João 8:58 identifica Jesus com Jeová?


“Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade eu vos digo: antes que Abraão existisse, EU SOU. Então, pegaram em pedras para atirarem nele; mas Jesus se ocultou e saiu do templo.” – João 8:58, 59, Almeida Revista e Atualizada.

     O modo em que as traduções da cristandade vertem as palavras de Jesus em João 8:58 faculta aos trinitaristas associarem tal passagem ao texto de Êxodo 3:14. Segundo a mesma versão supracitada, esse texto reza: “Disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós outros.”(ALA) Dessa forma, alguns religiosos da cristandade afirmam que Jesus, ao usar a expressão “EU SOU”, estava identificando a si mesmo com Jeová. Mas, seria essa a correta interpretação dessas passagens?
“Eu sou” no Novo Testamento não figura como título
     Essa expressão – em grego “egó eimí” –, que utiliza o pronome pessoal acompanhado do verbo “ser”, NÃO É UM TÍTULO. Ela ocorre em diversos textos nas declarações de Jesus no Novo Testamento grego, e em nenhum caso é usada qual título. Os próprios tradutores das versões da cristandade reconhecem isso, pois não a traduzem sempre da mesma forma. Veja os exemplos abaixo:
     “Jesus, porém, lhes falou logo, dizendo: Tende bom ânimo, sou eu; não temais.” – Mat. 14:27, Al; veja também Marcos 6:20, Al, ARCF, ALA, IBB.
     “Responderam-lhe: A Jesus, o Nazareno. Então, Jesus lhes disse:Sou eu. Ora, Judas, o traidor, estava também com eles. Quando, pois, Jesus lhes disse: Sou eu, recuaram e caíram por terra. Jesus, de novo, lhes perguntou: A quem buscais? Responderam: A Jesus, o Nazareno.Então, lhes disse Jesus: Já vos declarei que sou eu; se é a mim, pois, que buscais, deixai ir estes.” – João 18:5-8, ALA.
     “Então os vizinhos, e aqueles que dantes tinham visto que era cego, diziam: Não é este aquele que estava assentado e mendigava?Uns diziam: É este. E outros: Parece-se com ele. Ele dizia: Sou eu.” – João 9:8, 9, ACRF.
     “Respondeu então ele: Acautelai-vos; não sejais enganados; porque virão muitos em meu nome, dizendo: Sou eu; e: O tempo é chegado; não vades após eles.” – Lucas 21:8, IBB.
     “Jesus disse-lhe: Eu o sou, eu que falo contigo.” – João 4:26, Al;também ALA, ARCF, IBB.
     Por que as versões da cristandade não traduzem “egó eimí” por “eu sou” nas passagens acima? Evidentemente, porque compreendem que tal expressão não é um título no Novo Testamento grego. Assim, tais tradutores adequam a tradução dessa expressão conforme o contexto. O mesmo o fez a comissão da Tradução do Novo Mundodas Escrituras Gregas Cristãs nessas passagens e também em João 8:58. Neste último texto, a Tradução do Novo Mundo verte “egó eimí” por “eu tenho sido”. Qual é a base para tal tradução?
“Eu tenho sido” – uma tradução coerente
     Primeiro, a gramática grega apoia tal versão. Como mostra o Apêndice da Tradução do Novo Mundo com Referências, página 1522, o verbo eimí (“sou”) expressa uma ação que começou “‘antes de Abraão vir à existência’ e ainda está em progresso”. Portanto, trata-se, neste caso, do presente incluindo também o pretérito, ou passado, sendo corretamente traduzido por “eu tenho sido”.
     Segundo, o contexto aponta para essa versão. A pergunta dos judeus e a resposta de Jesus tinham que ver com a IDADE de Jesus, e não com sua identidade. Em outras palavras, Jesus estava dizendo a seus contemporâneos: ‘Antes de Abraão vir à existência, EU EXISTO’, ou ‘eu tenho existido’.
     O fato de os judeus quererem apedrejar Jesus não indica que ele tenha se identificado com Jeová. Os judeus tinham um conceito distorcido das declarações de Jesus e, portanto, não são um bom parâmetro para se estabelecer conceitos bíblicos. Lemos em João 5:17, 18: “Mas ele [Jesus] lhes respondeu: ‘Meu Pai tem estado trabalhando até agora e eu estou trabalhando.’ Deveras, por esta razão, os judeus começaram ainda mais a procurar matá-lo, porque não somente violava o sábado, mas também chamava a Deus de seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus.” Obviamente, Jesus não violava o sábado, nem se fazia igual a Deus apenas por chamar Deus de seu Pai. (Mat. 5:17; João 14:28) Os judeus estavam errados em ambas as conclusões. Assim, as conclusões que os judeus tiravam das afirmações de Cristo não servem para estabelecer o que ele realmente queria dizer.
     Em outras passagens, quando Cristo usou a expressão “eu sou” sem um complemento, sua declaração dizia respeito à sua identidade qual Messias. Quando Caifás lhe perguntou: “És tu o Cristo, o Filho do Deus Bendito?”, Jesus respondeu: “Eu Sou” [“Eu o sou”, Al](“egó eimí”). (Mar. 14:61, 62, ALA) Ademais, o cumprimento de profecias apontava para o seu messiado. (João 13:18, 19) De modo similar, a declaração de Jesus, em João 8:58, a respeito de sua existência pré-humana, era evidência de que ele era o Enviado de Deus, o prometido Messias.
     A expressão que mais se aproxima de Êxodo 3:14, (conforme essa passagem é vertida nas traduções da cristandade,) é a declaração de Paulo em 1 Coríntios 15:10, onde ele afirmou: “Pela graça de Deus, sou o que sou.” Obviamente, Paulo não estava se identificando com o Deus Todo-Poderoso. Essa expressão não figura como sendo um título.
“Eu sou” em Êxodo 3:14 não é um título
     Nas traduções da cristandade, esse texto costuma ser vertido assim: “Disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós outros.”(ALA) No entanto, no texto grego da Septuaginta, versão grega que era usada nos dias de Jesus, o texto reza literalmente assim:
και ειπεν ο θεος προς μωυσην εγω ειμι ο ων
E   disse o  Deus  a    Moisés:  Eu  sou o Ser
και ειπεν ουτως ερεις τοις υιοις ισραηλ
E   disse:  assim  dirás aos filhos de Israel:
ο ων απεσταλκεν με προς υμας
O Ser   enviou-me     a     vós
     Como se pode ver claramente pelo texto acima, a expressão “eu sou” (“egó eimí”) em Êxodo 3:14 não constitui um título. O título usado por Deus nesse texto é “Ho On” (“O Ser”, ou “Aquele que é”). Lamentavelmente, as versões da cristandade não traduzem corretamente a passagem, obscurecendo o sentido do texto e dando margem para uma interpretação equivocada, fornecendo um falso respaldo para uma doutrina antibíblica.
     O texto de Êxodo 3:14 em hebraico distancia ainda mais de João 8:58. A expressão hebraica ’Eh·yéh ’Ashér ’Eh·yéh significa literalmente “MOSTRAREI SER O QUE EU MOSTRAR SER”, como traduz fielmente a NM. ’Eh·yéh deriva do verbo hebraicoha·yáh, que tem o sentido de “vir a ser; tornar-se; mostrar ser”, estando no imperfeito, na primeira pessoa do singular, significando “virei a ser; tornar-me-ei”; ou “mostrarei ser”. A referência não é à autoexistência de Deus, como ele sendo o Eterno, mas ao que pretende tornar-se para com outros. – Veja nota na NM sobre Êxodo 3:14.
     Fica, portanto, claro que nem linguística nem doutrinalmente há qualquer relação de identidade pessoal entre João 8:58 e Êxodo 3:14. O primeiro texto diz respeito à existência pré-humana de Jesus Cristo, quando ele atuou ao lado de seu Pai como o Logos, ou o Porta-voz, de Deus, ao passo que a última passagem traz à tona o significado do nome divino, Jeová  –  nome que identifica “o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo”. – 2 Cor. 1:3.
FONTE:  o blog      oapologistadaverdade.blogspot.com
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Comentários

