São convincentes os motivos apresentados para não se usar o Nome JEOVÁ?


Nos últimos anos, algumas destacadas escolas de teologia e tradutores da palavra de Deus decidiram usar o Nome de Deus em suas traduções da Bíblia para o Inglês bem como para a língua portuguesa, como é o caso da Bíblia da CNBB, a Sacred Scriptures Bethel Edition e a Restored name King James Version, (VEJA O CASO DA NOVA KING JAMES NOME DIVINO RECENTEMENTE LANÇADA ) dentre outras. Todavia, apesar da Bíblia da CNBB usar o Nome, mais recentemente a Igreja Católica numa diretiva proveniente do Vaticano e anunciada pelo Bispo Arthur J. Serratelli se pronunciou de modo oficial no sentido de se evitar usar o Nome de Deus. Isto, é óbvio, se revela contraditório. E contradições e incoerências é uma marca registrada no meio da cristandade principalmente quando se fala do Nome de Deus. Uma nova versão da King James Version também está usando o nome de Deus amplamente e transliterando do texto hebraico por YHWH. Contudo, a tradição predominante é de se evitar o Nome e substitui-lo pelas palavras “Senhor” ou “Deus”. Os motivos apresentados a fim de se evitar o uso do Nome de Deus tanto nas versões modernas da palavra de Deus, bem como na conversa diária não são nem bíblicos, nem convincentes. Irei apresentar aqui nesta página, as desculpas comumente usadas e uma consideração mais aprofundada a respeito da alegação de que o Nome de Deus representado pela forma “Jeová” é “uma sobreposição da palavra Adonai a consoantes do tetragrama”.

Para mim tanto faz falar “Deus” ou “Jeová”

Essa é talvez uma das mais comuns desculpas para se evitar usar o Nome de Deus. Contudo, o Nome era usado amplamente pelos servos de Deus da antiguidade. Por exemplo, a palavra “Senhor” ocorre apenas 40 vezes no chamado Velho Testamento ao passo que o Nome Jeová (ou Javé, tanto faz, embora esta ultima sendo menos usada) ocorre 6.828 vezes no Texto Massorético da Bíblia Hebraica Stuttgartensia. Ademais, a palavra “Deus” é aplicada nas escrituras de uma maneira diferente a que muitos usam hoje.

A palavra “Deus” na Bíblia assume a característica de um substantivo de uso comum e é aplicada na palavra de Deus a anjos no salmo 8:5. Também é aplicada a humanos no salmo 82:6, onde  o texto se refere a juízes humanos com seu “poder” de julgar pessoas com poderes concedidos por Jeová Deus. Isto se dá no caso de Moisés em Êxodo 7:1 onde ele é  chamado de “Deus” devido ao poder a ele conferido. De fato, até mesmo o invisível Governante deste mundo, Satanás, é chamado de “Deus” em 2 Coríntios 4:4. Vale lembrar que neste ultimo não importa se a palavra “Deus” aparece com letras maiúsculas ou não visto que em grego não se fazia esta diferenciação entre “letras maiúsculas” ou “letras minúsculas” , o texto era uncial. Uma das razões de Deus não ter eliminado a Faraó antes e ainda ter permitido que sobreviessem 10 pragas sobre a terra do Egito foi, segundo o próprio Jeová Deus, “para que o meu Nome seja declarado em toda a terra”(Ex. 9:16) VEJA O ARTIGO  ” O uso e significado da palavra Deus (Elohim em hebraico” conforme usado nas Escrituras Sagradas”

O Salmo 83:18 na tradução João Ferreira de Almeida, edição de 1995 diz

” Para que saibam que tú a quem só pertence o nome de Jeová, és o Altíssimo sobre toda a Terra”.

Ou seja, as pessoas devem “saber” diz o texto. Em resumo, depois de uma consideração cuidadosa destes textos bíblicos inspirados por Deus, fica claro que a palavra “Deus” não é específica e nem identifica de modo específico o Ser Supremo. É por isso que devemos usar o Nome de Deus, a saber, “Jeová”, em nossa conversa diária e em nossas traduções da palavra de Deus.

Se voltássemos no tempo em uma máquina do tempo, apenas a título de ilustração, e nos deparássemos com os inimigos de Israel, ou seja, os Filisteus os Cananeus e outros e afirmássemos adorar a “Deus” isso não significaria nada, uma vez que estas nações também adoravam a seus “deuses”. Deveríamos identificar o “Deus” a quem adoramos. Caso contrário, estes nos perguntariam qual é nosso Deus. Como sabemos, os cananeus adoravam Baal (que por sinal significa “Senhor”) os filisteus adoravam “Dagom” e outras nações adoravam vários outros deuses. A nação de Israel, contudo, professava adorar não a “Deus”, mas a “Jeová Deus”. Observe o que disse o profeta em Jonas 1:9:

“ Então ele lhes disse: “Sou hebreu e temo a Jeová, o Deus dos céus, Aquele que fez o mar e a terra seca”.

Jeremias 10:10 diz: “Mas Jeová é verdadeiramente Deus. Ele é o Deus vivente e o Rei por tempo indefinido..”.

EM 1902, o periódico The Presbyterian and Reformed Review fez uma reportagem sobre o lançamento, em 1901, da versão American Standard (Americana Padrão) da Bíblia, que foi uma revisão da King James Version (Versão Rei Jaime) do século 17. Quanto a se é apropriado usar coerentemente o nome de Deus, Jeová, na Bíblia em inglês, o periódico dizia o seguinte:

“Não entendemos como pode haver diferença de opinião quanto a se é correto esse passo que foi dado. É o nome pessoal do Senhor, pelo qual Ele escolheu ser conhecido pelo Seu povo: parece-nos imensa a perda resultante de mudá-lo para Seu título descritivo. Há certamente controvérsias sobre a forma verdadeira do nome, e ninguém pensa que ‘Jeová’ seja a forma verdadeira. Mas, para o leitor de língua inglesa, é o mesmo que a forma verdadeira do nome de Deus; e seria puro pedantismo substituí-lo por Yahwé ou por quaisquer outras formas que escritores acadêmicos usam agora, com mais inexatidão ou com menos. Achamos vantajoso para o leitor de língua inglesa do Velho Testamento que encontre coerentemente ‘Jeová’ pela primeira vez em sua versão popular, e aprenda tudo o que ‘Jeová’ significou e fez para Seu povo.”

É provável que os nomes bíblicos, quando falados em uma língua moderna, não soem nada parecido com a pronúncia do hebraico original, mas poucos dão importância a esse fato. Isso se dá porque esses nomes se tornaram parte de nossa língua e são facilmente reconhecidos. O mesmo acontece com o nome Jeová.

Os cristãos do primeiro século eram chamados de povo para o nome de Deus. Eles divulgavam o nome divino a outros e os incentivavam a invocá-lo. (Atos 2:21; 15:14; Romanos 10:13-15) Sem dúvida, não importa nosso idioma, para Deus é importante que usemos o seu nome, conheçamos o seu significado e vivamos em harmonia com o que ele representa.

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Comentários

  • ADRIANO  On 4 de outubro de 2016 at 23:25

    Mais uma excelente materia!.
    Grato.

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