A Igreja Batista e o Regime Militar no Brasil


Aliança Batista do Brasil pede perdão por omissão e colaboração com a “ditadura” militar

Por Queruvim

A Aliança Batista do Brasil (ABB) instituição batista de caráter ecumênico, emitiu inutilmente uma nota pública pedindo perdão, 50 anos depois do do chamado “golpe civil-militar” no Brasil,  pela postura “conivente, omissa e colaborativa com o regime instaurado pelas Forças Armadas” e que resultaram no cerceamento das liberdades individuais por 21 anos. A maioria das  lideranças batistas tiveram durante o período da chamada “ditadura militar e civil do Brasil” uma relação adultera com um estado . Nos Estados Unidos, no tempo das conquistas dos estados americanos, formar milícias armadas e apoiar a conquista de territórios por meio da força e do derramamento de sangue sempre foi algo normal para a Igreja Batista. A omissão, conivência e delação assumida pela maioria das igrejas no período militar no Brasil foi considerada por eles mesmos “um erro lamentável”. Apesar destes pedidos de perdão, sabemos que, a Igreja Batista em suas infindáveis seitas doutrinalmente conflitantes entre si, ainda continuam com a mesma postura adultera de fornicação espiritual com  governos humanos. Como é amplamente documentado, a Igreja Batista, que afirma congregar “cristãos”,  na verdade deixa milhares de pessoas na escuridão espiritual, uma vez que não ensina a verdade sobre Cristo com relação ao envolvimento com o mundo.  Uma informação básica que escapa aos líderes espirituais da vasta maioria das Igrejas,  auto intituladas “cristãs” , é a verdade sobre quem REALMENTE governa este mundo. Olhe este link e estude com atenção. Verá que envolver-se com governos humanos e a politica partidária é um erro, visto que Satanás o Demônio é na verdade quem está, sob concessão temporária , dominando por detrás dos bastidores do sistema político humano.

Muitos pastores batistas, sei que não são todos, zombam das Testemunhas de Jeová, chamando-as de “seita” e coisa do tipo. Todavia, são eles que demonstram estarem profusamente divididos entre si e envolvidos com o sistema em nítido contraste com a orientação apostólica. (Veja 1 Coríntios 1:10) O sistema é podre e o Diabo adora o apoio que os batistas tem dado em perpetuar este sistema corrupto por namoricarem com governos humanos, os quais Deus prometeu eliminar. ( Examine Daniel 2:44; Salmo 110:5; 1 Coríntios 2:6  ; 15:24)  As Testemunhas de Jeová consideram “a Igreja” um local sagrado demais para questões políticas. Além de saberem que apoiar partidos políticos e formas de governos humanos é na verdade um forma de rejeitar o Reino ou Governo de Deus, que é um Governo real sediado nos céus.

 

Em The Early Church (A Igreja Primitiva), o historiador Henry Chadwick diz que a primitiva congregação cristã era conhecida por sua “indiferença à posse do poder neste mundo”. Era uma “comunidade não-política, que não provocava distúrbios e era pacifista” exatamente como fazem os verdadeiros cristãos hoje ( Muito embora as TJ  sejam  pacíficas e não “pacifistas” ).  A History of Christianity (História do Cristianismo) diz: “Havia entre os cristãos a ampla convicção de que nenhum deles devia ocupar um cargo político . . . Ainda no começo do terceiro século, Hipólito disse que a tradição cristã exigia que o magistrado cívico renunciasse ao seu cargo para poder ingressar na Igreja.” Aos poucos, porém, homens que queriam ter poder começaram a tomar a liderança em muitas congregações, assumindo títulos pomposos. (Atos 20:29, 30)

João Calvino era um famoso clérigo em Genebra, mas também passou a ter enorme influência política. Quando Miguel Servet explicou que a Trindade não se baseava nas Escrituras, Calvino usou a sua influência política para apoiar a execução de Servet, que foi queimado numa estaca. Que desvio horrível dos ensinos de Jesus!

Pastores “evangélicos” em sua maioria,  são incompetentes  e devido a falta de estudo sério da Bíblia, se esquecem do que a Bíblia diz em 1 João 5:19: “O mundo inteiro jaz no poder do iníquo.”

De qualquer modo, deviam ter-se lembrado das palavras inspiradas de Tiago, discípulo de Jesus: “Não sabeis que a amizade com o mundo é inimizade com Deus? Portanto, todo aquele que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.” (Tiago 4:4) Tiago sabia que Jesus havia dito a respeito dos seus seguidores: “Não fazem parte do mundo, assim como eu não faço parte do mundo.” — João 17:14.

O que dizer das Testemunhas de Jeová e a ditadura militar?

