O SANGUE E OS VERDADEIROS CRISTÃOS


Qual a posição do cristianismo sobre a questão de se salvar a vida humana com sangue?

Em Atos 15:28,29 os Apóstolos e primitivos cristãos decidiram num concílio que era “necessário” entre outras coisas “abster-se de sangue”. O texto não diz “abster-se de COMER SANGUE” nem diz que os cristãos devem abster-se de “sangue animal”. Não há evidência alguma de que este mandamento exclui o sangue humano de ser “usado”. 1 Cor 4:6 fala para “não irmos além daquilo que está escrito”. Portanto, os que dizem que o texto se refere somente ao sangue “animal” estão colocando palavras na boca de Deus. O texto reza que o cristão tem de “abster-se de sangue”. Ou seja NÃO FAZER USO DE SANGUE. É interessante que Lucas usou um termo técnico empregado na medicina até mesmo naqueles dias. Como veremos abaixo, argumentar que “naquele tempo” não se usava sangue na medicina é errado. Usava-se sim! As pessoas que REALMENTE RESPEITAM a palavra de Deus entendem perfeitamente o que isso quer dizer. Não vão procurar desculpas para violar este mandamento claro! Imaginemos que a Bíblia dissesse: “Não deves comer carne de porco!” Sabemos que isto não é um mandamento na lei de Cristo, mas suponhamos que aparecesse em Atos 15:29, e daí alguém dissesse: “Ah! Mas eu vou comer bacon visto que a Bíblia não proíbe!” Acha que este argumento seria válido? Os que dizem que o sangue mencionado em Atos 15:29 é apenas um tipo específico de sangue, estão tendo o mesmo raciocínio retardado e desrespeitoso para com o mandamento claro de Deus. Ai é onde vemos quem realmente segue a palavra de Deus e quem não! Nisto é que vemos os que realmente tem “fé” e os que apenas professam da boca para fora ter tal fé.

Jesus era um homem íntegro, razão pela qual ele goza de tão elevado respeito. Ele sabia que o Criador tinha dito que consumir sangue era errado e que esta lei estava vigorando. Assim, existe boa razão para se crer que Jesus apoiaria a lei sobre o sangue, mesmo que ficasse sob pressão para agir de outra forma. Jesus “não cometeu nenhum pecado; [e] mentira nenhuma foi achada em sua boca”. (1 Pedro 2:22, A Bíblia de Jerusalém) Ele estabeleceu o padrão para seus seguidores, inclusive o padrão de respeito pela vida e pelo sangue. (Mais tarde consideraremos como o próprio sangue de Jesus acha-se envolvido nesta questão vital que influi em sua vida.)

Martinho Lutero indicou as implicações do decreto apostólico: “Daí, se quisermos ter uma igreja que se ajuste a este concílio, . . . temos de ensinar e insistir que, doravante, nenhum príncipe, senhor, burguês, ou campônio, coma ganso, corça, veado, ou leitão cozinhado em sangue . . . E burgueses e campônios têm de abster-se especialmente da morcela e do chouriço com sangue.”

Observe o que aconteceu quando, anos depois da morte de Jesus, surgiu uma questão a respeito de se quem se tornasse cristão tinha de guardar todas as leis de Israel. Isto foi discutido num concílio do corpo governante cristão que mencionei na introdução deste artigo. Tiago, meio-irmão de Jesus, referiu-se aos escritos que continham as ordens sobre o sangue, declaradas a Noé e à nação de Israel. Seriam elas obrigatórias para os cristãos? — Atos 15:1-21.

Aquele concílio enviou sua decisão a todas as congregações: Os cristãos não precisavam guardar o código dado a Moisés, mas era ‘necessário’ que eles ‘persistissem em abster-se de coisas sacrificadas a ídolos, e de sangue, e de coisas estranguladas [carne não-sangrada], e de fornicação’. (Atos 15:22-29) Os apóstolos não estavam apresentando um mero ritual ou um regulamento dietético. O decreto estabelecia normas éticas fundamentais, que os cristãos primitivos acataram. Cerca de uma década depois, eles reconheceram que ainda deveriam ‘guardar-se do que é sacrificado a ídolos, bem como de sangue e da fornicação’. — Atos 21:25.

