Apóstata na Comissão Judicativa


Os Anciãos das Testemunhas de Jeová alcançam este cargo de supervisão da “Igreja” ou Congregação, graças às qualidades espirituais que desenvolvem. Cada Congregação do povo de Jeová possui alguns destes Anciãos. São eleitos não por voto democrático, curso de teologia ou por falar bonito, mas por boa conduta, exemplo de boa moral e honestidade. Quando são apenas uma Testemunha de Jeová de longa data e alcançam as qualidades exigidas por Deus conforme registradas em Tito 1:5-9 são então considerados elegíveis para tal cargo. 1 Tim 3:1-7 também apresenta as qualidades exigidas por Deus para ser elegível. Visto que as qualidades exigidas aparecem na Bíblia, diz-se se que são designados por espírito santo. Pois a Bíblia foi inspirada pelo espírito santo de Deus. (2 Tim 3:16)

Vez por outra os Anciãos precisam agir para impedir  que algum irmão ou membro da Congregação prejudique outros por espalhar ensinos diferentes. Romanos 16:17.  Como podem lidar com um irmão que assim como o Diabo, se desviou da verdade e se torna excessivamente crítico e cheio de espírito de oposição?

Antes de respondermos a tal pergunta, observe o que diz a Obra Estudo Perspicaz das Escrituras a respeito destes opositores:

“Os apóstatas, embora ainda professem ter fé na Palavra de Deus, talvez abandonem o serviço dele por tratar com descaso a obra de pregação e de ensino que ele designou aos seguidores de Jesus Cristo. (Lu 6:46; Mt 24:14; 28:19, 20) Talvez afirmem também servir a Deus, mas rejeitam os representantes dele, Sua organização visível, e depois passam a “espancar” seus anteriores companheiros, para impedir a obra destes. (Ju 8, 11; Núm 16:19-21; Mt 24:45-51) Os apóstatas freqüentemente procuram fazer de outros seus seguidores. (At 20:30; 2Pe 2:1, 3)”

Tudo isso que se diz aqui não é novidade e os Anciãos já sabem e estão preparados para lidar com este tipo de atitude. Fazem de tudo para ajudar o errante a mudar de proceder. Mas irei mais longe, apresentando aqui o caso de uma ovelha convocada para uma comissão judicativa, onde terá que responder por acusações de que está propagando ou divulgando apostasia. Na verdade, quando esta suposta ovelha começa a abrir sua boca, começam a surgir argumentos aparentemente plausíveis que pode confundir até mesmo um servo de Jeová designado pelo espírito.

O que talvez uma “ovelha negra” diga

“Faz muito tempo que fomos orientados a dizer que o fim está próximo, mas nada realmente aconteceu.” Esta costuma ser uma acusação de alguns convocados numa comissão. Poderá argumentar o seguinte com este queixoso:  Jesus orientou seus seguidores na pregação a dizerem: “Ao irem, preguem dizendo: ´O Reino de Deus está próximo”. (Mat. 10:7 ) Uns 40 anos depois de Jesus falar tais palavras Jerusalém foi destruída e mais de 1 milhão de judeus foram mortos pelos Romanos. Tornava isso a pregação de Cristo e seus seguidores uma “seita”? Os Apóstolos foram executados, tanto Tiago quanto Pedro, Paulo e outros apóstolos tiveram uma execução às mãos de tiranos, e o Apóstolo João ficou o resto de sua vida exilado na ilha penal de Patmos, sendo depois levado a Éfeso (Atual Turquia) onde morreu. Significava isso que Jesus falhou em suas promessas do Reino vindouro? Sim, do ponto de vista de qualquer um que zomba dos alertas dados pelos cristãos atuais. O que eles não percebem é que o tempo passa muito rápido e do ponto de vista de Jeová e até mesmo de um humano de mais idade, o tempo é curto. O tempo de 50, 60 ou mais anos de vida não é tanto tempo assim como pensam os precipitados.

“Vocês previram o fim para várias datas e nada aconteceu!” 

