A Personificação que a Bíblia em alguns casos faz do “Espírito Santo”, prova personalidade?


Personificação prova personalidade?

Aconteceu uma vez que as árvores foram ungir um rei sobre si. Disseram, pois, à oliveira: ‘Reina sobre nós.’ Mas a oliveira lhes disse: ‘Deveria eu renunciar à minha gordura com que se glorifica a Deus e os homens e deveria ir para oscilar sobre as outras árvores?’” – Juí. 9:8, 9.

A personificação, também chamada de prosopopeia, é uma figura de linguagem que consiste em atribuir dotes e qualidades pessoais a algo impessoal. A citação bíblica acima é um exemplo desse recurso literário. De fato, essa figura é bastante comum no dia a dia. Expressões tais como “hoje o dia está triste”, (quando o céu nublado e/ou o tempo frio produzem tristeza no ser humano,) e “esse parafuso não quer entrar”, (como se o parafuso tivesse vontade própria,) são exemplos comuns desse estilo. A Bíblia está repleta de exemplos de personificação, ou prosopopeia. Seguem, abaixo, alguns desses exemplos:

“A palavra de Jeová . . . foi dizer-lhe.” – 1 Reis 19:9.

“Meu divã me consolará.” – Jó 7:13.

“As próprias colunas do céu . . . estão pasmadas.” – Jó 26:11.

“Durante as noites me corrigiram os meus rins.” – Sal. 16:7.

“Levantai as vossas cabeças, ó portões.” – Sal. 24:7.

“Que a minha glória entoe melodias.” – Sal. 30:12.

“Que jubilem os ossos que quebrantaste”. – Sal. 51:8.

“As próprias baixadas . . . bradam em triunfo, sim, cantam.” – Sal. 65:13.

“Rejubile a campina”. – Sal. 96:12.

“O próprio sol sabe muito bem onde se põe.” – Sal. 104:19.

“O próprio mar viu e pôs-se em fuga.” – Sal. 114:3.

“Ele faz prantear a escarpa e a muralha.” – Lam. 2:8.

Os casos de personificação não se limitam a livros bíblicos poéticos. O pecado e a morte são personificados na carta apostólica aos Romanos, (5:14, 21; 7:8-11) a sabedoria é personificada nos Evangelhos, (Mat. 11:19; Luc. 7:35) e o sol e as árvores são personificados em livros proféticos. (Isa. 24:23; Eze. 31:9) Há inúmeros exemplos bíblicos de personificação. As pessoas não têm nenhuma dificuldade de entender o uso dessa figura de retórica, pois reconhecem que as coisas personificadas não são realmente seres com personalidade.

Contudo, o mesmo não acontece quando o espírito santo é personificado nas Escrituras. Isto se dá por causa do dogma da Trindade. Em 381 EC, o Concílio de Constantinopla atribuiu personalidade ao espírito santo, chamando-o de “Senhor”. Declarou ainda que tal espírito devia ser adorado.[1] Devido ao conceito prevalecente entre os membros da cristandade, de que o espírito santo é uma pessoa, muitos encaram a personificação desse espírito como evidência de personalidade. Tais pessoas desconsideram que as mesmas expressões são usadas para outras coisas impessoais. Observe, para tanto, as comparações abaixo:

“O espírito santo . . . vos ensinará.” (João 14:26) “Toda a Escritura é . . . proveitosa para ensinar.” (2 Tim. 3:16) Assim, as Escrituras também ensinam, embora não tenham personalidade.

“O espírito santo . . . vos fará lembrar.” (João 14:26) “E terá de vir a haver o arco-íris na nuvem, e eu certamente o verei para me lembrar do pacto.” (Gên. 9:16) O arco-íris, algo impessoal, também faz lembrar.

“O espírito da verdade, que procede do Pai, esse dará testemunho.” (João 15:26) “As próprias obras que meu Pai me determinou efetuar, as próprias obras que eu faço, dão testemunho de mim.” (João 5:36) Ninguém dirá que as obras são pessoas; contudo, elas também dão testemunho.

