Seria mesmo “impossível” que Jesus tenha sido executado em uma estaca reta sem vigas transversais?


Alguns têm argumentado que Jesus não poderia ter sido executado em uma estaca reta sem vigas transversais. Certa pessoa chegou a publicar que seria “impossível” que Jesus tenha sido pendurado em uma estaca ou viga. 

Para uma consideração paralela leia o artigo CRUZ OU ESTACA?

A contestação de alguns se baseia num artigo da REVISÃO BÍBLICA de Abril de 1989, debaixo de dois subtítulos: a Vítima “Morre por Sufocamento”, e Cravos nas Mãos “Segurariam o Peso do Corpo?”. (Vale ressaltar antes, que este assunto não é de pouca importância como pensam muitos, argumentando que o que importa é que Cristo morreu para abrir a oportunidade de termos vida eterna, ocorre porém que a Cruz vem sendo usada pelos atuais professos “cristãos” e até mesmo adorna o local de adoração deles. Isso é claramente uso desastroso de objeto idólatra, algo seriamente condenado nas Escrituras, sem falar que a Cruz é de origem pagã e já era usada pela religião falsa desde Babilônica e o antigo Egito.)

Certos críticos, insistem em dizer que Jesus  morreu numa cruz e não numa estaca e baseando-se no artigo citado acima, tecem os seguintes comentários:

“O autor desacredita a teoria prévia da crucificação como formulada por A. A. LeBec em 1925 e cuja publicidade foi difundida pelo Dr. Pierre Barbet em 1953, que (1) Jesus morreu por sufocamento devido a ser incapaz de se levantar para respirar, e (2) os cravos em suas mãos estavam de fato nos pulsos (assumindo que as palmas das mãos não poderiam segurar o peso do corpo). Agora parece que a evidência não apoia a teoria de Barbet.”

Os críticos prosseguem:

“(1) Jesus não morreu por sufocamento, mas por choque e trauma. Adicionalmente, um homem empalado com braços estirados diretamente em cima de sua cabeça (como a Torre de Vigia descreve) sufocaria em minutos, considerando que um homem com mãos estendidas de lado a um ângulo de 60 70 graus (como em uma cruz) poderia viver por horas sem sufocar.

“(2) Há dois locais na PALMA de cada MÃO que permitem que um prego penetre e segure o peso do corpo inteiro até cem libras, tornando a “teoria do pulso” desnecessária para explicar como os braços de Cristo foram presos à cruz. Anos atrás, LeBec e Barbet tinham concluído que uma pessoa pendurada com os braços para cima sufocaria em questão de minutos, devido à inabilidade dos pulmões de se expandirem e se contraírem  em tal posição. Adicionalmente, o radiologista austríaco, Hermann Moedder, fez experiências com estudantes médicos nos anos 40, pendurando-os pelos pulsos com as mãos diretamente sobre suas cabeças (parecido com os quadros da Torre de Vigia com Jesus em uma estaca). Em alguns minutos, os estudantes ficaram pálidos, a capacidade pulmonar deles caiu de 5.2 a 1.5 litros, a pressão sanguínea diminuiu e a taxa de pulso aumentou. Moedder concluiu que a inabilidade para respirar aconteceria em aproximadamente seis minutos se não lhes permitissem ficar de pé e descansar.

“O mesmo se aplicaria a Cristo: se ele estivesse suspenso em uma estaca como a Torre de Vigia descreve, pendurado com as mãos suspensas diretamente para cima, teria sufocado em questão de minutos.

“Porém, Zugibe descobriu que, se os estudantes fossem pendurados através das mãos estendidas para o lado a 60-70 graus, eles não teriam nenhuma dificuldade de respiração por horas a fio. Uma vez que Lucas 23:44 e Mateus 27:45, 46 mostram que Cristo esteve na cruz durante aproximadamente três horas, a evidência aponta novamente para morte em uma cruz tradicional.”

Nesta consideração, observaremos que a declaração  “um homem empalado com braços estirados diretamente em cima de sua cabeça (como a Torre de Vigia descreve) sufocaria em minutos” é enganosa!

A pesquisa não focava na maneira em que a “Torre de Vigia descreve”, visto que, como poderá ver nesta matéria logo abaixo, uma representação semelhante às produzidas pelas Testemunhas de Jeová inclui um apoio para os pés de Cristo, algo que está ausente na teoria proposta e defendida por Zugibe. Antes de chegarmos nesse ponto, vamos fazer algumas considerações adicionais.

Gunnar Samuellson, pastor evangélico, teólogo e erudito da Universidade de Gothenburg, escreveu uma tese de 400 páginas depois de nove anos de pesquisa, sendo que três anos e meio de sua pesquisa na Universidade foram voltados especificamente para o assunto do instrumento da execução de Cristo, na qual verificou (lendo 12 horas por dia, seis dias por semana e usando metodologia acadêmica) que a literatura em grego antigo – o grego koiné –, bem como a literatura hebraica e em latim, não apresentam a cruz moderna como símbolo comum de suplício, nem mesmo nos dias da Roma antiga. (Para uma consideração a respeito desse erudito, clique aqui.)

Quando perguntado sobre o resultado de sua pesquisa, esse erudito ponderou:

“Devemos ler o texto como ele é, não como nós pensamos que é. Devemos ler nas linhas, e não entre as linhas. O texto da Bíblia é suficiente. Não precisamos acrescentar nada.”

Será que o teólogo e erudito Gunnar Sammuelsson é Testemunha de Jeová?

“Se você busca por textos antigos que mencionam especificamente o ato da crucificação [tal como a entendemos hoje]”, diz Gunnar Samuellson, “você vai acabar com exemplos de apenas dois ou três”.

Segundo Gunnar Samuellson, a palavra staurós é usada na literatura antiga ao mencionar o que humanos faziam ao colocar frutas ou carcaças de animais pendurados em uma “staurós” para secarem. Seria tolice imaginarmos que eram “cruzes”. Antes, eram obviamente “estacas”.

Fica claro que uma pesquisa objetiva baseada na Palavra de Deus e na literatura greco-romana focada quanto ao uso das palavras nos idiomas originais da Bíblia não revela a cruz moderna como sendo o instrumento de execução no qual nosso Salvador foi pendurado.

Os pesquisadores que se debruçaram no assunto durante anos e são comumente citados pelas Testemunhas de Jeová usaram método científico e pesquisa responsável e não emoção ou tradição para afirmarem isso. Nem mesmo basearam suas pesquisas em conjecturas formuladas milênios depois da morte de Cristo. As declarações acima, que expressam uma crítica infundada da visão de eruditos dedicados e das Testemunhas de Jeová, ancoram-se em meras conjecturas que questionam evidências baseadas em pesquisa objetiva e em método acadêmico.

