Atos 15:29 ´abstende-vos de sangue` e a Terminologia Grega Sobre Abstinência


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Em Atos 15:29 foi reiterado ou repetido para os cristãos uma ordem divina dada a humanidade desde os primórdios. Bem antes de Deus fornecer cerca de 640 leis para seu povo pactuado, o antigo Israel, Deus já havia ordenado aos descendentes de Noé que evitassem o sangue. Gênesis 9:4 ordenava aos sobreviventes do fatídico Dilúvio que não comessem sangue. (Gênesis 9:4) Deus posteriormente fez os humanos saber o porque desta proibição quando disse que “a alma da carne está no sangue”. (Lev. 17:14) Isso significava que “a vida” da carne está no sangue. A pena para os violadores desta lei era a morte. O sangue devia ser “derramado como água no solo”. (Lev. 17:13; Deuteronômio 12:23) Em Deuteronômio 12:23 Deus ordenou que aceitassem “a firme resolução de não comer o sangue“. Por que motivo? Mais uma vez Jeová,  o Criador dos bilhões de sóis,  afirma que isto se dá visto que “o sangue é a alma” ou vida, da carne. Comer sangue era considerado culpa de sangue. Ao se repetir em Atos dos Apóstolos  que os cristãos deviam “abster-se de sangue” é óbvio que esta abstinência envolveria ainda mais o sangue humano. Ninguém em são juízo diria que o sangue dos humanos tem menor valor que o dos animais.  Na lei Deus ordenava que os Israelitas jamais deveriam comer “qualquer espécie de sangue” (Lev. 17:10)

Ao usar o termo “abster-se” o Autor de Atos 15:29 não se referia a apenas “comer sangue”,  caso assim fosse, teria usado o verbo “comer” e não o verbo “abster”

Em Atos 15:29 a Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas verteu a frase “abster-vos… de sangue” e não “abster-vos…do sangue” ( uma forma articular não presente no texto grego original) Algumas versões decidiram por esta última opção de tradução que carrega uma impressão de uma construção genitiva inexistente no texto, fazendo alguns concluírem que o sangue mencionado ali é o sangue de animais oferecidos como sacrifícios. Mas o texto não diz isso. Afirmar que a proibição se refere ao sangue de animais é ir além daquilo que o texto diz. (Deus nos orienta a “não irmos além daquilo que está escrito” 1 cor. 4:6)  Não há contexto imediato na passagem que sugira a  interpretação de que Deus “se refere ao sangue de animais” conforme dizem muitos comentaristas evangélicos e outros. Sob inspiração o escritor de Atos 15, que era médico, revela a proibição divinamente inspirada no sentido claro para os cristãos absterem-se de “coisas sacrificadas a ídolos e de sangue e de coisas estranguladas e de fornicação”, cada uma destas de per si uma proibição específica. Uma coisa em comum em todas estas é o perigo do descaso com a vida. Sexo fora do casamento pode gerar uma vida. Sexo assim é chamado de “fornicação” ou “imoralidade sexual”. Sacrifícios a ídolos não raro envolvia matar pequenos animais derramando seu sangue. Comer um animal estrangulado resultaria em se comer o sangue coagulado. Todas estas proibições são separadas por um “e” em grego, indicando que são proibições distintas umas das outras. Ninguém diria que fornicação estava relacionada apenas com algum tipo de sexo com animais. Então porque vincular a ordem de se abster de sangue como sendo uma proibição relacionada ao sangue de animais? A proibição ao dizer ‘abster-se de sangue´está usando uma frase claramente genérica se referindo portanto a todo tipo de sangue.

File:Hippocrates rubens.jpg

É digno de nota que a palavra grega usada no texto para “abster-se” (apékhesthai) é amplamente usada na literatura grega do primeiro século por médicos. Ao consultarmos a forma usual em que estes empregavam tal palavra,fica evidente que é uma palavra ou terminologia médica bastante comum, até mesmo em nossos dias. Podemos citar por exemplo Hipócrates que viveu 400 anos antes de Cristo e é referido como “o pai da medicina ocidental”.

Em seus escritos usou esta palavra típica da medicina da época ao orientar seus pacientes para que se abstivessem ou evitassem por completo certos alimentos ou práticas prejudiciais à saúde.Este escreveu:

” ἀφροδισίων τε ἀπέχεσθαι, βρωμάτων τε λιπαρῶν”

abstenhais-vos de relações sexuais e de artigos de alimentos gordurosos…Hipócrates, Médico do 4 Século a.C orientando em assunto de dieta relacionado com certos problemas de saúde. (FONTE***)

Usava-se sangue como tratamento médico na antiga Roma no tempo de Jesus ?

Era o sangue usado como remédio nos tempos de Roma? O naturalista Plínio (contemporâneo dos apóstolos) e o médico Areteu, do segundo século, relatam que o sangue humano era um dos tratamentos da epilepsia. Tertuliano escreveu posteriormente: “Considerai aqueles que, com sede cobiçosa, num espetáculo da arena, pegam sangue fresco de criminosos iníquos . . . e o levam correndo para curar sua epilepsia.” Ele os contrastou com os cristãos, que ‘nem mesmo tinham o sangue dos animais em suas refeições . . . Nos julgamentos dos cristãos, oferecei-lhes chouriços cheios de sangue. Estais convictos, naturalmente, de que [isso] . . . lhes é ilícito’.  Portanto a opinião de alguns quando afirmam que não havia hemoterapia na antiga Roma não condiz com os fatos.

Para uma consideração mais detalhada deste assunto acessem as duas páginas que segue:

O SANGUE E OS VERDADEIROS CRISTÃOS

TRANSFUSÕES DE SANGUE – SALVA VIDAS OU MATA PESSOAS? 

POR QUE AS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ PERMITEM O USO DE FRAÇÕES DE SANGUE?

 

Caros irmãos, vejam essa notícia sobre o microquimerismo, uma complicação que está sendo descoberta tanto nas transfusões de sangue quanto na promiscuidade sexual. Os estudos científicos estão avançando…(link contribuído)

http://www.seminhematol.org/article/S0037-1963%2806%2900234-4/abstract

 

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Comentários

  • Vinicius Monteiro  On 15 de janeiro de 2014 at 15:56

    Dizer que a ordem de se abster de sangue é referente ao sangue de animais é ignorar o que diz logo em seguida no texto “e de coisas estranguladas”, tal expressão já se refere a um animal não sangrado devidamente. Sendo assim, o corpo governante não estava repetindo a ordem, mas, estava se referindo a qualquer tipo de uso do sangue. E é fácil de entender isso quando entendemos o ponto de vista de Jeová, o sangue representa a vida da pessoa, é sagrado para ele. Sendo assim, ao entendermos o Seu ponto de vista, fica claro que o sangue não deve ser utilizado para uso terapêutico.
    Engraçado que o nosso corpo costuma ter reações adversas quando utilizado, inclusive se errar a tipagem sanguínea pode causar a morte do paciente.

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  • Vinicius Monteiro  On 15 de janeiro de 2014 at 15:57

    Esqueci de colocar no comentário, excelente post.

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  • Marcelo  On 15 de janeiro de 2014 at 16:19

    “Ninguém diria que fornicação estava relacionada apenas com algum tipo de sexo com animais”

    Eu argumentei para um pastor que se sangue tivesse estritamente relacionado com sacrifícios a ídolos, fornicação também deveria estar.

    Ele disse que sim, que “muitos atos de idolatria envolvia prática de fornicação”, portanto sim, poderia ser o que o texto intensionava.

    PS: Hipócrates! kkkkkk

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  • Anônimo  On 19 de janeiro de 2014 at 18:34

    Olha, eu não digo que é errada a posição de vcs de recusar transfusões, mas acontece que eu pesquisei isso aí q vc falou sobre o sangue ser usado na Roma antiga para curar epilepsia e parece que esse tratamento consistia em realmente beber o sangue humano, não em transfundi-lo. O que eu quero dizer é que seu argumento pode ser facilmente rebatido por alguém que condene as Testemunhas de Jeová. Só queria que vc tomasse conhecimento disso. Do mais, acho louvável sua iniciativa de usar a Bíblia (qualquer tradução que seja) para defender aquilo que vc acredita ser a verdade, coisa que muitas pessoas infelizmente não fazem.😉

    Abraços.

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  • Queruvim  On 19 de janeiro de 2014 at 19:56

    Desculpe mas sua forma de pensar é distorcida e no mínimo enganosa.Entendo também que sua motivação parece boa.Contudo, independentemente de “como” o sangue era usado, Deus ordenava que seus servos deveriam ABSTER-SE de sangue. O mandamento não dizia que deveria abster-se de usar sangue apenas ao se usar ele de uma forma e não de outra. Não há como “rebater” isso. Entendo sua opinião mas podemos ver claramente uma incoerência neste raciocínio. Imagine que certo médico peça a um paciente que “abstenha-se” de alcool. Daí o paciente aplica na veia. Estaria ele “abstendo-se” do alcool? Não importa COMO introduziu no corpo, (fosse bebendo, comendo ou endovenosamente aplicado) mas sim que INTRODUZIU NO CORPO. Será que vcs não percebem algo tão elementar? será que o povo está com os ouvidos surdos quanto ao que Deus disse? O mandamento recebido pelos Apóstolos e conforme registrado em Atos 15:29 exortava os verdadeiros cristãos a “absterem-se” de sangue. É sabido que o sangue já era usado de forma “terapeutica” nos primórdios da medicina. De forma que o claro mandamento de Deus era considerado pelos cristãos como sendo um interdito ainda mais de sangue humano. Independentemente da forma como o sangue era usado, quer fosse por ingestão ou outro meio, o cristãos jamais iria violar o mandamento transmitido pelos Apóstolos. Essa é uma das felizes coincidências entre muitas, que revelam que a diferença entre as Testemunhas de Jeová e as demais escolas de pensamento religioso está não somente na fraqueza de raciocínio e incapacidade de entender o básico da parte do clero, mas também no respeito a lei de Deus que é tratado com convém. A fé de muitos vai somente até onde um teste não cobra deles um pouco de inteligência misturada com respeito a Deus. A pessoa que tem o “temor de Jeová”, mencionado na Bíblia como sendo um respeito sadio de desagradar a Deus e um pouquinho de raciocínio objetivo, entende claramente o que o texto de Atos 15:29 diz. Não vai ficar olhando para a religião dos outros ou tentando achar desculpas para fazer justamente o que Deus diz que não devemos fazer. Os que afirmam que Deus se referia a “sangue de animal” estão eles mesmos colocando palavras na boca de Deus e afirmando o que o texto não afirma. Prov 30:6 não é levado a sério por estas pessoas.

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  • Jeosadá  On 19 de janeiro de 2014 at 20:30

    Seria bom indagar o seguinte de certos evangelicos que acham “absurdo” nossa posição de não transfundir sangue, sendo que, na interpretação deles de Atos 15:28 o certo seria não “beber” sangue;

    Eles (os evangelicos) veêm textos tais como Proberbios 20:1 como uma restrição ao consumo (mesmo que moderado) de bebidas alcoolicas.

    Assim, de maneira correspondente com a questão da “abstinencia do sangue”, poderiamos indagar a um evangélico:
    “Será que um crente pode transfundir alcool nas veias?”

    A resposta que ele der (provavelmente será baseada em proverbios 20:1) será equivalente a nossa posição em relação a ‘santidade do sangue’.

    Se tal linha de raciocinio não o convencer, basta raciocinar em cima da aplicação do verbo ‘abster’ nos textos de Atos 15:28 e ‘abster de fornicação’ (1 Tessalonicenses 4:3).

    Tais textos são esclarecedores.

    Significado de ‘Abster’:
    (http://www.dicio.com.br/abster/) Impedir a realização de qualquer atividade, cargo, serviço ou direito; privar-se

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  • Nilson Rocha  On 21 de janeiro de 2014 at 8:53

    Pode quem quiser me criticar mas esses dias mandei as seguintes perguntas para o Greg stanford que hoje não tem mais a mesma visão sobre o sangue que antes tinha:
    Hello! my question about the blood issue is this: If the Bible to the use of blood prohibition refers only to the use of “animal” part of blood for us humans not mean that God (Jehovah) considers the blood of animals more “sacred “than men?
    Another thing: if science found out today that the blood of animals podeia[ could] now be infused into us as an alternative to human blood to save life is this objectionable?
    If the use of blood is justifiable to save life, suppose I were in a situation of extreme hunger, and the only opoção [option] that arose was a dish made ​​mainly from animal blood, I would be justified in eating to save a life?
    Já tá bem com duas semanas e ele ainda não se manifestou…mas são perguntas que aqueles que defendem essa “nova interpretação” deveria responder.

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  • oTESTEMUNHAdeJAH  On 18 de fevereiro de 2014 at 18:26

    Também teve o sobre o PARAÍSO TERRESTRE que esqueci de mencionar que serviu muito para notarmos o entendimento pregado dentro de religiões e subdivisões religiosas.

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  • oTESTEMUNHAdeJAH  On 19 de fevereiro de 2014 at 14:28

    Que vos abstenhais (1) das coisas sacrificadas aos ídolos, e (2) do sangue, e da (3) carne sufocada, e (3) da fornicação, das quais coisas bem fazeis se vos guardardes. Bem vos vá. – Atos 15:29, Almeida Corrigida Revisada e Fiel.

