É a Bíblia o livro religioso mais antigo?


codexsinaiticus

Sim! O chamado “Velho Testamento” da Bíblia é de data anterior à de todos os outros livros religiosos do mundo. Cuidado com a afirmação de alguns ao responderem esta pergunta. A pergunta é sobre “livro” e não textos. Ainda assim, os textos da Bíblia, principalmente o começo dela, parece remontar ao tempo do início da história humana, como veremos neste artigo!  Alguns chegam ao absurdo de dizer que somente no tempo de Guthenberg começou-se a se produzir livros. Não pesquisam com seriedade. Alguns mal sabem o que é um códice.

De acordo com a UNESCO, um livro deve conter pelo menos 50 folhas. Caso contrário, é considerado um folheto. Do ponto de vista da definição do que é um livro muitos atribuem erroneamente o termo “livro” a escritos que mal chegam a ser um “folheto”. Quando falamos em “livro religioso” o quadro muda totalmente. Não nos referimos apenas a alguns escritos de poucas linhas ou poucas páginas, tais quais muitos dos antigos escritos sumerianos. Escritos estes que são totalmente fragmentários ou cheios de lacunas ou palavras que faltam. Quanto a precisão da data da escrita tais escritos antigos sequer são unanimidade.

As Testemunhas de Jeová depois de cuidadosa pesquisa, concluíram:

“A Tora, ou os primeiros cinco livros da Bíblia, a Lei que Moisés escreveu sob inspiração, remonta aos séculos 15 e 16 AEC. (Ver CRONOLOGIA) Em comparação, os escritos hindus do Rig Veda (coleção de hinos) foram terminados por volta de 900 AEC e não reivindicam inspiração divina. O budista “Cânon dos Três Cestos” data do quinto século AEC. O Qur’ān (Alcorão), que se afirma ter sido transmitido por Deus através do anjo Gabriel, é um produto do sétimo século da EC. O Livro de Mórmon, alegadamente dado a Joseph Smith nos Estados Unidos por um anjo chamado Moroni, é um produto do século 19. Se algumas dessas obras são divinamente inspiradas, como alguns afirmam, então, o que elas oferecem em termos de orientação religiosa não deve contradizer os ensinamentos da Bíblia, que é a fonte inspirada original.”

 

O que dizem os eruditos seculares? 

A maioria dos eruditos concordam que o chamado “Velho Testamento” da Bíblia é o mais antigo dos livros religiosos. Foram escritos “juntados” 1513 anos antes de Cristo. Ou seja, foram escritos bem antes disso.  Moisés fez uma “juntada” destes documentos. Há partes nos livros de Gênesis e outros, que indicam que muito antes, possivelmente nos dias do início da história humana, por volta de 6000 anos ou algum tempo depois, foram feitos registros parciais, os chamados “colofões”, sendo que estes foram adicionados aos escritos de Gênesis. Os “livros” bíblicos mais completos e mais antigos remontam aos dias de Moisés e Josué, 1000 anos antes do período dos soferins. Os mais antigos manuscritos bíblicos disponíveis hoje são partes dos Rolos do Mar Morto, alguns dos quais datam do terceiro e segundo séculos AEC. “Cópias mais antigas de qualquer parte da Bíblia não estão disponíveis”, explica o professor Alan R. Millard, perito em línguas e arqueologia do Oriente Próximo.( Artigo relacionado) Contudo, ao lermos o texto do VT temos uma clara genealogia, idade e duração de vida de diversos personagens que nos fazem traçar uma linha para trás e confirmar quão antigo são os relatos e episódios das narrativas.

Em comparação com outros escritos religiosos antigos, a Bíblia Sagrada é bem mais antiga:

  • O Alcorão ou al-Qur’an (livro sagrado do Islâ) foi escrito em 650 E.C.
  • Veda (as escrituras sagradas do Hinduísmo) foi escrita entre 500 – 1000 AEC
  • Tao-te-ching (livro de filosofia do Taoismo ) foi escrito principalmente por Lao-Tse, considerado por muitos o fundador do Taoismo.
  • Bahagavad Gita (poema épico hindu da ìndia) foi escrito entre 400 AEC – 200 E.C. Não é correta a afirmação de alguns de que este livro remonta a 5000 anos de escrita.

