“MEU SENHOR E MEU DEUS” – JOÃO 20:28

“MEU SENHOR E MEU DEUS” – JOÃO 20:28

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“Meu Senhor e meu Deus!” – em que sentido?

Na ocasião em que Jesus apareceu a Tomé e aos outros apóstolos, removendo as dúvidas de Tomé sobre Sua ressurreição, Tomé, então já convencido disto, exclamou a Jesus: “Meu Senhor e meu Deus! [literalmente: “O Senhor de mim e o Deus (ho Theós) de mim!”].” (João 20:24-29) Alguns peritos têm encarado esta expressão como uma exclamação de espanto falada a Jesus, mas realmente dirigida a Deus, seu Pai. Todavia, outros afirmam que o grego original exige que as palavras sejam consideradas como dirigidas a Jesus. Mesmo assim, a expressão “Meu Senhor e meu Deus!” ainda teria de se harmonizar com o restante das Escrituras inspiradas. Visto que o registro mostra que Jesus enviara anteriormente a seus discípulos a mensagem: “Eu ascendo para junto de meu Pai e vosso Pai, e para meu Deus e vosso Deus”, não existe motivo para se crer que Tomé imaginasse que Jesus fosse o Deus Todo-poderoso. (João 20:17) O próprio João, ao narrar o encontro de Tomé com o ressuscitado Jesus, diz o seguinte sobre este e outros relatos similares: “Mas, estes foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e que, por crerdes, tenhais vida por meio do seu nome.” — João 20:30, 31.

Portanto, Tomé pode ter-se dirigido a Jesus como “meu Deus” no sentido de Jesus ser “um deus”, embora não o Deus Todo-poderoso, não “o único Deus verdadeiro”, a quem Tomé tinha muitas vezes ouvido Jesus orar. (João 17:1-3) Ou, talvez se tivesse dirigido a Jesus como “meu Deus” dum modo similar às expressões feitas por seus antepassados, registradas nas Escrituras Hebraicas, com as quais Tomé estava familiarizado. Em várias ocasiões, quando um mensageiro angélico de Jeová visitava certas pessoas ou se dirigia a elas, tais pessoas, ou às vezes o escritor bíblico que registrava tal acontecimento, respondiam ao mensageiro angélico, ou falavam dele, como se fosse Jeová Deus. (Gênesis 16:7-11, 13; 18:1-5, 22-33; 31:11-13; 32:24-30; Juízes 6:11-15; 13:20-22.) Isto se dava porque o mensageiro angélico atuava por Jeová, como Seu representante, falando em Seu nome, talvez usando o pronome pessoal na primeira pessoa do singular e chegando mesmo a dizer: “Eu sou o verdadeiro Deus.” (Gênesis 31:11-13; Juízes 2:1-5) Tomé, portanto, talvez se tenha referido a Jesus como “meu Deus” neste sentido, reconhecendo ou confessando que Jesus era o representante e porta-voz do verdadeiro Deus. Seja qual for o caso, é certo que as palavras de Tomé não contradizem a declaração expressa de Jesus, que ele mesmo tinha ouvido, a saber, de que “o Pai é maior do que eu”. — João 14:28.

Não podemos esquecer que no v.s 19 diz que Jesus apareceu aos seus discípulos tarde da noite e que as portas estavam fechadas a chave, visto que os discípulos estavam com medo dos judeus. E o texto diz que mesmo as portas estando trancadas Jesus apareceu e ficou em pé no meio deles. O v.s 20 diz que Jesus, mostrou-lhes tanto a sua mão como o seu lado.

O v.s 24 diz que Tomé não estava na ocasião em que Jesus apareceu aos seus discípulos, mas os outros discípulos lhe disseram: “Temos visto o Senhor!” (Talvez até dissesse que quando ele (Jesus) chegou às portas estavam trancada e que ele apareceu bem no meio deles e que Jesus mostrou a sua mão e o seu lado). Mas Tomé não acreditou nos discípulos (v.s 25) ele chegou até dizer: “A menos que eu veja nas suas mãos o sinal dos pregos e ponha o meu dedo no sinal dos pregos, e ponha a minha mão no seu lado, certamente não acreditarei.” O v.s 20 diz que foi Jesus quem mostrou aos seus discípulos suas mãos e o seu lado, já no caso de Tomé ele queria mais do que ver os sinais ele queria era colocar o seu dedo e a sua mão nos locais onde Jesus foi ferido antes de morrer. Só assim ele ia acreditar no que os outros discípulos disseram e na ressurreição de Jesus.