    PONTO A PONTO Atos 15:29:

    Que vos abstenhais:
    (1) DAS COISAS SACRIFICADAS AOS ÍDOLOS:
    Então, mesmo que um animal for devidamente sangrado, mas for oferecido como uma oferta a deuses falsos, ou ainda em sentido mais amplo como no caso de se realizar uma festividade mesmo a humanos, como no caso de um evento onde se promove certa festança com comilanças em prol de celebrar ou enaltecer certa pessoa em datas específicas ou de celebrações esporádicas ou comemorativas, o consumo dessa oferta deve ser restringido,
    Também abrange o fazer ou consumir a carne de sacrifícios, tanto de animais, quanto de humanos, uma vez que se usa a palavra “coisas” para se referir aos sacrifícios.

    (2) DO SANGUE
    O elemento sangue aparece de maneira isolada, portanto o versículo está se referindo a abstinência ao ELEMENTO sangue.
    Outra evidencia que apoia esse raciocínio é o fato de o sangue estar contrastado com o item (1) que não se refere necessariamente a um animal com sangue e o item (2) Que se refere especificamente a uma carne contendo sangue.

    (3) CARNE SUFOCADA
    Referencia específica ao consumo alimentício de sangue.

    (4) DA FORNICAÇÃO
    É essa última “abstinência” é que nos ajuda a entender a complexidade da palavra “ABSTER”. Pois essa palavra inclui sequer pensar ou desejar fornicação, como o próprio Cristo ensinou em Mateus 5:27, 28 e também inclui o que Paulo mais tarde orientou os Efésios “A fornicação (…) não sejam nem mesmo mencionadas entre vós” – Efésios 5:3.
    Portanto, assim como a abstinência a fornicação envolve diversas proibições e princípios co-relacionados, com o elemento sangue não se daria de forma diferente.

    Alegar que a abstinência de sangue não se aplica a transfusão com o argumento de que essa prática não existia nos tempos em que os discípulos escreveram essa proibição seria o mesmo que afirmar que a abstinência a fornicação não inclui a pornografia por que essa não existia naquele tempo.

    Os críticos as Testemunhas de Jeová argumentam que preferimos que nós ou nossos filhos morram a aplicar uma transfusão de sangue (primeiro que isso é hipotético e não possui base bíblica de argumentação) Mas usam amplamente essa situação hipotética para comover os ouvintes e tentar pintar um ar sombrio sobre uma verdade bíblica. então se formos usar do mesmo argumento, mas agora contrário, podemos perguntar se numa situação hipotética um evangélico (que concorda que COMER sangue é errado) esteja num lugar isolado e vê que seu filho está morrendo de desnutrição, não existe água nem vizinhos e seu filho certamente morrerá em poucas horas caso não coma algo, então uma pessoa que acabou de sufocar uma galinha e a ofereceu como oferta a um deus falso em um ritual lhe oferece esse sacrifício como alimento, será que ele preferiria que seu filho morresse do que dar aquele alimento que salvaria a vida dele?
    Ou ainda podemos perguntar, se sequestradores invadissem sua casa e obrigassem o Pai a ter relações sexuais com sua filha ou filho caso contrário eles matariam os seus filhos, você iria preferir deixar seus filhos morrer do que ter relações com eles?

    Tudo isso prova que a circunstância não justifica uma transgressão a lei de Deus, portanto os 2 maiores argumentos contrários a questão do sangue, em uma análise fria são meras especulações e sentimentalismo desnecessário e sensacionalista. Nunca ví sequer um argumento bíblico contra a questão do sangue.

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  • oTESTEMUNHAdeJAH  On 21 de fevereiro de 2014 at 17:31

    Queruvim ou quem poderia responder (Saga, Apologista…)

    O que significa a distinção do sangue feita em Deuteronomio 14:21?

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  • Queruvim  On 21 de fevereiro de 2014 at 17:48

    Poderia reformular a pergunta por favor?

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  • oTESTEMUNHAdeJAH  On 21 de fevereiro de 2014 at 19:11

    Não comereis nenhum animal morto; ao estrangeiro, que está dentro das tuas portas, o darás a comer, ou o venderás ao estranho, porquanto és povo santo ao Senhor teu Deus. Não cozerás o cabrito com leite da sua mãe.- Deuteronômio 14:21 Almeida RC

    Por que em Deuteronomio 14:21 Jeová orientava, permitia ou concedia a permissão para um estrangeiro comer um animal achado morto?
    E mesmo sendo o sangue algo impróprio para o consumo (Levitico 17:12) Se o animal achado morto fosse consumido não acarretaria em morte seu consumo conforme Levitico 17:15?
    O problema do animal achado morto não era o sangue que nele continha e por isso era algo impuro? – Levitico 17:12

    Existe uma distinção entre os tipos de consumo de sangue? Por exemplo uma seria de maneira proposital, sufocar um animal ou não sangra-lo e prepara-lo para alimento com sangue que acarretaria em morte se fosse consumido (Levitico 17:10, 14) Já o outro se referiria a um animal achado morto com sangue no interior onde deveria ser realizado apenas uma purificação ou até mesmo seria permitido dá-lo ou vende-lo a um estrangeiro. – Deuteronomio 14:21, Levitico 17:15 (Na verdade esses dois versículos parecem estar em discrepância)

    Por favor me ajude a elucidar essa questão.
    Obrigado.
    phmmn@hotmail.com

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  • oTESTEMUNHAdeJAH  On 21 de fevereiro de 2014 at 23:48

    Obrigado Queruvim por elucidar um pouco o assunto. Creio que o ponto que me passou despercebido foi o de aludir ou associar um animal achado morto necessariamente com o sangue.

    Apenas um ponto gostaria de esclarecer, quanto a Levitico 17:15 eu disse que NÃO acarretaria em morte e que seria necessário uma purificação.

    Minha pergunta foi motivada pela resposta encontrada no Perspicaz Sob o Tópico “Sangue” referente a Deuteronomio 14:21 que diz:
    “Em Deuteronômio 14:21 fez-se a concessão de se vender ao residente forasteiro ou ao estrangeiro o animal que morresse por si mesmo ou que fosse dilacerado por uma fera. Fazia-se assim uma distinção entre o sangue de animais assim e o de animais abatidos para alimento. (Veja Le 17:14-16)”

    Essa alusão que me referi foi devido ao que consta nessa matéria, por isso quis entender melhor o ponto em questão, Pois segndo o livro Perspicaz existe sim uma espécie de “distinção” entre o “sangue de um animal achado morto” e o “sangue de um animal abatido para alimento”.
    Mas acho que ficou esclarecido apenas com essa frase que eu não havia me apercebido “um animal achado morto, não é sinônimo de comer sangue.”(Queruvim)

    Obrigado.

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  • Freitas  On 23 de fevereiro de 2014 at 1:42

    ” Em Deut. 14:21 fez-se a concessão de se vender ao residente forasteiro ou ao estrangeiro o animal que morresse por si mesmo ou que fosse dilacerado por uma fera. FAZIA-SE ASSIM UMA DISTINÇÃO entre o sangue de animais assim e o de animais abatidos para alimento” ( O Testemunha de Jah).

    Animais mortos por si mesmo nesses casos realmente não tinham como serem sangrados, mas a aparente incoerência pode ser resolvida pelo fato de que a bíblia também faz diferença entre “residentes forasteiros” que se tornavam adoradores de Jeová e residentes forasteiros que apenas residiam entre eles e não adotavam a adoração de Jeová. Certamente a concessão de se vender o animal ao “residente forasteiro” se refere ao segundo caso e isso é reforçado no texto quando se refere ao terceiro grupo , ou seja, o “estrangeiro”.

    Assim, dos três tipos de pessoas que os israelitas lidavam, dois não adoravam ao verdadeiro Deus, o residente forasteiro 2 e os estrangeiros, a quem se podia vender um animal não sangrado morto por si mesmo.

    Espero ter ajudado também.

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  • A SERVIÇO DO REINO  On 24 de fevereiro de 2014 at 12:11

    debatendo com um rapaz da CCB sobre essa questão, realmente o que ele disse tem lógica, mas não concordo com ele, porque creio na organização de Jeová…mas ele veio com a lógica:

    Os israelitas poderiam comer o animal morto de Deuteronômio 14:21? se não porque? porque o sangue era sagrado? se o sangue fosse sagrado, pq Deus daria pro estrangeiro ( não prosélito )?

    a conclusão que ele chega é a seguinte: o israelita não podia comer porque era algo impuro, assim como cita em Levítico 17….

    ele diz que Jeová não daria sangue pra um não prosélito comer, pois isso estaria contradizendo o que o próprio Deus ordenava, ou seja, que o não prosélito não podia nem participar na Páscoa e nem comer qualquer outra coisa sagrada….e ele cita a frase do perspicaz, sob o tópico RESIDENTE FORASTEIRO….

    “O colono que fosse morador incircunciso da terra não comia a Páscoa, nem qualquer coisa sagrada. (Êx 12:45; Le 22:10)”

    a pergunta dele é: se o colono não podia comer nada sagrado, seja oferta, seja participar em festividades, Deus daria pra ele o sangue, que é muito mais sagrado?

    então chega em outra conclusão: que Deus fazia distinção do sangue abatido pelo homem pra comer dos outros sangues…e cita o estudo perspicaz sob o tópico sangue:

    ” Em Deut. 14:21 fez-se a concessão de se vender ao residente forasteiro ou ao estrangeiro o animal que morresse por si mesmo ou que fosse dilacerado por uma fera. FAZIA-SE ASSIM UMA DISTINÇÃO entre o sangue de animais assim e o de animais abatidos para alimento”…..

    então ele diz que o corpo governante concorda que há distinção de sangue e diz também que o sangue não é vida e cita novamente o estudo perspicaz sob o tópico alma:

    “Por estar a vida duma criatura tão inseparavelmente ligada ao sangue e depender dele (o sangue derramado representando a vida da pessoa ou criatura [Gên 4:10; 2Rs 9:26; Sal 9:12; Is 26:21]), as Escrituras falam da né·fesh (alma) como estando “no sangue”. (Gên 9:4; Le 17:11, 14; De 12:23) Obviamente, NÃO SE QUER DIZER ISSO DE FORMA LITERAL, visto que as Escrituras também falam do “sangue das vossas almas” (Gên 9:5; compare isso com Je 2:34) “…..

    ou seja, ele diz que o corpo afirma que o sangue não é vida literalmente….

    alguém poderia me elucidar melhor essa questão dos residentes forasteiros não prosélitos, em vista do argumento dele em eles não poderem comer nada sagrado, então seria contraditório Deus dar sangue pra eles, que é muito mais sagrado….

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  • I am Jw  On 24 de fevereiro de 2014 at 14:24

    Olá meu irmão, veja a resposta a esta pergunta, na WOL:

    http://wol.jw.org/pt/wol/pc/r5/lp-t/1200270005/123/2

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  • Freitas  On 24 de fevereiro de 2014 at 15:41

    Irmão,
    O animal morto por si mesmo continha seu sangue coagulado por inteiro e por motivos financeiros, obviamente, jeová permitiu que fosse vendido ao estrangeiro e ao residente forasteiro NÃO PROSÉLITO. Os prosélitos não podiam comer sangue sob pena de responder pelo erro, caso não se redimisse.

    Mesmo o templo sendo sagrado Jeová permitiu que fosse pisado por estrangeiros e sua “coisa repugnante”.(Daniel 11:31, Mateus 24:15)

    A arca do pacto foi tocada por mãos estrangeiras pois certamente eles não conheciam o modo de transportá-la. Apesar de Jeová ter adoecido alguns por guarda-la isso se deu por outro motivo. mas, uzá tinha a lei e morreu ao tocar a arca.

    De modo que quem precisa manter algo como sagrado são os que aderem à adoração verdadeira e as leis de Jeová. Segundo a bíblia essas leis foram dadas somente a Israel, “Ele não fez assim com nenhum outro povo”.

    Sendo assim, siga a seguinte regra:

    as coisas envolvendo a adoração que os colonos NÃO DEVIAM PARTICIPAR: Se refere a COLONOS não prosélitos.

    as que o colono podia participar: Se refere a colonos prosélitos.

    Portanto, não é uma contradição Jeová permitir que se vendesse o animal morto a um não prosélito, isso não significa que Jeová o mandasse comer sangue. Ele é quem tinha que decidir ser ou não um devoto de Deus!

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  • oTESTEMUNHAdeJAH  On 24 de fevereiro de 2014 at 16:36

    Olá irmão A SERVIÇO DO REINO, vejo pelo menos 2 desonestidades no rapaz Marcel, se não me engano, da CCB em suas argumentações

    Primeiro ele usa o argumento de que “se o colono não podia comer nada sagrado, seja oferta, seja participar em festividades, Deus daria pra ele o sangue, que é muito mais sagrado?”
    Essa argumentação já começa com o seguinte erro: Os israelitas podiam comer a Pascoa que era sagrada, mas não podiam comer o sangue que era sagrado. Então ele tenta usar o adjetivo “sagrado” para fazer você raciocinar de forma errada. Pois o sangue era “sagrado”, mas comer o sangue era impróprio, o tornava impuro e acarretava em pena de morte, ou seja, não somente o colono mas o povo israelita também não podia comer algo sagrado que era o sangue.- Levitico 17:10

    Depois “ele diz que o corpo afirma que o sangue não é vida literalmente”
    Na verdade ele omite propositalmente a conclusão do paragrafo que da sentido a frase, pois o que o Livro Perspicaz diz é que a “alma” não está no sangue literalmente por que segundo a conclusão que o parágrafo cita “as muitas referências já consideradas não poderiam ser razoavelmente aplicadas unicamente ao sangue ou às suas qualidades sustentadoras de vida.”
    Quais eram essas referencias JÁ CONSIDERADAS que se refere o livro? Leia por si só e veja que não são TODAS as citações sobre alma que correspondem ao significado do sangue, como diz a mesma matéria do livro Perspicaz sobre a alma, veja:

    -“né•fesh é aplicado ao “animal doméstico, e animal movente, e animal selvático da terra” como “almas viventes”. — Gên 1:24.”
    -“Assim, as Escrituras mostram claramente que né•fesh e psy•khé são usados para denominar a criação animal inferior ao homem. Os mesmos termos aplicam-se ao homem.”
    -“Alma — Uma Criatura Vivente. Conforme declarado, o homem “veio a ser uma alma vivente””

    Por exemplo essas e muitas outras referencias não necessariamente são aplicadas ao sangue mas são aplicadas a ne-fesh (alma) e é por isso que o Perspicaz diz que “Escrituras falam da né•fesh (alma) como estando “no sangue”. (Gên 9:4; Le 17:11, 14; De 12:23) Obviamente, NÃO SE QUER DIZER ISSO DE FORMA LITERAL (…) [pois] as muitas referências já consideradas não poderiam ser razoavelmente aplicadas unicamente ao sangue ou às suas qualidades sustentadoras de vida.”

