“Declaração dos Fatos”, o que este documento revela a respeito das Testemunhas de Jeová?


A “Declaração de Fatos” foi um documento importante  do período da perseguição das Testemunhas de Jeová na Alemanha nazista. Recentemente aqui no Brasil, num estudo feito por um crítico e opositor  das Testemunhas de Jeová chamado Esequias Soares, menciona-se que as Testemunhas de Jeová “ofereceram apoio aos nazistas”. Como se sabe, é majoritaria a opinião de que as Testemunhas de Jeová foram apolíticas e totalmente contrárias ao Nazismo.( Observe o que diz um Professor neste vídeo a partir do 4:00 minutos) A documentação testemunhal e os fatos históricos apresentados por historiadores que viveram até mesmo no campo no meio da guerra, bem como provas físicas,documentais  abundantes revelam claramente a neutralidade e o não conformismo das Testemunhas de Jeová. (Leia mais aqui)

“A guerra nazista contra os judeus visava a sua aniquilação e os deixou com poucas opções para escapar”, explicou o Dr. Abraham J. Peck, Diretor Executivo do Museu do Holocausto de Houston, Texas, EUA. “A perseguição nazista contra as Testemunhas de Jeová visava a erradicação da religião. Por conseguinte, as Testemunhas de Jeová recebiam dos nazistas a oferta de liberdade, caso renunciassem à sua fé. A maioria das Testemunhas (se não todas) preferiu sofrer e enfrentar a morte junto com as outras vítimas do nazismo a apoiar a ideologia nazista de ódio e violência.” 

Como judeu polonês, o Dr. Ben Abraham, agora Vice-presidente da Associação Mundial dos Sobreviventes do Nazismo, passou cinco anos e meio em campos de concentração onde conheceu pessoalmente várias Testemunhas de Jeová. Ele disse: “A diferença entre as Testemunhas e todos os outros prisioneiros é que, se renunciassem à sua fé e se comprometessem a denunciar os outros que praticavam a mesma crença, seriam soltas na hora. Mas preferiam permanecer presas a renunciar à fé.” Relatos como estes denunciam Esequias Soares e outros criticos das Testemunhas de Jeová como pessoas que fabricam acusações ao passo que ignoram todas as declarações de testemunhas oculares e historiadores muitos deles vítimas do infame regime nazista.

Vamos então observar o que realmente diz a o documento “Declarações de Fatos” e imaginar as implicações de suas declarações no contexto histórico daquela época. A partir disso, qualquer leitor desprovido de preconceito religioso ou contenda em particular contra as Testemunhas de Jeová verá de modo claro se  as TJ “ofereceram apoio ao nazismo” ou se tal declaração é falsa.

Em 30 de janeiro de 1933 Adolf Hitler foi nomeado novo chanceler da Alemanha. No início de seu governo milhões viam o Partido Nacional Socialista (nazista), como uma autoridade governante legítima. Mesmo em 1936 os Jogos Olímpicos Internacionais foram realizados sob o emblema da suástica.[1]

Em vista da proscrição ou proibição da pratica da religião das Testemunhas de Jeová em 1933, os círculos da igreja tanto evangélicos como católicos tentaram inicialmente, “utilizar plenamente os  meios legais existentes  para agir contra os Estudantes da Bíblia” como então eram chamadas as Testemunhas de Jeová. Como afirmado pelo Dr. Detlef Garbe uma das maiores autoridades sobre a história das Testemunhas de Jeová  na era nazista. Isso resultou em mais de 1.000 processos judiciais contra os Estudantes da Bíblia por serem acusados de “ambulantes não autorizados” até o final da década de 1920. [2]

Durante anos, mesmo antes de Hitler ser chanceler, as Testemunhas tinham sido acusadas de serem “comunistas” e de estarem associadas com os judeus em movimentos políticos subversivos.Em vista disso, as Testemunhas de Jeová queriam informar os novos governantes da verdadeira natureza apolítica da sua religião.[3] 

Assim, as Testemunhas de Jeová em Berlin, Alemanha, em 25 de junho de 1933, apesar da hostilidade do regime de Hitler,  organizaram um Congresso. Cerca de 7.000 pessoas compareceram. As Testemunhas de Jeová (ou TJ) apresentaram publicamente suas intenções. Uma carta formal da Sociedade Torre de Vigia das Testemunhas de Jeová foi enviada a  Hitler e esta foi unanimemente aceita por todas as Testemunhas de Jeová na convenção ou congresso. Esta carta aberta foi chamada de “Declaração de Fatos”. [4] A carta afirmava que a posição das TJ era de neutralidade política, no entanto, também se refere a pontos em que ambos concordavam ou tinham como interesse comum. É aqui onde alguns copiam apenas o que parece incriminar as Testemunhas de Jeová dando a entender que estavam “apoiando” o regime de Hitler.

Isso é o que podemos chamar de flagrante “desonestidade intelectual”.

A CNN falou das Testemunhas de Jeová ao mostrar imagens aéreas dos campos de concentração nazista. Vejam:

http://edition.cnn.com/videos/world/2015/01/21/orig-drone-footage-auschwitz-camp-nazi.cnn

Afirmação de uma posição apolitica

As Testemunhas de Jeová não tiveram sucesso em seus esforços de mostrar que não ofereciam nenhuma ameaça ou oposição política ao regime nazista:

 “Nossa organização não é política em qualquer sentido apenas insistimos em ensinar a Palavra de Jeová Deus ao povo, e isso, sem impedimentos. Nós não objetamos ou tentamos atrapalhar no ensino de ninguém nem os impedimos de  acreditar no que desejam. Declaração de Fatos

A “Declaração de Fatos” apelou aos ideais declarados do regime nazista:

Além disso, foi estabelecido pelos 5.000 delegados, como expresso na declaração, que os Estudantes da Bíblia da Alemanha estão lutando pelos mesmos objetivos e ideais elevados, como proclamado pelo governo do Reich alemão, sobre a relação do homem com Deus, a saber (ie), a honestidade (sinceridade) de sua criação, em resposta ao criador “.

A Declaração também fez referência aos judeus, com afirmações como: “Tem sido os judeus com seu comércio [usado apenas uma vez] do império anglo-americano que promoveram e continuam a fazer  Grandes Negócios como um meio de explorar e oprimir os povos de muitas nações. Este fato se aplica especialmente às cidades de Londres e Nova York, a fortaleza de Grandes Negócios”.