“O espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade.” (João 16:13) “A própria coluna de nuvem não se afastou de cima deles de dia, para guiá-los no caminho.” (Nee. 9:19) Tal coluna, naturalmente, era algo, não alguém – mas também guiava.

“O espírito da verdade . . . falará as coisas que ouvir e vos declarará as coisas vindouras.” (João 16:13) “Ouvi, ó montes, a causa jurídica de Jeová.” (Miq. 6:2) “Os céus declaram a glória de Deus.” (Sal. 19:1) Os céus e os montes são seres inanimados; mas podem, figuradamente, “ouvir” e “falar”. Aliás, uma das definições dos dicionários para “falar” é “exercer influência”. (Aurélio; Michaelis) É com base nisso que existe o ditado: “As ações falam mais alto do que as palavras.” Quer dizer, as ações exercem maior influência do que as palavras.

Que dizer de Efésios 4:30? Esse texto declara em parte: “Não contristeis o espírito santo de Deus.” Trata-se, coerentemente, de mais um exemplo de personificação. O inteiro escopo de textos descritivos do espírito santo usam quadros verbais que o revelam como sendo algo impessoal. (Veja o artigo “É a Trindade uma doutrina bíblica?” neste blog.) Mas, como podemos entender a linguagem figurada desse texto?

Descrevendo a reação de Moisés à persistente obstinação dos israelitas, o Salmo 106:33 diz: “Amarguraram-lhe o espírito.” A Versão Almeida verte assim o texto: “Irritaram o seu espírito.” (Al) A respeito do Rei Acabe, de Israel, foi dito: “Por que está triste o teu espírito . . . ?” (1 Reis 21:5) Nesta acepção, “espírito” significa a força íntima “que induz a pessoa a demonstrar certa atitude, disposição ou emoção, ou a tomar certa ação ou adotar certo proceder”. [2] Essa força, evidentemente, não é uma pessoa, mas emana de uma pessoa. Por isso, atribui-se a ela os sentimentos da pessoa da qual tal força emana. Uma vez que o espírito santo emana de Deus, que é a sua fonte, a Bíblia atribui a esse espírito os sentimentos do próprio Deus.[3]

Similarmente, pela mesma razão de Jeová Deus ser a fonte do espírito santo, as Escrituras atribuem a esse espírito o que é feito a Deus. É por tal razão que encontramos em Atos 5:3 as palavras do apóstolo Pedro a Ananias: “Por que te afoitou Satanás a trapacear o espírito santo . . . ?” O versículo seguinte explica: “Trapaceaste, não homens, mas a Deus.” (Atos 5:4) Isto não significa que o espírito santo seja Deus, pois Jesus referiu-se a tal espírito como sendo o “dedo de Deus”. (Luc. 11:20) O dedo de uma pessoa não é a própria pessoa, apenas faz parte dessa pessoa e é dirigido por ela. Por esta razão, qualquer dano feito ao dedo de uma pessoa é considerado como tendo sido feito a ela.

Mas, em que sentido aquele casal ‘trapaceou o espírito santo’?[4] Naquela época, Jeová, por meio de seu espírito, ou figurativo “dedo”, estava movendo os cristãos de coração disposto a vender suas propriedades para ajudar seus concrentes necessitados. (Atos 4:34, 35) Ananias e sua esposa, Safira, também venderam uma propriedade, mas não para agir em harmonia com a influência altruísta com a qual o espírito santo estava movendo os fiéis. Por desviarem-se do nobre propósito induzido pelo espírito de Deus para um propósito egoísta, mesquinho, tal casal ‘trapaceou’ figuradamente tal espírito. Por fazer isso, literalmente ‘trapaceou’ a Deus, a fonte de tal espírito.