    Quanto a se há distinção de sangues em Deuteronômio 14:21, o fato que mesmo que haja de modo algum isso iria interferir no forte e decisivo decreto apostólico sobre a abstinência ao elemento sangue de Atos 15:29.

    Os evangélicos e católicos ficam alvoroçados com esse tema e apelam e fazem de tudo para tentar minimizar a declaração dos apóstolos em Atos, muitos como por exemplo no site da CACP afirmam que essa foi uma decisão humana e não divina, desconsiderando até mesmo a orientação do espírito santo registrada em Atos 15:28.

    Acho que o objetivo do post de esmiuçar a palavra “Abster-se” e o fundo histórico sobre abstinência, deixam mais claro do que nunca que essa orientação não faz distinção entre tipos de sangue, abrangendo todos os tipos de sangue, quer humano, quer animal, quer de um animal já morto etc,

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  • Jeosadá  On 24 de fevereiro de 2014 at 21:19

    Meu caro Irmão, dê uma olhada no artigo abaixo. Eu tenho plena certeza de que, se você estudar ‘minuciosamente’ o que diz a matéria, não lhe restará nenhuma sombra de duvida.

    A Sentinela de 15 de Outubro de 1983, Pág.: 30-32:

    “PERGUNTA DOS LEITORES


    Poderia a proibição bíblica quanto ao sangue aplicar-se apenas ao sangue procedente duma vítima abatida pelo homem, e não à carne não-sangrada dum animal que morreu por si só, ou ao sangue dum animal ou humano vivo?

    Alguns têm raciocinado dessa forma, citando como aparente base versículos da Bíblia. Sustentam assim que não seria errado aceitar uma transfusão de sangue dum doador vivo. Tal raciocínio pode parecer válido, mas o exame detido dos versículos usados e de outros textos pertinentes indica que Deus espera que seu povo evite tomar sangue e sustentar a vida com sangue, quer de uma criatura viva, quer duma morta.

    Os israelitas foram instruídos: “Não deveis comer nenhum corpo já morto. Podes dá-lo ao residente forasteiro que está dentro dos teus portões, e ele tem de comê-lo; ou pode ser vendido a um estrangeiro, porque és um povo santo para Jeová, teu Deus.” (Deuteronômio 14:21) Embora não tivesse sido sangrado, podiam vender a carcaça a um residente forasteiro. Em aparente contradição, Levítico 17:10 diz: “Quanto a qualquer homem da casa de Israel ou algum residente forasteiro que reside no vosso meio, que comer qualquer espécie de sangue, eu certamente porei minha face contra a alma que comer o sangue, e deveras o deceparei dentre seu povo.” Por que a diferença entre esses versículos?

    Ao apresentarem seu conceito, alguns têm asseverado que Deuteronômio 14:21 permitia ao forasteiro comer carne não-sangrada, se esta procedesse dum animal que não tivesse sido abatido por homem, pois dessa forma o homem não precisava devolver o sangue do animal (que representava a vida) a Deus. Levítico 17:15 pode dar a impressão de apoiar esse conceito; diz que o natural ou o forasteiro que comesse um “corpo já morto ou algo dilacerado por uma fera” deveria simplesmente “lavar . . . [e] ser impuro até à noitinha”. Portanto, poderia dar a impressão de que nenhuma culpa substancial resultava de se comer o sangue, se a vítima não tivesse sido abatida por homem. Assim, alguns afirmam que não seria errado tirar sangue duma criatura viva, usando-o para alimento ou para transfusões.

    Entretanto, é a diferença básica entre Deuteronômio 14:21 e Levítico 17:10, 15, uma questão de como o animal morreu? A resposta bíblica tem de ser: ‘Não.’

    Os israelitas sabiam que eles mesmos não podiam comer absolutamente nenhuma carne não-sangrada dum animal que morrera por si só ou que fora morto por uma fera. Quando ainda estavam no monte Sinai, mandou-se que eliminassem tais carcaças. (Êxodo 22:31) Deuteronômio 14:21 se harmoniza com isso, instruindo os israelitas na Terra Prometida a livrar-se de tais carcaças não-sangradas, porém, permitindo-lhes vendê-las a forasteiros.

    Agora, consideremos com cuidado Levítico 17:10. Ali diz que nenhum “homem da casa de Israel ou algum residente forasteiro” devia comer sangue. Dava-se isso porque o animal havia sido abatido por um humano, e, portanto, o sangue tinha de ser devolvido a Deus? Afirmar isso seria ler no versículo mais do que este diz. Ademais, se havia culpa apenas no caso de o sangue proceder duma criatura abatida por homem, então Deuteronômio 14:21 e Êxodo 22:31 não teriam proibido os israelitas de comer carne não-sangrada de animais que não tivessem sido abatidos por homem. Contudo, os israelitas sabiam claramente que não podiam comer tal carne. Ezequiel declarou: “Minha alma não é aviltada; nem comi qualquer corpo já morto, nem qualquer animal dilacerado, desde a minha mocidade.” — Ezequiel 4:14; veja 44:31.

    Por que então diz Deuteronômio 14:21 que se podia vender ao “residente forasteiro” carne não sangrada, ao passo que Levítico 17:10 proíbe ao “residente forasteiro” comer sangue? Tanto o povo de Deus como comentaristas da Bíblia têm reconhecido que a distinção tinha que ver com a posição religiosa do forasteiro envolvido. Ajuda ao Entendimento da Bíblia salienta que o termo “residente forasteiro” refere-se às vezes a alguém entre os israelitas que não era plenamente prosélito. Pelo visto, Deuteronômio 14:21 refere-se a esse tipo de pessoa, um homem que não procurava observar todas as leis de Deus e que talvez tivesse uma utilidade para uma carcaça considerada impura pelos israelitas e prosélitos. Eruditos judaicos também têm apresentado essa explicação.

    Portanto, nenhum adorador de Deus podia comer sangue, quer procedesse dum animal que morrera por si só, quer dum que fora abatido por homem. Por que então diz Levítico 17:15 que comer a carne não-sangrada dum animal, que morrera por si só ou que fora morto por uma fera, resultava simplesmente em impureza?

    Podemos encontrar uma pista em Levítico 5:2, que diz: “Quando uma alma toca em alguma coisa impura, quer seja o corpo morto dum animal selvático impuro . . ., embora lhe fique oculto, ainda assim ele é impuro e se tornou culpado.” Sim, Deus reconhecia que um israelita poderia inadvertidamente errar. Portanto, pode-se entender Levítico 17:15 como provisão para tal erro. Por exemplo, se um israelita comesse carne que lhe fosse servida, e depois descobrisse que esta não fora sangrada, ele era culpado de pecado. Mas, por isso ter sido inadvertido, podia tomar medidas para se purificar. O seguinte, porém, é digno de nota: Se ele não tomasse essas medidas, ele teria “de responder pelo seu erro”. — Levítico 17:16.

    Portanto, comer carne não-sangrada não era assunto trivial; podia até mesmo resultar em morte. Nenhum adorador verdadeiro (israelita ou forasteiro plenamente prosélito) podia comer intencionalmente carne não-sangrada, não importava se fosse dum animal que morrera por si só, que fora morto por outro animal, ou que fora abatido por um humano. (Números 15:30) O conselho apostólico confirmou isso. Ao escrever aos cristãos que constituíam o espiritual “Israel de Deus”, proibiu comer o estrangulado, quer a carne não-sangrada procedesse dum animal que morrera por estrangulamento acidental, quer procedesse dum estrangulado por homem. — Gálatas 6:16; Atos 21:25.

    Esse conselho também orientou os servos de Deus a ‘abster-se de sangue’. Se aqueles cristãos ungidos não podiam consumir sangue na carne duma criatura estrangulada, certamente não podiam ingerir sangue duma criatura viva. Não é difícil ver que nem os antigos israelitas, nem os cristãos obedientes, imitariam os membros de tribos africanas, que atiram flechas na veia jugular do gado vivo, para obter sangue, que misturam com leite e bebem. De modo similar, os servos de Deus não poderiam aceitar a prática médica de coletar unidades de sangue humano e usá-las para transfusões, com o fim de prolongar a vida. Tais práticas violam a condenação de Deus a alguém “que comer qualquer espécie de sangue” e o mandamento de os cristãos ‘absterem-se de sangue’. — Atos 15:28, 29; Levítico 17:10.

    Apesar das pressões para se atenuar os requisitos de Deus, os verdadeiros cristãos sabem que a vida é uma dádiva de Jeová Deus e que esta precisa ser usada em harmonia com a orientação dele. Obedecem a Deus, quer isso pareça fisicamente prático agora, quer não. Por exemplo, Atos 15:28, 29, ordena aos cristãos abster-se da idolatria. Assim, o verdadeiro adorador, quando ameaçado de morte se se recusar a participar em idolatria, não argumentaria que, visto que “o ídolo nada é”, não deveria perder sua vida presente por causa de um mero símbolo. (1 Coríntios 8:4) Os três fiéis hebreus deram o exemplo correto de obediência, assim como os primitivos cristãos, que preferiram a morte na arena, a colocar incenso num altar. — Daniel 3:1-18.

    De modo similar, se surgir um problema com respeito ao sangue, como quando um acidente ou uma cirurgia provoca uma perda muito grande de sangue, o cristão não pode transigir em sua integridade. Obedece seu Dador da Vida com a plena certeza de que, se apesar das melhores alternativas de tratamento médico ele perder a vida presente, sua vida eterna não corre perigo. Jesus disse aos seus seguidores: “Não fiqueis temerosos dos que matam o corpo, mas não podem matar a alma; antes, temei aquele que pode destruir na Geena tanto a alma como o corpo.” — Mateus 10:28.

    Naturalmente, recentes evidências médicas indicam que as transfusões de sangue geralmente não são essenciais para se salvar uma pessoa, pois médicos experientes atestam que, na maioria dos casos, alternativas comuns podem ser igualmente eficazes. Pode-se até mesmo arrazoar que o número de pessoas que sobreviveriam unicamente por meio de transfusões de sangue é provavelmente menor que o dos que morreram em decorrência dos danos causados por transfusões. Qualquer que seja o caso, os cristãos estão determinados a obedecer a Deus e respeitar o conceito dele sobre o sangue.

    Por conseguinte, os verdadeiros adoradores, hoje, não comerão carne não-sangrada, quer seja dum animal abatido por um homem, quer duma criatura que tenha morrido de outra maneira. Tampouco sustentarão sua vida por receber sangue procedente de criaturas vivas, animais ou humanas. Reconhecem a Jeová como seu Dador da Vida e estão resolvidos a obedecê-lo em todos os sentidos.

    [Nota(s) de rodapé]
    Como exemplo, The Pentateuch and Haftorahs, editado pelo Dr. J. Hertz, observa: “De acordo com Lev. XVII, 15, tocar ou comer a carne dum nevelah avilta tanto o israelita como o ‘estrangeiro [ou residente forasteiro]’. Em Lev[ítico], o ‘estrangeiro’ referia-se ao não-israelita que se tornar prosélito no pleno sentido da palavra, um ger tzedek. Aqui [em Deuteronômio 14:21], o ‘estrangeiro que está dentro dos teus portões’ refere-se à época em que o Israel estaria estabelecido em sua Terra e teria em seu meio não só prosélitos, mas também homens que, embora tivessem abandonado a idolatria, não teriam adotado completamente para si a vida e as práticas religiosas do israelita. Os Rabinos chamam essa classe de residentes forasteiros, ger toshav: e [Deuteronômio 14:21] refere-se a essa classe, que não eram israelitas, quer por nascença, quer por conversão, nem ‘estranhos’.” Em contraste com isso, essa obra explica que o ‘estrangeiro’ (forasteiro) de Levítico 17:15 era “um pleno prosélito. . . . do contrário não era impedido de comê-la”.

    Encontramos um instrutivo paralelo numa outra parte da Lei, que envolvia o sangue: O homem que inadvertidamente tivesse relações sexuais com sua esposa, quando começasse a menstruação dela, tornava-se impuro, mas podia tomar medidas para ser perdoado. Entretanto, o israelita que deliberadamente desrespeitasse o sangue menstrual de sua esposa era morto. — Levítico 15:19-24; 20:18.”