Assim, as Testemunhas de modo “veemente responderam a calúnia e repudiaram enfaticamente” a acusação de serem “financiadas pelos judeus”. [5]  Persecution and Resistance of Jehovah’s Witnesses During the Nazi-Regime 1933-1945 p. 318,330-331

É óbvio que inimigos religiosos, segundo as TJ , sob a influência de Satanás, difundiam a falsa acusação de que as TJ eram financiadas pelos Judeus a fim de fazerem delas um alvo do regime nazista que declarava abertamente sua rejeição total aos Judeus. A fraqueza de tais acusações se revelava após qualquer observador imparcial notar a atitude reverente que as TJ sempre tiveram em relação a Jesus Cristo, algo bem diferente do conceito judaico que rejeitava Jesus como sendo o prometido Messias. Sendo assim, que motivo haveria para os judeus “financiarem as Testemunhas de Jeová” ?

Na “Declaração de Fatos” as TJ se eximiam deste suposto laço com judeus apenas para desfazerem-se de acusações. Contudo, demonstrando o mesmo espírito da mentira, os atuais opositores das TJ semelhantes aqueles que denunciavam falsamente um suposto apoio econômico dos Judeus, se aproveitam destas declarações das TJ a fim de novamente usarem de falsidades, acusando-as de anti semitismo.

Em um contexto separado da mesma Declaração, após afirmar que “é impossível para a nossa literatura e nosso trabalho  ser uma ameaça à paz e à segurança da nação “, o documento  proseguiu declarando:

Em vez de ser contra os princípios advogados pelo governo da Alemanha, nós apoiamos sinceramente esses princípios e sublinhamos que Jeová Deus através de Cristo Jesus vai trazer a plena realização desses princípios e dará às pessoas paz e prosperidade e o maior desejo de todo coração honesto. “

Os princípios mencionados aqui não eram de erradicação dos judeus ou anti-semitismo, nem a superioridade racial pregada pelos nazistas, como querem dar a entender de forma barulhenta os opositores cheios de ódio das Testemunhas de Jeová. Apesar de tal alarde calunioso, os fatos são simples de serem observados, as TJ jamais se envolveram com a política alemã assim como temos visto ainda hoje em época de eleições. Um dos motivos de muitos criticarem as TJ é o seu não envolvimento com a política partidária. Visto deste prisma, fica claro que as acusações de que as TJ “flertaram com o regime nazista” não passa de mentiras descaradas de opositores das TJ especialmente dos apóstatas.

Não se deve desperceber que os principais defensores de tais acusações provém de membros excomungados das fileiras das Testemunhas de Jeová. E como sabemos muitos ex membros desenvolvem uma personalidade semelhante a do primeiro desassociado da organização de Deus, Satanás o Diabo. “Aquele que os acusa dia e noite perante o nosso Deus”.

Alguns acusaram a liderança das Testemunhas de tentativas de encobrir um suposto “apoio nazista”, como se o documento “Declaração de Fatos”  fosse uma “prova” de conluio entre as TJ e o Nazismo! No entanto, as Testemunhas têm discutido abertamente estas questões. [6] Um ex-membro das TJ e crítico, o Dr. M. James Penton, professor emérito do Departamento de História da Universidade de Lethbridge, escreveu em seu livro As Testemunhas de Jeová e o Terceiro Reich, em que, com base em sua experiência própria como testemunha e anos de pesquisa sobre a história das testemunhas, segundo ele, é possível interpretar atitudes anti-semitas por parte das Testemunhas de Jeová e uma relação “amigável” com o regime nazista” . [7] Contudo, tal conceito extremo do Dr. James Penton surgiu em vista de seu conceito pessoal e forte tendência de ridicularizar as Testemunhas de Jeová mesmo que tivesse que inventar isso picotando declarações do documento e as colocando fora do contexto tanto escrito como histórico. Algo que, obviamente agrada muito os opositores das Testemunhas de Jeová. Mas não os que procuram fatos históricos e imparcialidade.

A Declaração ou documento apresentado pelas TJ naquela ocasião, não hesitou em rotular a Igreja Católica Romana uma ferramenta de “Satanás nosso grande inimigo”. [8] Isso é especialmente interessante visto que se houvesse algum “flerte com Hitler” como dizem alguns críticos das TJ, tal linguagem franca a respeito do catolicismo teria sido desastrosa. 
A “Declaração de Fatos”  em momento algum se dirige a Hitler como ” Fuhrer ” e não conclui com as palavras” Heil Hitler “, como foi o caso naquele momento na maioria dos documentos da Igreja oficial dirigido às autoridades do Estado Nazista”. [9]
A Declaração culminou com a afirmação de que as Testemunhas de Jeová se colocaram ao lado de Deus e, portanto, todos os que lutam contra eles estão fadados a perderem “, mas “quanto a nós, nós serviremos a Jeová para sempre.”
Detlef Garbe na terceira edição de seu livro,  declarou:

Inúmeros julgamentos encontrados na literatura sobre a Declaração Wilmersdorf  incluem críticas erradas, ou melhor, não são justas para o contexto e situação. Portanto, não se poderia dizer que as Testemunhas de Jeová eram  anti-semitas professos … ou que se promoviam “como um possível aliado.”

Rótulos como “congresso apoiar os nazistas”, “ou a afirmação de que a Organização tinha tentado  “concluir um pacto com Hitler “… resultou das conclusões motivadas por um desejo de desacredita- [las] como na documentação de Gebhard GDR em 1970 alegando o “apoio criminoso à política anti-semita de Hitler ” na Declaração.

Ele também observa que a acusação de colaboração com os nazistas e propaganda fabricadas a respeito dasTestemunhas foi promovida pela Alemanha Oriental na década de 1960. [11] Infelizmente hoje muitos historiadores profissionais e críticos das Testemunhas de Jeová ainda usam este “livro tendencioso”, [12] Publicado sob o nome de Manfred Gebhard. [13] Este trabalho “foi baseado em um manuscrito por [Guenther Pape, uma testemunha de Jeová que posteriormente excomungada ou desassociada da religião, escreveu acusações fortes contra seus antigos companheiros religiosos] que ele compilou no final da década de 1960” Dr. Garbe se refere a ele como tendo “, citações distorcidas” e é caracterizado por um “uso seletivo de citações”. Mesmo depois Manfred Gebhard expressamente se desligou do livro e seus “exageros e falsificações” e chamou-o de  ” um erro”  no qual ele havia concordado com o uso de seu nome sem conhecer os resultados”. [14]

Uma simples leitura de relance nestes relatos poderá te dar uma idéia da natureza desonesta de muito material Anti Testemunha de Jeová veiculado por pessoas que não tem interesse algum em serem imparciais. A verificabilidade e imparcialidade é totalmente irrelevante no material apresentado por muitos desafetos das Testemunhas de Jeová. Pessoas como Esequias Soares. Este escreveu um chamado “estudo” que se propunha a mostrar erros da Tradução do Novo Mundo mas que na verdade não focava  a Tradução do Novo Mundo, a Bíblia usada em predileção pelas Testemunhas de Jeová, mas sim devaneios de rejeição e antagonismo contra um grupo protejido pela constituição brasileira. Quando eu digo protejido, me refiro a prática criminosa de alguns que usam até mesmo meios considerados legitimos, como é a catedra de uma faculdade ou escola de ensino superior, a fim de promoverem discriminação religiosa de modo vergonhoso, disfarçado de erudição e crítica textual. Essa forma de discriminação contra uma minoria religiosa não segue de perto a orientação da Secretária de Estado da Justiça e Defesa da Cidadania, de se “investigar”  ou “promover diálogo” como diz o Estatudo…”estimular o diálogo e o conhecimento mútuo entre distintas igrejas e confissões religiosas”. Faz porém o oposto disso.