O leitor sabe que milhões de pessoas freqüentam as igrejas. A maioria delas provavelmente concordaria que a ética cristã envolve não adorar ídolos, nem participar em crassa imoralidade. No entanto, vale a pena notarmos que os apóstolos situaram o evitar o sangue no mesmo elevado nível moral que o evitar tais erros. O decreto deles rezava: “Se vos guardardes cuidadosamente destas coisas, prosperareis. Boa saúde para vós!” — Atos 15:29.

Há muito se entende que o decreto apostólico é obrigatório. Eusébio fala de uma mulher jovem de perto do fim do segundo século que, antes de morrer sob tortura, frisou o ponto de que aos cristãos “não se lhes permite comer o sangue sequer de animais irracionais”. Ela não estava exercendo o direito de morrer. Ela queria viver, mas não se dispunha a transigir quanto a seus princípios. Não sente respeito por aqueles que colocam os princípios acima de seu ganho pessoal?

O cientista Joseph Priestley concluiu: “A proibição de comer sangue, dada a Noé, parece ser obrigatória para toda a posteridade dele . . . Se interpretarmos [esta] proibição dos apóstolos pela prática dos primitivos cristãos, dos quais dificilmente se pode supor não terem entendido corretamente a natureza e o alcance dela, não podemos senão concluir que se intencionava ser absoluta e perpétua; pois o sangue não era comido por nenhum cristão, durante muitos séculos.”

QUE DIZER DO USO MEDICINAL DO SANGUE?

Abrangeria a proibição bíblica sobre o sangue o seu emprego na medicina, tal como em transfusões, que por certo não eram conhecidas nos dias de Noé, de Moisés ou dos apóstolos?

Ao passo que a terapia [transfusional]  moderna que emprega o sangue não existia lá naquele tempo, o uso medicinal do sangue não é moderno. Por cerca de 2.000 anos, no Egito e em outras partes, o “sangue [humano] era considerado como o remédio eficaz para a lepra”. Um médico revelou a terapia ministrada ao filho do Rei Esar-Hadom quando a Assíria estava no auge da tecnologia: “[O príncipe] está passando bem melhor; o rei, meu senhor, pode ficar feliz. A partir do 22.° dia eu dou (a ele) sangue para beber, ele beberá (isso) por 3 dias. Durante outros 3 dias, eu darei (a ele sangue) para aplicação interna.” Esar-Hadom tinha contatos com os israelitas. Todavia, por terem os israelitas a Lei de Deus, eles jamais beberiam sangue como remédio.

Usava-se sangue como tratamento médico na antiga Roma no tempo de Jesus ?

Era o sangue usado como remédio nos tempos de Roma? O naturalista Plínio (contemporâneo dos apóstolos) e o médico Areteu, do segundo século, relatam que o sangue humano era um dos tratamentos da epilepsia. Tertuliano escreveu posteriormente: “Considerai aqueles que, com sede cobiçosa, num espetáculo da arena, pegam sangue fresco de criminosos iníquos . . . e o levam correndo para curar sua epilepsia.” Ele os contrastou com os cristãos, que ‘nem mesmo tinham o sangue dos animais em suas refeições . . . Nos julgamentos dos cristãos, oferecei-lhes chouriços cheios de sangue. Estais convictos, naturalmente, de que [isso] . . . lhes é ilícito’. Assim, os cristãos primitivos preferiam correr o risco de morrer a tomar sangue.

“O sangue, em sua forma mais cotidiana não . . . saiu de moda como ingrediente da medicina e da magia”, relata o livro Flesh and Blood (Carne e Sangue). “Em 1483, por exemplo, Luís XI, da França, estava morrendo. ‘Ele piorava a cada dia, e os remédios de nada lhe adiantavam, embora fossem dum caráter estranho; pois ele esperava veementemente recuperar-se com o sangue humano que ele tirava e engolia de certas crianças.’”

