    Luciana Cartaxo (PSD)
    João Pessoa (PB)
    Sem denominação especificada

    Marcelo Crivella (PRB)
    Rio de Janeiro (RJ)
    Universal

    Alex (PRB)
    Boa Vista (RR)
    sem denominação especificada

    Sebastião Mello (PMDB)
    Porto Alegre (RS)
    Sem denominação especificada

    Gean Loureiro (PMDB)
    Florianópolis (SC)
    Sem denominação especificada

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  • Pragal TNM  On 4 ago 2017 at 8:45

    Samuel Ferreira teria recebido US$ 1 milhão da JBS, afirma revista
    Matéria no Jornal Nacional destacou doação feita por Antônio Palocci à igreja

    por Jarbas Aragão

    Samuel Ferreira teria recebido US$ 1 milhão da JBS
    A revista Época dedicou sua capa desta semana para revelar as planilhas e notas de propina da empresa JBS a políticos. Os documentos que os delatores da empresa conhecida pela marca Friboi irão entregar a PGR, mostram entre 2006 e 2017, os valores entregues no esquema de corrupção teriam passado de R$ 1 bilhão.

    Além de nomes comumente envolvidos em denúncias como o presidente Michel Temer (PMDB), os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff (ambos do PT), e o senador José Serra (PSDB), chama atenção a menção ao pastor Samuel Ferreira.

    O filho caçula de Manoel Ferreira, presidente da Assembleia de Deus Madureira, teria recebido repasses totalizando 1 milhão de dólares. A contabilidade da JBS registra que foram realizados dez depósitos de US$ 100 mil, cada, na conta de um banco nos Estados Unidos.

    https://noticias.gospelprime.com.br/samuel-ferreira-teria-recebido-us-1-milhao-da-jbs/

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  • Pragal TNM  On 9 out 2017 at 7:02

    Bancada Evangélica negocia dívidas de igrejas em troca de ajudar Temer com denúncia
    Posted on 5 de outubro de 2017

    As bancadas religiosas da Câmara dos Deputados deram mais uma demonstração de força. Elas conseguiram emplacar no plenário da Casa o perdão de dívidas tributárias e a isenção de cobrança de impostos incidentes sobre patrimônio, renda ou serviços de igrejas e de suas instituições de ensino vocacional.

    Atualmente, estas entidades religiosas já contam com uma série isenções fiscais, mas ansiavam por novos benefícios, aprovados em duas emendas que foram incluídas na Medida Provisória do Refis, programa que prevê a renegociação de dívidas e o desconto de juros para pessoas físicas e jurídicas. Quem conseguiu com sucesso incluir o tema no projeto aprovado foi o deputado Marcos Soares (DEM-RJ), que é filho do pastor R. R. Soares, da Igreja Internacional da Graça de deus. O texto do Refis ainda precisa ser aprovado pelo Senado e sancionado pelo presidente Michel Temer.

    Essa foi mais uma vitória dos grupos religiosos, que colecionam êxitos nas últimas semanas, como, por exemplo, a decisão do Supremo Tribunal Federal de permitir o ensino de crenças específicas no ensino público. As alterações propostas no programa terão um impacto negativo na arrecadação, justamente em um momento no qual o Governo tenta cortar gastos e aprovar um ajuste fiscal em meio a grave crise econômica. E os parlamentares ligados às igrejas não são os únicos a terem vantagens: há meses a negociação do Refis vem sendo usada moeda de troca política no Congresso. Estima-se que o perdão de dívidas totais do programa possa chegar a 543 bilhões de reais.

    Apesar das reclamações sugeridas nos bastidores, oposicionistas apostam que o Planalto irá aprovar o texto sem muitas alterações, tendo em vista que a aceitação da segunda denúncia feita contra Temer deve ser votada na Câmara em breve, e um veto poderia “indispor” a base aliada. As emendas que beneficiam igrejas foram aprovadas com o voto favorável de 271 deputados. Apenas 171 foram contrários às medidas. No total, a Frente Parlamentar Evangélica conta com 198 parlamentares na Casa, e a Frente Parlamentar Mista Católica Apostólica Romana, 215 – a Câmara tem 513 deputados. As duas, ao lado da bancada da bala (conservadora e ligada à Segurança Pública) e da bancada do boi (integrada por representantes do agronegócio), são das mais influentes, conservadoras e numerosas no Congresso.

