Punirá Deus os filhos “pelo erro dos pais”? – Pergunta de Leitores


Certo leitor postou a seguinte pergunta?

Como resolver a aparente contradição entre os textos de Êxodo 20:5 (ou Deuteronômio 5:9) e Ezequiel 18:20 ?

Enquanto os primeiros sugerem que Deus pune os filhos por causa dos erros dos pais o último diz que “o filho não levará a culpa pelo erro do pai”.

A punição ou responsabilidade mencionada em Êxodo 20:5, virá “no caso dos que me odeiam” diz o próprio Texto.  Êx. 34:6,7 amplia o entendimento ao dizer que apenas os “culpados” serão punidos. Contudo há outras situações. Devemos ter em mente que se os filhos seguem o proceder dos pais, passam a ter responsabilidade comunal, e é a respeito destes que o texto se refere. Também atualmente quando um bebê nasce com AIDS observamos o pecado dos pais recaindo sobre os filhos, mas isso não quer dizer que o bebê não terá a esperança de vida e a salvação. Ademais, quando alguém peca contra Deus, embora se lhe perdoem os pecados, ele não pode escapar das conseqüências da cadeia de eventos que colocou em movimento. Por exemplo, quem comete adultério afeta os outros que lhe são achegados. Toda a sua família há de sentir os efeitos. A revista  A Sentinela de 01 de Novembro de 1978 fala destes descendentes e diz:

“Seu modo de vida, com suas idolatrias e sua licenciosidade, naturalmente resultou em efeitos para os seus descendentes. (Rom. 1:21-23) Mas, mesmo estes filhos podem receber a misericórdia de Deus, se recorrerem a ele em busca de ajuda. — Eze. 18:21, 22”.

A Sentinela de 01 de Dez. de 1972 amplia a consideração por dizer:

“Não pode haver dúvida sobre isso: Os filhos criados do modo errado quase com certeza praticarão coisas más e receberão a retribuição pelos seus atos.
Abraão era exemplo dum chefe de família que seguiu o caminho de Deus e ensinou aos seus filhos a obediência a Deus. Isto mostrou ser uma bênção de longa duração para os seus descendentes. — Gên. 18:19; Deu. 4:37.
“Assim, quando os descendentes de Abraão, mais tarde, se voltaram para a idolatria e para outras iniquidades, foram levados ao cativeiro por nações inimigas. De fato, desde o exílio em Babilônia até a destruição de Jerusalém em 70 E. C., os judeus estiveram constantemente sob o domínio de potências mundiais pagãs, primeiro de Babilônia, depois da Pérsia, da Grécia e de Roma. Seus descendentes, por muitas gerações, sentiram o peso do pecado de seus antepassados.
Este princípio aplicava-se também às nações pagãs. Na construção da Torre de Babel, o povo que se afastara da adoração do Deus de Noé, Jeová, foi dividido em diversos grupos linguísticos, e destes se desenvolveram nações. Seus descendentes encontravam-sa depois “apartados do estado de Israel e estranhos aos pactos da promessa, e não [tinham] esperança e [estavam] sem Deus no mundo”. (Efé. 2:12) Apenas os que se desviaram do proceder mau dos seus antepassados, abandonando o paganismo, chegaram a conhecer a Deus por adotarem a adoração dele.
Um caso ilustrativo do julgamento de criancinhas junto com seus pais iníquos é o dos cananeus. Por causa de sua longa história da mais profunda depravação, seus filhinhos foram executados junto com eles, às ordens de Deus, quando os israelitas ocuparam o país. — Deu. 7:1, 2″.

 

 

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