O v.s 26 mostra que Tomé ficou 8 (dias) duvidando dos discípulos. Visto que só oito dias depois é que Jesus apareceu novamente aos seus discípulos. E por  incrível que pareça a situação era a mesma, visto que as portas estavam fechadas a chave. Só que desta vez Tomé estava com os discípulos e daí Jesus chegou ficando no meio deles. Jesus começa a falar com Tomé (v.s 27) imagine o tom de voz de Jesus na frase: “Pára de ser incrédulo” ou “Pare de duvidar”. Quando Jesus termina, Tomé diz: “Meu Senhor e meu Deus!”

Interessante é que na frase: “Meu Senhor e meu Deus!” existe um sinal de exclamação (!). O ponto de exclamação serve para expressar emoção ou afeto e é usado em frase para expressar a idéia de surpresa ou espanto.

Sem dúvida ao encontrar-se com Jesus, Tomé se deparou com o inacreditável. Foi uma surpresa muito grande para Tomé, que aparentemente ou supostamente era o mais incrédulo dos apóstolos. Com toda certeza foi um choque para ele, aquele encontro com Jesus, ainda mais, pela forma sobrenatural com que Jesus se apresentou no meio deles. Com grande espanto, Tomé deve ter olhado para Jesus, e como se ainda não tivesse acreditando, exclama uma frase que expressa toda a sua surpresa e espanto. “Meu Senhor e Meu Deus!”

Foi como se tivesse visto algo incrível e tivesse dito: Meu Deus! Isso é inacreditável! ou, ainda não estou acreditando que isto seja verdade!

Outro tipo de sentimento ou idéia que a frase exclamativa de Tomé pode estar querendo passar é a idéia do sentimento de arrependimento de Tomé. Lembre-se que Tomé insistentemente recusou-se acreditar no que os discípulos lhe disseram. (João 20;25). Vendo então que era verdade o que os discípulos lhe falaram, e sendo imediatamente repreendido por Jesus acerca de sua ignorante incredulidade Tomé ficando constrangido fez a exclamação: “Meu Senhor e Meu Deus!” era como se fosse um pedido de perdão a Jeová Deus por sua ignorância e incredulidade. É como se tivesse naquele momento querendo dizer: “Meu Deus! Perdoa a minha incredulidade”. Isso mostra que alguém em estado de choque é capaz de falar qualquer coisa que lhe venha à mente de forma impulsiva sem muito pensar. Não tem sentido algum acreditar que Tomé tenha afirmado que Jesus era seu Deus, quando, nem mesmo o próprio Jesus, em momento algum enquanto esteve na terra fez qualquer menção ou revelação nesse sentido.

Em Lucas 24:16 mostra que Jesus ao aparecer a dois de seus seguidores algo não deixou eles reconhecer Jesus, mas quando eles começaram a reconhecer a Jesus o v.s 31 diz que Jesus “Desapareceu diante deles”. E o v.s 36,37 já mostra outra ocasião que Jesus apareceu aos seus discípulos, e que quando apareceu eles ficaram apavorados e amedrontados, pois imaginavam ver um espírito ou um fantasma. Se Jesus teve este poder sobrenatural de desaparecer e de aparecer subitamente, seria de esperar que Tomé como já mencionado dissesse: ”Meu Senhor e Meu Deus!” ao ver Jesus entrar numa sala fechada.

Talvez alguns perguntem: Se Jesus Cristo não é Deus, por que não corrigiu Tomé quando disse: ”Meu Senhor e Meu Deus!”?