Entre 1940 e 1947 no Brasil, meio aos governos de Getúlio Vargas e Eurico Gaspar Dutra, à Segunda Guerra Mundial e ao início da Guerra Fria, as Testemunhas de Jeová tiveram suas publicações confiscadas, membros presos e seu registro de atividades de Associação jurídica proscrito no Brasil. Sob alegações diversas e contraditórias, as Testemunhas de Jeová foram acusadas de propagandear o nazismo, o fascismo, o anarquismo e o comunismo. Particularmente não acredito que houve uma “ditadura militar” no sentido exato da palavra nos anos 60 no Brasil, mas sim um Governo Militar de austeridade que certamente cometeu excessos, como no seus tratos com as Testemunhas de Jeová. Contudo, por terem sido reconhecidos em 1964 pelo Congresso Nacional e tendo o aval do STF não se pode caracterizar exatamente um “ditadura”. Este tipo de terminologia tem sido empregado pelos que foram outrora inimigos do governo militar e que queriam eles mesmos implementar um ditadura do proletariado no Brasil. A Governo Militar criou a lei da anistia no Brasil e o horário livre eleitoral, o que os exime de uma definição de “ditadura”, tão amplamente aceita na literatura dominada pelos da esquerda brasileira. 

Em outubro de 2007 o site   da Universidade de São Paulo, publicou um artigo acadêmico  , contendo uma tese de mestrado com o título: A torre sob vigia: as Testemunhas de Jeová em São Paulo (1930-1954). Esta tese tem o objetivo de analisar a ação das Testemunhas de Jeová em São Paulo, entre os anos de 1930e 1954.

O trabalho está balizado em documentos da época, acessados pelo autor tanto em órgãos públicos quanto no museu histórico da Associação Torre de Vigia em Cesário Lange, SP. As Igrejas tanto Católicas como suas filhas, a comunidade evangélica, sempre receberam com alegria tais notícias. A supressão da obra de pregação das “boas novas do Reino” realizada pelos verdadeiros cristãos, sempre teve apoio da cristandade. Seus amantes apaixonados, os governos humanos, com quem se prostituem e partilham derramamento de sangue em tempo de guerra, ainda continuam rejeitando o Reino de Deus a favor de governos humanos. Não mudou absolutamente nada. Pedir desculpa e continuar na mesma é semelhante a um marido que trai sua esposa e logo no dia seguinte vai dormir com uma amante.

Pastores protestantes que criticam as Testemunhas de Jeová deviam antes, aprender com elas,  em vista de seu não conformismo com regimes ditatoriais.

 

Ao invés de se relacionarem com Deus, as Igrejas, tirando as Testemunhas de Jeová, fracassaram totalmente; continuam a cometer prostituição ou adultério espiritual com reis humanos.

 

Babilônia, a Grande,(todas as religiões hipócritas e o falso cristianismo organizado, (e por que não dizer “desorganizado”?)  é como uma meretriz imoral, que vive em impudente luxúria.

Revelação 17:1-5 diz: “‘Vem, mostrar-te-ei o julgamento da grande meretriz que está sentada sobre muitas águas [povos], com a qual os reis [governantes políticos] da terra cometeram fornicação, enquanto que os que habitam na terra se embriagaram com o vinho da fornicação dela.’ . . . E na sua testa havia escrito um nome, um mistério: ‘Babilôniaa Grandea mãe das meretrizes e das coisas repugnantes da terra.’” Revelação 18:7 acrescenta que “ela se glorificou e viveu em impudente luxúria”.

Não é verdade que as organizações religiosas dominantes têm por prática unir-se aos governantes políticos em busca de poder e ganho material, embora isso resulte em sofrimento para o povo comum? Não é também verdade que seu clero mais alto vive em luxúria, embora muitos daqueles a quem ele deve ministrar talvez sejam empobrecidos? A Bíblia já previa tudo isso!

 

 

Pastores Batistas afirmam que casariam gays e que apoiam tal “casamento” na sociedade!

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Comentários

  • August Dickmann  On 6 de abril de 2014 at 11:56

    Excelente artigo!

    Como citado no artigo, Daniel 2:44 prevê o que acontecerá com os governos humanos junto aos seus apoiadores políticos (evangélicos)!

    E mais, Todos na face da terra sabem que Jesus muito zeloso demonstrou Repúdio às práticas comerciais relacionadas com o templo de Deus (Mt 21:12, Mc 11:15 e Jo 2:15), então, imaginem Jesus presenciando o atual mundo “Gospel” Milionário, ou os curandeiros com suas indulgências, os crentes fazem das igrejas um verdadeiro “negócio”.