  • alexcf76  On 24 mar 2012 at 12:47

    Antes de mais obrigado por este site e especificamente este post.
    Interesso-me bastante por teologia e aprecio ver diferentes pontos de vista doutrinais de várias denominações apesar de eu não pertencer a nenhuma.

    Mas há algo que não entendo neste post que talvez me possa elucidar.
    Quando leio João 8:58, 59 parece-me claro para mim que os Judeus/Fariseus perceberam sem a mínima duvida que Jesus usou o Eu Sou – “egó eimí” em referência a Êxodo 3:14.

    Repare que eu não estou a dizer com isto que Jesus realmente quiz dizer que Ele é o mesmo que Jeová no velho testamento, o que eu estou a dizer é que os fariseus assim o entenderam, sem duvida nenhuma, porque eles pegaram em pedras para o apedrejar logo a seguir de Jesus o dizer.

    Perante a lei mosaica, eles tinham legitimidade em matar alguém por apedrejamento em casos especificos:

    Espiritismo – Lev 20:27
    Adultério – Deu 22:23-24
    Blasfémia – Lev 24:10-16
    Idolatria – Deu 17:2-7
    Rebelião contra os pais – Deu 17:2-7
    Violar o Sábado – Num 15:32-36
    Casar-se como virgem quando não o é. – Deu 22:13-21

    Apesar de os Judeus naquela altura não estarem propriamente no favor de Deus eles não eram bárbaros, eles seguiam a Lei á risca, e como tal o motivo de tentarem apedrejar Jesus neste contexto foi, sem duvida alguma, blasfémia.

    Eles perceberam que Jesus se identificou com uma qualidade que só Deus possui, eternidade.
    Daí a tradução ”Eu Sou”, penso eu, ser mais correcta do que “Eu tenho sido”, porque a ultima não oferece qualquer base para apedrejamento enquanto que a primeira a oferece.

    Agora o que eu não percebo é:
    Jesus claramente sabia o que eles pensavam, Jesus sabia que eles perceberam que Ele se estava a revelar como Deus, porque é que Ele não disse o contrário e acabou logo com as suposições deles?

    Tudo de bom.
    Alex

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  • queruvim  On 25 mar 2012 at 3:07

    Alex, postei algo neste link que responde esta pergunta.
    https://traducaodonovomundodefendida.wordpress.com/2011/02/18/joao-8-58-e-exodo-314-na-traducao-do-novo-mundo-das-escrituras-sagradas/

    Att.

    O Editor

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  • alexcf76  On 13 jul 2012 at 18:15

    Obrigado pela resposta, e já agora desculpe este comentário tão tardio.
    Realmente estive a ler todo o post que me indicou, mas mesmo assim tenho algumas duvidas.

    O senhor fala na expressão ego eimi como uma expressão corrente, e que tanto Jesus como outros a usaram e nunca foram objecto de apedrejamento, o que eu estou completamente de acordo, mas no contexto de joão 8:58 a expressão não é usada com o significado corrente.

    Por exemplo, se eu disser “Eu sou caucasiano, eu sou africano ou eu sou asiatico” não estou a cometer blasfémia porque estou a usar a expressão nesse sentido corrente.
    Mas Jesus não a usou nesse sentido, ele usou-a num contexto temporal.
    Ele peqou numa qualidade que só Deus possui, eternidade, e usou-a para consigo mesmo. Daí a tentativa de apedrejamento.

    Esta é a única maneira, que eu consigo perceber, de o verso ter sentido, de outra maneira os judeus/fariseus estariam a quebrar a Lei mosaica. Estariam a cometer assassínio injustificado.

    O senhor também escreveu que eles já o queriam matar antes, mas é bom recordar que eles usaram a Lei mosaica como suporte da morte de Jesus.
    Jesus foi condenado á morte por blasfémia. Porque Ele disse que era o filho de Deus.
    É incrível como homens maus podem citar e usar a Biblia para próprio proveito, tipo a história da igreja católica é feita disso.

    E agora só uma ultima pergunta, se me permite, para eu poder ter uma visão mais objectiva das vossas doutrinas.
    De acordo como a vossa doutrina quem é o ser no universo que merece toda a honra possivel? O Pai, o Filho ou ambos?

    Atenciosamente
    Alex Costa

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  • queruvim  On 14 jul 2012 at 0:01

    Honramos tanto ao Pai como ao Filho. Honrar significa dar peso ou respeitar.( hebraico KAVOD) Adorar não pode ser entendido como tendo o mesmo significado. Ademais o cap 15 de 1 Coríntios diz que no final Jesus, “O filho, entregará tudo ao seu Deus e Pai”. Mat 28:18 diz que foi lhe “dado” toda autoridade. Algo que indica que obviamente devemos respeitar ( o mesmo que honrar) ao filho em vista de sua autoridade divinamente concedida.Visto que Jesus é o Rei designado por Deus, não vemos nada de errado em se “curvar” em honra diante de Cristo. Mas nossa adoração qual Ser Supremo só pertence a Jeová, a quem Jesus se refere como “meu Deus” 4 vezes em Apoc 3:12, escrito mais de 60 anos depois da ascenção de Cristo. ( o que indica que Cristo nos céus não é parte de uma tríade, mas está subordinado a seu Deus e Pai, Jeová.