A pergunta acima até certo ponto tem sentido, visto que o texto em nenhum momento mostra Jesus corrigindo Tomé. Mas se formos questionar o “por que” de todas as sentenças bíblicas, poderemos chegar até mesmo a não mais acreditar na Bíblia. Veja um exemplo:

Em Marcos 8:22-26 mostra a cura de um cego que ocorreu em Betsaida. O v.s 23 diz que Jesus cuspiu nos olhos do Homem, e colocou as mãos sobre o homem e perguntou ao homem se ele estava vendo alguma coisa. O homem disse: “Vejo homens, pois observo o que parecem ser árvores, mas estão andando.” Mas o v.s 25 mostra que Jesus colocou novamente as mãos sobre os olhos do homem e este passou a ver tudo. Em João 9:1-7 conta um relato parecido, no v.s 6 mostra Jesus usando a sua saliva para curar também um cego. O v.s 7 mostra que Jesus ele simplesmente mandou este homem lavar os seus olhos num reservatório de água, e o resultado foi que este homem voltou vendo.

Daí surge às seguintes perguntas do “por que”: Por que na cura do cego registrado em Marcos Jesus teve que passar as suas mãos duas vezes nos olhos do homem, e não uma vez como ele vez na cura registrada em João? Será que foi porque a cegueira do outro era tão séria que Jesus não tinha o poder de curar o homem na primeira vez que colocou as suas mãos? Por que Jesus simplesmente não disse para os dois cegos: ”Abra-te os olhos e fique curado”?

Não estou querendo questionar ou desacreditar o que a Bíblia diz, visto que os milagres registrados na Bíblia têm o objetivo de mostrar que Jesus é filho de Deus, ou de ensinar algo de grande valor para os cristãos. Só quero é mostrar que não vale apenas questionar alguns versículos da Bíblia se não tivermos a mente aberta para discernirmos o que o restante dela nos quer ensinar. E nós somos seres humanos imperfeitos, talvez nunca cheguemos a um entendimento perfeito ou completo da Bíblia, enquanto vivermos apegados a materialidade de um mundo governado pelo o Diabo (1João 5:19).

Mas com respeito à pergunta: Por que Jesus não corrigiu a Tomé? Podemos usar o seguinte argumento:

    Se Jesus era Deus, porque então não corrigiu a Pedro e todos os discípulos quando lhes perguntou em Mateus 16:15 “Quem vocês dizem que eu sou?” e Pedro respondeu: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivente.”

    Por que Jesus não corrigiu a Pedro dizendo: “Pedro, o que você disse não é bem a realidade. Eu não sou um filho de verdade, eu não sou o filho de Deus literalmente, eu sou o único e verdadeiro Deus e estou com vocês apenas representando o papel de um filho, será que vocês ainda não entenderam isso?” Se voltarmos a nossa atenção para Mateus 16:17 vemos que Jesus faz um elogio a Pedro por ter dito: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.”

    Alguns têm usado o seguinte argumento para mostrar o porquê que Jesus não corrigiu a Tomé naquele momento:

    Jesus não corrigiu nem quando lhe chamaram de Filho de Deus e nem quando lhe chamaram de Deus, porque todos, inclusive o próprio Cristo sabia que assim como filho de homem é homem, Filho de Deus é Deus, porque são da mesma essência espiritual. Se não fosse assim, não poderíamos dizer que  filho do homem  é homem, só porque é filho. “Deus” não é nome do Ser, mas qualidade do Ser.

Nos relatos dos Evangelhos, a expressão O FILHO DO HOMEM é encontrada quase 80 vezes, aplicando-se em cada caso a Jesus Cristo, sendo usada por ele com referência a si mesmo. (Mt 8:20; 9:6; 10:23) Fora dos relatos dos Evangelhos, ela ocorre em Atos 7:56; Hebreus 2:6 e Revelação (Apocalipse) 1:13; 14:14.