“Deus e os homens encaram as coisas numa luz bem diferente. O que parece importante aos nossos olhos não tem, muitas vezes, nenhum valor nos cálculos da infinita sabedoria; e o que parece trivial para nós é, não raro, de imensa importância para Deus. Isso já é assim desde o princípio.” — An Enquiry Into the Lawfulness of Eating Blood (Indagação Sobre a Licitude de se Comer Sangue), de Alexander Pirie, 1787.

Que dizer de transfundir sangue? Experimentos com isto começaram no início do século 16. Thomas Bartholin (1616-80), professor de anatomia na Universidade de Copenhague, Dinamarca, protestou: ‘Os que introduzem o uso de sangue humano como remédio de uso interno para doenças parecem estar abusando dele e pecando gravemente. Os canibais são condenados. Então, por que não abominamos os que mancham sua goela com sangue humano? Algo similar é receber duma veia cortada sangue estranho, quer por via oral, quer por meio de transfusão. Os autores desta operação ficam sujeitos ao terror pela lei divina, pela qual se proíbe comer sangue.’

Assim sendo, algumas pessoas refletivas dos séculos passados discerniram que a lei bíblica se aplicava ao tomar sangue nas veias, assim como se aplicava ao tomá-lo por via oral. Bartholin concluiu: “Ambas as formas de se tomar [sangue] visam um só e único propósito, o de que, por meio deste sangue, um corpo enfermo possa ser nutrido ou restaurado [à saúde].”

Esta visão geral talvez possa ajudá-lo a entender a posição religiosa definitiva das Testemunhas de Jeová. Elas dão alto valor à vida e procuram bons tratamentos médicos. Mas estão decididas a não violar a norma de Deus, que tem sido coerente: Aqueles que respeitam a vida como dádiva do Criador não tentam sustentar a vida por tomarem sangue.

Ainda assim, durante anos, ouviram-se muitas afirmações de que o sangue salva vidas. Os médicos podem relatar casos em que alguém sofreu perda aguda de sangue, mas recebeu transfusões de sangue e então melhorou rapidamente. Assim, o leitor talvez fique imaginando: ‘Quão sábio ou tolo, em sentido médico, é isto?’ Oferecem-se evidências médicas em apoio à hemoterapia (terapia com sangue). De modo que o leitor tem, para consigo mesmo, o dever de apurar os fatos, a fim de fazer uma decisão conscientizada a respeito do sangue.

A consciência de algumas Testemunhas lhes permite aceitar transplantes de órgãos, se isso for feito sem sangue. Um informe sobre 13 transplantes de rins concluía: “Os resultados gerais sugerem que o transplante renal pode ser aplicado, segura e eficazmente, à maioria das Testemunhas de Jeová.” (Transplantation, junho de 1988) Igualmente, a recusa de tomar sangue não serviu de empecilho até mesmo para bem-sucedidos transplantes de coração.

As Testemunhas de Jeová há muito se recusam a tomar transfusões de sangue, não primariamente por causa de perigos à saúde, mas por causa da obediência à lei de Deus sobre o sangue. (Atos 15:28, 29) Todavia, médicos peritos têm tratado com êxito pacientes Testemunhas sem usar sangue, com seus acompanhantes riscos. Como apenas um dentre muitos exemplos relatados na literatura médica, a revista Archives of Surgery (novembro de 1990) falou sobre transplante de coração em pacientes Testemunhas, cuja consciência permitia tal procedimento, sem a administração de sangue. O relatório disse: “Mais de 25 anos de experiência em realizar cirurgia cardíaca em Testemunhas de Jeová culminou em bem-sucedidos transplantes cardíacos sem administrar produtos sanguíneos . . . Não ocorreu nenhuma morte perioperativa, e os primeiros estudos de acompanhamento têm mostrado que esses pacientes não têm sido mais suscetíveis a altos índices de rejeição de enxerto.”

As Testemunhas de Jeová prezam e respeitam profundamente a vida. Esta é uma das razões pelas quais não fumam, não usam tóxicos, nem praticam abortos. Aprenderam, pela Bíblia, a considerar a vida como sendo sagrada, algo a ser protegido e preservado, tanto para elas mesmas como para seus filhos.