    SABE, É INCRÍVEL O ‘CONTORCIONISMO’ QUE ‘BABILÔNIA’ FAZ PRA CRIAR OU JUSTIFICAR SUAS DOUTRINAS E DEIXA-LAS COM ‘CHEIRINHO’ DE BÍBLIA, MAS QUE NA VERDADE TEM GOSTO DE HERESIA!

    SEGUINDO ESSA LINHA DE RACIOCÍNIO, NÃO SERIA DIFÍCIL FAZER UM MEMBRO DA ‘CRISTANDADE’ ADORAR UM ÍDOLO:

    TRECHO DO ARTIGO ACIMA:
    “Por exemplo, Atos 15:28, 29, ordena aos cristãos abster-se da idolatria. Assim, o VERDADEIRO ADORADOR, quando ameaçado de morte se se recusar a participar em idolatria, não argumentaria que, visto que “o ídolo nada é”, não deveria perder sua vida presente por causa de um mero símbolo. (1 Coríntios 8:4)”

    COMO SE DEVE AGIR?

    “Os três fiéis hebreus deram o exemplo correto de obediência, assim como os primitivos cristãos, que preferiram a morte na arena, a colocar incenso num altar. — Daniel 3:1-18.”

    NÃO É UM BOM PARALELO PRA QUESTÃO DO SANGUE?

    Att.:
    Jeosadá.

    P.S:
    Eu tenho a pasta Alternativas Médicas à Transfusão de Sangue – Medicina Cirúrgica Sem Sangue, que é utilizada pela COLIH para mostrar aos médicos as melhores maneiras de se tratar um paciente que objeta transfusões de sangue. Se quiser, eu posso disponibiliza-la. Só pra você ter uma ideia, este material contém 2232 Referências Médicas.

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  • Queruvim  On 24 de fevereiro de 2014 at 21:39

    O assunto é mais extenso do que eu havia imaginado e também estou muito ocupado esta semana. Mas podemos ver o link acima extraído de PERGUNTA DOS LEITORES que dá uma resposta mais apropriada.

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  • Freitas  On 24 de fevereiro de 2014 at 23:23

    O que vc disse a ele corresponde bem a uma parte do que ele quis saber a outra parte era sobre a aparente contradição de Jeová permitir a venda do animal morto a um residente forasteiro já que era algo sagrado. Ele não quis com isso se referir às transfusões. Citações extensas as vezes confundem, principalmente quando já tinha sido pesquisado e simplificado o assunto num resumo.
    De qualquer modo ele agora foi informado de que não há contradição alguma.

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  • Karmo  On 25 de fevereiro de 2014 at 9:59

    Ótima resposta para a questão do sangue, Jeosadá!
    Realmente não há desculpa para aceitação de transfusões de sangue.
    Ou se obedece ao Criador ou não se obedece.
    Buscar justificativas em textos bíblicos para os mais diversos erros, deve ser comum em Babilônia, mas em nosso meio isso não funciona. Temos orientação sábia provinda dos ungidos, do escravo fiel, de Jesus Cristo e de Jeová Deus. Não estamos em escuridão espiritual.
    Parabéns ao Freitas, também, que expôs o assunto resumidamente, mas que entendi foi direto ao ponto da questão de que as coisas envolvendo a adoração que os colonos NÃO DEVIAM PARTICIPAR: Se refere a COLONOS não prosélitos.
    Ao Testemunha de Jah, muito boa sua exposição do assunto também! Os irmãos estão de parabéns! O irmão mostrou a desonestidade do argumento do Marcel, isso nos ajuda a ver até que ponto chegam os críticos quando não entendem o assunto.

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  • A SERVIÇO DO REINO  On 25 de fevereiro de 2014 at 10:02

    eu mostrei à ele essa matéria das perguntas dos leitores, e ele disse que já a conhecia….segundo ele, nessa época o corpo queria mostrar que não havia distinção de sangue, mas que no estudo perspicaz que foi feito depois, o corpo admitiu a distinção, mas não explicou que distinção era essa….

    ele diz que essa foi a única vez que o corpo mencionou distinção e nunca mais falou nada…..enfim, larguei ele de mão, pois estou vendo que o objetivo dele é apenas debater sem ouvir algum outro argumento….

    ele não aceita outra coisa….pra ele a frase do estudo perspicaz que fala em DISTINÇÃO DE SANGUE é o suficiente….pra ele, o sangue a ser derramado é somente o sangue de animais abatidos pelo homem, pois evidenciaria assim respeito pela vida do animal, como em uma transfusão não há morte, então é errado o raciocínio da torre, como diz ele….

    eu argumentei com ele que o único uso aceitável do sangue era pra expiação e pedi que ele me mostrasse na bíblia uma outra utilidade do sangue a não ser expiação……não me mostrou, pq não tem….

    argumentei também que o sangue devia ser derramado ao chão….numa transfusão o sangue é armazenado, ao invés de ser derramado…..e falei também do significado da palavra “abster-se”….

    por último, um outro argumento que ainda vou utilizar é a repetição em atos 15:29, de não se comer o sufocado….ali não especifica se é abatido pelo homem ou morreu por si só, apenas cita sufocado…

    enfim, é um assunto controverso apenas por causa de um único verso, mas creio na orientação de Jeová acima de tudo, se Jeová diz que não prosélitos podiam comer, quem sou eu pra debater com o Criador? se Jeová abriu essa exceção, creio eu porque o sangue podia estar coagulado, quem somos nós pra reclamar alguma coisa com Jeová?…

    quando temos dúvidas ou algo não entra muito bem em nossa cabeça, devemos ser SUBMISSOS a orientação, crendo que ela é pro nosso bem, assim como as outras orientações sabemos bem que é pro nosso bem.

    obrigado amigos e irmãos por esclarecerem a questão, realmente essa frase de distinção pode dar motivos pra eles tentarem nos recriminar, mas a palavra abster-se em atos já diz tudo…..

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  • oTESTEMUNHAdeJAH  On 25 de fevereiro de 2014 at 18:46

    Irmão A SERVIÇO DO REINO percebo que o Marcel da CCB tá te tirando o sono e ainda diz sobre a citação do livro Perspicaz que “essa foi a única vez que o corpo mencionou distinção e nunca mais falou nada…” isso é absolutamente falso, irmão!

    Perceba esse trecho no próprio artigo “Pergunta dos Leitores” de 1983, citado pelo irmão Jeosafá:

    “Por que então diz Deuteronômio 14:21 que se podia vender ao “residente forasteiro” carne não sangrada, ao passo que Levítico 17:10 proíbe ao “residente forasteiro” comer sangue? Tanto o povo de Deus como comentaristas da Bíblia têm reconhecido que a “”DISTINÇÃO”” tinha que ver com a posição religiosa do forasteiro envolvido. Ajuda ao Entendimento da Bíblia salienta que o termo “residente forasteiro” refere-se às vezes a alguém entre os israelitas que não era plenamente prosélito. Pelo visto, Deuteronômio 14:21 refere-se a esse tipo de pessoa, um homem que não procurava observar todas as leis de Deus e que talvez tivesse uma utilidade para uma carcaça considerada impura pelos israelitas e prosélitos. Eruditos judaicos também têm apresentado essa explicação.”

    Também o irmão I am Jw postou o link da Sentinela de 15 de setembro de 2004 sobre os Destaques do Livro de Deuteronômio, especificamente sobre o texto de Deut 14:21 onde lemos:

    “14:21 — Por que os israelitas podiam dar um animal morto não sangrado a um residente forasteiro ou vendê-lo a um estrangeiro, sendo que eles mesmos não podiam comê-lo? Na Bíblia, o termo “residente forasteiro” podia referir-se a alguém que não era israelita e que se tornara prosélito, ou a um residente que vivia segundo as leis básicas do país, mas que não se tornara adorador de Jeová. O estrangeiro e o residente forasteiro que não se tornavam prosélitos não estavam sob a Lei e podiam usar animais mortos não sangrados, de várias formas. Os israelitas tinham permissão de lhes dar ou vender tais animais. Por outro lado, o prosélito estava sujeito ao pacto da Lei. Conforme indica Levítico 17:10, proibia-se a tal pessoa ingerir o sangue de animal.”

    Veja que esse artigo de 2004 atribui essa “distinção” a condição espiritual do residente forasteiro, da mesma maneira como o faz na pergunta dos leitores de 1983, indicando que o ponto e o foco do versículo não é no fato de o animal ser encontrado morto, mas sim, no fato de Jeová permitir que os residentes forasteiros NÃO-PROSÉLITOS, pudessem fazer uso, se assim quisessem, das coisas que para os israelitas era considerado impuro, pois como diz o artigo de 2004: “O estrangeiro e o residente forasteiro que não se tornavam prosélitos não estavam sob a Lei e podiam usar animais mortos não sangrados, de várias formas.”

    Agora leia atentamente TODO o parágrafo da matéria do livro Perspicaz que está alistada sob o tópico “Sangue” na subcategoria “Sob a Lei Mosaica”:

    “Em Deuteronômio 14:21 fez-se a concessão de se vender ao residente forasteiro ou ao estrangeiro o animal que morresse por si mesmo ou que fosse dilacerado por uma fera. Fazia-se assim uma distinção entre o sangue de animais assim e o de animais abatidos para alimento. (Veja Le 17:14-16.) Os israelitas, bem como os residentes forasteiros que adotaram a adoração verdadeira e passaram a estar sob o pacto da Lei, eram obrigados a cumprir todos os elevados requisitos desta Lei. Pessoas de todas as nações estavam sob a obrigação do requisito de Gênesis 9:3, 4, MAS OS QUE ESTAVAM SOB A LEI ERAM OBRIGADOS POR DEUS a seguir uma norma mais elevada na aderência a este requisito DO QUE OS ESTRANGEIROS E OS RESIDENTES FORASTEIROS QUE NÃO SE TORNARAM ADORADORES DE JEOVÁ.”

    Portanto os 3 artigos falam a mesma coisa:
    1- Existe distinção? SIM
    2- De que? DO USO DO SANGUE
    3- Aplicava-se a quem? APENAS AO FORASTEIRO NÃO PROSÉLITO

    A organização nunca se escondeu ou se “absteve” de explicar textos aparentemente controversos e também, pelo que pudemos perceber, SEMPRE TEVE O MESMO CONCEITO com relação a “distinção” de DEUTERONÔMIO 14:21, que se aplica, não entre o sangue em sí, mas no trato de Deus quanto ao uso do sangue realizado entre os que o adoram e os que não o adoravam.

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  • A SERVIÇO DO REINO  On 26 de fevereiro de 2014 at 9:01

    obrigado irmão “oTESTEMUNHAdeJAH” e os demais pela preocupação….confesso que é um assunto polêmico, um pouco difícil de entender, mas em nenhum momento eu tive dúvidas quanto à santidade do sangue e transfusões…..

    a palavra “abster” em atos já diz tudo, e isso sempre vou defender e não tem essa pessoa que me faça crer ao contrário….

    o marcel diz que já conseguiu convencer 4 irmãos sobre esse assunto, se foi verdade, é uma pena, pois trata-se de um assunto sério….

    mas quem é fiel a Jeová não achará desculpas pra não seguir a bíblia….nossa diferença como TJS é essa, nos amamos obedecer a Jeová mesmo em perigos de morte, e mesmo sendo falhos e pecadores, nós procuramos se esforçar em se manter santos à ELE, até como estamos vendo no estudo de livro de congregação……

    enfim, queria propor uma ideia: que tal um convite ao marcel pra um debate sobre esse assunto? queria ver os irmãos darem uma explicação cabal à ele, quem sabe ele não entenderia o ponto?…enfim, fica a ideia…os moderadores é quem tomam a decisão….

    abraço irmãos…..

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  • foxhound  On 26 de fevereiro de 2014 at 20:14

    IRMÃO JEOSADÁ SE POSSIVEL GOSTARIA QUE VOCÊ ME DISPONIBILIZASSE a pasta Alternativas Médicas à Transfusão de Sangue – Medicina Cirúrgica Sem Sangue, que é utilizada pela COLIH .
    ericovalois@hotmai.com.
    agradeço .

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  • Lucas  On 28 de fevereiro de 2014 at 21:24

    Muito bom o artigo cara. Eu, como estudante há pouco mais de 6 meses, achei muito interessante este ponto sobre o uso de sangue como tratamento na Roma do 1° século. É um ótimo argumento! E quanto ao comentário de nossa amiga, é bom lembrar que ao usar essa informação como base, tem como intenção enfatizar que o sangue, mesmo em circunstâncias de risco à vida, não deve usá-lo. Mas quanto ao que se diz respeito a se “abster-se” envolve apenas ingerir por vias orais ou não, basta olharmos o que Atos 15:29 diz a respeito de fornicação. O termo “fornicação” (do grego: porneía) nada tem que ver com hábitos alimentares, ainda assim, o escritor bíblico Lucas (também médico), por inspiração, usou o termo “abster-se” ao exortar-nos a não tomar partido por tais atos de conduta. Portanto, fica claro que o uso do sangue (quer como tratamento médico, quer como alimento) é estritamente proibido pelas Escrituras.

    Um grande abraço “primo” (futuro irmão) hahaha!!!
    Que Jeová continue a lhe abençoar em seus artigos bem pesquisados e principalmente na obra de fazer discípulos!

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  • Queruvim  On 28 de fevereiro de 2014 at 21:35

    Nada substitue a obra de fazer discípulos. Apreciamos seu comentário tão oportuno.