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  • alexcf76  On 14 jul 2012 at 13:24

    Olá outra vez e obrigado pela resposta rápida.

    Concordo como que disse que honrar não é o mesmo que adoração divina. E sim, só Deus pode ser adorado. Eu concordo plenamente. Não tenho duvudas sobre isso.

    Então pelo que percebi da sua resposta vocês honram o Pai e o Filho da mesma maneira, é isso?

    Se for assim, e não querendo ser muito chato com as minhas perguntas, será que me poderia explicar como é que uma criatura (Jesus) pode ser digno de receber a mesma honra do que Deus?

    É que é um conceito um bocado difícil de entender.

    Se uma parte da criação pode receber a mesma honra, e já agora, a glória e domínio, que o próprio Deus, como é que nós podemos identificar correctamente a idolatria? Não é Deus o único que têm por direito este tipo de acções por parte da criação?
    Isso é um bocado dificil de entender.

    Atenciosamente
    Alex

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  • queruvim  On 15 jul 2012 at 2:51

    O que lhe parece difícil de entender consiste basicamente no equivoco de dizer que honra é diferente de adoração, mas confundi-las como sendo a mesma coisa na mente. A palavra honra está mais para “respeito”. Obviamente que não se mede o respeito como sendo menor ou maior. Quando se diz que honramos ao filho assim como honramos o Pai, temos que ter em mente que este texto não está respondendo a uma pergunta sobre a natureza de Cristo. Não se deve confundir as coisas. Por exemplo, respeitamos nossos pais não? Seria sensato dizer que respeitamos mais a Deus do que respeitamos nossos pais? É inapropriado! Assim como jamais afirmamos que temos um respeito menor pelos nossos pais do que por Deus. O respeito não é mensurável. E nem pode ser confundido com adoração.

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  • alexcf76  On 13 fev 2013 at 17:47

    O respeito não é mesuravel? uau… é tudo a mesma coisa?
    Maior ou menor respeito são conceitos que não existem para si?
    O senhor pode dizer que honra igual a seus pais do que a Deus, eu não.

    Os meus pais merecem honra mas Deus merece muito mais. Toda a honra.

    Segundo a sua linha de raciocinio de raciocinio pode-se dizer que o Pai está acima de tudo e todos em poder, autoridade, adoração etc.. menos honra (ou respeito como está a dizer). Aí Ele está igual a humanos.

    Eu acho que seu esforço maior para tentar se desviar do simples facto que temos que honrar Jesus (parte da criação segundo vocês) na mesma maneira que honramos a Deus não é suficiente.

    Peço-lhe que leia outra o que escreveu e tente ter o bom senso de ver o erro no seu raciocinio.

    Eu percebo que isso se torne um grave problema para vocès porque, como disse no comentario anterior, se parte da criação pode e deve ser honrada como a Deus então como identificar correctamente idolatria?

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  • queruvim  On 13 fev 2013 at 22:47

    Devemos honrar a Cristo Jesus assim como honramos a Deus. Isso é o que diz o texto. Isso nada tem haver com adoração. O próprio Cristo adora a Deus, a quem Paulo chama de “Deus e Pai de nosso senhor Jesus Cristo” em Efésios 1:17. Jesus tem um Deus.(Apoc. 3:12.. isso vc não aceita e nem entende, senão não estaria pregando trindade) Mas Deus não tem ninguém acima dele. Esse é o ponto. É correto dizer que o amor a Deus deve estar acima de todas as coisas. Isso além de bíblico é compreensível. Mas dizer que devemos respeitar mais a Deus do que a Cristo é errado. Visto que ambos merecem respeito. Dizer que devemos respeitar mais nosso Pai do que nossa mãe é errado, não se mensura respeito. Ambos merecem respeito. Isso nada tem que ver com hierarquia. O que vc não entende é que cada palavra tem uma aplicação dentro de sua acepção. Não se pode confundir “respeito” com “adoração”. E pior ainda, não se deve tenta distorcer a Bíblia a fim de acomodar teologia posterior.
    A palavra hebraica ka·vóhdh significa literalmente “peso”. Ou seja devemos dar peso a Deus, devemos dar “peso” a Cristo. Isso não é o mesmo que dizer que possuem o mesmo “peso” ou “glória”.

    Alguém poderia muito bem aconselhar um jovem e dizer-lhe: “Respeita sua mãe assim como vc respeita seu pai” sem que isso significasse questionar a hierarquia, que como sabemos, o homem assume papel superior ao da mulher no arranjo da família.(1 cor. 11:3) A Bíblia ao dizer que devemos “honrar ao filho assim como honramos ao Pai” não está colocando os dois em igualdade de poder e autoridade, até porque a Cristo “foi dada toda autoridade”, ou seja, alguém lhe deu, a saber , Jeová Deus, Aquele que o “ressuscitou dentro os mortos” Galatas 1:1.

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  • Alex  On 14 fev 2013 at 15:03

    O senhor diz “…não se deve tentar distorcer a Bíblia a fim de acomodar teologia posterior.”
    Não sei onde foi buscar a ideia que estou a tentar distorcer a bíblia. Se me indicar um exemplo onde o fiz agradeço-lhe.

    Agora tem razão quando diz que a “teologia posterior” influencia o meu raciocínio. Não influencia o seu? Ou tudo o que sabe sobre a bíblia e sobre Deus foi aprendido neste preciso momento?

    Como lhe disse em um comentário anterior eu não pertenço a nenhuma organização religiosa. Fui baptizado católico quando nasci (obviamente sem a minha autorização) mas renuciei a essa “fé” quando era adolescente.
    Estudei uns tempos com Adventistas mas desisti.
    Estudei também durante varios meses com Testemunhas de Jeová um estudo biblico mas também desisti porque as respostas ás minhas perguntas sempre foram insatisfatórias. E principalmente porque tive e tenho a impressão que vocês são tão dogmáticos em relação ás vossas doutrinas que chegam a enganam-se a vocês próprios para que a doutrina fique intacta.
    Isso para mim é inaceitável como Cristão porque a Verdade tem que ser mais importante do que tudo. Doa o que doer.

    Exemplo: O senhor continua a afirmar que o respeito não é mesuravel. Mas parece-me que diz isso apenas para justificar este contexto especifico da honra a Jesus. Porque noutras situações, em outras doutrinas, o respeito já é inquestionavelmente mesuravel. Na vossa literatura costuma citar-se a “fórmula” de um bom casamento segundo Efesios 5:33 – “Não obstante, também cada um de vós, individualmente, ame a sua esposa como a si próprio; por outro lado, a esposa deve ter profundo respeito pelo seu marido.”