As Testemunhas de Jeová são bem conhecidas por sua recusa de aceitar transfusões de sangue. Por que assumem tal posição? Porque a Bíblia mostra claramente que o sangue representa a vida, ou alma, duma criatura, e, assim, é sagrado. Quando se deu permissão a Noé para comer carne, depois do Dilúvio, foi-lhe dado o aviso estrito: “Somente a carne com a sua alma — seu sangue — não deveis comer.” (Gênesis 9:4) Esta proibição foi especificamente repetida na Lei que Deus forneceu à nação de Israel. (Levítico 17:10) Mais tarde, o espírito santo e os apóstolos exigiram que os cristãos também ‘persistissem em abster-se de coisas sacrificadas a ídolos, e de sangue, e de coisas estranguladas, e de fornicação’. — Atos 15:28, 29.

Copie e cole estes link na sua barra de endereços:

Veja os site abaixo
Globo repórter (Abril de 2004) Tecnologia a serviço da religião..

http://www.youtube.com/watch?v=QkvFQbDz0…

A crescente procura por
tratamentos médicos e
cirurgia sem sangue

http://www.watchtower.org/t/20000108/art…

Este simpósio, a Drª Raquel de Souza fala da autonomia da vontade do paciente, que deve ser considerado um sujeito de direitos, e não um mero objeto de cuidados médicos. Ele não é “propriedade do médico”, e sim um agente autônomo, capaz de decisões e escolhas com base em seus valores e crenças.

http://www.youtube.com/watch?v=KBmBB51Sq…

O sangue doado e testado é SEMPRE seguro ?

Janela imunológica” é o termo que designa o intervalo entre a infecção pelo vírus da aids e a detecção de anticorpos anti-HIV no sangue através de exames laboratoriais específicos. Estes anticorpos são produzidos pelo sistema de defesa do organismo em resposta ao HIV, o que indica nos exames a confirmação da infecção pelo vírus. Para o HIV, o período da janela imunológica é normalmente de duas a oito semanas, mas em alguns casos pode ser mais prolongado.

Se um teste de detecção de HIV é feito durante o período da janela imunológica, há possibilidade de um resultado falso-negativo, caso a pessoa esteja infectada pelo vírus. Portanto, se o teste for feito no período da janela imunológica e o resultado for negativo, é necessário realizar um novo teste, dentro de dois meses. Neste período ocorre a soroconversão, se a pessoa estiver realmente infectada.

É importante, nesse período de janela imunológica, que a pessoa não passe por nenhuma situação de risco, pois se estiver realmente infectada, já poderá transmitir o vírus para outras pessoas.

ESCÂNDALO ENVOLVENDO MILHARES DE PESSOAS CONTAMINADAS POR SANGUE TRANSFUNDIDO- VÍDEO

Departamento de Defesa dos Estados Unidos estão aprendendo a usar terapias SEM SANGUE!

GELEIA produzida a partir de algas impede em apenas alguns segundos hemorragia grave!  Veja o vídeo:

Alternativas à transfusão de sangue

Nos últimos seis anos, as Comissões de Ligação com Hospitais para as Testemunhas de Jeová em todo o mundo distribuíram à comunidade médica dezenas de milhares de cópias do programa em vídeo intitulado Estratégias Alternativas à Transfusão: Simples, Seguras, Eficazes, em cerca de 25 idiomas.* Esse programa mostra médicos de renome internacional analisando estratégias eficazes usadas atualmente para tratar pacientes sem transfusões de sangue. As pessoas estão levando a sério as informações apresentadas ali. Por exemplo, no fim de 2001, depois de assistir a esse programa, o Serviço Nacional de Sangue (NBS) no Reino Unido enviou uma carta com uma cópia desse vídeo a todos os diretores de bancos de sangue e consultores de hematologia espalhados pelo país. Eles foram incentivados a assistir ao programa por causa do “crescente reconhecimento de que uma das metas do bom tratamento médico é evitar a transfusão de sangue sempre que possível”. A carta dizia que “a mensagem geral passada [no vídeo] é digna de elogios e tem o forte apoio da NBS”.

