Estudo sobre a Presença e a Vinda de Cristo


A Bíblia menciona tanto a “presença” quanto a ‘vinda’ de Cristo. (Mat. 24:3, 30, NM.) A palavra parousia (presença) descrevia a visita de um rei ou imperador a uma província. Quando a Bíblia usa a palavra parousia (presença), ela faz um contraste com ausência, e não com ida, ou partida. (Fil. 1:25, 26; 2:12) Por outro lado, quando a Bíblia usa o verbo de ação ‘vir’, ela o contrasta com ‘ir’. O verbo ér·kho·mai, “vir”, e seus derivados, são contrastados com o verbo hypágo poreúomai (ir, viajar). (Mat. 8:9; João 7:33; 8:14; 14:12, 28; 16:5, 10, 17) “Vinda” em grego é éleusis. (Atos 7:52) A Parusia é a presença de Cristo como Rei, que coincide com a terminação[synthéleia] do sistema de coisas, (Mat. 24:3) ao passo que sua vinda como Executor[1] refere-se ao “fim” [télos] desse sistema. (Mat. 24:13, 14, 30) Para ilustrar a situação, podemos comparar a “terminação” do sistema à fase terminal em que um doente se encontra, ao passo que o “fim” do sistema seria comparável à morte, ou fim da vida, do referido doente.
     A ordem dos eventos básicos envolvendo a parousia de Cristo é tornada clara na parábola das “minas”, em Lucas 19:12, 15 e 27. O versículo 12 afirma:
     “Ele [Jesus] disse, portanto: “Certo homem de nobre estirpe [o Senhor Jesus] viajou [de poreúomai] para um país distante [o céu], para assegurar-se poder régio [início da parousia] e voltar [hypostréfo, referindo-se ao ajuste de contas com os iníquos e a salvação dos justos].” O texto é meridiano em mostrar que “assegurar-se poder régio” – ou seja, ser entronizado como Rei – é uma ação diferente de, e que precede a, ação de “voltar”.
     “Por fim, tendo ele voltado, DEPOIS de se assegurar o poder régio, mandou convocar esses escravos a quem dera o dinheiro de prata, a fim de averiguar o que tinham ganho com a atividade comercial.” (Luc. 19:15) Neste último versículo, o verbo “voltar” é derivado de epanérkhomai, que é, por sua vez, derivado de érkhomai (“vir”).
     “Ademais, trazei para cá estes inimigos meus que não quiseram que eu me tornasse rei sobre eles e abatei-os diante de mim.” (Luc. 19:27) Assim, como mostra o texto, a ação culminante do Rei entronizado é a execução dos iníquos.
     Comprovação adicional da diferença entre a “presença” e a ‘vinda’ de Cristo reside no fato de que a Bíblia fala sobre o “sinal”(semeíon) da “presença [de Cristo] e da terminação do sistema de coisas” e do “sinal [semeíon] do Filho do homem”, relacionado à vinda de Cristo. (Compare Mateus 24:3 e 30.) Em resposta à pergunta dos apóstolos sobre o ‘sinal da presença e da terminação do sistema de coisas’, Jesus alistou coisas tais como guerras internacionais, fome, pestilências, terremotos, e a pregação mundial das boas novas, eventos que têm sido dramaticamente testemunhados de um modo destacado a partir do século vinte. (Mat. 24:4-14) No entanto, quando Jesus se referiu ao “sinal do Filho do homem”, ele enquadrou tal “sinal” na ocasião de sua vinda qual Executor da justiça, ligado a acontecimentos futuros que marcarão o “fim” total do sistema mundial. – Mat. 24:29-31.