Abaixo verá uma tradução para o Inglês do documento “Declaração de Fatos” ao ler tal documento deve-se ter em mente que este foi escrito em 1933 quando o Nazismo ainda não tinha executado milhares de pessoas, contudo, já estava levando para prisões Testemunhas de Jeová de toda a Alemanha. Não foi uma carta escrita e aprovada pelas TJ em anos posteriores quando o Nazismo tinha se tornado uma máquina de matar que levou o mundo a afundar na guerra.

Como sabemos, as TJ nos anos 40 estavam sendo perseguidas nos Estados Unidos por um motivo bem conhecido. Devido à sua recusa de saudar a bandeira as Testemunhas foram duramente perseguidas nas décadas de 30 e 40 do Século XX.

No seu livro The Court and the Constitution (O Supremo Tribunal e a Constituição, 1987), o Professor Archibald Cox, antigo promotor do casoWatergate, escreveu

“As principais vítimas da perseguição religiosa nos Estados Unidos no século vinte foram as Testemunhas de Jeová. Começaram a atrair a atenção e provocar a repressão nos anos 30, quando seu proselitismo e seus números aumentaram rapidamente. Baseando-se na revelação Divina, da Bíblia, elas se puseram de pé nas esquinas das ruas e fizeram visitas de casa em casa, oferecendo tratados da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados e pregando que o maligno triunvirato das igrejas organizadas, do comércio e do Estado, são os instrumentos de Satanás.”

Referindo-se à perseguição nas décadas de 30 e 40, do Século XX, o professor Cox refere no seu livro acima mencionado:

“A perseguição contra as Testemunhas aumentou. Em algumas localidades, notadamente no Texas, algumas turbas atacaram as Testemunhas, devido à sua recusa de saudar a bandeira, e estas foram, algumas vezes, tidas como ‘agentes nazis’. [Numa vila do Estado de Illinois,] a inteira população passou a atacar cerca de sessenta Testemunhas. Na maior parte, a polícia ficou parada ou participou ativamente nisso.”
CONCLUSÃO: Fica claro que a agenda de alguns ao citarem o documento declarações de fatos, não é em hipótese alguma um compromisso com a verdade, mas ódio religioso e diferenças teológicas. Poderá observar isso na quantidade de material anti-Testemunha de Jeová coletado a fim de denegrir e ridicularizar as TJ a todo custo. Os que não examinam os fatos com cuidado podem acolher com satisfação este tipo de propaganda proveniente de indivíduos, muitos deles parte dos mesmos grupos que deram total apoio ao infame regime nazista. Sei também que alguns repetem tais acusações contra as TJ de que elas  “flertaram com Hitler”, por falta de informação e por não seguirem a orientação da Bíblia quando diz:
“Não deves testificar uma falsidade” ou ainda ” certificai-vos de todas as coisas”.

Em vista de tais declarações fica claro que as Testemunhas de Jeová jamais apoiaram qualquer forma política de governo a não ser o Reino de Deus, que consideram ser um Governo Real sediado nos céus.

 
 

