Debate on line entre Adventista do Sétimo Dia e Testemunha de Jeová! Você está convidado


Acompanhe com sua Bíblia, o debate neste sábado 08/02/2014 entre um representante da Igreja Adventista do Sétimo dia, e uma Testemunha de Jeová.( O Apologista da verdade)  O TEMA DO DEBATE será :

“São os cristãos orientados por Deus a guardar o sétimo dia?”

O objetivo deste debate, não é “mostrar quem sabe mais” ou menosprezar a outra pessoa em vista de sua escolha religiosa. Nada disso, antes estamos  usando este espaço para expor o que cada um pensa para a avaliação dos leitores desta página. Queremos pedir a todos os que acompanharem esta discussão bíblica que tenham em mente  que para determinar a qualidade bíblica dum ensino temos de recorrer à Bíblia e estudar calmamente os textos que têm que ver com o assunto em consideração. Faça isso em sua casa. Tire sua dúvida de uma vez por todas! No canto esquerdo desta página verá muitos temas abordados com uma profundidade incomum. Na verdade esta página foi dedicada a uma avaliação mais perspicaz de temas bíblicos complexos.  Um debate on line pode ter um resultado melhor que um presencial, onde os debatedores vão pessoalmente. Certa vez foi dito sabiamente:

O local ideal para se fazer tais pesquisas é o lar, com sua Bíblia aberta, considere desapaixonadamente a evidência para ‘certificar-se de todas as coisas; apegar-se ao que é excelente’. (1 Tes. 5:21) Portanto, o objetivo deste debate não é focar-se em pessoas, mas no assunto proposto.

As regras básicas deste debate são:

  • Não é permitido desviar-se desnecessariamente do tema (Por exemplo, se o tema é sobre o “sábado” então não se deve jogar indiretas ou questionar o outro debatedor sobre assuntos tais como “trindade”, “profecias”, “escatologia” ou outros).
  • Ataques pessoais também serão sinalizados
  • Não é permitido textos com mais de 50 linhas na vez de cada debatedor
  • Fazer múltiplas perguntas sobre diversos assuntos é desonesto, seja objetivo. Terá todo tempo do mundo para postar nas próximas vezes.
  • Poderá discutir a tradução apropriada de um texto desde que seja relacionado com o tema geral.
  • O debate não é sobre quem somos, portanto, o debatedor não é o foco do debate
  • Comentários estão abertos a todos os que visitam a página, mas evitem falar com os debatedores, ou se dirigir a eles. Senão temos que editar seu comentário ou até mesmo removê-lo.
  • Cada um tem sua vez de postar, espere sua vez.
  • Não será mais permitido postar links

Violações serão sinalizadas pelos que comentam abaixo, em caso de unanimidade o debatedor será sinalizado ou notificado  da mesma forma que o debate anterior.Poderá consultar este no lado esquerdo desta página. Após 3 sinalizações o debate estará encerrado. Uma comissão neutra no RAIDCALL decidirá quando terminar o debate.

A defesa proposta pelo representante da Igreja Adventista do Sétimo dia em letras pretas.

A defesa proposta pelo Apologista da Verdade em letras azuis

LEMBRETE: Para os debatedores…O debatedor que sugerir que a Bíblia não é a palavra de Deus ou que alguns textos não são orientação divina, estará automaticamente assumindo sua desqualificação do debate. Estará terminado o debate para tal.

“São os cristãos orientados por Deus a guardar o sétimo dia?”

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INTRODUÇÃO  enviada por Azenilto Brito

Primeiramente quero dizer que aprecio o espírito de respeito mútuo em debates, incentivado pelo amigo Queruvim, pois tenho participado de outros debates em que, sinceramente, tal atitude de cortesia e respeito é simplesmente desconsiderada. Que assim sejam sempre realizados estes debates que visam, no fim de contas, ao crescimento no conhecimento e o aprimoramento da fé.

Sobre a pergunta levantada, eu recordaria que o pensamento clássico, histórico e ainda oficial dos cristãos ao longo dos séculos sempre foi de que os 10 Mandamentos seguem sendo normativos aos cristãos em TODOS os seus preceitos. Luteranos, presbiterianos, batistas, metodistas, congregacionais, anglicanos (e antes deles, católicos e ortodoxos) sempre ensinaram isso, como se vê em seus documentos confessionais (catecismos, confissões de fé, declarações doutrinárias), nenhum deles desqualificado, desautorizado, descartado.

Por essa documentação, ensina-se que o “dia do Senhor” a cada 7º. dia é uma instituição que remonta à criação do mundo (Gên. 2:2, 3), tendo caráter MORAL e UNIVERSAL, ainda que o dia tenha supostamente mudado do sábado para o domingo.

Esse ensino se acha também em declarações dos pioneiros denominacionais, como Lutero, Calvino, Wesley, mas em determinada altura da história houve estranhas influências que mudaram tal panorama. Em vez de o domingo ser incentivado como um “dia do Senhor”, a ser observado nos moldes do sábado, como o observam os adventistas e outros cristãos sabatistas, passou a ser considerado um mero “dia meio do Senhor, meio meu mesmo”. Os evangélicos passaram a não mais levar a sério essa instituição e não observam, na sua esmagadora maioria, dia nenhum. Prevalece, então o que chamo de “dianenhumismo” entre os crentes citados. Por quê? O que houve que levou a tal mudança?

Agora os amigos “testemunhas de Jeová” poderão surpreender-se, pois tal mudança influenciou nada menos do que C. T. Russell, fundador da organização hoje conhecida como “Sociedade Torre de Vigia”. Pelos meados do século XIX, exatamente quando Russell estudava a Bíblia e pregava, surgiu uma “profetisa” na Europa chamada Margaret MacDonald com uma visão sobre a vinda de Cristo como havendo de ser invisível aos olhos humanos. Certos líderes religiosos se empolgaram com seus ensinos e passaram a ensinar uma teoria de “dispensações”, com especulações e mais especulações sobre uma escatologia que envolveria até o Estado de Israel (ainda defendida nos meios evangélicos). Será que as TJ’s sabem que sua organização mantinha ideias nessa linha—até com a publicação do livro “Vida”, exatamente para alcançar os judeus? Saberiam que as TJ’s ensinavam haver ainda um papel profético futuro para Israel nas profecias, ideias que foram abolidas só na 2a. presidência das TJ’s, em 1932, com J. F. Rutherford?   (SINALIZADO : Desvio do tema) 

Mas o dispensacionalismo não se limita a tal escatologia israelocêntrica, como leva a um entendimento equivocado de estarmos agora na “dispensação da graça”, que teria suplantado a “dispensação da lei”, noção falsa à luz de Gên. 3:15. A GRAÇA divina fora estendida ao casal original logo após a Queda. Como só agora seria a “dispensação da graça”? Os dispensacionalistas se atrapalham quando lhes perguntamos—como se salvavam os pecadores ao tempo do Velho Testamento? Há os que até admitem que fosse pela “lei”, uma aberração teológica, pois “a lei do Senhor é perfeita” (Sal. 19:7), e não pode transmitir justiça a ninguém.

As TJ’s podem ter renunciado à escatologia envolvendo um futuro profético para Israel, mas acataram as noções de “lei abolida” e “dianenhumismo”, nos moldes da maioria dos evangélicos que adotaram o dispensacionalismo, tendo Russell seguido tais ideias que estavam no auge no seu tempo.

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Apologista da Verdade

Prezados leitores deste excelente e esclarecedor blog:

Agradeço ao gentil convite que me foi feito pelo Queruvim e seus moderadores para este debate.

Quero ressaltar que, como Testemunha de Jeová, aceito debates que preencham pelo menos dois critérios:
1) Quanto à natureza: ordeiro e respeitável
2) Quanto ao propósito: expor e não impor; apresentar os conceitos de cada lado e deixar ao leitor que tire suas conclusões. O objetivo não é medir forças, humilhar outros, e sim fornecer as bases para os conceitos de cada lado.