    Continua a achar que “respeito” é igual a “profundo respeito”? É que segundo o escritor bíblico não é, senão não tinha usado o termo “profundo”.

    É que… não me leve a mal dizer isto, mas eu tenho esta sensação com as Testemunhas que me abordam na rua, a já agora também com Mormons e alguns Católicos, e não pense que estou a por-vos a todos no mesmo barco, não é isso, se existe alguma linha de raciocínio que entre em conflito com o actual sistema de crença vocês começam a re-definir senso comum.
    O senhor não pode dizer que respeito, ou honra, não é mesuravel só porque isso entra em conflito com a pre-concepção que tem da natureza de Cristo.

    Vou lhe dar mais um exemplo de como re-define senso comum:
    Neste contexto de honrar o Filho como o Pai, o senhor disse que honra e respeito representam a mesma coisa. Mas não é verdade. Abra um dicionário e veja. Existe uma entrada para “honra” e outra para “respeito”. São coisas diferentes.
    Respeito: 1 consideração 2 acto de obedecer às leis, regras
    Honra: 1 sentimento de dignidade 2 em homenagem a

    E outro:
    O senhor diz que Jesus não é igual ao Pai em autoridade no entanto assume que Jesus tem toda a autoridade no céu e na terra. Então Ele é todo autoritário. Não é a mesma que têm o Pai? Ou quando Jesus disse “toda” Ele não quis realmente dizer “toda”? É irrelevante se foi o Pai que lha deu. Se Ele agora a tem toda então em autoridade é igual ao Pai.

    E já agora, em nunca nos meus comentários disse que honra a Jesus era adoração. O senhor é que assumiu logo isso porque, como a sua religião o diz, Jesus não é digno dela. Mas eu simplesmente me estava a referir a honra. Porque realmente acho estranho e contraditório na sua doutrina como é que uma criatura pode clamar para ela própria a honra de Deus sem cometer blasfémia.

    Eu gosto de ler o seu blog porque o senhor ainda é das poucas Testemunhas que conheço que tem uma página deste género na internet e permite o feedback (comentários ou outra maneira) de pessoas que não da mesma religião (ou nenhuma como eu) aquilo que escreve. E por isso tem o meu respeito.

    Alex

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  • queruvim  On 14 fev 2013 at 21:40

    Alex, então…

    Em Efésios 5:33 não aparece a palavra grega doxa equivalente a nossa palavra respeito ou honra. Ocorre porém uma forma da palavra phobos que foi corretamente vertida na TNM por profundo respeito. Embora em português encontremos duas palavras diferentes como referenciou, ocorre porém quem a palavra usada na bíblia tem ambos os significados e é vertida tanto respeito, como glória, honra, entre outras definições.

    Quanto a “autoridade” que Cristo possui,é evidente que esqueceu de pesar e adicionar em seu estudo o restante da Bíblia, visto que esta “autoridade” foi lhe “dada”, diz o texto.

    E em harmonia com isso, Paulo em sua primeira carta aos coríntios diz que cristo devolverá novamente a Deus esta posição de supervisão que lhe foi “dada” temporariamente. Assim como está escrito:

    “Pois [Deus] “lhe sujeitou todas as coisas debaixo dos pés”. Mas, quando diz que ‘todas as coisas foram sujeitas’, é evidente que se excetua aquele que lhe sujeitou todas as coisas.Mas, quando todas as coisas lhe tiverem sido sujeitas, então o próprio Filho também se sujeitará Àquele que lhe sujeitou todas as coisas, para que Deus seja todas as coisas para com todos”.1 Cor 15:27,28

    Mais uma vez fica claro que confunde “autoridade” com “hierarquia”. Assim como confundiu “respeito” com “adoração”. Um dono de uma empresa multinacional pode dar toda autoridade a um gerente geral. Mas significaria isso que este gerente poderia demitir o próprio dono? Claro que não, pois a documentação da empresa demonstra que o Dono é o criador da empresa e poder Máximo sendo tudo registrado em seu nome. Nesta história real e neste paralelo apropriado não fica difícil observarmos que os pastores da cristandade estão como que defendendo a interpretação de que o gerente é maior que o Dono da empresa, simplesmente poque lhe foi “dada” autoridade temporária sobre tudo.

    Vale ressaltar que nos últimos 30 anos venho lendo na Tradução João Ferreira de Almeida que foi dado a Cristo “Todo Poder” como rezava até pouco tempo atras esta versão corrompida da palavra de Deus.

    Obrigado por sua contribuição com suas críticas!

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  • queruvim  On 14 fev 2013 at 21:50

    Mas Jesus não a usou nesse sentido, ele usou-a num contexto temporal.
    Ele peqou numa qualidade que só Deus possui, eternidade, e usou-a para consigo mesmo. Daí a tentativa de apedrejamento.

    O que o faz ver em João 8:58 que Jesus é “eterno”? De onde tirou esta inferência?

    A alegação de que somente a blasfêmia de “se declarar ser Deus” é o que levaria a morte por apedrejamento é ao nosso ver infundada, uma vez que os líderes religiosos já haviam decidido mata-lo! (João 7:1,25) Não precisariam de incentivo adicional algum uma vez que nada do que Jesus fizesse ou dissesse iriam mudar o ponto de vista deles a este respeito. Em João 8:24,28 de fato encontramos EGO EIMI, e contudo, nesta ocasião, nada falaram a respeito de matar Jesus no contexto destes versículos o que indica que a frase EGO EIMI (Eu sou) não era usada por Jesus como título, assim como afirmam os trinitários.

    Em João 6:20 Jesus já usara a expressão EGO EIMI e em nenhum momento houve uma reação dos seguidores de Cristo como se eles estivessem na presença de Deus. A expressão EGO EIMI vertida em português por Eu sou, era uma frase muito comum e era usada normalmente no dia a dia assim como usamos hoje na conversa diária sem conotação alguma de título ou divindade. Jesus em João 8:37 disse abertamente que eles procuravam matar-lo, não porque usou porventura a expressão EGO EIMI como “um título”, mas porque era um intento presente e arquitetado entre eles a muitos dias.

    Jesus chama a Satanás de “pai” deles, o que explica também a fúria deles em tentar apedreja-lo sem ter que recorrer a ao conceito de que estaria usando um título, algo inexistentes neste relato.