Declaration of Facts

“This company of German people, who are peaceable and law-abiding citizens representing many others from every part of Germany, all of whom are earnestly laboring for the highest welfare of the people of this land, being now duly assembled at Berlin this 25th day of June, AD.. 1933, do joyfully declare our complete devotion to Jehovah, the Almighty God, and to his kingdom under Christ Jesus, whose shed blood bought the human race. We declare that the holy Scriptures set forth in the Bible constitute the Word of Jehovah God given to men for their guidance in righteousness, and that the Word of God is the truth, and that it is of greatest importance that man have a knowledge of his relationship to God. We ask to be judged by the standard of the Word of God. “Christ Jesus is Jehovah God’s great Witness to the truth, and as his faithful and devoted followers we are, by His grace, witnesses to the truth. The purpose of this Declaration is that we may present a true and faithful witness before rulers and the people as to the name and purpose of Jehovah God and our relation thereto. “We are wrongfully charged before the ruling powers of this government and before the people of this nation; and in order that the name of Jehovah God may be exalted in the minds of the people, and that his benevolent purposes be better understood and our position fairly placed before the government, we do respectfully ask the rulers of the nation and the people to give a fair and impartial consideration to the statement of facts here made. “The Scriptures plainly state that the chief opposer of Jehovah God and the greatest enemy of mankind is Satan the Devil whose name is also that of Serpent and Dragon. It is written in the Scriptures that Satan, who has long been the invisible ruler of this world, deceives and blinds the people to the truth in order that the light of and concerning Jehovah God and Christ Jesus may not shine into the minds of men. (2 Corinthians 4: 3,4) Frequently by fraud, subtility [sic]] and deception Satan has induced honest persons to war with each other, in order that he might turn them all away from God and destroy them. Above all things, the people need to know Jehovah God and his gracious provision for their general welfare. “By the term ‘clergy’, as used in our literature, reference is made to the class of professed religious teachers, priests and Jesuits who employ improper political means to accomplish their ends and pin forces even with those who deny God and the Lord Jesus Christ. That is the same class to whom Jesus referred as his persecutors. We have no criticism of any honest religious teacher. “When Jesus went to the Jews to tell them of the truth, it was the Jewish clergy, that is to say, the Pharisees and priests, that violently opposed him and persecuted him and caused him to be charged with all manner of crimes and offenses. They refused to hear the truth, and addressing them Jesus said: “Why do ye not understand my speech? even because ye cannot hear my word. Ye are of your father the devil, and the lusts of your father ye will do. He was a murderer from the beginning, and abode not in truth, because there is no truth in him. When he speaketh a lie, he speaketh of his own: for he is a liar, and the father of it. And because I tell you the truth, ye believe me not.’ (John 8: 43-45) Although the Pharisees and priests then claimed to represent Jehovah God Jesus told them that they were in fact the representatives of Satan the Devil. “We have no fight with any persons or religious teachers, but we must call attention to the fact that it is generally those who claim to represent God and Christ Jesus who are in fact our persecutors and who misrepresent us before the governments and nations. As true followers of Christ Jesus we are to expect such opposition, and we mention it here in explanation of why we have been misrepresented before the rulers of this nation. To his faithful followers Jesus said: ‘Remember the word I said unto you, The servant is not greater than his lord. If they [the false religious teachers] have persecuted me, they will also persecute you; if they have kept my saying, they will keep yours also.’ (John 15: 20) Furthermore, Jesus said that this same class of men would cause his true followers to be wrongfully charged before the ruling powers, his language being: ‘But take heed to yourselves: for they [false religious teachers] shall deliver you up to councils [police power]; and in the synagogues ye shall be beaten; and ye shall be brought before rulers and kings for my sake, for a testimony against them.’ (Mark 13: 9) This explains why Jehovah God now permits his faithful witnesses to be misrepresented and persecuted, namely, that those of a wrong spirit may identify themselves as opponents of God and thus bear witness against themselves. The same materialistic spirit that caused the persecution of Jesus Christ now exists and is back of the persecution of us his faithful followers. “It is falsely charged by our enemies that we have received financial support for our work from the Jews. Nothing is farther from the truth. Up to this hour there never has been the slightest bit of money contributed to our work by Jews. We are the faithful followers of Christ Jesus and believe upon Him as the Savior of the world, whereas the Jews entirely reject Jesus Christ and emphatically deny that he is the Savior of the world sent of God for man’s good. This of itself should be sufficient proof to show that we receive no support from Jews and that therefore the charges against us are maliciously false and could proceed only from Satan, our great enemy. “The greatest and most oppressive empire on earth is the Anglo-American empire. By that is meant the British Empire, of which the United States of America forms a part. It has been the commercial Jews of the British-American empire that have built up and carried on Big Business as a means of exploiting and oppressing the peoples of many nations. This fact particularly applies to the cities of London and New York, the stronghold of Big Business. This fact is so manifest in America that there is a proverb concerning the city of New York which says: ‘The Jews own it, the Irish Catholics rule it, and the Americans pay the bills.’ We have no fight with any of these persons mentioned, but, as the witnesses for Jehovah and in obedience to his commandment set forth in the Scriptures, we are compelled to call attention to the truth concerning the same in order that the people may be enlightened concerning God and his purpose.Our Literature “It is said that our books and like literature, when circulated amongst the people, constitute a danger to the peace and safety of the nation. We are certain that this conclusion is due to the fact that our books and other literature have not been carefully examined by the rulers and hence are not properly understood. We respectfully call attention to the fact that these books and other literature were written originally in America and the language therein used has been adapted to the American style of plainness of speech and, when translated into German, the same appears to be harsh. We admit that the same truths might be stated in a less blunt and more pleasing phrase, and yet the language of these books follows closely the language of the Bible. “It should be borne in mind that in the British Empire and in America the common people have suffered and are now suffering greatly because of the misrule of Big Business and conscienceless politicians, which misrule has been and is supported by political religionists, and hence the writers of our books or literature have endeavored to employ plain language to convey to the people the proper thought or understanding. The language used, however, is not as strong or emphatic as that used by Jesus Christ in denouncing the oppressors and false teachers of his time. “The present government of Germany has declared emphatically against Big Business oppressors and in opposition to the wrongful religious influence in the political affairs of the nation. Such is exactly our position; and we further state in our literature the reason for the existence of oppressive Big Business and the wrongful political religious influence, because the Holy Scriptures plainly declare that these oppressive instruments proceed from the Devil, and that the complete relief therefrom is God’s kingdom under Christ. It is therefore impossible for our literature or our work to in any wise be a danger or a menace to the peace and safety of the state. “Our organization is not political in any sense. We only insist on teaching the Word of Jehovah God to the people, and that without hindrance. We do not object or try to hinder anyone’s teaching or believing what he desires, but we only ask the freedom to believe and teach what we conceive the bible to teach, and then let the people decide which they wish to believe. “To know Jehovah God and his gracious provision for mankind is of most vital importance to all persons, because God has declared in His Word that where there is no vision or understanding of his Word the people perish. (Proverbs 29: 18) We have devoted our lives and our material substance to the work of enabling the people to gain a vision or understanding of God’s Word, and therefore it is impossible for our literature and our work to be a menace to the peace and safety of the nation. Instead of being against the principles advocated by the government of Germany, we stand squarely for such principles, and point out that Jehovah God through Christ Jesus will bring about the full realization of these principles and will give to the people peace and prosperity and the greatest desire of every honestheart. “Our organization seeks neither money nor members, but we are a company or organized body of Christian people engaged solely in the benevolent work of teaching the Word of God to the people at the least possible cost to them. Our organization was originally incorporated in the United States of America in 1884 under the name of the WATCH TOWER BIBLE 15r TRACT SOCIETY, and in 1914 incorporated under the laws of Great Britain by the name of the INTERNATIONAL BIBLE STUDENTS ASSOCIATION. These are merely the corporate names of our organization for legally carrying forward its work. The Scriptural name by which we are known is ‘Jehovah’s witnesses’. We are engaged solely in a benevolent work. The purpose of our organization is to aid the people to understand the Bible, which discloses the only possible way for the complete relief and blessing for mankind. Our organization has extended its work throughout the earth. The education, culture and upbuilding of the people must and will come through the agency of God’s kingdom concerning which we teach as set forth in the Bible. The salvation of the people depends upon the true knowledge of and obedience to Jehovah God and his righteous ways. “The people are in great distress and in need of help to understand the reason for their unhappy condition and what is the means of relief. The Scriptures, when understood, make this matter clear. Instead of collecting money from the people and using the same to erect great buildings and to support men in luxury, we print the gospel message of God’s kingdom and carry it to the homes of the people that they may, at the least inconvenience to themselves, gain a knowledge of God’s purposes concerningthem. “A careful examination of our books and literature will disclose the fact that the very high ideals held and promulgated by the present national government are set forth in and endorsed and strongly emphasized in our publications, and show that Jehovah God will see to it that these high ideals in due time will be attained by all persons who love righteousness and who obey the Most High. Instead, therefore, of our literature and our work’s being a menace to the principles of the present government we are the strongest supporters of such high ideals. For this reason Satan, the enemy of all men who desire righteousness, has sought to misrepresent our work and prevent us from carrying it on in this land. “For many years our organization has put forth an unselfish and persistent effort to do good to the people. Our American brethren have greatly assisted in the work in Germany, and with money freely contributed, and that at a time when all Germany was in dire distress. Now because it appears that Germany may soon be free from oppression and that the people may be lifted up, Satan, the great enemy, puts forth his endeavours to destroy that benevolent work in this land.League of Nations “The language in our books or literature concerning the League of Nations has been seized upon as a reason for prohibiting our work and the distribution of our books. Let us remind the government and the people of Germany that it was the League of Nations compact that laid upon the shoulders of the German people the great unjust and unbearable burdens. That League of Nations compact was not brought forth by the friends of Germany. In America at one time the public press announced that 140,000 clergymen had set aside a certain period of time in which a concerted movement was to be made, and which was made, to induce the American people to fully endorse the League of Nations. It was the Federation of Churches in America that issued a manifesto stating that the ‘League of Nations is the political expression of God’s kingdom on earth’, and which by them was substituted in the place and stead of God’s kingdom under Christ. It was in America that our organization under the visible leadership of its president pointed out emphatically that the League of Nations is not an institution of Jehovah God, because it is oppressive and unfair. It was that condition, existing at the time, which called forth language that appears in our books concerning the League of Nations and also calling attention to the fact that such League of Nations compact can never bring about the relief and blessing of the people, because such relief and blessing can come by adhering strictly to the principles laid down in God’s Word and in the manner which Jehovah has pointed out. “For almost half a century our strictly Christian organization has carried on its work in various parts of the earth. Its books are published in more than 50 languages, and upward of 140 million of these books are in the hands of the people. For more than thirty years our books and literature have been distributed throughout Germany, and millions of these are now in the hands of the German people and are read by the people, all of whom will bear testimony to the fact that these books, based strictly on the Bible, are of great help to them and upbuild them and give them hope for a realization of the blessings which Jehovah God long ago promised. In all these years of our work, and in the wide distribution of our books and literature, not one instance can be truthfully cited wherein our work or literature has been a menace to the government or has in any wise endangered the peace and safety of the nations. “The endeavors of our organization being exclusively confined to bearing testimony to the name and Word of Jehovah God, it would be entirely inconsistent for us to attempt to exert any political influence in the governments of this world or to do anything that would endanger the peace and safety of the nation. We have no desire nor inclination to do anything except to carry out our divinely given commission to proclaim the Word of Jehovah God. “In America, Canada and other parts of the British Empire the political clergy, priests and Jesuits have persistently persecuted and continue to persecute those of our organization, and without just cause or excuse; and we have every reason to believe that a like influence has been subtilly [sic] employed by the great enemy Satan to misrepresent us and our work in Germany. We remind you that in the years past the political clergymen have brought more sorrow upon the German people than probably any other class of men. We have no desire to fight with the clergymen, but we do ask that the ruling powers of the nation judge us not by the misrepresentation of such men, but that we be judged according to the Word of God and the work we are doing consistent therewith. Jehovah God persecutes no one, but permits each one to choose his own course, holding him responsible for his acts according to knowledge. Jehovah God has emphatically expressed his anger against those who do persecute others who are trying to serve him; and this proves that those who persecute us do not represent God, but that they are incited so to do by the enemy of God and man.-Psalm 72:4Great Truths “The Holy Scriptures, viewed in the light of present-day events which are in fulfilment of divine prophecy, disclose that: The time has arrived when Jehovah will make his name known to all creation and vindicate his name and clear it from the defamation which Satan has placed against that holy name. (Psalm 83: 18) When Jesus Christ, the Vindicator, ascended into heaven Jehovah commanded him to wait until his due time to put the enemy down. That period of waiting has now come to an end and God has sent forth his beloved Son to oust the enemy and rule in righteousness. (Psalm 110: 14; Hebrews 10: 12,13) The world, or uninterrupted rule, of Satan has ended, and this began to be evidenced by the World War in 1914, and since then until now is the time when the gospel of the Kingdom must be told to the people. (Matthew 24: 3,14) Satan has now been cast out of heaven and down to the earth and now confines his operations to the earth in an endeavor to blind the people to the truth and destroy them, and that is the reason for the present-day sufferings of humanity. The prophetic words of Jesus now apply: ‘Woe to the inhabiters [the rulers] of the earth, and of the sea [the people in general]! for the devil is come down unto you, having great wrath, because he knoweth that he hath but a short time.’-Revelation 12:12. “The people of Germany have suffered great misery since 1914 and have been the victims of much injustice practiced upon them by others. The nationalists have declared themselves against all such unrighteousness and announced that ‘Our relationship to God is high and holy’. Since our organization fully endorses these righteous principles and is engaged solely in carrying forth the work of enlightening the people concerning the Word of Jehovah God, Satan by subtilty [sic] endeavors to set the government against our work and destroy it because we magnify the importance of knowing and serving God. Instead of our organization’s being a menace to the peace and safety of the government, it is the one organization standing for the peace and safety of this land . We beg to remind all that the great crisis is upon the world because the transition period from bad to good is at hand, and the hope of the world is God’s kingdom under Christ, for which Jesus taught his followers to constantly pray: ‘Thy kingdom come. Thy will be done on earth, as it is done in heaven.’ “The power of Jehovah God is supreme and there is no power that can successfully resist him. His time to exercise his power in the interest of humanity and to the vindication of his great name is here. In this connection we respectfully call attention to the admonition and warning of Jehovah God, both to the rulers and to the people, which applies to this very hour, wherein he says: “Yet have I set my king upon my holy hill of Zion…. Be wise now, therefor, O ye kings; be instructed, ye judges of the earth. Serve the LORD with fear, and rejoice with trembling. Kiss the Son, lest he be angry, and ye perish from the way, when his wrath is kindled but a little. Blessed are all they that put their trust in him.’-Psalm 2: 6,10-12. ‘”The present government having declared adherence to the aforementioned high ideals, we are persuaded that the rulers do not desire to knowingly resist the progressive witness work to the name of Jehovah God and his kingdom which we are now carrying forward. If our work is merely that of men, it will fall of its own weight. If it is of Jehovah God and being carried forward in obedience to his commandment, then to resist it means to fight against God.-Acts 5: 39. We therefore appeal to the high sense of justice of the government and nation and respectfully ask that the order of prohibition against our work and our literature be set aside, and the opportunity be given us to have a fair hearing before we are judged. We respectfully ask that the government appoint a committee of impartial men to hold conference with a committee of our organization and that a fair and impartial examination of our literature and our work be made, to the end that all misunderstanding may be removed and that we may without hindrance obey Jehovah God’s commandment now applying to us, to wit: ‘Go through, go through the gates; prepare ye the way of the people; cast up the highway; gather out the stones; lift up a standard for the people.’-Isaiah 62: 10. “The peoples of Germany are a God-fearing people and should not be deprived of an opportunity to learn of Jehovah God and of his gracious provision to bring lasting peace, prosperity, liberty and everlasting life on earth to all those who know and obey him. Let all who love God work together to the honor and vindication of his name. All who take a contrary course must take responsibility before God; but as for us we will serve Jehovah forever. “RESOLVED, That copies of this Declaration be respectfully delivered to high officials of the government and that the same be given wide publication to the people, that the name of Jehovah may be further known.”