Quanto ao tema a ser debatido, acredito que será de proveito para os leitores que tanto eu como o senhor Azenilto nos atenhamos à Bíblia como autoridade.

Como a referida doutrina é dele, cabe então a ele AFIRMAR tal doutrina ao passo que a mim, que não creio nela, caberá NEGAR, ou refutar, a argumentação dele.

Sem mais, desejo a todos os que acompanharem tal debate que ele seja deveras proveitoso e enriqueça o conhecimento e o entendimento da Palavra de Deus. Abraço a todos. ***

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09/02

Buscando ser o mais objetivo possível na abordagem do tema proposto, apresentarei agora razões porque como cristãos devemos observar o sábado. A primeira é porque Yah-weh o estabeleceu desde a criação do mundo quando não havia um só judeu (Gên. 2:3), como sempre foi a posição consensual dos cristãos ao longo dos séculos até surgirem novidades interpretativas de que tratei e são importantes conhecer para análise devida da questão. 

Permitam-me citar algo relevante ao tema para entenderem bem a lógica da questão: Num debate sobre certo teólogo metodista que alegava que Moisés nem deve ter existido por falta de evidências arqueológicas e históricas disso, o vice-diretor do “ministério” CACP (que ataca igualmente adventistas e TJ’s como heréticos) declarou que o “argumento do silêncio” de que se valia é PERIGOSO e FALACIOSO, pois, nas palavras dele, “a ausência de evidência não é evidência de ausência”.

A despeito do acerto de sua ponderação, porém, ele próprio incorre no uso de “argumentos do silêncio” para contestar as origens edênicas do sábado (cf. Gên. 2:2, 3) ou da validade do sábado no Novo Concerto, justamente apelando à “ausência de evidência”. Ou seja, não haveria referências ‘ipsis literis’ de Yah-weh ordenando a Adão observar o sábado ou que o mandamento seja repetido no regime do Novo Concerto.

Se não é dito que Yah-weh ordenou a Adão guardar o sábado, TAMBÉM NÃO É DITO QUE NÃO GUARDASSE! Ademais, poderiam os anti-sabatistas provar-nos que Adão (encarregado de cuidar do jardim, Gên. 2:15) ali atuava todos os sete dias direto, só parando à noite para descansar, sem dedicar dia nenhum ao Criador? “Argumentos do silêncio”, portanto, são neutros–não servem de prova nem contraprova de nada.

Mas temos a afirmação de que Yah-weh SANTIFICOU o 7º. dia, e a palavra “santificar” significa SEPARAR para dedicação à Divindade. E Jesus confirmou que “o sábado foi feito por causa do homem-‘anthropós’ (Mar. 2:27), referência ao homem universal, o mesmo “homem” que deixa pai e mãe e une-se a sua mulher (Mat. 19:5, 6). E o casamento, instituído no Éden tal como o sábado, visava só aos judeus?

Ademais, com base nesse tipo de “argumento do silêncio” Yah-weh não podia condenar Caim, dizendo-lhe que “o pecado jaz à tua porta” (Gênesis 4), pois onde consta uma regra, expressa oralmente ou por escrito, “Não matarás” ao tempo dele? E pecado é definido biblicamente como “aquilo que é contra a lei” (1 João 3:4-TNM). Decerto essa “lei” referida por João é a de Yah-weh.

Também com base nesse tipo de argumentação, Abraão, Isaque e Jacó poderiam tranquilamente cultuar imagens de Santo Abel, Santo Enoque e São Noé em suas tendas. Onde consta qualquer regra evidentemente enunciada ao tempo deles, “não cultuarás imagens de escultura”? Mas o que lemos é que Abraão observou as leis, mandamentos, estatutos divinos (Gên. 26:5). Pode alguém provar que isso se aplica a somente 9 das regras do Decálogo, excluído o seu 4º. preceito (do sábado)?

E como José no Egito sabia ser uma “grande maldade” e “pecar” contra Yah-weh ir para a cama com a mulher do patrão (Gên. 39:9)? Onde consta qualquer regra claramente expressa “não adulterarás” ao tempo dele?

Temos solução ao problema na explanação seguinte do autor assembleiano Orlando S. Boyer, com o que concordariam documentos dos demais cristãos ao longo dos séculos por ser o consenso histórico do seu pensamento:

“Os Dez Mandamentos foram pronunciados por Deus e escritos por Ele em duas tábuas de pedra, Êx 31.18. Foram escritos de ambas as bandas, Êx 32.15. Não se deve pensar que não existia nada destes mandamentos, antes de Moisés. Foram escritos nas mentes e nas consciências dos homens desde o princípio. Não há pecado que não é condenado por um dos Dez Mandamentos. A súmula do Decálogo é o dever para com Deus e o dever para com o próximo; melhor, é o amor para com Deus e o amor para com o próximo”. — BOYER, O. S. “Pequena Enciclopédia Bíblica”, 1.ª ed., CPAD, p. 237; verb. “Dez Mandamentos”.

Logo, esta é a 1a. das razões que temos a enumerar. Esperamos que quem responder se atenha ao exposto nessa 1a. razão, antes de podermos avançar à 2a. das razões.***

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10/02/2014

A primeira linha de argumentação do Sr. Azenilto em favor da guarda do sábado semanal para os cristãos consiste na seguinte ideia: partindo da premissa de que a guarda do sábado existe desde a criação, e de que continuou entre os patriarcas antes da Lei mosaica, ele deve então ser observado pelos cristãos. Vejamos a validade dessa afirmação.

  • Primeiro, o texto  Gênesis 2:3 constitui a declaração de um fato (que Deus descansou no sétimo dia) e não é uma ordem ou lei. Portanto, usar esse texto como lei significa “ir além das coisas que estão escritas”. (1 Cor. 4:6)
  • Segundo, Adão não poderia ter recebido o Decálogo (Dez  Mandamentos) quando estava sozinho no Paraíso, pois ele não tinha pai e mãe para honrar (5.º mandamento), não tinha como assassinar alguém (6.º mandamento), nem como cometer adultério (7.º), ou dar falso testemunho (8.º)

A primeira menção do sábado como lei e dos Dez Mandamentos ocorre após a saída dos israelitas do Egito. 1 João 3:4 afirma que “o pecado é aquilo que é contra a lei”. Assim, é claro que, antes disso, havia leis para a humanidade – desde o princípio dela: leis contra apropriar-se indevidamente de algo que não pertence à pessoa (Gn 2:17), da união vitalícia no casamento (Gn 2:24), da chefia na família (Gn 18:12), da circuncisão (Gn 17:11, 12), da responsabilidade familiar (Gn 31:30-32), da propriedade comunal (Gn 31:14-16), da custódia (Gn 37:21, 22, 29, 30), e contra imoralidade sexual, para se mencionar apenas algumas delas. – Gn 38:24-26; 34:7.

São conhecidas como leis patriarcais, devido ao período em que coexistiram. Isso explica por que a Bíblia menciona que Abraão observou certas “ordens”, “estatutos” e “leis” de Deus. (Gn 26:5) Mas, nenhuma dessas regras de conduta havia sido reunida em 10 leis principais, nem a necessidade de tirar tempo para coisas espirituais havia sido transformada numa lei de reservar um dia específico da semana, como ocorreu quando foi feito o pacto da Lei. Somente após a libertação dos israelitas do Egito, uns 2.500 anos depois da criação de Adão e Eva, é que Deus primeiramente ordenou a observância dum sábado semanal. Indicando que a lei do sábado era algo novo, Moisés observou: “Não foi com os nossos antepassados que Jeová concluiu este pacto, mas conosco, todos os que hoje aqui estamos vivos.” — Deut. 5:3.