Aplicar Jesus esta expressão a si mesmo mostrava que o Filho de Deus era então deveras humano, tendo-se ‘tornado carne’ (João 1:14), tendo ‘procedido duma mulher’ por ter sido concebido pela virgem judia Maria e ter nascido dela. (Gálatas 4:4; Lucas 1:34-36) De modo que não materializara simplesmente um corpo humano, assim como anjos anteriormente fizeram; não era uma encarnação, mas era realmente ‘filho da humanidade’ através da sua mãe humana. — Compare isso com 1João 4:2, 3; 2João 7.

Por este motivo, o apóstolo Paulo podia aplicar o Salmo 8 como profético de Jesus Cristo. Paulo, na sua carta aos hebreus ( Salmos 2:5-9), cita os versículos que rezam: “Que é o homem mortal [’enóhsh] para que te lembres dele, e o filho do homem terreno [ben-’adhám] para que tomes conta dele? Também passaste a fazê-lo um pouco menor que os semelhantes a Deus [“um pouco menor que os anjos”, em Hebreus 2:7], e então o coroaste de glória e de esplendor. Tu o fazes dominar sobre os trabalhos das tuas mãos; puseste tudo debaixo de seus pés.” (Salmos 8:4-6; compare isso com Salmos 144:3.) Paulo mostra que, para cumprir este salmo profético, Jesus, de fato, foi feito “um pouco menor que os anjos”, tornando-se realmente um mortal “filho do homem terreno”, para que pudesse morrer como tal e assim “provasse a morte por todo homem”, sendo depois coroado de glória e esplendor pelo seu Pai, que o ressuscitou. — Hebreus 2:8, 9; compare isso com Hebreus 2:14; Filipenses 2:5-9.

Portanto, a designação “Filho do homem” serve também para identificar Jesus Cristo como o grande Parente da humanidade, tendo o poder de remi-la da servidão ao pecado e à morte, bem como para identificá-lo como o grande Vingador do sangue. — Levítico 25:48, 49; Números 35:1-29.

 Assim, Jesus ser chamado de “Filho de Davi” (Mateus 1:1; 9:27) enfatiza ser ele o herdeiro do pacto do Reino a ser cumprido na linhagem de Davi; ser ele chamado de “Filho do homem” traz à atenção de ser ele da raça humana, em virtude do seu nascimento carnal; ser ele chamado de “Filho de Deus” salienta ser ele de origem divina, não descendendo do pecador Adão, nem herdando a imperfeição dele, mas tendo uma posição plenamente justa perante Deus. — Mateus 16:13-17. Lucas 3:38 diz que Adão é Filho de Deus e nem por isso diríamos que ele tem a mesma essência de Deus.

Na verdade Jesus até mesmo poderia ser chamado de Deus em quanto esteve na terra, não no sentido “Absoluto” visto que Deus não morre (Habacuque 1:12) e não tem nem carne e nem sangue, visto que Deus é Espírito (João 4:24; Lucas 24:39). Enquanto Jesus ele morreu (1 Tessalonicenses 4:14) e tem sangue e carne (Hebreus 2:14).

 A palavra Deus significa: ”Poderoso e Forte”, e em Isaías 9:6, Jesus Cristo é profeticamente chamado de, “Deus Forte ou Poderoso”, mas não de Deus Todo-Poderoso assim como Jeová é chamado em Gênesis 17:1. Moisés até mesmo foi designado por Jeová Deus como seu representante perante Faraó e disse que Moisés ia servir de Deus para Arão e para Faraó. (Êxodo 4:16; 7:1) No evangelho de João encontramos 3 versículos que mostram que Jesus era “Representante” de Deus.(João 7:29; 16:27; 17:8) Tradução do Novo Mundo. Jesus poderia até mesmo ser chamado de Deus nesta ocasião, por ser representante de Jeová Deus aqui na terra e pelo seu poder milagroso, e não no sentido de ser um Deus imortal assim como Jeová Deus.

Mas Quem disse que Jesus não corrigiu Tomé? Onde é que se encontra na Bíblia que Jesus não o corrigiu? Somente porque tais palavras de correção não estão registradas na bíblia, podemos afirmar categoricamente que tal fato não ocorreu?  Estão todos os detalhes da vida de Jesus relatados na bíblia para que tal afirmação possa ser feita?