Contate uma Testemunha de Jeová para assistir ao DVD Alternativas à Transfusão — Série de documentários, produzido pelas Testemunhas de Jeová.

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=medicos-questionam-beneficios-da-transfusao-de-sangue&id=3242

Riscos da transfusão de sangue

Nos últimos 10 anos, uma série de estudos descobriu que, muito longe de salvar vidas, as transfusões de sangue podem efetivamente colocar em risco a vida dos pacientes. Agora, um grupo de cirurgiões e anestesistas está questionando se o procedimento deve ser realmente adotado livremente como acontece hoje.

“Normalmente, quando há uma incerteza clínica sobre um tratamento, você não o administra, mas nós continuamos aplicando a transfusão,” diz o Dr. James Isbister, do Royal North Shore Hospital, na Austrália.

O problema está no sangue

Agora, segundo um novo estudo coordenado por médicos ingleses, não há nenhuma pesquisa que demonstre que a transfusão de sangue seja benéfica, a não ser quando o paciente está com uma hemorragia que não possa ser estancada. Segundo o Dr. Gavin Murphy, do Bristol Heart Institute, o que há são vários estudos alertando para os perigos da transfusão de sangue.

O estudo avaliou uma série de outras pesquisas médicas já publicadas, mostrando que o problema não está com o grandemente propalado risco de se constrair uma infecção, ou doenças como a AIDS ou a hepatite – o maior problema está no próprio sangue.

Transfusão aumenta taxa de mortalidade de pacientes

Várias das pesquisas revisadas mostram que as transfusões de sangue, particularmente as que contêm glóbulos vermelhos, estão ligadas a altas taxas de mortalidade em pacientes que tiveram um ataque cardíaco, que passaram por cirurgias cardíacas ou que estão em estado crítico.

A natureza exata da conexão entre a transfusão de sangue e a alta taxa de mortalidade ainda é incerta, mas as evidências apontam para alterações químicas no sangue já envelhecido, seu impacto sobre o sistema imunológico e para a capacidade do sangue em transportar oxigênio.

Risco da transfusão maior do que risco de infecção

De fato, a maioria dos especialistas agora concordam que o risco representado pela própria transfusão de sangue é muito maior do que os riscos de uma infecção adquirida durante a transfusão. “Provavalmente entre 40 e 60 por cento das transfusões de sangue não são boas para os pacientes,” afirma o Dr. Bruce Spiess, da Virginia Commonwealth University.

As transfusões de sangue se tornaram um elemento básico da medicina durantes as duas guerras mundiais, quando ela foi utilizada como último recurso para salvar soldados que haviam sofrido perdas massivas de sangue. Mas agora, longe de estar restrita a hemorragias catastróficas, as transfusões são utilizadas rotineiramente como um tratamento opcional, mais comumente em pacientes internados em UTIs ou passando por grandes cirurgias.

Risco maiores

As coisas começaram a mudar em 1999, quando um estudo feito no Canadá demonstrou que um número significativamente menor de pacientes morria depois da transfusão de sangue se eles recebessem a transfusão apenas quando os níveis de hemoglobina caíam abaixo de 70 g/l de sangue, e não 100 g/l, como é feito normalmente.

Um estudo mais recente descobriu que, em pacientes que sofreram ataques cardíacos, apresentando hematócritos acima de 25%, uma transfusão de sangue está associada com um risco de morte três vezes maior ou com um segundo ataque cardíaco num intervalo de 30 dias. (Journal of the American Medical Association, vol 292, p 1555).

Para quase 9.000 pacientes que sofreram cirurgias cardíacas na Inglaterra entre 1996 e 2003, receber uma transfusão de glóbulos vermelhos está associado com um risco três vezes maior de morrer dentro de um ano, e um risco quase seis vezes maior de morrer em até 30 dias depois da cirurgia.

As transfusões de sangue também estão associadas a mais infecções e altas taxas de incidência de derrames cerebrais, ataques cardíacos e falhas nos rins – complicações normalmente associadas a uma falta de oxigênio nos tecidos.

