O Mufti de Jerusalém, Haj Amin Al Husseini e a “Solução Final”


Mufti e o Nazismo

Haj Amin al-Husseini em reuinão com Adolf Hitler (Dezembro de 1941)

 

Por Queruvim

O Historiador Britânico Martin Gilbert, autor de 88 livros e formado na Universidade de Oxford, afirmou de modo enfático que o Mufti de Jerusalém, Haj Amin Al Husseini desempenhou um papel importante em influenciar Hitler na intenção de eliminar os judeus. Este autor pode ser visto comentando o assunto no vídeo abaixo:

No vídeo o Mufti é chamado de “fervoroso admirador de Adolf Hitler” e é citado pelo Historiador Martin como sendo “um dos fundadores do movimento islâmico radical”.

Será que o Mufti influenciou Hitler?

Alguns afirmam que uma foto entre Hitler e um líder do Islã não prova nada. Essa afirmação é uma forma de simplificar de modo enganoso as coisas. Há sim muito material escrito por Historiadores e testemunhas que viveram na época do Mufti.  Al Husseini foi uma figura chave na criação do conceito de nacionalismo palestino e o líder de oposição ao sionismo  mais violento e incendiário da década de 1920 em diante. Por fim com a criação do Estado de Israel  sua liderança passou a ser considerada irrelevante. Ele usou sua poderosa posição política e religiosa como o Grã-Mufti (líder religioso supremo ) de Jerusalém, para promover o nacionalismo árabe, incitar a violência contra os britânicos, e pregar o ódio aos judeus e a aniquilação destes da Palestina britânica. 

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O Mufti de Jerusalém inspecionando tropas nazistas compostas de muçulmanos da Bósnia. 

O Mufti de Jerusalém era um aliado de Hitler antes e durante a Segunda Guerra Mundial, recrutou legiões muçulmanas na Bósnia para servir na frente oriental na Weirmacht de Hitler e desenvolveu planos completos para a construção de campos de concentração na Palestina. Durante a guerra árabe-israelense de 1948  ele representou o Alto Comitê Árabe e rejeitou o plano de partilha da ONU de 29 de novembro de 1947. As palavras do próprio Mufti não deixam dúvidas a respeito de sua intenção com os judeus:

“Nossa condição fundamental para a cooperação com a Alemanha era uma mão livre para erradicar cada judeu remanescente da Palestina e do mundo árabe. Solicitei a Hitler  um compromisso explícito para nos permitir resolver o problema do povo judeu de forma condizente com as nossas aspirações nacionais e raciais e de acordo com os métodos científicos inovados pela Alemanha no manejo dos seus judeus. A resposta que obtive foi : “Os judeus são seus. “ (Destaque é nosso)

Esta semana o Primeiro Ministro de Israel Benjamim Netanyahu foi citado na CNN por ter acusado o Mufti de Jerusalém, Haj Amin Al Husseini como sendo quem influenciou Hitler no intento de exterminar os judeus no Holocausto Nazista. Ele afirmou:

“Hitler não queria exterminar os judeus naquele momento, ele queria expulsá-los. E Haj Amin al-Husseini foi até Hitler e disse: ‘se você expulsá-los, eles virão todos aqui [à Palestina]”, contou Netanyahu.

Segundo o líder israelense, Hitler teria então perguntado: “o que eu deveria fazer com eles?” e o grão-mufti teria respondido: “queime-os”. “

Defendendo suas próprias observações Netanyahu citou o testemunho do Oficial Nazista Adolf Eichmann nos julgamentos de Nuremberg , após a Segunda Guerra Mundial , que disse : “O mufti foi fundamental na decisão de exterminar os judeus da Europa. A importância do seu papel não deve ser ignorado. o Mufti propôs várias vezes para as autoridades , principalmente Hitler, Himmler e Ribbentropp , exterminar os judeus da Europa. Ele considerava isso uma solução adequada para a questão palestina.”

“… minha intenção não foi absolver Hitler, mas sim  mostrar que os antepassados ​​da nação palestina – sem um país e sem a chamada ‘ocupação’, sem terras e sem assentamentos – já naquele tempo aspiravam a incitação sistemática para exterminar os judeus.” afirmou Netanyahu após seus opositores políticos e inimigos da palestina o acusarem de tentar “mudar a história”.

A CNN afirmou de modo irresponsável que Benjamin Netanyahu isentou Hitler. Em seu artigo “Israeli PM Benjamin Netanyahu criticized for saying Holocaust was mufti’s idea, not Hitler’s”  (Primeiro Ministro Israelense criticado por dizer que o Holocausto foi ideia do Mufti e não de Hitler) o título é uma distorção do que Netanyahu realmente disse. Isso fica ainda mais claro com as declarações feitas dia 30/10 de 2015 neste artigo.