A comparação com “os dias de Noé”
     “Pois assim como eram os dias de Noéassim será a presença do Filho do homem. Porque assim como eles eram naqueles dias antes do dilúvio, comendo e bebendo, os homens casando-se e as mulheres sendo dadas em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, e não fizeram caso, até que veio [de érkhomaio dilúvio e os varreu a todos, assim será a presença do Filho do homem.” – Mat. 24:37-39.
Períodos paralelos:

“os dias de Noé”, “dias antes do dilúvio”
=  a “presença” de Cristo
=  “terminação do sistema”
“o dia em que Noé entrou na arca”; ‘vinda’ do dilúvio
= vinda de Cristo como Executor
= “fim” do sistema

QUANDO Noé “entrou na arca”?
     Em Gênesis 7:1, Jeová ordena a Noé: “Entra na arca, tu e todos os da tua casa.” Depois ordena que Noé leve animais para dentro da arca, e explica: “Pois, em apenas mais sete dias farei que esteja chovendo sobre a terra.” (Gên. 7:2-4) Os versículos 7-10 explicam que “Noé entrou” na arca com sua família, e que os animais “entraram” também na arca, e que “sete dias depois” ocorreu o dilúvio.
     Então lemos nos versículos 11, 13-16: “No seiscentésimo ano da vida de Noé, no segundo mês, no dia dezessete do mês, neste dia romperam-se todos os mananciais da vasta água de profundeza e abriram-se as comportas dos céus. NESTE MESMO DIA NOÉ ENTROU NA ARCA, e com ele Sem, e Cã, e Jafé, os filhos de Noé, e a esposa de Noé, e as três esposas dos seus filhos; eles e todo animal selvático segundo a sua espécie, e todo animal doméstico segundo a sua espécie, e todo animal movente que se move na terra, segundo a sua espécie, e toda criatura voadora, segundo a sua espécie, todo pássaro, toda criatura alada. E eles continuaram a vir a Noé para dentro da arca, de dois em dois, de toda sorte de carne em que a força da vida estava ativa. E os que entravam, macho e fêmea de toda sorte de carne, entravam assim como Deus lhe ordenara. Depois Jeová fechou a porta atrás dele.”
     O que podemos entender disso? Que Noé e sua família levaram sete dias para juntar os animais na arca. No sétimo dia entraram Noé, sua família e os últimos animais, após o que “Jeová fechou a porta” da arca. É a este último dia que Mateus 24:38 se refere, quando menciona “o dia em que Noé entrou na arca”. Refere-se, portanto, ao “dia” DEFINITIVO de sua entrada na arca. Que esse é o entendimento correto pode-se depreender das expressões paralelas “até o dia em que Noé entrou na arca” e “até que veio o dilúvio”. Por conseguinte, Noé “entrou na arca” de modo definitivo no mesmo dia em que “veio o diluvio”, conforme o relato de Gênesis.
     Evidência adicional disso pode ser encontrada no relato de Lucas 17:26-30, de fraseologia similar:
     “Ademais, assim como ocorreu nos dias [plural] de Noé, assim será também nos dias [plural = presença] do Filho do homem: comiam, bebiam, os homens casavam-se, as mulheres eram dadas em casamento, até aquele dia [singular = o fim] em que Noé entrou na arca, e chegou o dilúvio e destruiu a todos. Igualmente, assim como ocorreu nos dias [plural] de Ló: comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam, construíam. Mas no dia [singular = o fim] em que Ló saiu de Sodoma, choveu do céu fogo e enxofre, e destruiu a todos. Do mesmo modo será naquele dia [o fim = vinda como Executor] em que o Filho do homem há de ser revelado.”
     Observe que o texto é bem claro em mostrar que “aquele dia em que Noé entrou na arca” é o mesmo em que “chegou o dilúvio e destruiu a todos”. (Luc. 17:27) Paralelamente, o “dia em Ló saiu de Sodoma” foi o mesmo em que “choveu do céu fogo e enxofre, e destruiu a todos”. Desde que Jeová decretou o fim do sistema de coisas antediluviano, esse sistema entrou em sua fase terminal – sua terminação. (Gên. 6:3) É a isso que se refere a expressão “os dias de Noé”, e “dias antes do dilúvio”. (Mat. 24:37, 38) Esse período tem paralelo profético com o período chamado “a presença do Filho do homem” e ‘os dias do Filho do homem’, período que inicia com a entronização de Cristo qual Rei do Reino celestial e que termina com o fim do sistema satânico mundial.[2] As evidências históricas do cumprimento de Mateus 24:4-14 apontam para o século vinte como sendo o século em que teve início a “presença” de Cristo e a “terminação do sistema de coisas” mundial.[3]
     Por outro lado, o “dia” final em que Noé entrou na arca, bem como o “dia” em que Ló saiu de Sodoma, cada qual caracterizando o fim da maldade – no primeiro caso, mundial e, no segundo caso, local – corresponde ao “fim” do sistema mundial de Satanás, na vinda de Cristo como Executor. Tal fim é também descrito como a “revelação [apokálypsis] do Senhor Jesus” e como “a manifestação [epifáneia] de sua presença”. (2 Te 1:7; 2:8) Esses termos mostram que aparousia (presença) de Cristo se inicia de um modo que as pessoas do mundo em geral não a percebem, por ser invisível. Por não terem fé e não pesquisarem a situação mundial à luz das Escrituras, tais pessoas não discernem que os eventos catastróficos que passaram a ocorrer no século vinte constituem o “sinal”, ou indicação, da entronização de Cristo como Rei do Reino messiânico e da “terminação do sistema”. (Mat. 24:3; Sal. 110:1, 2; Heb. 10:12, 13) No entanto, quando tal “presença” culmina em sua “manifestação” e na “revelação” de Jesus qual Executor da parte de Jeová Deus, o mundo inteiro discernirá que chegou o tão anunciado “fim” do sistema de coisas. – Mat. 24:14.
     Quando Jesus falou a respeito “daquele dia e daquela hora”, ele não estava se referindo ao início da “terminação do sistema de coisas”, e sim ao “fim” desse sistema. (Mat. 24:36) O contexto mostra que, quando fez tal afirmação, ele havia descrito em pormenores o período da “terminação” como envolvendo os eventos já citados, como guerras internacionais, fome, pestilências, terremotos, e a pregação mundial das boas novas, após o que haveria uma “grande tribulação” e a Sua vinda como Executor do mal e como Salvador de seus discípulos fiéis. (Mat. 24:3-31) Nesse ponto, ele fala a respeito do ‘dia e hora’ – evidentemente não do começo da “terminação” e sim, do “fim” do sistema, com a vinda Dele. Esse entendimento é apoiado pelos versículos seguintes, que destacam não a “terminação”, mas a ‘vinda’ de Cristo:
     “Portanto, mantende-vos vigilantes, porque não sabeis em que dia virá [derivado de érkhomai = vir] o vosso Senhor.” – Mat. 24:42.
     “Mas, sabei isto, que, se o dono de casa tivesse sabido em que vigília viria [derivado de érkhomai = vir] o ladrão, teria ficado acordado e não teria permitido que a sua casa fosse arrombada. Por esta razão, vós também mostrai-vos prontos, porque o Filho do homem vem [derivado de érkhomai = vir] numa hora em que não pensais.” – Mat. 24:43, 44.
     Assim, embora estejamos vivendo há décadas no período da “terminação do sistema de coisas”, ou seja, em sua fase terminal, aguardamos ansiosamente a culminação desse período, profundamente desejosos de testemunhar os eventos que farão todos discernir o ‘Filho do homem vindo nas nuvens do céu, com poder e grande glória’, para a salvação dos servos fiéis de Deus e para a destruição dos iníquos. (Mat. 24:30) A questão fundamental é: Será que estamos vivendo à altura do que o Soberano Senhor Jeová e Seu Filho, o Senhor Jesus Cristo, esperam de cada um de nós? A resposta afirmativa, com consciência limpa, a essa pergunta é que determinará a nossa salvação.