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  • Adriano campelo da silva  On 28 de março de 2014 at 15:15

    Preciso de ajuda. Como refutar o seguinte argumento: O abster de Atos seria realmente no contexto em que foi escrito, ou seja, abater de comer sangue. Por exemplo, se o médico me orienta a abater-se de álcool, no contexto de não tomar bebida com álcool, isso não seria no sentido absoluto, tipo se abster de desodorante ou perfume.

    Outro argumento: Dentro do mesmo contexto, a transfusão estaria fora, em conformidade com o seguinte exemplo: Um vegetariano vai continuar abstendo-se de carne de fígado, mesmo quando necessitar receber um transplante de fígado (tecido sólido). Do mesmo modo, nós continuaríamos obedecendo o mandamento de Jeová, mesmo se recebêssemos uma transfusão de sangue (tecido líquido, segundo a brochura do Sangue).

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  • Lucas  On 30 de março de 2014 at 2:21

    Olá Adriano, como vai?

    Antes de tentar lhe ajudar a raciocinar queria reforçar que seja quem for que tenha levantado tais questionamentos, devemos sempre lembrar que o importante não é “mostrar quem tem mais razão”. Algumas pessoas estão dispostas a ouvir, tirar suas dúvidas e decidir se concordam ou não, ao passo que outras querem apenas discutir e “provar” para os outros e para si mesmas que estão certas. Discernindo que estamos conversando com tal tipo de pessoa o melhor a se fazer é deixar de lado a discussão.

    Sem mais, vamos direto ao ponto.
    Esse primeiro raciocínio chega a ser engraçado: “…se abster de desodorante ou perfume.” Embora num primeiro momento pareça um questionamento bem formulado, não precisamos pensar muito para refutar essa ideia. Veja por que. Se um médico orienta alguém a abster-se de álcool, é quase que óbvio que ele não está falando nada sobre uso comum de desodorante, perfume, álcool comercial, álcool gel, e etc, mas sim sobre a introdução de álcool no organismo do indivíduo, pois isso é o que lhe prejudicaria. Da mesma forma, a ordem dada por Deus de abster-se de sangue não proíbe nenhum de seus adoradores de ter contato com essa substância, na verdade isso seria uma ordem quase que impossível de acatar visto que o preparo da carne de um animal automaticamente envolveria esse contato (Levítico 17:13). Tendo isso em mente entendemos que o “abster-se de sangue” registrado em Atos 15:29 diz respeito a introdução do sangue no organismo da pessoa.

    Já no que diz respeito à segunda comparação, temos de nos lembrar do seguinte: em sua maioria, os vegetarianos decidem por conta própria abandonar o hábito de comer carne, quer seja por se oporem ao abatimento de animais, quer seja por crerem que tal atitude preservará sua saúde. Tomando como base este caso que é mais comum podemos nos perguntar: é correto afirmar que tal pessoa está ou não se abstendo de carne num caso como este do exemplo? Não. Por quê? Porque sabendo que por consciência própria a pessoa decidiu abster-se de carne, cabe somente à ela decidir até que ponto vai esse “abster-se”. É ela quem tem de decidir se sua escolha inclui também a restrição à carne de um humano morto sem o propósito de beneficiar à ela própria ou não, e se sua decisão de se abster de carne pode ser deixada de lado em situações de risco à vida ou não. Tudo vai da consciência da pessoa. Quer dizer isso que a abstenção de sangue dada pela Bíblia é uma questão de consciência para os que seguem seus padrões? Novamente não. Levando em conta que este é um mandamento dado por Jeová, cabe somente a ele dizer até onde este mandamento é válido, não a quem deseja acatá-lo. Visto que Ele mesmo não mencionou nenhuma exceção quanto a este mandamento, não nos falta motivos para crer que não há tais neste caso. Mais uma vez chegamos à uma conclusão: aos que dizem acatar a Deus segundo seus mandamentos bíblicos, cabe decidir por consciência própria apenas se cumprirão ou não a ordem de abster-se de sangue, mas não cabe a eles decidir o que este mandamento não inclui.

    Bom, espero ter ajudado amigo. Um abraço!

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  • Marcelo  On 30 de março de 2014 at 12:16

    Adriano

    O contexto fala de abster-se de forncação. Isto por si só já nos ajuda a entender que a abstinência é além de comer algo.

    Além disto, o sangue tinha o seu uso nos ritos de sacrifícios, e fora disto ele deveria ser derramado no chão. Não me dei ao trabalho de procurar os textos bílicos mas tenho certeza que será fácil pra ti encontrá-los.

    Vide o livro “Mantenha-se no amor de Deus”, se não me falha a memória, tem um capítulo que entra neste detalhe, de “uso correto do sangue”.

    A ilustração do fígado, para um vegetariano não teria problema, mas para um vegano sim (se fosse um fígado de animal), visto que eles nem mesmo usam roupas e remédios feitos com o uso de animais, exceto em caso de extrema necessidade. Portanto, os veganos procuram se abster carne e produtos feitos com uso de animais de todos os modos e não só na alimentação.

    Nos TJ, somos semelhantes os veganos neste sentido, pois procuramos viver à algura dos nossos princípios, não só quando convém. A diferença é que os nossos princípios (obediência) tem um valor maior que a nossa vida.

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  • Saga  On 31 de março de 2014 at 5:49

    Marcelo, mas o figado transplantado, será um figado de ANIMAL? Rrsrs
    Se for de animal é quase certo que ele não irá aceitar mesmo! Mas se não for animal, aí já foge da premissa de que ele não usa nada de ANIMAIS mortos ….

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  • foxhound  On 31 de março de 2014 at 18:31

    IRMÃO JEOSADÁ SE POSSIVEL GOSTARIA QUE VOCÊ ME DISPONIBILIZASSE a pasta Alternativas Médicas à Transfusão de Sangue – Medicina Cirúrgica Sem Sangue, que é utilizada pela COLIH .
    ericovalois@hotmai.com.
    agradeço

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  • Marcelo  On 31 de março de 2014 at 23:41

    Verdade. Mas ests partem do princípio que o homem também é um animal, e não superior, por isto não tem o direito de julgar se o “semelhante” deve morrer para servir de alimento ou não…

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  • Adriano campelo da silva  On 1 de abril de 2014 at 14:43

    Na verdade, Saga, só citei o exemplo do vegetariano para tentar demonstrar que, ao receber um transplante de fígado, ele não estará se alimentando de fígado. Do mesmo modo, numa transfusão a pessoa não estaria se alimentando de sangue humano. Nesse caso, pergunto, não seria o aceitar ou o não aceitar uma transfusão uma questão de consciência pessoal ? Tipo: no contexto bíblico, não posso me alimentar de sangue ou comer uma animal com sangue, mas aceitando uma transfusão continuaria não me alimentando de sangue. Um cristão não poderia pelo menos ter o direito de achar que não estaria descumprindo a lei de Jeová, no contexto das Escrituras, ao aceitar uma transfusão.

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  • Marcelo  On 2 de abril de 2014 at 7:40

    Será que assistir pornografia é uma questão de consciência? O texto fala de fornicação, mas não fala nada de assistir filmes com fornicação explícita.

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  • epistolas  On 2 de abril de 2014 at 14:20

    Quando falo consciência, Marcelo, estou me referindo ao direito de uma TJ entender que transfusão tem o sentido similar ao do transplante de órgãos, mas que o abster-se de sangue, no contexto bíblico (Gênesis 9, Levítico 17, Atos 15, etc), teria haver com o comer sangue ou o comer carne com sangue. Refiro-me a consciência no sentido que a Organização coloca naquele caso, por exemplo, de uma TJ entender que aqueles aparelhos pelos quais o sangue sai do corpo e volta é mera extensão do aparelho circulatório e outra TJ entender que não é extensão. Enfim, não entendo direito porque o aceitar transfusão ou não está fora de ser uma questão de consciência, haja vista existir essas duas possibilidades: 1 – O contexto bíblico não incluiria a transfusão, que tem o sentido de transplante, mas apenas a proibição de se comer carne não sangrada ou sangue, que representa a vida da carne. 2 – O contexto bíblico não inclui diretamente transfusão, mas o termo ‘abster-se’ de Atos se refere a qualquer situação. – ADRIANO

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  • Queruvim  On 2 de abril de 2014 at 15:39

    Dizer que Gênesis é “contexto” de Atos, escrito milênios depois, é forçado! Atos 15:29 possui uma declaração nova, que amplia o assunto em um novo enfoque, a saber, o interdito que promulga a lei divina de “abster-se” de sangue. Este tipo de interpretação que se esquiva de aceitar uma declaração tão evidente,(que devemos nos “abster-se de sangue”) a partir da suposição de “contexto” fantasioso, pode ser comparada com uma pessoa que lê sobre o certificado de divórcio que Deus concedia no antigo Israel (Deut. 24:1) e tenta aplicá-lo para os cristãos da atualidade, sendo que sob a Lei do Cristo o enfoque é outro. (Mt 5:31, 32) Não se pode usar este tipo de argumento de suposto “contexto”. Nem sequer COM O TEXTO de Levítico Atos está. É apenas um assunto relacionado ao mesmo tema, mas em épocas diferentes e com enfoque novo. Existe ai um tipo de falácia. Eu diria que dizer que Levítico é “contexto” de Atos 15:29 e que Atos se refere a “comer sangue” ignorando o significado evidente da palavra “abster-se” é um erro de pensamento onde se comete uma falácia da composição.
    Falácia de Composição

    É o fato de concluir que uma propriedade das partes deve ser aplicada ao todo.

    Ex.: Todas as peças deste caminhão são leves; logo, o caminhão é leve.

    Ou seria a falácia da DIVISÃO?

    É o oposto da falácia de composição. Supõe que uma propriedade do todo é aplicada a cada parte

    Ex.: Você deve ser rico, pois estuda em um colégio de ricos. OU “Vc não deve comer sangue (é o meu entendimento de Atos 15) pois este é o entendimento de Gênesis 9”

    O que o faz pensar prezado Epistolas, que só porque Levítico proibiu comer sangue, Atos forçosamente tem de ter a mesma significância? Toma-se uma parte (Levítico ou Gênesis) como se referindo a um todo (Atos 15:29) ao passo que se ignora, repito, o significado de “abster-se”.

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  • Saga  On 2 de abril de 2014 at 18:39

    Adriano queria replicar alguém ou ele mesmo está usando o tal argumento? Pelo que entendi Adriano é o Epístolas. De toda forma a pergunta andou em círculos.

    Quanto a palavra “consciência”, a Cristandade não acha que é consciência, eles acham que é certo mesmo, até louvável! Oncluindo os adventistas que são tão legalistas, a ponto de não comer carne, mas porém fazem campanha pra doação de sangue.

    E sobre o negócio de “alimentação” ser diferente de “transfusão”, a Cristandade também não liga, católicos comem pratos com sangue sem problema, e no caso dos evangélicos, embora eles sejam rígido quanto a proibição de bebidas alcoólicas (algo que nenhuma passagem bíblica ou mandamento proíbe)… eu vejo eles dizendo que a proibição do sangue era apenas um legalismo abolido, um mandamento não mais válido entre os cristãos, seus “eruditos” afirmam que a decisão do Concílio de Jerusalém sobre se abster de sangue e dos alimentos sacrificados aos ídolos foi meramente temporária como concessão aos gentios devotados ao legalismo mosaico, a Graça aboliu essas coisas de obras da lei.

    Então a questão com as TJ são duas, [1] se a abstenção de sangue inclui transfundir sangue diretamente para as veias ou é apenas comer e [2] mesmo que por ventura incluise transfusões: se a proibição do sangue ainda é válida ou o concílio foi meramente temporário.

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  • Saga  On 3 de abril de 2014 at 15:30

    Refrisando o que eu disse; os adeptos da Cristandade e opositores dizem que transfusões sanguíneas são de fato benignas e louváveis, algo saudável que salva vidas e não uma prática perigosa -não é de forma alguma algo que deve ser decidido pela consciência do cristão, os casos de consciência supõem que o cristão tava em dúvida sobre se seria certo ou errado, tendo o cristão que acha isso errado total liberdade para isso, estando em seu pleno direito de crença e liberdade de pensamento religiosos.

    Também os membros da Cristandade e os nossos opositores geralmente afirmam que os mandamentos bíblicos a respeito do sangue não são mais válidos para a nossa época. Sim, esta posição é muito comum, existe claro os que dizem que é válido, mas apenas no sentido de não beber o sangue e tem ainda outro grupo bem interessante, que são os que dizem que o sangue em questão era APENAS O SANGUE ANIMAL, o engraçado é que a pessoa que disser que as proibições se aplicam somente sobre sangue animal estão dizendo que podemos literalmente BEBER sangue humano.

    São a essas posições que as TJ respondem em suas publicações, [1] que transfusões são prejudiciais, colocando a saúde e a vida das pessoas em risco, [2] que são algo que a Bíblia condena e [3] portanto deve o cristão se abster delas e [4] tem o direito de tais em vista da liberdade de crença e de religião. [5] Que os mandamentos sobre o sangue não são apenas uma ordenança da Lei de Moisés mas que ainda é válida para a congregação cristã, nunca foram abolidos, [6] que o “abster-se” não inclui apenas a via oral e [7] que a questão não envolvia apenas o sangue de animais mas todo tipo de sangue.

    Na ânsia de refutar as TJs, parece que o opositor chega a ponto de agir de um modo em que usa argumentações que ele mesmo não crê simplesmente para deixar o cristão em dúvida. Este negócio de “é um caso de consciência” é um deles, se fosse um caso de consciência então ele nem mesmo deveria estar tentando refutar o lado dos que creem de certa forma, deveria deixar cada um pensar de acordo com sua consciência e pronto.