De que pacto, ou “concerto” (Al), o texto está falando? Os versículos 5 e 6 mostram que a referência é ao pacto, ou acordo, feito com os israelitas no monte Sinai, e os versículos 7 a 22 mostram que a alusão é aos “Dez Mandamentos”.  E Deuteronômio 4:13 mostra que a palavra “pacto” nesse contexto significa primária e principalmente o Decálogo, quando afirma: “Então ele vos anunciou O SEU PACTO, o qual vos ordenou que observásseis, ISTO É, OS DEZ MANDAMENTOS; e os escreveu em duas tábuas de pedra.” – IBB.

Vale ressaltar que antes de o sábado semanal ter sido dado como lei, outras leis já haviam sido dadas por ocasião da saída dos israelitas do Egito. – Êx 13:1, 2, 6-9; 15:23-25. Deuteronômio 5:15: “E tens de lembrar-te de que te tornaste escravo na terra do Egito e que Jeová, teu Deus, passou a fazer-te sair de lá com mão forte e braço estendido. É POR ISSO que Jeová, teu Deus, te mandou observar o dia de sábado.” Visto que a lei da guarda do sábado foi dada como lembrete comemorativo da saída dos israelitas do Egito, não poderia ter sido dada antes desse evento.

Falando de si mesmo como representando a inteira nação israelita, Paulo afirmou: “De fato, eu estava uma vez vivo à parte da lei; mas, ao chegar o mandamento, o pecado passou a viver novamente, mas eu morri.” (Ro 7:9) Paulo estava se referindo ao décimo mandamento do Decálogo: “Não deves cobiçar.” (Ro 7:7) Visto que essa norma foi dada no Decálogo junto com as demais nove normas, ele estava falando em especial do Decálogo. Ele mostrou que o povo de Deus “estava uma vez vivo à parte da lei”, quando tal lei ainda não existia. Após isso, ele disse que o mandamento ‘chegou’, isto é, passou a existir. Torna-se, pois, claro que a inteira Lei mosaica, incluindo o Decálogo, não foi dada desde a criação do homem; ela foi dada após a saída de Israel do Egito.

Assim, além de não haver evidência da guarda de um sábado semanal desde a criação, HÁ EVIDÊNCIA de que ele foi dado como lei após a saída de Israel do Egito. Portanto, a premissa de que a guarda do sábado existe desde a criação, e de que continuou entre os patriarcas antes da Lei mosaica, não subsiste a um exame mais detido das Escrituras. Assim, tais premissas não podem ser usadas para se afirmar que o sábado semanal deve ser observado pelos cristãos. 

MESMO QUANDO ALGO TENHA REALMENTE SIDO DADO NA CRIAÇÃO E PERMEIE TODO O PERÍODO DO POVO DE DEUS ANTES DO CRISTIANISMO, ISSO NÃO SIGNIFICA QUE PERMANEÇA NO CRISTIANISMO.

Exemplo: a ordem divina “crescei e multiplicai-vos”. (Gên. 1:27) Entre os patriarcas e no período de Israel era lei era cumprida. Tanto que uma mulher que não pudesse ter filhos era um vitupério. Mas no cristianismo foi incentivado o estado de solteiro. Paulo escreveu: “O homem não casado está ansioso das coisas do Senhor, de como pode ganhar a aprovação do Senhor. Mas o homem casado está ansioso das coisas do mundo, de como pode ganhar a aprovação de sua esposa, e ele está dividido. Além disso, a mulher não casada, e a virgem, está ansiosa das coisas do Senhor, para que seja santa tanto no seu corpo como no seu espírito. No entanto, a mulher casada está ansiosa das coisas do mundo, de como pode ganhar a aprovação de seu marido. Mas, digo isso para a vossa vantagem pessoal, não para vos armar um laço, mas para induzir-vos ao que é decente e ao que significa assistir constantemente ao Senhor, sem distração. … Conseqüentemente, também faz bem aquele que der a sua virgindade em casamento, mas, aquele que não a der em casamento fará melhor.” (1 Cor. 7:32-35, 38) 

Assim,mesmo que o sábado tivesse sido dado como lei desde a criação, isso não significaria que tenha permanecido no cristianismo. E o foco deste debate é se a guarda do sábado deve ser feita PELOS CRISTÃOS. Portanto, gostaria que o Sr. Azenilto se detivesse no tema em questão. ***

Mantenham as respostas perto do limite de 50 linhas! MODERADOR

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Nosso amigo avançou uns 50% do limite estipulado. Será que eu não teria direito a argumentar dentro do mesmo espaço por questão de justiça? 

Irei analisando mais a fundo os argumentos do apologista TJ após apresentar minhas “razões” para a guarda do sábado EM TODOS OS TEMPOS, não só para os cristãos, pois para entendermos porque se aplica aos cristãos esse levantamento se faz necessário.

Apenas esclareço que nunca disse que os 10 Mandamentos eram conhecidos por Adão, e sim a LEI DIVINA, os princípios da mais elevada ética e moral a nível universal, que foram sintetizados depois em 10 Mandamentos como base visível (e audível) para a nação eleita.

Notem que o argumento de que Adão não tinha mãe, assim o 5o. Mandamento não podia aplicar-se a ele, não faz o mínimo sentido. Se uma mãe em Israel morresse de parto, o filho ficaria isento de dever obedecer tal preceito por daí em diante só ter pai? E por que Adão não podia ter sexo com as organtotangas do Éden? O que o impediria disso? Onde havia lei contra prática da bestialidade, no que também se constituiria em adultério? E por que ele não poderia esganar Eva? Mais forte fisicamente do que ela certamente ele era. E podia até falar mal de Eva para o próprio Yah-weh, com quem sempre se comunicava. . .

Então, existiu sempre a LEI DIVINA, e nosso amigo dá a entender que as leis (e ele cita várias instruções e regras estipuladas) só valeriam APÓS ENUNCIADAS, antes não as havendo. Será mesmo? Então como Yah-weh poderia condenar Caim por assassinato, sem antes ter-lhe definido ser um “pecado” tal ato? Ora, Paulo diz que “onde não há lei, não há transgressão” (Rom. 14:15), sendo “pecado” definido biblicamente como transgressão da lei, certamente a lei de Yah-weh (1 João 3:4). Estaria João definindo isso só do Novo Concerto em diante? Ou essa definição se aplica a TODOS OS TEMPOS E LUGARES?

Não há uma lista dos pecados pelos quais Sodoma e Gomorra foram destruídas, e seriam realmente muitos, ao ponto de causar tão tremenda reação do Legislador Universal. Por exemplo, onde consta haver leis contra o homossexualismo então ou outras imoralidades que certamente ali se praticavam? Como poderia haver condenação a pecados não definidos como tais? Isso seria uma tremenda ARBITRARIEDADE, impensável para Aquele que é acima de tudo a expressão absoluta da Justiça e do Direito.

Ou seja, o que temos é a utilização pura e simples dos argumentos do silêncio, que não servem de prova nem contraprova de coisa alguma. Ele até dá a entender que Paulo declara que a cobiça é um pecado “meio novo” no ambiente legislativo divino. Antes de ser dado no Sinai, ou seja em qual tempo na história antiga, ninguém tinha esse mau hábito de cobiçar as coisas e mulher alheios?!

Mas ele deve nos responder onde é dito que Adão trabalhava os sete dias direto no cuidado do jardim (Gên. 2:15), e que aquele primeiro sábado foi feriado para o Criador, não para a criatura.

E passou de longe da afirmação clara de que Yah-weh SANTIFICOU o 7o. dia, o que significa “separar” para uso dedicado à divindade. E nada disse sobre a confirmação de Cristo de que o sábado foi feito “por causa do homem”, não por causa do judeu.