[1] Aqui se usa a expressão “vinda como Executor” porque o verbo “vir” (érkhomai) é aplicado a diversas atividades de Cristo durante Sua presença como Rei. É usada para o ato de Cristo de ressuscitar os cristãos com esperança celestial já falecidos e levá-los para junto dele. (João 14:3) Tal ressurreição não ocorrerá exclusivamente no fim da Sua presença, visto que Paulo declara que ocorrerá “durante a sua presença”. (1 Cor. 15:23) Também,. Malaquias 3:1-5 fala de uma vinda conjunta de Jeová e de Cristo para refinar o povo de Deus na Terra antes do fim. Já Revelação 6:15-17 diz respeito à vinda conjunta de Jeová e Cristo na execução dos iníquos. Para ilustrar: um governante inicia seu governo fazendo várias visitas – ‘vindo’ – a vários lugares de seu domínio, beneficiando seus apoiadores leais, até que faz uma visita final à área em que existem forças rebeldes, eliminando-as.
[2] Embora a terminação do sistema de coisas antediluviano tivesse o período de 120 anos, a contar do decreto de Deus, (algo que não ficou conhecido fora do domínio espiritual de Jeová naquele tempo,) não podemos concluir disso que a atual terminação do sistema terá o mesmo período. Isso faria com que o fim fosse previsível, pelo menos quanto ao ano. No entanto, assim como as pessoas antes do Diluvio não sabiam quando viria o fim – nem mesmo seu ano – o mesmo ocorre hoje. Esse fato demanda vigilância e sinceridade em nossa devoção a Deus, servindo-o sem data marcada. – 1 Cor. 16:13; 1 Tes. 5:6.
[3] Um artigo futuro analisará as bases bíblicas e históricas para a indicação do ano de 1914 como o início da “presença” invisível de Cristo no poder do Reino celestial de Deus e da “terminação do sistema de coisas”. – Mat. 24:3.
 FONTE: http://oapologistadaverdade.blogspot.com.br/2012/04/estudo-sobre-presenca-e-vinda-de-cristo.html
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Comentários