    Gostaria  de citar outra passagem escrita pelo mesmo autor desta carta de João para análise dos sinceros pesquisadores e buscadores da verdade.

    João 21:25 “Há, de fato, também muitas outras coisas que Jesus fez, as quais, se alguma vez fossem escritas em todos os pormenores, suponho que o próprio mundo não poderia conter os rolos escritos.”

     João foi claro; muitas coisas que Jesus fez (dentre as muitas coisas, a correção pode estar incluída) não estão relatadas. Como saber o que foi dito a Tomé, depois que Jesus tratou do principal problema que havia no coração dele, no caso a incredulidade?

   Alguns críticos podem até dizer: Se esta suposição sem pé e nem cabeça fosse verdade, A Bíblia seria conivente com um erro muito grave. Jesus jamais deixaria de repreender o erro, se este fosse o caso, ainda mais estando tão patente aos olhos de todos. Quando  o profeta  João prostrou-se ao anjo, ele foi corrigido de imediato. Mas no caso de Tomé, não há a menor possibilidade de ter acontecido uma repreensão.

   No caso de João a diferença é que João iria adorar um anjo de Jeová Deus, coisa que aconteceu duas vezes e ele foi repreendido duas vezes (Revelação ou Apocalipse 19:10; 22:8,9) por isso que ele mereceu ser corrigido e não de ter chamado o anjo de “Meu Senhor e Meu Deus”. E acredito que mesmo que João chamasse o anjo de “Meu Senhor e Meu Deus”, ele dificilmente seria corrido pelo fato de que os anjos conforme Salmos 8:5 diz que os anjos são “Semelhantes a Deus”. E o Salmos 103:20 diz que eles são “Poderosos em poder”. (Tradução do Novo Mundo). Lembre-se que a palavra Deus significa: Poderoso; Forte.

   O problema maior com Tomé, pelo contexto esta mais do que evidente era a sua incredulidade. Jesus em todo seu ministério, sempre se preocupou em cuidar e solucionar a causa dos problemas das pessoas. Jesus não era um homem de paliativos. Outro bom exemplo do que estamos falando foi à conversa de Jesus com Nicodemos.

Observe: “Ora, havia um homem dos fariseus, cujo nome era Nicodemos, um governante dos judeus. Este veio a ele (Jesus) de noite e disse-lhe: “Rabi, sabemos que tu, como instrutor, tens vindo de Deus; pois, ninguém pode realizar esses sinais que tu realizas, a menos que Deus esteja com ele.” Em resposta, Jesus disse-lhe: “Digo-te em toda a verdade: A menos que alguém nasça de novo, não pode ver o reino de Deus.”

    Nicodemos está dizendo que Jesus veio de Deus e que a prova disso são os sinais que Jesus realiza, mas daí Jesus diz a Nicodemos: “A menos que alguém nasça de novo, não pode ver o reino de Deus.” O que a resposta de Jesus tem haver com as palavras e afirmações de Nicodemos? A princípio suas palavras iniciais a Nicodemos não possuem nenhuma lógica. Isto porque Jesus foi direto ao assunto, sem muitos rodeios, no foco do problema do ser humano, neste caso em questão, a real necessidade de Nicodemos. Que era “nascer de novo” em sentido espiritual.

    Da mesma forma temos a certeza de que Jesus foi direto ao centro do problema que estava no coração de Tomé, ou seja, sua incredulidade. Percebe-se que esta foi à preocupação inicial de Jesus no encontro com Tomé. A narrativa termina com as seguintes palavras: Jesus disse-lhe: “Creste porque me viste? Felizes são os que não vêem, contudo, crêem.” (João 20:29) Assim termina a narrativa, no foco central do problema, que foi a incredulidade do ser humano, no caso a de Tomé; mas o que Jesus fez ou falou depois, não ficou registrado. (João 20:30).

