João 1:1 e Orígenes


Observe o testemunho de um dos “Pais da Igreja” primitiva,
Orígenes, a respeito de João 1:1

Orígenes: nascido de pais cristãos em 185 DC, em Alexandria, no Egito. Orígenes foi o mais prolífico de todos os escritores cristãos primitivos. Treinado por Clemente de Alexandria foi eleito Ancião aos 18 anos quando Clemente teve que fugir por sua vida. Ele era um amigo de Hipólito e distingue-se pelo primeiro comentário completo da Bíblia. Em 253 EC, aos 70 anos, ele foi capturado, torturado e morreu uma semana depois por causa de sua fé. Ele não era um trinitário.

Trinitaristas argumentam que o dogma da trindade foi revelado gradualmente com o passar dos séculos. Mas tal argumento se choca com as declarações de Orígenes. Claro que Orígenes falou na trindade como pode ser visto num de seus escritos. Contudo não tinha a visão de que o Pai, o Filho e o Espírito Santo fossem coiguais e coeternos como a posterior teologia trinitária.

 

Expondo sobre as nuances da língua grega, em João 1:1, Orígenes escreveu:

“A seguir observamos o uso que João faz do artigo nessas sentenças. Ele não escreve sem cuidado a este respeito, nem está desfamiliarizado com as sutilezas da língua grega.  Ele usa o artigo, quando o nome “Deus” (em grego THEÓS ) refere-se ao incriado dentre todas as coisas, e o omite quando o Logos é chamado de “Deus”. . . O Deus que está acima de tudo é Deus com o artigo. Todos além do Único Deus é deus através da participação em Sua divindade, e não deve ser chamado simplesmente de “O Deus”, mas “deus”. O verdadeiro Deus, então, é “ O Deus”, (Ó THEÓS ) e aqueles que são formados após, são deuses, imagens Dele,o protótipo, por assim dizer.”

Orígenes também escreveu:

ORAÇÃO 10:1

“Se entendermos o que a oração é realmente, nós sabemos que nunca podemos orar para nada gerado – nem mesmo a Cristo – mas somente a Deus o Pai de todos, a quem até o nosso próprio Salvador orou, como já dissemos, e nos ensina a orar. Porque, quando lhe é perguntado, “Ensina-nos a orar ‘, ele não ensina como orar para si mesmo, mas ao Pai, e a dizer:” Pai nosso que estais no céus “, e assim por diante. Porque, se o Filho, como é mostrado em outra parte, é distinto do Pai em sua natureza e pessoa., então devemos orar ou para o Filho, e não ao Pai, ou a ambos, ou somente ao Pai. Todos concordarão que orar ao Filho e não ao Pai seria muito estranho, e mantido contra a evidência mais clara, e se a ambos, teríamos obviamente, que orar e fazer nossos pedidos no plural,dizendo, “que vós concedais ‘,’que vós favoreçais ‘ “que vós forneçais ‘,’ que vós salveis”, e tudo de maneira semelhante, desta forma .. Mas isso é claramente incongruente, nem ninguém pode apontar onde alguém tem feito isso nas Escrituras. Resta, então, orar a Deus, o Pai de todos, mas não aparte do Sumo Sacerdote, que foi nomeado com um juramento pelo Pai … ”


* Todas as citações são de Orígenes Cristã Antiga Writers – As obras do Pais na tradução, Series, Volume 19, “Orígenes” Traduzido por John J. O’Meara; Newman Press, 1954.

Mais a frente ele prossegue no discurso “ORAÇÃO”…

“… E como, se alguém orar corretamente, não orará para aquele que ora ele mesmo, mas sim ao Pai a quem nosso Senhor Jesus, nos ensinou a invocar em nossas orações. Ele não disse simplesmente. Peça me, ou peça ao Pai: mas antes, se pedirdes qualquer coisa ao Pai, Ele vo-la dará em meu nome. ”

ORAÇÃO

“… Porque o Pai pode ser corretamente considerado também como o Senhor de seu Filho, Senhor também daqueles que por meio dele se tornam filhos .” OBS: As partes em negrito são meus destaques para ênfase.

EXORTAÇÃO ao martírio 29 Parte V
(Quanto à oração de Jesus para que este cálice passe de mim) “… Mas essa não era a vontade do Pai,. A qual, em comparação com a vontade do Filho, e com o julgamento do Salvador, dispõe e ordena todas as coisas com sabedoria superior. ”

Claramente o “logos”de Orígenes não é igual ao Pai na sabedoria ou na autoridade nem entra o Espírito Santo em suas discussões em nível com o Logos, e muito menos com o Pai. O “Logos” de Orígenes não é “Deus” no sentido de que o Pai é “Deus”.
Na obra “A Doutrina de subordinação de Orígenes de J. Nigel Rowe, Um Estudo da cristologia de Orígenes”, página 7, observamos:

“Deve ser salientado que, embora na visão de Orígenes, o Filho é o único ser que partilha a divindade do Pai em sua plenitude, há outros seres – anjos e homens – que possuem tal divindade em parte. A Divindade é, portanto, organizada em uma hierarquia quádrupla, em que a maior dos tipos inferiores é superada pela Palavra de Deus e a Palavra de Deus, por sua vez é superada pelo Deus do Universo. De fato, alguns seres (ou seja, os anjos) são explicitamente mencionados como sendo honrados por Deus com o título de “Deus” na medida em que participam de sua divindade. Em um lugar Orígenes recorda que ” São João insere o artigo definido antes da palavra θεος quando esse termo refere-se à causa αγενητος de todas as coisas, mas omite quando a palavra é aplicada ao λογος “.