  1. ^Garbe, Sendboten p. 154
  2. ^“Awake!” July 8, 1998
  3. ^ Declaration of Facts (English translation)
  4. ^ It is worth noting that the term “commercial Jews” in connection with big business can be traced back to the nineteenth century as part of the standard German vocabulary of those days and thus should not be interpreted in terms of today. Thus “if critics wish to read antisemitism into comments made by Jehovah’s Witnesses in 1933, they are overlooking the contemporaneous context and committing an anachronistic error.” See: Persecution and Resistance of Jehovah’s Witnesses During the Nazi-Regime 1933-1945p. 318,330-331
  5. ^ http://www.watchtower.org/library/g/1998/7/8/article_01.htm
  6. ^ A review of Penton’s book has been published in the Journal of Church & State (Vol 47, #3, 2005, pp 626-627) [2]
  7. ^Persecution and Resistance of Jehovah’s Witnesses During the Nazi-Regime 1933-1945 p. 314
  8. ^ Dr. Gabriele Yonan, p. 340 Persecution and Resistance of Jehovah’s Witnesses During the Nazi-Regime 1933-1945
  9. ^Ibid
  10. ^ Garbe, Zwischen Widerstand und Martyrium, p. 106, note 82. Some research on the persecution of Jehovah’s Witnesses in former Eastern Germany has recently been published [3]
  11. ^ Die Zeugen Jehovas: Eine Dokumentation uber die Watchtturm-Gesellschaft, published by Manfred Gebhard with Urania-Verlag 1970 GDR; quote taken from p.310 of Persecution and Resistance of Jehovah’s Witnesses During the Nazi-Regime 1933-1945
  12. ^ Garbe, Zwischen Widerstand und Martyrium, pp. 20f.
  13. ^Garbe, Zwischen Widerstand und Martyrium, p. 20f and p.20 note 44; P.263 note 27; also Wrobel 1997, Erich Frost und Konrad Franke 9.1 and 9.2
  14. ^ Detlef Garbe p. 258 Persecution and Resistance of Jehovah’s Witnesses During the Nazi-Regime 1933-1945
  15. ^ “Am mutigsten waren immer wieder die Zeugen Jehovas.” Verfolgung und Widerstand der Zeugen Jehovas im Nationalsozialismus, published by historian Hans Hesse, Bremen, 1998, page 395 see also: [4]
  16. ^ “Jehovah’s Witnesses and the Third Reich: Sectarian Politics under Persecution by M. James Penton, Pub. University of Toronto, Canada, 2004, page 48