O problema que noto entre os dispensacionalistas evangélicos e testemunhas de Jeová, que acompanharam o mundo religioso nesse viés dispensacionalístico quanto ao tema da lei e do princípio do dia de repouso desde Russell, é que CONFUNDEM SISTEMATICAMENTE os aspectos de LEI e CONCERTO. Não são a mesma coisa. Por não entenderem a diferença entre LEI e CONCERTO é que fazem toda essa confusão.

Se, com base em Deu. 4:13, o concerto é tão somente o Decálogo, as leis cerimoniais, civis, penais, higiênicas que eram também parte daquele concerto estariam excluídas! E sendo aquele pacto reiteração do que Yah-weh havia estabelecido com os patriarcas de Israel (Abraão, Isaque e Jacó–Deu. 8:18), não abrangeria logicamente, muito mais do que um código de leis básicas (e as muitas promessas para os seus descendentes eram parte do pacto), que não apareciam no Decálogo?

Ora, Heb. 9:1 diz claramente que “a primeira aliança também tinha preceitos de serviço sagrado”, com o que se evidencia que a concepção de “aliança” (ou pacto, concerto) envolve MUITO MAIS do que o conteúdo das tábuas de pedra.

Bem, passei um pouquinho do limite das 50 linhas, mas espero que levem em consideração que o Apologista TJ passou muito mais do que eu.

Estou ansioso por apresentar a 2a. das razões, mas vejamos primeiro o que ele tem a nos dizer sobre as ponderações acima, de preferência com respostas objetivas, específicas, claras, concisas, ao ponto às perguntas que deixei registradas.

Pedimos aos debatedores que deixem a moderação com OS MODERADORES caso contrário será sinalizado como DESVIO DO TEMA. Obrigado

Os COMENTÁRIOS ABAIXO que se desviarem do tema e começarem a falar de assunto que NADA TEM QUE VER serão deletados. Isso é para o Sr Angelo e os que o imitarem nesta atitude.(Já deletei alguns posts)  O assunto aqui é sobre o tema proposto. 

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Com todo o respeito, o Sr. Azenilto está fugindo do tema proposto. Fica andando em círculos, retomando assuntos que não contribuem para o assunto em pauta, que é sobre se OS CRISTÃOS devem guardar o sábado. Assim, não tenciono ficar rebatendo e esclarecendo o verdadeiro sentido de argumentações que não se ligam ao tema. Mas, só para mostrar a fragilidade das tentativas de refutação que ele apresentou, vejam isso: o Sr. Azenilto se contradiz, quando argumenta contra o chamado “argumento do silêncio” e depois faz uso dele, na frase: “onde consta haver leis contra o homossexualismo então ou outras imoralidades que certamente ali se praticavam?” O princípio incluso na declaração de Jeová, sobre a união vitalícia no casamento (Gn 2:24), QUE JÁ CITEI, mostrava o arranjo de Deus com relação às relações sexuais. Com respeito à santificação do sábado semanal, Jeová também santificou o arranjo sacerdotal em Israel, mas esse arranjo teve fim. (Êxo. 28:1-3, 40, 41) Heb. 7:12 declara: “Pois, mudando-se o sacerdócio,+necessariamente HÁ TAMBÉM MUDANÇA DA LEI.” Deu. 4:13 mostra claramente que os Dez Mandamentos vieram junto com o pacto (concerto) da Lei dada a Israel (não antes), tanto que Moisés chegou a dizer que os Dez mandamentos SÃO o concerto (pacto).

O conjunto de leis dado a Israel definiu o pecado claramente. Gálatas 3:19 diz: “POR QUE, ENTÃO, A LEI? Ela foi ACRESCENTADA PARA TORNAR MANIFESTAS AS TRANSGRESSÕES, até que chegasse o descendente a quem se fizera a promessa.” Que lei torna manifesta o pecado? A inteira Lei dada a Israel, mas principalmente os Dez Mandamentos, pois Paulo disse: “Eu não teria conhecido a cobiça, se a Lei não dissesse: ‘Não deves cobiçar.’” (10.º mandamento dos Dez.) Assim, os Dez Mandamentos faziam parte da Lei que foi acrescentada. Acrescentada ao quê? À promessa feita a Abraão. (Gál 3:16)

De fato, Paulo fala que “a Lei … VEIO à existência quatrocentos e trinta anos depois” da promessa a Abraão”. (Gál. 3:17) Ou seja, OS DEZ MANDAMENTOS, JUNTO COM AS DEMAIS LEIS DO PACTO DA LEI, VIERAM A EXISTIR 430 ANOS DEPOIS DA PROMESSA DE DEUS A ABRAÃO! E até quando a Lei permaneceria? Paulo respondeu: “Até que chegasse o descendente a quem se fizera a promessa.” (Gál 3:19) Quem é esse descendente? Paulo explicou: ““E a teu descendente”, que é Cristo.” (Gál 3:16) A clareza das Escrituras é simplesmente cristalina! Com a vinda de Cristo, sua vida terrestre e sua posterior morte, houve drásticas mudanças, uma delas sendo o fim do pacto da Lei (que incluía os Dez Mandamentos.) Como esclareceu Paulo: “Deus enviou o seu Filho, que veio a proceder duma mulher e que veio a estar debaixo de lei, PARA LIVRAR POR MEIO DUMA COMPRA OS DEBAIXO DE LEI, para que nós, da nossa parte, recebêssemos a adoção como filhos.” (Gál 4:4, 5)

Mas alguém poderia dizer: Então os cristãos podem matar, roubar, adulterar etc.? O apóstolo Paulo devia estar acostumado a lidar com tal questionamento, pois ele disse: “Cometeremos pecado porque NÃO ESTAMOS DEBAIXO DE LEI, mas debaixo de benignidade imerecida?” Ele afirmou: “Que isso nunca aconteça!” (Rom. 6:15) Por que ele podia dizer isso? Ele explicou: “Vos tornastes obedientes de coração àquela FORMA DE ENSINO A QUE FOSTES ENTREGUES.” (Rom. 6:17) Assim, ele mostrou que o cristianismo possui princípios e normas contra o pecado. Isso é chamado de “lei do Cristo”. (Gál 6:2)

Então, vejamos o que entendo que ficou definido até agora: A Bíblia mostra  que A GUARDA do sábado (o sábado como lei) foi dada após a saída de Israel do Egito. (Êx cap. 16; Deut: 5:1-3, 15.) E o que acredito que devemos aceitar é o que ela diz, e não suposições humanas. Mesmo que tivesse sido dada COMO LEI desde a criação, ainda não significaria que permaneceria no cristianismo. (Veja o exemplo que dei, de Gên. 1:27 e 1 Cor. 7:32-38)

Portanto, se as argumentações do Sr. Azenilton não forem direto ao tema, com base em passagens específicas que mostrem que OS CRISTÃOS devem guardar o sábado, serei forçado a concluir que ele não possui realmente em seu acervo uma resposta definida para o tema proposto.

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Não apresentei nenhum argumento do silêncio como diz o apologista TJ, que declara: “1 João 3:4 afirma que ‘o pecado é aquilo que é contra a lei’. Assim, é claro que, antes disso, havia leis para a humanidade – desde o princípio dela”.

Ótimo, aí temos um ponto de consenso: LEIS PARA A HUMANIDADE sempre existentes. Havia tais leis, como lembrado até no ambiente do Éden: apropriar-se do que não é de alguém, cf. Gên. 2:17 (a árvore exclusiva de Yah-weh). Mas ele erra na citação de Gênesis 38, pois não há lei contra o adultério declarada, só o registro de uma atitude condenável.

Agora, LEIS PARA A HUMANIDADE foram ditadas por quem, com base no quê? Isso seria muito importante definir.