Doação de sangue

Mas as pessoas não devem parar de doar sangue, afirmam os estudiosos. “A transfusão é crítica em várias situações, como em hemorragias graves. Nós também necessitamos de sangue para produtos essenciais, como anticorpos e fatores coagulantes para pessoas com hemofilia,” diz o Dr. Isbister.

Suicidas ?

  • O suicídio é tentar tirar a própria vida. É uma tentativa de autodestruição. Mas, qualquer pessoa que esteja mesmo de leve familiarizada com as crenças e práticas das Testemunhas de Jeová pode ver que elas não tentam autodestruir-se. Embora recusem transfusões de sangue, acolhem a assistência médica alternativa. Um artigo publicado em The American Surgeon (O Cirurgião Estadunidense) comentava de modo correto:“Em geral, a recusa de cuidados médicos não equivale ao ‘suicídio’. As Testemunhas de Jeová procuram assistência médica, mas recusam somente uma faceta dos cuidados médicos. A recusa dos cuidados médicos ou de partes deles não é um ‘crime’ cometido contra si mesmo por um ato evidente do indivíduo de destruir-se, como é o suicídio.” 17O Professor Robert M. Byrn indicou em Fordham Law Review (Sinopse Jurídica de Fordham) que ‘rejeitar a terapia salvadora e tentar o suicídio são tão diferentes na lei como são as maçãs das laranjas’.18 E, falando a uma conferência médica, o Dr. David Pent, do Arizona, EUA, comentou:“As Testemunhas de Jeová acham que, caso morram por causa de sua recusa de receber uma transfusão de sangue, morrem devido às suas crenças, quase da mesma forma que os primitivos mártires religiosos o fizeram séculos atrás. Se isto é suicídio médico passivo, há vários médicos na assistência, agora mesmo, que fumam cigarros, isso provavelmente constitui um suicídio igualmente passivo.”19Que dizer da idéia de que, ao recusarem as transfusões, as Testemunhas de Jeová exercem seu “direito de morrer”? A realidade é que as Testemunhas de Jeová desejam continuar vivas. É por isso que procuram assistência médica. Mas, não podem violar e não violarão suas convicções religiosas arraigadas, e baseadas na Bíblia.Os tribunais de justiça amiúde têm sustentado o princípio de que toda pessoa tem direito à sua integridade física, querendo dizer que, em última análise, a própria pessoa é responsável de decidir o que será feito com seu corpo. Realmente, não é assim que gostaria que acontecesse, caso ficasse doente ou fosse hospitalizado? Visto que é a sua vida, a sua saúde e o seu corpo, não deveria ter a palavra final quanto a se algo lhe será feito ou não?Há conseqüências lógicas deste conceito inteligente e de senso moral. Um folheto publicado pela Associação Médica Americana explica: “O paciente tem de ser o árbitro final quanto a se correrá os riscos do tratamento ou da operação recomendada pelo médico, ou se se arriscará a viver sem tal. Este é o direito natural da pessoa, que a lei reconhece.” “Um paciente tem o direito de negar seu consentimento ao tratamento salvador. Assim sendo, pode impor os termos, as condições, e os limites que deseje, ao dar seu consentimento.”20Isto se aplica à transfusão de sangue, assim como a qualquer outro “tratamento salvador”. O Dr. jur. H. Narr, de Tübingen, Alemanha, declarou: “O direito e o dever de curar do médico é limitado pela liberdade básica do homem, de autodeterminação com respeito a seu próprio corpo. . . . O mesmo se dá com outra intervenção médica, daí, também, com a recusa da transfusão de sangue.”21Compreensivelmente, algumas pessoas ficam abaladas diante da idéia de alguém recusar sangue, caso isso possa ser perigoso ou até mesmo fatal. Muitos acham que a vida é a coisa principal, que a vida deve ser preservada a todo custo. Na verdade, a preservação da vida humana é um dos interesses mais importantes da sociedade. Mas, deve isto significar que “preservar a vida” vem antes de todo e qualquer princípio?Em resposta, Norman L. Cantor, Professor Adjunto da Faculdade de Direito de Rutgers, EUA, indicou:“A dignidade humana é ressaltada por se permitir que o indivíduo determine por si mesmo por que crenças vale a pena morrer. Através das eras, uma multidão de causas nobres, religiosas e seculares, têm sido consideradas como dignas do auto-sacrifício. Por certo, a maioria dos governos e das sociedades, inclusive a nossa, não consideram a santidade da vida como sendo sempre o valor supremo.”22O Sr. Cantor citou como exemplo o fato de que, durante as guerras, alguns homens voluntariamente enfrentaram ferimentos e a morte ao lutar pela “liberdade” ou pela “democracia”. Será que seus concidadãos encararam tais sacrifícios, a bem de princípios, como sendo moralmente errados? Será que suas nações condenaram tal proceder como ignóbil, visto que alguns dos que morreram deixaram viúvas e órfãos que precisavam de cuidados? Acha que os advogados ou os médicos deveriam ter obtido mandados judiciais para impedir que tais homens fizessem sacrifícios em prol de seus ideais? Daí, não é óbvio de que a disposição de correr riscos por causa de princípios não é exclusividade das Testemunhas de Jeová e dos cristãos primitivos? O fato é que tal lealdade a princípios tem sido altamente respeitada por muitos.Também, vale a pena tornar a enfatizar que, embora as Testemunhas de Jeová não aceitem transfusões de sangue, acolhem tratamentos alternativos que podem ajudá-las a continuar vivendo. Por que, então, deveria alguém insistir e até mesmo impor certa terapia que viola totalmente os princípios e as mais profundas crenças religiosas duma pessoa?