  • isaias cesaretti de freitas  On 26 de abril de 2012 at 18:43

    A excelência nos comentários do site Tradução do Novo Mundo Defendida é uma característica que eu admiro profundamente. Procura manter um estilo simples na argumentação o que a torna de fácil absorção aos leigos. Ao mesmo tempo preserva a natureza rigorosa da erudição bíblica tornando irrefutáveis as proposições apresentadas. Por favor, não deixem de enviar suas postagens no meu e-mail. Serão sempre muito bem vindos! Abraços!

    Curtido por 1 pessoa

  • Saga Oliveira  On 28 de abril de 2012 at 4:55

    Dividir com o autor do blog:

    TEMA: ——————Eclesiastes 9:5-10 ——————————–
    O livro em questão realmente faz a Cristandade Catolica-Protestante TREMER nas bases. (Esta passagem é muito temida por seus teologos, que se incomodam muito com ela,vejamos…)

    JURANDIR – Tentou invalidar as palavras do livro afirmando que foi escrito por um apostatá da fé (Pelo Salomão idolatra, já desviado). Então nem tudo na Escritura pode ser considerado, incluindo este livro, que foi escrito por um rei idolatra. (Paradoxalmente, concorda com a Alta Critica em datar a escrita do livro para cerca de 300 a.C. Com isto negando sua autenticidade, historicidade e canonicidade, afinal com isto o autor infiel chega ao ponto de mentir, se fazendo passar por Salomão (Pseudoepigrafia).)

    #Outra Estrategia# – Dizer que quando o livro fala em Seol, se refere apenas a uma sepultura fisica, então debaixo do sol, aqui na esfera terrena, os corpos físicos são jogados no cemitério, em covas, sepulcros ou tumbas materiais, onde viram pó e assim não estão conscios de nada, não sabendo mais absolutamente nada, não tendo ciume, ódio, nem planejamento na “SEPULTURA” , o lugar para onde vais, este, que nada mais é que uma sepultura literal, não um local para onde vão as almas e sim os corpos dos mortos.