Em 1 Coríntios 4:6, Paulo, sob inspiração, nos alerta sobre o perigo de ir ‘além daquilo que está escrito’. As Testemunhas de Jeová evitam afirmar que Cristo foi pendurado em uma cruz de duas vigas, uma vez que não há evidência alguma disso nas Escrituras Sagradas. O ônus da prova de que o “staurós” usado era um instrumento cruciforme recai sobre os críticos das Testemunhas de Jeová, como se dá no caso do autor do artigo “Com quantos paus se faz um stauros”. (Veja uma resposta ao artigo crítico do entendimento das Testemunhas de Jeová a respeito da cruz.)

O médico legista americano Frederick Zugibe, um dos mais conceituados peritos criminais em todo o mundo e professor da Universidade de Colúmbia, dissecou a morte de Jesus com a objetividade científica da medicina. Zugibe, 76 anos, juntou ciência e fé e atravessou meio século de sua vida debruçado sobre a questão da verdadeira causa mortis de Jesus.

Segundo ele, Jesus morreu de parada cardiorrespiratória decorrente de hemorragia e perda de fluidos corpóreos (choque hipovolêmico), combinado com choque traumático decorrente dos castigos físicos a ele infligidos.

O começo da pesquisa de Zugibe é o Jardim das Oliveiras, quando Jesus se dá conta do sofrimento que se avizinha: condenação, açoitamento e, por fim, quando foi então pendurado no “staurós”. Relatos bíblicos revelam que, nesse momento, “o seu suor se transformou em gotas de sangue que caíram ao chão”. (Lu 22:44) A descrição (feita pelo apóstolo Lucas, que era médico) está em harmonia, segundo Zugibe, com o fenômeno da hematidrose, raro na literatura médica, mas que pode ocorrer em indivíduos que estão sob forte estresse mental, medo e sensação de pânico. As veias das glândulas sudoríparas se comprimem e depois se rompem, e o sangue mistura-se ao suor, que é então expelido pelo corpo.

Após a condenação, Jesus é violentamente açoitado por soldados romanos por ordem de Pôncio Pilatos, o Governador da Judeia. Para descrever com precisão os ferimentos causados pelo açoite, Zugibe pesquisou os tipos de chicotes que eram usados no flagelo dos condenados.

O instrumento mais terrível para o açoitamento era conhecido como o flagellum. Consistia num cabo em que se fixavam diversas cordas ou tiras de couro. Essas tiras tinham presas nelas pedaços dentados de osso ou de metal, para tornar os golpes mais dolorosos e eficazes. A conclusão, segundo alguns, é que Jesus Cristo recebeu 39 chibatadas (o previsto na chamada “Lei Mosaica”), o que equivale na prática a 117 golpes.

As consequências médicas de uma surra tão violenta são hemorragias, acúmulo de sangue e líquidos nos pulmões e possível laceração no baço e no fígado. A vítima também sofre tremores e desmaios. “A vítima era reduzida a uma massa de carne, exaurida e destroçada, ansiando por água”, diz o legista.

 

Teorias médicas a respeito da causa da morte de Cristo

 

Causa da morte

Especialização do Autor

Referência

Ruptura Cardíaca

Médico

Stroud 1847 (Ref. 2)

Falha Cardíaca

Médico

Davis 1965 (Ref. 15)

Choque Hipovolêmico

Patologista forense

Zugibe 2005 (Ref. 12)

Síncope[1]

Cirurgião

LeBec 1925 (Ref. 16)

Acidose[2]

Medico

Wijffels 2000 (Ref. 17)

Asfixia

Cirurgião

Barbet 1963 (Ref 18)

Arritmia e asfixia

Patologista

Edwards 1986 (Ref 19)

Embolismo[3] pulmonar

Hematologista

Brenner 2005 (Ref 20)

Desistência voluntária de viver

Médico

Wilkinson 1972 (Ref 21)

Não morreu realmente

Médico

Lloyd-Davies 1991 (Ref 22)

Poderá encontrar outras teorias propostas recentemente por Truman Davis, pelo cirurgião ortopédico Keith Maxwell ou ainda pelo fisiologista Brian Church, entre outros.

Quando um grande número de teorias são propostas para dar explicações em qualquer disciplina científica, isso frequentemente demonstra que não há evidência clara que possa indicar a resposta. Tanto historiadores arqueologistas e médicos participaram nas principais pesquisas, cujo objetivo era obter respostas a respeito da causa mortis de Cristo.

 

Bases equivocadas sobre as quais Zugibe edificou sua pesquisa

As pesquisas do médico legista Frederick Zugibe levaram a conclusões que não foram baseadas em quaisquer evidências positivas para a teoria do choque hipovolêmico (que não foi testada), mas antes na evidência negativa para a teoria da asfixia. Sem falar que parte da conclusão desse legista baseou-se numa análise que levou em conta o Sudário de Turim, considerado fraude por muitos. A datação por radiocarbono feita por três diferentes laboratórios revelam que esse sudário é na realidade uma fraude da Idade Média, datado como sendo de 1260 a 1390 E.C.

Temos que considerar também que as contestações de Zugibe contra a teoria proposta pelo cirurgião francês Pierre Barbet basearam-se em enforcamentos feitos pelo exército austro-germânico e pelos nazistas no campo de extermínio de Dachau. Nesses casos os prisioneiros eram suspensos com os braços diretamente acima da cabeça e as pernas ficavam soltas no ar. Zugibe contrasta estas suspensões com as que ele defende, onde o indivíduo pendurado tem os pés presos à cruz. Zugibe não faz uma avaliação que leva em consideração um individuo pendurado com seus braços acima de sua cabeça e com uma sustentação abaixo de seus pés.

O radiologista austríaco Ulrich Moedder também contesta o raciocínio de Barbet afirmando que esses voluntários não suportariam mais de seis minutos naquela posição sem descansar. Mas este é o ponto: Sem descansar! Alguém por acaso apresentou alguma evidência de que abaixo dos pés de Cristo não havia nenhuma sustentação? As Testemunhas de Jeová jamais propuseram isso, mas o contrário, como pode ver na figura abaixo.