Por conseguinte, é meridianamente claro que a personificação do espírito santo é tão somente um recurso linguístico e não um suporte teológico para uma falsa doutrina. Personificação não prova personalidade. A dificuldade por parte de teólogos da cristandade em entender isso se deve à pesada neblina de obscuridade religiosa que foi legada pelos que apostataram do primitivo cristianismo. É, portanto, necessário se despojar do orgulho da batina e do diploma de teologia e ‘aceitar com brandura a implantação da palavra que é capaz de salvar as vossas almas’. – Tia. 1:21.

[1] Veja os números da revista A Sentinela de 1.º de novembro de 1991, p. 20, e de 1.º de agosto de 1992, p.21.

[2] Veja a obra Estudo Perspicaz das Escrituras, volume 2, p. 40.

[3] Um exemplo disso é a personificação do amor, em 1 Coríntios 13:4-7. Quando se diz que o amor “é longânime e benigno”, que “não fica encolerizado”, que ‘se alegra com a verdade’, significa naturalmente que a pessoa que possui amor é que tem tais sentimentos e atitudes. Os sentimentos do detentor, ou possuidor, de uma qualidade são, metonimicamente, transferidos à própria qualidade. O mesmo ocorre entre Deus e o espírito santo.

[4] A palavra grega usada, yeudomai (pseúdomai), significa “mentir”, “(tentar) enganar, mentindo”. (Léxico do N.T. Grego/Português, de Gingrich e Danker) Um termo cognato, o vocábulo qeudhv (pseudés = falso, mentiroso) deu origem ao elemento de composição pseudo-.) O casal deu a aparência de estar seguindo um propósito quando, na realidade, estava seguindo outro inteiramente diferente.

Fonte: o blog oapologistadaverdade.blogspot.com

 

Veja também:

Em Mateus 28:19 em “nome” do Pai, do Filho e do espírito santo, indica uma trindade?

Qual a diferença no uso do artigo neutro em grego e que implicação tem referente ao “espírito santo”?


Estudo sobre Pneumatologia – Parte 1

http://oapologistadaverdade.blogspot.com.br/2012/08/estudo-sobre-pneumatologia-parte-1.html

Estudo sobre Pneumatologia – Parte 2

http://oapologistadaverdade.blogspot.com.br/2012/08/estudo-sobre-pneumatologia-parte-2.html

Estudo sobre Pneumatologia – Parte 3

http://oapologistadaverdade.blogspot.com.br/2012/08/estudo-sobre-pneumatologia-parte-3.html

Estudo sobre Pneumatologia – Parte 4

http://oapologistadaverdade.blogspot.com.br/2012/08/estudo-sobre-pneumatologia-parte-4.html

Estudo sobre Pneumatologia – Parte 5

http://oapologistadaverdade.blogspot.com.br/2012/09/estudo-sobre-pneumatologia-parte-5-o.html

 

VÍDEO SOBRE A DOUTRINA DA TRINDADE!

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Comentários

  • eduardo santos pereira  On 15 de setembro de 2015 at 12:02

    Ficou muito claro o artigo! Gostei da simplicidade que foi tratado um assunto que parecia complexo…

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  • Saga  On 15 de setembro de 2015 at 18:14

    Mais uma vez temos argumentos circulares para tentar provar a Trindade….

    No caso do termo proskyneo, que pode significar adoração ou pode não significar adoração, os trinitaristas entendem que significa adoração no caso de Jesus pois ele é Deus e deve ser adorado! Os eruditos trinitários aceitam que a palavra possa ser traduzida como prestar homenagem no caso de ser aplicada a outros homens, mas não no caso de Jesus, como ele é Deus, então no seu caso deve ser vertida de forma a indicar adoração a sua divindade.