Em todo o mundo estão aparecendo artigos com títulos enganosos do tipo:

Para Netanyahu foi um mufti, e não Hitler, quem teve a ideia do Holocausto [ declaração falsa]

A página da CNN de hoje afirma que “não há nenhum vídeo ou áudio , nem mesmo uma transcrição que pode provar definitivamente os relatos  de Netanyahu referentes a conversa entre Hitler e Husseini”. Acredito que áudio e vídeo não, mas transcrições não faltam e escapa dos olhos da mídia “politicamente correta” em sua tentativa de agradar muçulmanos. Realmente foi depois de desenvolver um relacionamento achegado com a ideologia dos muçulmanos que Hitler passou a colocar em prática o extermínio do judeus.  Embora haja discursos onde Hitler fala de “aniquilar”os judeus, alguns defendem que tal “plano” só foi colocado definitivamente em prática a partir de 1941, justamente quando teve seus principais contatos com o mundo Islâmico. Hans Christian Gerlach  Professor de História Moderna na Universidade de Bern entre outros, defende esta afirmação. Ele cita dois documentos recentemente descobertos onde um alto oficial de Hitler em suas anotações deixa mais do que evidente que o “plano” de aniquilar os judeus era algo recente, (isto é decidido em 1941). Tudo indica que as palavras do Primeiro Ministro de Israel estão bem fundamentadas em revelações relatadas pelo próprio Mufti.  Este, em certa ocasião, declarou na rádio alemã em 1 de março de 1944 :

 “Oh árabes , subam como um homem e lutem por seus direitos sagrados!  Matem os judeus onde quer que você os encontrem. Isso agrada a Allah , a história e a religião. Isso salva a sua honra, Deus está com vocês”. (Destaque é meu)

Com o controle de todo o modo de vida na Palestina árabe, Al Husseini tornou-se um poderoso “empreendedor político”. O fanatismo religioso e o fervor chegou a um nível altíssimo ao passo que clérigos muçulmanos sob sua influência exortavam  seus rebanhos a “sair[em] e matar[em] os infiéis judeus em nome do sagrado Corão”. Constantemente declaravam que “aquele que mata um judeu tem a garantia de um lugar no outro mundo”. (Joseph Schechtman  em  O Mufti e o Fuehrer , Influência Nazista no Oriente Médio Durante a Segunda Guerra Mundial , Política global, 05 de janeiro de 2005, p . 26 citado por David Storobin)

No livro Crimes of the Holocaust: The Law Confronts Hard Cases escrito por Stephan Landsman, menciona que os tribunais convocaram para depor Eichmann em duas ocasiões a fim de desvendar seu relacionamento com o Mufti de Jerusalém. A Corte depois de extensiva pesquisa e acesso a memoirs do próprio Mufti que considerava Eichmann como sendo “um diamante raríssimo e o melhor redentor para os árabes” afirmou:

“Foi nos provado que o Mufti, também, tinha como objetivo a implementação da ‘solução final’ viz., o extermínio dos judeus da Europa e não há dúvida que se Hitler tivesse sido bem sucedido em conquistar a palestina, a população judaica da palestina também teria sido sujeita a total exterminação com o apoio do Mufti”. 

O especialista em História do Oriente medio Wolfgang G. Schwanitz em seu artigo intitulado Amin Al-Husaini e o Holocausto- O que o Grande Mufti sabia? menciona os debates entre eruditos e outros a respeito do papel do Mufti na implementação da “solução final” e acrescenta:

“Mas, na verdade o registro completo das evidências disponíveis , incluindo ambas as fontes alemãs e árabe, não mais deixam margem para dúvidas. Na verdade, as próprias palavras do Grande Mufti fornecem a prova mais convincente . Memórias do Grande Mufti , editado por Abd al- Karim al- Umar , foram publicados em Damasco em 1999. (Veja foto da capa abaixo). Nas memórias , al- Husaini discute abertamente sua estreita relação com o chefe da SS Heinrich Himmler”.

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Himmler  confidenciou ao Grande Mufti informações a respeito do progresso na fabricação de uma bomba nuclear  em 4 de julho de 1943. Esta é a data em uma dos dois com uma dedicatória assinada de Himmler : “A Sua Eminência o Grão Mufti – um Memento ” (veja abaixo ) .

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Nos memorandos [memoirs] , o Grande Mufti também descreve o que Himmler disse a ele naquele verão de 1943 sobre a perseguição aos judeus. Seguindo algumas tiradas a respeito dos “judeus culpados da guerra”, Himmler disse a ele que “até agora eliminamos [ abadna ] em torno de três milhões deles” (p 126 – . Ver trecho abaixo árabe ) .