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Ilustração:Aprenda do Grande Instrutor página 188

Temos que ressaltar que a pesquisa de Zugibe não foi uma refutação à “Torre de Vigia”, e evidentemente descartou a possibilidade mais evidente, conforme apresentada nas Escrituras Sagradas, a saber, que Jesus foi pendurado em um madeiro ou poste, e não em um objeto cruciforme. Baseou sua pesquisa a partir de tal pressuposto, não em sintonia, mas em discordância com o que a Bíblia realmente diz.

Das mais de 10 teorias proposta para a causa da morte de Jesus Cristo, realizadas por pessoas muito experientes em campos tais como patologia forense, medicina ou cirurgia, embora aparentemente plausíveis, revelam, porém, depois de um exame mais detalhado, que estas não podem ser sustentadas devido à ausência de informação nos poucos dados disponíveis.

E mesmo depois de consultas referentes ao período romano feitas na British Library, juntamente com a única descoberta arqueológica com um suposto modelo de crucificação (Giv’at ha-Mivtar), estudados durante uma visita a Jerusalém, temos um meandro de conjecturas que dispensam qualquer afirmação dogmática a respeito da real causa mortis. Em Israel, até mesmo um osteoarqueólogo foi consultado no caso dos restos mortais achados em 1968 do calcanhar de Yehohanan ben Hagakol.

CRUCIFIXION IN ANTIQUITY

THE ANTHROPOLOGICAL EVIDENCE

Joe Zias e Skeles, que  em 1985 participaram  em uma pesquisa acadêmica onde reavaliaram o achado arqueológico de 1968 do homem de Ha Giv´At- Mivtar, afirma claramente em sua página na internet que no caso da crucificação em massa de 6000 Judeus na via Apia “seria mais plausível que a maneira mais eficiente e mais rápida seria prender a vítima a uma arvore ou cruz com suas mãos acima da cabeça.A vítima morreria em minutos ou no mínimo em algumas horas se esta não estivesse presa ou amarrada embaixo“. (DESTAQUE É MEU)

FONTE:

http://www.joezias.com/CrucifixionAntiquity.html

As propostas de uma resposta a respeito da causa mortis de Jesus a partir de uma visão arqueológica são limitadas demais para se chegar a uma opinião inquestionável – o que desbanca o dogmatismo de muitos críticos contra as Testemunhas de Jeová. Preferimos ficar com a afirmação simples de que Cristo morreu em uma estaca, pois é isso o que a Bíblia diz de modo inquestionável em sua simplicidade. Até porque vários fatores envolvidos na causa de sua morte não são claramente detalhados nem pela Bíblia, nem pela história ou sequer pela arqueologia. 

A conclusão é que a pesquisa de muitos opositores das Testemunhas de Jeová não tem valor algum, uma vez que é feita com espírito de rivalidade e na tentativa desesperada de ridicularizar ou desacreditar as Testemunhas de Jeová, mesmo que para isso tenham que, como sempre usar de desonestidade, ao apresentarem pesquisa tendenciosa e não realmente objetiva com o intuito de achar a verdade. Acreditam que a verdade seria algo que pudesse descartar a conclusão das Testemunhas de Jeová. Isso procuram com todo vigor. Acabam perdendo o compromisso com a verificabilidade dos fatos, imparcialidade e método científico. Quando digo método científico estou me referindo a forma responsável de pesquisa com amplo espectro de análise que não deixa nenhum fato importante fora da pesquisa. Antes, agrega-os a pesquisa. Observe por exemplo como alguns ignoram totalmente os mais respeitados dicionários

como se estes fossem irrelevantes ou inexistentes na forma em que estes definem as palavras STAURÓS E XYLON! A simples citação destas obras é inútil para estes opositores. A soma geral é entendida por eles como sendo doutrinas da “torre de Vigia”.


[1] Medicina: Perda repentina da consciência com suspensão aparente das funções vitais de respiração e circulação. – Michaelis.

[2] Med Estado de alcalinidade diminuída do sangue e dos tecidos, caracterizado por hálito doce e doentio, dor de cabeça, náusea, vômitos e distúrbios visuais; geralmente causado por excesso de produção de ácidos. – Michaelis.

[3] Med Formação de embolias [Obliteração repentina de uma artéria ou veia por um êmbolo (partícula estranha)]; estado das artérias em consequência dessa formação. – Michaelis. 

Sobre a cruz temos também este artigo: 

Resposta a um artigo crítico sobre STAUROS

“Sinal dos pregos” no corpo de Jesus – o que indica?

LINK ADICIONAL SOBRE OUTRO ASSUNTO:

O QUE DIZ A BÍBLIA SOBRE TRANSFUSÕES DE SANGUE?

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Comentários

  • Paulo Amorim  On 12 de dezembro de 2012 at 16:28

    Eis o que caracteriza uma seita herética, como a religião do Corpo Governante: levantar novidades a respeito daquilo que já está posto (Gl1,8). Em toda a era da igreja, a cruz foi uma cruz! Mas a seita jeovista, pra se diferenciar e posar com ar de erudição e novidade, se contorce toda pra fazer da cruz uma estaca!! E assim acontece com todas as suas demais erudições sectárias… Mas, infelizmente, meu comentário não será publicado – o que também é típico de uma seita: governar a mente dos seus adeptos!!

    queruvim, ah se você soubesse o quanto o seu deus jeovista é pequeno frente ao verdadeiro Deus cristão!!

    Que o Eterno e imensurável Deus te abençoe, e te revele a Sua verdadeira natureza pelo Seu vivo Espírito, e não pelas letras mortas da erudição dos homens e das suas pseudo-intelectualidades!!

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  • queruvim  On 12 de dezembro de 2012 at 19:30

    Paulo Amorim,

    Sua declaração de que “em toda era da Igreja a cruz foi uma cruz” não está em harmonia com as palavras inspiradas por Deus conforme registradas na Bíblia.

    O The Imperial Bible-Dictionary (Dicionário Bíblico Imperial) diz que a palavra staurós “significava apropriadamente uma estaca, um poste reto ou um madeiro, em que algo podia ser pendurado, ou que poderia ser usado para cercar com estacas um pedaço de terreno”. O dicionário continua: “Até mesmo entre os romanos a crux (da qual se deriva nossa cruz) parece ter sido originalmente um poste reto.”

    Assim, não é de surpreender que a The Catholic Encyclopedia (Enciclopédia Católica) diga:

    “De qualquer forma, é certo que a cruz originalmente consistia em um simples poste vertical, afiado na extremidade superior.”

    O Critical Lexicon and Concordance, observa:

    “As duas palavras não combinam com o conceito atual de cruz, com a qual nós nos familiarizamos por meio de gravuras.”