Os massoretas, que fizeram cópias das Escrituras Hebraicas, ou “Velho Testamento”, entre o sexto e décimo séculos EC, até mesmo contavam as letras do texto para evitar erros. Esse trabalho de fazer cópias meticulosas garantiu a exatidão e a sobrevivência da própria Bíblia, apesar das tentativas desesperadas e persistentes de inimigos para destruí-la.

 

RESPOSTA do blog TRADUÇÃO DO NOVO MUNDO DEFENDIDA à afirmação de alguns de que antigos escritos sumerianos são “livros religiosos” mais antigos que a Bíblia :

De acordo com a UNESCO, um livro deve conter pelo menos 50 folhas. Caso contrário, é considerado um folheto. Do ponto de vista da definição do que é um livro muitos atribuem erroneamente o termo “livro” a escritos que mal chegam a ser um “folheto”. Quando falamos em “livro religioso” o quadro muda totalmente. Não nos referimos apenas a alguns escritos de poucas linhas ou poucas páginas, tais como muitos dos antigos escritos sumerianos. Estes são em sua maioria fragmentários ou cheios de lacunas e palavras que faltam.
Isto ocorre com “As Instruções de Shuruppak” que é “um pedaço” da literatura suméria, estando longe de ser considerado “um livro religioso”. Além disso os escritos falam sobre o mundo pós-diluviano, o que coloca a Bíblia como mais antiga. Há evidências claras de colofões ou trechos escritos em Gênesis evidentemente passados de geração em geração e compilados por Moisés. As Instruções de Shuruppak são datadas como sendo escritas por volta de 2600 AEC, o que seria uma incoerência, uma vez que a Bíblia aponta o ano 2370 AEC como a data do Dilúvio global, a história sumeriana deve ter começado depois dessa data. A Obra Estudo Perspicaz das Escrituras diz:

“A Bíblia é um livro histórico, destacando-se nisso entre escritos antigos. As histórias dos antigos egípcios, assírios, babilônios, medos, persas e outros são, na maior parte, fragmentárias; seus primórdios ou são obscuros ou são obviamente míticos, da forma como são apresentados por eles. Assim, o antigo documento conhecido como A Lista dos Reis Sumerianos começa: “Quando o reinado foi baixado do céu, o reinado estava (primeiro) em Eridu. (Em) Eridu, A-lulim (tornou-se) rei e regeu 28.800 anos. Alalgar regeu 36.000 anos. Dois reis o regeram (assim) por 64.800 anos. . . . (Em) Bad-tibira, En-men-lu-Anna regeu 43.200 anos; En-men-gal-Anna regeu 28.800 anos; o deus Dumu-zi, um pastor, regeu 36.000 anos. Três reis o regeram (assim) por 108.000 anos.” — Ancient Near Eastern Texts (Textos Antigos do Oriente Próximo), editado por J. B. Pritchard, 1974, p. 265.