    No caso de expressões pessoais, nas Escrituras Sagradas, expressões de ações pessoais podem indicar personalidade, ou podem ser o recurso literário conhecido como personificação, mas os trinitaristas entendem que significam personalidade o caso do Espírito Santo porque ele é Deus! É a terceira pessoa da Trindade Divina. Os eruditos trinitários aceitam que a Bíblia faça abundante uso da personificação, no caso do sangue, da água, do sol, o mar, o vento, etc, etc, mas não no caso do espírito santo, afinal, como ele é Deus, e Deus é pessoal, não uma força ou energia sem personalidade, então no seu caso as expressões de ação pessoal devem ser compreendidas como evidência de sua divina personalidade.

    Nos dois casos, os trinitaristas praticam petição de principio, eles afirmam aquilo que deveriam provar.

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  • Lucas Gomes  On 16 de setembro de 2015 at 7:56

    Achei muito interessante os argumentos apresentados aqui; é o que eu imaginava e esperava encontrar. Muito diferente do senhor [******** *****] que não posta comentários quando estes não lhe convém, encerra um suposto debate acerca da trindade no seu site, acredita que seus argumentos são os melhores e infelizmente se considera um “Hulk cristão”, desafiando até mesmo o diabo que acredita num só Deus…

    A MODERAÇÃO OMITIU O NOME DA PESSOA A QUE SE REFERE PARA NÃO INDUZIR CRISTÃOS A LEREM O LIXO DA APOSTASIA, LEMBREM-SE DE ROMANOS 16:17 , ATOS 20:30; PROV 11:9

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  • francisco alexandre  On 16 de setembro de 2015 at 9:53

    1 João 4 : 8 afirma dizendo que Jeová é amor! Ou a fonte do amor!
    2 corintios 3 : 16-18 afirma dizendo que Jeová é o espírito
    1 corintios 13: 1-8 menciona as qualidades do amor, agora será que o amor é uma pessoa? Visto que so pessoas tem paciência, justiça, alegria…..etc.
    Salmos 33 : 5,6 afirma que Jeová é a fonte do espírito santo.
    Entao, se Jeová é a fonte do amor e a fonte do espírito santo; porque o espirito santo e comparado como uma pessoa e o amor não visto que ele atributos

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  • Kyo  On 16 de setembro de 2015 at 11:53

    A figura de linguagem usada em Pr 8 é a mesma usada em Ez 28:11-19, onde se fala do rei de Tiro mas também é aplicada à Satanás.

    Obs.: Nem por isso os trinitários dizem que o rei de Tiro e Satanás são a mesma pessoa ou coisa parecida.

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  • fernando  On 3 de setembro de 2016 at 9:46