    Todavia, isso tem acontecido. Alguns médicos ou administradores hospitalares até mesmo recorreram aos tribunais para obter autorização legal de impor sangue a uma pessoa. A respeito dos que seguiram este proceder, o Dr. D. N. Goldstein escreveu em The Wisconsin Medical Journal (Revista Médica de Wisconsin), EUA:

    “Os médicos que assumem esta posição negaram os sacrifícios de todos os mártires que glorificaram a história com sua suprema devoção aos princípios mesmo ao custo de sua própria vida. Pois os pacientes que preferem a morte certa a violar um escrúpulo religioso são da mesma massa que os que pagaram com sua vida pela fé em Deus, ou que foram para a estaca ao invés de aceitar o batismo [forcado]. . . . O nosso dever é salvar vidas, mas, bem que podemos questionar se não temos também o dever de salvaguardar a integridade e preservar os poucos gestos de autenticidade pessoal que continuam a ocorrer em uma sociedade cada vez mais arregimentada. . . . Nenhum médico deve procurar obter assistência legal para salvar um corpo por destruir uma alma. A vida do paciente pertence a ele mesmo.”23

Fonte(s):

17. The American Surgeon, julho de 1968, p. 542.

18. Fordham Law Review, Vol. 44, 1975, págs. 23, 24.

19. American Journal of Obstetrics and Gynecology, 1.° de junho de 1968, p. 395.

20. Medicolegal Forms with Legal Analysis (1976), págs. 24, 38.

21. Medical Tribune (em alemão), 19 de março de 1976, p. 30.

22. Rutgers Law Review, Vol. XXVI, 1973, p. 244.

23. The Wisconsin Medical Journal, agosto de 1967, p. 375.

crescente procura por tratamentos médicos e cirurgia sem sangue, A
http://www.watchtower.org/t/20000108/art…

Sangue — Por que é tão valioso?
http://www.watchtower.org/t/200608/artic…

sangue submetido ao teste de HIV é seguro?, O
http://www.watchtower.org/t/200806a/arti…

http://www.youtube.com/watch?v=5JT0e9px1…
testemunhas de jeová e a questão do sangue GLOBO REPÓRTER

Materia adicional sobre o sangue

NOTÍCIAS SOBRE SANGUE 1 de Setembro de 2010

Tribunal de Justiça (TJCE) condena Estado a pagar 700 salários mínimos à criança infectada com HIV