    Em adição a tudo isso Jesus ainda disse no verso 47:

    “Quem é de Deus escuta as declarações de Deus. É por isso que não escutais, porque não sois de Deus.”

    Esta é minha visão do assunto, bem como de muitas testemunhas, mas agradeço suas observações

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  • Alex  On 14 fev 2013 at 23:26

    Se o senhor me acusa de distorcer a Biblia em Joao 8:58 para favorecer uma posição de divindade de Cristo (trinitária), da mesma maneira eu o posso acusar a si de a estar a distorcer a palavra de Deus para favorecer a sua posição Ariana.

    E bem sabemos que ataques “ad hominen” não são propriamente originados de Cristo, além disso são usados em desespero de causa, por isso da minha parte não os vai ter.

    Mas voltando á sua resposta:
    O problema é a completa falácia e inconsistência do seu argumento.

    O senhor tem um pré-conceito sobre Jesus e vai á Bíblia tentar provar que está certo. Independentemente do que a Bíblia o diga ou não.

    A mesma técnica é usada pelos católicos (e outros ) para provar que Maria morreu virgem e é cheia de graça. Primeiro cria-se o conceito e depois vai-se á procura de provas para o suportar.

    Isto é a maneira errada de se pesquisar seja pelo que for.

    Eu consigo mudar de pensamento mas preciso de argumentos sólidos e fundamentados na razão.

    O senhor diz que Jesus não tem a mesma autoridade que o Pai, e depois diz que têm mas que lhe foi dada e é temporária…
    O que é que interessa se foi dada, se a ganhou ou herdou?
    O que interessa é que a têm!

    Jesus é Todo-Autoritário. Ele próprio o disse. Assim como o Pai. Pronto! Assunto resolvido. Ele é.

    Eu percebo a sua relutância… é porque autoridade é sinónimo de poder. E se Ele é Todo-Autoritário então…

    Voltando a Joao 8:58:
    O senhor tenta fugir á questão dizendo que a frase “eu sou” é commumente usada no dia a dia, só que esta a fazer um esforço para esquecer que não é usada commumente como Jesus a disse.

    Acha comum eu dizer: antes do meu avô nascer eu sou?
    Acha que dizer isso é a gota de agua para alguém irar ao ponto de me querer matar? Tem lógica pra si?

    Acha que se Ele dissesse outra coisa qualquer tipo “hoje está sol” a reacção era a mesma por parte dos fariseus porque já o queriam matar? E dissesse o que dissesse era irrelevante porque iriam pegar em pedras á mesma?

    Acha absolutamente impossível que os fariseus, com acesso á Septuaginta, tenham feito essa relação de divindade com Exodus 3:14?

    A minha posição é que os fariseus entenderam que Jesus blasfemou ao dizer “ego eimi” naquele contexto especifico! Não no uso banal diário do “ego eimi”!

    E isto não é ser tendencioso, é olhar para o contexto social, cultural e religioso da época.

    Já agora obrigado pelo ultimo versículo.
    Deduzo que o tenha deixado para que um pecador como eu possa olhar para meu próprio coração.
    Eu podia fazer o mesmo, mas prefiro usar as palavras do salvador para algo construtivo e não critico.

    Parece-me que o senhor gosta bastante de aprofundar no grego koine. Pelo menos mostra.
    O senhor estudou teologia? Estudou grego? Ou é apenas um entusiasta?

    Alex

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  • queruvim  On 15 fev 2013 at 18:53

    O senhor tem um pré-conceito sobre Jesus e vai á Bíblia tentar provar que está certo. Independentemente do que a Bíblia o diga ou não.

    Em Atos 9:20 lemos que logo após a conversão de Paulo, este começou a divulgar a mensagem a respeito do Cristo. E que mensagem era essa?

    Lemos no texto Sagrado: “e começou imediatamente, nas sinagogas, a pregar Jesus, que Este é o Filho de Deus”.

    ( Não é exatamente isso que pregamos? Não somente pregamos isto mas queremos dizer isto! Ao passo que que os que defendem que Jesus é o próprio Deus Todo poderoso em forma humana afirmam ao mesmo tempo que Jesus é o filho de Deus mas negam isso em sua teologia confusa e antibíblica a fim de enganar os descuidados que só ficam cantanto igual uns bobos e não estudam com cuidado)

    Será que este texto não é claro? Será que pregar o mesmo que Paulo é “ir atras de textos” a fim de “suporte” ou é pregar o mesmo que Paulo pregava? Colega, a Bíblia na sua simplicidade prega que Cristo é o filho de Deus. Não “Deus filho”, como muitos defendem criando até mesmo fraseologia posterior e antibíblica.

    Comece a ler o evangelho de João novamente! Logo no primeiro capítulo João escreveu:

    “Até eu não o conhecia, mas o Mesmo que me enviou a batizar em água disse-me: ‘Sobre quem for que vires descer o espírito e permanecer, este é quem batiza em espírito santo.’34E eu [o] vi e dei testemunho de que este é o Filho de Deus.” João 1:33

    O que defendo aqui, diferente dos que usam a tradição religiosa, é baseado em pesquisa objetiva de textos claros da palavra de Deus, semelhante ao mencionado acima, e a qual ignoras claramente a favor de idéias anti bíblicas. É vc quem está fazendo aquilo que acusa outros de fazerem. Os textos bíblicos escritos para pessoas simples e de modo simples afirma o mesmo que afirmo aqui, a saber, Jesus é o filho de Deus, e não o próprio Deus. Esta confusão é perpetuada no meio evangélico e católico por vários motivos, um deles é o de terem removido o Nome de Deus e substituído por palavras a bel prazer, causando uma confusão na mente das pessoas sobre quem é o Deus Todo Poderoso.

    Sua tentativa de ligar a frase EU SOU de João 8:58 com Exodo 3:14 é um equivoco teológico perpetuado pelos que não se dedicam ao assunto. Escrevi um artigo sem rodeios sobre isso (clique aqui)

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  • queruvim  On 15 fev 2013 at 19:08

    Em João 9:9 o cego a quem Jesus restaurou a visão usou a expressão EGO EIMI e em momento algum foi isso considerado como sendo uma blasfêmia. Em momento algum os líderes religiosos entenderam tal expressão como sendo uma forma do cego tentar se identificar com Jeová. Até porque em Exodo 3:13 não se usa a expressão EU SOU. Tal conceito de que Eu Sou era um título não tem apoio nas escrituras.