Eis interessante declaração numa obra da Casa Publicadora das Ass. de Deus:

“Será que as leis de Deus observadas pelos israelitas servem para os cristãos? As leis foram designadas para guiar todas as pessoas a um estilo de vida saudável, justo e voltado para Deus. Seu propósito é apontar o pecado e mostrar a maneira correta de lidar com ele. OS DEZ MANDAMENTOS SE APLICAM HOJE ASSIM COMO SE APLICAVAM HÁ TRES MIL ANOS, POIS PROCLAMAM UM ESTILO DE VIDA ESTABELECIDO POR DEUS. SÃO A PERFEITA EXPRESSÃO DA PESSOA DE DEUS E COMO ELE DESEJA COMO O POVO VIVA”. – “Bíblia de Estudo e Aplicação Pessoal”, pág. 237 – destaque meu.

Cito obra de quem nem concorda conosco quanto ao sábado, daí ser um testemunho insuspeito. A lei divina é mesmo a expressão do caráter de Yah-weh tal como as leis de um país revelam o seu tipo de governo. Se compararmos os códigos legais da Coreia do Sul com a do Norte se verá pelo mero exame de suas leis que num há plena liberdade de religião, política, imprensa, e noutro não há tais liberdades.

Mas se havia LEIS PARA A HUMANIDADE, não abarcariam elas proibição de ter outros deuses, não cultuar ídolos, não falar o nome de Deus em vão, respeito de filhos aos pais, não matar, adulterar, roubar, mentir e cobiçar? Falta apenas o sábado nessas LEIS PARA A HUMANIDADE, que não são só ENUNCIADAS, como IMPLÍCITAS (como “não matarás” no trato de Yah-weh com Caim, ou “não adulterarás”, no Seu trato com Sodoma e Gomorra).

Sobre o caso de Caim, Yah-weh disse que ele estava em pecado até antes de seu ato assassino porque sua intenção Lhe era conhecida. Logo, Cristo não cria nenhum novo conceito ao falar que irar-se contra um irmão equivalia a matá-lo (Mat. 5:21ss).

E como é dito claramente que Deus SANTIFICOU o 7º. dia, o que significa que SEPAROU tal dia, então, por tê-lo “separado”, utilizar-se desse tempo santificado/separado era uma violação de uma lei implícita. Seria Adão violador da mesma? Isso não foi resolvido.

E confirma-se o que eu disse ser problema das TJ’s e demais religiosos que acataram a visão novidadeira do dispensacionalismo, que influenciou C. T. Russell: Não entender a diferença entre LEI e CONCERTO. A argumentação do apologista TJ revela essa confusão. Ele cita tanto a Paulo, mas se esquece que o mesmo Paulo recomendou diretamente os 5º., 6º., 7º., 8º, 9º. E 10º. Mandamentos do Decálogo aos cristãos de Éfeso e Roma (Efé. 6:1-3; 4:25-31; Rom. 13:8-10), além de dizer que a fé não anula a lei, e sim a CONFIRMA (Rom. 3:31).

Mas sobre nossa 1ª. razão–de o sábado ser dado desde a criação do mundo junto com todas as demais leis divinas de moralidade, ética, santidade, teríamos bem mais a falar. Como, porém, vemos gente aqui exasperada para tratarmos do tema do sábado em ligação direta com os cristãos, partamos logo para a

2ª. RAZÃO POR QUE O SÁBADO SE APLICA AOS CRISTÃOS:

Jesus apresenta a “regra áurea” de amar a Yah-weh/amar o próximo (Mat. 22:36-40), e nesse contexto declara, “destes dois mandamentos dependem TODA A LEI e os profetas”.

Se Ele tivesse dito, TODA A LEI, MENOS O PRECEITO DO SÁBADO os anti-sabatistas estariam cobertos de razão. Logo, o sábado é PRECEITO DE AMOR, que se reflete de várias formas, como detalharemos, não neste segmento, pela limitação de espaço. É amor de Deus para com o homem e até para com os animais, e amor do homem revelado para com Deus. O sábado tem tudo que ver com amor, por isso o cristão deve observá-lo.

Esta é apenas uma introdução a tal discussão, que buscaremos prosseguir no próximo segmento.

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Francamente, até agora o Sr. Azenilto não apresentou um só texto que prove que os cristãos devem guardar o sábado, e que os antepassados dos israelitas libertos do Egito tenham-no guardado. Sua argumentação consiste em: NÃO HÁ EVIDÊNCIA de que Adão não guardou o sábado, NÃO HÁ EVIDÊNCIA de que Abraão não guardou o sábado, NÃO HÁ EVIDÊNCIA de que … . Ele deveria sim apresentar EVIDÊNCIA de que Adão, Abraão e outros servos de Deus antes da nação de Israel guardaram o sábado.

Quanto à afirmação de Cristo, de que o sábado foi feito “por causa do homem” (Mr 2:27) isso tem que ser entendido dentro do contexto da Bíblia inteira, a qual mostra que o sábado como lei não permaneceu para os cristãos. A palavra “homem” (ánthropos) não tem aplicação somente à humanidade em geral. Pode se referir a um israelita (Lc 5.20; Mt 15:24), a um filho (Mt 10:35) etc. Note a frase “Agripa disse a Festo: “Eu mesmo também gostaria de ouvir o homem.” (At 25:22)

Agripa não queria ouvir toda  a humanidade, mas um homem específico, o judeu Paulo de Tarso. “Verdadeiramente, todas as coisas são limpas, mas é prejudicial para o homem que come com motivo para tropeço”. (Ro 14:20) “O homem” aqui não se aplica a todo ser humano. Paulo estava falando dos cristãos. Assim como em Mr 2:27, esses textos citam ánthropos com o artigo definido.

Em Efé. 6:1-3 Paulo faz alusão ao 5.º mandamento mostrando que até na Lei já removida era obrigação obedecer aos pais. Mas ele não disse: ‘Filhos, sede obedientes aos vossos pais em união com o Senhor  porque o 5.º mandamento ordena isso, mas porque “isto é justo.”

Quanto a Rom. 13:8-10, esse texto prova justamente o CONTRÁRIO do que intentam os sabatistas. Diz: “A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto que vos ameis uns aos outros; pois, quem ama o seu próximo tem cumprido a lei. Pois o código da lei: ‘Não deves cometer adultério, não deves assassinar, não deves furtar, não deves cobiçar’, e qualquer outro mandamento que haja [isso inclui o sábado], está englobado nesta palavra, a saber: ‘Tens de amar o teu próximo como a ti mesmo.’ O amor não obra o mal para com o próximo; portanto, o amor é o cumprimento da lei.” Em outras palavras, os mandamentos a Lei mosaica se tornam desnecessários no cristianismo, que pratica o amor acima de tudo.

Quanto a Rom. 3:31: “Abolimos então a lei por meio de nossa fé? …Ao contrário, estabelecemos lei.” Note que não diz: “Estabelecemos A Lei.” Está falando de “lei em sentido genérico, porque no cristianismo também há normas. Se se referisse à Lei dada a Israel, o verbo “estabelecer” seria incoerente. Paulo teria dito: “Restabelecemos” ou “mantemos A Lei”. Mas o claro sentido do texto está nos versículos anteriores: “Onde está então a jactância? Está excluída. Por intermédio de que lei? A das obras? Não, deveras, mas por intermédio da lei da fé. Pois nós consideramos que o homem é declarado justo pela fé, à parte das obras da lei.” (Ro 3:27, 28)

Visto que no cristianismo não há base para jactância, uma vez que a salvação não é merecida, não há base para a continuidade da “lei das obras” (o Pacto da Lei com seu sábado semanal).  Portanto, a “lei” a que Paulo disse ‘estabelerem’ é A LEI DA FÉ, que veio por meio de Cristo.

O segundo motivo apresentado por Azenilto também não procede. A frase “Destes dois mandamentos [amar a Deus e ao próximo] dependem TODA A LEI e os profetas” foi mal interpretada por ele. Não são os dois maiores mandamentos que dependem de TODA A LEI, mas TODA A LEI é que depende deles. Assim, os dois mandamentos são A BASE de TODA A LEI, e não o contrário. Mesmo TODA A LEI tendo findado, isso não afeta a SUA BASE. Os princípios contidos nesses dois mandamentos foram incluídos no cristianismo.