    O relator do Refis no Senado, Ataídes de Oliveira (PSDB-TO), criticou o texto aprovado pela Câmara, e afirmou que irá retirar as emendas que beneficiam igrejas do texto. “Vou derrubar essa MP se forem permanecer estas emendas”, afirmou. Neste caso, o texto teria que voltar novamente para a Câmara. “Eu não posso concordar com isso aqui (…) brincar de ficar fazendo Refis não dá, não é coisa de país sério”, disse o senador.

    Nem todos os integrantes da bancada evangélica votaram a favor das emendas. O deputado delegado Waldir (PR-GO), que integra a frente religiosa, foi contrário “à concessão desse benefício”. “Eu penso que nós já temos benefícios tributários com relação às igrejas, e num momento de grave crise fiscal qualquer isenção vai fazer com que todos os cidadãos paguem a conta”, afirmou. Ele se opõe também ao Refis como um todo: “O Governo está apunhalando nas costa as empresas que contribuíram regularmente com o fisco”.

    “O grande problema não é a imunidade tributaria para as igrejas. É que existem organizações políticas que utilizam estas mesmas igrejas para defesa de interesses políticos, de ocupação do espaço estatal”, afirma o líder do PSOL na Câmara, Glauber Braga (RJ). Ele cita como exemplo o polêmico pastor Silas Malafaia, ligado à Assembleia de Deus, que “tem representantes no plenário, faz campanha para eles, defende seus projetos, e depois recebe uma doação”. Braga afirma que não se pode “generalizar”, uma vez que “nem todas as igrejas fazem uso deste expediente”. O PRB, por exemplo, é o braço político da Igreja Universal do Reino de Deus.

    O papel de Meirelles
    O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, no entanto, afirmou nesta quarta-feira que sua pasta pode recomendar a Temer que vete a MP. “Dependendo da evolução do assunto [podemos recomendar o veto], mas esperamos que não. Vamos aguardar agora a decisão do Senado”, disse o ministro. Mas mesmo o defensor dos cortes orçamentários pode não estar totalmente imune à pressão da bancada religiosa. Em julho Meirelles se aproximou dos evangélicos, sendo um dos participantes da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, que reuniu mais de 4.000 pastores, de acordo com o jornal Folha de S.Paulo. O evento não constava em sua agenda oficial. Analistas políticos viram no gesto uma movimentação do ministro para uma possível candidatura à presidência em 2018. Em agosto ele se reuniu com evangélicos ligados à Assembleia de Deus para discutir o ajuste fiscal.

    Além de beneficiar as igrejas, o Refis foi visto como um aceno ao empresariado. O próprio relator da matéria, o deputado Newton Cardoso Jr. (PMDB-MG), é sócio de empresas que devem 51 milhões de reais aos cofres públicos. Ele já aderiu ao novo Refis, e seu nome consta nos Panama Papers – ele e seu pai teriam usado empresas offshore para a compra de um helicóptero no exterior, o que ele nega. Durante a votação na terça o deputado Ivan Valente (PSOL-SP) questionou Cardoso quanto à sua dívida: “Passa a imagem de que as pessoas que estão relatando são beneficiadas diretamente pela MP”. O relator não respondeu às críticas no plenário. A reportagem também não conseguiu entrar em contato com ele. Durante a votação o PSOL tentou, sem sucesso, incluir uma restrição na MP para que políticos e funcionários dos primeiros escalões do Governo não pudessem aderir ao Refis.

    Os trem da alegria do Refis só sofreu um revés. Um outro ponto polêmico da MP, que previa que suspeitos de corrupção pudessem aderir ao programa, foi retirado do texto após repercussão negativa na imprensa e nas redes sociais.

    http://www.portaldotrono.com/bancada-evangelica-negocia-dividas-de-igrejas-em-troca-de-ajudar-temer-com-denuncia/

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