    Em outras palavras, o que os escritores dos Evangelhos descreveram usando a palavra staurós não era nada parecido com o que as pessoas chamam hoje de cruz. Portanto, é apropriado que a Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas use a expressão “estaca de tortura” em Mateus 27:40-42 e em outros lugares onde aparece a palavra staurós. De modo similar, a Complete Jewish Bible usa a expressão “estaca de execução”.

    Em vista disso, lamento muito, mas não vejo força em suas declarações. O ônus da prova de que o “staurós” usado era um instrumento cruciforme recai sobre os críticos das Testemunhas de Jeová.Peço que reavalie este assunto Amorim, Se o que os mais respeitados dicionários afirmam for verdade a respeito de staurós e xylon é você quem está perpetuando um “desvio”.

    Segundo o especialista em grego W. E. Vine, staurós “denota primariamente um poste ou uma estaca vertical. Nesses pregavam-se os malfeitores para serem executados. O sentido original tanto do substantivo como do verbo stauroō, prender a uma estaca ou poste, difere do conceito eclesiástico de uma cruz de duas vigas”.

    A Greek-English Lexicon, de Liddell e Scott, define isto como significando:

    “Madeira cortada e pronta para uso, lenha, madeiro, etc. . . . pedaço de pau, tora, viga, poste . . . porrete, cacete . . . estaca em que os criminosos eram pregados . . . de madeira verde, árvore.” Diz também “no NT, da cruz”, e cita Atos 5:30 e 10:39 como exemplos. (Oxford, 1968, pp. 1191, 1192) Entretanto, nesses versículos a Al, IBB, MC e BJ traduzem xý·lon por “madeiro”. (Compare esta forma de tradução com Gálatas 3:13; Deuteronômio 21:22, 23.)

    Poderá ver informações adicionais no link abaixo:

    http://wol.jw.org/pt/wol/d/r5/lp-t/2011170?q=Cruz&p=par

    Por que as publicações da Torre de Vigia mostram Jesus numa estaca, com as mãos acima de sua cabeça, e não na cruz tradicional?

    http://wol.jw.org/pt/wol/d/r5/lp-t/1101989219?q=Cruz&p=par

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  • Paulo Amorim  On 12 de dezembro de 2012 at 20:03

    Bom, não disponho de tempo no momento para discorrer com minhas próprias palavras, então vou transcrever outros com muito mais veracidade e coerência que você.

    Vamos lá:

    I) “O fato de quererem que não acreditemos que Jesus tenha sofrido numa cruz é exatamente pq todas as outras religiões assim o acreditam e contrariando essa afirmação os tj’s se configuram como os donos da “verdade”. Para que eles sejam os detentores da “verdade” todas as outras religiões devem ser desmoralizadas, é assim que agem todas as religiões.”

    II)”Ponderações: A condenação de cruz era típica dos romanos, enquanto o crime pelo qual Cristo foi condenado–blasfêmia (ver Marcos 14:64; João 19:7)–era passível de apedrejamento, pela lei dos judeus: Cf. Lev. 24:16.

    1. Evidências arqueológicas:

    A) Em 1968, durante uma construção rodoviária ao norte de Jerusalém, uma motoniveladora israelense trouxe à luz os remanescentes de um homem que tinha sido crucificado por volta do tempo da crucifixão de Jesus. Um estudo detalhado das marcas de seus restos mortais indica que fora morto por crucifixão, com as mãos recebendo cravos fixadores em posições que indicam terem sido mais de um cravo. Esses estudiosos, que concluíram que “a postura revelada no relatório anatômico indicava a posição costumeira para crucifixões empregadas na cidade naquele tempo”, eram judeus, portanto não chegariam a essa conclusão com preconceito para favorecer a tradição cristã. (Mencionado no livro Buried History, Vol. 9, nº 2, págs. 38, 39, do Instituto Australiano de Arqueologia).

    B) Também inscrições rabiscadas nas paredes das catacumbas pelos cristãos que ali se ocultavam ao tempo da perseguição atroz dos imperadores romanos trazem desenhos de cruzes como um “T”, e não estacas de tortura de trave única. Um desenho de alguém zombando da fé dos cristãos, encontrado no Palácio dos Césares, em Roma, apresenta um jumento sendo crucificado, e os dizeres: “Alexamenos adora o seu Deus”. Tal desenho é reproduzido no popular World Book Dictionary como ilustração da palavra ‘graffito’.

    Obs.: No apêndice da The Kingdom Interlinear Translation, editada pela Sociedade Torre de Vigia em fins da década de 60, há declarações de que a passagem do tempo “e descobertas arqueológicas adicionais certamente comprovarão sua correção”, isto é, a de terem usado estaca de tortura em lugar de cruz na tradução do termo grego staurós. Contudo, as pesquisas adicionais NÃO comprovaram tal fato, o que representa mais uma predição fracassada da liderança das “testemunhas”.

    C) A Torre de Vigia cita o erudito católico Justus Lipsius, do século XVI, para apoiar sua tese sobre Cristo não ter morrido numa cruz de dupla trave e reproduz uma ilustração de seu livro mostrando alguém pregado a uma crux simplex (estaca de uma só trave). Contudo, em parte alguma no seu livro, De Cruce Liber Primus, Lipsius declara que Jesus morreu numa crux simplex! Pelo contrário, ele indica que Jesus foi crucificado numa cruz com uma trave perpendicular e há uma ilustração em seu livro mostrando isso, bem como ilustrações de diferentes cruzes, a maioria com traves horizontais sobre uma vertical. Assim, temos mais um caso de distorção dos fatos, com um autor citado somente em parte.

    2. A Bíblia aponta a uma cruz:

    A) Cristo foi condenado à morte pelos judeus como blasfemo, mas supliciado segundo a lei romana na cruz. Pilatos, governador nomeado por Roma, foi quem decidiu Sua morte impelido pela turba que declarara–“não temos rei senão a César”–e aplicaria a lei de Roma –morte em cruz: Mat. 27:26; João 19:10.

    B) Duas vezes antes os judeus já O haviam tentado matar por apedrejamento, fazendo justiça com as próprias mãos: João 8:59 e 10:31-33.

    C) Os que eram pendurados no madeiro (Deut. 21:22, 23) eram-no após estarem mortos e seus cadáveres malditos (Gál. 3:13) expostos para execração pública –Ver Josué 10:26.