O que se sabe, de fontes seculares, sobre estas nações antigas tem sido laboriosamente ajuntado de migalhas de informações obtidas de monumentos e tabuinhas, ou de escritos posteriores dos chamados historiógrafos clássicos, dos períodos grego e romano. Embora os arqueólogos tenham recuperado dezenas de milhares de tabuinhas de argila com inscrições cuneiformes assiro babilônicas, bem como grande número de rolos de papiro do Egito, a vasta maioria destes são textos religiosos ou documentos comerciais, consistindo em contratos, notas de venda, escrituras e matéria similar. O número consideravelmente menor de escritos históricos das nações pagãs, preservados quer em forma de tabuinhas, cilindros, estelas, quer em inscrições em monumentos, consiste principalmente em matéria que glorifica seus imperadores e relata as campanhas militares deles em termos grandiloquentes.
A Bíblia, em contraste, fornece uma história extraordinariamente coerente e pormenorizada, que se estende por uns 4.000 anos, pois, não somente registra eventos com notável continuidade, desde o começo da existência do homem até o tempo da governança de Neemias, no quinto século AEC, mas também pode ser considerada como provendo uma cobertura básica do período entre Neemias e o tempo de Jesus e dos seus apóstolos, por meio da profecia (história escrita de antemão) de Daniel, no capítulo 11 de Daniel. A Bíblia apresenta uma relato vívido e fiel à realidade sobre a nação de Israel, desde o seu nascimento, retratando com candura sua força e suas fraquezas, seus êxitos e seus fracassos, sua adoração correta e sua adoração falsa, suas bênçãos e seus julgamentos adversos, e suas calamidades. Embora esta honestidade, por si só, não garanta uma cronologia exata, oferece deveras uma base sólida para se ter confiança na integridade dos escritores bíblicos e na sua sincera preocupação de registrar a verdade…
O que especialmente distingue o registro bíblico dos escritos contemporâneos das nações pagãs é o senso do tempo, não apenas do passado e do presente, mas também do futuro, que permeia suas páginas. (Da 2:28; 7:22; 8:18, 19; Mr 1:15; Re 22:10) O elemento profético ímpar tornava a exatidão cronológica uma questão de importância muito maior para os israelitas do que para quaisquer das nações pagãs, visto que as profecias freqüentemente envolviam períodos de tempo específicos. A Bíblia, como Livro de Deus, destaca a pontualidade dele no cumprimento da Sua palavra (Ez 12:27, 28; Gál 4:4) e mostra que profecias exatas eram prova da sua Divindade. — Is 41:21-26; 48:3-7.
É verdade que alguns dos documentos não-bíblicos são vários séculos mais antigos do que as cópias manuscritas mais antigas da Bíblia até agora descobertas. Gravados em pedra e inscritos em argila, alguns dos antigos documentos pagãos talvez pareçam muito impressionantes, mas isto não assegura sua exatidão, nem sua isenção de falsidades. Não é o material usado na escrita, mas o escritor, seu objetivo, seu respeito pela verdade e sua devoção a princípios justos — estes são os fatores importantes que fornecem uma base sólida para se ter confiança tanto em assuntos cronológicos como em outros. A grande antiguidade dos documentos seculares certamente é sobrepujada pela qualidade vastamente inferior do seu conteúdo, quando comparados com a Bíblia. Visto que os registros bíblicos evidentemente foram feitos em materiais perecíveis, tais como papiro e velino, seu contínuo uso e o efeito deteriorante das condições climáticas em grande parte de Israel (diferente do clima extraordinariamente seco do Egito) pode muito bem explicar a ausência da existência de cópias originais hoje em dia. Todavia, visto que a Bíblia é o Livro inspirado de Jeová, ela foi cuidadosamente copiada e preservada integralmente até hoje. (1Pe 1:24, 25) A inspiração divina, por meio da qual os historiadores bíblicos conseguiram escrever seus registros, assegura a fidedignidade da cronologia bíblica. — 2Pe 1:19-21.
Ilustrando bem por que as histórias seculares não se habilitam como norma de exatidão pela qual julgar a cronologia bíblica há a declaração do escritor arqueológico C. W. Ceram, comentando a ciência moderna da datação histórica: “Quem quer que se ponha a estudar a história antiga pela primeira vez deve ficar impressionado com o modo positivo pelo qual os historiadores modernos datam acontecimentos que se verificaram há milhares de anos. No decurso de maiores estudos, essa admiração só poderá aumentar. Pois, se examinarmos as fontes da história antiga, veremos quão escassos, inexatos ou inteiramente falsos eram os registros, mesmo na época em que foram escritos pela primeira vez. E, se originalmente eram pobres, mais pobres ainda foram ficando até chegar a nós: semi-destruídos pelos dentes do tempo, ou pelo descuido e tosco uso dos homens.” Ele descreve adicionalmente a estrutura da história cronológica como “puramente hipotética, e que, além disso, ameaça desmoronar em cada junção”. — O Segredo dos Hititas, trad. de Milton Amado, p. 134, Ed. Itatiaia Ltda.
Esta avaliação pode parecer extrema, mas, no que se refere a registros seculares, não é sem fundamento. As informações que se seguem tornarão claro por que não há motivo de se duvidar da exatidão da cronologia bíblica simplesmente porque certos registros seculares divergem dela. Ao contrário, é somente quando a cronologia secular se harmoniza com o registro bíblico que se pode ter certa medida de confiança nessa datação secular antiga. Ao se considerarem os registros dessas nações pagãs, que tiveram relacionamentos com a nação de Israel, deve-se ter em mente que algumas das aparentes discrepâncias nos seus registros talvez se devam simplesmente à incapacidade dos hodiernos historiadores de interpretar corretamente os métodos usados antigamente, similar à sua incapacidade de interpretar corretamente os métodos usados pelos historiadores bíblicos. No entanto, há consideráveis evidências de definitiva negligência e inexatidão, ou mesmo de deliberada falsificação, por parte dos historiadores e cronólogos pagãos.”