    Bom dia e paz a todos,
    lendo somente a bíblia tive umas conclusões.se tinha uma pessoa que sabia se o Espírito Santo é uma pessoa ou uma força ativa essa pessoa é Jesus cristo.sendo ele criado ou eterno esse sim é autoridade máxima em si tratar da personalidade do Espírito Santo,pois já o conhecia a pelos menos milhares de anos antes dele vir na terra fazer a sua obra.separei alguns verciculos onde o mestre fala a respeito do Espírito Santo.E eu pedirei ao Pai, e ele lhes dará “outro” Conselheiro para estar com vocês para sempre,João 14:16.um ex:se alguém lhe de uma caneta e falar pra vç ,assim que acabar essa caneta eu lhe darei outra,vç vai entender que assim que acabar aquela caneta vç vai receber uma outra caneta sim ou não,vç não vai esperar uma bicicleta ou um carro,vç espera receber uma outra caneta.creio que os apóstolos entenderam isso quando ouviram as palavras de Jesus.um “outro consolador” ou seja uma outra pessoa assim como Jesus.não tem cabimento aqui os apóstolos terem endendido esperar uma força ou um poder ou uma coisa imaterial.Mas vocês o conhecem, pois “ele” vive com vocês e estará em vocês.João 14:17,Mas o “Conselheiro”, o Espírito Santo, que o Pai “enviará” em meu nome, lhes “ensinará” todas as coisas e lhes fará “lembrar” tudo o que eu lhes disse.João 14:26,”Quando vier “o Conselheiro”, que eu “enviarei” a vocês da parte do Pai, o Espírito da verdade que provém do Pai, “ele” testemunhará a meu respeito.João 15:26 Mas eu lhes afirmo que é para o bem de vocês que eu vou. Se eu não for, “o Conselheiro” não virá para vocês; mas se eu for, eu o “enviarei”.João 16:7 Quando “ele vier”, “convencerá” o mundo do pecado, da justiça e do juízo.João 16:8 Mas quando o Espírito da verdade vier, “ele os guiará” a toda a verdade. Não “falará” de si mesmo; “falará” apenas o que “ouvir”, e lhes “anunciará” o que está por vir.João 16:13 “Ele” me “glorificará”, porque receberá do que é meu e o tornará conhecido a vocês.João 16:14.as palavras entre aspas nos verciculos merecem bastante atenção,”ele”,”conselheiro”,”enviará”,”ensinará”,”fará lembrar”,”ele vier”,”convencerá”,”ele os guiará” “falará”,”ouvir”,”anunciará”,”me glorificará”.gente ouvindo as palavras do nosso salvador a respeito do Espírito Santo e ainda crer que o Espírito Santo não é uma pessoa é querer forçar a barra e crer em doutrinas de homens.tem que fazer um esforço tremendo na mente pra crer que o Espírito Santo não é uma pessoa.ouvindo as palavras de Jesus em joão cap.14 e 15 com certeza os apóstolos imagivam um ser pessoal não uma força.Jesus teria cometido grande erro,em saber que o Espírito Santo não é um ser pessoal e só falar palavras que só se fala pra pessoas como por ex:ele,ouvir,falar.nem uma criança cometeria um erro desse.

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  • Queruvim  On 5 de setembro de 2016 at 2:12

    Erro é ler as escrituras e selecionar textos que parecem apoiar aquilo em que já acredita. Erro é isolar tais passagens e desconsiderar as outras onde fica evidente que o espírito santo é a irresistível energia invisível proveniente de Deus e a serviço de Seu comando. No Evangelho de João, capítulos 14 a 16, Jesus faz referência ao espírito santo como sendo o “ajudador” (grego parákletos), um termo descritivo que algumas traduções colocam em maiúsculo, como sendo um título, vertendo tal palavra como “Ajudador” (IBB), “Consolador” (Al; ALA) e “Paráclito” (BJ), entre outros termos. Contudo, o fato de a Bíblia atribuir tal termo ao espírito santo não faz com que ele seja uma pessoa; apenas mostra que uma de suas funções inclui dar ajuda ou consolo aos servos de Deus. Assim, a Bíblia fala do “consolo do espírito santo”. (Atos 9:31) Mas ela também menciona o“consolo das Escrituras”. (Rom. 15:4) Portanto, a Palavra de Deus também fornece consolo, mas evidentemente ninguém concluiria disso que ela é uma pessoa.

    Sobre a palavra “outro”

    O texto não diz: ‘O Pai dará outra pessoa’, e sim “outro ajudador”. A linha de comparação está na palavra “ajudador” (ou “consolador”, conforme algumas traduções). Tanto Jesus como o espírito santo são descritos como ‘ajudadores’ ou ‘consoladores’. O espírito santo é “outro [állos] ajudador” no sentido de que daria continuidade à ajuda prestada por Jesus na promoção dos interesses do Reino de Deus, e de forma alguma tal passagem poderia ser usada para provar a existência de uma suposta terceira pessoa dum Deus trino.