    A LXX (SEPTUAGINTA) é apenas uma paráfrase (neste texto específico) e o texto padrão usado pelos judeus era os rolos em hebraico onde não aparece a frase EU SOU em êxodo 3:13

    São muitas as razões que levavam uma pessoa a ser considerada passiva de ser apedrejada pelos judeus e não somente a afirmação de ser o próprio Deus, como entendem os trinitários nesta passagem. Temos que ter em mente que o próprio Jesus, em outra ocasião, em sua defesa afirmou que eles estavam tentando apedreja-lo por ter dito que era “o filho de Deus” e não o próprio Deus.

    Como sabemos o motivo de desejarem apedrejar a Jesus é claramente mencionado em Mateus 26:59-68 como sendo, não que ele tenha afirmado “ser o próprio Deus”, mas a afirmação dele de ser “o Messias”. Como sabemos Deus é quem unge. Messias significa “ungido” ou “escolhido”, portanto, Jesus é o escolhido e não o próprio Deus, que é Aquele que dá a unção. Aqueles que afirmam que Jesus é Deus estão negando que Jesus é o Cristo (Hebraico:Messias ou Ungido).Este é o enganador e o Anti Anti Cristo.

    Sabe Alex, sua visão a respeito de João 8:58 mostra ser a teologia da cristandade de hoje. Poderá ver que tal teologia é equivocada por si mesmo ao considerar que na noite anterior a sua morte na frente do sinédrio, Cristo não foi acusado de ter “afirmado ser o próprio Deus” como o Sr Aléx está defendendo.

    De acordo com João 9:22 confessar a Jesus como o Messias resultava em punição, que no caso de Estevão resultou em sua morte. De fato, Estevão foi morto não porque sugeriu que Jesus era o próprio Deus, mas o Messias a “direita de Deus”, como lemos em Atos 7:55.

    Em marcos 14:61 e 64 observamos que a afirmação de Jesus de ser o Messias foi considerada motivo para o executarem. Não houve alegação alguma nem da parte de Cristo nem mesmo dos líderes religiosos Judeus de que Jesus “afirmava ser o próprio Deus”, mas antes, “O Cristo (em hebraico HA MASHÍAH) o filho de Deus.”

    Portanto, quando os Judeus ouviram a declaração de Jesus de que “antes de Abração vir a existência” ele já existia, entenderam que ele se colocava acima de Abraão ou o Messias, e sendo assim, como já haviam tentado em outra ocasião, tentaram novamente apedrejar a Jesus.

    O famoso erudito trinitário Robert Young (Young’s Analytical Concordance to the Holy Bible) falando sobre esta passagem diz:

    Jesus ao mencionar tais palavras em João 8:58 estava afirmando ser o “prometido Messias” Young’s Concise Critical Bible Commentary, p. 61, 1977 ed., Baker Book House.

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  • queruvim  On 15 fev 2013 at 19:45

    Sou Professor de hebraico e grego e leciono idiomas a quase 2 décadas.

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  • Alex  On 3 mar 2013 at 18:27

    O famoso erudito trinitário Robert Young (Young’s Analytical Concordance to the Holy Bible) falando sobre esta passagem diz:

    Já agora explique-me como é que se sente a citar um “famoso erudito trinitário” para suportar a sua posição não-trinitária?

    Não acha isso uma posição conflituosa?

    Cumprimentos cristãos
    Alex

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  • queruvim  On 4 mar 2013 at 22:23

    Prezado Alex, em seu primeiro comentário você escreveu:

    “Quando leio João 8:58, 59 parece-me claro para mim que os Judeus/Fariseus perceberam sem a mínima duvida que Jesus usou o Eu Sou – “egó eimí” em referência a Êxodo 3:14”.

    Em outro post recente cheio de equívocos que levaria a uma infinita discussão vc afirma:

    “Eu, nos meus comentários, nunca escrevi que Jesus usou o “ego eimi” para se identificar como Jeová. Porque nem é preciso ir por esse caminho”.

    Ou seja, se achas que os fariseus pensaram assim (algo claramente equivocado de sua parte) e se defendes o suposto entendimento dos fariseus, seria bom lembrar-te que não criei está página para longas discussões, mas para desbancar os ensinos dos fariseus hodiernos. Não adianta querer ligar João 8:48 com Ex. 3:14. Não existe tal ligação. Todos os que iguais a ti fazem tal ligação fantasiosa estão perpetuando um erro. Não adianta espernear e postar inúmeros posts me chamado de desonesto etc etc. Sua tese se for esta ligação fantasiosa(João 8:58=Exodo 3:14) é uma farsa. Nada comentou sobre este ponto visto que já foi desbancado aqui nesta página.Você já teve sua vez de falar nesta página. Falhou com referência ao assunto proposto. Sugiro que leia tudo novamente com atenção. Tal ligação não existe. Vê se acorda e sai deste sono trinitário antibíblico.

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  • queruvim  On 4 mar 2013 at 22:42

    Alex disse:

    Já agora explique-me como é que se sente a citar um “famoso erudito trinitário” para suportar a sua posição não-trinitária?
    Não acha isso uma posição conflituosa?

    Pelo contrário! Aproveitei o reconhecimento da boca do próprio autor trinitário, que norteia a confusão evidente entre os próprios trinitaristas quanto a doutrina que eles mesmos defendem, algo que é relevante ao assunto, sem que isso signifique que o autor forçosamente apoie as conclusões das Testemunhas de Jeová.Ele apenas respalda com argumentos factuais.

    “Pois é pelas tuas palavras que serás declarado justo e é pelas tuas palavras que serás condenado” (Mateus 12:37)

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  • alexcf76  On 14 mar 2013 at 14:03

    Espero que se sinta orgulhoso de si mesmo por não ter publicado o meu ultimo comentário em que eu me defendia da sua distorção das minhas palavras.
    Mesmo quando eu afirmava que era o ultimo comentário que iria fazer.

    Quis ficar por cima do meu argumento para o seu publico, abafando a minha visão e defesa.
    Assim seu publico pode ver o quão o senhor é culto, recto, justo e anda com o espírito de Deus. Tipo como os fariseus faziam.

    O senhor aprendeu bem a lição com os seus mestres de censurar as vozes dos outros.
    Principalmente quando são apresentados argumentos que ponham em causa, ou em duvida, a vossa “verdade”. Verdade, isto é, … até aparecer uma “nova luz”…

    Esse é o vosso belíssimo espirito cristão. Apontar o dedo aos outros e depois censurar-los quando o vosso argumento não se suporta a ele próprio.
    Cortar-lhes a palavra. Tipo Coreia do Norte. Tipo regime autoritário. Tipo Cientologia. Tipo cultos…

    Boa sorte com essa atitude quando estiver cara a cara com Criador.