Por outro lado, eu apresentei:

·         EVIDÊNCIA de que mesmo que o sábado tivesse sido dado COMO LEI desde a criação, ainda não significaria que permaneceria no cristianismo. (A exemplo de Gên. 1:27 e 1 Cor. 7:32-38) 

·         Assim, a 1.ª razão proposta pelo Sr. Azenilto simplesmente não existe.

·         EVIDÊNCIA de que a santificação de algo não implica em esse algo permanecer para sempre (Êxo. 28:1-3, 40, 41)

·         EVIDÊNCIA de que a GUARDA do sábado só ocorreu após a saída de Israel do Egito. Êx. cap. 16; Deut: 5:1-3, 15);

·         EVIDÊNCIA de que a INTEIRA LEI (com os Dez Mandamentos que incluíam o sábado semanal) só veio a existir nessa época, 430 anos depois da promessa feita a Abraão (Gál 3:16-19);

·         EVIDÊNCIA de que tal Lei permaneceria até a vinda de Cristo (Gál 3:19), após o que haveria mudanças: “Pois, mudando-se o sacerdócio, necessariamente HÁ TAMBÉM MUDANÇA DA LEI.” (Heb. 7:12);

·         EVIDÊNCIA de que “Deus enviou o seu Filho … PARA LIVRAR POR MEIO DUMA COMPRA OS DEBAIXO DE LEI”.(Gál 4:4, 5)

Agora cabe ao leitor sincero avaliar de que lado está a verdade.

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Tratando da 1ª. das razões para a guarda do sábado pelos cristãos tentei esclarecer ser importante entender suas origens na Criação, mas ficou pendente até aqui:

COM BASE EM QUE LEI YAH-WEH CONDENOU CAIM, E DEPOIS SODOMA E GOMORRA?

Foi admitido haver LEIS PARA A HUMANIDADE SEMPRE EXISTENTES. Concordamos, sem problemas. Tais leis são originárias do próprio Yah-weh, refletoras de Seu caráter santo, já que Ele é santo, justo e bom, por isso Paulo diz que a lei é santa, justa e boa. Ilustrei isso com as legislações das duas Coreias.

Também ficou pendente a SANTIFICAÇÃO do 7º. dia. O que significa mesmo a palavra “santificar”? Pena que a teimosia em não aprofundar-se nesse tema impediram o seu devido debate. Ficam para trás esses importantes pontos pendentes e outros mais.

Mas avançando com a 2ª. razão para o crente guardar o sábado, Jesus disse que não veio abolir a lei, mas cumpri-la (Mat. 5:17-19). Diz mais que os que O ouviam deviam seguir o Seu exemplo: cumprir as regras mínimas da lei e assim ensinar aos homens.

Ele não iria contradizer-Se abolindo o sábado, não dentre os mínimos, mas dos máximos na lei. E em Mat. 23:1-3–Seu último discurso público aos discípulos (continuadores de Sua obra) e “às multidões”—confirma: deviam cumprir TUDO o que seus chefes religiosos ensinavam, só não imitando sua hipocrisia do “façam como digo, não como faço”. Ora, isso INCLUI o sábado, além das regras cerimoniais, prefigurativas, que a Igreja entendeu no devido tempo não mais se aplicar a ela, mas não os preceitos de caráter moral, como não–matar, furtar, cultuar imagens, e a lei do sábado.

  • O SÁBADO REVELA O AMOR DE YAH-WEH AOS SERES HUMANOS: Ele, como ninguém, sabe de suas necessidades físicas, mentais, sociais. Daí estabeleceu sabiamente um tempo não só para ser adorado de modo especial pelo homem, sem as preocupações seculares, mas para este ter um necessário descanso físico e mental.

Está provado cientificamente que o sábado é necessário e benéfico para os seres humanos. Cronobiólogos comprovaram o chamado “ritmo do 7o. dia”, ou “circaseptano”, o regime ideal de 6 dias de trabalho e 1 de descanso.

O pastor e médico evangélico, Michael Cesar, conta num CD que Hitler requereu que os operários das fábricas de armamentos no preparo para a 2a. Grande Guerra trabalhassem os 7 dias semanais direto, só descansando à noite. Mas as pessoas ficavam esgotadas, nervosas, a produção caiu. Daí o ‘Führer’ refez o regime natural de 6 dias de trabalho e 1 de descanso. De fato, batistas e presbiterianos acentuam em seus documentos confessionais que o regime de 6 dias de trabalho, e 1 de descanso é da LEI NATURAL.

Jesus disse que “o sábado foi feito por causa do homem-‘anthropós’, o homem universal, não o mero homem judaico. É absurdo imaginar um Criador tão discriminador, criando um princípio tão benéfico a Suas criaturas, mas só para os da etnia judaica. Por que isso?!

E Ele não se referia ao mero homem judaico, como fica claro pelo seguinte: Seria sem nexo a declaração—“O sábado foi feito por causa do homem judeu, e não o homem judeu {foi criado} por causa do sábado”. Yah-weh não criou o homem judeu, e sim o homem universal-‘anthropós’.

  • O SÁBADO REVELA O AMOR DE YAH-WEH AOS ANIMAIS: O Senhor também pensou no benefício aos animais de carga: no sábado os animais de carga deviam também ser poupados de trabalhos. “Nem o teu boi, nem o teu jumento”, determina o preceito.

Entra o cristianismo e–PIMBA, acaba-se o benefício a essas pobres criaturas! O que houve? Deixou Ele de ser misericordioso com os pobres animais de carga no cristianismo?!

Se não há mais lei do sábado, e o domingo é algo vago, voluntário, variável, qualquer cristão pode usar seu animal todos os dias da semana, ou cedê-lo a alguém que queira usá-lo no fim de semana. E isso se aplicaria aos tempos ANTERIORES ao Sinai. Abraão, Isaque, Jacó eram possuidores de muito gado, e certamente tinham seus animais para transporte, tração de solo, etc. A misericórdia divina para com os animais não se aplicaria ao tempo deles também?

Só isso já mostra a falácia da teologia novidadeira do neo-antinomismo dispensacionalista e dianenhumista, acatado por tantos crentes desde meados do séc. XIX, e que muito influenciou C. T. Russell.

 

Gostaríamos de pedir a todos que reavaliassem seus comentários para ter certeza de que não está se deixando levar para o lado negativo da discussão maldosa. Em vista disso, eu mesmo estou deletando algumas de minhas palavras que podem causar atrito desnecessário  com nossos colegas adventistas. A todos aqueles cujo objetivo não seja o de ridicularizar as Testemunhas de Jeová, pedimos desculpas por alguma palavra irrefletida, afinal, somos todos imperfeitos. Os adventistas que logarem e postarem comentários, evitem ataques e menção de assuntos fora do tema da página e isto contribuirá muito para um ambiente melhor. MODERADOR

Apologista prossegue…

Os 10 Mandamentos só foram dados uns 2.500 anos após a criação do homem, e 430 anos após a promessa feita a Abraaão. (Gál 3:17) Mas, para o entendermos a situação das pessoas, em especial dos servos de Deus, antes de os 10 Mandamentos terem sido dados, é necessário entender a diferença entre “lei” e “princípio”. Veja esta ilustração: as leis de trânsito só passaram a existir devido à existência de veículos motorizados. Caso algum dia tais veículos deixassem de existir, findariam também as leis de trânsito.

Mas, o principio por trás de tais leis – o que motivou a existência delas – é o princípio de que a vida é sagrada e que, por isso, deve ser preservada. Esse princípio é eterno. De modo correspondente, embora o Decálogo (10 Mandamentos) só tenha sido dado após a saída de Israel do Egito e teve seu fim quando surgiu o cristianismo, os princípios que motivaram a existência de tal código de leis existiram antes desse código e continuam no cristianismo.