PESQUISA ADICIONAL: http://www.standfirm.de/lilawinkel/declaration1933.htm

Anúncios
Both comments and trackbacks are currently closed.

Comentários

  • luiz mauro dos santos chalegre  On 26 mar 2012 at 18:51

    É muito importante a divulgação da declaração de fatos . estudo a Bíblia com um amigo testemunha de Jeová. Acredito que realmente as testemunhas de Jeová sofreram durante o período nazista. Li o livro “Proclamadores ” e não encontrei nenhuma referencia a quantidade de mortos nos horriveis campos de concentração. Quantas testemunhas de Jeová perderam a vida nesses campos ? Muito obrigado pelo esclarecimento. Luiz Mauro dos Santos

    Curtir

  • queruvim  On 26 mar 2012 at 21:01

    Entre 2500 e 5000 é o número comumente apresentado pelos registros seculares tais como a obra “Estado de Terror” de William Shulman, ( State of Terror: Germany 1933-1939. Bayside, New York: Holocaust Resource Center and Archives). Aproximadamente 12.000 testemunhas de Jeová foram enviadas aos campos de concentração onde foram forçadas a usar o triângulo roxo que os identificava especificamente como testemunhas de Jeová. Aproximadamente 2.500 de seus membros que estavam encarcerados perderam suas vidas sob o regime nazista.

    O número exato de pessoas mortas pelo regime nazi continua a ser objeto de pesquisa.
    Documentos liberados recentemente do segredo no Reino Unido e na União Soviética indicam que o total pode ser algo superior ao que se acreditava. No entanto, as seguintes estimativas são consideradas muito fiáveis.

    6 – 7 milhões de polacos
    dos quais 3 – 3.5 milhões de polacos judeus
    5.6 – 6.1 milhões de judeus
    dos quais 3 – 3.5 milhões de judeus polacos
    3.5 – 6 milhões de outros civis eslavos
    2.5 – 4 milhões de prisioneiros de guerra (POW) soviéticos
    1 – 1.5 milhões de dissidentes políticos
    200 000 – 800 000 roma e sinti
    200 000 – 300 000 deficientes
    10 000 – 25 000 homossexuais
    2 500 – 5 000 Testemunhas de Jeová

    Curtir

  • alexandre silva  On 27 nov 2012 at 18:08

    Amado irmaõ Queruvim.
    Mais uma vez parabêns pela matéria muito esclarecedora.
    Isto deveras tem de ir ao conhecimento público ,não apenas como mero esclarecimento mas de igual modo, para desmascarar elementos como este opositor EZEQUIAS SOARES, que como um cancer, tem levado muitos a morte espiritual, contaminando as mentes dos candidos com toda a sorte de mentiras e calunias contra o povo de Jeova.
    Que o nosso Deus Jeova continue a usar o irmão,para desmascarar estes mentirosos!!!.

    Curtir

  • O Sentinela em Vigia  On 9 mar 2013 at 20:42

    De todas as acusações que os opositores e os apóstatas fazem às Testemunhas de Jeová, está é a mais ridícula e fraca que existe, e facilmente refutada por pessoas que conhecem os fatos e não precisam ser Testemunhas de Jeová para isso. O Sr. James Penton, juntamente com seu livro foram refutados, talvez os apóstatas e opositores que propagam essas mentiras não saibam, alias, talvez nem você saiba disso, mas já estou avisando, aproveito a oportunidade para compartilhar com você e os outros leitores desta matéria, os sites, estão em italiano e inglês, mas você pode usar o google crome que traduz automaticamente para o português, caso não saiba o italiano, desfrute:

    http://www.triangoloviola.it/milak.html

    http://www.triangoloviola.it/080798.html

    http://www.triangoloviola.it/dicric.html

    http://www.triangoloviola.it/historik.html

    http://www.triangoloviola.it/faq.html#2

    http://www.triangoloviola.it/dic33ita.html

    E para finalizar com chave de ouro, um livro riquíssimo em detalhes históricos e que refutam as alegações de transigência com o nazismo em todos os seus ângulos.

    http://www.amazon.com/Between-Resistance-Martyrdom-Jehovahs-Witnesses/dp/0299207943/ref=la_B001IU0HQS_1_1?ie=UTF8&qid=1362859963&sr=1-1

    Espero ter ajudado em algo.
    Abraços

    Curtir

  • luiz mauro dos santos chalegre  On 21 abr 2013 at 10:05

    Bem poucos da Associação Cristã Torre de Vigia conhecem o idioma inglês,
    no geral são pessoas simples, não seria aconselhável, esse site postar a
    tradução da Declaração de Fatos para a nossa língua ?
    Aguardando uma resposta, antecipo agradecimentos.