    #Outra Estrategia2# – Oposto ao caso anterior, aqui se tenta distinguir sepultura de Seol, dizendo que este é distinto de sepulturas físicas, se referindo a um “Mundo Dos Mortos” no “Além” onde vão as almas [imateriais] de todos os mortos! Os católicos gostam de chamar tal local de “Limbo”.Aqui entrariam as fantasias sobre dois compartimentos dentro deste “Além” , um onde ficam as almas dos maus e no outro as dos bons. Alguns até aceitam que as almas ficavam meio letargicas ou inativas neste local, vivendo como sombras tristes, ou ao menos [prestem atenção] que “OS ANTIGOS HEBREUS CRIAM NISSO” [Nisso o que?], criam que todos os mortos iam para o Seol, um “abismo para onde iam as almas de todos os mortos”, [para que?] para lá viver “uma existência sem consolações”. (Se tenta ainda salvar a crença na alma imortal neste modelo)

    Mas vejamos agora a pérola de sabedoria que resultou em meu desejo de escrever este post:
    .
    David A.Red diz : “ “Pois os vivos sabem que morrerão, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco têm eles daí em diante recompensa; porque a memória ficou entregue ao esquecimento.” […] Se este versículo for simplesmente tirado de seu contexto e citado como prova, tem‑se a impressão de que as testemunhas de Jeová estão certas. Mas tirar esta passagem de seu contexto pode ser muito perigoso. [..] “Então Satanás respondeu ao Senhor: Pele por pele! Tudo quanto o homem tem dará pela sua vida” (Jó 2:4). Além de apresentar o ponto de vista de Deus, a Bíblia também relata muitas coisas ditas e feitas por outras pessoas, algumas boas e outras não tão boas. Ela apresenta os pontos de vista humanos e até mesmo os pontos de vista do demônio, como mencionado acima. [..] Os eruditos reconhecem que este é um livro muito difícil de ser entendido. Mas, aparentemente, o escritor inspirado de Eclesiastes está apresentando um contraste entre pontos de vista: o secular, o ponto de vista materialista, versus o celestial e espiritual. […] Mas e as partes que antecedem este capítulo [12] ? Os primeiros versículos de Eclesiastes 9 parecem refletir o lado secular da batalha. […] Nós podemos concluir que o versículo 5 está localizado no meio de uma seção que expressa o ponto de vista secular, descrente – não o ponto de vista de Deus. Qual é o ponto de vista de Deus?[..] ele colocou nas Escrituras um número de referências indicando a resposta.[..] Rev. 6:9‑11[..] Fil. 1:23,24 . .Luc. 16:22,23 “ -> Do LIVRO: “As Testemunhas de Jeová Refutadas Versículo por Versículo” .[/]

    Se compara as palavras de Salomão com as de Satanás, depois se diz invalida o livro praticamente inteiro, com excessão do cap 12.

    -> Pois bem, eu replico o seguinte,

    [1] Eclesiastes como um todo faz várias declarações do ponto de vista MORTAL, não que sejam mentiras, são fatos da vida terrena. O tom muitas vezes pessimista dos texto expressa seguidas vezes a triste realidade da raça humana quando em independencia de interferência do Criador. O escritor não é ateu, nem escreve um livro ateu, vemos referencias à Deus pelo livro mesmo antes do famoso Cap.12, mas apenas comenta sobre a NATURAL situação humana se deixada por si só. NISTO entra o assunto da MORTE (Ao contrário do que diz o Autor AntiTJ se usa sim o CONTEXTO de ECL9:5 e ALIAS é o EXATAMENTE O CONTEXTO que torna mais obvia sua interpretação, ler atentamente a mensagem do Cap.9).

    [2] OUÇAM BEM:

    O que acontece ao homem que morre, SEEE fica consciente, SEEE alma separa do corpo, SEEE tem parte imaterial imortal ou não, NÂO É ALGO QUE NECESSITE DE INTERFERENCIA DIVINA. (Como algo inerente ao homem, após a destruição de seu corpo físico, seu verdadeiro eu, imaterial, imortal e consciente deveria se manifestar se isto fosse um fato, algo essencial a sua natureza. Algo NATURAL). Então apesar do estilo de escrever do Congregante [Salomão] en Eclesiastes, seus contrastes entre morte/vida e descrições de pós-morte são perfeitamente válidos. Se ele aparenta ignorar A Ressurreição em suas palavras, é por que esta é uma ideia muito diferente da NATURAL IMORTALIDADE INERENTE DA ALMA (Que independe de Deus para fazer o morto viver, simplesmente o “morto” neste caso nunca morreu, como dizem apenas “desencarnou” ou se separou do corpo fisico,ou ainda se desfez do casulo), em vez disso, o ensino da Ressurreição envolve SOBRENATURAL NOVA VIDA CONCEDIDA (Por Deus, que senão intervir para restituir a vida, a pessoa permanece morta para sempre, o natural do morto é continuar morto, ele morre de verdade e não tem qualquer imortalidade).

    [3] Por isto está escrito em Eclesiastes 9 sobre o defunto…que…ele “não tem mais salário…por tempo indefinido não tem parte em nada..debaixo do sol” [SE JEOVÀ NÂO LHE DER VIDA NOVAMENTE!]. Já no caso da ideia de Imortalidade Natural [se esta fosse verdade, então], o autor de Eclesiastes, [levando ou não em conta a interferencia de Deus], estaria mentindo, pois descrevia a situação Pós-Morte do homem de forma enganosa, negando a sobrevida consciente de sua natural alma imortal no Seol.

    [4] Por fim, apesar da expressão “embaixo do sol”, a passagem em estudo faz referencia a natureza do próprio SEOL, do que acontece lá, faz uma descrição do “Mundo dos Mortos”. então não está falando da situação apenas do morto aqui no “mundo dos vivos”, ao seu corpo, mas também da situação de sua alma no “mundo dos mortos”.

    [5] Por fim, mesmo no cap.12, quando já por fim fala no “espírito voltar para Deus que o deu”. Mesmo este texto não confirma as crenças da cristandade sobre o Pós-Morte. (Além de não contradizer o anterior cap.9 que ensina sobre o Seol. Só precisamos entender adequadamente o que é “espírito” e não confundirmos com o conceito espírita de “alma imortal”). Eles supõem que ele se referiria a alma de um crente voltando a Deus no céu, mas o texto não fala de crente, nem descrente, nem de pessoa má, nem pessoa boa, se refere a mortos em geral, quando pessoas morrem, o espírito delas volta para Deus, aqui não fala nem em céu e nem em inferno, nem em Seio de Abraão nem em Purgatorio, Limbo ou nada disso. (Se interpretado da forma como anseiam então o texto diria que literalmente todas pessoas ao morrerem vão para o céu, retornando a Deus.)
    ————————————————–
    Isto para demonstrar a vocês as voltar que os autodeclarados eruditos sabidões da Cristandade precisam dar para tentar desmerecer as palavras inspiradas do eclesiastes, atacando sua autoria, a fé de seu autor, ou o conhecimento dele ou pior ainda, a canonicidade inspirada de suas palavras.

    Grato.

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  • queruvim  On 28 de abril de 2012 at 14:33

    Saga coloca isso lá no FÓRUM POR FAVOR e vou repostar seu comentário na pagina do debate com o Jurandir desaparecido da silva lol

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  • Saga Oliveira  On 2 de maio de 2012 at 5:52

    Eu pus

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  • Saga Oliveira  On 11 de julho de 2012 at 2:28

    Prezado Queruvim, veja que interessante:

    http://artigos.gospelprime.com.br/a-final-abrir-e-fechar-de-olhos-ou-todo-olho-o-vera%E2%80%8F/#comment-3980

    Destaco essa parte:

    “E por fim, a palavra grega “parousia” significa “presença…
    Então a segunda vinda de Cristo acontecerá em duas fases:
    1. Sua “presença” (parousia) no arrebatamento da igreja, “num abrir e fechar de olhos” e
    2. Sua “manifestação ou revelação” (epiphaneia) para o mundo, assim “todo olho o verá” (Apocalipse 1.7)”

    Te parece familiar?
    De um autor chamado Michael Caceres, aparentemente evangélico (não sei distinguir a denominação, até porquer parece que o site é de um jornalista adventista)

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