Por exemplo, embora não houvesse o mandamento “não deves adulterar”, a declaração de Gn 2:24 mostra o conceito de Deus sobre o sexo e o casamento. A expressão “o homem … tem de se APEGAR à sua ESPOSA, e os DOIS serão uma só carne” torna claro que o sexo deve ser expresso entre um homem e uma mulher, o que exclui o homossexualismo. O verbo “apegar-se” e a expressão “os DOIS” exclui outro relacionamento.

Outro relacionamento seria adulterar o arranjo divino. Daí a palavra “adultério” aplicada a relacionamentos extraconjugais. Embora não houvesse o mandamento “não deves cobiçar”, a lei sobre os direitos de posse tornava claro que é errado cobiçar o que é de outro. (Gn 2:17; 3:6) A violação desse direito no Éden – quando Eva e depois Adão se apropriaram de algo que não lhes pertencia – o fruto da ‘árvore do conhecimento do bem e do mal’ – e a penalidade recebida por eles mostravam que era errado o furto, embora não houvesse um código de leis com a ordem “não deves furtar”.

O impedimento de Adão e Eva comerem da árvore da vida após o pecado mostrava que a vida era uma dádiva de Deus a ser prezada; assim, seria errado o assassinato, apesar de não haver uma lei dizendo “não deves assassinar”. Pelo mesmo motivo seria errado desonrar os pais – os dadores da vida, apesar de não haver nenhuma legislação dizendo “honra a teu pai e a tua mãe”. Visto Deus ser o Criador, ele merece a devoção exclusiva, sendo errada a idolatria, pecado que seria proibido nos dois primeiros dos 10 mandamentos milênios depois.

Embora antes de Israel sair do Egito não houvesse nenhuma lei para guardar um dia especifico da semana, os fiéis patriarcas antes de Israel também tiravam tempo para coisas espirituais, como se pode inferir de Gênesis 12:7, 8 e 18:19, devido ao princípio de que Jeová merece a primazia. O princípio de que o Nome divino, Jeová, é sagrado e eterno, por pertencer a Deus, mostrava que era errado desrespeitá-lo. Que dar falso testemunho era errado, torna-se claro pelo fato de o anjo que usou a serpente ter dado falso testemunho contra Deus. (Gn 3:1-5) Portanto, esses princípios já existiam desde o princípio e foram transformados em dez leis (mandamentos) após a saída de Israel do Egito, e também foram incluídos entre outras leis da Lei dada a Israel.

Quando a inteira Lei com seus 10 Mandamentos findaram por terem cumprido seu objetivo, os princípios por trás dessas leis continuaram no cristianismo. Veja isso no quadro abaixo:

 

Leis do Decálogo (10 mandamentos)

Princípio envolvido

Aplicação no cristianismo

1 – Não adorar outro Deus além de Jeová

Adoração exclusiva de Jeová

“Os verdadeiros adoradores adorarão o Pai.” – Jo 4:23

2 – Não adorar ídolos

Adoração exclusiva de Jeová

“Fugi da idolatria.” – 1Co 10:14

3 – Não tomar o nome de Deus, Jeová, em vão

O Nome divino é sagrado e eterno

“‘Nosso Pai nos céus, santificado seja o teu nome.” – Mt 6:9

4 – Guardar o sábado semanal

Priorizar assuntos espirituais

‘Comprar todo o  tempo oportuno.’ – Ef 5:16

5 – Honrar pai e mãe

Santidade da vida, transmitida através dos pais. – Pr 23:22a;

Respeito à autoridade divinamente constituída. – Pr 1:8

“Filhos, sede obedientes aos vossos pais em união com o Senhor, pois isto é justo.” – Ef 6:1

6 – Não assassinar

Santidade da vida. – Gn 2:9; 3:22-24

“[Os] assassinos … terão o seu quinhão no lago que queima com fogo e enxofre. Este significa a segunda morte.” – Re 21:8

7 – Não cometer adultério

Lealdade ao arranjo divino do casamento. – Gn 2:24

“O matrimônio seja honroso entre todos e o leito conjugal imaculado, porque Deus julgará os fornicadores e os adúlteros.” – He 13:4

8 – Não furtar

Direito divinamente concedido de posse. – Gn 2:17

“O gatuno não furte mais.”

– Ef 4:28

9 – Não dar falso testemunho

Respeito à integridade moral. – Gn 3:1-5

‘Todos os mentirosos  terão o seu quinhão no lago que queima com fogo e enxofre.’ – Re 21:8

10 – Não cobiçar

Respeito ao direito divinamente concedido de posse alheia (do concreto e do abstrato). – Gn 2:17

“Amortecei, portanto, os membros do vosso corpo que estão na terra, com respeito a … cobiça, que é idolatria. – Col 3:5

Espero que esta explanação tenha ajudado aos que buscam entender esse tema envolvendo os Dez Mandamentos com seu sábado semanal.***

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Pedimos aos debatedores que a partir de agora postem suas palavras finais visando terminar o debate sem levantar questões e despedindo-se…GRATO: MODERAÇÃO

 

Nosso amigo ATJ (sigla para Apologista TJ) expressa bem o que também diz “A Sentinela” de 15/12/70:

“Havia uma lei universal que mantinha toda a criação em equilíbrio. Adão recebeu esta lei. . . [Noé] cria na lei natural de Deus e na obediência a ela. . . . Os espalhados [após a confusão de línguas] não difundiram a lei de Deus, senão sua própria atitude rebelde. . .”

TODOS OS PRINCÍPIOS DO DECÁLOGO são parte da “lei de Deus” ou “lei natural”, “lei universal”, como esta publicação das TJ’s refere-se diferentemente à “lei de Deus”. Mas é importante lembrar que o fundamento dessa lei é o AMOR—a Deus e ao próximo.

Revisemos alguns pontos importantes: a 1ª. razão para TODOS honrarem o sábado é que Yah-weh SANTIFICOU (separou) o 7º. dia no ato da criação.

Não é dito que Adão guardava o sábado, nem que atuasse todos os 7 dias no jardim sem dedicar um dia ao Senhor. Se há empate (0 x 0), o desempate é que o Criador fez 3 coisas—descansou no sábado, abençoou-o e o santificou {separou como “memorial da criação”—Êxo. 20:11; Sal. 111:4}. Jesus confirma em Mar. 2:27: fez isso PARA O HOMEM.

Essas LEIS PARA A HUMANIDADE desde o princípio incluiriam, como fica implícito, proibição de homicídio e desvios sexuais (punição de Yah-weh a Caim e Sodoma & Cia.). E por que não um dia de repouso obrigatório (aquele “separado” por Yah-weh)? Já vimos como ATJ admite que incluem o equivalente aos 10 preceitos do Decálogo, muito bem.

A 2ª razão é o sábado ser componente inescapável no princípio do AMOR A YAH-WEH SOBRE TODAS AS COISAS, como Jesus diz em Mat. 22:36-40.

É uma provisão amorável do Criador para Suas criaturas—homens e até animais de carga. É benéfico física, mental, espiritual, familiar e socialmente. Por que se limitaria a Israel? Tal noção é negada ao Jesus dizer que foi feito “por causa do homem”, não tendo nexo a frase—“por causa do homem judeu”. Yah-weh NÃO CRIOU O HOMEM JUDEU, e sim o homem-‘anthropós’, universal.

O SÁBADO É PROVA DE NOSSO AMOR PARA COM O CRIADOR. Quem ama a Yah-weh sobre todas as coisas não irá: ter outros deuses, cultuar ídolos, desonrar o Seu nome, e Lhe dedicará o dia que Ele SEPAROU desde a criação do mundo, estabelecido “por causa do homem” (não por causa Dele mesmo, já absolutamente bendito e santo). A própria TNM nos ajuda a ver que o Criador estabeleceu “uma RECORDAÇÃO para as suas obras maravilhosas” (Sal. 111:4). Essa recordação é o sábado!