    D) CONCLUSÃO: Além do fato de a Arqueologia demonstrar a forma usada por Roma para supliciar seus condenados como sendo a cruz, e os textos bíblicos de João 20:25 e outros confirmarem-no, um estudo etimológico da palavra grega staurós (cruz) comprova que a tradição cristã neste aspecto é correta: Cristo morreu numa cruz de duas traves. O verbo stauroo significa “colocar num T”, uma vez que “tau” é o nome da letra grega equivalente ao nosso “t”. Logo, Cristo foi morto num instrumento de suplício que tivesse a forma aproximada do “T”, o que corresponde à cruz. Ademais, o texto diz que a inscrição trilíngüe deveria estar “por cima de Sua cabeça” (Mat. 27:37), e não por cima de Suas mãos, como retratado nos desenhos das publicações da Torre de Vigia. Com isso, mais uma das “novidades” das “testemunhas de Jeová” vira cinzas.
    Outro detalhe é que Tiago pediu para ver as marcas nas Suas mãos, sendo que fala em CRAVOS, no plural. Então, pela lógica seria um cravo em cada mão:

    “Diziam-lhe, pois, os outros discípulos: Vimos o Senhor. Ele, porém, lhes respondeu: Se eu não vir o sinal dos cravos nas mãos, e não meter a mão no seu lado, de maneira nenhuma crerei”. — João 20:25.

    Realmente, essa invenção da Torre de Vigia é mais um esquema para tentarem se apresentar como os que têm uma luz ignorada por outros, daí serem as “testemunhas” especialmente iluminadas por Deus. Só que é mais um esquema fajuta, uma especulação que não resultou em confirmação clara, como imaginavam.”

    fontes: ************************************* [SUAS FONTES FORAM DELETADAS PQ NÃO SÃO FIÁVEIS. Mas provenientes de sites ANTI TJ].

    Da “erudição” do Corpo Governante, da pseudo-intelectualidade de seus seguidores e de seus estudos fajutos sectários é que se sustentam as inverdades da seita conhecida como As Testemunhas de Jeová.

    JESUS É, RECONHECIDAMENTE, DEUS (Jo20,28) !!

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  • Reginaldo  On 13 de dezembro de 2012 at 0:09

    Olá,queruvim! mais uma bela pesquisa.

    O fato de ter saído água,ao invés de sangue, quando os soldados furaram Jesus corrobora com sua postagem.

    Talvez o prezado Paulo Amorim devesse refletir nas seguintes passagens bíblicas:

    Números 21:8-9– “FAZE PARA TI UMA COBRA ARDENTE E COLOCA-A NUMA “HASTE” DE SINAL. E TERÁ DE ACONTECER QUE,QUANDO ALGUÉM FOR MORDIDO,ENTÃO DEVE OLHAR PARA ELA E ASSIM TERÁ DE FICAR VIVO. MOISÉS FEZ IMEDIATAMENTE UMA SERPENTE DE COBRE E A COLOCOU NUMA HASTE…”

    Deixemos que o próprio Jesus responda:

    João 3:14– “E ASSIM COMO MOISÉS “ERGUEU” A SERPENTE NO ERMO
    ASSIM TEM DE SER “ERGUIDO” O FILHO DO HOMEM”.

    A tradição da cruz não se aproxima nem de longe das palavras do nosso senhor,independente do modo em que se interprete suas palavras e é por isso que os eruditos citados pelo queruvim tem que ser levados em conta.

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  • queruvim  On 13 de dezembro de 2012 at 21:00

    Amorim, se o que vai postar tem “mais coerência” do que o que eu postei, não é a questão aqui. Evite levar este assunto para o campo pessoal.

    Deixe a decisão de quem está sendo “coerente” para os que lerem nossa discussão.

    O que está em questão aqui não é EU ou VOCÊ, mas o que ensinamos. As declarações que julgas serem incoerentes atribuem às Testemunhas de Jeová o que na verdade são conclusões de respeitadas obras religiosas e seculares.Obras dedicadas e produzidas por eruditos que se dedicaram a escrutinizar o assunto. (The Imperial Bible-Dictionary,The Catholic Encyclopedia,Critical Lexicon and Concordance, W. E. Vine e Greek-English Lexicon, de Liddell e Scott).São estas por acaso obras das Testemunhas de Jeová?

    Será que eles “querem que não acreditemos que Jesus tenha sofrido numa cruz” conforme sua fonte diz ? Ou foi pesquisa responsável e objetiva que expôs a verdade sobre o significado das palavras STAURÓS E XYLON ?

    Sua declaração de que a “A condenação de cruz era típica dos romanos” não tem base alguma. É a penas repetição baseada em mal entendidos. É o que todos dizem hoje. Mas uma pesquisa objetiva revela que staurós era uma estaca ou viga. A palavra xylon se refere a um madeiro ou poste. Não existe a palavra “Cruz” na Bíblia em parte alguma. Não podemos afirmar que era um objeto cruciforme se o texto não diz isso.

    Observe a pesquisa de Gunnar Samuelson. Por que ignorou o que ele publicou depois de anos de pesquisa? Ou acha que ele era Testemunha de Jeová?

    Não , é claro que não é. Além disso a agenda dele era comprometida com pesquisa acadêmica. Acho que não entende o que isso significa Sr Amorim.

    SINAL DOS PREGOS

    Observe o que já foi publicado na página do “Apologista da verdade”

    “Observamos que a expressão “sinal [no singular] dos pregos” (em grego: τύπον τῶν ἥλων; týpon tôn hélon), que ocorre duas vezes, exige que as mãos de Cristo tenham sido pregadas uma sobre a outra. Se Cristo tivesse sido pregado com os braços abertos numa cruz, haveria sinais dos pregos, cada prego deixando um sinal em cada mão. No entanto, o texto fala de “sinal” no singular. Portanto, ter Jesus morrido numa cruz com braços abertos está fora de cogitação. Para que houvesse apenas um sinal (no singular) nas “mãos” (plural) de Jesus, suas mãos teriam de ser pregadas juntas, uma sobre a outra. Podemos ilustrar isso com a seguinte situação: digamos que você fosse incumbido de fazer um único furo em duas peças de madeira. A única maneira de fazer isso seria colocar uma sobre a outra. Embora cada madeira apresentasse depois disso dois orifícios, ou buracos, o furo (sinal) feito foi um só”.

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  • queruvim  On 13 de dezembro de 2012 at 21:27

    Amorim, quanto a sua citação do achado arqueológico de 1968 referente aos restos mortais de Yehohanan ben Hagakol, não há nada que indique que o objeto de sua execução foi um instrumento cruciforme. O povo diz “cruz” de modo convencional. Mas o prego (que você chama de cravo) e os restos mortais nada falam sobre o formato do instrumento de execução deste homem. Você está apenas repetindo o que ouve.