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  • Maura  On 6 de abril de 2014 at 15:19

    Nem todas as igrejas evangélicas estão envolvidas com a política, como a congregação cristã no Brasil. Os membros que resolvem se candidatar a algum cargo político perdem seu ministério, caso tenham.

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  • Queruvim  On 6 de abril de 2014 at 17:24

    Mas ainda fazem parte da igreja e não são excomungados.Todo cristão batizado é ministro de Cristo. Os membros de sua igreja que se envolvessem na política partidária, deveriam ser tratados assim como Paulo exortou em 1 coríntios 5, mas isso simplesmente não acontece. Conheço a igreja Cristã do Brasil.

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  • Alexandre Martins TJ  On 7 de abril de 2014 at 10:54

    FONTE: http://ccbnoticias.blogspot.com.br/2010/10/deputada-federal-eleita-bruna-furlan-e.html

    Deputada federal eleita Bruna Furlan é da CCB

    A deputada federal eleita Bruna Furlan é outra que está na seleta lista de jovens bem-sucedidos. Aos 27 anos, a moça franzina com jeito de bonequinha e vozeirão de bispa evangélica — ela faz parte da Congregação Cristã no Brasil — recebeu 270 661 votos. Só ficou atrás do palhaço Tiririca (1 353 820 votos) e do atual vereador Gabriel Chalita (560 022 votos).

    Bruna, é filha de Rubens Furlan, prefeito pela quarta vez de Barueri, na Grande São Paulo. Em março deste ano, ele conseguiu na Justiça atrasar em uma semana a ida ao ar de um dos quadros do programa CQC, da Rede Bandeirantes. Na ocasião, os repórteres Danilo Gentili e Rafael Bastos flagraram o desvio de um aparelho de televisão doado por eles à prefeitura. O político xingou os apresentadores em frente às câmeras. “Foi um momento de destempero”, afirma o prefeito Furlan.
    “Felizmente, minha filha é bem mais controlada do que eu.” Formada pela Universidade Paulista “há uns quatro ou cinco anos”, Bruna diz que ainda não prestou o exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), mas pretende fazer a prova. É a única dos quatro irmãos que segue os passos do pai. Os dois estão, no entanto, em partidos diferentes. Ele é do PMDB. “Foi o Serra quem conversou com meu pai para que eu ingressasse no partido, e achamos que seria bom”, conta. Seu primeiro cargo político será também seu primeiro emprego fixo — só trabalhou uma vez, nas vésperas de Natal, em uma loja de roupas, como faziam as amigas. Atualmente, vive com a família em Alphaville. “Acho que estou preparada para controlar o salário alto que receberei a partir do ano que vem”, afirma, referindo-se aos 16 500 reais mensais a que terá direito.

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  • Ceará  On 7 de abril de 2014 at 12:57

    Prezado irmão,

    Parabéns pela matéria.

    É uma vergonha o que esses religiosos de carteirinha fazem. Certa vez conversando com uma evangélica li e expliquei o texto de Gálatas 2:9-10 que diz que Paulo foi orientado em seu ministério a não se esquecer dos pobres. Daí, citei a atuação de políticos evangélicos com relação a votar contra o aumento do salário mínimo, perguntando: Será que eles estão realmente se lembrando dos pobres? Não houve resposta;

    Outra vez, perguntei a uma evangélica que foi candidata a vereadora se ela achava correto o envolvimento deles na política. Ela informou que sim. Como justificativa disse que era para defender os interesses da classe evangélica. Daí, contra-argumentei com passagens bíblicas e concluí: Não seria isso, no mínimo, falta de fé em Jesus de que ele pudesse resolver os problemas dos evangélicos? 1 Pedro 2:6- Quem basear nele a sua fé não ficará desapontado(TNM) ; Também não houve resposta;

    Outra coisa que vejo é a desunião na classe ( 1 Cor. 1:10). Nem nessa questão eles se unem. Na cidade em que moro existem algo em torno de uns 10 mil evangélicos e mesmo assim não conseguem eleger um vereador sequer, com algo em torno de 800 votos. Toda época de política é cada macaco no seu galho e mesmo sob intensa pressão dos pastores a maioria dos fiéis evangélicos nessa questão se tornam infiéis;.

    Agora, quando é para pedir favores políticos esses religiosos de carteirinha sabem muito bem pressionar usando como justificativa a massa evangélica votante. Em certa cidade do meu Estado , veja o link http://iguatu.net/novo/wordpress/?p=32251, usaram para conseguir feriado para o dia do evangélico a justificativa de que na verdade a cidade se lembraria do prefeito, já que seria o dia do aniversário dele. Não é que conseguiram! Pode um negócio desses? Esse é mais um exemplo comum de fornicação religiosa nos rincões de nosso País(Rev. /Apoc 17:1-5).

