Erudito diz que João 1:1 deve ser traduzido “e a palavra era um deus”



“É verdade que a tradução mais formal, literal, das palavras em João 1:1c seria “ e a palavra era um deus”. As regras gramaticais envolvidas nesta passagem pesam muito contra a tradução mais comumente vista, “e a palavra era Deus”. Todavia, tradução não é apenas verter uma passagem palavra por palavra. Envolve também consideração mais ampla da sintaxe e o significado de uma passagem como um todo.” A construção gramatical usada aqui pode ser chamada o uso qualitativo ou categórico do indefinido. Basicamente isto significa que X pertence a categoria Y, ou X é um Y.Os exemplos que usei em uma carta que circulou bastante são:

“Snoopy é um cachorro”, “O carro é um Volkswagen”, e “João é uma pessoa esperta”.

A tradução comumente conhecida “e a palavra era Deus” é tão errônea para esta construção como seria dizer em Inglês : “Snoopy is dog” (O certo é dizer Snoopy is a dog”) “The car is Volkswagen”; ou dizer “John is smart person.” .O artigo indefinido é mandatório visto que estamos falando sobre um membro de uma classe ou categoria.
“As vezes em Inglês podemos usar a mesma função sintática dispondo de um adjetivo predicativo no lugar de uma frase de substantivo indefinido.
O que Harner chama de “o sentido qualitativo” é o mesmo que eu chamo de o sentido categórico. Nos muitos exemplos por todo o Novo Testamento de mesma construção gramatical que achamos em João 1:1c, o substantivo indefinido usado é sempre uma classe ou categoria a qual se diz que o sujeito pertence. Porém em diversos destes exemplos, a categoria é usada para sugerir a qualidade que o sujeito possui. Tal como nas muitas expressões “um filho de X” achadas no Novo Testamento.

“Devido a esta evidência, não podemos desconsiderar a possibilidade de que para João a qualidade era o foco central e não a categoria. Para sermos honestos com o grego original, não podemos estreitar a gama da tradução aceitável de João 1:1c não mais que dizer que ou “a palavra era um deus” OU “e a palavra era divina”. E posso se necessário explicar de modo extensivo, porque estas duas traduções resultariam na mesma coisa para João.Mas também reconheço que elas deixam a interpretação aberta para uma gama de possíveis entendimentos.Receio não poder fazer nada a este respeito.Se eu dissesse que a Tradução do Novo Mundo é a única possível, estaria cometendo a mesma ofensa daqueles que disseram que “e a palavra era Deus” é a única tradução possível.”
O ponto principal de meu trabalho é fazer-nos ir além destas assertivas e seguir o grego original.E segui-lo apenas aonde este nos leva.
O que eu posso dizer é que “e a palavra era Deus” e extremamente difícil de justificar visto que vai de encontro a evidente gramática da passagem.
Uma ou outra das duas traduções que mencionei são aceitáveis, porque o grego as permite.Ao passo que é obvio que não permite a tradução tradicional.
O que o seu correspondente precisa compreender, ao lidar com outros neste assunto é que a frasear “e a palavra era divina”,concorda 100% em significado com “e a palavra era um deus” e apenas 50% com “e a palavra era Deus”.

O que deve ser descartado da ultima fraseologia é a identidade absoluta entre a Palavra e Deus que as traduções tradicionais tentam impor.João claramente não tenta fazer esta identificação absoluta.E isto é precisamente o porque ele manipula cuidadosamente sua palavra na passagem descartando isto.
Mas sim, João esta colocando a “Palavra” na categoria de “deus” ou “divino” e isso é certo seja a fraseologia “um deus” ou “divino”.
“Lembre-se a palavra não é uma pessoa humana… é uma essência ou ser super-humano (portanto, divino).A linha final de analise é que “a palavra era um deus”É exatamente o que o grego diz.”
“E a palavra era divina” é um possível significado desta fraseologia grega. ”E a palavra era Deus” é quase certamente descartado pela fraseologia que João usa.E não é equivalente a “e a palavra era divina”, isto porque sem nenhuma justificativa no grego original,ela restringe o significado de uma qualidade ou categoria (deus/divino) para um individuo.(Deus).

Palavras de Jason Beduhn Erudito da Northern Arizona University
Jason BeDuhn Associate Professor of Religious Studies, and ChairDepartment of Humanities, Arts, and ReligionNorthern Arizona
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Comentários

  • Derley  On 23 de maio de 2012 at 0:32

    Incrível como vocês testemunhas de Jeová são esforçados e inteligentes !
    eu sei só o básico da bíblia,estou aprendendo muito com vocês Parabéns !

    Curtido por 1 pessoa

  • oTESTEMUNHAdeJAH  On 6 de junho de 2014 at 10:22

    O que eu acho incrível é que os eruditos trinitários sabem destas coisas.

    Por exemplo em João 6:70 a Almeida RC reza: “Respondeu-lhe Jesus: Não vos escolhi a vós os doze? e um de vós é UM diabo.”
    Por que eles acrescentaram o artigo indefinido UM aqui? Por que o texto está falando de Judas Iscariotes (João 6:71) e a bíblia mostra que ele não é o PRÓPRIO Satanás mas antes, ele apresenta as características semelhantes as de Satanás, nesse caso sendo um caluniador.
    Sem o artigo indefinido aqui, eles estariam afirmando que Judas seria o próprio Satanás.

    Em João 1:1 é praticamente o mesmo que se dá.

    Eles alegam que nós distorcemos TODOS os textos que provam a divindade de Cristo, mas na verdade, quando João 1:1 é vertido “UM deus” na TNM nós estamos confirmando a divindade de Cristo, porém fazendo uma diferenciação entre a divindade de Cristo e DEUS que é a fonte dessa divindade.

    É eles que tentam dar um sentido maior as expressões aplicadas a Cristo.

    Curtido por 2 pessoas

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