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O Mufti de Jerusalém nos anos que se seguiram ao fim da guerra mencionou que em uma conversa com Himmler quando foi indagado sobre o que fazer com os judeus, teria respondido “Mande-os de volta para de onde vieram”. Segundo ele tentando culpar Himmler, que nesta ocasião já estava morto e não podia mais ser julgado, afirmou que Himmler disse a seguinte frase: “Voltarem para a Alemanha- Nunca vou permitir que façam isso”. Mas tais declarações do Mufti não passavam  de um fingimento, visto que em Berlim no dia 2 de Novembro de 1943 ele havia feito uma declaração pública diante dos muçulmanos de que os muçulmanos deveriam seguir o exemplo dos alemães que havia encontrado uma “solução definitiva para o problema dos judeus”. Além disso sabemos devido a farto documentário testemunhal que o Mufti jamais iria perguntar sobre o que fazer com os judeus. Afinal ele pregava abertamente o extermínio dos judeus. Ele estava apenas tentando livrar sua pele diante das autoridades do pós guerra. Acabou confundindo os historiadores com seu fingimento. Isso não é algo exclusivo deste psicopata. Bashar Al Assad na Síria negou durante muitos dias que estava bombardeando seu próprio povo assim que iniciou o levante na Síria. Mas o YOUTUBE inundava com imagens de aviões da força aérea síria massacrando homens, mulheres e crianças do seu próprio povo. Chegou um momento que a verdade não pôde ser mais negada e este simplesmente se calou. O mesmo aconteceu com Sadam Russeim quando acusado de genocídio de seu próprio povo. Muammar al-Gaddafi não foi diferente. Acompanhei desde o início tudo o que aconteceu na guerra da Líbia e a maneira covarde destes líderes e ditadores muçulmanos fizeram meu sangue ferver. Especialmente ao observar como Gaddafi negava estar exterminando seu próprio povo na frente das câmeras ao passo que o YOUTUBE inundava com imagens de suas atrocidades. Parece mais do que claro que a forma de religião destes homens serve somente para dar uma falsa impressão de santidade.( 2 Tim. 3:5)

Como disse acertadamente Caroline Glick (foto), mestrado pela Universidade de Harvard:

Caroline Glick

“A realidade disso é que, à semelhança dos nazistas, é impossível separar a busca ideológico-militar islâmica pelo domínio mundial de seu anti-semitismo genocida. Como no caso dos nazistas, são dois lados da mesma moeda”.

Um artigo bem detalhado e com boa verificabilidade, respaldando as afirmações do PM de Israel,  podem ser encontrado nos links abaixo. Não é de admirar que líderes religiosos estejam por detrás de terríveis atrocidades e crimes de genocídio. A Bíblia já alertava sobre tais incidentes como sendo algo que ocorreriam no tempo em que vivemos. De posse destes dados, todos os historiadores sérios deveriam ser mais cautelosos em afirmar que a culpa pelo Holocausto é algo que deve ser creditado somente a Hitler. Eu apreciaria ver de onde Netanyahu tirou suas citações. Tudo parece indicar que as afirmações do Primeiro Ministro de Israel não são baseadas em achismos. Não importa se os da esquerda israelense  ou até mesmo aqui no Brasil condenem as palavras do PM de Israel. Estou certo de que ele está muito mais informado do que os que alinham seus pensamentos com o dos radicais do mundo islâmico.

O Dr. Yosef Sharvit , especialista em História Judaica e Departamento de Judaísmo Contemporâneo na Universidade Bar Ilan , falou pouco depois sobre o assunto e agradeceu a Netanyahu por ter trazido a luz um personagem que não se sabe porque, é evitado e pouco mencionado quando o assunto é o Holocausto.

“Por alguma razão ele [o Mufti] tem sido colocado de fora do cenário histórico de tudo que tem haver com o Holocausto”. disse o Historiador e prosseguiu:

“Suas transmissões Rádio de Berlim sempre acabavam convocando o povo para matar os judeus . Ele também foi um dos iniciadores da solução final para os judeus na terra de Israel , e se não fosse por Deus, o alto comandante nazista  Erwin Rommel teria permitido que isso atingisse Israel. Haj Amin al -Husseini tinha um plano detalhado para destruir a comunidade judaica. Em essência ele levou o Holocausto aos judeus em países árabes bem como a criação de campos…Ele foi o mais destacado conselheiro fora da Europa no processo de destruir os judeus da Europa.”

Espero que este artigo tenho servido para refrescar a mente dos menos informados historiadores e comentaristas relacionado com o papel de um líder religioso islâmico cujas práticas foram como que “varridas para debaixo do tapete” da história e ignorado por muitos professores anti semitas.

A página jw.org afirma:

Uma combinação explosiva

Em muitos países, as religiões predominantes se tornaram símbolos de identidade patriótica e racial. Por isso, a linha entre ódio nacionalista, preconceito racial, rivalidade étnica e inimizade religiosa é praticamente imperceptível. Essa combinação explosiva tem os ingredientes necessários para devastar nosso mundo.

O grande paradoxo em tudo isso é que muitas religiões alegam representar o Deus da Bíblia, o Criador. Faz sentido acreditar que um Criador amoroso de poder e sabedoria absolutos teria alguma relação com as religiões que causam divisão e têm culpa de sangue?

http://www.catholic.com/magazine/articles/hitlers-mufti

http://destination-yisrael.biblesearchers.com/destination-yisrael/2011/11/the-grand-mufti-of-jerusalem-admits-in-testimony-the-jews-did-not-steal-arab-land-in-israel–1.html

http://www.biblesearchers.com/hebrews/israel/muftimuslim.shtml

Aprenda da Palavra de Deus

O que acontecerá com as religiões?

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