    Curtir

  • queruvim  On 22 abr 2013 at 0:32

    É bom traduzir…fique a vontade para isso.

    Curtir

  • Queruvim  On 29 nov 2013 at 12:28

    O que aconteceu quando Hitler chegou ao poder?

    Em 30 de janeiro de 1933, Adolf Hitler foi nomeado novo chanceler da Alemanha. No começo, o governo de Hitler esforçou-se em ocultar a sua natureza violenta e extremista. Assim, as Testemunhas de Jeová, bem como milhões de outros alemães no início de 1933, encaravam o Partido Nacional-Socialista como legítima autoridade governante da época. As Testemunhas de Jeová esperavam que o governo nacional-socialista (nazismo) compreendesse que esse grupo cristão, pacífico e respeitador da lei, não representava nenhuma ameaça subversiva ao Estado. Isso não implicava em transigência com princípios bíblicos. Como tem sido o caso em outros países, as Testemunhas de Jeová desejavam informar o governo da verdadeira natureza não-política de sua religião.

    Logo ficou evidente que as Testemunhas de Jeová estavam entre os primeiros alvos da brutal repressão nazista. Elas foram novamente tachadas de cúmplices numa alegada conspiração bolchevista-judaica. Começou uma campanha de perseguição.

    Por que um grupo religioso tão pequeno atrairia a fúria do novo regime? O historiador Brian Dunn identifica três razões fundamentais: (1) o escopo internacional das Testemunhas de Jeová, (2) sua oposição ao racismo e (3) sua posição de neutralidade para com o Estado. Por causa de seus conceitos bíblicos, as Testemunhas alemães recusavam-se a fazer a saudação a Hitler, a apoiar o Partido Nacional-Socialista, ou a mais tarde participar nas atividades militares nazistas. — Êxodo 20:4, 5; Isaías 2:4; João 17:16.
    Em resultado disso, as Testemunhas de Jeová sofreram ameaças, interrogatórios, batidas policiais em suas casas e outras importunações por parte da polícia e das SA (Sturmabteilung, tropas de assalto, ou camisas-pardas, de Hitler). Em 24 de abril de 1933, as autoridades confiscaram e lacraram a sede da Torre de Vigia em Magdeburgo, Alemanha. Depois de uma busca cabal sem produzir nenhuma evidência incriminadora, e sob pressão do Departamento de Estado americano, a polícia devolveu a propriedade. Em maio de 1933, porém, as Testemunhas de Jeová já haviam sido banidas em vários estados alemães.

    As Testemunhas tomam uma medida corajosa

    Durante esse período inicial, Hitler cultivou cuidadosamente uma imagem pública de paladino do cristianismo. Ele proclamou seu compromisso com a liberdade religiosa, prometendo tratar as denominações cristãs “com justiça objetiva”. Para reforçar a sua imagem, o novo chanceler comparecia às igrejas. Era um período em que muitas pessoas em países que mais tarde estariam em guerra com a Alemanha expressavam admiração pelas realizações de Hitler. Preocupado com as crescentes tensões na Alemanha, Joseph F. Rutherford, então presidente da Sociedade Torre de Vigia (EUA), junto com o administrador da filial na Alemanha, Paul Balzereit, decidiram lançar uma campanha para informar ao Chanceler Hitler, às autoridades do governo e ao público em geral que as Testemunhas de Jeová não representavam nenhuma ameaça ao povo alemão e ao Estado. Rutherford evidentemente achava que Hitler não sabia dos ataques contra as Testemunhas de Jeová, ou que havia sido mal informado sobre elas por elementos religiosos.
    Por conseguinte, a sede em Magdeburgo providenciou a realização de um congresso para fazer uso do direito de reivindicação dos cidadãos da Alemanha. Com pouca antecedência, as Testemunhas de Jeová de toda a Alemanha foram convidadas ao Wilmersdorfer Tennishallen, em Berlim, para o dia 25 de junho de 1933. Esperava-se cerca de 5.000 representantes. Mas, apesar do clima de hostilidade contra eles, mais de 7.000 corajosamente compareceram. Os reunidos adotaram uma resolução intitulada “Declaração de Fatos”. Este documento protestava contra as restrições impostas à obra das Testemunhas de Jeová. Declarava inequivocamente a posição delas e negava as acusações de ligações subversivas com causas políticas de qualquer tipo. Dizia:
    “Temos sido falsamente acusados perante as autoridades desse governo . . . Pedimos, com respeito, que os governantes da nação e o povo analisem com justiça e imparcialidade a declaração de fatos aqui apresentada.”
    “Não estamos em litígio com pessoas ou com instrutores religiosos, mas temos de chamar atenção ao fato de que, em geral, quem nos persegue e nos difama perante os governos são aqueles que afirmam representar a Deus e a Jesus Cristo.”
    Congresso de coragem ou de transigência?

    Alguns dizem agora que o congresso de 1933 em Berlim e a “Declaração de Fatos” foram tentativas da parte de Testemunhas de Jeová preeminentes de mostrar apoio ao governo nazista e seu ódio aos judeus. Mas suas afirmações não são verdadeiras. Elas baseiam-se em informações errôneas e na distorção de fatos.

    Por exemplo, os críticos afirmam que as Testemunhas decoraram o Wilmersdorfer Tennishallen com bandeiras da suástica. Fotos do congresso de 1933 mostram claramente que não havia suásticas no auditório. Testemunhas oculares confirmam que não havia bandeiras dentro do salão.
    É possível, contudo, que houvesse bandeiras no lado de fora do prédio. Uma tropa de combate nazista havia usado o salão no dia 21 de junho, a quarta-feira antes do congresso. E, exatamente um dia antes do congresso, multidões de jovens junto com unidades das SS, das SA e outros celebraram, nas imediações, o solstício de verão. Assim, as Testemunhas de Jeová que chegavam ao congresso de domingo talvez fossem surpreendidas com a vista de um prédio enfeitado com bandeiras da suástica.

    Se realmente houvesse bandeiras da suástica decorando o exterior do salão, os corredores, ou até mesmo o interior, as Testemunhas de Jeová não as teriam retirado. Mesmo hoje, quando alugam locais públicos para reuniões e congressos, elas não removem os símbolos nacionais. Mas não existe evidência de que as próprias Testemunhas de Jeová tivessem pendurado bandeiras ou as saudado.