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  • Lucas  On 4 de abril de 2014 at 7:35

    É impressão minha ou o meu comentário foi desconsiderado? kkkk Parece que ninguém quis comentar sobre ele… Mas tudo bem, deixa isso quieto.

    Mas realmente, Saga, desde o início a pergunta do Adriano me pareceu estranha… Que TJ de verdade pediria ajuda à outra na internet para refutar alguém em vez de ela mesma pesquisar sobre o assunto? Isso parece mais um caso de opositores querendo encucar coisas na cabeça dos que são leais.
    Aliás, muito sábio seu comentário de que “na ânsia de refutar as TJs, parece que o opositor chega a ponto de agir de um modo em que usa argumentações que ele mesmo não crê simplesmente para deixar o cristão em dúvida”. Realmente, há pessoas que chegam ao ponto de usar argumentos incabíveis para elas mesmas, tudo para provar que têm razão. Por isso, há momentos em que o mehor a fazer é deixar o orgulho de lado e “se dar por vencido” ao sair de uma discução como essa. É tolice persistir em tentar convencer alguém a aceitar seus pensamentos quando esse algué procura fazer o mesmo com você.

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  • epistolas  On 4 de abril de 2014 at 13:54

    O QUERUVIM tocou num ponto importante: a questão do contexto bíblico. Mas, antes, QUERO DEIXAR CLARO O SEGUINTE: Como o assunto é controverso, e ainda estou pesquisando, por precaução diante de Jeová, pessoalmente NÃO ACEITO TRANSFUSÃO. Mas, se outro cristão entende que transfusão se equivale a transplante de um tecido líquido, e não ao comer sangue pelas veias. Acho que ele não deveria ser desassociado, caso aceite uma transfusão.

    Na verdade, apesar da distância de milênios entre Gênesis e Atos, ainda sim entendo que fazem parte do mesmo contexto bíblico. Inclusive, o principal argumento usado contra essas igrejas que afirmam que o abster-se do sangue é transitório é a ordem dada ao não judeu Noé. Assim, vemos que a lei de que devemos nos abster de sangue se aplica a todos os descendentes de Noé.

    Quando os judaizantes pressionaram os cristãos não judeus a seguir a Lei de Moisés, os apóstolos orientados pelo espírito de Deus colocaram o abster-se de sangue, como algo que vai além da lei mosaica, sendo portanto um mandamento cristão.

    Resumindo o contexto: Em Gênesis 9, Deus, o criador da vida, ordena a Noé o seguinte: Noé, autorizo-te a tirar a vida de um animal, para que possa usá-lo como alimento. Porém, a carne com sua alma (ou seu sangue) você não pode comer. É óbvio que a abstinência de sangue passou a ser observada por Noé e seus descendentes.

    Depois em Levítico 17, observamos que Deus continuou deixando clara a ordem de que os seus adoradores deveriam continuar se abstendo de sangue: seja evitando comer sangue ou animal não sangrado.
    E, posteriormente, os apóstolos deixaram também claro que o mandamento dado a Noé e aos judeus continuou válido para os cristãos: ABSTER-SE de sangue (Lev. 17:10) e ABSTER-SE de carne não sangrada (Gên. 9 e Lev. 17:13).Na verdade, acho que o termo COMER está explicito nesses textos de Gênesis e Levítico e implícito nessas duas frases de Atos: Abster-se de COMER sangue e abster-se de COMER carne com sangue.

    Por isso, não acharia sem sentido um cristão ter o direito de escolher aceitar uma transfusão, em conformidade com sua consciência diante de Jeová, caso entenda que não esteja violando Seu mandamento dado a Noé e todos os seus verdadeiros adoradores.

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  • A SERVIÇO DO REINO  On 4 de abril de 2014 at 14:40

    olá Lucas, não estou defendendo o Adriano, ou Epístolas, rsrs sei lá. Mas um irmão ter dúvidas e vir perguntar aqui não é problema algum. Eu mesmo pesquisei e pesquisei um assunto do sangue, mas mesmo assim ainda não consegui entender. Somente após eu colocar a dúvida aqui é que tive minha resposta com a ajuda dos irmãos.

    Sobre o Adriano, me parece, posso estar muito errado e se estiver vou pedir perdão, mas me parece que ele mesmo usou o raciocínio pra tentar impor alguma ideia na gente. Novamente digo, posso estar muitíssimo errado, pois eu mesmo já postei argumentos que usaram aqui contra mim, mas eu sou eu e o Adriano é Adriano, então cada um com sua consciência diante de Jeová.

    A questão da santidade do sangue NÃO É questão de cada cristão decidir o que fazer. Jeová repetiu essa lei do Sangue desde os dias de Noé, e muito antes nos dias de Abel, quando Caim o matou, Jeová já falava da santidade do sangue, lei essa repetida em Atos. Então não tem essa de consciência, a bíblia é a autoridade final pra quem realmente quer ser obediente a Deus. Manda quem pode ( Deus) e obedece quem tem juízo ( cristãos verdadeiros ).

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  • A SERVIÇO DO REINO  On 4 de abril de 2014 at 14:56

    ah, esqueci de falar no comentário passado, eu tô doido pra ver as respostas ao desafio que o queruvim fez aos pastores…é sério….

    eu acredito que teremos aqui respostas absurdas, do tipo “a primeira criação foi o universo” GN 1:1 ou então algum reconhecendo a verdade, mas enfim, vamos esperar pra ver…

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  • Lucas  On 5 de abril de 2014 at 14:26

    Sim, entendo o que você diz, A SERVIÇO DO REINO. Nem sempre apenas por pesquisas fica tudo bem esclarecido, principalmente se não conseguimos acompanhar o raciocínio do que lemos. Mas o que eu quis dizer sobre a pergunta do Adriano é que ele está pedindo ajuda para “REFUTAR alguém”, sendo que dentro de discussões, geralmente, desenvolvemos nossos próprios argumentos à partir do conhecimento que adquirimos. Diferentemente, em “sua dúvida”, o Adriano me pareceu muito mais como que defendendo o que aparentemente desejava refutar, do que buscando um ponto de vista que o esclarecesse melhor dos fatos. Sem contar o fato de sermos orientados a não dar bola para pessoas que só estão dispostas a discutir

    Bem, o que você disse se aplica a mim também. Posso estar totalmente errado, mas a minha impressão foi a mesma que a sua. E realmente não é cabível a nós dizer que a questão do sangue é um caso de consciência, visto que é uma ordem direta de Jeová, e nós como cristãos podemos ter certeza de que caso houvessem exceções quanto ao mandamento dado, Ele próprio as pormenorizariam.

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  • Lucas  On 5 de abril de 2014 at 14:35

    kkkkkkkkkkk A SERVIÇO DO REINO, também queria muito ver isso, mas não sei se sou tão otimista a ponto de acreditar que um desses líderes orgulhosos aceitariam essa verdade que conhecemos… bom, não posso julgar, mas… já julgando né? kkk

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  • Caio Dias  On 5 de abril de 2014 at 17:09

    Essa questão de consciência a respeito de transfusões é totalmente contrária a ordem dada explicitamente em atos na palavra ‘abster-se’. Mas, se formos pela verdadeira lógica bíblica, e analisarmos algumas proibições de Jeová ao povo israelitas veremos base para concluirmos que a proibição com respeito ao sangue envolve todos os aspectos de seu uso, quer para alimento, quer para medicina. Jeová deseja sempre o nosso bem, em tudo que diz e faz evidenciam os isso, quando Jeová proibiu o uso do fruto da árvore do conhecimento para alimento, Deus visava o melhor para sua criatura, a perfeição e vida eterna pela obediência. É o mesmo sentimento que um pai humano sente em relação ao seu filho quando requer deste obediência. O mesmo se dá no êxodo, quando Jeová proibiu o uso de alguns animais para alimento, ou quando proibiu certas coisas que um doente poderia fazer ou em relação a um cadáver e todo aquele aspecto de pureza física, também se dá nos aspectos de higiene pessoal e tudo mais. Não vou citar os textos aqui pois presumo eu que todos aqui sejam leitores da palavra de Deus e conhecem bem estes fatos na bíblia. Todas essas proibições da parte de Jeová visava o melhor para seu povo em relação a pureza física livrando-os assim de qualquer doença ou problemas em relação a parte física dos israelitas. O mesmo caso se dá em relação a pureza moral e todos os outros aspectos da lei mosaica, envolvendo adoração e convívio com toda nação ali. Jeová desejava fazer daquela nação uma representação terrestre do seu próprio governo celeste, por isso, este povo precisava seguir de perto tudo isso e de uma perfeita organização seguindo leis e mandamentos, visando o bem deles e de nós hoje que observamos estes exemplos bíblico. Quando Jesus veio a terra, não foi diferente, foram feitas mudanças em relação a lei mosaica, mas ainda sim deveriam os cristãos de algumas proibições que lhes trariam um bem físico e moral, dignos assim do governo celeste e da esperança terrestre paradisíaca. Depois dessa divagação toda, quero finalizar com respeito ao sangue que vemos hoje quais são os benefícios e malefícios do uso do sangue medicinalmente, sendo que existem muitos malefícios significativos e que são fatais, e o sangue é em muito a própria ‘vida’ da pessoa e sua identidade pessoal contendo DNA e tudo o mais. Analisem então: se o sangue é sagrada a Jeová, representa a vida, e Jeová proibiu o uso dele como alimento, não só visando a santidade do sangue, mas talvez um futuro benefício para nós tendo em vista a enfática proibição dele novamente em atos para os cristãos e de forma abrangente, por que desconsiderar o uso dele medicinalmente? Será que mesmo sendo para fins medicinais não fere a santidade do mesmo? Não nos traz malefícios, risco a vida e também fere nossa moral e consciência perante Jeová? A proibição do sangue segue um propósito benéfico assim como as outras proibições e devemos encarar este assunto seriamente levando em conta tudo isso que abordei e a própria opinião justa de Jeová. Podem me corrigir se eu tiver errado irmãos, mas apenas uma observação pessoal. Sem mais, que Jeová vos abençoe.

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  • Saga  On 5 de abril de 2014 at 17:17

    “A SERVIÇO DO REINO On 4 de abril de 2014 at 14:56 […]
    eu acredito que teremos […] algum reconhecendo a verdade”

    Eu acredito…que não terá nenhum.

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  • Saga  On 5 de abril de 2014 at 17:28

    Como eu dizia, da forma como ele postou originalmente dava a entender que queria ajuda para a aprender a refutar uma colocação que usam contra nós; mas suas últimas postagens mostram que o argumento é originário dele mesmo, é ele próprio quem está argumentando contra o nosso conceito sobre o sangue.

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  • A SERVIÇO DO REINO  On 5 de abril de 2014 at 22:01

    Saga e lucas, quando disse que algum poderia reconhecer a verdade, nao necessariamente seja algum pastor, mas alguém que veja as respostas deles e depois compare com a verdade bíblica. Quem sabe ne? Se Jeová atrair ( João 6:44 ) ninguém pode impedir, mas realmente a tendência é que poucos aceitem mesmo. Mas eu ja vi comentários de pessoas admitindo a verdade, em outros tópicos.

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  • epistolas  On 6 de abril de 2014 at 10:22

    ESCLARECIMENTO 01: Em parte você tem razão, Saga. Voltando à minha primeira postagem, percebo que ela induz o leitor a pensar que pretendo refutar outra pessoa. Na verdade, não existe essa outra pessoa. A ajuda que pedi era pra refutar o entendimento que eu mesmo construí, pesquisando o assunto. Como afirmei depois, por ser um assunto controverso que eu ainda estou investigando, eu pessoalmente NÃO ACEITARIA receber uma transfusão. Mas, isso não me impede de querer aprofundar esse questionamento tão importante, envolvendo a possibilidade de uma TJ ter o direito de ENTENDER que os mandamentos de ABSTER-SE DE COMER SANGUE e o de ABSTER-SE DE COMER CARNE COM SANGUE não se aplicaria ao caso da transfusão, por se tratar de um transplante de um tecido líquido.

    ESCLARECIMENTO 02: A SERVIÇO DO REINO, Jeová é aquele que pesquisa os corações. Assim como creio na boa intenção dos amigos em esclarecer o assunto, também não quero impor nada a ninguém aqui. Também, NÃO estou destacando a POSSIBILIDADE de que o COMER SANGUE ou o COMER CARNE COM SANGUE seja uma questão de consciência. Isso está claro na Bíblia; manda quem pode e obedece quem tem juízo. Entretanto, complementando o que afirmei no ESCLARECIMENTO 01, acima, um cristão por livre consciência pode achar que o uso de subprodutos do sangue vai contra a santidade do sangue, por entender que o sangue que saiu dos doadores não deva ser usado para nada. Outro cristão pode pensar diferente, achando que receber em seu corpo tais partes do sangue não fere a ordem de se abster do mesmo.

    OU SEJA: como disse antes, o ser questão de consciência ou o não ser questão de consciência tem haver com o que não está claramente explicito na Bíblia. De qualquer modo, agradeço a todos pelas argumentações apresentadas. Vou continuar aprofundando o assunto. Que Jeová abençoe a todos.

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  • epistolas  On 6 de abril de 2014 at 10:28

    Esclarecimento 03: Como não estava conseguindo postar pelo google+ (o motivo não sei), mudei para o wordpress. Ou seja… Epistolas e Adriano são o mesmo. Tipo uma bindade…rsrsrs. Obrigado!!