A Epopeia de Gilgamésh foi tão real quanto a fantasiosa estória de Alice no País das Maravilhas. Em sua Tabua XI há uma dificuldade insolúvel para os que a consideram párea para a Bíblia Sagrada, porque, embora conte como o épico de Atrahasis descreve o embarque na arca por todos os amigos e parentes de Utnapishtim, quando as águas diminuem parece que só ele e sua esposa sobrevivem. O relato conta que estes prontamente se tornam imortais, e se estabelecem em uma ilha remota. Estes escritos desabonam uma pretensão de seriedade literária que seja útil para historicidade e o colocam na categoria de algo totalmente folclórico.

 

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Comentários

  • Davi  On 14 de junho de 2016 at 8:48

    Queruvim, que matéria interessante! Pois mostra que o livro mais antigo é o velho testamento.
    Eu estava conversando com uma pessoa que está estudando para ser Judia, e peguei a Bíblia hebraica (a de capa verde) e percebi que eles mudaram o nome de Deus para “eterno”.
    E percebi que na passagens de Exodo 7:1- “Por conseguinte, Jeová disse a Moisés: “Vê, eu te fiz Deus* para Faraó”
    Na Tradução do novo mundo com Referência na parte “Deus” na nota de referência está escrito “Deus.” Hebr.: ’elo·hím; gr.: the·ón; lat.: Dé·um.
    Eu acredito que a tradução do novo mundo, ela deve ter consultado o texto massorético.
    Essa bíblia hebraica ela não tem a referência dos texto dos massoretas?
    Mais uma vez muito boa a matéria!

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  • Queruvim  On 14 de junho de 2016 at 13:35

    Davi, reformule sua pergunta.

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  • Davi  On 14 de junho de 2016 at 16:08

    Queruvim, qual é a base da Bíblia Hebraica (a capa Verde)?
    Pois eu acho que eles não usam os texto dos massoréticos (Que são o texto hebraico mais antigo que tem), como base de sua tradução, porque conforme o texto de Êxodo 7:1 o texto mostra que aparece a palavra “elo·hím” na TNM com referência, já a bíblia hebraica não não aparece essa palavra.

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  • Adrfiano  On 14 de junho de 2016 at 16:45

    Excelente matéria

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  • Queruvim  On 14 de junho de 2016 at 19:12

    Em Ex. 7:1 aparece Elohim no texto Massorético Hebraico. Tanto na BHK, NA BHS e na nova atualização, a Bíblia Hebraica Quinta.

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  • Defensor da Verdade!  On 10 de setembro de 2016 at 1:47

    Interessante…

    mas quem teria escrito esses “Colofões” então?

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