    Quanto ao significado de staurós.

    NO grego clássico e homérico desde o 4º século antes de Cristo até bem depois dos dias de Cristo STAURÓS jamais significou “cruz” ou T como você afirma de modo enganoso. O que você postou foi o que alguém acha que significa e não o que respeitados léxicos e dicionários dizem.

    É a “torre de Vigia” que “argumenta ou são os léxicos e dicionários ?

    A autorizada Strong’s Exhaustive Concordance of the Bible (Concordância Exaustiva da Bíblia, de Strong) fornece como significado primário de staurós “uma estaca ou poste”, e, para xy’lon, “lenho”, “árvore” ou “madeira”.

    The New Bible Dictionary (Novo Dicionário Bíblico) afirma:
    “A palavra gr. para ‘cruz’ (staurós, verbo stauróo) significa primariamente uma estaca ereta ou viga, e, secundariamente, uma estaca, conforme usada qual instrumento de punição e de execução.”

    O livro The Non-Christian Cross (A Cruz Não-Cristã), de J. D. Parsons, explica:

    “Não existe uma única sentença em nenhum dos inúmeros escritos que formam o Novo Testamento que, no grego original, forneça sequer evidência indireta no sentido de que o stauros usado no caso de Jesus fosse diferente do stauros comum; muito menos no sentido de que consistisse, não em um só pedaço de madeira, mas em dois pedaços pregados juntos em forma de uma cruz.”

    A Obra Concordant Literal New Testament with the Keyword Concordance declara:

    “stauros Padrão: cruz, uma estaca reta ou viga, sem qualquer barra transversal, agora, popularmente , cruz…”

    “stauroo …, crucificar, enfincar uma estaca no chão ,pendurar numa estaca ,empalar , agora usado popularmente, crucificar, muito embora não houvesse barra transversal.”- (GRIFO É MEU)pp. 63, 64, Greek-English Keyword Concordance, Concordant Publishing Concern, 1983, 3rd printing of 6th edition of 1976.

    Observe o que W. E. Vine diz sobre este assunto: “STAUROS (σταυρός) denota primariamente um poste ou uma estaca vertical. Em tais pregavam-se malfeitores para serem executados. Tanto o substantivo como o verbo stauroo, prender a uma estaca ou pau, originalmente devem ser diferenciados da forma eclesiástica de uma cruz de duas traves.” Este perito em grego, Vine, menciona então a origem caldaica da cruz de duas peças de madeira e como a cristandade a adotou dos pagãos, no terceiro século EC, como símbolo de Cristo ser pregado na estaca. — Vine’s Expository Dictionary of Old and New Testament Words (Dicionário Expositivo de Palavras do Velho e do Novo Testamento, de Vine), 1981, Vol. 1, p. 256.

    APROVEITO PARA TE DIZER mais UMA COISA AMORIM… citar fontes que NÃO SÃO FONTES, (mas páginas de opositores das Testemunhas de Jeová), não contribui de modo responsável para esta discussão. Portanto seus posts não são mais bem vindos aqui. Eu procuro postar material de qualidade aqui. Baseados em fontes fiáveis e no princípio da verificabilidade. A ausência destes princípios é que revelam claramente se algo é ” Fajuto, sectário, falso, inverídico, herético”.

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  • Cefas  On 15 de dezembro de 2012 at 5:07

    Paulo Amorim,

    você usando destas fontes antiTJs nem percebe que as declarações e afirmações destas vão contra a própria bíblia,
    POIS se o apostolo Paulo citou o AT dizendo que “Cristo se tornou maldição no madeiro” (GAL 3:13), quem vai contra isso e adiciona “CRUX” em vez de “stauros” é que é o herege!

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  • isaias cesaretti de freitas  On 29 de dezembro de 2012 at 17:09