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  • queruvim  On 15 mar 2013 at 3:23

    Na verdade eu apago todos os dias muitos comentários feitos aqui e nem os publico devido ao espírito de contenda, apostasia, rixas teológicas e debates sem fim etc.

    Paulo escreveu sob inspiração:

    ” Exorto-vos agora, irmãos, que fiqueis de olho nos que causam divisões e motivos para tropeço contra o ensino que aprendestes, e que os eviteis”

    Era ele um ditador e precisaria ele de “sorte” a fim de receber o favor divino?

    Deixa eu te explicar uma coisa. Durante muitas décadas as TJ estudaram com dedicação e zelo o assunto a respeito de “pactos” e depois de quase uma geração inteira de 50 anos de estudo sobre vários temas, voltaram a fazer uma reavaliação sobre este assunto. Foi quando publicaram a Tradução do Novo Mundo vertendo-a do hebraico aramaico e grego. E ao traduzirem Luc 22:29 a versão delas foi mais em harmonia com mss recém descobertos e mais estudo aprofundado no que se refere a crítica textual. Além de estarem muito a frente neste assunto, ainda tinham dedicado inúmeros artigos de A Sentinela ao estudo do assunto sobre “pactos”, a saber , “pacto davídico” “pacto da Lei” “pacto Abraamico” etc, justamente o que Luc 22:29 menciona e é mal traduzido em muitas versões da Bíblia. Claro que a maneira de verter o texto seria muito melhor na TNM do que a confusão que é na maioria das versões da palavra de Deus produzidas pela cristandade. Seus cultos barulhentos, suas escolas de teologia de fundo de igreja dedicadas a arrecadação de fundos e seus pastores, muitos deles corruptos, além de cultos puramente emocionais, desprovidos de Cristo, não os habilitaria em lugar nenhum do planeta a produzirem uma tradução da Bíblia que fosse original e de alta qualidade. A Bíblia Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas é sem dúvida alguma muito melhor e mais exata do que a maioria das versões produzidas pela cristandade. Reconheço que algumas versões são boas ou quase isso. Mas não chegam perto da TNM. Pelos motivos que apresento nesta página. Vez por outra me aparece gente igual vc que fica com antagonismo e trollagem contra as TJ. Tipo apostasia. Coisa do inimigo da vida eterna. Acha que eu não tenho o direito de deletar ou evitar postar comentários enganosos, cheios de erros ou pura contenda religiosa ?

    Se eu não tivesse o direito, não haveria a opção de deletar este tipo de material. O que muitos se esquecem ao postarem é que respeito é bem vindo em todo lugar. Discordar é normal e eu tenho postado muitos textos de opiniões contrárias, contudo, os que visitam está página somente para vandalizar e perdem noção da verificabilidade dos seus argumentos, muitas vezes ofensivos, enganosos e embusteiros, despercebem que acabam escrevendo algo que não será postado.

    As Tj não são presos a credos, tais como Papas que depois de mil anos ainda são celibatários. Certamente que estes merecem conselhos sobre este assunto. As Tj sempre procuram harmonizar seus ensinos com o entendimento cada dia mais aprimorado que adquirem a medida que continuam a pesquisar a palavra de Deus com dedicação. Sua maneira arrogante de critica-las em seu “crescimento no entendimento” revela que seu principal objetivo é contender. Gente igual você não é bem vindo aqui nesta página. Já ví muitas pessoas pegarem matérias produzidas pelas TJ na época em que nem mesmo a ciência aprovava transplantes de órgãos, devido a alta taxa de mortalidade DAQUELA ÉPOCA e postarem criticas as TJ como se elas mantivessem tal posição ainda hoje, que como sabemos não é mais assim. Hoje transplantes são um meio aceitável de tratamento e indisputado devido ao sucesso e progresso da ciência. A ciência cresceu no conhecimento e entendimento dos assuntos e humildemente fez ajustes. Diferente da sua igreja (se é que vc participa de alguma) que defende doutrinas de longa datas e a imutabilidade destas devido a falta de progresso e crescimento no conhecimento. Você não percebe, mas muitos quando começam a escrever, de imediato já percebemos o espírito de oposição e a arrogância, ódio e apostasia. Como uma das obras da carne que Jeová odeia (Gál 5:19, 20; compare com Pr 6:19; Ro 1:28, 29, 32; Tg 3:14-16), a rixa ou contenda não é cabível na congregação cristã. (Ro 13:13; 1Co 3:3; 2Co 12:20; Fil 2:3; Tit 3:9) Por que deveria eu aceitar isso aqui?

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  • Marcelo  On 4 nov 2013 at 20:00

    Fico imaginando em que idioma ocorreu esta discussão (Jo 8).

    Queruvim, sugestão de artigo:

    Nos ultimo debates que ouvi, daquele site que passei recentemente, muitos justificam a trindade pelo fato (fato?) de a bíblia usar a palavra eternidade em relação a Jesus.

    Eu gostaria de saber se nestes textos a palavra ou expressão utilizada nos idiomas originais vertem a idéia de “sem começo e fim” ou apenas “sem fim”.

    Afinal, aqueles que obtiverem vida eterna (Jo 17:3) não passarão a “não ter começo”, mas sim, não terão mais fim.

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  • André Lucas  On 13 ago 2014 at 19:04

    Simplesmente excelente explicação Queruvim. Tudo muito bem fundamentado e exatamente como os apóstolos faziam, “raciocinando com base nas escrituras”. É realmente triste a postura do Alex, seja ele da cristandade ou apenas um estudioso de Teologia. Pois 1 Cor. 15:27,28 até meu filho de 6 anos consegue entender.:

    “Pois [Deus] “lhe sujeitou todas as coisas debaixo dos pés”. Mas, quando diz que ‘todas as coisas foram sujeitas’, é evidente que se excetua aquele que lhe sujeitou todas as coisas. Mas, quando todas as coisas lhe tiverem sido sujeitas, então o próprio Filho também se sujeitará Àquele que lhe sujeitou todas as coisas, para que Deus seja todas as coisas para com todos”.

    Interessante que aparentemente os evangélicos não sabem nada sobre monarquia! O Reino de Deus é monárquico, por isso nosso Rei é Cristo. Israel no passado teve diversos reis ungidos por YHVH (Javé, Jeová, o Deus de Abraaão, Isaque e Jacó). Esses reis eram dignos de respeito, honra, reverências, etc. Eles ignoram o fato de que no passado era comum dobrar os joelhos aos reis em sinal disso! Mas isso não fazia daqueles homens o Deus Todo-Poderoso, o Criador de todas as coisas, inclusive do do Senhor Jesus Cristo, o qual é citado na Bíblia como o princípio da criação.