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  • Maura  On 7 de abril de 2014 at 22:16

    Sobre o que foi falado que não há excumunhão realmente não usamos este termo, no passado já foram feitos muitos atos de excumunhão apresentando a toda a igreja que certo irmão ou irmã já não pertence a congregação. Porém posso garantir, que aqueles que abandonam um ministério para um cargo político são mal vistos pelos demais membros. E aqueles que não tem ministério e se tornam políticos continuam mesmo indo aos cultos, pois não podemos proibir. Ou seja, não é incentivado que os membros se tornem políticos; até mesmo são dados alguns conselhos nos cultos para que os membros não se envolvam com política. Porém aqueles que decidem seguir esta carreira o fazem por vontade própria. Este caso apresentado desta deputada federal não é de meu conhecimento, prefiro não opinar. Quero deixar claro que minha opinião é que política não serve para aqueles que professam servir a Deus, apenas comentei que a congregação Cristã não apoia ou incentiva seus membros a obter cargos políticos, como o fazem outras igrejas evangélicas. O que observo entre os membros é um desencorajamento a esta prática.

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  • Queruvim  On 8 de abril de 2014 at 2:09

    Agradeço pela explicação Maura.Para mim é claro que você tem interesse nas coisas de Deus e procura ter zelo na adoração.

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  • Nilsom Rocha  On 8 de abril de 2014 at 7:51

    Poxa que matéria! Já Já tem gente escrevendo artigo em resposta a esse…Se já não tiver!

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  • I am Jw  On 8 de abril de 2014 at 9:59

    Maura, poderia mencionar passagens bíblicas que os pastores em sua igreja geralmente usam para mostrar que os cristãos não devem se envolver com política?

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  • José Antonio de Almeida  On 10 de abril de 2014 at 16:43

    Ola meus queridos irmãos
    Tenho acompanhado a alguns dias os posts aqui. Estou feliz pela atitude e a coragem do Queruvim e demais que enriquecem os assuntos com pesquisas balizadas. Conheci a Verdade no final dos anos 80, e foi depois de tatear e ver a podridão de Babilonia a Grande. Preguei muito no Centro de São paulo e tinhamos muitas lutas com o inimigo através dos seus asseclas apostatas. E muitas sentenças e frases que eles tiram de publicações antigas deixavam algumas ?? o ar. Quando foi lançado o livro “O homem em busca de Deus” na pgn 367 veio um questionário infalível. Usei muito ele pra fazer opositores se perguntarem.
    “Como Identificar a Religião Verdadeira”
    1. A religião verdadeira adora o único Deus verdadeiro, Jeová. — Deuteronômio 6:4, 5; Salmo 146:5-10; Mateus 22:37, 38.
    2. A religião verdadeira oferece acesso a Deus por meio de Cristo Jesus. — João 17:3, 6-8; 1 Timóteo 2:5, 6; 1 João 4:15.
    3. A religião verdadeira ensina e pratica o amor altruísta. — João 13:34, 35; 1 Coríntios 13:1-8; 1 João 3:10-12.
    4. A religião verdadeira permanece sem mancha da política e dos conflitos mundanos. É neutra em tempo de guerra. — João 18:36; Tiago 1:27.
    5. A religião verdadeira permite que Deus seja verdadeiro por aceitar a Bíblia como Palavra de Deus. — Romanos 3:3, 4; 2 Timóteo 3:16, 17; 1 Tessalonicenses 2:13.
    6. A religião verdadeira não justifica a guerra nem a violência pessoal. — Miquéias 4:2-4; Romanos 12:17-21; Colossenses 3:12-14.
    7. A religião verdadeira é bem-sucedida em unir as pessoas de toda raça, língua e tribo. Não prega o nacionalismo nem o ódio, mas sim o amor. — Isaías 2:2-4; Colossenses 3:10, 11; Revelação (Apocalipse) 7:9, 10.
    8. A religião verdadeira defende servir a Deus, não por ganho egoísta, ou por salário, mas por amor. Não glorifica a homens. Glorifica a Deus. — 1 Pedro 5:1-4; 1 Coríntios 9:18; Mateus 23:5-12.
    9. A religião verdadeira proclama o Reino de Deus como esperança segura do homem, não alguma filosofia política ou social. — Marcos 13:10; Atos 8:12; 28:23, 30, 31.
    10. A religião verdadeira ensina a verdade a respeito do propósito de Deus para com o homem e a terra. Não ensina as mentiras religiosas da imortalidade da alma e do tormento eterno no inferno. Ensina que Deus é amor. — Juízes 16:30; Isaías 45:12, 18; Mateus 5:5; 1 João 4:7-11; Revelação 20:13, 14.
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