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  • Queruvim  On 5 de setembro de 2016 at 2:22

    Sobre o espírito santo certo apologista escreveu:

    Evidência bíblica da natureza impessoal do espírito santo

    Note abaixo as características aplicadas pela Bíblia ao espírito santo que determinam, além de qualquer dúvida, a sua natureza impessoal:
    ENCHE pessoas. – Êxo. 31:3; Atos 2:4.
    Pode VIR SOBRE elas. – Juí. 3:10; Luc. 2:25.
    Pode ESTAR ATIVO em pessoas. – Juí. 14:6; 1 Sam. 10:6.
    É DERRAMADO. – Atos 2:17; 10:45.
    DISTRIBUÍDO. – Heb. 2:4.
    PARCELADO. – Núm. 11:17, 25.
    SOPRADO. – João 20:22.

    O espírito santo é comumente associado a coisas impessoais. A Bíblia fala de ‘batizar com espírito santo e com fogo’ (Mat. 3:11); de estar “cheio de fé e espírito santo” (Atos 6:5; 11:24); e de estar “cheios de alegria e de espírito santo”. (Atos 13:52) O espírito santo dá testemunho, mas não junto com o Pai e o Filho (João 8:17, 18), e sim, junto com coisas impessoais, tais como a água e o sangue. – 1 João 5:5-8.

    Ademais, afirmar que o espírito santo é uma pessoa, além de ser biblicamente incorreto, tendo em vista o contexto bíblico, também implica em problemas teológicos desconcertantes para os defensores do dogma. Isso levantaria questões intrigantes, tais como:

    Por que Jesus não apresentou o espírito santo como testemunha junto dele e do Pai? – João 8:17, 18.

    Se Deus é uma Trindade, por que Jesus não disse: ‘Eu e o Pai e o Espírito Santo somos um’? – João 10:30.

    Por que Jesus não mencionou o espírito santo, quando disse que a vida eterna depende de conhecer o Pai e o Filho? – João 17:3.

    Por que ele disse que o Pai estava em união com ele e ele em união com o Pai, mas não citou o espírito santo como parte dessa união? – João 14:10, 11; 17:21-23.

    Por que a “grande multidão” de salvos atribui a salvação ao Pai e ao Filho, mas não ao espírito santo? – Rev. 7:10.

    Por que a Bíblia menciona “o trono de Deus e do Cordeiro”, mas não inclui o espírito santo? – Rev. 22:1.

    Por que Paulo fala do “reino do Cristo e de Deus”, mas não inclui nesse reino o espírito santo? – Efé. 5:5.

    Por que Jesus afirmou que somente ele e o Pai conhecem um ao outro plenamente, mas não incluiu o espírito santo nessa relação de conhecimento mútuo? – Luc. 10:22.

    Por que João menciona que os cristãos têm parceria “com o Pai e com o seu Filho Jesus Cristo”, mas não inclui nessa parceria o espírito santo? – 1 João 1:3.

    Além disso, se o espírito santo fosse uma pessoa, ele seria maior do que Jesus Cristo, pois a blasfêmia contra o Filho é perdoada, mas contra o espírito santo não. – Mat. 12:32.

    Todo esse conjunto de provas biblicamente documentadas estabelece um nítido marco divisório entre a clara doutrina bíblica da impessoalidade do espírito santo e as pretensas, infundadas e antibíblicas afirmações de sua personalidade. Tal conjunto probatório constitui uma evidência cumulativa e harmoniosa com a inteira Bíblia Sagrada que só pode ser explicada pela veracidade do conceito bíblico de que o espírito santo é, de fato, a força ativa de Jeová Deus.

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  • Defensor da Verdade!  On 5 de setembro de 2016 at 14:24

    Interessante é que dentre todos os “espíritos” que existem, somente o espírito santo é dito: “ENCHER, SOPRADO, PARCELADO, DERRAMADO, DISTRIBUÍDO”. Eu nunca vi nenhum texto nas escrituras dizendo que os demais espíritos pessoais que existem no céu (Pai, Jesus, Anjos) alguma vez: “ENCHEM, SOPRADOS, PARCELADOS, DERRAMADOS, DISTRIBUÍDOS”

    Porque só o espírito santo se ele é pessoa????

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