J. Nigel Rowe’s Origen’s Doctrine of Subordination, A Study in Oriqen’s Christology

 
 
 
 
 
 

 

 

TRADUÇÃO DO NOVO MUNDO DEFENDIDA! SITE

Quem são os falsos profetas de nossos dias ?
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Comentários

  • Luiz Ricardo  On 21 jun 2012 at 13:46

    Então quer dizer que todo mundo é um pouco “deus”?
    Conte-me mais sobre os seus poderes sobrenaturais…

    Por Cristo, são necessários tantos argumentos subjetivos para “provar” que os TJs estão certos que fica bem claro que nenhum de vocês conhece a verdadeira Palavra e poder de Deus. (o mesmo problema desse professor chamado Beduhn citado neste blog)
    Sim, ocorre uma apostaria geral na “cristandade”, já prevista na Bíblia em diversos lugares, mas vocês também estão nisso até o pescoço, ao contrário do que pensam.
    Estão tão preocupados em provar que estão certos e que só há salvação como TJ, que acabam pisando no sangue precioso do Cordeiro. A salvação foi feita por promessa, pela graça, e concedida através da fé a todos que creem em Cristo e não aos que se juntam a uma organização.
    Vocês falam sobre o seu “jeová” e esquecem que é necessário um mediador. Ainda que Jesus não fosse Deus, é dele que os discípulos são testemunhas, é no nome dele que oramos.
    Aliás, é diante desse “deusinho” que todo joelho se dobrará, inclusive João, que foi repreendido ao se ajoelhar diante de outro “deusinho” menor.
    Como disseram: “as maiores heresias sobre a trindade surgiram quando tentaram negá-la ou explicá-la”.
    Atentem e obedeçam a Bíblia por completo. Olhem para Jesus, o salvador, e verão o Pai. Não sejam como torcedores fanáticos que gastam suas energias para defender uma organização humana falida como todas as demais.

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    • queruvim  On 21 jun 2012 at 18:44

      “Então quer dizer que todo mundo é um pouco “deus”?”

      Luiz Ricardo, em momento algum eu afirmei isso. Sugiro que leia o tópico O USO E SIGNIFICADO DA PALAVRA ELOHIM(DEUS) NAS ESCRITURAS. Verá que não há nada de subjetivo ao se afirmar que seres humanos podem corretamente ser chamados de “deuses”(Salmo 82:6 e Exodo 7:1 confirmam isso) ademais, tais textos “provam” que você está errado, bem como os que pensam da mesma forma! Ocorre que estudar não é um forte dos que preferem cantar hinos e apelar para a emoção e tradição, ao passo que invalidam a palavra de Deus. Sua afirmação de que as TJ “acabam pisando no sangue preciosos de Cristo” não vem acompanhada de evidência alguma sequer. Eu é que posso afirmar isso da atual comunidade evangélica gananciosa e barulhenta que tem vituperado o nome de Cristo e pisado no sangue do cordeiro. Começando nos dias de Hitler (1933-1945) quando os setores evangélicos da ala protestante elegeu Hitler por serem a maioria que votaram a favor do Nacional Socialismo.

      Sua afirmação de que “a salvação vem por meio da graça e pela fé em Cristo” é apenas uma repetição de uma das principais doutrinas defendidas pelas Testemunhas de Jeová. Ao passo que sugere que elas não o fazem, se coloca como um comentarista enganoso cujas acusações falsas se baseiam em puro antagonismo e não na verdade. Até porque, defender o pagamento de dízimos (algo não repetido ou reiterado no “Novo Testamento”, e que fazia parte da Lei de Moisés) coloca os trinitários e quase toda a totalidade dos chamados cristãos evangélicos, como sendo os que REALMENTE ainda estão na lei Mosaica e portanto realmente “pisando o sangue do cordeiro” visto que “Cristo é o fim da Lei” (Romanos 10:4 se referindo ao 640 mandamentos do V.T. o que incluía a lei de dar um dízimo). Todas as orações feitas pelas Testemunhas de Jeová terminam ou começam citando Jesus como o “mediador” ou “por meio de quem” oramos. Portanto sua afirmação de que as TJ “se esquecem que é necessário um mediador” não passa de uma acusação enganosa e falsa. É nos cultos da cristandade, onde os ignorante da verdade, oram a Jesus “por intermédio de Jesus”, algo que é claramente uma incoerência notória. Quem são vcs para falar em atentar a Bíblia por completo quando rejeitam Eclesiastes 9:5 onde lemos que os mortos “não estão cônscios de absolutamente nada?” (Poderá confirmar isso no debate sobre a alma neste blog que tive com um de seus irmãos de fé trinitária). Quanto a sua declaração final de que as TJ devem “olhar para Jesus” como me explica as palavras abaixo de um dos mais respeitados historiadores?

      O livro History of Christianity, de Paul Johnson, diz:

      “Dentre 17.000 pastores evangélicos, nunca houve mais de cinqüenta que cumprissem longos termos de prisão [por não apoiarem o regime nazista] em qualquer época.” Contrastando tais pastores com as Testemunhas de Jeová, Johnson escreveu: “Os mais valentes eram as Testemunhas de Jeová, que proclamavam a sua inequívoca oposição doutrinal desde o início e sofreram em conseqüência disso. Recusaram qualquer cooperação com o Estado nazista.”

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