“Jamais consideramos e reverenciamos nossos escritos como infalíveis ou na mesma altura que o das Escrituras Sagradas. O que afirmamos é que são o que cremos ser interpretações harmoniosas da palavra divina…E ainda instamos como no passado para que cada leitor estude os assuntos que apresentamos a luz das escrituras, provando todas as coisas com as escrituras…Zion’s Watch Tower(A Sentinela ) and Herald of Christ’s Presence, 15 December 1896,reprint, 2080.

As palavras acima são de Russel reconhecendo a possibilidade de  falibilidade ou erros em algumas de suas interpretações de profecias  ou assuntos.

Charles T. Russell, no seu número de 15 de outubro de 1913 de  A Sentinela (em inglês) declarou:

“Segundo o MELHOR cálculo cronológico de que SOMOS capazes, é aproximadamente nessa época — em outubro de 1914, ou então mais tarde. SEM DOGMATIZAR, estamos aguardando certos eventos: (1) O fim dos Tempos dos Gentios — a supremacia gentia no mundo — e (2) o início do Reino do Messias no mundo.”

 

Soa-lhe isso como uma profecia ou como uma interpretação de profecias da Bíblia?

Tiveram erros de expectativas baseados em INTERPRETAÇÕES de profecias. O que é bem diferente!

Enfim, de posse de tais argumentos, ficará evidente que o apóstata na comissão judicativa, está superestimando homens e criando uma decepção em vista da frustração que ele mesmo criou em torno de uma idolatria de humanos. Comete um erro e acusa a organização daquilo que ele mesmo pratica. Ele exige perfeição de humanos os quais considerava super-irmãos e infalíveis. Podem listar uma série de erros de entendimento tanto de Russell como de outros, se focando em tudo o que lhe parece ridicularizá-los, ao passo que não observam nada de bom em tudo o que fizeram para a promoção da pregação das boas novas do Reino. Neste sentido, imitam a Satanás que fazia exatamente isso no domínio espiritual, nos céus, onde “acusava dia e noite” os anjos da família de criaturas espirituais de Jeová. (Apocalipse 12:10).

Segundo o prof. Kliever (em seu livro The Reliability of Apostate Testimony About New Religious Movements [A confiabilidade do testemunho dos apóstatas sobre os novos movimentos religiosos], 1995):

“A critica do apóstata não deve ser aceita pelos meios de comunicação, a comunidade de investigadores, o sistema legal, nem as agências governamentais como fonte confiável de informação sobre novos movimentos religiosos; se deve considerar sempre como um indivíduo predisposto a expor uma visão parcial, tendenciosa”.

O professor Kliever compara a  separação do apóstata de um grupo religioso ao que antes amava, com um divórcio cheio de amargura. Tanto o matrimônio como a religião requerem um alto grau de compromisso e implicações; quanto maior seja a implicação, mais traumática a ruptura; quanto mais tenha durado o compromisso, mais urgente é a necessidade de culpar o outro do fracasso da relação. Os que têm sido membros de novos movimentos religiosos durante muito tempo e tem estado muito envolvidos, mas com o tempo se sentem desencantados com sua religião, em geral, costumam jogar toda culpa em seus anteriores co-membros da organização religiosa. Como explica o investigador de assuntos religiosos Gordon Melton (em seu livro Brainwashing and the Cults: The Rise and Fall of a Theory [A lavagem cerebral e as seitas: a ascensão e queda da teoria], 1999), “magnificam pequenas faltas para convertê-las em grandes maldades, transformam decepções pessoais em maliciosas traições e inclusive contam falsidades incríveis com o objetivo de prejudicar a sua anterior religião”.

É exatamente isso que o apóstata fará todo tempo. Tentará até mesmo “converter” a Comissão judicativa ou convencê-los de que ele é quem está certo! Para entender a dinâmica psicológica na mente de um opositor deste veja o que diz certo artigo e opinião de pesquisadores.

Que todos nós estejamos bem preparados para responder aos sinceros que replicam tais ideias furadas! Este artigo está aberto e provavelmente postarei algo mais nesta matéria visando orientar a todos os que porventura se deparem com este tipo de situação. Tenhamos sempre em mente que devemos “evitar” os opositores cheios de ódio cujo objetivo é o de ridicularizar o Povo de Jeová. (Romanos 16:17)

 

 

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