Tribunal de Justiça (TJCE) condena Estado a pagar 700 salários mínimos à criança infectada com HIV Por unanimidade, a 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) condenou o Estado a pagar 700 salários mínimos ao garoto A. R. P., representado pelos pais, F.L.M. e A.P.R., presentes ao julgamento ocorrido na tarde de ontem. Com o acórdão do TJCE, fica sacramentada, em segunda instância, a tese da família de que a criança foi contaminada pelo vírus HIV em transfusão de sangue feita no Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce), no ano de 2002.Em 21 de outubro de 2005, o juiz da 6ª Vara da Fazenda Pública, Paulo de Tarso Nogueira, já havia proferido sentença responsabilizando o Estado pela contaminação da criança, que hoje está com sete anos. Naquela época, o juiz determinou o pagamento de 150 salários mínimos à família do garoto. Agora, além de confirmar a sentença, o Tribunal de Justiça aumentou a indenização para 500 salários mínimos.

Abalados com o problema, os pais da criança preferiram não conceder entrevista. Contudo, o advogado da família Nasareno Saraiva, conta que A. R. P. nasceu prematuro no dia 28 de janeiro de 2002, na Maternidade Escola Assis Chateaubriand. Aos três meses de idade, foi levado ao Albert Sabin e precisou ser internado porque estava com diarréia e desidratação. Por determinação médica, recebeu transfusão de sangue do Hemoce.

Em agosto de 2003, depois de duas pneumonias, foi submetido ao teste anti-HIV, que constatou a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids). Depois do resultado, os pais do menino também fizeram o exame, que apontou resultados negativos.A família entrou com ação responsabilizando o Estado e requerendo ressarcimento por danos morais no valor de R$ 1.500.000,00. Segundo o assessor da secretaria da Terceira Câmara de Julgamentos do TJCE, Fernando Pereira, em recurso apelatório o Estado chegou a alegar que a criança poderia ter adquirido o vírus por meio de contato sexual, acidente material com objeto cortante, uso de seringa contaminada, amamentação em gestante diversa da mãe ou até mesmo por picada de mosca.

Fernando Pereira explica, ainda, que no processo está explicito que o Hemoce — como os demais bancos de sangue público do País — não dispõe do exame recomendado pelo Ministério da Saúde, com tecnologia mais avançada capaz de identificar o vírus da Aids.Para o advogado da família, a decisão do TJ é de suma importância “porque sacramenta o mérito da culpabilidade do Estado”. Entretanto, adiantou que a família irá recorrer com a finalidade de elevar o valor da indenização.

Segundo advogado, a criança é submetida a um rígido tratamento quimioterápico e, constantemente, passa por internações hospitalares.

Já o procurador-geral do Estado, Fernando Oliveira, preferiu não se manifestar. “Só vamos nos manifestar e decidir se recorreremos ou não quando tivermos acesso ao teor do julgamento da matéria no TJCE”.

MOZARLY ALMEIDA

Corte

Suprema do Japão ganho de causa a Testemunha de Jeová

A Corte Suprema do Japão decretou que “os cirurgiões violaram o direito de decisão de uma mulher ao lhe administrarem transfusão de sangue por ocasião duma cirurgia, quebrando assim a promessa que haviam feito de que, mesmo que ela corresse risco de morrer, não lhe dariam transfusão”, declarou o jornal The Daily Yomiuri. “Essa foi a primeira vez que a Corte Suprema decretou que o direito do paciente de consentir ou recusar tratamentos é um direito humano.” Misae Takeda, Testemunha de Jeová, recebeu uma transfusão de sangue em 1992, logo após uma cirurgia para extrair um tumor maligno do fígado, enquanto estava ainda sedada. Os quatro juízes da Suprema Corte decidiram por unanimidade que os médicos erraram ao não avisar a paciente de que administrariam transfusão de sangue durante a cirurgia caso julgassem necessário, privando-a assim do direito de decidir se aceitava a cirurgia sob essas condições. A decisão de 29 de fevereiro de 2000 diz: “Quando o paciente não aceita transfusão de sangue por motivo de crença religiosa, a vontade dele deve ser respeitada.” Os parentes de Misae deram continuidade ao processo após a morte dela em 1997. — Para mais detalhes veja A Sentinela de 15 de dezembro de 1998, páginas 26-9.

 

Links adicionais:

Por que vocês não aceitam sangue? 

 

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