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  • Vanderson Da Costa Siqueira  On 23 de maio de 2014 at 20:02

    sou estudante das testemunhas de Jeová, gostei muito dos comentarios das suas testemunhas,2 Timóteo: 3;14,15; 14 Tu,porém,continua nas coisas que aprendeste e ficaste persuadido a crer, sabendo de que pessoas as aprendeste. 15 e que desde a infância tens conhecido os escritos sagrados,que te podem fazer sábio para a salvação,por intermédio da fé em conexão com Cristo jesus. mateus12: 19,20; 19 não altercará, nem gritará, nem ouvira alguém a sua voz nas ruas largas.20 não esmagará nenhuma cana machucada,tampouco extinguirá qualquer mecha fumegante, até enviar justiça com bom êxito.

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  • Karmo  On 23 de maio de 2014 at 23:19

    Jesus Cristo, o maior homem que já viveu, o ‘Salomão Maior’, com toda a sua sabedoria, jamais ensinou aos seus discípulos usar sangue humano ou de qualquer espécie para salvar a vida do seu próximo. Tivesse sido um ato de amor salvar a vida de outra pessoa dessa forma, não haveria restrições bíblicas e nem o judaísmo se absteria de sangue humano e animal. Ao contrário, Jesus teria ensinado aos discípulos a habilidade de transfundir sangue em pessoas que tivessem sido gravemente feridas com perdas significativas desse líquido precioso. Teria incentivado o armazenamento de sangue e seria o pioneiro nessa forma estocagem de material biológico.

    Alguém poderia dizer; “Mas Jesus não era cirurgião, nem médico, não poderia saber essas coisas!”

    Jesus era e é mais sábio do que qualquer homem que já pisou nessa Terra! Poderia perfeitamente ensinar aos seus discípulos como salvar a vida com o sangue deles próprios. Mas não fez nada disso, antes exortou a fé em que o sangue que ele próprio ia DERRAMAR pela humanidade, esse sim, era o único que poderia garantir vida eterna em quem acreditasse no resgate. (João 6:54)

    Não temos instruções de Cristo sobre transfusões de sangue, nem sobre sustentar a vida com uso de sangue humano. Os seguidores de Cristo não usavam sangue de qualquer espécie, nem para alimentar-se nem para uso medicinal. Isso é um fato. ´

    Chegamos ao século vinte e um com uma medicina avançada, mas que ainda contem práticas obsoletas como as transfusões de sangue, que são caríssimas e que trazem complicações no pós-operatório. Vamos aguardar que os benefícios de tratamentos alternativos, sem sangue, sejam mais divulgados e assim mais pessoas sejam beneficiadas.

    Quanto a nós, testemunhas cristãs de Jeová, ficamos felizes em sermos privilegiados pela norma amoroso do Criador, de abster-se de todo tipo de sangue, mantendo a fé no único sangue que salva – o de Cristo Jesus.

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  • maria raquel sousa  On 19 de julho de 2015 at 23:20

    Esse sangue de atos 15:29 esse termo abster-se se refere a abstinência de sangue das carnes que eram usadas em sacrifício aos ídolos e não de abstinência de sangue em geral alias nem animais não eramos para comer,quem dira o sangue.

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  • maria raquel sousa  On 19 de julho de 2015 at 23:32

    Assim como 1corintios 9:7 não se refere que dizimo não é obrigatório e sim o apostolo fala q esses donativos que os dadores animados deveriam dar se referiam a uma coleta de doações para os irmãos que estavam em necessidade na macedônia

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  • Queruvim  On 20 de julho de 2015 at 1:12

    Maria Raquel

    O texto grego de Atos 15:29 reza literalmente:

    ἀπέχεσθαι εἰδωλοθύτων καὶ αἵματος καὶ πνικτῶν καὶ πορνείας

    “Abstende-vos de coisas sacrificadas a ídolos e de sangue e de estrangulado e de fornicação”

    Então a fornicação é a fornicação cometida com animais também? Claro que não! Cada item deve ser analisado separadamente. A Bíblia emprega a palavra “sangue” no sentido genérico ou no sentido geral sim Sra. E como o artigo acima deixou bem claro,a palavra “abster-se” era empregada no sentido medicinal desde a antiguidade e ainda mais pelo médico Lucas que escreveu o livro de Atos. O texto não diz para nos abster-se de “sangue de animal”. Paulo disse em 1 Cor 4:6:

    “aprendais a não ir além do que está escrito…”

    1 Coríntios 4:6

    Não leu a seguinte frase no artigo???>>>

    Ao usar o termo “abster-se” o Autor de Atos 15:29 não se referia a apenas “comer sangue” caso assim fosse teria usado o verbo “comer” e não “abster”

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  • Saga  On 21 de julho de 2015 at 11:00

    Queruvim,

    http://ohomossexualismo.blogspot.com.br/2013/01/a-contaminacao-do-mexico.html
    A lei que impedia homens que tivessem sexo com homens de doar sangue foi revogada
    http://ohomossexualismo.blogspot.com.br/2011/10/ingleses-beira-de-serem-contaminados.html
    Segundo informa o diário britânico The Telegraph, os homossexuais vão poder começar a doar sangue se assim o entenderem. O governo britânico levantará a norma que impedia os homossexuais de doarem sangue por a considerar “discriminatória”.
    https://darwinismo.wordpress.com/2011/02/12/estudo-indica-que-75-dos-homossexuais-sexualmente-ativos-sao-portadores-do-virus-do-papiloma-humano/
    http://ohomossexualismo.blogspot.com.br/2013/08/os-bancos-de-sangue-e.html
    Parece que para a ACLU não importa que há apenas 30 anos atrás, nos primeiros dias da SIDA, milhares de mulheres, crianças e homens inocentes tenham morrido de SIDA devido a transfusões de sangue contaminado. Dezenas de funcionários médicos dos centros de doação de sangue contraíram a doença devido ao seu contacto com sangue contaminado. Embora os homossexuais sejam apenas 7% da população masculina dos EUA, em 2010 os homens homossexuais constituíam 78% dos novos contágios com o HIV entre a população masculina. Em Agosto último, e como resposta ao facto da indústria da pornografia da Califórnia ter sido fechada 3 vezes desde 2010 (devido à presença da sífilis e do HIV) – e apesar dos testes semanais obrigatórios – a “AIDS HEALTHCARE FOUNDATION” anunciou que “a auto-policiação e os testes por si só não funcionam”.

    “A auto-policiação e os testes por si só não funcionam”.

    E isto, note-se, apesar dos testes constantes. É virtualmente impossível suster um “estilo de vida” promíscuo “sem riscos”.

    Como é que tu te podes proteger e proteger os teus filhos dos riscos que podem existir numa transfusão levada a cabo numa instituição de emergência médica?
    http://ohomossexualismo.blogspot.com.br/2012/08/o-bloco-de-esquerda-quer-contaminar-o.html
    O Ministério da Saúde diz que foi retirada do questionário entregue aos candidatos a dador a pergunta: “Sendo homem, teve contacto sexual com outro homem?”

    O homossexual Peter Tatchell não quer nenhum limite de tempo. Ou seja, um homem pode ter estado numa festa gay numa noite – e ter tido relações com 5 ou 10 homens (alguns potencialmente contaminados) – e no dia seguinte ir a um banco de sangue doar o seu sangue. Para os activistas homossexuais isto não é irresponsabilidade mas sim “igualdade”. Com isto se vê como o lobby gay não respeita a saúde alheia. – See more at: http://ohomossexualismo.blogspot.com.br/2011/10/ingleses-beira-de-serem-contaminados.html#sthash.tTICOuzD.dpuf

    Conclusão:
    [1] Não há garantia de que a pessoa que receberá uma doação realmente fará um procedimento…seguro, [2] a industria pornô faz testes diretamente, pois é obrigatório e mesmo assim não cessam muitos casos de AIDS (quer dizer que os testes são comprovadamente falhos) [3] não bastasse isso, os países onde o movimento de ativismo GLBT está poderoso e bem avançado está conseguindo afrouxar o controle do sangue do maior grupo de risco, os homossexuais masculinos. [4] Muitas pessoas já se infectaram ou até mesmo morreram graças a essa prática clinica envolvendo o sangue, os links acima destacam como a situação era grave há 30 anos atrás.

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  • Mizael  On 18 de agosto de 2016 at 20:42

    1- O texto se refere a comer o sangue.
    2 – Apesar da época já existir alguns “procedimentos médicos” com sangue, não se cogitava transfusão. E em lugar nenhum da bíblia faz referência a transfusão.
    3 – Abster-se, se levar ao pé da letra, inclui até um simples curativo que tenha que limpar o sangue.”mexer com sangue” quando se abate um animal,mexe-se com sangue.
    4 – o vinho da “santa ceia” representa o sangue de Cristo que foi derramado em nosso favor.
    5 – se sangue é vida, não devemos dar a nossa vida em favor de meu irmão? (Não estou falando de suicídio )1 João-16 Conhecemos o amor nisto: que ele deu a sua vida por nós, e nós devemos dar a vida pelos irmãos.
    6 – toda regra que o SENHOR estabeleceu tem benefícios não só para salvação mas também não nossa vida terrena. Assim qual o benefício terreno desta regra do sangue?
    7 – Apesar dos apóstolos ordenarem para abster das coisas sacrificasse aos ídolos, Paulo escreve: 1 Coríntios: 8. 4. Quanto, pois, ao comer das coisas sacrificadas aos ídolos, sabemos que o ídolo nada é no mundo, e que não há outro Deus, senão um só. 7. Entretanto, nem em todos há esse conhecimento; pois alguns há que, acostumados até agora com o ídolo, comem como de coisas sacrificadas a um ídolo; e a sua consciência, sendo fraca, contamina-se. 8. Não é, porém, a comida que nos há de recomendar a Deus; pois não somos piores se não comermos, nem melhores se comermos. ——
    Não devemos com a nossa atitude fazer nosso irmão pecar.

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  • Queruvim  On 19 de agosto de 2016 at 13:13

    O texto não diz “não deveis comer sangue”, mas antes, “abstende-vos de sangue”. As cartas paulinas falam sobre comer carne como sendo algo de acordo com a decisão de cada um. Portanto, ao se comer carne, é claro que a pessoa iria manusear o sangue. Sua explicação dilui de modo enganoso o sentido da palavra “abster-se” como significando “não tocar”. O medico pode muito bem pedir a alguém que “abstenha-se de álcool” e essa pessoa pode muito bem estar trabalhando no engarrafamento de álcool ou até mesmo tocando no álcool. Uma enfermeira pode muito bem manusear álcool e ainda assim ser uma pessoa que se abstém de álcool. Mas o evitaria em vista da admoestação médica. Imagine uma pessoa que trabalha em um bar vendendo e servindo álcool. Se ela não bebe ela está se “abstendo” de álcool. Você de modo enganoso muda o sentido de “abster-se” para “não tocar”, “não manusear”. Um juiz, um promotor e uma pessoa inteligente não cai neste tipo de engano da falsa definição. Falácia de definição muito ampla. Na verdade o sentido de “abster-se” empregado pelo medico Lucas tem uma aplicação mais restrita.

    A respeito do sangue de Cristo

    O sangue de Cristo não foi literalmente bebido por ninguém, antes, foi derramado no solo. Dar a vida assim como Cristo, envolveria “derramar” seus sangue, não dar este para outros beberem. É você quem diz que a ordem bíblica em Atos 15:29 se refere a “comer sangue”. Perde a lógica ao imaginar que um Cristão não pode “comer sangue animal” mas pode beber ou ingerir sangue humano. Na verdade, a Bíblia Sagrada mostra que quem faz tais coisas, seja comer sangue humano ou de animal, tem CULPA DE SANGUE.

    Vcs que são evangélicos me perdoem, pelo que vou dizer, eu conheço muitos evangélicos e respeito cada um deles. Alguns poucos são honestos e de bom comportamento. Mas como grupo e como escola de doutrinamento, eu vejo somente desinformação, falta de estudo, picaretagem e hipocrisia. E em alguns casos, isto é o caso de algumas igrejas, são criminosos, charlatões e notórios psicopatas altamente dissimulados e impunes. Os seus representantes aqui em Brasília onde eu vivo, estão em diversos casos, envolvidos em altos escândalos de corrupção e imoralidade sexual. Tenha santa paciência!

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  • Davi  On 19 de agosto de 2016 at 13:51

    Mizael boa tarde,

    Vou fazer uma pergunta, Imaginamos que eu tenho problema com álcool, o médico me orienta a abter-se de álcool, ou seja, não posso mais tomar bebida alcoólica, mas eu penso ” bem já que não posso beber, então posso injetar na veia”, e passo a fazer assim, esse processo eu larguei o álcool?

    Aguardo sua resposta.

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  • O Servo do Reino  On 19 de agosto de 2016 at 19:12

    Respostas ao Mizael:

    1) retomemos o MOTIVO BÍBLICO – o motivo que Jeová deu – para se evitar o sangue: O FATO DE O SANGUE REPRESENTAR A VIDA.( Gen 9:4) Agora perguntamos: o sangue deixa de representar a vida ao ser ingerido de outra forma que não seja oralmente?

    Também, a proibição bíblica do sangue em Atos 15:28 e 29 não envolve somente o uso de sangue animal. O texto faz na realidade menção do sangue duas vezes. Primeiro, na expressão “coisas estranguladas”, ou sufocadas, está claro que a referência é à carne animal não sangrada devidamente. No entanto, em seguida o mesmo texto manda abster-se de sangue.