    Críticos podem argumentar: A Bíblia diz que existem muitos outros SINAIS  ou mesmo muitas outras COISAS  que Jesus fez que não estão relatadas nas Escrituras. Isso não tem nada a ver com o que Jesus falou para Tomé como resposta ao reconhecimento “Senhor meu e Deus meu”. Os sinais e feitos de Cristo que não estão relatados nas Escrituras não tem relação com o diálogo entre Ele e Tomé.

    Mas onde está escrito na Bíblia que os outros sinais que não está registrado na Bíblia, talvez não incluam a conversa de Jesus com Tomé? Não disse João em no livro João 21:25: Há, de fato, também muitas outras coisas que Jesus fez, as quais, se alguma vez fossem escritas em todos os pormenores, suponho que o próprio mundo não poderia conter os rolos escritos.

    Tudo indica que Tomé simplesmente faz uma exclamação, como normalmente alguém faria ao se surpreender com algo inusitado Tipo: “Oh meu Deus!”, ou então, “Minha nossa!”; ou ainda, “Meu  Deus, meu Deus!”; e etc.

     Certo crítico disse: Todos podem ver que a expressão “Senhor meu e Deus meu!”, não se parece  com uma expressão apenas de surpresa, mas de reconhecimento e confissão. Isto é claro por causa da conjunção “e” no meio da frase.

    Vale destacar também que na época em que foram escritos os textos inspirados que deram origem às várias versões de bíblias como as que temos hoje, não existiam pontuações tais como vírgula (,), ponto e vírgula, (;) exclamação (!) e etc. Por isso ao usar a conjunção “e” os tradutores a usam para facilitar a leitura da Bíblia. Agora imagine você lendo a frase: ”Senhor meu Deus meu” ou “Meu Senhor Meu Deus” sem haver uma conjunção e nem sequer uma vírgula. E o que a sua professora de português diria para você se escrevesse essa frase numa redação? Diria que está faltando uma conjunção ou uma vírgula? Talvez nenhuma coisa e nem outra, mas dependendo do conteúdo da redação talvez ele sugerisse que colocasse um ponto de exclamação (!). No final da frase.

    Seria prudente tornar uma breve exclamação proferida por um incrédulo, numa verdade absoluta? Claro que não! Ainda mais, quando se sabe que esta suposta verdade vai contra o principal fundamento da fé de que existe um único Deus verdadeiro que é Jeová o Todo-Poderoso e Jesus Cristo o Filho unigênito de Deus que enquanto esteve na terra revelou o pai Jeová Deus. (João 17:3;1:18) Se Tomé estivesse colocando a Cristo no lugar de Deus, sem duvida estaria quebrando o primeiro mandamento que diz: “Não terás outros deuses diante de MIM.” (Êxodo 20:3)

    Mas se alguém dissesse: Isto é uma grande mentira! Se isto fosse verdade, outros autores bíblicos teriam quebrado a lei de Deus, como os apóstolos Paulo e João, que literalmente chamaram a Cristo de Deus. (Ver Hebreus 1:9, João 1:18, Tito 2:13, I João 5:20, João 1:1)

    Só que não devemos nós esquecer que os textos mencionados acima aparecem em outras versões de forma diferente. Veja por exemplo: João 1:18 na versão bíblica ARC que diz:

Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, este o fez conhecer. João 1:18 ARC

O mesmo ocorre com os demais versos citados que aparecem em uma ou outra versão com outro sentido de entendimento do texto. De qualquer forma, considerando os exemplos de Moises, dos Anjos, dos Juizes e do próprio diabo que foram chamados de deus, não há porque negar, em especial  na situação  de Jesus cristo, o unigênito Filho de Deus, a honra que ele tem por direito de ser chamado de Deus. Lembrando que a palavra Deus significa Forte ou Poderoso. Alem disso, os versículos selecionados mostra uma situação completamente diferente dá o que aconteceu em João 20:28.

O idioma grego usa a palavra Theos, (“Deus” ou “deus”) com um significado mais amplo do que é usual hoje em dia. No idioma grego e na cultura do dia, “Deus” (todos os primeiros manuscritos da Bíblia foram escritos em letras maiúsculas) foi um título descritivo aplicado a uma série de autoridades, incluindo o governador romano (Atos 12:22) , E até mesmo o Diabo (2 Coríntios. 4:4). Ele não se limitava ao seu sentido absoluto como um nome pessoal para a suprema Deidade como as usamos hoje.