    Os críticos dizem também que as Testemunhas de Jeová abriram o congresso com o hino nacional alemão. Realmente, o congresso começou com “A Gloriosa Esperança de Sião”, Cântico 64 do cancioneiro religioso das Testemunhas de Jeová. A letra desse cântico foi adaptada à música composta por Joseph Haydn em 1797. O Cântico 64 já estava no cancioneiro dos Estudantes da Bíblia pelo menos desde 1905. Em 1922, o governo alemão adotou a melodia de Haydn com a letra de Hoffmann von Fallersleben como hino nacional. Não obstante, os Estudantes da Bíblia na Alemanha ocasionalmente ainda cantavam o cântico 64, assim como os Estudantes da Bíblia em outros países.

    Entoar um cântico sobre Sião dificilmente poderia ser interpretado como tentativa de aplacar os nazistas. Sob pressão de nazistas anti-semitas, outras religiões haviam removido de seus hinários e de suas liturgias termos hebraicos tais como “Judá”, “Jeová” e “Sião”. As Testemunhas de Jeová não fizeram isso. Portanto, os organizadores do congresso certamente não esperavam granjear o favor do governo por entoarem um cântico que exaltava Sião. Possivelmente, alguns presentes talvez relutassem em cantar “A Gloriosa Esperança de Sião”, visto que a melodia dessa composição de Haydn era a mesma que a do hino nacional.

    Uma declaração de propósitos

    Com o governo em transição e o país em tumulto, as Testemunhas de Jeová desejavam deixar bem clara a sua posição. Por meio da “Declaração”, elas negaram fortemente as acusações de envolvimento financeiro ou vínculos políticos com os judeus. Assim, o documento declarava:
    “Os nossos inimigos alegam falsamente que a nossa obra recebe apoio financeiro de judeus. Nada mais longe da verdade. Até este momento, jamais houve a menor contribuição financeira para a nossa obra por parte de judeus.”
    Tendo mencionado dinheiro, a “Declaração” passou a denunciar práticas injustas do alto comércio. Dizia: “São os financistas judeus do império britânico-americano que criaram e que praticam o Alto Comércio como meio de explorar e oprimir os povos de muitas nações.”
    Essa declaração claramente não se referia ao povo judeu em geral, e lamenta-se caso tenha sido entendida mal e se tornado motivo de ofensa. Alguns têm afirmado que as Testemunhas de Jeová partilhavam da hostilidade para com os judeus que, naquele tempo, era comum ouvir-se pregar nas igrejas alemães. Isso é absolutamente inverídico. Por meio de suas publicações e de sua conduta durante a era nazista, as Testemunhas de Jeová rejeitaram os conceitos anti-semitas e condenaram os maus-tratos que os nazistas infligiam aos judeus. Certamente, a bondade delas para com os judeus com quem dividiram a sua sorte nos campos de concentração refuta com eloqüência essa acusação falsa.
    A “Declaração” definiu a obra das Testemunhas de Jeová como sendo de caráter religioso, afirmando: “A nossa organização não é política em nenhum sentido. Apenas insistimos em ensinar a Palavra de Jeová Deus ao povo.”

    A “Declaração” também lembrava o governo de suas próprias promessas. As Testemunhas de Jeová defendiam certos ideais elevados, e acontece que estes mesmos ideais eram também publicamente defendidos pelo governo alemão. Entre estes, os valores de família e a liberdade religiosa.
    Neste respeito, a “Declaração” acrescentou: “Um exame cuidadoso de nossos livros e outras publicações revelará o fato de que os próprios ideais elevados defendidos e promulgados pelo atual governo nacional são apresentados, defendidos e fortemente enfatizados nas nossas publicações, e mostram que Jeová Deus cuidará de que esses elevados ideais no devido tempo sejam alcançados por todas as pessoas que amam a justiça.”
    Assim, as Testemunhas de Jeová jamais expressaram apoio ao Partido Nazista. Ademais, no exercício da liberdade religiosa, elas não intencionavam parar a sua pregação pública. — Mateus 24:14; 28:19, 20.
    Segundo o relato no Anuário das Testemunhas de Jeová de 1975, algumas Testemunhas alemãs ficaram desapontadas com o tom da “Declaração”, achando que devia ser mais explícito. Havia o administrador da filial, Paul Balzereit, suavizado o texto do documento? Não, pois uma comparação dos textos alemão e inglês mostra que isso não aconteceu. Evidentemente, uma impressão ao contrário baseou-se em observações subjetivas de alguns que não estavam diretamente envolvidos na preparação da “Declaração”. As suas conclusões talvez também tenham sido influenciadas pelo fato de que Balzereit renunciou à sua fé apenas dois anos mais tarde.

    Sabe-se agora que uma proscrição contra as Testemunhas de Jeová havia sido emitida no sábado, 24 de junho de 1933, exatamente um dia antes do congresso em Berlim. Os organizadores do congresso e a polícia souberam dessa proscrição alguns dias depois. Em vista do clima de tensão e da evidente hostilidade das autoridades nazistas, a simples realização do congresso é notável. Não é exagero dizer que 7.000 Testemunhas de Jeová arriscaram corajosamente a sua liberdade comparecendo a esse encontro.
    Depois do congresso, as Testemunhas de Jeová distribuíram 2,1 milhões de cópias da “Declaração”. Algumas foram presas imediatamente e enviadas a campos de trabalho forçado. Assim, o governo nazista revelou plenamente a sua natureza opressiva e violenta e logo lançou um ataque total contra esse pequeno grupo de cristãos.

    A professora Christine King escreveu:

    “A força bruta não podia suprimir as Testemunhas de Jeová, é o que os nazistas vieram a descobrir.”

    Era como dizia a “Declaração”: “O poder de Jeová Deus é supremo, e não existe poder capaz de resistir-Lhe com êxito.”

    FONTE G 8/07/1998

    Curtir

  • Saga  On 29 nov 2013 at 19:26

    Quem reclama desse congresso (que tentava convencer o partido que estava no poder de que os Estudantes da Bíblia eram inofensivos), acha o que das igrejas da época, que simplesmente consentiram com o governo para não sofrerem esse tipo de perseguição que os Estudantes sofreram? As igrejas retiraram todos os elementos judaicos de veterotestamentários de suas liturgias e pregações para evitarem o desagrado do governo.

    Não houve apoio ao Nacional Socialismo, tanto que o congresso foi necessário, também não houve conseção moral ou doutrinária a tal partido, tanto que a religião foi proscrita e perseguida por ele.

    A pergunta tem de ser o que as outras igrejas fizeram além de apoiar direta ou indiretamente, ou ainda transigir biblicamente, doutrinal e moralmente com princípios cristãos para não ter para si o desagrado do governo ? O que fizeram? Mantiveram-se firmes, neutras e fieis? Seus jovens e membros adultos serviram no exército nazista na época?

    Curtir