    “PESQUISANDO TODAS AS COISAS COM EXATIDÃO’
    Jesus disse que o escravo fiel seria discreto ao dar aos domésticos “seu alimento no tempo apropriado”. Assim, Cristo mostrou que aqueles que forneceriam esse “alimento” seriam cuidadosos, prudentes e perspicazes ao providenciar o alimento espiritual para os que praticam a adoração verdadeira. — Mat. 24:45-47.
    Hoje, os irmãos ungidos de Cristo usam o Departamento de Redação em Brooklyn, Nova York, para fornecer informações espirituais por meio de revistas, brochuras, livros e outros materiais impressos e eletrônicos. Esse alimento espiritual, assim como o alimento físico, precisa ser bem preparado. Até mesmo os escritores da Bíblia, que eram guiados pelo espírito santo, certificavam-se de que as informações que registravam fossem exatas e pesquisadas cabalmente. Lucas, por exemplo, falou com muitas testemunhas oculares e ‘pesquisou todas as coisas com exatidão, desde o início’. — Luc. 1:1-4.
    O Departamento de Redação segue o padrão de ‘pesquisar todas as coisas com exatidão’. Mas onde é possível encontrar informações confiáveis? Embora a internet seja um meio conveniente e rápido de obter informações, nossos pesquisadores não confiam em blogs ou textos mal documentados, escritos por pessoas desconhecidas ou sem qualificações. Por exemplo, a Wikipedia, uma enciclopédia on-line, alerta que alguns artigos em seu próprio site “contêm quantidade significativa de falsas informações, conteúdo não enciclopédico ou mudanças deliberadas”, e acrescenta que os “usuários precisam ficar atentos a isso”. Portanto, o Departamento de Redação usa obras de referência bem-conceituadas, artigos escritos por especialistas reconhecidos e livros produzidos por editoras respeitadas.
    O próprio Departamento de Redação conta com uma ampla biblioteca que tem milhares de livros. Além disso, nossos pesquisadores utilizam bibliotecas públicas e acadêmicas da região, e conseguem material especializado de outras fontes por meio de empréstimos entre bibliotecas. Uma das grandes bibliotecas universitárias consultadas pelos nossos pesquisadores possui cerca de 5 milhões de livros, 58 mil periódicos, 5,4 milhões de microfilmes e milhares de dados armazenados em formato eletrônico. O Departamento de Redação também possui um grande arquivo de recortes de jornais e revistas, experiências e informações históricas, e tem seu conteúdo constantemente atualizado por meio de fontes locais e de nossas filiais no mundo todo.
    Eclesiastes 12:12 nos lembra: “De se fazer muitos livros não há fim.” Mesmo fontes confiáveis podem conter informações equivocadas. Então, como verificamos a qualidade, exatidão e confiabilidade das informações?
    Por exemplo, na brochura A Vida — Teve um Criador?, foi usada a seguinte frase para mostrar que a teia de aranha é um dos materiais mais fortes da Terra: “Se fosse ampliada para ficar do tamanho de um campo de futebol americano, uma teia feita de seda de fio estrutural com 1 centímetro de espessura e com 4 centímetros de espaço entre os fios poderia parar um Jumbo em pleno voo!” Embora a informação fosse tirada de uma revista científica respeitada, essa não era a fonte original, e a frase na fonte original era ambígua. Assim, foi necessário entrar em contato com o pesquisador que foi o autor da frase original e verificar como ele chegou a essa conclusão. Nossos pesquisadores também tiveram de encontrar a fórmula e as informações necessárias para calcular por si mesmos o impacto que um Jumbo poderia ter sobre uma teia de aranha do tamanho de um campo de futebol americano. Muitas horas de pesquisa e cálculos meticulosos por fim confirmaram a exatidão dessa pequena mas surpreendente informação.
    Às vezes, porém, mesmo uma fonte aparentemente confiável pode conter dados equivocados. Por exemplo, relata-se que Gandhi disse ao Lord Irwin em seu ashram (retiro religioso): “Quando o seu país e o meu se reunirem baseados nos ensinos de Cristo no Sermão do Monte, teremos solucionado os problemas, não só de nossos países, mas do mundo inteiro.” Mas, depois de uma investigação profunda dessa declaração, verificou-se que não há evidências de que Lord Irwin tenha alguma vez visitado Gandhi em seu ashram, e isso levantou perguntas nunca respondidas sobre onde, quando e se Gandhi disse essa frase. Por isso, nossas publicações deixaram de usar essa citação.
    Talvez você tenha lido a respeito de um incidente envolvendo Sir Isaac Newton e um modelo do sistema solar. Relata-se que um homem ateu o visitou e perguntou: “Quem fez isso?” Quando Newton respondeu: “Ninguém!”, o homem ateu disse: “Você deve achar que sou tolo!” Acredita-se que Newton tenha dito ao homem ateu que sua imitação insignificante do sistema solar, muito mais grandioso, era uma prova de que existe um Criador. Essa história pode parecer muito convincente, mas fontes históricas, bem como biógrafos e pesquisadores da vida de Isaac Newton, não conseguem provar que essa conversa aconteceu. É interessante que as primeiras referências a esse incidente apareceram no início dos anos 1800, usando não o nome de Newton, mas o de um erudito alemão chamado Athanasius Kircher. Por causa disso, o Departamento de Redação não usa mais esse relato em nossas publicações.
    Às vezes, até mesmo frases pequenas precisam ser pesquisadas mais a fundo para confirmar sua exatidão. Por exemplo, um irmão talvez diga em sua biografia que nasceu na Tchecoslováquia em 1915. Mas esse país só surgiu em 1918. Então, onde ele realmente nasceu? Para resolver isso, talvez seja necessário pesquisar mapas antigos e registros históricos.
    Pode também acontecer que, ao contar sua experiência, um irmão diga que se batizou em San Francisco numa data específica. Mas uma pesquisa cuidadosa talvez revele que não houve nem assembleia nem congresso naquela cidade, naquele dia. Como resolver essa incoerência? A memória pode falhar algumas vezes. Embora o irmão talvez se lembre do lugar onde se batizou, ele talvez não recorde exatamente a data do batismo. Em geral, é possível confirmar a exatidão dos detalhes por comparar diferentes fontes de informações.
    Em resumo, o Departamento de Redação se esforça em usar apenas informações exatas e confiáveis, mesmo no caso de detalhes aparentemente insignificantes. O resultado é que o “escravo fiel e discreto” pode fornecer de forma coerente alimento espiritual que honra o “Deus da verdade”, Jeová. — Sal. 31:5”. yb11 pp. 6-38

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  • José  On 31 de dezembro de 2012 at 1:49

    Sr. Paulo Amorim, seu comentário foi publicado. Acho que o Sr. deve desculpas ao moderador do site, seria uma postura humilde de sua parte, e não seria difícil demonstrar essa qualidade, uma vez que o Sr se diz Cristão.

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  • José  On 31 de dezembro de 2012 at 1:53

    Sr. Amorim, o senhor disse que as explicações vindas de queruvim são obras de quem “se contorce” para explicar suas crenças! Mas sua explanação foi tão longa quanto a de queruvim! Quem está contorcendo??? Eu respondo: EU MESMO! Me contorcendo de rir da sua cara de pau!!! KKKKKKKKKKKKK!

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  • Saga  On 31 de dezembro de 2012 at 14:09

    Agora eu questiono queruvim; os opositores das TJs tem esse cuidado ou falando MAL das TJ em geral ou especificamente de sua liderança já pode publicar, acusando, difamando e etc, mesmo que talvez não seja verdade ou não se tenha condições de comprovar a informação??

    Apenas no campo de um tema muito recorrente, a Trindade, eu percebo que os adeptos dessa não verificam suas fontes e seus dados quando entram nesse tema, se tá falando a favor dela, então deve ser verdadeiro, está a ponto em dúvida, então é heresia! Nisso vem falsas argumentações, muitas omissões e equívocos evidentes.

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  • queruvim  On 1 de janeiro de 2013 at 0:24

    Devemos evitar seguir o exemplo dos inimigos religiosos de Cristo que costumavam usar de ataques e diziam “Este homem tem demônio” e outros ataques pessoais com o objetivo de desviar do assunto ao mesmo tempo em que ridicularizavam a pessoa. Não raro os inimigos religiosos das TJ fazem todo tipo de ataque contra as TJ visto que as obras delas dão testemunho de que muitos deles são enganadores. A coisa ta feia no meio evangélico. Exploração de fiéis, violação da lei do silêncio, desvio de dinheiro, política partidária, enriquecimento ilícito, curandeirismo e por ai vai. Acham que atacar as TJ “reforça” a argumentação deles!

    O conselho que dou é que as pessoas que são da Igreja evangélica deveriam estudar a Bíblia com mais seriedade a fim de perceberem que a maioria das doutrinas sustentadas por eles são equívocos e acomodações teológicas que agradam a todos mas que estão longe da verdade apresentada na Bíblia.

    De fato Revelação 18:2 nos orienta que a religião falsa se tornou “moradia de demônios” e Rev. 18:4 nos exorta a “sair” dali o quanto antes. Para termos certeza de que não fazemos parte de “Babilônia A Grande” (ou seja a Babel ou confusão” ) devemos estudar com senso de urgência a medida que se aproxima o fim deste sistema perverso.