Uma pergunta para resposta ou reflexão:

• Por que nossa expressão de amor a Yah-weh deve, sob o novo pacto, reduzir-se de 4 para 3 preceitos?

Que o criador DESCANSOU no 7º. dia (cf. Gên. 2:2, 3) a própria TNM confirma em Êxo. 31:17 (consta o termo “repousou”) e Heb. 4:4 e 10 (“descansou”, com notas de referência que levam a Gên. 2:2). O sentido do capítulo 4 todo é que o “descanso” espiritual da salvação não foi alcançado por Israel. Mas dentro da nação decerto houve os que o alcançaram (como os ‘heróis da fé’ no cap. 11), nenhum deixando de lado o sábado por tê-lo alcançado. O sentido do capítulo todo é o descanso final da Nova Terra. Aliás, os comentaristas batistas Jamieson, Fausset e Brown assim explicam Heb. 4:9:

“Este verso indiretamente estabelece a obrigação do descanso do sábado; pois o tipo prossegue até que o antitipo o supere: assim os sacrifícios legais continuariam até que o grande Sacrifício antitípico os superasse. Igualmente o sábado de descanso antitípico do céu não se dará até que Cristo . . . venha para nos introduzir nele, o sábado terreno típico deve prosseguir até então. Os judeus chamam o futuro descanso de ‘o tempo que é todo sábado’”. (e-word.net – site de comentários de eruditos).

Logo, mesmo que o sábado fosse uma “sombra”, continua vigente pois sombras só cessam quando se dá a realidade a que apontam.

Cita-se Mat. 11:28, 29 onde Cristo fala sobre ser Ele o “descanso para as vossas almas”. Com isso alegam que Cristo é o “descanso” que dispensaria o cristão de observer o sábado. Esse raciocínio nem honra a inteligência de quem o emprega. É confundir DESCANSO ESPIRITUAL com DESCANSO MATERIAL, como obtido pelo sábado.

Então, antes de entrarmos na 3a. razão por que o sábado aplica-se aos cristãos, nosso amigo ATJ terá que nos provar que O SÁBADO NÃO TEM NADA A VER COM AMOR, o que Jesus declarou em Mat. 22:36-40.

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Senhor Azenilto, como mostra  Mat. 22:36-40, a INTEIRA Lei tem a ver com o amor, mas a INTEIRA Lei findou, COMO MOSTRA A BÍBLIA.

Os adventistas citam Mt 5:17-19, que afirma que Jesus não veio destruir mas sim cumprir a Lei, para argumentar que os cristãos devem seguir o exemplo de Cristo por também cumpri-la. Mas de que “Lei” o texto está falando? O verso 19 fala de “MÍNIMOS mandamentos” (“por menor que seja”, versão Almeida). Existe algum dos 10 mandamentos que seja “mínimo” ou “menor” que os outros? Está claro que Cristo se referia à INTEIRA Lei dada a Israel. Portanto, usar esse argumento implicaria em dizer que os cristãos devem guardar TODA a Lei – incluindo circuncisão, ofertas de cereais, sacrifícios de animais etc. Continuar em tais coisas seria negar o sacrifício de Cristo!

Uma 2ª pergunta seria: como Cristo cumpriu TODA a Lei? O verbo grego usado é pleróo, que significa “completar”, “terminar” alguma coisa já iniciada, “levar ao fim”. (Léxico do NT Grego/Português de Gingrich e Danker.) Assim, Cristo não ‘destruiu’ a Lei por violá-la, mas a cumpriu por levá-la ao fim. Isso se torna claro pelas palavras seguintes de Jesus: “Antes passariam o céu e a terra, do que passaria uma só letra menor ou uma só partícula duma letra da Lei sem que tudo SE CUMPRISSE”, ou seja, SE COMPLETASSE, finalizando. (Mt 5:18) além disso, esse significado se torna evidente porque o texto diz que Cristo veio cumprir também “os Profetas” – as profecias escritas que diziam respeito a ele. Uma 3.ª pergunta seria: o que aconteceria com TODA a Lei depois que Cristo a completasse (a levasse ao fim)? O mesmo que aconteceria com as profecias cumpridas por ele. Tais profecias ficariam apenas registradas para o nosso conhecimento. Se alguém tentasse cumprir novamente tais profecias seria o mesmo que dizer que Jesus não as cumpriu direito. Isso implicaria em dizer que ele não era o Messias (Cristo), e que, portanto, sua morte não teve valor algum! O mesmo se pode dizer da Lei. (O verbo “cumprir” foi usado uma única vez para se referir à Lei e aos Profetas) Se alguém tentasse cumprir toda a Lei ou parte dela (como os Dez Mandamentos), ou apenas uma lei dela (como a do sábado semanal) seria o mesmo que dizer que Cristo não a cumpriu direito, desqualificando-o de ser o Messias e, por conseguinte, de ser o nosso Salvador. ISSO SERIA NEGAR O RESGATE QUE ELE PROVEU PARA A NOSSA SALVAÇÃO! E o resgate é a doutrina central do cristianismo – a doutrina de que Jesus Cristo veio para dar sua vida para a salvação da humanidade. Assim, observe o leitor a seriedade de se insistir na guarda do sábado semanal ou de qualquer outra lei do código de leis dado a Israel!

Obviamente, há muito ainda que se falar desse tema. Mas, acredito que essa argumentação final, somada às demais, tenha ajudado o leitor que respeita a Palavra de Deus a chegar a uma conclusão acertada sobre o assunto. Visto que a Bíblia não se contradiz, os poucos versículos que citei – que tornam claro (1.º) que a lei do sábado foi dada a Israel após sua saída do Egito  e (2.º) que findou junto com as demais leis do código da Lei – devem servir àquele que busca entender e seguir o que a Bíblia realmente ensina.
Agradeço a oportunidade que me foi concedida neste blog, e elogio os comentaristas que deram uma grande contribuição para a resposta a essa pergunta: “São os cristãos orientados por Deus a guardar o sétimo dia?” Num debate curto como esse seria impossível considerar todos os versículos que vocês, comentaristas, consideraram. Mas, apesar do curto debate, procurei ser o mais objetivo possível, focando a Bíblia, e não conceitos humanos. Também elogio o Sr. Azenilto por manter o respeito pela minha pessoa, assim como mantive pela pessoa dele. Os ataques foram contra as argumentações, e não contra os debatedores.

Finalizando, gostaria de colocar abaixo a ilustração que resume a visão de vários leitores (e talvez a sua ) sobre este debate:

 Um grupo de pessoas é acusado diante de um tribunal. O juiz pede aos advogados que tomem suas posições tanto para a acusação quanto para a defesa. Começa o Julgamento. O advogado de defesa traz cerca de 40 TESTEMUNHAS com  PROVAS DOCUMENTAIS mostrando realmente que aquelas pessoas são inocentes. O Juiz agora pede à parte oponente que tragam suas testemunhas e que provem que aquelas pessoas são realmente culpadas. O advogado de acusação chega e diz: “Nós não conseguimos nenhuma testemunha legítima  e nem provas contra eles, mas isso não quer dizer que eles são inocentes.” Como o juiz daria a sentença? Ora, na AUSÊNCIA de TESTEMUNHAS  LEGÍTIMAS e de  PROVAS NÃO HÁ CULPA. Como vou culpar alguém se não tenho nenhuma testemunha e nem provas contra elas?

Bem, chegou a hora de saber quem são os personagens desta ilustração.

guardadosábado

Portanto, que o leitor tire suas conclusões.

Atenciosamente,

O apologista da verdade.

Agradecemos ao Sr Azenilto Brito e ao Apologista pela contribuição com este debate. 

FINALIZADO O DEBATE

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