    Parabéns pelo site. Tem se mostrado um benção para fortalecer a fé de muitos irmãos nesse tempo do fim e de muita apostasia.

    Abraço!

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  • Daniel Oliveira  On 14 ago 2014 at 11:19

    Em outro post, juntamente com o Saga, já escrevemos alguns comentários sobre esse assunto de honrar Jesus Cristo. Mas vou me aprofundar um pouco mais agora, baseado em algumas publicações do escravo.

    Primeiramente, vamos falar sobre os termos envolvidos. O que significa honrar outros? Começa com o respeito. As palavras “honra” e “respeito” muitas vezes são usadas em conjunto porque têm estreita relação entre si.

    Honra é a manifestação, ou exibição, de respeito. Em outras palavras, respeito refere-se primariamente a como ENCARAMOS nosso irmão, enquanto honra refere-se a como o TRATAMOS.

    Como um cristão pode honrar genuinamente alguém se não tem sincero respeito por ele?

    O Alex citou o texto de Efésios, que diz que esposas devem ter profundo respeito por seus maridos. Agora me diga, o texto distingue maridos cristãos e não – cristãos? Claro que não. Será que as esposas que têm marido crente deviam honrá-lo menos do que as esposas honram seu marido descrente? Claro que não. Não importa a crença, o que importa é o cargo na família. As esposas devem respeitar e honrar seus maridos como cabeça delas.

    Agora quem a esposa deve respeitar mais? Seu marido ou um ancião na congregação? Obviamente, se tratam de funções diferentes, mas a mulher deve ENCARAR e TRATAR, ou respeitar e honrar, seu irmão na fé pelo cargo de chefia que ele tem, assim como ela respeita seu marido pelo cargo dele na família. Agora quem ela respeita mais? Novamente, se tratam de funções diferentes, mas deve existir respeito e honra entre todos.

    Percebem que não importa o cargo de autoridade, mas sim a forma como ENCARAMOS aquela pessoa? Se temos estima por alguém, o respeitamos. Se o respeitamos, o TRATAMOS bem, ou o honramos. Será que o respeito por um ancião é maior do que o respeito pelo marido, no caso falando da esposas? NÃO, mas são formas diferentes de respeito. Quem respeitamos mais, um ancião que estimamos ou um “simples” co-irmão publicador que também estimamos? Novamente, não é possível mensurar isso.

    Se dizemos que respeitamos mais alguém do que outro, na verdade estamos dizendo que encaramos aquela pessoa com menos estima do que outra. Quem um empregado obedece melhor, um chefe que ele mantém amizade e respeita ou um outro chefe na mesma empresa que ele não gosta dele? O que mudou foi a forma de encarar o ser superior, ou seja, se não houve honra do empregado pelo patrão, é porque na verdade o empregado não respeita o patrão. Não é questão de ser respeito maior ou menor, a questão querer respeitar e honrar o outro.

    Vamos aplicar ao caso de Jesus. Como ENCARAMOS o Senhor Jesus Cristo? A resposta é óbvia. O encaramos como o filho de Jeová, o Rei designado, o nosso Sumo Sacerdote além de outras qualificações que seriam mencionadas aqui o dia todo, e por isso temos Jesus em grande estima e amor.

    Então, baseado nisso, como devemos TRATAR, ou honrar, Jesus? Novamente, a resposta é óbvia. Se o respeitamos, nossas atitudes devem evidenciar que o respeitamos. Como fazemos isso? Por obedece-lo e seguir seus mandamentos. Dessa forma, ATRAVÉS DE NOSSAS AÇÕES, mostramos que HONRAMOS Jesus.

    Será que a honra dada a Jesus é a mesma que a Jeová? Sim claro. Jesus representa ao seu Pai. Obedecer a Jesus é obedecer a Jeová. Os mandamentos de Jesus são mandamentos de Jeová. Respeitar Jesus envolve respeitar Jeová. Honrar Jesus envolve honrar Jeová.

    “Para que todos honrem o Filho como honram o Pai. Aquele que não honra o Filho, também não honra o Pai que o enviou.” João 5:23

    A quem respeitamos mais, Jesus ou Jeová? As funções deles são diferentes, mas nós estimamos os dois. Eu não posso dizer que estimo mais Jeová do que Jesus, ou vice-versa. São respeitos diferentes, mas no mesmo grau.

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  • Saga  On 14 ago 2014 at 14:43

    queruvim On 15 de fevereiro de 2013 at 19:08
    O famoso erudito trinitário Robert Young (Young’s Analytical Concordance to the Holy Bible) falando sobre esta passagem diz:
    Jesus ao mencionar tais palavras em João 8:58 estava afirmando ser o “prometido Messias” Young’s Concise Critical Bible Commentary, p. 61, 1977 ed., Baker Book House.

    Alex On 3 de março de 2013 at 18:27
    O famoso erudito trinitário Robert Young (Young’s Analytical Concordance to the Holy Bible) falando sobre esta passagem diz:
    Já agora explique-me como é que se sente a citar um “famoso erudito trinitário” para suportar a sua posição não-trinitária? Não acha isso uma posição conflituosa?

    Na verdade não, se o Queruvim citasse alguém cuja posição religiosa fosse unitariana, vocês reclamariam “Ah, mas esse erudito não crê na Trindade assim como vocês! Tpa argumentando em causa própria”

    Então é deveras importante, fazer quotes dos próprios trinitários, e esse tipo de reclamação é desonestas, as TJs só podem citar pessoas que concordem com elas em todos os pontos?

    Situação:
    Se as TJ citarem um erudito acadêmico que seja “Unitariano, Universalista, Judeu, Mulçumano, Unicista, Kardecista, Mórmon, Sique, Deísta, Agnóstico ou Ateu”, os críticos reclamarão, pois dirão que estamos citando alguém cuja experiência religiosa não aceita a Trindade. Mas se as TJ citarem um erudito ou autoridade que seja católico, ortodoxo, adventista, protestante ou evangélico, reclamarão dizendo que estamos citando alguém que pessoalmente acredita na S.Trindade. Assim fica difícil, o fato é que, uma citação de um terceiro não envolve que se concorde com ele em todos os pontos, geralmente basta considerar a concordância apenas com respeito ao tópico em questão dentro daquele contexto.Assim a afiliação religiosa dele perde relevância, na verdade, se ele for trinitariano, melhor ainda, pois é uma demonstração que a pessoa citada não foi parcial.

    Pergunta:
    E os pastores e apologistas trinitarianos que só citam comentaristas e teólogos trinitarianos, da mesma vertente ou até mesmo da mesma igreja que eles? Isso não tem problema né?

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