    Não temos nenhuma indicação de que os discípulos reconheceram a natureza divina de Cristo até o derramamento do Espírito Santo. E não seria coerente considerar uma pessoa ressuscitada dos mortos como uma divindade ou Deus. Existem muitas autoridades trinitárias que admitem que não havia conhecimento da doutrina trinitária no momento em que falou Tomé.

Por exemplo, se os discípulos acreditaram que Jesus era “Deus” no sentido em que muitos cristãos fazem, eles não teriam “Abandonado a Jesus e fugido” apenas alguns dias antes, quando ele foi preso. Marcos 14:50.

    Tomé acreditava que Jesus foi morto e até duvidou que ele seria ressucitado. Mais em nenhum momento Jesus falou para os seus seguidores que ele iria voltar e aparecer a eles numa sala fechada as chaves. Assim quando Tomé viu Jesus chegando e entrando numa sala fechada ele ficou chocado e espantado quando se viu confrontado de frente a frente com Jesus. Visto que aquele que ele viu ser morto estava agora na sua frente, vivo.

    A tradução João Ferreira de Almeida revista e corrigida e a Bíblia de Estudo de Genebra usa a seguinte frase: “E Tomé respondeu”. Que pergunta Jesus fez a Tomé que ele respondeu? O texto não menciona nenhuma pergunta de Jesus a Tomé. Por isso a Tradução mais correta para entender este texto seria a da Nova Tradução da Linguagem de Hoje que diz:

   Então Tomé exclamou: Meu Senhor e Meu Deus!”

   Mais se Jesus não é Deus como se explica ele entrar numa sala fechada as chaves? (João 20:19,26)

    Se voltarmos a nossa atenção para o que diz Lucas 5:17, nós podemos entender, como Jesus conseguiu fazer isso sem ele ser Deus. O texto usa uma expressão que nos responde em parte a pergunta acima que é: “O poder do Senhor (Jeová) estava com Jesus para que ele curasse os doentes” Lucas 6:19 confirma isso. E em 1 Coríntios 1:24 diz em linguagem figurada que Jesus é o poder Deus e a sabedoria de Deus. 2 Coríntios 13:4 diz que Jesus embora tenha sido morto ele vive pelo o poder de Deus. Isso mostra que tudo que Jesus fazia dependia do poder de Jeová Deus.

    Portanto, Jesus pode entrar na sala fechada a chaves de forma sobrenatural, da mesma forma que pode realizar outros milagres, isto é, pelo mesmo poder que o ajudou a realizar muitos milagres, como se lê nos versos Bíblia. Tudo quanto Jesus fez, ele o fez pelo poder do Pai, que lhe foi dado. Ele entrou na sala fechada a chaves de forma milagrosa, da mesma forma que Felipe desapareceu da presença do Eunuco sem ser visto, ou seja, pelo poder de Deus e da mesma forma que Pedro saiu da prisão sem ser notado pelos guardas. (Atos 8:39;12:7-12) Marcos 10:27 diz: ”Para Deus todas as coisas são possíveis.”

     Por isso em nenhum momento o que aconteceu e o que está registrado em João 20:19-28, prova que Jesus é Deus em nenhum sentido absoluto. Porque o que está registrado em outros versículos da Bíblia prova que ele é o Filho de Deus (João 20:31) e que a exclamação de Tomé “Meu Senhor e Meu Deus” indica uma expressão de espanto ou surpresa, visto que ele havia duvidado dos seus amigos que disse ter visto Jesus vivo. Lucas 24:37 diz que os discípulos ficaram “assustados e com muito medo” quando Jesus apareceu a eles de repente visto que pensavam, que estavam vendo um fantasma ou um espírito. O que eles disseram quando ficaram “assustados e com medo”? Não sei e a Bíblia também não diz. Mas será que disseram: “Meu Jeová!”?

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