    Se a segunda referência fosse ao sangue animal, essa menção seria redundante e desnecessária. É óbvio que a menção de “sangue” significa o sangue de modo geral, incluindo o sangue HUMANO, uma vez que o sangue animal já foi englobado na expressão “carne sufocada”.

    2) Os princípios bíblicos são válidos em todas as épocas. Afirmar que a lei de proibição do sangue não inclui transfusões porque elas não existiam naquele tempo seria o mesmo que afirmar que a lei “não matarás” não abrange matar alguém com arma de fogo, que elas não existiam naquele tempo.

    3) o contexto evidentemente fala de se abster no sentido de não introduzir no corpo.

    4) Sim. E?

    5) 1 João 3:16 (texto que você citou) diz que Jesus Cristo ‘entregou a sua vida POR NÓS’ e não ‘PARA NÓS’. Ou seja, ele morreu em nosso lugar, em nosso benefício. Ele não transfundiu seu sangue para as nossas veias.

    6) veja neste site os inúmeros casos de gente que contraiu aids, hepatite ou mesmo o corpo que rejeitou o sangue novo injetado.

    7) contextos diferentes e assuntos diferentes, nada a ver com se abster de sangue.

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  • Mizael  On 20 de agosto de 2016 at 12:15

    Bom dia Servo do Reino

    1 – O texto se refere a beber/comer. Concordo que se refere a animal ou humano. A intenção é não participar dos rituais de sacrifícios ou outros rituais que envolvesse comer sangue, como ocorre hoje em alguns rituais espíritas. Com sangue humano até.

    2 – até para lei “não matarás” o próprio Deus estabeleceu exceção na antiga aliança.

    3- abster – verbo pronominal
    não aceitar; recusar, rejeitar.

    Mas mesmo que signifique o que vocês dizem, Jesus exemplificou que mesmo Davi e seus amigos não podendo comer os pães da proposição, ele comeu e ficou sem culpa. Comeram para salvar suas vidas. Jesus prossegue incentivava a descobrir o verdadeiro significado de “misericórdia quero e não sacrifício”

    Um pai que ver seu filho sofrer, precisando de transfusão e impedi-los é exigir um sacrifício imensurável deles. Davi comeu os pães e ficou sem culpa porque entendia o real significado de “misericórdia quero e não sacrifício”.

    4 o vinho representa o sangue de Jesus. Nos bebemos aquilo que representa sangue. “João 6-54 Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia.”

    5 – Na nova aliança, o único sangue que realmente representa vida é o que Jesus derramou na cruz. Se queremos salvação devemos estar mortos juntamente com ele. E se estamos mortos com ele como vamos transferir algo que não temos. 2 Coríntios 5:14 O amor de Cristo nos constrange, considerando que, se um só morreu por todos, logo todos morreram. Gl 2-20 Eu vivo, mas já não sou eu; é Cristo que vive em mim. (…) se sangue representa vida o texto e contexto de 1 João 3:16 ordena que devemos dar NOSSA VIDA PELO O NOSSO IRMÃO. (não estou falando de suicídio). Se não temos vida em nós mesmo não importa o trocadilho “pelo/para”.

    6 – Erros médicos acontecem tem todo tipo de procedimento. Os que se beneficiaram da transfusão de sangue, sem sequela, milhões talvez, não se compara a alguns milhares que infelizmente sofreram com esse procedimento. Sofreram porque era um procedimento novo em descoberta. Hoje em dia pode ser muito seguro. Principalmente se conhecer a pessoa que doa.

    7 – A palavra “ABSTER-SE” é usada tanto para sangue como para carnes sacrificadas aos ídolos. O curioso é que Paulo diz em 1 Coríntios: 8. 4 que se comermos não fará diferença alguma, contanto que não fizesse alguém pecar.

    Bom dia Queruvim

    É claro que perdoo, pois não sou como esse tipo de cristão que vc mencionou.
    Minha intenção não é provocar ira. Devemos conhecer a verdade. Creio que rebati seu argumento.

    Bom dia Davi

    É bem insistente vossa exemplificação com álcool. Mas vamos mudar o exemplo.
    Nosso corpo é templo do Espírito Santo. Aquele que destruir o Templo de Deus, Deus o Destruirá. 1 Co 3-17.
    Então nem precisa estar na Bíblia que devemos nos abster de tomar remédios desnecessariamente. Todo médico vai ordenar a mesma coisa. Mas haverá momento que será necessário tomar algum tipo de remédio. Seja via oral ou intravenosa.
    Ora se o único tratamento disponível naquele momento é a transfusão, se o sangue é confiável, não se submeter é também destruir o templo. É cometer suicídio.

    Não mais postarei. Se alguém quiser conversar, estou disponível no mizadiou@yahoo.com.br

    Obrigado pela atenção. Desejo a todos a paz do Senhor Jesus

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  • Queruvim  On 20 de agosto de 2016 at 23:54

    Mizael afirmou:

    “O texto se refere a beber/comer. Concordo que se refere a animal ou humano. A intenção é não participar dos rituais de sacrifícios ou outros rituais que envolvesse comer sangue, como ocorre hoje em alguns rituais espíritas. Com sangue humano até.”

    Nesta explicação Mizael afirma que a proibição de Atos 15:29 se refere “a comer/beber” sangue humano ou de algum animal. Ele quer dizer então que comer ou beber sangue de qualquer espécie é proibido, mas introduzir no corpo é permitido. Segundo ele, a pessoa que aceita uma infusão de sangue ainda assim estaria “abstendo-se” de sangue. É claro que isso é totalmente contraditório. A voz de Deus desde os céus está nos avisando por meio da Bíblia que devemos nos “abster-se de sangue”. Mas o Mizael encontrou uma condição, que segundo ele, pode-se violar o claro mandamento. Ocorre que, Deus não apresentou uma exceção para este mandamento.

    Mizael também afirma:

    “até para lei “não matarás” o próprio Deus estabeleceu exceção na antiga aliança.”

    Realmente a Bíblia diz que alguns deveriam ser mortos em certas condições. Mas não existe um texto sequer onde se diz que os cristãos poderiam empregar o sangue em certas condições. A comparação, portanto, é apenas opinião pessoal sem base nas Escrituras. É por isso que declina de responder especificamente a pergunta do leitor “Davi”.

    Quanto a seu perdão por eu ter falado a verdade sobre os evangélicos, quer goste quer não, isso não muda um fato: Os seus representantes aqui em Brasília onde eu vivo,sim , os que afirmam estar a favor da causa dos evangélicos, estão não raro, envolvidos em altos escândalos de corrupção e imoralidade sexual. Se falar essa verdade causa ira em vcs ou não, eu pouco me importo. Mencionei isto apenas para mostrar que sua aparência de erudição, suas opiniões sem lógica e em nítido contraste com os claros mandamentos das Escrituras, estão bem representados por gente que defende as mesmas idéias entre os criminosos auto intitulados no Congresso de “cristãos”.

    Mizael afirma:

    Jesus exemplificou que mesmo Davi e seus amigos não podendo comer os pães da proposição, ele comeu e ficou sem culpa. Comeram para salvar suas vidas.

    A lei de Moisés estava sendo removida por Cristo. (Romanos 10:4) “Cristo é o fim” daquela lei. Mas o claro mandamento de “abster-se de sangue” foi reiterado na nova Aliança no Concílio apostólico registrado em Atos 15:29. Portanto, tentar “salvar a sua alma” ou vida por violar um mandamento reiterado por Cristo na nova aliança é algo bem diferente do que fizeram Cristo e os apóstolos.

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  • A Serviço do Reino  On 21 de agosto de 2016 at 4:48

    Misael,

    Como vc falou duas vezes, o justo seria eu ter também a mesma quantidade de respostas. Vamos lá:

    1) A lei sobre o sangue não era uma regra dietética. Jeová não vinculou a proibição com o ato de ingerir pela boca (como se o ato de mastigar ou de engolir sangue fosse um pecado), mas sim a vinculou com o que o sangue REPRESENTA: A VIDA, que de direito pertence a Deus. (Gênesis 9:3, 4) Tanto é assim, que logo em seguida Jeová deu a lei contra o assassinato. (Gênesis 9:5, 6) Agora perguntamos: qual a relação entre ingerir sangue e assassinar alguém? Se focalizarmos o ato de “comer” (mastigar e engolir), não há relação nenhuma (a menos que o assassinato ocorra por se comer alguém vivo!).

    Mas se atentarmos para o fato exposto claramente em Gênesis 9:4, DE QUE O SANGUE REPRESENTA A VIDA, fica fácil vermos a relação entre as duas coisas: tanto ingerir sangue como assassinar alguém são atentados contra A VIDA. O sangue não deixa de representar a vida ao ser administrado pelas veias. Portanto, a proibição bíblica ABRANGE a prática de infundir sangue humano pelas veias.

    2) na lei do sangue só tinha uma exceção: expiação de pecados. Fora isso ou derramava ou morria.

    3) caso de Davi foi uma exceção, não a regra. O que você chama de “misericórdia quero, não sacrifício” na verdade é indiretamente dizendo: “NÃO SE DEVE SER FIEL A DEUS ATÉ A MORTE. VALE PENA TRANSIGIR PRA NÃO MORRER.”

    Diga isso aos 3 hebreus na fornalha, a Paulo, aos apóstolos, onde TODOS preferiram morrer do que pecar.

    Jesus Cristo, o Fundador do cristianismo, declarou enfaticamente: “Porque aquele que quiser salvar a sua vida perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim achá-la-á.” (Mateus 16:25, Al) João também registrou palavras similares de Cristo: “Quem tem apego à sua vida, vai perdê-la; quem despreza a sua vida neste mundo, vai conservá-la para a vida eterna.” (João 12:15, Bíblia Pastoral.) O que essas palavras de Jesus indicam?

    Que o cristão pode ficar numa situação entre a vida e a lei de Deus. Nesse caso, ele terá de optar por apenas uma delas. Meditar desde agora nas palavras do Senhor Jesus ajudará àquele que quer ser fiel a Deus a tomar a decisão acertada, tendo em vista a eternidade prometida por Deus.

    4) em todo o caso, não bebemos literalmente o sangue, pois isso seria pecado. Além disso, as palavras de Cristo tem valor simbólico e somente o sangue DELE salva, ou seja, se fosse abrir exceção nesse caso do sangue, unicamente seria o sangue de Jesus, não dos OUTROS.

    5) Veja estas frases: “Neymar cobrou o pênalti e converteu. PELO visto, ele treinou antes.”

    Agora veja esta: “Neymar cobrou o pênalti e converteu. PARA o visto, ele treinou antes”.

    Ou essa: “dei um presente PARA a minha esposa”.

    E essa: “dei um presente POR (substituto de pelo) minha esposa.”

    Se vc não vê diferença entre “pelo” e “para”, não posso fazer mais nada.

    Assim, o texto não diz respeito sobre doar sangue. 1 João 3:16 fala sobre “entregar as nossas vidas PELOS nossos irmãos”, e não PARA os irmãos. Em outras palavras, o texto sobre estar disposto a morrer por um irmão, ou seja, em lugar de um irmão. Não tem nada a ver com a questão do sangue.

    6) transfusão de sangue é o pior tratamento. É usado porque é o mais fácil de se usar, temos que admitir. Além disso, tem uma indústria do sangue envolvida nisso. Mas isso esta acabando. Os tratamentos alternativos estão aí e aos poucos eles irão acabar com esse tratamento antiquado, que ATÉ HOJE, ainda não tem nada de seguro.

    7) os alimentos mencionados por Paulo estavam sendo vendidos no açougue, ou seja, já tinham perdido sua conotação sagrada.

    No caso do sangue, ele SEMPRE SERÁ SAGRADO, pois representa a vida, e não é a forma que ele entra no corpo que altera isso. Contextos diferentes.

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  • Defensor da Verdade!  On 22 de agosto de 2016 at 1:51

    Mizael disse:
    “Nosso corpo é templo do Espírito Santo. Aquele que destruir o Templo de Deus, Deus o Destruirá. 1 Co 3-17……..não se submeter é também destruir o templo. É cometer suicídio.”

    Daniel e os outros hebreus, que escolheram morrer na cova dos leões do que violar a lei de Deus, (que mandava não idolatrar), estavam cometendo suicídio e destruindo voluntariamente o templo de Deus? Porque eles não se submeteram à idolatria para salvar suas vidas?

    Compreenda que, Paulo colocou o “abster-se do sangue” no mesmo grau de importância que o “abster-se da idolatria” e “abster-se da fornicação”. Se existe essa exceção que você faz para o “abster-se do sangue, terá de admitir que também existem exceções para a “idolatria” e a “fornicação”…. e quais seriam?

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  • Davi  On 22 de agosto de 2016 at 9:07

    Bom dia Mizael,

    Você definiu bem a palavra abster-se: verbo pronominal
    não aceitar; recusar, rejeitar.

    Isso significa que devemos rejeitar de qualquer forma certo?

    Mizael disse:
    “Então nem precisa estar na Bíblia que devemos nos abster de tomar remédios desnecessariamente. Todo médico vai ordenar a mesma coisa. Mas haverá momento que será necessário tomar algum tipo de remédio. Seja via oral ou intravenosa”

    Vou pegar o seu exemplo mesmo, se você fala para o médico que tem alergia dos componentes da aspirina, ele por sua vez não vai te dar via oral, mas injeta na veia, será que você deixou de tomar os componentes da aspirina?

    Isso por sua vez, prova que tanto injetar ou tomar remédio, de qualquer forma você está tomando o remédio.

    Da mesma forma é o sangue.

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