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  • Nelson Silva  On 13 de janeiro de 2013 at 18:25

    Eu lí a matéria, só que em toda a minha pesquisa não encontrei nenhuma palavra grega para cruz, só staurós!

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  • José  On 14 de janeiro de 2013 at 0:49

    Olá Sr. Queruvim. Obrigado por responder minhas perguntas. Vejo que o sr. é um homem sério e comprometido, a medida que não deixa ninguém sem respostas, ainda que seu interlocutor/questionador não concorde com suas argumentações. O que mais me chama atenção em todos (EU DISSE TODOS!!) os opositores das TJ’s que encontramos no dia ou na web, muitas vezes mostram-se versáteis na argumentação, usam palavras cheias de efeito e incrível disposição para debochar e tergiversar! Mas, numa medida muito maior, são absurdamente resistentes em demostrar humildade, brandura, modéstia, ou outras qualidades que Jesus Cristo demonstrou com perfeição quando esteve na terra, e ensinou seus seguidores a imitarem-no. Como se dizer “cristão”, e apressadamente abrir mão de virtudes cristãs essenciais? E, o Sr. Paulo Amorim é um bom exemplo disso.

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  • José Roberto de Araújo  On 19 de janeiro de 2013 at 18:16

    A The Encyclopedia Britanica; ” Por sua simplicidade de forma, a cruz tem sido usada tanto qual símbolo religioso como um ornamento, desde o raiar da civilização humana. Vários objetos, que datam de periodos, há muitos anteriores a era cristã tem sido encontrados, marcados como cruzes de diferentes estilos, em quase toda parte do velho mundo. ( Décima Primeira Edição, vol. III, p. 506 ) Por isso a cruz não tem o que alguns poderiam chamar de origem cristã.” No grego clássico, Staur’os, traduzido denota a mesma coisa que no grego comun das escrituras gregas cristãs – primariamente uma estaca ou poste reto sem barra transversal. Interessante que John Denhan Parsons escreveu no livro The Non – Christians Cross ( A Cruz Não – Cristã); ” Não existe uma única sentença em qualquer dos inúmeros escritos que formam o novo testamento quer, no grego original, forneça sequer evidência indireta no sentido de que a Stau’ros usada no caso de Jesus fosse diferente da Staurós comun; muito menos no sentido de que consistisse, não de um só pedaço de madeira, mais em dois pedaços pregados juntos em forma de uma cruz. ” . O Interpret’ers Dictionary Of The Bible declara; ” Com referência a staurós literalmente uma estaca reta, barra ou poste. Como instrumento de execusão a cruz era uma estaca enfiada verticalmente no chão. Não raro, mas de forma alguma sempre um pedaço horizontal era ligado a porsição vertical. ” The Imperial Bible – Dictionary diz; ‘ A palavra grega para cruz, staurós, devidammente significava uma estaca, um poste ereto, ou pedaço de ripa, em que algo pooderia ser pendurado, ou que poderia ser usado wm cercar um pedaço de terreno. ‘ Ao traduzir Deuterônomio 21; 22,23 (Madeiro) e Esdras 6;11 (Madeiro) os tradutores da versão septuaginta empregaram a palavra grega xy’lon, o mesmo termo empregado por Paulo em Galatás 3;13. Foi também empregado por Pedro quando disse que Jesus ” levou os nossos pecados no seu próprio corpo, no madeiro” ( 1 Pedro 2;24). Com efeito xy’lon é usada váris outras vezes para se referir ao “Madeiro” em que Jesus foi pendurado. ( Atos 5;30 ; 10;30 ; 13;29). Esta palavra grega tem o significado básico de Madeiro. Nada subtende que no caso do penduramento de Jesus ela significasse uma estaca com uma barra transversal. “

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  • claudia espelho molinari  On 28 de janeiro de 2013 at 13:57

    Olá querubim,concordo plenamente com seus argumentos,acho sim que devemos nos basear nos textos originais para sabermos qual a verdade por trás de varias doutrinas,e por meio dessas doutrinas muitos estão sendo desencaminhados,conforme a própria bíblia disse.Agora gostaria de uma explicaçao a respeito do texto citado pelo Sr.Amorim de João 20:25,onde Tomé pede para ver o sinal dos pregos.Por que pregos e não prego?Muito obrigada!

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  • queruvim  On 29 de janeiro de 2013 at 0:20

    Poderá encontrar uma resposta nos links da página principal TRADUÇÃO DO NOVO MUNDO DEFENDIDA!

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  • Fábio Almeida  On 28 de março de 2013 at 0:16

    Cruz

    stauros (σταυρος) denota, primariamente, “poste ou estaca estaca vertical”. Em tais peças os malfeitores eram pregados para a execução. O substantivo stauros e o verbo stauroõ, “amarrar a uma estaca ou poste”, devem ser originalmente distinguidos da forma eclesiástica da “cruz” de duas vigas”. A forma da última teve sua origem na antiga Caldéia, e era usada como símbolo do deus Tamuz (sendo na forma do Tau místico, a letra inicial de seu nome) naquele país e em terras adjacentes, inclusive no Egito. No Século III d.C., as igrejas ou tinham se afastado, ou parodiado, certas doutrinas da fé cristã. A fim de aumentar o prestígio do sistema eclesiástico apóstatas, os pagãos foram recebidos nas igrejas, independente da regeneração pela fé, e foram-lhes permitidos reter, em grande parte, os sinais e símbolos pagãos. Por conseguinte, o Tau ou T, na sua forma mais freqüente, com a ponta da cruz abaixada, foi adotado para representar a “cruz” de Cristo.

     Quanto ao χ (Chi), ou X que Constantino declarou ter visto visto numa visão que o levou a patrocinar a fé cristã, era a letra inicial da palavra “Cristo” e não tinha nada a ver com “cruz” (para xulon, “viga de madeira, árvore”, como era usado para o stauros, veja árvore).

    Dicionário Vine 2ª Edição 2003, publicada pela Casa Publicadora das Assembleias de Deus – CPAD. Aprovado pelo conselho de doutrina.

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  • Paulo  On 29 de maio de 2013 at 11:35

    Impressionante! A própria CPAD publicou um dicionário informando o verdadeiro significado da palavra stauros!

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  • Renato Machado  On 14 de julho de 2013 at 15:06

    Mais impressionante ainda é que a própria CPAD após o ano de 2003 Já modificou esta informação no próprio dicionário. Veja no You Tube : CPAD adultera dicinário de Vine ! em Revelando Verdades.

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